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Guia básico para entender a NFL - Parte 1 (AFC)

Entra ano e sai ano e a NFL continua crescendo no Brasil. Parece até uma troca de futebol entre Brasil e EUA, enquanto a bola oval torna-se popular aqui, o mesmo pode-se dizer da bola redonda na terra do Tio Sam.

Entretanto, muitas pessoas acompanham esse esporte superficialmente, sem entender muito bem as regras e sem ter um time para qual torcer. A maioria dos novos fãs da NFL alegam que o esporte é cheio de regras, muitos times para escolher e com muitos jogadores para decorar o nome. Isso é verdade, mas nada que uma ajudinha para melhorar, certo? Logo abaixo, você conhecerá todos os clubes da AFC, de forma resumida, para te ajudar a sair do muro, ou conhecer melhor outras equipes que o seu time vai enfrentar nessa temporada.

Antes de qualquer coisa, os 32 clubes que compõe a NFL são divididos em duas conferências (AFC e NFC) e subdivididos em oito divisões (AFC EAST, AFC WEST, AFC NORTH, AFC SOUTH, NFC EAST, NFC WEST, NFC NORTH e NFC SOUTH). O Super Bowl é a grande final que coloca frente a frente os campeões das duas conferências.


AFC (American Football Conference)

AFC EAST (New England Patriots, Miami Dolphins, New York Jets e Buffalo Bills)










Nome: New England Patriots
Fundação: 16 de novembro de 1959
Estádio: Gillette Stadium
Apelido: The Pats
Ordem cronológica: Boston Patriots (1960-1970) e New England Patriots (1971-presente)
Super Bowls: 2001 (XXXVI), 2003 (XXXVIII) e 2004 (XXXIX)
Conferências: 1985, 1996, 2001, 2003, 2004, 2007 e 2011
Divisões: 1978, 1985, 1996, 1997, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013
Rivais: New York Jets (a maior), Baltimore/Indianapolis Colts, Baltimore Ravens, Pittsburgh Steelers, Buffalo Bills e Miami Dolphins
Ídolos: Bob Dee (DE), Jim Hunt (DT), John Hannah (G), John Morris (C), Kevin Faulk (RB), Adam Vinatieri (K), Bruce Armstrong (LT), Teddy Bruschi (MLB), Ben Coates (TE), Drew Bledsoe (QB), Nick Buoniconti (LB), Curtis Martin (RB), Richard Seymour (DE) TY Law (CB), Randy Moss (WR), Wes Welker (WR), Stanley Morgan (WR), Troy Brown (WR), Mike Haynes (CB), Andre Tippett (LB) e Tom Brady (QB). 
Destaques: Tom Brady (QB), Vince Wilfork (NT), Rob Gronkowski (TE), Julian Edelman (WR), Rob Ninkovich (LB), Shane Vereen (RB), Stephan Ridley (RB), Chandler Jones (DE), Dont'a Hightower (OLB), Logan Ryan (CB), Kyle Arrington (CB), Jerod Mayo (MLB), Brandon Browner (CB), Darrelle Revis (CB) e Devin McCourty (FS).
Resumo: Para essa temporada, Bill Belichick, treinador dos Patriots, tratou de resolver parte do seu maior problema dentro da equipe: a defesa. Esse setor, que há muito tempo ficava entre as piores da liga, ganhou dois grandes reforços na secundária com as chegadas de Darrelle Revis e Brandon Browner (ainda cumpre suspensão). Os dois CBs vão aparecer com grande frequência na sua telinha, já que o Patriots é mestre em forçar turnovers. Mas, como o buraco é mais profundo, os Pats ainda são vulneráveis no combate físico do jogo, especialmente para conter RBs de potência e TEs atléticos e versáteis. Se não bastassem os problemas de fábrica, o grande problema da franquia é a linha ofensiva, responsável em proteger a joia do time, o quarterback Tom Brady. A linha dos Patriots é recheada de rookies, os populares "novatos", que sofrem para acertar o tempo dos LBs adversários, e de jogadores constáveis. Caso Rob Gronkowski se mantenha saudável, o ataque, que ainda sofre com a adaptação de Amendola, pode ficar mais confiável. Além disso, Brandon LaFell, que trocou o Panthers pelo Patriots, é um jogador de profundidade e deve ser muito usado por Belichick. Considerando a grande reformulação da equipe, fica difícil acreditar numa vitória, ou vaga na final de conferência pela sexta vez seguida na história da franquia. Mas, tratando-se de Belichick-Brady, tudo pode acontecer. Até milagres.














Nome: Miami Dolphins
Fundação: 1966
Estádio: Sun Life Stadium
Apelido: The Fins e The Fish
Ordem cronológica: Sempre foi Miami Dolphins
Super Bowls: 1972 (VII) e 1973 (VIII)
Conferências: 1971, 1972, 1973, 1982 e 1984
Divisões: 1971, 1972, 1973, 1974, 1979, 1981, 1983, 1984, 1985, 1992, 1994, 2000 e 2008
Rivais: Buffalo Bills, New York Jets e New England Patriots
Ídolos: Larry Csonka (FB), Bob Griese (QB), Jim Langer (C), Paul Warfield (WR), Larry Little (G), Dwight Stephenson (C), Bob Kuechenberg (G), Dan Marino (QB), Kim Bokamper (LB), Curtis Johnson (CB), Doug Betters (LB), Tim Bowens (DT), Sam Madison (CB), Mark Clayton (WR), Nat Moore (WR), Bob Baumhower (NT), Richmond Webb (LT), Zach Thomas (LB) e Jason Taylor (DE).
Destaques: Ryan Tannehill (QB), Mike Wallace (WR), Bryan Hartline (WR), Brent Grimes (CB), Rashad Jones (S), Phillip Wheeler (LB), Charles Clay (TE), Lamar Miller (RB), Randy Starks (DT), Jason Trusnik (OLB), Danell Ellerbe (LB), Olivier Vernon (DE), Cameron Wake (DE) e Jared Odrick (DT)
Resumo: Quem viu o Miami Dolphins jogar na década de 1970, 1980 e 1990, e hoje vê o estado da franquia, deve se descabelar freneticamente de raiva. Don Schula e seu fiel escudeiro, o lendário Dan Marino, deram aos Dolphins os dois únicos Super Bowls da franquia no comecinho da década de 1970. Hoje, os Dolphins penam para conseguir uma boa posição na divisão e, pior ainda, se classificar para os playoffs (a última vez foi em 2008). Nas últimas temporadas, o time se notabilizou pela efervescência dentro do vestiário, que impediu que muitos bons jogadores desempenhassem o seu futebol. Contudo, para essa temporada os Dolphins devem ter um pouco de sossego, já que a defesa dos golfinhos é bastante confiável e agressiva, especialmente se tratando de Cameron Wake, Jared Odrick e Brent Grimes. Mike Wallace, um dos jogadores mais rápidos da liga, é o grande nome do ataque. Por ser uma equipe muito inconstante, os Dolphins vão alternar entre grandes partidas e pífias partidas. Difícil de apostar.













