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Guia básico para entender a NFL - Parte 1 (AFC)

Entra ano e sai ano e a NFL continua crescendo no Brasil. Parece até uma troca de futebol entre Brasil e EUA, enquanto a bola oval torna-se popular aqui, o mesmo pode-se dizer da bola redonda na terra do Tio Sam.

Entretanto, muitas pessoas acompanham esse esporte superficialmente, sem entender muito bem as regras e sem ter um time para qual torcer. A maioria dos novos fãs da NFL alegam que o esporte é cheio de regras, muitos times para escolher e com muitos jogadores para decorar o nome. Isso é verdade, mas nada que uma ajudinha para melhorar, certo? Logo abaixo, você conhecerá todos os clubes da AFC, de forma resumida, para te ajudar a sair do muro, ou conhecer melhor outras equipes que o seu time vai enfrentar nessa temporada.

Antes de qualquer coisa, os 32 clubes que compõe a NFL são divididos em duas conferências (AFC e NFC) e subdivididos em oito divisões (AFC EAST, AFC WEST, AFC NORTH, AFC SOUTH, NFC EAST, NFC WEST, NFC NORTH e NFC SOUTH). O Super Bowl é a grande final que coloca frente a frente os campeões das duas conferências.


AFC (American Football Conference)

AFC EAST (New England Patriots, Miami Dolphins, New York Jets e Buffalo Bills)










Nome: New England Patriots
Fundação: 16 de novembro de 1959
Estádio: Gillette Stadium
Apelido: The Pats
Ordem cronológica: Boston Patriots (1960-1970) e New England Patriots (1971-presente)
Super Bowls: 2001 (XXXVI), 2003 (XXXVIII) e 2004 (XXXIX)
Conferências: 1985, 1996, 2001, 2003, 2004, 2007 e 2011
Divisões: 1978, 1985, 1996, 1997, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013
Rivais: New York Jets (a maior), Baltimore/Indianapolis Colts, Baltimore Ravens, Pittsburgh Steelers, Buffalo Bills e Miami Dolphins
Ídolos: Bob Dee (DE), Jim Hunt (DT), John Hannah (G), John Morris (C), Kevin Faulk (RB), Adam Vinatieri (K), Bruce Armstrong (LT), Teddy Bruschi (MLB), Ben Coates (TE), Drew Bledsoe (QB), Nick Buoniconti (LB), Curtis Martin (RB), Richard Seymour (DE) TY Law (CB), Randy Moss (WR), Wes Welker (WR), Stanley Morgan (WR), Troy Brown (WR), Mike Haynes (CB), Andre Tippett (LB) e Tom Brady (QB). 
Destaques: Tom Brady (QB), Vince Wilfork (NT), Rob Gronkowski (TE), Julian Edelman (WR), Rob Ninkovich (LB), Shane Vereen (RB), Stephan Ridley (RB), Chandler Jones (DE), Dont'a Hightower (OLB), Logan Ryan (CB), Kyle Arrington (CB), Jerod Mayo (MLB), Brandon Browner (CB), Darrelle Revis (CB) e Devin McCourty (FS).
Resumo: Para essa temporada, Bill Belichick, treinador dos Patriots, tratou de resolver parte do seu maior problema dentro da equipe: a defesa. Esse setor, que há muito tempo ficava entre as piores da liga, ganhou dois grandes reforços na secundária com as chegadas de Darrelle Revis e Brandon Browner (ainda cumpre suspensão). Os dois CBs vão aparecer com grande frequência na sua telinha, já que o Patriots é mestre em forçar turnovers. Mas, como o buraco é mais profundo, os Pats ainda são vulneráveis no combate físico do jogo, especialmente para conter RBs de potência e TEs atléticos e versáteis. Se não bastassem os problemas de fábrica, o grande problema da franquia é a linha ofensiva, responsável em proteger a joia do time, o quarterback Tom Brady. A linha dos Patriots é recheada de rookies, os populares "novatos", que sofrem para acertar o tempo dos LBs adversários, e de jogadores constáveis. Caso Rob Gronkowski se mantenha saudável, o ataque, que ainda sofre com a adaptação de Amendola, pode ficar mais confiável. Além disso, Brandon LaFell, que trocou o Panthers pelo Patriots, é um jogador de profundidade e deve ser muito usado por Belichick. Considerando a grande reformulação da equipe, fica difícil acreditar numa vitória, ou vaga na final de conferência pela sexta vez seguida na história da franquia. Mas, tratando-se de Belichick-Brady, tudo pode acontecer. Até milagres.














Nome: Miami Dolphins
Fundação: 1966
Estádio: Sun Life Stadium
Apelido: The Fins e The Fish
Ordem cronológica: Sempre foi Miami Dolphins
Super Bowls: 1972 (VII) e 1973 (VIII)
Conferências: 1971, 1972, 1973, 1982 e 1984
Divisões: 1971, 1972, 1973, 1974, 1979, 1981, 1983, 1984, 1985, 1992, 1994, 2000 e 2008
Rivais: Buffalo Bills, New York Jets e New England Patriots
Ídolos: Larry Csonka (FB), Bob Griese (QB), Jim Langer (C), Paul Warfield (WR), Larry Little (G), Dwight Stephenson (C), Bob Kuechenberg (G), Dan Marino (QB), Kim Bokamper (LB), Curtis Johnson (CB), Doug Betters (LB), Tim Bowens (DT), Sam Madison (CB), Mark Clayton (WR), Nat Moore (WR), Bob Baumhower (NT), Richmond Webb (LT), Zach Thomas (LB) e Jason Taylor (DE).
Destaques: Ryan Tannehill (QB), Mike Wallace (WR), Bryan Hartline (WR), Brent Grimes (CB), Rashad Jones (S), Phillip Wheeler (LB), Charles Clay (TE), Lamar Miller (RB), Randy Starks (DT), Jason Trusnik (OLB), Danell Ellerbe (LB), Olivier Vernon (DE), Cameron Wake (DE) e Jared Odrick (DT)
Resumo: Quem viu o Miami Dolphins jogar na década de 1970, 1980 e 1990, e hoje vê o estado da franquia, deve se descabelar freneticamente de raiva. Don Schula e seu fiel escudeiro, o lendário Dan Marino, deram aos Dolphins os dois únicos Super Bowls da franquia no comecinho da década de 1970. Hoje, os Dolphins penam para conseguir uma boa posição na divisão e, pior ainda, se classificar para os playoffs (a última vez foi em 2008). Nas últimas temporadas, o time se notabilizou pela efervescência dentro do vestiário, que impediu que muitos bons jogadores desempenhassem o seu futebol. Contudo, para essa temporada os Dolphins devem ter um pouco de sossego, já que a defesa dos golfinhos é bastante confiável e agressiva, especialmente se tratando de Cameron Wake, Jared Odrick e Brent Grimes. Mike Wallace, um dos jogadores mais rápidos da liga, é o grande nome do ataque. Por ser uma equipe muito inconstante, os Dolphins vão alternar entre grandes partidas e pífias partidas. Difícil de apostar.













