Mostrando postagens com marcador World Cup 2014. Mostrar todas as postagens

Você teve o que mereceu

A culpa não é do estardalhaço que foi feito sobre a lesão que tirou o Neymar da partida contra a Alemanha. Muito menos do Zuñiga. A culpa não é do Thiago Silva, que foi juvenil demais ao chutar a bola no gol após o apito do juiz contra a Colômbia. A culpa não é da Dilma. Muito menos depois do "É Tóis". A culpa não é do Bernard. A culpa não é das estrelas também. Afinal, o que menos tinha nessa seleção contra a Alemanha era uma estrela.

No dia 30 de junho de 2002, o futebol brasileiro erguia seu último caneco após vencer a Alemanha por 2x0 na Copa da Coréia/Japão. Entretanto, essa data reserva dois acontecimentos distintos que infligiram diretamente na maior derrota da história do futebol brasileiro, no dia 8 de julho de 2014, doze anos após o pentacampeonato.

Mesmo antes de começar o campeonato mundial de seleções de 2002, os alemães já maturavam a ideia de revolucionar o futebol que estava sendo praticado por sua seleção. Cansados de depender da força física e da habilidade de um ou outro jogador, os responsáveis pelo futebol alemão sentenciaram que independente do resultado da Mannschaft no continente asiático haveria uma mudança de filosofia. O resultado adverso contra o Brasil na final foi aquele puxãozinho necessário para qualquer tipo de mudança. E ela veio.

Ainda sobre o dia 30 de junho de 2002, ressalta-se que o Brasil penou para classificar-se para o Mundial. O Brasil terminou em TERCEIRO lugar nas eliminatórias daquela Copa, atrás do EQUADOR e empatado com o PARAGUAI, quarto colocado. Vale lembrar que durante toda a "preparação", o Brasil teve Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão como treinadores (falharam copiosamente em tudo que tentaram fazer). Luís Felipe Scolari só foi tomar as rédeas faltando alguns jogos para o fim das eliminatórias e com o Brasil correndo risco de ficar de fora do Mundial. A única coisa que o treinador poderia fazer na ocasião era dar moral ao time (talvez sua única qualidade enquanto treinador de futebol), e foi o que ele fez. Esse sufoco seria o suficiente para colocar a mão na consciência e remodelar o futebol no Brasil, certo? Que nada, foi nas coxas mesmo. O Brasil não era favorito ao título, mas ao menos tinha Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos para segurar o rojão. Com várias ajudas da arbitragem e com uma moral que foi crescendo ao longo da Copa (normal quando se trata de uma seleção pesada quanto era a do Brasil) o título acabou ficando conosco.

O que era inimaginável acabou acontecendo no futebol brasileiro. Instaurou-se subitamente no imaginário do brasileiro que a raça e a superação eram essenciais e mais importantes que, vejam só, a TÉCNICA e a TÁTICA, artigos que ajudaram o Brasil a ser o que ele deixou de ser hoje. Esse pensamento foi envenenando o futebol brasileiro de tal forma que times que jogavam pra frente, com jogadores alegres, eram tachados de irresponsáveis e que seriam incapazes de ganhar algo.

O título de 2002 não ocasionou a derrocada do futebol brasileiro, a raça e a superação fazem parte do futebol, mas você não pode tratá-las como prioridade. A cartilha básica do futebol sempre mostrou que o time que joga bem, que entende o jogo e se adapta à ele, vence com frequência. O Brasil entendeu errado.

De 2002 pra cá, a Alemanha revitalizou seu futebol criando academias de futebol, incentivando o aprimoramento dos fundamentos básicos nas categorias de base para desenvolver jogadores habilidosos, insinuantes e técnicos. Todos os jogadores alemães que enfrentaram o Brasil sabiam exatamente o que fazer em campo, pois eles tem conhecimento técnico sobre o jogo.

A visão tática também mudou com os treinadores que deixaram de explorar exclusivamente a força física. O maior desejo do alemão era jogar bonito igual o Brasil e, espertamente, eles perceberam que isso é questão de treino e planejamento. O resultado disso tudo foi o massacre no Mineirão, no dia 8 de julho de 2014.

Enquanto o mundo inteiro evoluía no futebol, o Brasil, em sua arrogância, estagnou achando que a camisa seria a sua salvação, que a raça - que todos tanto adoram - seria capaz de salvar o parco futebol que já era jogado no Brasil há, mais ou menos, 15 anos. O futebol ultrapassado, insignificante e sórdido perpetuado por um treinador igualmente obsoleto, que ganhou uma Copa quando os favoritos ao título caíram precocemente contra seleções fortes.