Nome: New York Jets
Fundação: 1960
Estádio: MetLife Stadium
Apelido: Gang Green
Ordem cronológica: Titans of New York (1960 - 1963) e New York Jets (1963-presente)
Super Bowls: 1968 (AFL-NFL Super Bowl III)
Conferências: 0
Divisões: 1968, 1969, 1998 e 2002
Rivais: New England Patriots, Miami Dolphins e New York Giants
Ídolos: Aaron Glenn (CB), Marvin Powell (T), Gerry Philbin (DE), Kevin Mawae (C), Emerson Boozer (RB), Wayne Chebret (WR), Mo Lewis (LB), Al Toon (WR), Matt Snell (RB), Wesley Walker (WR), Mark Gastineau (DE), Winston Hill (T), Freeman McNeil (RB), Larry Grantham (LB), Joe Klecko (DL), Darrelle Revis (CB), Curtis Martin (RB), Don Maynard (WR) e Joe Namath (QB).
Destaques: Michael Vick (QB), Geno Smith (QB), Chris Ivory (RB), Jeremy Kerley (WR), Calvin Pace (OLB), Antonio Allen (CB), Jason Babin (DE), Dawan Landry (SS), Breno Giacomini (T), Chris Johnson (RB), Eric Decker (WR), Jacoby Ford (WR), AJ Edds (LB), Demario Davis (ILB), Muhammad Wilkerson (DE) e David Harris (ILB). 
Resumo: Time verde de uma megalópole, cujo passado era muito bonito, mas que atualmente costuma aparecer na mídia por conta dos vacilos de seus jogadores e fracassos na temporada. Parece o Palmeiras, não? Pois é assim que os torcedores dos Jets se sentem com relação à sua equipe. Ultimamente o time nova-iorquino é mais conhecido pelas lambanças de seus jogadores (Mark Sanchez e o butt fumble, por exemplo) do que por classificações heroicas. Para essa temporada, uma pequena faxina foi feita no roster para tentar intimidar seus dois maiores rivais, o New England Patriots e o New York Giants (apesar dos Giants não serem da mesma divisão). Breno Giacomini, Chris Johnson, Eric Decker e Jason Babin são os principais nomes que vieram para reforçar a franquia, que, apesar do péssimo histórico, vem com mais confiança para uma temporada difícil. Detalhe, Giacomini e Decker se enfrentaram no último Super Bowl. 












Nome: Buffalo Bills
Fundação: 1960
Estádio: Ralph Wilson Stadium
Apelido: Bills
Ordem cronológica: Sempre foi Buffalo Bills
Super Bowls: 0
Conferências: 1990, 1991, 1992 e 1993.
Divisões: 1980, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993 e 1995.
Rivais: Miami Dolphins, Indianapolis Colts e New York Jets
Ídolos: Elbert Dubenion (WR), Billy Shaw (G), Darryl Talley (LB), Cookie Gilchrist (RB), Cornelius Bennett (LB), Jack Kemp (QB), Thurman Thomas (RB), Steve Tasker (WR/ST), Joe DeLamielleure (G), Andre Reed (WR), OJ Simpson (RB), Jim Kelly (QB) e Bruce Smith (DE).
Destaques: Kyle Williams (DT), Mario Williams (DE), Manny Lawson (DE), Sammy Watkins (WR), Mike Williams (WR), Scott Chandler (TE), Aaron Williams (FS), Brandon Spikes (MLB), CJ Spiller (RB), Leodis McKelvin (CB), Corey Graham (CB), Nigel Bradham (OLB), Marcell Dareus (DT), Kiko Alonso (MLB) e Da'Norris Searcy (SS).
Resumo: Em meio a indefinição sobre o novo dono da franquia, o Buffalo Bills procura uma maneira de ir em busca de uma boa temporada. Com uma defesa forte, o time nova-iorquino tenta sair da sombra dos outros três clubes da AFC EAST e finalmente voltar aos playoffs. Famoso no começo da década de 1990 por ter um ataque avassalador, os Bills parecem ter perdido o mojo para essa década. Os problemas ofensivos da franquia começam justamente na posição mais importante, a de quarterback, onde há uma indefinição entre EJ Manuel, Jeff Tuel, Thad Lewis e Dennis Dixon. Pela sequência que teve na temporada passada, o primeiro deve ser o titular. A posição de wide reciever também não conta com grandes nomes, e muito menos a de Tight End, mas Sammy Watkins, WR que ficou muito famoso por suas ótimas partidas e recepções no College, deve ter muitas chances com os Bills. Atualmente, a única posição que o Bills talvez tenha uma certa tranquilidade é na de running back, com CJ Spiller, um jogador de muita força e velocidade. Entretanto, os torcedores dos Bills possuem uma defesa de dar inveja em qualquer torcedor da NFL. Composta por três Williams diferentes, e igualmente excelentes, o time de Nova Iorque é uma ameaça à qualquer jogo aéreo, uma verdadeira armadilha que aplica vários turnovers. Se não bastasse isso, a linha defensiva é sedenta por sangue de quarterbacks, com ótimos linebackers e defensive ends que derrubam não apenas uma linha ofensiva inteira, mas também até o mais atento quarterback da liga.


AFC NORTH (Cincinnati Bengals, Pittsburgh Steelers, Baltimore Ravens e Cleveland Browns)











Nome: Cincinnati Bengals
Fundação: 1968
Estádio: Paul Brown Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Cincinnati Bengals
Super Bowls: 0
Conferências: 1981 e 1988
Divisões: AFC CENTRAL (1970, 1973, 1981, 1988 e 1990) e AFC NORTH (2005, 2009 e 2013)
Rivais: Baltimore Ravens, Cleveland Browns e Pittsburgh Steelers 
Ídolos: Rudi Johnson (RB), James Brooks (RB), Rodney Holman (TE), David Fulcher (S), Carl Pickens (WR), Willie Anderson (OT), Corey Dillon (RB), Lemar Parrish (DB), Ken Riley (DB), Tim Krumrie (NT), Cris Collinsworth (WR), Isaac Curtis (WR), Chad Ochocinco (WR), Boomer Esiason (QB), Ken Anderson (QB) e Anthony Munoz (OT)
Destaques: Terence Newman (CB), AJ Green (WR), Marvin Jones (WR), Domata Peko (DT), Wallace Gilberry (DE), Geno Atkins (DT), Vincent Rey (MLB), Reggie Nelson (FS), Carlos Dunlap (DE), George Iloka (SS), Rey Maualuga (MLB) e Adam Jones (CB)
Resumo: Se você pegar a lista de estatísticas dos jogadores dos Bengals ao longo de várias temporadas, você cairá da cadeira ao perceber que um time cujo desempenho individual é altíssimo e mesmo assim é incapaz de levar a franquia para uma final de conferência ou até à um Super Bowl. Apesar do desfalque de Michael Johnson, que foi para os Buccaneers, a defesa de Cincinnati é uma das mais temíveis da NFL, graças às suas interceptações e sacks. O ataque comandado por Andy Dalton, o quarterback mais vara verde da NFL, é forte, porém, o grande responsável pelas coisas não darem certo é justamente o Rupert Grint de Ohio, cujo nervosismo é tão evidente quanto suas interceptações. Devido ao desequilíbrio, os Bengals vivem um paradoxo cruel e irritante que não permite aos torcedores sonharem com algo mais alto e digno dos números conquistados individualmente.













Nome: Pittsburgh Steelers
Fundação: 1933
Estádio: Heinz Field
Apelido: The Black and Gold ou The Chief
Ordem cronológica: Pittsburgh Pirates (1933-1939), Pittsburgh Steelers (1940-1942), Pit/Phi Steagles (1943), Card-Pit (1944) e Pittsburgh Steelers (1945-presente)
Super Bowls: 1974 (IX), 1975 (X), 1978 (XIII), 1979 (XIV), 2005 (XL) e 2008 (XLIII)
Conferências: 1974, 1975, 1978, 1979, 1995, 2005, 2008 e 2010
Divisões: AFC CENTRAL (1972, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1983, 1984, 1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 2001) AFC NORTH (2002, 2004, 2007, 2008 e 2010)
Rivais: Baltimore Ravens, Cleveland Browns, Cincinatti Bengals, New England Patriots, Oakland Raiders, Tennessee Titans, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles (sim, tudo isso!)
Ídolos: Rocky Bleier (RB), James Harrison (LB), "Big" Ben Roethlisberger (QB), Alan Faneca (OLB), Jack Butler (CB), Andy Russell (LB), Dermontti Dawson (C), LC Greenwood (DE), Jerome Bettis (RB), John Stallworth (WR), Ernie Stautner (OLB), Troy Polamalu (S), Hines Ward (WR), Mike Webster (C), Rod Woodson (DB), Jack Ham (LB), Terry Bradshaw (QB), Franco Harris (FB/RB), Mel Blount (CB), Jack Lambert (LB) e "Mean" Joe Greene (DE).
Destaques: "Big" Ben Roethlisberger (QB), Troy Polamalu (S), Brett Keisel (DE), Heath Miller (TE), Antonio Brown (WR), Le'Veon Bell (RB), Lawrence Timmons (LB), William Gay (CB), Cameron Heyward (DE), Jason Worilds (OLB), Lance Moore (WR) e LaGarrette Blount (RB).
Resumo: A franquia mais vencedora da história do futebol americano passa por uma renovação brutal há mais ou menos três temporadas. Desde seu último título, em 2008, os Steelers não foram mais os mesmos. Grandes nomes da franquia, como James Harrison, Hines Ward, Jericho Cotchery, LaMarr Woodley e Emmanuel Sanders não estão mais em Pittsburgh, sendo que, dentre os jogadores mais experientes, só sobraram Ben Roethlisberger, Brett Keisel e Troy Polamalu para segurar a bucha. A tão famosa linha defensiva dos Steelers está carente de linebackers de calibre, algo inédito na tão prolífica história da franquia com jogadores desta posição. Além disso, a equipe negra e dourada precisa urgentemente de reposição para a linha ofensiva, já que Emmanuel Sanders e Jericho Cotchery, principais WRs da franquia nos últimos três anos, trocaram de equipe. Moore, ex-jogador dos Saints, é um WR decente, porém, Big Ben vai precisar de mais material humano caso os Steelers queiram classificar para os playoffs dessa vez, especialmente se LaGarrette Blount for pego portando maconha novamente. Heath Miller, La'Veon Bell e Antonio Brown terão que mostrar que são capazes de acompanhar o ritmo de outros grandes jogadores da divisão.