Nome: New York Jets
Fundação: 1960
Estádio: MetLife Stadium
Apelido: Gang Green
Ordem cronológica: Titans of New York (1960 - 1963) e New York Jets (1963-presente)
Super Bowls: 1968 (AFL-NFL Super Bowl III)
Conferências: 0
Divisões: 1968, 1969, 1998 e 2002
Rivais: New England Patriots, Miami Dolphins e New York Giants
Ídolos: Aaron Glenn (CB), Marvin Powell (T), Gerry Philbin (DE), Kevin Mawae (C), Emerson Boozer (RB), Wayne Chebret (WR), Mo Lewis (LB), Al Toon (WR), Matt Snell (RB), Wesley Walker (WR), Mark Gastineau (DE), Winston Hill (T), Freeman McNeil (RB), Larry Grantham (LB), Joe Klecko (DL), Darrelle Revis (CB), Curtis Martin (RB), Don Maynard (WR) e Joe Namath (QB).
Destaques: Michael Vick (QB), Geno Smith (QB), Chris Ivory (RB), Jeremy Kerley (WR), Calvin Pace (OLB), Antonio Allen (CB), Jason Babin (DE), Dawan Landry (SS), Breno Giacomini (T), Chris Johnson (RB), Eric Decker (WR), Jacoby Ford (WR), AJ Edds (LB), Demario Davis (ILB), Muhammad Wilkerson (DE) e David Harris (ILB). 
Resumo: Time verde de uma megalópole, cujo passado era muito bonito, mas que atualmente costuma aparecer na mídia por conta dos vacilos de seus jogadores e fracassos na temporada. Parece o Palmeiras, não? Pois é assim que os torcedores dos Jets se sentem com relação à sua equipe. Ultimamente o time nova-iorquino é mais conhecido pelas lambanças de seus jogadores (Mark Sanchez e o butt fumble, por exemplo) do que por classificações heroicas. Para essa temporada, uma pequena faxina foi feita no roster para tentar intimidar seus dois maiores rivais, o New England Patriots e o New York Giants (apesar dos Giants não serem da mesma divisão). Breno Giacomini, Chris Johnson, Eric Decker e Jason Babin são os principais nomes que vieram para reforçar a franquia, que, apesar do péssimo histórico, vem com mais confiança para uma temporada difícil. Detalhe, Giacomini e Decker se enfrentaram no último Super Bowl. 












Nome: Buffalo Bills
Fundação: 1960
Estádio: Ralph Wilson Stadium
Apelido: Bills
Ordem cronológica: Sempre foi Buffalo Bills
Super Bowls: 0
Conferências: 1990, 1991, 1992 e 1993.
Divisões: 1980, 1988, 1989, 1990, 1991, 1993 e 1995.
Rivais: Miami Dolphins, Indianapolis Colts e New York Jets
Ídolos: Elbert Dubenion (WR), Billy Shaw (G), Darryl Talley (LB), Cookie Gilchrist (RB), Cornelius Bennett (LB), Jack Kemp (QB), Thurman Thomas (RB), Steve Tasker (WR/ST), Joe DeLamielleure (G), Andre Reed (WR), OJ Simpson (RB), Jim Kelly (QB) e Bruce Smith (DE).
Destaques: Kyle Williams (DT), Mario Williams (DE), Manny Lawson (DE), Sammy Watkins (WR), Mike Williams (WR), Scott Chandler (TE), Aaron Williams (FS), Brandon Spikes (MLB), CJ Spiller (RB), Leodis McKelvin (CB), Corey Graham (CB), Nigel Bradham (OLB), Marcell Dareus (DT), Kiko Alonso (MLB) e Da'Norris Searcy (SS).
Resumo: Em meio a indefinição sobre o novo dono da franquia, o Buffalo Bills procura uma maneira de ir em busca de uma boa temporada. Com uma defesa forte, o time nova-iorquino tenta sair da sombra dos outros três clubes da AFC EAST e finalmente voltar aos playoffs. Famoso no começo da década de 1990 por ter um ataque avassalador, os Bills parecem ter perdido o mojo para essa década. Os problemas ofensivos da franquia começam justamente na posição mais importante, a de quarterback, onde há uma indefinição entre EJ Manuel, Jeff Tuel, Thad Lewis e Dennis Dixon. Pela sequência que teve na temporada passada, o primeiro deve ser o titular. A posição de wide reciever também não conta com grandes nomes, e muito menos a de Tight End, mas Sammy Watkins, WR que ficou muito famoso por suas ótimas partidas e recepções no College, deve ter muitas chances com os Bills. Atualmente, a única posição que o Bills talvez tenha uma certa tranquilidade é na de running back, com CJ Spiller, um jogador de muita força e velocidade. Entretanto, os torcedores dos Bills possuem uma defesa de dar inveja em qualquer torcedor da NFL. Composta por três Williams diferentes, e igualmente excelentes, o time de Nova Iorque é uma ameaça à qualquer jogo aéreo, uma verdadeira armadilha que aplica vários turnovers. Se não bastasse isso, a linha defensiva é sedenta por sangue de quarterbacks, com ótimos linebackers e defensive ends que derrubam não apenas uma linha ofensiva inteira, mas também até o mais atento quarterback da liga.


AFC NORTH (Cincinnati Bengals, Pittsburgh Steelers, Baltimore Ravens e Cleveland Browns)











Nome: Cincinnati Bengals
Fundação: 1968
Estádio: Paul Brown Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Cincinnati Bengals
Super Bowls: 0
Conferências: 1981 e 1988
Divisões: AFC CENTRAL (1970, 1973, 1981, 1988 e 1990) e AFC NORTH (2005, 2009 e 2013)
Rivais: Baltimore Ravens, Cleveland Browns e Pittsburgh Steelers 
Ídolos: Rudi Johnson (RB), James Brooks (RB), Rodney Holman (TE), David Fulcher (S), Carl Pickens (WR), Willie Anderson (OT), Corey Dillon (RB), Lemar Parrish (DB), Ken Riley (DB), Tim Krumrie (NT), Cris Collinsworth (WR), Isaac Curtis (WR), Chad Ochocinco (WR), Boomer Esiason (QB), Ken Anderson (QB) e Anthony Munoz (OT)
Destaques: Terence Newman (CB), AJ Green (WR), Marvin Jones (WR), Domata Peko (DT), Wallace Gilberry (DE), Geno Atkins (DT), Vincent Rey (MLB), Reggie Nelson (FS), Carlos Dunlap (DE), George Iloka (SS), Rey Maualuga (MLB) e Adam Jones (CB)
Resumo: Se você pegar a lista de estatísticas dos jogadores dos Bengals ao longo de várias temporadas, você cairá da cadeira ao perceber que um time cujo desempenho individual é altíssimo e mesmo assim é incapaz de levar a franquia para uma final de conferência ou até à um Super Bowl. Apesar do desfalque de Michael Johnson, que foi para os Buccaneers, a defesa de Cincinnati é uma das mais temíveis da NFL, graças às suas interceptações e sacks. O ataque comandado por Andy Dalton, o quarterback mais vara verde da NFL, é forte, porém, o grande responsável pelas coisas não darem certo é justamente o Rupert Grint de Ohio, cujo nervosismo é tão evidente quanto suas interceptações. Devido ao desequilíbrio, os Bengals vivem um paradoxo cruel e irritante que não permite aos torcedores sonharem com algo mais alto e digno dos números conquistados individualmente.