A arrogância começou com Carlos Alberto Parreira e Felipão, que já davam como certo o título tupiniquim e que fora consumado com o slogan patético no ônibus da CBF que dizia "Preparem-se! O hexa está chegando". Enquanto isso, seleções superiores a seleção brasileira usavam slogans de verdade, de orgulho, como o da própria Alemanha (Um país, um time e um sonho), dos hermanos (Não somos um time, somos um país) e da Holanda (Homens de verdade vestem laranja) só para ficar entre as equipes que se classificaram para a semi-final.

O slogan fica irrisório quando se olha para a campanha verde-amarela, que dependeu exclusivamente do Neymar para se classificar na fase de grupos. Depois, nas oitavas e quartas-de-final, contra duas ótimas seleções dessa nova safra de um futebol taticamente moderno, o Brasil sofreu demais e passou graças ao respeito demasiado de ambas pela camisa pentacampeã do mundo. Contra a Alemanha, uma seleção igualmente pesada, a técnica e a tática superaram qualquer arrogância e devaneio brasileiro. E agora ficou escancarado que o futebol brasileiro necessita de uma mudança tão rápida quanto os 5 gols que a Alemanha ensacou nas redes de Julio César.

O povo brasileiro não merecia tal humilhação que sofrera contra a Alemanha, porém, ela possui uma parcela de culpa nesse cenário futebolístico brasileiro. A cultura do futebol em nosso país é tosca, bem infantil. É lógico que existem milhares de torcedores brasileiros apaixonados por futebol, que respiram e enxergam os meandros do jogo de forma diferente da maioria. No entanto, o brasileiro "comum" não gosta de torcer, ele gosta de vencer. O torcedor "comum" exige raça ao invés de técnica antes mesmo do jogo começar. O torcedor "comum" abandona o estádio quando o time está sendo goleado. O torcedor "comum" não gosta de cantar e apoiar seu time/seleção. Foi isso que fez o Brasil perder para a Alemanha? Não, mas também não ajudou a melhorar o emocional dos jogadores, os menos culpados pela derrota.

A catástrofe pode, e deve, aposentar uma geração de "Felipões" e sargentões que são taxados como grandes treinadores num país que era notabilizado pela alegria e despojamento na maneira como pratica o futebol. Táticas manjadas e antigas como chuveirinho constante e sistemas que dependem de um único jogador precisam ser banidas do futebol brasileiro. Seja o Bielsismo, Tiki-taka, futebol total e etc. Não importa o conceito, o que importa é que o Brasil precisa jogar bola, ao invés de esperar por um lampejo de talento ou por um momento de superação.

A CBF, maior vilã pelo escárnio que é o futebol brasileiro, precisa ser sitiada, demolida, reconstruída e curada desses sangue-sugas que tanto exploraram, de maneira negativa (chegaram ao ponto de barrar o Cafu no vestiário da seleção e liberaram o Luciano Huck num treinamento da mesma), o caquético futebol nacional. Uma liga forte, com incetivos aos jovens jogadores e TREINADORES, além da adoção de um fair play financeiro. Isso demora, mas é mais do que necessária para um cenário apocalíptico que estamos vivendo. A filosofia tem que mudar. Se nós copiamos tantas coisas ruins de outros países, porque não copiar uma coisa tão bem-feita quanto a dos alemães? Por que não admitir que está tudo errado? Por que não mudar? Se a Argentina mudou, por que não nós? Perder faz parte, mas perder jogando bola é muito melhor. Raça é legal, mas é muito melhor ganhar jogando bem.

Esse grande machucado na história do futebol brasileiro foi feito por uma seleção que teve que cicatrizar suas grandes feridas, que inclusive perdeu uma semi-final em casa, na Copa de 2006. Ela melhorou, aprimorou suas capacidades, tanto técnica quanto filosófica, e hoje é exemplo para um país destruído. Eles, inclusive, tiveram clemência por uma país que eles adoram (é só você acompanhar todo o noticiário que envolve os alemães), com pedidos sinceros de desculpas pelo estrago que fizeram na seleção e com um povo, que em grande escala, ama a melhor invenção do homem.


A maior derrota brasileira em Copas do Mundo.

Além da sapatada, o Brasil viu a Alemanha quebrar três recordes relacionados seus: Klose ultrapassou Ronaldo como o maior artilheiro em Copas do Mundo. A Alemanha ultrapassou o Brasil como melhor ataque em Copas. A Alemanha ultrapassou o Brasil em finais de Copas do Mundo.



A ascensão do soccer

Ao contrário do que muitos imaginavam, a Copa do Mundo no Brasil está servindo para abrir os olhos dos brasileiros para fatos que se consumavam enquanto a população teimava em ignorar.