Nome: Baltimore Ravens
Fundação: 1996
Estádio: M&T Bank Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Ravens desde sua fundação.
Super Bowls: 2000 (XXXV) e 2012 (XLVII)
Conferências: 2000 e 2012
Divisões: 2003, 2006, 2011 e 2012
Rivais: New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Indianapolis Colts, Cleveland Browns e Cincinnati Bengals.
Ídolos: Jermaine Lewis (WR), Ray Rice (RB), Adalius Thomas (OLB), Mike Flynn (G/C), Chris McAllister (CB), Derrick Mason (WR), Michael McCrary (DE), Jamie Sharper (OLB), Jarret Johnson (LB), Todd Heap (TE), Peter Boulware (OLB), Marshal Yanda (G), Haloti Ngata (DL), Rod Woodson (FS), Terrell Suggs (OLB), Jamal Lewis (RB), Joe Flacco (QB), Ed Reed (FS), Jonathan Ogden (T) e Ray Lewis (MLB).
Destaques: Joe Flacco (QB), Terrell Suggs (OLB), Ray Rice (RB), Haloti Ngata (DL), Marshal Yanda (G), Chris Canty (DE), Jacoby Jones (WR), Ladarius Webb (CB), Dennis Pitta (TE), Eugene Monroe (T), Torrey Smith (WR), Owen Daniels (TE) e Steve Smith (WR).
Resumo: Jovens, porém muito fortes. Esse é o sempre regular Baltimore Ravens, uma franquia que carrega em seu nome uma homenagem ao lendário poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe, que viveu por muito tempo na cidade de Baltimore antes de falecer. Sempre famosa por ter uma linha defensiva estupidamente forte, os Ravens mantém o seu legado de montar uma verdadeira barreira humana para proteger o território. Entretanto, aos poucos a franquia vai renovando algumas peças e perdendo outras. Uma dessas peças que saíram do Ravens foi o OL Michael Oher, que suplantou uma dinastia ao lado de Joe Flacco, seu protegido. Sem ele, os Ravens ficarão mais expostos no ataque durante a nova temporada. Falando em ataque, Flacco continua sua busca pela afirmação entre os melhores quarterbacks da liga. Para essa temporada, o QB de Baltimore terá uma ótima linha ofensiva com Steve Smith, Jacoby Jones, Dennis Pitta, Owen Daniels (uma das melhores transações neste mercado) e o excelente Torrey Smith.





Nome: Cleveland Browns
Fundação: 1946
Estádio: FirstEnergy Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Cleveland Browns.
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1971, 1980, 1985, 1986, 1987 e 1989.
Rivais: Pittsburgh Steelers, Cincinnati Bengals, Baltimore Ravens, Baltimore/Indianapolis Colts, Detriot Lions e Denver Broncos.
Ídolos: Frank Minnifield (CB), Hanford Dixon (CB), Bernie Kosar (QB), Gene Hickerson (G), Joe Delamielleure (G), Mike McCormack (T), Bill Willis (MG), Clay Matthews Jr (LB), Bobby Mitchell (WR/HB), Frank Gatski (C), Len Ford (DE), Marion Motley (FB), Lou Groza (K/OT), Leroy Kelly (RB), Dante Lavelli (END), Otto Graham (QB), Paul Warfield (WR), Ozzie Newsome (TE) e Jim Brown (FB).
Destaques: Karlos Dansby (ILB), Jim Leonhart (DB), Miles Austin (WR), Desmond Bryant (DE), Ben Tate (RB), Isaiah Trufant (DB), Josh Gordon (WR), Paul Kruger (OLB) e Johnny Manziel (QB).
Resumo: Uma das franquias mais antigas da liga está há anos numa deriva emocional. Os Browns tiveram na década de 1940, 1950 e 1960 o seu ápice, quando o futebol americano ainda era bastante amador. Virtualmente, o time de Cleveland é bom, mas falta algum tipo de tempero que não é degustado naquela cidade. O principal destaque da equipe sequer é considerado titular, caso do polêmico Johnny Manziel, ou Johnny Football, como preferir. Apesar de terem Josh Gordon, um ótimo prospecto para a posição de wide receiver, a franquia pena e peca muito no setor ofensivo, que ainda precisa de outra peça para alternar com Gordon.



AFC SOUTH (Indianapolis Colts, Houston Texans, Tennessee Titans e Jacksonville Jaguars)













Nome: Indianapolis Colts
Fundação: 1953
Estádio: Lucas Oil Stadium
Ordem cronológica: Boston Yanks (1944-1948), New York Bulldogs (1949), New York Yanks (1950-1951), Dallas Texans (1952), Baltimore Colts (1953-1983) e Indianapolis Colts (1983-presente)
Super Bowls: 1970 (V) e 2006 (XLI)
Conferências: 1958, 1959, 1964, 1968, 1970, 2006 e 2009.
Divisões: 1970, 1975, 1976, 1977, 1987, 1999, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010 e 2013. 
Rivais: New England Patriots, New York Giants, New York Jets, Houston Texans e Miami Dolphins.
Ídolos: Cato June (LB), Tony Siragusa (DT), Ray Buchanan (DB), Duane Bickett (LB), Gary Brackett (LB), Marcus Pollard (TE), Bob Sanders (S), Bill Brooks (WR), Ray Donaldson (C), Jim Harbaugh (QB), Tarik Glen (OT), Dallas Clark (TE), Chris Hinton (OL), Marshall Faulk (RB), Robert Mathis (DE/OLB), Jeff Saturday (C), Edgerrin James (RB), Dwight Freeney (DE/OLB), Reggie Wayne (WR), Marvin Harrison (WR) e Peyton Manning (QB).
Destaques: Adam Vinatieri (K), Reggie Wayne (WR), Robert Mathis (OLB), Ahmad Bradshaw (RB), LaRon Landry (SS), Donald Thomas (G), Vontae Davis (CB), Hakeem Nicks (WR), Trent Richardson (RB), T.Y. Hilton (WR), Jerrell Freeman (ILB), Arthur Jones (DE), Ricky Jean Francois (DE), Cory Redding (DE), Erik Walden (OLB) e Andrew Luck (QB).
Resumo: O insinuante Indianapolis Colts se reforçou com jogadores experientes para a nova temporada da NFL. Visando uma final de conferência, os Colts assinaram com D'Qwell Jackson (Cleveland), Arthur Jones (Baltimore), Phil Costa (Dallas) e Hakeem Nicks (Giants) para dar um upgrade em setores carentes. Nicks, que não teve uma boa temporada com os Giants no ano passado, será a grande alternativa para Andrew Luck, que já conta com o ótimo T.Y. Hilton. Salientando o quarterback de Indiana, Luck vai para sua terceira temporada com os Colts, após o bom segundo ano na liga durante a temporada passada. Outro jogador que terá que mostrar serviço nesta temporada é o RB Trent Richardson, que custou uma valiosa primeira escolha no draft. Após a desastrosa temporada que fez no ano passado, Richardson precisa correr mais do que correu em Cleveland para recuperar o prestigio que tinha antes de ser contratado pelos Colts. Ao contrário do ataque, a defesa dos Colts continua sólida, mas com alguns desfalques. O principal deles, Antoine Betea, foi para o San Francisco 49rs.
