Nome: Pittsburgh Steelers
Fundação: 1933
Estádio: Heinz Field
Apelido: The Black and Gold ou The Chief
Ordem cronológica: Pittsburgh Pirates (1933-1939), Pittsburgh Steelers (1940-1942), Pit/Phi Steagles (1943), Card-Pit (1944) e Pittsburgh Steelers (1945-presente)
Super Bowls: 1974 (IX), 1975 (X), 1978 (XIII), 1979 (XIV), 2005 (XL) e 2008 (XLIII)
Conferências: 1974, 1975, 1978, 1979, 1995, 2005, 2008 e 2010
Divisões: AFC CENTRAL (1972, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1983, 1984, 1992, 1994, 1995, 1996, 1997 e 2001) AFC NORTH (2002, 2004, 2007, 2008 e 2010)
Rivais: Baltimore Ravens, Cleveland Browns, Cincinatti Bengals, New England Patriots, Oakland Raiders, Tennessee Titans, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles (sim, tudo isso!)
Ídolos: Rocky Bleier (RB), James Harrison (LB), "Big" Ben Roethlisberger (QB), Alan Faneca (OLB), Jack Butler (CB), Andy Russell (LB), Dermontti Dawson (C), LC Greenwood (DE), Jerome Bettis (RB), John Stallworth (WR), Ernie Stautner (OLB), Troy Polamalu (S), Hines Ward (WR), Mike Webster (C), Rod Woodson (DB), Jack Ham (LB), Terry Bradshaw (QB), Franco Harris (FB/RB), Mel Blount (CB), Jack Lambert (LB) e "Mean" Joe Greene (DE).
Destaques: "Big" Ben Roethlisberger (QB), Troy Polamalu (S), Brett Keisel (DE), Heath Miller (TE), Antonio Brown (WR), Le'Veon Bell (RB), Lawrence Timmons (LB), William Gay (CB), Cameron Heyward (DE), Jason Worilds (OLB), Lance Moore (WR) e LaGarrette Blount (RB).
Resumo: A franquia mais vencedora da história do futebol americano passa por uma renovação brutal há mais ou menos três temporadas. Desde seu último título, em 2008, os Steelers não foram mais os mesmos. Grandes nomes da franquia, como James Harrison, Hines Ward, Jericho Cotchery, LaMarr Woodley e Emmanuel Sanders não estão mais em Pittsburgh, sendo que, dentre os jogadores mais experientes, só sobraram Ben Roethlisberger, Brett Keisel e Troy Polamalu para segurar a bucha. A tão famosa linha defensiva dos Steelers está carente de linebackers de calibre, algo inédito na tão prolífica história da franquia com jogadores desta posição. Além disso, a equipe negra e dourada precisa urgentemente de reposição para a linha ofensiva, já que Emmanuel Sanders e Jericho Cotchery, principais WRs da franquia nos últimos três anos, trocaram de equipe. Moore, ex-jogador dos Saints, é um WR decente, porém, Big Ben vai precisar de mais material humano caso os Steelers queiram classificar para os playoffs dessa vez, especialmente se LaGarrette Blount for pego portando maconha novamente. Heath Miller, La'Veon Bell e Antonio Brown terão que mostrar que são capazes de acompanhar o ritmo de outros grandes jogadores da divisão.











Nome: Baltimore Ravens
Fundação: 1996
Estádio: M&T Bank Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Ravens desde sua fundação.
Super Bowls: 2000 (XXXV) e 2012 (XLVII)
Conferências: 2000 e 2012
Divisões: 2003, 2006, 2011 e 2012
Rivais: New England Patriots, Pittsburgh Steelers, Indianapolis Colts, Cleveland Browns e Cincinnati Bengals.
Ídolos: Jermaine Lewis (WR), Ray Rice (RB), Adalius Thomas (OLB), Mike Flynn (G/C), Chris McAllister (CB), Derrick Mason (WR), Michael McCrary (DE), Jamie Sharper (OLB), Jarret Johnson (LB), Todd Heap (TE), Peter Boulware (OLB), Marshal Yanda (G), Haloti Ngata (DL), Rod Woodson (FS), Terrell Suggs (OLB), Jamal Lewis (RB), Joe Flacco (QB), Ed Reed (FS), Jonathan Ogden (T) e Ray Lewis (MLB).
Destaques: Joe Flacco (QB), Terrell Suggs (OLB), Ray Rice (RB), Haloti Ngata (DL), Marshal Yanda (G), Chris Canty (DE), Jacoby Jones (WR), Ladarius Webb (CB), Dennis Pitta (TE), Eugene Monroe (T), Torrey Smith (WR), Owen Daniels (TE) e Steve Smith (WR).
Resumo: Jovens, porém muito fortes. Esse é o sempre regular Baltimore Ravens, uma franquia que carrega em seu nome uma homenagem ao lendário poema "O Corvo" de Edgar Allan Poe, que viveu por muito tempo na cidade de Baltimore antes de falecer. Sempre famosa por ter uma linha defensiva estupidamente forte, os Ravens mantém o seu legado de montar uma verdadeira barreira humana para proteger o território. Entretanto, aos poucos a franquia vai renovando algumas peças e perdendo outras. Uma dessas peças que saíram do Ravens foi o OL Michael Oher, que suplantou uma dinastia ao lado de Joe Flacco, seu protegido. Sem ele, os Ravens ficarão mais expostos no ataque durante a nova temporada. Falando em ataque, Flacco continua sua busca pela afirmação entre os melhores quarterbacks da liga. Para essa temporada, o QB de Baltimore terá uma ótima linha ofensiva com Steve Smith, Jacoby Jones, Dennis Pitta, Owen Daniels (uma das melhores transações neste mercado) e o excelente Torrey Smith.





Nome: Cleveland Browns
Fundação: 1946
Estádio: FirstEnergy Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Cleveland Browns.
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1971, 1980, 1985, 1986, 1987 e 1989.
Rivais: Pittsburgh Steelers, Cincinnati Bengals, Baltimore Ravens, Baltimore/Indianapolis Colts, Detriot Lions e Denver Broncos.
Ídolos: Frank Minnifield (CB), Hanford Dixon (CB), Bernie Kosar (QB), Gene Hickerson (G), Joe Delamielleure (G), Mike McCormack (T), Bill Willis (MG), Clay Matthews Jr (LB), Bobby Mitchell (WR/HB), Frank Gatski (C), Len Ford (DE), Marion Motley (FB), Lou Groza (K/OT), Leroy Kelly (RB), Dante Lavelli (END), Otto Graham (QB), Paul Warfield (WR), Ozzie Newsome (TE) e Jim Brown (FB).
Destaques: Karlos Dansby (ILB), Jim Leonhart (DB), Miles Austin (WR), Desmond Bryant (DE), Ben Tate (RB), Isaiah Trufant (DB), Josh Gordon (WR), Paul Kruger (OLB) e Johnny Manziel (QB).
Resumo: Uma das franquias mais antigas da liga está há anos numa deriva emocional. Os Browns tiveram na década de 1940, 1950 e 1960 o seu ápice, quando o futebol americano ainda era bastante amador. Virtualmente, o time de Cleveland é bom, mas falta algum tipo de tempero que não é degustado naquela cidade. O principal destaque da equipe sequer é considerado titular, caso do polêmico Johnny Manziel, ou Johnny Football, como preferir. Apesar de terem Josh Gordon, um ótimo prospecto para a posição de wide receiver, a franquia pena e peca muito no setor ofensivo, que ainda precisa de outra peça para alternar com Gordon.



AFC SOUTH (Indianapolis Colts, Houston Texans, Tennessee Titans e Jacksonville Jaguars)