Um desses fatos que chamou atenção foi a compra de ingressos para os jogos da Copa. Um país, cuja existência perturba metade da população brasileira, foi responsável por comprar mais de 185 mil ingressos para a Copa, sendo que ao todo mais de 90 mil torcedores desembarcaram em terras brasilis para acompanhar sua seleção. Não, não é a Argentina.

Os Estados Unidos ignoraram o futebol por tanto tempo que outros países mais habituados à bola redonda começaram a desdenhar da capacidade americana de gostar do esporte-rei. Como o futebol é o esporte mais praticado e famoso no mundo, era questão de tempo que a febre chegasse na terra da bola oval. E ela chegou.

No final da década de 1970, Pelé deu o primeiro passo para que a bola redonda quicasse nos gramados americanos quando trocou o Santos pelo New York Cosmos com a pretensão de que, juntamente com Beckenbauer e Chinaglia (e posteriormente Carlos Alberto Torres), pudesse promover o esporte no país. A aventura durou pouco e não fora bem aceita pelos americanos, que relutavam fortemente contra o esporte que era taxado de "anti-patriota". Naquela época, por mais estrelas que os americanos importassem de outros clubes, pouco adiantaria já que a relutância era tremenda contra algo marcado na cultura de outros países. Vale dizer anteriormente os norte-americanos eram muito mais patriotas do que agora (muito se atribuiu à ignorância e falta de estudo, especialmente em regiões cuja escolaridade não era boa).

Entretanto, alguns entusiastas do futebol não desistiram da terra do Tio Sam para o futebol. A Copa de 1994 é o grande exemplo de como uma cultura pode ser alterada quando o patriotismo é revertido. Como a Copa era na casa deles, os americanos se sentiram na obrigação de fazer um bom papel, ou ao menos torcer pela seleção deles. Como o futebol estava apenas engatinhando por lá, seleções como Alemanha e Brasil caíram no gosto dos ianques. E esse foi o estopim para que uma nova cultura fosse implantada nos EUA, mesmo que bem timidamente.

Disputando Copas do Mundo ininterruptamente desde 1990, na Itália, os Estados Unidos foram evoluindo no futebol graças a importação de treinadores brasileiros, holandeses, alemães e italianos para as categorias de base. Como muitos dos "antigos" americanos já estavam velhos demais para reclamar em 1994, uma nova geração de torcedores foi crescendo por lá e, paralelamente, outro fenômeno foi se intensificando no cenário americano.

As grandes ligas americanas (MLB, NBA e NFL) passaram por uma revolução brutal desde suas criações até o final da década de 1990. O beisebol, que um dia já foi chamado de "o passatempo favorito dos americanos", caiu em desgraça depois de tantas denúncias de dopping, manipulação de resultados e descalabro com o dinheiro (o abismo financeiro entre New York Yankees com o restante das equipes era bizarro, não tinha graça), fazendo com que muitos jovens perdessem o gosto pelo jogo. A NBA também sofreu com a diminuição de popularidade por causa do dopping e do predomínio de Los Angeles Lakers e Boston Celtics nas finais (quando não era um o campeão era o outro). Sobrou apenas para a NFL, que deixou de ser o terceiro para ser o primeiro graças à uma visão financeira e esportiva de igualdade (as posições no draft, teto salarial e controle excessivo no anti-dopping). Uma invenção americana, a franquia, também contribuiu para o insucesso da MLB e NBA em relação à NFL, que é muito mais rigorosa com isso. Hoje, o passatempo do americano é o futebol americano.

Como a globalização é massiva, e aquele projeto que se iniciou em 1994, os jovens americanos começaram a praticar mais o futebol da bola redonda em escolinhas de futebol. O crescimento ainda é desigual por lá, porém, existem cidades onde a interação é muito mais intensa, como Seattle por exemplo. Eles perderam o seu maior orgulho no começo dessa década, o Seattle SuperSonics (time de basquete), para Oklahoma (virou o Thunder) por motivos políticos da NBA, justamente na época em que o "soccer" estava ficando em evidência nos EUA. Hoje, existe um ódio supremo por lá com a NBA e todos os fãs do basquete dessa cidade se voltaram para as outras duas equipes da cidade, o Seattle Seahawks (time de futebol americano, atual campeão do Super Bowl) e Seattle Sounders (tricampeão da Taça dos Estados Unidos - 2009, 2010 e 2011), que jogam no estádio mais barulhento do mundo (o pessoal de Seattle ultrapassou a barreira do som TRÊS VEZES em 2013, sendo duas vezes com o Seahawks e uma com o Sounders). Ainda impera entre os americanos o desejo de torcer por aquilo que vale a pena, pois como é dá natureza deles de só torcer para aquilo que tem chance de vencer, mas também é da cultura do americano gostar de esportes, de serem extremamente competitivos e orgulhosos. Quando eles perceberam que havia algo de bom acontecendo no futebol deles, o apoio começou a aumentar e aumentar sem parar. Atualmente, a MLS (Major League of Soccer - liga americana) tem uma média de público bastante superior a do Brasileirão.