Nome: Houston Texans
Fundação: 2002
Estádio: NRG Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Houston Texans
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 2011 e 2012
Rivais: Tennessee Titans, Cincinatti Bengals, Jacksonville Jaguars e Indianapolis Colts
Ídolos: JJ Watt (DE), Johnathan Joseph (CB), Amobi Okoye (DT), Aaron Glenn (DB), Bernard Pollard (DB), Steve Slaton (RB), Owen Daniels (TE), Vonta Leach (FB), Duane Brown (LT), DeMeco Ryans (DE), Jason Babin (DE), Matt Schaub (QB), Brian Cushing (LB), Arian Foster (RB), Andre Johnson (WR) e Mario Williams (DE/OLB).
Destaques: JJ Watt (DE), Danieal Manning (DB), Duane Brown (LT), Brian Cushing (LB), Arian Foster (RB), Kendrick Lewis (CB), Ryan Fitzpatrick (QB), Jadeveon Clowney (LB) e Andre Johnson (WR).
Resumo: A "era Matt Schaub" acabou. O que muitos podem dizer que foi um grande fracasso, na realidade, serve como um parâmetro para medir o quanto os Texans eram competitivos. Com um QB apenas mediano, o time de Houston sempre dava trabalho para as franquias mais veteranas da NFL. Com a contratação de Ryan Fitzpatrick, que também é um QB mediano até que se prove o contrário, a filosofia de trabalho deve ser a mesma (o que pode ser até mais fácil dependendo da "fome" de Andre Johnson). Entretanto, a defesa dos texanos promete ser o grande trunfo para um trabalho nessa temporada. Com Jadeveon Clowney, grande destaque do College, e primeira escolha do draft 2013, os Texans devem levantar um muro completamente forte para segurar os adversários. O ótimo rookie terá como companhia os igualmente ótimos JJ Watt, Danieal Manning, Duane Brown, Brian Cushing e Kendrick Lewis.















Nome: Tennessee Titans
Fundação: 1960
Estádio: LP Field
Ordem cronológica: Houston Oilers (1960-1996), Tennessee Oilers (1997-1998) e Tenessee (1998-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1999
Divisões: 1991, 1993, 2000, 2002 e 2008
Rivais: Houston Texans
Ídolos: Brad Hopkins (OT), Samari Rolle (CB), Frank Wycheck (TE), Cortland Finnegan (CB), Kyle Vanden Bosch (DE), Chris Johnson (RB), Al De Greco (K), Michael Roos (OT), Albert Haynesworth (DT), Blaine Bishop (S), Kevin Mawae (C), Derrick Mason (WR), Jevon Kearse (DE), Eddie George (RB), Keith Bulluck (LB), Bruce Matthews (C) e Steve McNair (QB). 
Destaques: Nate Washington (WR), Bernard Pollard (SS), Delanie Walker (TE), Shonn Greene (RB), Dexter McCluster (RB), Kendall Wright (WR), Justin Hunter (WR), Michael Griffin (FS), Wesley Woodyard (ILB), Ropati Pitoitua (DE), Coty Sensabaugh (CB), Jurrell Casey (DE), Jason McCourty (CB) e Jake Locker (QB).
Resumo: Os Titans possuem uma equipe experiente e com poucas opções ofensivas. Com um quarterback inconstante e pouco familiarizado com as glórias, o time de Nashville segue sendo aquele time que se contenta apenas em competir. Bernard Pollard e Ropati Pitoitua, ambos jogadores defensivos, são os grandes nomes da franquia, que busca por uma identidade. Para o ataque, apesar de contar com os experientes Nate Washington e Shonn Green, quem mais se destaca é o jovem running back Dexter McCluster. Numa divisão nivelada por baixo, os Titans podem aprontar um brilhareco e tentar atrapalhar o Indianapolis Colts, time mais forte da divisão.






Nome: Jacksonville Jaguars
Fundação: 1995
Estádio: EverBank Field
Apelido: Jags
Ordem cronológica: Sempre foi Jaguars
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1998 e 1999
Rivais: Tennessee Titans, Indianapolis Colts, Houston Texans, Miami Dolphins e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Brad Meester (C), Tony Brackens (DE), Keenan McCardell (WR), Daryl Smith (LB), John Henderson (DT), Marcus Stroud (DT), Mark Brunell (QB), Maurice Jones-Drew (RB), Fred Taylor (RB), Jimmy Smith (WR) e Tony Bosselli (LT).
Destaques: Chad Henne (QB), Chris Clemons (DE), Will Blackmon (CB), Geno Hayes (OLB), Toby Gerhart (RB), Mercedes Lewis (TE), Marquise Lee (WR), Allen Hurns (WR), Sen'DerrIck Marks (DE), Winston Guy (DE), Andre Branch (DT) e Ryan Davis (FS)
Resumo: Após começo horroroso na temporada passada, com uma estiagem de vitórias muito longa, os Jaguars descobriram que alguns dos poucos jogadores decentes que tinha eram realmente bons jogadores. O ataque é fraco, onde o melhor jogador é o tight end Marquise Lewis e um dos piores é o mais importante, o quarterback Chad Henne. Porém, caso a paciência acabe por lá, o jovem Blake Bortles, draftado neste ano, pode ser alçado aos titulares logo de cara. Com um braço muito potente, o rookie ficou famoso no College pelas "big plays" (quando o QB arrisca passes muito longos), algo que o Henne pouco consegue fazer. Entretanto, a defesa é muito boa para forçar turnovers, especialmente fumbles. Chirs Clemons, líder da defesa dos Jags, é um daqueles exemplos de "como seria se estivesse numa equipe 'maior".



AFC WEST (Kansas City Chiefs, Denver Broncos, San Diego Chargers e Oakland Raiders)













Nome: Kansas City Chiefs
Fundação: 1960
Estádio: Arrowhead Stadium
Ordem cronológica: Dallas Texans (1960-1962) e Kansas City Chiefs (1963-presente)
Super Bowls: 1969 (IV)
Conferências: 0
Divisões: 1971, 1993, 1995, 1997, 2003 e 2010
Rivais: Oakland Raiders, San Diego Chargers e Denver Broncos
Ídolos: Abner Haynes (RB), Jamaal Charles (RB), Deron Cherry (FS), Larry Johnson (RB), Willie Lanier (MLB), Dwayne Bowe (WR), Johnny Robinson (S), Trent Green (QB), Buck Buchanan (DT), Otis Tayler (WR), Emmitt Thomas (CB), Bobby Bell (LB), Will Shields (OG), Priest Holmes (RB), Len Dawson (QB), Derrick Thomas (LB) e Tony Gonzalez (TE).
Destaques: Alex Smith (QB), Jamaal Charles (RB), Donnie Avery (WR), Travis Keice (TE), Anthony Fasano (TE), Tamba Hall (OLB), Dontari Poe (NT), Justin Houston (OLB), Allen Bailey (DE), Vance Walker (DT), Josh Mauga (ILB), Eric Berry (SS) e Derrick Johnson (ILB)
Resumo: O inconstante Chiefs agora possui uma grande atração, o kicker brasileiro Cairo Santos! Cairo é o primeiro brasileiro nascido no país a jogar por uma franquia da NFL. Se você está em dúvida sobre qual time torcer, os Chiefs podem ser uma boa opção. O restante do elenco é composto por bons jogadores e péssimos jogadores, o que gera desequilíbrio. O quarterback Alex Smith saiu execrado de San Francisco, porém, ele encontrou em Kansas o seu porto seguro para realizar boas partidas. Jamaal Charles, running back de muita potência, é outro grande nome dessa equipe. No entanto, essa potência toda pode ficar de fora em jogos importantes, já que Charles convive com muitas lesões. O grande trunfo da boa equipe de Kansas é a defesa, que possui destaques em quase todas a posições.