Nome: Indianapolis Colts
Fundação: 1953
Estádio: Lucas Oil Stadium
Ordem cronológica: Boston Yanks (1944-1948), New York Bulldogs (1949), New York Yanks (1950-1951), Dallas Texans (1952), Baltimore Colts (1953-1983) e Indianapolis Colts (1983-presente)
Super Bowls: 1970 (V) e 2006 (XLI)
Conferências: 1958, 1959, 1964, 1968, 1970, 2006 e 2009.
Divisões: 1970, 1975, 1976, 1977, 1987, 1999, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010 e 2013. 
Rivais: New England Patriots, New York Giants, New York Jets, Houston Texans e Miami Dolphins.
Ídolos: Cato June (LB), Tony Siragusa (DT), Ray Buchanan (DB), Duane Bickett (LB), Gary Brackett (LB), Marcus Pollard (TE), Bob Sanders (S), Bill Brooks (WR), Ray Donaldson (C), Jim Harbaugh (QB), Tarik Glen (OT), Dallas Clark (TE), Chris Hinton (OL), Marshall Faulk (RB), Robert Mathis (DE/OLB), Jeff Saturday (C), Edgerrin James (RB), Dwight Freeney (DE/OLB), Reggie Wayne (WR), Marvin Harrison (WR) e Peyton Manning (QB).
Destaques: Adam Vinatieri (K), Reggie Wayne (WR), Robert Mathis (OLB), Ahmad Bradshaw (RB), LaRon Landry (SS), Donald Thomas (G), Vontae Davis (CB), Hakeem Nicks (WR), Trent Richardson (RB), T.Y. Hilton (WR), Jerrell Freeman (ILB), Arthur Jones (DE), Ricky Jean Francois (DE), Cory Redding (DE), Erik Walden (OLB) e Andrew Luck (QB).
Resumo: O insinuante Indianapolis Colts se reforçou com jogadores experientes para a nova temporada da NFL. Visando uma final de conferência, os Colts assinaram com D'Qwell Jackson (Cleveland), Arthur Jones (Baltimore), Phil Costa (Dallas) e Hakeem Nicks (Giants) para dar um upgrade em setores carentes. Nicks, que não teve uma boa temporada com os Giants no ano passado, será a grande alternativa para Andrew Luck, que já conta com o ótimo T.Y. Hilton. Salientando o quarterback de Indiana, Luck vai para sua terceira temporada com os Colts, após o bom segundo ano na liga durante a temporada passada. Outro jogador que terá que mostrar serviço nesta temporada é o RB Trent Richardson, que custou uma valiosa primeira escolha no draft. Após a desastrosa temporada que fez no ano passado, Richardson precisa correr mais do que correu em Cleveland para recuperar o prestigio que tinha antes de ser contratado pelos Colts. Ao contrário do ataque, a defesa dos Colts continua sólida, mas com alguns desfalques. O principal deles, Antoine Betea, foi para o San Francisco 49rs.
















Nome: Houston Texans
Fundação: 2002
Estádio: NRG Stadium
Ordem cronológica: Sempre foi Houston Texans
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 2011 e 2012
Rivais: Tennessee Titans, Cincinatti Bengals, Jacksonville Jaguars e Indianapolis Colts
Ídolos: JJ Watt (DE), Johnathan Joseph (CB), Amobi Okoye (DT), Aaron Glenn (DB), Bernard Pollard (DB), Steve Slaton (RB), Owen Daniels (TE), Vonta Leach (FB), Duane Brown (LT), DeMeco Ryans (DE), Jason Babin (DE), Matt Schaub (QB), Brian Cushing (LB), Arian Foster (RB), Andre Johnson (WR) e Mario Williams (DE/OLB).
Destaques: JJ Watt (DE), Danieal Manning (DB), Duane Brown (LT), Brian Cushing (LB), Arian Foster (RB), Kendrick Lewis (CB), Ryan Fitzpatrick (QB), Jadeveon Clowney (LB) e Andre Johnson (WR).
Resumo: A "era Matt Schaub" acabou. O que muitos podem dizer que foi um grande fracasso, na realidade, serve como um parâmetro para medir o quanto os Texans eram competitivos. Com um QB apenas mediano, o time de Houston sempre dava trabalho para as franquias mais veteranas da NFL. Com a contratação de Ryan Fitzpatrick, que também é um QB mediano até que se prove o contrário, a filosofia de trabalho deve ser a mesma (o que pode ser até mais fácil dependendo da "fome" de Andre Johnson). Entretanto, a defesa dos texanos promete ser o grande trunfo para um trabalho nessa temporada. Com Jadeveon Clowney, grande destaque do College, e primeira escolha do draft 2013, os Texans devem levantar um muro completamente forte para segurar os adversários. O ótimo rookie terá como companhia os igualmente ótimos JJ Watt, Danieal Manning, Duane Brown, Brian Cushing e Kendrick Lewis.















Nome: Tennessee Titans
Fundação: 1960
Estádio: LP Field
Ordem cronológica: Houston Oilers (1960-1996), Tennessee Oilers (1997-1998) e Tenessee (1998-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1999
Divisões: 1991, 1993, 2000, 2002 e 2008
Rivais: Houston Texans
Ídolos: Brad Hopkins (OT), Samari Rolle (CB), Frank Wycheck (TE), Cortland Finnegan (CB), Kyle Vanden Bosch (DE), Chris Johnson (RB), Al De Greco (K), Michael Roos (OT), Albert Haynesworth (DT), Blaine Bishop (S), Kevin Mawae (C), Derrick Mason (WR), Jevon Kearse (DE), Eddie George (RB), Keith Bulluck (LB), Bruce Matthews (C) e Steve McNair (QB). 
Destaques: Nate Washington (WR), Bernard Pollard (SS), Delanie Walker (TE), Shonn Greene (RB), Dexter McCluster (RB), Kendall Wright (WR), Justin Hunter (WR), Michael Griffin (FS), Wesley Woodyard (ILB), Ropati Pitoitua (DE), Coty Sensabaugh (CB), Jurrell Casey (DE), Jason McCourty (CB) e Jake Locker (QB).
Resumo: Os Titans possuem uma equipe experiente e com poucas opções ofensivas. Com um quarterback inconstante e pouco familiarizado com as glórias, o time de Nashville segue sendo aquele time que se contenta apenas em competir. Bernard Pollard e Ropati Pitoitua, ambos jogadores defensivos, são os grandes nomes da franquia, que busca por uma identidade. Para o ataque, apesar de contar com os experientes Nate Washington e Shonn Green, quem mais se destaca é o jovem running back Dexter McCluster. Numa divisão nivelada por baixo, os Titans podem aprontar um brilhareco e tentar atrapalhar o Indianapolis Colts, time mais forte da divisão.






Nome: Jacksonville Jaguars
Fundação: 1995
Estádio: EverBank Field
Apelido: Jags
Ordem cronológica: Sempre foi Jaguars
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1998 e 1999
Rivais: Tennessee Titans, Indianapolis Colts, Houston Texans, Miami Dolphins e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Brad Meester (C), Tony Brackens (DE), Keenan McCardell (WR), Daryl Smith (LB), John Henderson (DT), Marcus Stroud (DT), Mark Brunell (QB), Maurice Jones-Drew (RB), Fred Taylor (RB), Jimmy Smith (WR) e Tony Bosselli (LT).
Destaques: Chad Henne (QB), Chris Clemons (DE), Will Blackmon (CB), Geno Hayes (OLB), Toby Gerhart (RB), Mercedes Lewis (TE), Marquise Lee (WR), Allen Hurns (WR), Sen'DerrIck Marks (DE), Winston Guy (DE), Andre Branch (DT) e Ryan Davis (FS)
Resumo: Após começo horroroso na temporada passada, com uma estiagem de vitórias muito longa, os Jaguars descobriram que alguns dos poucos jogadores decentes que tinha eram realmente bons jogadores. O ataque é fraco, onde o melhor jogador é o tight end Marquise Lewis e um dos piores é o mais importante, o quarterback Chad Henne. Porém, caso a paciência acabe por lá, o jovem Blake Bortles, draftado neste ano, pode ser alçado aos titulares logo de cara. Com um braço muito potente, o rookie ficou famoso no College pelas "big plays" (quando o QB arrisca passes muito longos), algo que o Henne pouco consegue fazer. Entretanto, a defesa é muito boa para forçar turnovers, especialmente fumbles. Chirs Clemons, líder da defesa dos Jags, é um daqueles exemplos de "como seria se estivesse numa equipe 'maior".