Pesquisas revelaram que o "soccer" já está empatado com o beisebol e já ultrapassou o hóquei na preferência dos americanos. Entre os jovens, o "soccer" já é superior ao beisebol, sendo que a venda de camisas oficiais nos EUA é superior as que são vendidas no Brasil e Argentina juntas. O jogo entre Estados Unidos e Portugal, no domingo passado, bateu o recorde de audiência no ano da TV americana, superando até a média das finais da NBA entre Miami Heat e San Antonio Spurs. Mais de 24 MILHÕES de televisores ligados na partida que terminou empatada por 2x2 e mais de 500 MIL STREAMINGS na internet foram rastreados de cidades americanas. Em 2010, mais americanos assistiram a final entre Espanha e Holanda (24.3 milhões) do que a final da MLB entre Texas Rangers e San Francisco Giants (15 milhões), lembrando que naquela Copa os EUA foram eliminados por Gana nas oitavas-de-final.

Aliados à um bom futebol mostrado pelos americanos, com bastante toque de bola e compreensão tática, a presença maciça de americanos no Brasil para ver essa boa seleção de Klinsmann pode ser explicada pela preferência da juventude americana (que está de férias) por um esporte mais emocionante e imprevisível (e mais justo em relação beisebol e ao basquete). Times como Lakers, Celtics, Raiders, Yankees e Trailblazers foram perdendo espaço para Los Angeles Galaxy, Seattle Sounders, Sporting KC, Portland Timbers e Real Salt Lake, que desenvolveram um bom futebol e um belíssimo apoio das arquibancadas. Torcedores fanáticos dos Sounders e Timbers levaram os americanos a criar os AMERICANS OUTLAWS (Americanos Fora-da-lei) para apoiar a seleção, com gritos de guerra e mosaicos.

Em alguns lugares dos EUA a atmosfera durante um jogo da seleção pode ser facilmente confundida com a dos tempos do Dream Team de Michael Jordan e cia durante o auge do basquete, ou até com uma final de conferência no futebol americano. No entanto, parques, bares, escolas, ginásios e centros comunitários armam telões, fecham ruas e até as decoram para assistir os ianques desbravando uma terra que eles admiram muito (no futebol). Parece com a gente, não? Durante a semana, antes da partida contra a Alemanha, foi veiculada uma notícia de que os americanos pediram ao Obama que declarasse feriado nacional para que todos pudessem acompanhar a partida, já que o fuso horário para algumas cidades americanas chegaria a 4 ou 5 horas de diferença para o horário oficial do jogo, que foi às 13:00. Apesar do Obama ser fã declarado do esporte, o presidente resolveu não declarar feriado nacional, o que não impediu que muitos americanos parassem o que estavam fazendo para assistir o duelo que classificou a seleção novamente para a segunda fase da competição mais importante entre confederações do mundo.

Poucos países que possuem uma liga profissional de futebol evoluíram tanto e transformaram uma nação como o futebol fez nos Estados Unidos durante as últimas duas décadas. É claro que, apesar da nítida evolução, existam pessoas nos EUA que não veem com bons olhos um esporte que pode terminar sem gols ou, pior, num empate. Na visão do americano provinciano que ainda não "comprou" o esporte, esses são os motivos para o "soccer" não derrubar de vez outros esportes, cuja probabilidade de terminar sem uma pontuação, ou num empate, é quase zero. Parece bobo para nós, habituados a torcer por um 0x0 salvador, acreditar que isso seja uma justificativa de uma pessoa patriota.

Entretanto, os americanos adotaram o futebol como um esporte digno de se torcer. Vai ser comum à partir de agora vermos americanos chorando com um empate (se for sem gols, pior ainda), é assim jeito deles. É claro que muitos torcem pela vitória, mas, apesar de ser alvo de críticas, o patriotismo faz com que muitos expectadores da seleção norte-americana torçam para Dempsey e cia sem ao menos serem fãs de verdade do esporte, pois trata-se do país deles que está lá jogando numa terra completamente diferente da qual eles amam muito. E muitos desses críticos, sem perceberem, acabam pegando gosto pela bola redonda, tornando-se fãs do melhor jogo do mundo. Muitas celebridades americanas contribuem para que americanos normais comecem a gostar de futebol (veja no link dois parágrafos acima), fato como as visitas de Leonardo di Caprio e Kobe Bryant ao Brasil durante o torneio ajudam a promover o esporte por lá, até o apoio de outros que estão nos EUA como Bruce Springsteen (que até cornetou o Luís Suárez pela mordida), LeBron James, Josh Duhamel, Brad Pitt e Jimmy Fallon endossam esse novo ideal.