Nome: Denver Broncos
Estádio: Sport Authority Field at Mile High
Fundação: 1960
Ordem cronológica: (1960-presente)
Super Bowls: 2
Conferências: 1977, 1986, 1987, 1989, 1997, 1998 e 2013
Divisões: 1977, 1978, 1984, 1986, 1987, 1989, 1991, 1996, 1998, 2005, 2011, 2012 e 2013
Rivais: Kansas City Chiefs, Oakland Raiders, San Diego Chargers, Pittsburgh Steelers, Cleveland Browns e New England Patriots
Ídolos: Ed McCafery (WR), Mark Schlereth (G), Tom Jackson (LB), Lewis Wright (CB), Karl Mecklenburg (LB), Howard Griffith (FB), Champ Bailey (CB), Jason Elam (K), Floyd Little (RB), Steve Atwater (S), Gary Zimmerman (LT), Randy Gradishar (LB), Shannon Sharpe (TE), Rod Smith (WR), Terrell Davis (RB), Peyton Manning (QB) e John Elway (QB).
Destaques: Peyton Manning (QB), Julius Thomas (TE), Demaryius Thomas (WR), Emmanuel Sanders (WR), Montee Ball (RB), Wes Welker (WR), Brandon Marshall (OLB), Nate Irving (MLB), T.J. Ward (SS), Von Miller (OLB), DeMarcus Ware (DE), Malik Jackson (DE), Aqib Talib (CB), Quinton Carter (SS) e Rahim Moore (FS).
Resumo: O atual vice-campeão do Super Bowl, o Denver Broncos, continua com um excelente time, comandado pelo grande Peyton Manning. Com um ataque muito poderoso, com o já mencionado quarterback, Julius Thomas, Wes Welker e Demaryius Thomas são grandes destaques com grandes recordes e estatísticas. Recém-chegado à Denver, Emmanuel Sanders, ex-Steelers, se encaixou rapidamente no plano da equipe e já incomoda a posição de Wes Welker, notório WR que se envolveu com medicamentos impróprios durante a pré-temporada. Times ofensivos costumam sofrer na defesa, certo? Pois é, antigamente esse problema assolava os Broncos, mas John Elway certificou-se em correr atrás de reforços para o setor, como Aqib Talib (ex-Patriots), T.J. Ward (ex-Browns) e DeMarcus Ware (ex-Dolphins). Balanceado, os Broncos continuam fortes e cada vez mais favorito para abocanhar uma vaga no Super Bowl.







Nome: San Diego Chargers
Estádio: Qualcomm Stadium
Fundação: 1960
Apelido: The Bolts
Ordem cronológica: Los Angeles Chargers (1960-1961) e San Diego Chargers (1961-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1994
Divisões: 1979, 1980, 1981, 1992, 1994, 2004, 2006, 2007, 2008 e 2009
Rivais: Kansas City Chiefs, Oakland Raiders e Denver Broncos
Ídolos: Chuck Muncie (RB), Gill Byrd (DB), Gary Garrison (WR), Jamal Williams (DL), Phillip Rivers (QB), John Hadl (QB), Wes Chandler (WR), Leslie O'Neal (DL), Walt Sweeney (OG), Charlie Joiner (WR), Antonio Gates (WR), Ron Mix (OT), Dan Fouts (QB), Kellen Winslow (TE), LaDainian Tomlinson (RB), Junior Seau (LB) e Lance Alworth (WR).
Destaques: Phillip Rivers (QB), Donald Brown (RB), Ryan Matthews (RB), Antonio Gates (WR), Eddie Royal (WR), Keenan Allen (WR), Malcom Floyd (WR), Eric Weddle (FS), Manti Te'o (ILB), Brandon Flowers (CB), Corey Liuget (DE), Melvin Ingram (OLB), Marcus Gilchrist (SS), Jeremiah Attaochu (OLB), Kendall Reyes (DE) e Dwight Freeney (OLB).
Resumo: Tudo depende de como Phillip Rivers vai se sair. O contestável quarterback de San Diego é capaz de ir do céu ao inferno com a rapidez de uma carroça descendo uma ladeira. No entanto, as opções ofensivas do Rivers são excelentes, como Gates, Royal, Allen e Floyd. Para o jogo corrido, Rivers também conta com os dois ótimos nomes de Donald Brown e Ryan Matthews. Rivers tem um braço muito forte, capaz de lançar big plays ao estilo Ben Roethlisberger, mas o que o que deixa o torcedor californiano vermelho de raiva é que o QB não consegue ornar com a equipe mesmo tendo uma linha ofensiva que o protege até o último segundo. Outro ponto que destoa nos Chargers é a defesa, que é um pouco lenta para correr atrás dos WRs adversários. Com uma secundária formada por dois ótimos safeties, Weddle e Te'o, além do CB Brandon Flowers, a produção de turnovers (se é que podemos colocar dessa maneira) é responsável por de interceptar passes certeiros, que geralmente salva o time de San Diego na partida.













Nome: Oakland Raiders
Estádio: O.co Coliseum
Fundação: 1960
Apelidos: The Silver and Black, The Men in Black e America's Most Wanted
Ordem cronológica: Oakland Raiders (1960-1981), Los Angeles Raiders (1982-1994) e Oakland Raiders (1995-presente).
Super Bowls: 1976 (XI), 1980 (XV) e 1983 (XVIII)
Conferências: 1976, 1980, 1983 e 2002
Divisões: 1970, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1983, 1985, 1990, 2000, 2001 e 2002
Rivais: Kansas City Chiefs, Denver Broncos, Pittsburgh Steelers, San Diego Chargers, Seattle Seahawks, San Francisco 49rs e New England Patriots
Ídolos: Bo Jackson (RB), Todd Christensen (TE), George Atkinson (S), Fred Biletnikoff (WR), Steve Wisniewski (OG), Mike Haynes (CB), Lester Hayes (CB), Ted Hendricks (LB), Jack Tatum (S), Willie Brown (CB), Jim Plunkett (QB), Howie Long (DE), Marcus Allen (RB), Ken Stabler (QB), Jim Otto (C), Tim Brown (WR), Art Shell (LT) e Gene Upshaw (LG)
Destaques: Derek Carr (QB), Darren McFadden (RB), Maurice Jones-Drew (RB), James Jones (WR), Mychal Rivera (TE), Rod Streater (WR), Tyvon Branch (SS), Charles Woodson (FS), Khalil Mack (OLB), Justin Tuck (DE), C.J. Wilson (DE) e T.J. Carrie (CB)
Resumo: Fortíssimo candidato para escolher o melhor jogador do Draft 2015. Para você que está chegando agora isso pode parecer encantador, no entanto, isso significa que o Raiders é muito cotado para ter uma das piores campanhas da temporada. Os "homens de preto" costumavam amedrontar muitos times da AFC em seus tempos áureos na década de 1980, porém, atualmente o que mais assusta é a fragilidade da franquia, que apesar de tudo, conta com "nomes de peso" em posições importantes. Algumas franquias que estão mais cotadas que os Raiders adorariam ter em seu elenco jogadores como Maurice Jones-Drew, um running back minúsculo que é capaz de furar qualquer parede, um safety como Charles Woodson, que marcou época na defesa de Green Bay, um outside linebacker como Khalil Mack, que faria muitos estragos jogando por outra equipe, além de Justin Tuck, um defesive end brutal e esmagador. Entretanto, roster (plantel) também é receado de jogadores abaixo da média, que acabam por derrubar qualquer chance de reação do outro time da Califórnia.

Guia para os playoffs da NFL - Wild Card

Depois de três meses de disputa, finalmente (e infelizmente) a temporada regular da NFL terminou. Esse sentimento ambíguo pelo término da "primeira fase" da bola oval pode ser analisado de duas formas: a primeira é pelo desânimo dos torcedores que não poderão ver suas equipes nos playoffs. A segunda é pelo fato de que os playoffs passam voando, e depois do Super Bowl, em fevereiro, ficaremos sem ver a bola oval voar por longos SETE meses!