AFC WEST (Kansas City Chiefs, Denver Broncos, San Diego Chargers e Oakland Raiders)













Nome: Kansas City Chiefs
Fundação: 1960
Estádio: Arrowhead Stadium
Ordem cronológica: Dallas Texans (1960-1962) e Kansas City Chiefs (1963-presente)
Super Bowls: 1969 (IV)
Conferências: 0
Divisões: 1971, 1993, 1995, 1997, 2003 e 2010
Rivais: Oakland Raiders, San Diego Chargers e Denver Broncos
Ídolos: Abner Haynes (RB), Jamaal Charles (RB), Deron Cherry (FS), Larry Johnson (RB), Willie Lanier (MLB), Dwayne Bowe (WR), Johnny Robinson (S), Trent Green (QB), Buck Buchanan (DT), Otis Tayler (WR), Emmitt Thomas (CB), Bobby Bell (LB), Will Shields (OG), Priest Holmes (RB), Len Dawson (QB), Derrick Thomas (LB) e Tony Gonzalez (TE).
Destaques: Alex Smith (QB), Jamaal Charles (RB), Donnie Avery (WR), Travis Keice (TE), Anthony Fasano (TE), Tamba Hall (OLB), Dontari Poe (NT), Justin Houston (OLB), Allen Bailey (DE), Vance Walker (DT), Josh Mauga (ILB), Eric Berry (SS) e Derrick Johnson (ILB)
Resumo: O inconstante Chiefs agora possui uma grande atração, o kicker brasileiro Cairo Santos! Cairo é o primeiro brasileiro nascido no país a jogar por uma franquia da NFL. Se você está em dúvida sobre qual time torcer, os Chiefs podem ser uma boa opção. O restante do elenco é composto por bons jogadores e péssimos jogadores, o que gera desequilíbrio. O quarterback Alex Smith saiu execrado de San Francisco, porém, ele encontrou em Kansas o seu porto seguro para realizar boas partidas. Jamaal Charles, running back de muita potência, é outro grande nome dessa equipe. No entanto, essa potência toda pode ficar de fora em jogos importantes, já que Charles convive com muitas lesões. O grande trunfo da boa equipe de Kansas é a defesa, que possui destaques em quase todas a posições.













Nome: Denver Broncos
Estádio: Sport Authority Field at Mile High
Fundação: 1960
Ordem cronológica: (1960-presente)
Super Bowls: 2
Conferências: 1977, 1986, 1987, 1989, 1997, 1998 e 2013
Divisões: 1977, 1978, 1984, 1986, 1987, 1989, 1991, 1996, 1998, 2005, 2011, 2012 e 2013
Rivais: Kansas City Chiefs, Oakland Raiders, San Diego Chargers, Pittsburgh Steelers, Cleveland Browns e New England Patriots
Ídolos: Ed McCafery (WR), Mark Schlereth (G), Tom Jackson (LB), Lewis Wright (CB), Karl Mecklenburg (LB), Howard Griffith (FB), Champ Bailey (CB), Jason Elam (K), Floyd Little (RB), Steve Atwater (S), Gary Zimmerman (LT), Randy Gradishar (LB), Shannon Sharpe (TE), Rod Smith (WR), Terrell Davis (RB), Peyton Manning (QB) e John Elway (QB).
Destaques: Peyton Manning (QB), Julius Thomas (TE), Demaryius Thomas (WR), Emmanuel Sanders (WR), Montee Ball (RB), Wes Welker (WR), Brandon Marshall (OLB), Nate Irving (MLB), T.J. Ward (SS), Von Miller (OLB), DeMarcus Ware (DE), Malik Jackson (DE), Aqib Talib (CB), Quinton Carter (SS) e Rahim Moore (FS).
Resumo: O atual vice-campeão do Super Bowl, o Denver Broncos, continua com um excelente time, comandado pelo grande Peyton Manning. Com um ataque muito poderoso, com o já mencionado quarterback, Julius Thomas, Wes Welker e Demaryius Thomas são grandes destaques com grandes recordes e estatísticas. Recém-chegado à Denver, Emmanuel Sanders, ex-Steelers, se encaixou rapidamente no plano da equipe e já incomoda a posição de Wes Welker, notório WR que se envolveu com medicamentos impróprios durante a pré-temporada. Times ofensivos costumam sofrer na defesa, certo? Pois é, antigamente esse problema assolava os Broncos, mas John Elway certificou-se em correr atrás de reforços para o setor, como Aqib Talib (ex-Patriots), T.J. Ward (ex-Browns) e DeMarcus Ware (ex-Dolphins). Balanceado, os Broncos continuam fortes e cada vez mais favorito para abocanhar uma vaga no Super Bowl.







Nome: San Diego Chargers
Estádio: Qualcomm Stadium
Fundação: 1960
Apelido: The Bolts
Ordem cronológica: Los Angeles Chargers (1960-1961) e San Diego Chargers (1961-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1994
Divisões: 1979, 1980, 1981, 1992, 1994, 2004, 2006, 2007, 2008 e 2009
Rivais: Kansas City Chiefs, Oakland Raiders e Denver Broncos
Ídolos: Chuck Muncie (RB), Gill Byrd (DB), Gary Garrison (WR), Jamal Williams (DL), Phillip Rivers (QB), John Hadl (QB), Wes Chandler (WR), Leslie O'Neal (DL), Walt Sweeney (OG), Charlie Joiner (WR), Antonio Gates (WR), Ron Mix (OT), Dan Fouts (QB), Kellen Winslow (TE), LaDainian Tomlinson (RB), Junior Seau (LB) e Lance Alworth (WR).
Destaques: Phillip Rivers (QB), Donald Brown (RB), Ryan Matthews (RB), Antonio Gates (WR), Eddie Royal (WR), Keenan Allen (WR), Malcom Floyd (WR), Eric Weddle (FS), Manti Te'o (ILB), Brandon Flowers (CB), Corey Liuget (DE), Melvin Ingram (OLB), Marcus Gilchrist (SS), Jeremiah Attaochu (OLB), Kendall Reyes (DE) e Dwight Freeney (OLB).
Resumo: Tudo depende de como Phillip Rivers vai se sair. O contestável quarterback de San Diego é capaz de ir do céu ao inferno com a rapidez de uma carroça descendo uma ladeira. No entanto, as opções ofensivas do Rivers são excelentes, como Gates, Royal, Allen e Floyd. Para o jogo corrido, Rivers também conta com os dois ótimos nomes de Donald Brown e Ryan Matthews. Rivers tem um braço muito forte, capaz de lançar big plays ao estilo Ben Roethlisberger, mas o que o que deixa o torcedor californiano vermelho de raiva é que o QB não consegue ornar com a equipe mesmo tendo uma linha ofensiva que o protege até o último segundo. Outro ponto que destoa nos Chargers é a defesa, que é um pouco lenta para correr atrás dos WRs adversários. Com uma secundária formada por dois ótimos safeties, Weddle e Te'o, além do CB Brandon Flowers, a produção de turnovers (se é que podemos colocar dessa maneira) é responsável por de interceptar passes certeiros, que geralmente salva o time de San Diego na partida.