Se você não quer acreditar (ou gostar), prepare-se, pois os ianques estão chegando (no futebol).



Mais de 20 mil americanos foram ao Grant Park, em Chicago, para assistir EUA x Alemanha.

































Muitos parques foram tomados por torcedores em Washington.


























O mesmo apoio acontecem na Filadélfia, uma das cidades mais patriotas dos EUA.























Até o basquete parou para ver os EUA jogando contra a Alemanha. Essa foto é do Barclays Center, NY, onde aconteceu o draft da NBA na quinta-feira.


Não podia faltar ele, né? Segundo o Obama, "essa foi a maior partida que nós já jogamos".


















Uma seleção de eliminados

Suécia, Dinamarca, Ucrânia, Sérvia, Polônia, República Tcheca, País de Gales, Turquia, Eslováquia, Eslovênia, Islândia, Montenegro, Venezuela, Peru, Senegal e etc, tem algo em comum, certo? Todas essas seleções ficarão de fora da Copa de 2014.

Entretanto, muitas dessas seleções possuem jogadores de alto nível e que vão fazer falta no mundial. Alguns deles, como o Ibrahimovic, Bale, Lewandowski e Petr Cech, logo são lembrados quando falamos das ausências. Porém, existem mais jogadores de qualidade e que não disputarão a Copa no Brasil do que se pode imaginar. A maioria desses renegados vêm, obviamente, da Europa.

No entanto, imagine se fosse possível criar uma "federação" de craques que foram eliminados na fase qualificatória para que eles tivessem a oportunidade de disputar a Copa do Mundo. Seria lindo ver Ibrahimovic, Lewandowski e Bale, que dificilmente vão ter oportunidades futuras de jogar uma competição dessa magnitude, jogando aqui no Brasil.

A propósito,  Bale e Lewandowski têm a grande chance de se tornarem versões atualizadas de outros craques, tipo o Giggs, conterrâneo de Bale, ou como o Di Stéfano e o George Best, que eram reconhecidamente grandes jogadores, e que nunca tiveram a chance de disputar um Mundial.

Em 2014, cada um dos 32 países que se classificaram para a Copa vão exibir a lista dos 23 convocados que vão desembarcar em terras brasilis. Seguindo essa premissa, além do sonho de ver esses "esquecidos", vamos convocar a seleção dos eliminados:

Goleiros: Petr Cech (Chelsea/República Tcheca), Samir Handanovic (Inter de Milão/Eslovênia) e Andreas Isaksson (Kasimpasa/Suécia).

Laterais: Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund/Polônia), David Alaba (Bayern de Munique/Áustria), Aleksandar Kolarov (Manchester City/Sérvia) e Branislav Ivanovic (Chelsea/Sérvia).

Zagueiros: Neven Subotic (Borussia Dortmund/Sérvia), Nemanja Vidic (Manchester United/Sérvia), Fernando Amorebieta (Fulham/Venezuela) e Martin Skrtel (Liverpool/Eslováquia).

Meias: Nuri Sahin (Borussia Dortmund/Turquia), Josip Ilicic (Fiorentina/Eslovênia), Marek Hamsik (Napoli/Eslováquia), Arda Turan (Atlético Madrid/Turquia), Christian Eriksen (Tottenham/Dinamarca), Gylfi Sigurdsson (Tottenham/Islândia) e Gareth Bale (Real Madrid/País de Gales).

Atacantes: Zlatan Ibrahimovic (PSG/Suécia), Robert Lewandowski (Borussia Dortmund/Polônia), Stephan Jovetic (Manchester City/Montenegro), Papiss Cissé (Newcastle/Senegal) e Demba Ba (Chelsea/Senegal).


Escalação: O time ideal jogaria no 4-4-2, apesar da vocação ofensiva dos jogadores que "sobraram". O esquema seria formado por Cech, Vidic, Subotic, Piszczek e Kolarov; Nuri Sahin, Ilicic, Hamsik e Bale; Ibrahimovic e Lewandowski. Mesmo atuando como um ponta no Real Madrid, Bale está mais do que acostumado a jogar como meia-esquerda (o galês passou a maior parte de sua carreira nessa posição enquanto fora jogador do Tottenham). Além disso, Ibrahimovic e Lewandowski seriam incumbidos de uma movimentação constante para que Bale e Hamsik adentrem a grande área. 


Na formação tática do 4-4-2, o posicionamento de Ibrahimovic é o ás do baralho. O sueco jogaria mais recuado, bem ao estilo dos antigos pontas-de-lança da década de 1970/80.