Porém, apesar de breve, os playoffs da NFL sempre nos guardam emoções ímpares, com jogos extremamente disputados e grandes azarões chegando às semi-finais (em alguns casos até à final) de conferências. Nessa temporada - como de costume -, mais um guia estará à disposição de vocês para a primeira perna dos playoffs, o wild card.



AFC WILD CARD

Wild Card 1

Kansas City Chiefs (11-5-0)
Indianapolis Colts (11-5-0)












Segundo colocado na AFC West, o Kansas City Chiefs chamou muita atenção quando abriu 9-0 na temporada regular - logo após enfrentou o Denver Broncos (que terminou em primeiro lugar na AFC West) e conheceu sua primeira derrota na competição - e com um ataque arrasador. Quem comandava o temível (e surpreendente) ataque dos Chiefs era nada mais nada menos que Alex Smith, ex-quarterback do 49rs e que fora chutado após boa aparição de Colin Kaepernick (que se aproveitou da lesão de Smith para roubar-lhe a titularidade). Smith, que antes de sua lesão lá nos tempos de San Francisco, estava numa forma nunca antes vista na Califórnia - era famoso por sofrer muitas interceptações -, e havia conquistando o respeito dos fãs dos Niners, algo que antes era considerado impossível. Hoje, atuando pelo time de Kansas, o quarterback ganhou status de ídolo por conseguir 23 passes para touchdowns; sofrer apenas 7 interceptações; 3,313 jardas e rating de 89.1 (caiu bastante devido à queda de rendimento da equipe depois que abriram 9-0). Além do quarterback, os Chiefs contam com a boa temporada de Jamaal Charles (running back de 259 carregadas; 1,287 jardas e 12 touchdowns), Dwayne Bowe (wide receiver de 57 recepções; 673 jardas e 5 touchdowns) e Derrick Johnson (linebacker de 107 tackles; 4,5 sacks e 2 interceptações).

Já o primeiro colocado na AFC South, o Indianapolis Colts, mostrou que a sua reconstrução desde a saída de Peyton Manning, em 2011, fora breve e muito interessante. O jovem quarterback Andrew Luck está dando conta do recado, despontando para 23 passes para touchdowns; 3,822 jardas e um rating de 87.0, média que seria muito maior caso não tivesse sofrido 9 interceptações na temporada - normal quando se trata de um quarterback em seu segundo ano na NFL. Jogando numa divisão não tão difícil quanto a do seu rival neste wild card, os Colts tiveram a sorte (e competência) de remontar o seu elenco utilizando as peças que já possuía no "período de Manning" com as peças que conseguiu para o "período de Luck". Uma dessas peças interessantes que o time de Indianapolis conseguiu foi o running back Trent Richardson, que por muitos anos fora o [único] destaque do Cleveland Browns. Richardson começou mal na nova equipe, porém, depois de engatar a segunda marcha, o running back mostrou o porquê dos Colts liberarem uma escolha de primeiro round no próximo draft para os Browns: foram 188 carregadas; 563 jardas e 3 touchdowns. Além de Luck e Richardson, os Colts contam com os ótimos serviços de T.Y. Hilton (wide riceiver de 82 recepções; 1,083 jardas e 5 touchdowns), Jerrell Freeman (126 tackles; 5,5 sacks, 6 forced fumbles e 2 interceptações) e Antoine Bethea (safety de 110 tackles; 1.0 sacks e 2 interceptações).

A partida entre Chiefs e Colts, no Lucas Oil Stadium, casa dos Colts, tem tudo para ser um festival de pontos. Motivos? Ambas equipes não são nem um pouco equilibradas e confiáveis, pois sofrem de panes em momentos cruciais da partida fazendo com que os torcedores fiquem com os pêlos ouriçados e unhas serradas. Luck e Smith não são parecidos apenas nos números (é só comparar os dados acima), ambos gostam de correr com a bola. O primeiro corre adoidadamente quando vê uma brecha no ataque, mesmo se algum wide receiver estiver livre. O segundo corre como uma galinha assustada, prestes a ser abatida por um linebacker. O prontuário é que falta confiança aos dois quarterbacks. Por serem duas equipes bastante parecidas, o que pode pesar a favor de um ou outro é justamente o terreno em que vão lutar pela chance de enfrentar o Denver Broncos, na semi-final da conferência americana. Apesar de ter um time ligeiramente superior no quesito técnico, os Chiefs devem sofrer pelo fato do jogo ser em Indiana, onde os Colts podem ter certa vantagem no duelo, já que a fase arrasadora do Chiefs foi há cerca de 2 meses atrás. E, se formos analisar as duas defesas baseadas apenas nos números, os torcedores dos "Potros" de Indianapolis podem botar mais fé ainda em seu time já que a proteção ao Alex Smith deixa a desejar. Outro detalhe: durante a temporada regular os Colts venceram os Chiefs, em Kansas, por 23x7, com uma partida brilhante de Andrew Luck, que passou para 241 jardas e um touchdown, e com uma excelente jornada de Donald Brown, running back que reveza com o Trent Richardson, que anotou dois touchdowns (um com passe de Luck e outro correndo). Também existem outras duas coisas para deixar os torcedores dos Chiefs com medo: a equipe jogou em casa e tomou a virada, sendo que o time passou o primeiro quarto inteiro na frente do placar (touchdown de corrida de Jamaal Charles). O segundo detalhe fora a interceptação da defesa de Indianapolis no Alex Smith, que além de ter sido interceptado ele também recebeu uma baita cafungada no cangote da defesa. 


Wild Card 2

San Diego Chargers (9-7-0)
Cincinnati Bengals (11-5-0)




                    

Terceiro colocado na AFC West, o San Diego Chargers superou todas as expectativas - apesar de ter um bom time - e avançou ao wild card numa divisão ingrata, com Broncos e Chiefs comandando a maioria das ações. O time de San Diego foi encontrando brechas ao longo da estrada e terminou a temporada regular com duas vitórias a menos que os Chiefs, segundo colocado. Aliás, foi graças à uma combinação maluca, que envolve até os Bengals, que o Chargers conseguiu sua classificação para os playoffs. A equipe californiana precisava contar com uma derrota de Miami e Baltimore, além de vencer o time misto do Chiefs em casa. Os Dolphins, que tinham a vantagem na disputa pelo wild card, perderam para o New York Jets, e os Ravens, atuais campeões, perderam para o Cincinnati Bengals, agora rival de wild card de San Diego. Com um milagre praticamente encaminhado, bastava ao Chargers vencer a equipe mista do Chiefs para conquistar a vaga nos playoffs. Fácil, né? Nem tanto. San Diego ficou atrás no placar durante os três primeiros quartos, quando numa campanha de 10 pontos da equipe californiana no último e derradeiro quarto, selou a prorrogação. Entretanto, nenhuma prorrogação ocorreria caso o kicker Ryan Succop não tivesse errado um field goal de 41 jardas faltando 4 segundos para o final da partida no tempo regulamentar. Na prorrogação, após péssimas campanhas de ataque, os Chargers anotaram um field goal com Nick Novac, na linha de 36 jardas, faltando pouco mais de 5 minutos para acabar a prorrogação e assim abocanhar a classificação (e a desolação dos Steelers). Em meio a desgraças, sustos e dramas, os Chargers voltaram aos playoffs da NFL após 3 anos numa temporada em que venceram os Broncos (time de melhor campanha) e perderam para os Raiders (um dos piores). Para tentar protagonizar mais momentos bons do que ruins nesse duelo de wild card, o San Diego vai necessitar muito de um bom jogo do QB Philip Rivers (32 touchdowns; 11 interceptações; 4,478 jardas e 105.5 de rating), que está numa temporada muito boa, sendo responsável direto pela ótima forma do ataque dos Chargers nesse ano (quarto melhor da NFL). Além dele, Ryan Mathews (running back de 285 carregadas; 1,255 jardas e 6 TDs), Antonio Gates (wide receiver de 77 recepções; 872 jardas e 4 TDs), Keenan Allen (wide receiver rookie de 71 recepções; 1,046 jardas e 8 TDs) e Eddie Royal (wide receiver de 47 recepções; 631 jardas e 8 TDs) são armas extremamente importantes que transformaram o ataque dos Chargers nessa máquina temível.