Nome: Oakland Raiders
Estádio: O.co Coliseum
Fundação: 1960
Apelidos: The Silver and Black, The Men in Black e America's Most Wanted
Ordem cronológica: Oakland Raiders (1960-1981), Los Angeles Raiders (1982-1994) e Oakland Raiders (1995-presente).
Super Bowls: 1976 (XI), 1980 (XV) e 1983 (XVIII)
Conferências: 1976, 1980, 1983 e 2002
Divisões: 1970, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1983, 1985, 1990, 2000, 2001 e 2002
Rivais: Kansas City Chiefs, Denver Broncos, Pittsburgh Steelers, San Diego Chargers, Seattle Seahawks, San Francisco 49rs e New England Patriots
Ídolos: Bo Jackson (RB), Todd Christensen (TE), George Atkinson (S), Fred Biletnikoff (WR), Steve Wisniewski (OG), Mike Haynes (CB), Lester Hayes (CB), Ted Hendricks (LB), Jack Tatum (S), Willie Brown (CB), Jim Plunkett (QB), Howie Long (DE), Marcus Allen (RB), Ken Stabler (QB), Jim Otto (C), Tim Brown (WR), Art Shell (LT) e Gene Upshaw (LG)
Destaques: Derek Carr (QB), Darren McFadden (RB), Maurice Jones-Drew (RB), James Jones (WR), Mychal Rivera (TE), Rod Streater (WR), Tyvon Branch (SS), Charles Woodson (FS), Khalil Mack (OLB), Justin Tuck (DE), C.J. Wilson (DE) e T.J. Carrie (CB)
Resumo: Fortíssimo candidato para escolher o melhor jogador do Draft 2015. Para você que está chegando agora isso pode parecer encantador, no entanto, isso significa que o Raiders é muito cotado para ter uma das piores campanhas da temporada. Os "homens de preto" costumavam amedrontar muitos times da AFC em seus tempos áureos na década de 1980, porém, atualmente o que mais assusta é a fragilidade da franquia, que apesar de tudo, conta com "nomes de peso" em posições importantes. Algumas franquias que estão mais cotadas que os Raiders adorariam ter em seu elenco jogadores como Maurice Jones-Drew, um running back minúsculo que é capaz de furar qualquer parede, um safety como Charles Woodson, que marcou época na defesa de Green Bay, um outside linebacker como Khalil Mack, que faria muitos estragos jogando por outra equipe, além de Justin Tuck, um defesive end brutal e esmagador. Entretanto, roster (plantel) também é receado de jogadores abaixo da média, que acabam por derrubar qualquer chance de reação do outro time da Califórnia.

Guia para os playoffs da NFL - Finais de conferência

E a NFL está cada vez mais próxima do derradeiro final de temporada, o tão aclamado Super Bowl já está batendo a porta. Patriots, Broncos, Seahawks e 49rs brigam por um lugar no MetLife Stadium, em New Jersey, no dia 2 de fevereiro. As finais de conferência, AFC e NFC, serão disputadas pelas quatro melhores equipes na fase qualificatória da NFL, algo raro na história do esporte. O campeão da AFC East, AFC West, NFC West e vice, serão os protagonistas das duas partidas de domingo que prometem ser históricas.

Saints, Colts, Panthers e Chargers tentaram abocanhar um lugar na final de conferência, porém, seus esforços não foram suficientes. Marques Colston, WR de New Orleans, tornou-se numa grande piada ao errar a jogada no último drive que poderia mudar o rumo da partida contra Seattle. Indianapolis, que estava cheio de moral após grande partida contra Kansas City Chiefs, não viu a cor da bola contra o arquirrival, que valeu-se da força do RB LeGarrette Blount, que acabou expondo toda a fragilidade do time de Indiana. Panthers, que possuía a segunda melhor defesa da NFL, mostrou que não basta ser intransponível, a lição é de que é preciso ousar mais no ataque para conquistar posições maiores na liga. Já o time de San Diego repetiu o mesmo prontuario do Cotls, que também apresentara um defesa muito frágil.

Dizem que a camisa também pesa muito na NFL, algo que pode ser favorável a três das quatro equipes que disputarão as finais de conferência. Patriots, Broncos e Niners já conquistaram mais de uma vez o Super Bowl, enquanto o Seahawks nunca vencera a final. Confira abaixo todos os detalhes que vão compor as finais da AFC e NFC:


AFC CHAMPIONSHIP FINAL GAME

New England Patriots (12-4-0)
Denver Broncos (13-3-0)











O campeão da AFC West recebe em sua casa, o Sport Authority at Mile High, o campeão da AFC East, respectivamente o primeiro e segundo colocados no power ranking da conferência americana. Será mais um duelo entre Denver Broncos e New England Patriots, mais uma rivalidade que surgiu gracas ao eterno duelo entre Manning e Brady. No entanto, a final da conferência americana possui outros ingredientes que vão além do antagonismo entre os dois maiores mitos do futebol americano.

O primeiro fato relevante, e pedra cantada ao longo da campanha, é a máquina mortífera que se tornou a linha ofensiva dos Broncos após a chegada de Manning, especialmente nessa temporada quando o time se firmou como melhor ataque da competição. O QB, que é o responsável direto pelo upgrade de uma linha repleta de jogadores desconhecidos, bateu o recorde da liga em jardas e touchdowns e agora busca melhorar sua infame marca de 10 vitórias e 11 derrotas nos playoffs. Para que uma nova tragédia não aconteça, Manning terá de contar muito com a ajuda de seus protetores no pocket, que até o momento permitiram que o adversário sacasse o lançador em 28 oportunidades. Se a proteção deixa a desejar, os recebedores da equipe são uma outra história na saga desse ataque que ficará eternamente na lembrança dos fãs da NFL. Os quatro principais alvos de Peyton Manning, o WR Demaryious Thomas, o TE Julius Thomas, o WR Wes Welker e o WR Eric Decker, tiveram uma destacável partida contra os Chargers, onde juntos combinaram para 22 recepções, tendo o WR Demaryious Thomas como destaque com 8 recepções. Entretanto, é bom a defesa dos Patriots tomar cuidado com esse ataque, especialmente quando Manning grita o seu famigerado "OMAHA!!!", que é um comando especial para a linha ofensiva onde é impossível prever se vem um passe aéreo ou uma jogada terrestre.

Desfocando Manning por algumas linhas, vamos prestar atenção em alguns detalhes sobre o restante da equipe de Denver, que deve ter o desfalque do safety Duke Ihenacho, do tight end Joel Dreessen, do free safety Mike Adams e do offensive tackle Winston Justice. Dentre todos os jogadores machucados, a pior notícia para John Fox é justamente o primeiro deles citado, Duke Ihenacho, que fora responsável por 73 tackles e 3 fumbles forçados. Para tentar remediar a situação, Fox deve mudar a postura de sua defesa, que apesar de ocupar a 19ª posição no ranking (sete posições acima da defesa de New England), mostrou fragilidade quando enfrentou San Diego - que desempenhou uma campanha abaixo da média no duelo -, contabilizando apenas 43 tackles combinados (a média dos oponentes são de 67 tackles combinados). Apesar dos números da defesa, uma coisa é certa que os Broncos deverão explorar nessa partida contra NE: os sacks. Na partida contra San Diego foram QUATRO sacks que fizeram Phillip Rivers engolir a grama do Mile High, todos eles servidos por Malik Johnson (1.0), Jeremy Mincey (1.0) e Shaun Phillips (2.0). Considerando os sacks, os donos da casa ainda terão que contar com uma partida segura de dois de seus destaques na linha defensiva, o cornerback Dominique Rodgers-Cromartie, e o outside linebacker Danny Travathan.