Jogando num 4-3-3, onde o time ficaria ainda mais ofensivo, os renegados seriam dispostos de outra maneira, porém, com os mesmos jogadores da formação anterior. A mudança do 4-4-2 para o 4-3-3 é bastante sutil, e poderia ser uma saída exemplar para que o time fique mais ofensivo sem ao menos ter que substituir alguém. Seriam apenas três mudanças: Hamsik sai da ponta-direita e centraliza, enquanto o Ibrahimovic sai do lado esquerdo e abre um flanco na direita, dando opção para que Bale se aproxime mais do ataque no lado esquerdo. 
Na formação tática do 4-3-3, os volantes ficam um pouco mais recuados enquanto os laterais e o meia Hamsik teriam mais liberdade.

No entanto, se você prefere uma formação mais conservadora, e ao mesmo tempo incisiva, o time também pode jogar no famigerado 4-2-3-1. Porém, essa tática requer algumas mudanças para que o time não fique muito "kamikaze". A primeira seria a substituição de Pizszcek por um lateral mais contido na defesa, como é o caso do Ivanovic, além da entrada de Alaba, que tem mais poder de marcação e força física para apoiar ao ataque do que o Kolarov. No meio, teríamos a entrada de mais um meio-campista e a saída de um atacante, que nesse caso seria o Lewandowski (seria até bom para que o Ibrahimovic tivesse uma sombra de características semelhantes sentada no banco de reservas). E esse meia teria de ser um jogador de mobilidade pelas laterais, como é o caso do turco Arda Turan, que está desempenhando uma temporada espetacular pelo Atlético Madrid.

Na formação tática do 4-2-3-1, nota-se que o time fica mais distribuído no campinho.  A participação dos volantes nessa formação tática seria o truque secreto, pois nenhum deles dá chutão. Além deles, a interação entre Hamsik e Ibra pode dar muito certo, pois o eslovaco também sabe jogar de atacante.

Avaliando todas as possibilidades táticas e o plantel, nota-se que os renegados pela Copa seriam adversários fortíssimos (talvez a seleção mais forte). No entanto, a equipe sofreria com dois fatores preponderantes: a falta de um lateral-direito mais gabaritado e um volante mais pegador. De todos os times que ficaram de fora (e que tiveram a chance de emplacar algum jogador), nenhum possuía um jogador que se destacasse nessas posições. É logico que essas duas qualidades que estão em falta são questões de estilo, mas, numa Copa do Mundo é sempre necessário ter uma ampla gama de características.


Ordem dos países que cederiam jogadores:
Sérvia: 4 jogadores (Ivanovic, Kolarov, Subotic e Vidic)
Suécia: 2 jogadores (Isaksson e Ibrahimovic)
Eslovênia: 2 jogadores (Handanovic e Ilicic)
Eslováquia: 2 jogadores (Skrtel e Hamsik)
Polônia: 2 jogadores (Piszczek e Lewandowski)
Turquia: 2 jogadores (Sahin e Turan)
Senegal: 2 jogadores (Cissé e Demba Ba)
Dinamarca: 1 jogador (Eriksen)
República Tcheca: 1 jogador (Cech)
Montenegro: 1 jogador (Jovetic)
Venezuela: 1 jogador (Amorebieta)
Áustria: 1 jogador (Alaba)
Islândia: 1 jogador (Sigurdsson)
País de Gales: 1 jogador (Bale)

Curiosamente, o país que mais cederia jogadores (Sérvia) para a seleção dos renegados, apesar de todos eles serem de um mesmo setor, sequer conseguiu se classificar para a repescagem. Além da Sérvia, países como Eslovênia, Eslováquia, Áustria, Dinamarca, Polônia, Turquia, República Tcheca, Montenegro e País de Gales, também falharam ao chegar perto da repescagem.


Renegados pelos renegados:
A lista de bons jogadores que ficariam de fora da Copa é tão grande que alguns nomes de certa fama ficaram de fora, por exemplo: Dimitar Berbatov (Fulham/Bulgária), Daniel Agger (Liverpool/Dinamarca), Mirko Vucinic (Juventus/Montenegro), Jakub Blaszczykowski "Kuba" (Borussia Dortmund/Polônia), Wojciech Szczesny (Arsenal/Polônia), John Riise (Fulham/Noruega), Hamit Altintop (Galatasaray/Turquia), Burak Yilmaz (Galatasaray/Turquia), Adrian Mutu (Ajaccio/Romênia), Viktor Fischer (Ajax/Dinamarca), Andriy Yarmolenko (Dynamo Kiev/Ucrânia), Yevhen Konoplyanka (Dnipro/Ucrânia), Anatoliy Tymoshchuk (Zenit/Ucrânia), Eidur Gudjohnsen (Club Brugge/Islândia), Kolbeinn Sigthórsson (Ajax/Islãndia), Niklas Moisander (Ajax/Finlândia), Thulani Serero (Ajax/África do Sul), Steven Pienaar (Everton/África do Sul), Emmanuel Adebayor (Tottenham/Togo), Momo Sissoko (PSG/Mali), Oscar Cardozo (Benfica/Paraguai), Juan Arango (Borussia Monchengladbach/Venezuela), Jefferson Farfán (Schalke 04/Peru), Claudio Pizarro (Bayern de Munique/Peru), Mohamed Aboutrika (Al Ahly/ Egito) e Moussa Sow (Fenerbahce/Senegal).