Já os Bengals, primeiro colocado na AFC North, tiveram uma campanha bem mais sólida e confiável que o seu rival no wild card. A principal arma da equipe de Ohio é a sua casa, onde eles terminaram a temporada regular de forma invicta jogando em seu estádio, o Paul Brown Stadium. Dotados de uma defesa muito forte e um ataque muito atlético, os Bengals tornaram-se num dos times mais compactos da temporada. Talvez os únicos problemas sejam o QB Andy Dalton, que ainda sente o peso da inexperiência, e o RB Benjarvous Green-Ellis, que apesar de forte deixa a desejar na hora de correr livre. Esses aspectos são questões técnicas e que muitas vezes são mascarados pelo excelente desempenho coletivo de uma equipe que arrisca muito pouco. Para deixar de ser promessa e finalmente passar pelo wild card, o time de Cincinnati vai ter que confiar muito em Andy Dalton, que falhou no momento errado nos playoffs da temporada passada, e que tem a infame marca de 20 interceptações sofridas durante toda a campanha na temporada regular. No entanto, o QB, que está em seu terceiro ano, possui a boa marca de 33 touchdowns anotados à partir de seus lançamentos e 4,293 jardas aéreas conquistadas. Além desses números de Dalton, Cincinnati possui um alento e tanto em seu time de ataque, uma dupla de WRs arrasadora que combinados possuem 21 touchdowns anotados em toda temporada regular. A.J. Green e Marvin Jones são duas máquinas que conquistaram 1,426 e 712 jardas respectivamente, além de terem recepcionado 98 e 51 bolas em toda a temporada. Porém, algo de magnifico também acontece em outro setor de Cincinnati. A grande arma dos "Tigres de Bengala" é a sua feroz defesa, que ocupa a terceira posição no ranking geral da NFL, onde praticamente todos os jogadores dos Bengals possuem estatísticas absurdas. De todos eles valem a pena destacar seis jogadores: Vontaze Burfict, linebacker segundo anista que possui 171 tackles, 3.0 sacks, 1 fumble forçado e 1 interceptação. Rey Maualuga, linebacker que está no quinto ano e possui 75 tackles, 1.0 sacks e 1 interceptação. Reggie Nelson, free safety que está na sétima temporada e possui 65 tackles, 1.0 sacks, 1 fumble forçado e 2 interceptações. George Iloka, strong safety que está em seu segundo ano de NFL e possui 66 tackles, 2 fumbles forçados e 2 interceptações. Carlos Dunlap, defensive end de quatro temporadas que possui 58 tackles, 7.5 sacks (!!!) e 4 fumbles forçados (!!!). Michael Johnson, defensive end que está no quinto ano e possui 56 tackles, 3.5 sacks, 2 fumbles forçados e 1 interceptação. Nota-se que a defesa possui números monstruosos, além de ser muito nova, algo que permite ao coordenador defensivo utilizar jogadas de pressão em cima do ataque adversário.

O duelo entre as duas equipes acontecerá na casa dos Bengals, no já citado Paul Brown Stadium, num domingo que deverá nevar. Considerando que o time de Cincinnati não perde em casa e que o San Diego é um time acostumado com um calor absurdo, todo o favoritismo vai para o Bengals. Entretanto, existe uma chance pequena, porém real, dos Chargers conseguirem uma vitória no wild card. Para que isso aconteça, a defesa dos californianos vai ter que jogar tudo o que não jogou durante a temporada inteira para que consigam desestabilizar o já desestabilizado por natureza, Andy Dalton, que costuma derrubar a farofa em momentos decisivos (vide a enorme quantidade de vezes que ele fora interceptado somente neste ano). Essa é a grande (pra não dizer a única) chance dos Chargers. Já o Cincinnati deve acelerar bastante o jogo com a sua incrível defesa, pois sabe que não pode dar sopa para o azar já que o QB Philip Rivers é a cara de seu time, algo totalmente imprevisível. Em dezembro, Bengals e Chargers se encontraram no Qualcomm Stadium, em San Diego, em um jogo que terminou com a vitória do time de Cincinnati por 17 x 10. Naquela partida, o jogo corrido dos Bengals chamou a atenção com a combinação dos running backs Green-Ellis/Bernard que juntos correram para 149 jardas. Ellis anotou um touchdown terrestre usando toda a sua força, sua assinatura. Outro fator de destaque fora a já condecorada defesa dos Bengals, que privou Rivers em miseras 252 jardas, em casa, além de ter forçado três turnovers.



NFC WILD CARD

Wild Card 1


New Orleans Saints (11-5-0)
Philadelphia Eagles (10-6-0)











Figurinha carimbada nos últimos playoffs, o campeão do Super Bowl XLIV, o New Orleans Saints, está com a moral baixa nesta temporada. O segundo lugar na NFC South desse ano ocorreu devido a surpreendente ascensão do Carolina Panthers, que fora o campeão da NFC South. Apesar do protagonismo roubado, o time de Louisiana continua praticamente o mesmo das últimas temporadas de sucesso. O que mudou, na realidade, foi a atitude das equipes rivais que aprenderam um jeito de combater o modo de jogar da equipe de Sean Payton - que ficou ausente na temporada passada por condutas ilegais de jogo. Esse novo cenário atrapalhou o playbook dos Saints, obrigando Payton a remodelar suas táticas de jogo para dar uma nova cara a equipe. Apesar de cambaleante, os Saints ainda contam com suas armas letais no ataque e uma defesa muito agressiva (não tanto como outrora, porém continua forte) para botar aquela velha pulga no ouvido dos adversários, que além de impor o medo também ajudam a contribuir para um melhor serviço do QB Drew Brees, a alma dos Saints. Falando nele, Brees é responsável direto pela vice-liderança dos Saints no ranking geral da NFL em passes (307.4 jardas) e a quarta posição no ranking de ataque. Outra prova de que nem tudo mudou nos Saints é que o bom e velho equilíbrio, que deu notoriedade a Sean Payton na liga, continua sendo a marca registrada da equipe na temporada, pois a defesa também ocupa a mesma quarta posição no ranking da NFL das melhores defesas. Para que o equilíbrio nunca saia do prumo, os Saints contam com os números de Drew Brees (39 TDs; 5,162 jardas e rating de 104.7 - apesar de ter 12 interceptações na temporada), Pierre Thomas (running back com 147 carregadas, 549 jardas e 2 TDs), Jimmy Graham (tight end com 86 recepções - maior número do time -; 1,215 jardas e 16 TDs), Marques Colston (wide receiver com 75 recepções, 943 jardas e 5 TDs), Darren Sproles (RB/WR/PR com 53 carregadas, 220 jardas e 2 TDs), Curtis Lofton (linebacker com 125 tackles, 2.0 sacks e 1 fumble forçado), David Hawthorne (linebacker com 91 tackles, 3.0 sacks e 1 fumble forçado), Malcolm Jenkins (free safety com 68 tackles, 2.5 sacks, 2 fumbles forçados e 2 interceptações), Cameron Jordan (defensive end com 47 tackles, 12.5 sacks e 2 fumbles) e Keenan Lewis (center back com 47 tackles, 1 fumble e 4 interceptações).