Apesar de ter um ataque melhor e uma defesa "menos pior", os Broncos encaram dificuldades enormes quando enfrentam o New England Patriots. O que explica essa chaga na vida dos jogadores de Denver é justamente o game play imprevisível da equipe de Massachusetts. O ataque dos Pats é apenas o sétimo colocado no ranking, porém, em comparação com o time de Denver, o jogo terrestre prevalece na 9ª posição contra a 15ª dos Broncos. Contra os Colts, na semana passada, LeGarrette Blount correu para 166 jardas e anotou QUATRO touchdowns, um recorde na história da franquia em jogos de playoffs. Blount, que subiu da 3ª para a 1ª opção em jogadas terrestres, anotou um TD de 73 jardas contra a equipe de Indianapolis. Desde a temporada passada os números dos ataques terrestres de New England subiram gradualmente, um patamar muito diferente de campanhas anteriores quando Bill Belichick era contestado pela ineficiência desse setor. Stevan Ridley e Shane Vereen são outras duas grandes armas dos Patriots para as jogadas terrestres, sendo que na última partida pelo Divisional Round a equipe também contara com um TD de corrida do primeiro jogador citado. Sem Gronkowski, principal referência da equipe no ataque, Brady tem apostado na ampla gama de recebedores, que apesar de não gozarem de muito respeito na liga, vêm resolvendo a parada para o time. Julian Edelman, o Minitron, foi o principal alvo de Tom Brady na última partida com seis recepções e 87 jardas conquistadas. Além dele, outro personagem que vêm conquistando espaço na hora certa é Danny Amendola, que obteve 3 recepções e 77 jardas conquistadas. Shane Vereen, que é RB, mas que também ataca de WR, abre ainda mais um leque de opções que conta com a participação de Austin Collie, WR que fez sucesso nos Colts, e com o tight end havaiano Michael Hoomanawanui, responsável por substituir o ídolo Rob Gronkowski. Entretanto, ainda existe a possibilidade dos WRs Aaron Dobson e Kenbrell Thompkins atuarem nesse jogo, o que reservaria mais jogadas de profundidade a Tom Brady. A versatilidade no esquema ofensivo de Bill Belichick é a principal arma dos Patriots para perfurar a defesa de Denver, fora de casa. Por ser considerado o quarterback mais eficiente da história da NFL dentro do pocket, e um dos jogadores mais inteligentes da liga, Tom Brady dispõe de uma proteção decente, que lhe permite tempo suficiente para escolher um recebedor em rotas alternadas. Caso haja muita pressão, Brady também é capaz de resolver a jogada num piscar de olhos. O lançador de New England possui o menor tempo de resolução de jogadas, sendo capaz de completar uma descida em menos de CINCO SEGUNDOS. Para que isso seja possível acontecer, uma equipe precisa estar bem treinada e muito atenta as coordenadas do quarterback. 

Sempre contestada, a defesa de New England ganhou destaque na passagem final da temporada regular e também no jogo contra o Indianapolis Colts, quando interceptou o QB Andrew Luck em QUATRO oportunidades. Famosa por forçar turnovers, a defesa contou com atuações inspiradíssimas de Alfonzo Dennard, responsável por duas interceptações chave contra Luck, Jamie Collins, que fora draftado numa das últimas rondas do draft, mas que contribuiu com 3 tackles (mais 3 assistências), 1.0 sack e uma interceptação, e Dont'a Hightower, que conseguiu 3 tackles (mais 5 assistências) e uma interceptação no último jogo de playoff. Logan Ryan, Aqib Talib, Chris Jones, Steve Gregory e Joe Vellano também se destacaram na sólida performance do time. Por ocupar a 26ª posição no ranking, nota-se que algum problema reside nessa defesa dos Patriots. O principal erro da equipe é o baixo número de tackles, devido aos desfalques de Jerod Mayo e Brendon Spykes (sem contar o desfalque de Vince Wilfork na proteção), e uma secundária muito limitada, que possui problemas para ler as jogadas do quarterback adversário. Por saber da fragilidade da proteção de Denver ao QB, Belichick deve repetir a dose contra os Broncos, quando usou e abusou do blitz para forçar os turnovers na partida contra o Indianapolis Colts. Por jogar fora de casa, fica a dúvida com relação a possível performance dessa defesa que foi muito eficiente e agressiva quando recebeu os Colts no Gillette Stadium. Chandler Jones, principal destaque da defesa patriota, não se destacou contra o Indianapolis, mas, baseado nos números, uma atuação de gala desse jogador pode ser o fiel da balança para equipe sair com um resultado surpreendente fora de casa.

Voltando ao antagonismo que ilustra essa partida, o duelo Manning versus Brady possui números muito peculiares que derrubam aquela tese de Manning é um detentor de recordes e que Brady é apenas um vencedor de campeonatos. Os dois se enfrentaram 14 vezes na história, sendo que Brady venceu 10 vezes e Manning apenas quatro. Entretanto, quando o assunto é MVP, Manning leva vantagem ao vencer este prêmio por quatro vezes contra duas de Brady. E vitórias em Super Bowls? Brady ganha de novo, por 3x2. O QB de New England também detém o recorde de 18 vitórias em playoffs, o maior número da história da NFL. Caso vença domingo, Brady pode chegar à sua SEXTA final de Super Bowl, o que seria outro recorde da liga. Manning também pode fazer história na liga caso passe pelos Patriots. Nunca na história da NFL um time com o melhor ataque venceu o Super Bowl. No entanto, Manning conta com uma coincidência a seu favor para esse duelo: na última vez em que o New England Patriots não decidiu em sua casa uma final de conferência fora justamente contra o próprio Peyton Manning, que defendia o Indianapolis Colts, em 2007, ano no qual ele conquistou seu único Super Bowl. Outros números interessantes entre os dois QBs: Brady marcou mais pontos (30.0 contra 24.6), tem melhor porcentagem de acerto (67.1 contra 61.8), mais jardas por tentativa (7.4 contra 7.1), menos interceptações (12 contra 20) e menos sacks (22 contra 28). Manning leva vantagem na quantidade de touchdowns (29 contra 26) e jardas conquistadas (283.6 contra 243.1).

Números à parte, domingo também colocará Wes Welker novamente contra os Patriots, equipe que o elevou ao nível de grande WR. Se o Patriots sagrar-se vencedor, e caso o exame que Peyton Manning vai fazer em março aponte para alguma irregularidade no pescoço, essa pode ser a última partida do lendário lançador. Todavia, o jogo é muito difícil para o time de Massachusetts, que além de ser odiado em todo lugar que vai, provavelmente enfrentará um clima hostil em Denver - apesar de não ser uma torcida atuante. Entre recordes e coincidências, os Broncos entrarão como favoritos contra um time que toda vez que entrou como azarão se deu bem. O retrospecto de 3 derrotas nas últimas 3 três partidas contra o New England Patriots deixa o torcedor do Colorado reticente com a vantagem que lhes foi atribuída.

Brady à esquerda e Manning à direita.




NFC CHAMPIONSHIP FINAL GAME


San Francisco 49rs (12-4-0)
Seattle Seahawks (13-3-0)











Em situação semelhante ao duelo da AFC, encontra-se também a final da NFC entre Niners e Seahawks, no CenturyLink Field, em Seattle. Os visitantes e mandantes duas conferências possuem os mesmos números de campanha, além de se equivalerem nos pontos fortes e fracos. Se na AFC os dois times têm ataques poderosos, o contrário pode-se dizer dos dois finalistas da NFC, que possuem duas defesas excelentes. Porém, em contraste com os ótimos números de suas defesas, está o ataque de Niners e Seahawks, que pouco brilhou nessa temporada. Pelo lado dos Niners, que se reforçara muito bem para esse setor, fica a dúvida de quando Anquan Boldin vai decidir valer o seu contrato milionário com os californianos. Já pelo lado do Seattle, cabe a indagação de como os Seahawks vão se portar caso os Niners consigam parar a maior arma da equipe, o RB Marshawn "The Beast" Lynch. Envolto a isso tudo estão dois QBs novatos, que conquistaram a titularidade na temporada passada e estão em constante progresso desde então. Colin Kaepernick, que apesar de ter sido criticado pela maior lenda de San Francisco, o QB Joe Montana, apresenta maior confiança do que Russell Wilson, QB de Seattle.