Bélgica, um sucesso premeditado

Classificada para a Copa do Mundo de 2014 com um futebol vistoso, recheado de jogadores novos e, acima de tudo, qualificado como cabeça-de-chave devido ao ótimo posicionamento no ranking da FIFA, a Bélgica voltará a disputar uma Copa do Mundo após 12 anos.

Porém, apesar de todas as credenciais, ainda existem pessoas que desconfiam da qualidade do time belga. Um dos fatores que contribuem para esse "preconceito" com os belgas é a ausência de uma liga forte e contundente. Outra desculpa daqueles que têm preguiça de assistir uma partida dos Diabos Vermelhos é a ausência de um "grande nome" no plantel.

Com exceção da liga de futebol, onde o clubes belgas não têm condições de manter suas promessas no país por muito tempo, todos os outros fatores pintados não condizem com a realidade.

Para se ter noção do tamanho da importância da Bélgica no futebol mundial é só olhar no primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Foram apenas 13 seleções, mas potências como Alemanha, Itália, Holanda e Inglaterra ficaram de fora. No entanto, a Bélgica era uma das quatro escolas do futebol do Velho Continente que esteve presente no Mundial (França, Iugoslávia e Romênia foram as outras). Sem contar com a classificação para o Mundial do Brasil, a Bélgica já esteve presente em outras 11 edições da Copa, sendo duas participações a mais que a rival Holanda, que tem mais "cancha", segundo os entendidos da área.

Atualmente, a Bélgica conta (aí vem a opinião explícita daquele que vos escreve) com um dos plantéis mais fortes do futebol entre seleções. A equipe dirigida por Marc Wilmots, capitão belga na última Copa disputada pelos Diabos Vermelhos (Coréia/Japão), é extremamente leve. Um dos fatores que compõem para que a leveza da Bélgica se torne uma ameaça é a qualidade técnica de seus defensores. Sim, os defensores. A linha defensiva da Bélgica é composta por zagueiros que sabem jogar em outras posições. Ou seja, Kompany (já jogou de volante no Hamburgo-ALE), Alderweireld (já jogou de lateral no Ajax), Vermaelen (idem o Alderweireld), Vertonghen (já jogou de volante e lateral no Ajax e no Tottenham) Lombaerts (começou como lateral no Genk-BEL) e até o Van Buyten (já jogou de volante no próprio Bayern de Munique) não rifam a bola e tem qualidade técnica para sair jogando. Os laterais são verdadeiros exemplos de laterais, pois, como explicado antes, eles também jogam de zagueiro. A dinâmica entre quem joga de zagueiro ou lateral é enorme e pode variar durante a própria partida. Se o Wilmots preferir um time mais leve, a zaga pode ser feita com Kompany, Alderweireld, Vertonghen e Pocognoli. Se preferir um time mais alto Kompany, Vermaelen, Vertonghen e Alderweireld começam a partida. Ou time mais forte fisicamente com Kompany, Van Buyten, Vertonghen e Alderweireld.

No entanto, é do meio para frente que a Bélgica começa a mostrar as facetas do seu sucesso. O meio-campo da seleção belga é um dos poucos conjuntos em que você pode jogar os coletes para cima e quem pegar é titular. Vertonghen, Witsel, Defour, Fellaini, Simons, De Bruyne, Hazard, Chadli e Dembélé. Jogadores que ditam o ritmo de jogo como o Witsel, Fellaini, De Bruyne e Hazard geralmente pegam os coletes de Wilmots. Mas, se o treinador optar por mais "pegada" no meio, o Vertonghen deixa de ser zagueiro/lateral e vai para a cabeça-de-área. Se quiser um meio de mais categoria o Defour forma um trio de volantes com Witsel e Fellaini. Mais velocidade? Witsel, Fellaini, Hazard, De Bruyne e Chadli. É uma tremenda variação tática que não compromete a qualidade técnica.