Jardas, jardas e muito mais jardas! Esse é o pensamento do Philadelphia Eagles, campeão da NFC East e líder da NFL em jardas corridas (160.4), vice-líder em jardas (417.2) e quarto colocado em pontos (27.6 de média). Um ataque fulminante que cresceu demais nessa temporada depois que Michael Vick perdera [finalmente] a titularidade para Nick Foles, um quarterback muito mais confiável e com muito mais precisão na mão. Porém, nem tudo são flores na cidade da independência americana. Apesar de contar com um ataque tão bem ranqueado em quase todos os quesitos, o mesmo não se pode dizer sobre a defesa dos Eagles, que é algo muito preocupante, sendo dona da pífia 26ª colocação no ranking da NFL. Os Eagles conquistaram sua vaga para os playoffs após aniquilarem o Chicago Bears por 54x11, no Lincoln Financial Field, e o Dallas Cowboys, no AT&T Stadium, na derradeira partida final por 24x22. Os destaques da equipe de Philadelphia ficam por conta de Nick Foles (27 TDs; 2,891 jardas e um rating de 119.2 - possui apenas 2 interceptações), LeSean McCoy (running back com 314 carregadas; 1,607 jardas e 9 TDs), DeSean Jackson (wide receiver com 82 recepções; 1.332 jardas e 9 TDs), Riley Cooper (WR com 47 recepções, 835 jardas e 8 TDs), Brent Celek (tight end com 32 recepções, 502 jardas e 6 TDs), DeMeco Ryans (linebacker com 127 tackles, 4.0 sacks e 2 interceptações), Mychal Kendricks (linebacker com 106 tackles, 4.0 sacks, 2 fumbles e 3 interceptações), Trent Cole (outside linebacker com 56 tackles, 8.0 sacks e 3 fumbles) e Connor Barwin (outside linebacker com 56 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble e 1 interceptação).

A partida entre Philadelphia Eagles e New Orleans Saints, no Lincoln Financial Field, colocará duas equipes de muita potência frente a frente. Até antes de dezembro, poderíamos dizer que os Saints eram plenos favoritos contra os Eagles, mas, depois de duas partidas convincentes no último mês de dezembro de 2013, a equipe da Philadelphia subiu de patamar e pode enfrentar o temível time de New Orleans. Mesmo sendo um jogo parelho entre duas equipes bem parecidas, existe certo favoritismo pendendo para o lado dos Saints já que time de Drew Brees vai enfrentar uma equipe que não joga bem em casa (os Eagles têm a marca de 4 vitórias e 4 derrotas em seus domínios). Outro fator que pesa a favor dos Saints é o seu equilíbrio, que vai ser fundamental contra uma equipe extremamente "afobada" jogando em casa.


Wild Card 2


San Francisco 49rs (12-4-0)
Green Bay Packers (8-7-1)











Mesmo com números de campeão de divisão (New England Patriots, por exemplo), o San Francisco 49rs fico atrás do Seattle Seahawks e vai ter que disputar o wild card contra o Green Bay Packers, lá no Lambeau Field debaixo de neve. No entanto, mesmo com a boa campanha da equipe californiana, muitos erros ficaram evidentes durante a jornada dos Niners na temporada regular. O QB Colin Kaepernick sofreu 8 interceptações e 6 fumbles, deixando seu potencial em xeque e causando questionamentos nos torcedores que ainda o comparam com o QB anterior, o Alex Smith. O ataque, que na temporada passada vivia do tight end Vernon Davies e do running back Frank Gore, recebeu o reforço do WR Anquan Boldin, rival no Super Bowl passado quando perderam o título para os Ravens. Porém, nem mesmo com um upgrade desses os Niners foram capazes de melhorar seu desempenho ofensivo, ficando com a 25ª posição no ranking da NFL. Já a sua defesa, dona da 5ª melhor posição no raking geral, continua dando show principalmente em partidas decisivas. Mesmo com um número relativamente baixo de interceptações, os Niners apostam na força bruta de NaVorro Bowman (linebacker com 145 tackles, 5.0 sacks, 4 fumbles e 2 interceptações), Patrick Willis (linebacker com 104 tackles, 3.0 sacks e 2 fumbles), Ahmad Brooks (outside linebacker com 60 tackles, 8.5 sacks, 1 fumble e 1 interceptação), Justin Smith (defensive end com 49 tackles, 6.5 sacks e 1 fumble), Aldon Smith (outside linebacker com 34 tackles e 8.5 sacks) e Tramaine Brock (center back com 37 tackles e 5 interceptações). Para não depender apenas dos turnovers que a defesa possa causar no adversário, os Niners terão que contar com uma partida especial de seus principais jogadores de ataque, como Colin Kaepernick (QB com 21 TDs; 3,197 jardas e rating de 91.6), Frank Gore (RB com 276 carregadas; 1,128 jardas e 9 TDs), Vernon Davies (TE com 56 recepções, 850 jardas, 13 TDs), Anquan Boldin (WR com 85 recepções; 1,178 jardas e 7 TDs) e Michael Crabtree (WR com 19 recepções, 284 jardas e 1 TD).

Já o Green Bay Packers, tradicionalíssimo time da NFC, foi a equipe que se classificou para o wild card com menor aproveitamento, sendo capaz até de empatar na temporada regular com o Minnesota Vikings. Só que a desvantagem dos "cabeças de queijo" pode ser creditada à ausência de Aaron Rodgers, QB que liderou o ranking de rating entre os QBs por um longo período até a contusão que o tirou de combate. No entanto, mesmo com Rodgers parado, os Packers terminaram a temporada regular como a terceira melhor equipe conquistando jardas (400.2), sexta melhor em passes aéreos (266.8), a sétima melhor em jardas corridas (133.5) e a oitava melhor em média de pontos (26.1), números que são muito bons. Todavia, a defesa, que outrora era motivo de orgulho para os Packers, hoje é a 25ª colocada no ranking após, adivinhem, inúmeras contusões (especialmente de Clay Matthews). No entanto, nos últimos 5 jogos a equipe de Wisconsin venceu 3 e perdeu apenas 2, leve ascensão para quem estava fadado às férias de inverno. Além da camisa, os Packers vão precisar bastante da ajuda de Aaron Rodgers (17 TDs; 2,536 jardas e rating de 104.9 - apenas 6 interceptações), Eddie Lacy (RB com 284 carregadas; 1,178 jardas e 11 TDs), Jordy Nelson (WR com 85 recepções; 1,314 jardas e 8 TDs), Randall Cobb (WR com 31 recepções, 433 jardas e 4 TDs), Jermichael Finley (TE com 25 recepções, 300 jardas e 3 TDs), James Jones (WR com 59 recepções, 817 jardas e 3 TDs), Jarrett Boykin (WR com 49 recepções, 681 jardas e 3 TDs), A.J.Hawk (linebacker com 118 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble, 1 interceptação), Tramon Williams (center back com 83 tackles, 2.5 sacks, 2 fumbles, 3 interceptações), Brad Jones (linebacker com 84 tackles, 3.0 sacks, 1 fumble), Clay Matthews (outside linebacker com 41 tackles, 7.5 sacks e 3 fumbles), Mike Neal (outside linebacker com 47 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble, 1 interceptação), Mike Daniels (defensive end com 23 tackles e 6.5 sacks), Sam Shields (center back com 61  tackles e 4 interceptações) para vencer nos playoffs.

Esse será o duelo de maior tradição e de força física entre as equipes que estão no wild card, sendo que juntos Packers e Niners somam NOVE Super Bowls conquistados. Só que nos últimos três jogos em que eles se enfrentaram o San Francisco venceu todos os duelos (9/9/12 - 30x22, 12/1/13 - 45x31 e 8/9/13 - 34x28). Apesar dos placares apertados, a freguesia de Green Bay deve-se ao belo trabalho que Jim Harbaugh desenvolve há três anos lá em San Francisco, onde montou uma das equipes mais sólidas das últimas temporadas da NFL. Mesmo com uma campanha feia, cheia de buracos e insetos, os Packers receberão os vice-campeões do último Super Bowl em sua casa, o mítico Lambeau Field, graças ao título da divisão North da NFC. Entretanto, um fator alternativo deve atrapalhar o espetáculo entre as duas equipes: Neve. Muita, muita, muita neve é esperada para cair em toda Green Bay neste final de semana. Considerando que os Packers jogam em casa, na neve e sem lesões, a vantagem que poderia ser de San Francisco até duas semanas atrás já não é tão grande assim, especialmente porque Aaron Rodgers veio de uma excelente partida contra o Chicago Bears, justamente em seu retorno aos gramados num jogo decisivo e liderando os Packers à classificação. Sabendo dos poderosos números do setor ofensivo, e com resquícios daquela bela defesa de temporadas atrás, os Packers vão jogar de igual para igual com os Niners. E claro, esse clássico deve ser o jogo mais dramático dos playoffs.

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