Entretanto, Wilson conta com uma ótima proteção dentro do pocket para realizar seus lançamentos. O jovem quarterback, apesar de baixinho, gosta muito da chamada "big play" (lançamentos em longa profundidade), e também é muito atento quanto ao posicionamento da secundária adversária, qualidade que o faz evitar ser interceptado. Porém, Wilson sofre com a pouca produtividade de seus alvos, que, na realidade, são jogadores limitados e com pouca "ginga" para livrarem-se da marcação. A grande contratação do Seattle para a temporada foi Percy Harvin, WR que jogou por muito tempo pelo Minnesota Vikings, e que sofrera uma concussão que o deixara por 15 rodadas fora de campo. Harvin voltou à campo contra o New Orleans Saints na semana passada e desenvolvera uma ótima rotação, descarregando um pouco as costas de Marshawn Lynch. Porém, após cair com a cabeça no chão depois de tentar uma recepção na end zone, Harvin sofrera novamente uma concussão e está fora da partida deste domingo contra o San Francisco 49rs. Sem Harvin, os Seahawks terão que contar com uma exibição muito melhor de seus recebedores (Douglas Baldwin, Golden Tate, Jermaine Kearse e Zach Miller) que saíram em branco do último duelo pelos playoffs. Contudo, Wilson deverá abusar mais uma vez do "Beast Mode", o seu fiel companheiro Marshawn Lynch, que movido à uma quantidade absurda de Skittles (aquela balinha), será responsável por anotar os touchdowns da franquia.

Os "irmãos" da defesa de Seattle, abastecidos pela torcida mais barulhenta do mundo, são responsáveis pela maravilha que é a melhor defesa da NFL. Na partida contra os Saints, a defesa dos Seahawks bateu sem dó nem piedade na linha ofensiva do New Orleans Saints, anulando completamente qualquer tipo de jogada que eles tentavam. A defesa tackleia tanto o adversário que os turnovers são praticamente garantidos em um jogo dos Seahawks. Contra os Saints, o defensive end Michael Bennett forçou dois fumbles do adversário, e contou com a ajuda do outro defensive end, Cliff Avril, para completar um sack no quarterback Drew Brees. O que pode se dizer sobre a defesa de Seattle é que o time vai de acordo com o barulho protagonizado pelos torcedores, que por si só já é ensurdecedor, e que atrapalha qualquer chamada do QB adversário. Aliado ao "fator arquibancada", está a força atlética desses verdadeiros monstros da linha defensiva, que alternam entre blitz e marcação por zona constantemente, deixando uma pressão psicológica muito grande contra o QB adversário, que não sabe se vai ser sacado, interceptado ou que não vai ter para quem lançar a bola. Entretanto, se existe um pequeno defeito nessa defesa, esse "defeito" é justamente o excesso de vontade dos jogadores de linha que cometem muitas faltas desnecessárias.

Pelo lado do San Francisco encontra-se um time muito vibrante (às vezes até demais), que desde o vice-campeonato da temporada passada convive com a expectativa de vôos maiores, dignos da era de Joe Montana. Por falar nele, Montana resolveu abrir o bico na hora errada quando fora indagado por um repórter sobre o desempenho de Colin Kaepernick. Como dito lá em cima, Montana deu uma pequena cornetada no menino dizendo que ele precisa melhorar muito o estilo de jogo, especialmente no pocket, onde ele pouco fica. Segundo Montana, Kaepernick é muito bom, porém, ele deixa a desejar justamente por optar por correr muitas vezes com a bola ao invés de segurar um pouco a barra dentro do pocket. Não dá para discordar do lendário ex-quarterback de San Francisco, até porque o que ele disse é verdade. No entanto, Montana poderia ter dito isso antes do playoffs, quando a pressão por uma "big play" era menor do que agora. Falando em críticas, toda a linha ofensiva californiana merece um verdadeiro esporro para ver se eles resolvem acordar e dar mais opções ao jovem (e criticado) quarterback do time. As duras críticas de Montana poderiam ter escorregado nos WRs que pouco aparecem para o jogo, e quando aparecem correm muito pouco. Excluindo-o dessa bravata, o tight end Vernon Davis deve ser louvado por, ao menos, tentar fluir melhor os drives de San Francisco, sendo o "artilheiro" dos Niners com 2 touchdowns nos playoffs. Além dele, somente Frank Gore, ótimo RB, responsável por 1 TD e Colin Kaepernick, que também possui apenas um TD solitário ajudaram os 49rs a mexer no placar durante os playoffs.

Sem querer ser redundante, mas sendo, a quinta melhor defesa da NFL conta com um "quinteto mágico" para deter qualquer tipo de avanço adversário sobre a sua end zone. Ahmad Brooks (outside linebacker), NaVorro Bowman (inside linebacker), Patrick Willis (inside linebacker), Eric Reid (free safety) e Aldon Smith (outside linebacker) são fantásticos em qualquer tipo de formação que o coordenador defensivo opte por aplicar contra o adversário. Ahmad Brooks, inclusive, é o destaque dos Niners nos playoffs com 4.5 sacks, 12 tackles e um fumble forçado. Bowman e Willis são os principais tackleadores de San Francisco, e são grandes responsáveis por segurar as pontas quando o adversário, por algum milagre, chega numa com uma oportunidade de anotar um touchdown na end zone. Por ser mais pesada e, consequentemente, menos atlética que a defesa de Seattle, os Niners costumam segurar muito mais o jogo do que deveriam. A confiabilidade gerada pela defesa é explorada em demasia pelo time que têm dificuldades em atacar com qualidade.

O último jogo de domingo colocará frente a frente dois times idênticos em suas qualidades e também nos seus defeitos. O 49rs segue sua sina de enfrentar times que possuem uma defesa tão boa quanto a sua nos playoffs. Na última rodada, o time de San Francisco derrotou o Carolina Panthers, dono da segunda melhor defesa da NFL, e agora se prepara para enfrentar o time de melhor defesa no ranking da liga, também fora de casa. Os Hawks, sensação da NFL dessa temporada por contar com uma defesa intransponível, teve um destino parecido com o ataque do Denver Broncos, que já era muito bom na temporada passada, mas que se tornou referência em 2013. Com Richard Shermann, Bob Wagner, Michael Bennett, Cliff Avril, Earl Thomas, Malcolm Smith, Kam Chancellor, K.J. Wright, Bruce Irvin e outros tantos, o Seattle é favorito para o duelo. Entretanto, existe uma peculiaridade sobre o time de Seattle que pouco fora comentado ao longo da temporada. Quando um time possui um ataque mediano, mas conta com uma defesa invencível, o que geralmente acontece? O time chuta field goals, certo? Exato. Steven Hauschka, kicker de Seattle, tem média de 95% de acerto em seus chutes, o melhor da NFL. É como se os Hawks entrassem com três pontos garantidos no placar, dependendo apenas de uma "segurança" dos jogadores de defesa. O duelo vai ser muito interessante, especialmente para Colin Kaepernick, que dependendo do que fizer contra o Seattle, pode calar a boca do maior ídolo da história da franquia.

Os dois primeiros colocados da NFC West, a mais disputada no lado da conferência nacional, se enfrentaram duas vezes nesta temporada. A primeira partida, na casa dos Hawks, foi uma verdadeira lavada dos mandantes com uma vitória por 29x3. O segundo encontro aconteceu no Candlestick Park, em San Francisco, quando o 49rs devolveu a derrota sofrida em setembro ao vencer o Seattle por 19x17. A final da NFC não poderia ser de outra maneira senão reunir os dois melhores times num único jogo, num palco extremamente barulhento e com o intuito de desempatar essa peleja e assim credenciá-lo ao Super Bowl. Ao contrário da outra final, a partida entre Hawks e Niners deve ter um placar baixo, com poucas jogadas arriscadas e vários chutes. O grande detalhe desta partida é o quanto Kaepernick terá de arriscar contra uma defesa forte, e o quanto Marshawn Lynch terá de correr contra uma barreira que gosta de bater como é a de San Francisco. Quem errar menos leva o troféu.

Wilson à esquerda e Kaepernick à direita.

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