No ataque, a integração com o meio-campo mostra o quanto Marc Wilmots treina sua equipe. Como citado antes, a velocidade e a agressividade são as maiores ameaças dessa seleção. Lukaku, Benteke, Mertens, Mirallas, Bakkali, Vossen, M'Boyo e Igor de Camargo (brasileiro naturalizado belga) são constantes nas convocações de Wilmots. Os cinco primeiros jogodores, caso não se machuquem, serão certezas em 2014. Dentre todos os atacantes, Lukaku, jogador emprestado ao Everton pelo Chelsea, é quem mais atua como titular. O centroavante de origem congolesa é alto e canhoto, além de ter certa habilidade fora da área, o que facilita a sintonia entre ataque/meio-campo. Bom no pivô, Lukaku sempre dá a oportunidade de jogadores como Hazard e De Bruyne, que são meias ofensivos, de finalizarem contra a meta adversária. Benteke, outro jogador de origem congolesa, possui características parecidas com a de Lukaku. No entanto, o jogador do Aston Villa, que foi cortejado por grandes clubes nessa janela (deve sair no Natal), é mais "móvel" que Lukaku. Portanto, não seria um absurdo ver dois jogadores altos e de características semelhantes atuando juntos com a camisa vermelha real. Mas, de todos os atacantes, quem mais chama atenção é Mirallas, companheiro de equipe de Lukaku. O atacante do Everton é muito habilidoso. Seus dribles são tão desconcertantes que lembram a maneira de jogar do Cristiano Ronaldo. Porém, o que prejudica Mirallas é a sua forma física devido as constantes lesões. Mertens é um jogador arisco, que cansou de fazer gols importantes pelo PSV. Já Bakkali, que substituiu Mertens no ataque do PSV, é considerado a maior joia da história da Bélgica. Como ele pode ser considerado a maior joia, já que Hazard ainda é visto como promessa? Hazard não é mais promessa. O meia ofensivo obteve um salto tão grande de confiança que já é uma realidade no Chelsea (excelente começo de temporada) e em jogos internacionais. Bakkali é tremendamente habilidoso e muito novo. O atacante de 17 anos era cobiçado pela seleção de Marrocos, já que seus pais nasceram lá. A Bélgica fora mais rápida e convocou o jovem para uma partida de eliminatória, impossibilitando que ele optasse pela terra de seus pais.

Para se ter noção da grandeza dessa seleção belga, peguemos alguns jogadores como exemplo: Mignolet (Liverpool), Courtois (Atlético Madrid), Van Buyten (Bayern de Munique), Vermaelen (Arsenal), Kompany (Manchester City), Alderweireld (Atlético de Madrid), Vertonghen (Tottenham), Witsel (Zenit, apesar dos pesares), Fellaini (Manchester United), Defour (Porto), De Bruyne e Hazard (Chelsea), Chadli e Dembélé (Tottenham), Mirallas e Lukaku (Everton), Bakkali (PSV), Benteke (Aston Villa) e Mertens (Napoli), todos jogam em grandes clubes europeus e estão acostumados à competições internacionais. Zenit e Aston Villa, times que abrigam Witsel e Benteke, podem não ser tão fortes quanto os outros, mas suas constantes aparições em ligas menores da Europa credenciaram esses jogadores para receber propostas de Real Madrid, Barcelona, Manchester City e etc.

Além disso, a arma secreta da Bélgica é o entrosamento entre esses jogadores desde as categorias menores. Cerca de 90% dos convocados já jogavam juntos em competições de base. Abaixo você verá um recorte de um jornal belga mostrando como se pareciam e como eram tratadas algumas dessas promessas já em 2002, ano da última aparição da seleção em Copas. O título da reportagem era "Os Onze Diabos". Veja:


(imagem retirada do site 101greatgoals.com)

Fique de olho: Algumas novidades podem surgir na lista de convocados dos Diabos até a Copa do Mundo. O motivo? Mais promessas estão saindo da fábrica de craques belga. Dentre todos os garotos, dois se destacam: Jordan Lukaku (Lateral/Meia-Anderlecht/Oostende-BEL) e Thorgan Hazard (Meia-Chelsea/Zulte). Pelo sobrenome vocês já imaginam o porquê do destaque. Outras promessas cotadas são Adnan Januzaj (Meia-Manchester United); que apesar de ser belga de nascimento sonha em jogar pela seleção de Kosovo (que não é reconhecida pela FIFA) devido a sua descendência; Junior Malanda (Meia-Zulte), Dennis Praet (Meia-Anderlecht) e Michy Batshuayi (Atacante-Standard Liegè).

Postagens populares

Total de visualizações

Seguidores

Tecnologia do Blogger.

Ads 468x60px

About Me

- Copyright © Trama Futebol Clube -- Traduzido Por: Template Para Blogspot