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Guia básico para entender a NFL parte 2 (NFC)

NFC EAST (Dallas Cowboys, New York Giants, Philadelphia Eagles, Washington Redskins)















Nome: Dallas Cowboys
Fundação: 1960
Estádio: AT&T Stadium
Apelido: America's Team
Ordem cronológica: 1960 - presente
Super Bowls: 1971 (VI), 1977 (XII), 1992 (XXVII), 1993 (XXVIII) e 1995 (XXX)
Conferências: 1970, 1971, 1975, 1977, 1978, 1992, 1993 e 1995
Divisões: 1970, 1971, 1972, 1973, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1985, 1992, 1993, 1995, 1996, 1998, 2007 e 2009
Rivais: Washington Redskins, New York Giants, Philadelphia Eagles e Arizona Cardinals.
Ídolos: Bob Lilly (DT), Emmitt Smith (RB), Randy White (DT), Mel Renfro (RS), Chuck Howley (LB), Lee Roy Jordan (LB), Ed (DE), Tony Dorsett (RB), Cornell Green (DS), Michael Irvin (WR), Roger Staubach (QB), Ralph Neely (OT), Troy Aikman (QB), Jethro Pugh (DT), Dave Edwards (LB), Cliff Harris (FS), Drew Pearson (WR) e Bob Hayes (WR/PR)
Destaques: Tony Romo (QB), DeMarco Murray (RB), Dez Bryant (WR), Jason Witten (TE), Terrence Williams (WR), Gavin Escobar (TE), Barry Church (FS), Rolando McCain (MLB), J.J. Wilcox (SS), Justin Durant (OLB), Sterling Moore (DB), Bruce Carter (OLB), Henry Melton (DT), George Selvie (DE) e Kyle Wilber (OLB).
Resumo: Há quase 20 anos sem chegar num Super Bowl, que já vencera cinco vezes, o Dallas Cowboys deverá contar com uma temporada mais amena e tranquila com relação as outras. Motivo? Os americanos cansaram de forçar a barra com o time mais popular do país, sendo que por muitos anos a forçada de barra era descomunal com as equipes formadas durante esses 20 anos de hiato. Com um "time menos polêmico" e sem grandes preocupações com Tony Romo, os caubóis também contam com uma poderosa arma para voltar aos playoffs com mais força. E qual arma seria essa? DeMarco Murray, um monstro na arte de correr com a bola. Ele é explosivo, quebra tackles e finta com muita facilidade. Os mais maldosos diriam que Murray é o grande motivo para que Tony Romo tenha poucos turnovers com relação a temporada passada, já que não é muito difícil entregar as bolas nos braços do running back. Entretanto, a confiança que Murray passou para o time texano reflete na tranquilidade que Romo tem para lançar a bola ultimamente. Dez Bryant, que sempre foi um wide receiver de alto nível, está aproveitando muito bem as chances. Além dele, Terrence Williams, que está em seu segundo ano na liga, já anotou mais TDs atualmente do que durante a temporada passada inteira. Outro alvo que Romo sempre busca é o sempre confiável Jason Witten, uma sumidade entre os tight ends ativos. Apesar do corpanzil avantajado, Witten tem muita ginga nos pés e sabe muito bem procurar espaços durante a corrida. No entanto, se o ataque corresponde à altura do time, o mesmo não se pode dizer da defesa. A saída de DeMarcus Ware (DE) foi um tremendo baque para a defesa, que pouco consegue parar o jogo corrido dos adversários. Já no jogo aéreo a realidade é um pouco melhor, considerando que a secundária do Dallas é muito boa em forçar turnovers.













Nome: New York Giants
Fundação: 1925
Estádio: MetLife Stadium
Apelido: Big Blue
Ordem cronológica: 1925 - presente
Super Bowls: 1986 (XXI), 1990 (XXV), 2007 (XLII) e 2011 (XLVI)
Conferências: 1986, 1990, 2000, 2007 e 2011
Divisões: 1986, 1989, 1990, 1997, 2000, 2005, 2008 e 2011
Rivais: Philadelphia Eagles, Washington Redskins, Dallas Cowboys, San Francisco 49rs, New York Jets e New England Patriots
Ídolos: Lawrence Taylor (OLB), Rosey Brown (OL), Emlen Tummel (S), Harry Carson (LB), Mel Hein (OL), Michael Strahan (DE), Sam Huff (LB), Frank Gifford (HB/WR), Y.A. Tittle (QB), Andy Robustelli (DE), Arnold Weinmeister (DT), Charlie Conerly (QB), Tiki Barber (RB), Tuffy Leemans (FB/HB), Phil Simms (QB), Joe Morrison (WR) e Eli Manning (QB)
Destaques: Eli Manning (QB), Rashad Jennings (RB), Andre Williams (RB), Rueben Randle (WR), Larry Donnell (TE), Victor Cruz (WR), Daniel Fells (TE), Odell Beckham (WR), Jason Pierre-Paul (DE), Jacquian Williams (OLB), Antrel Rolle (SS), Trumaine McBride (CB), Mathias Kiwanuka (DE), Damontre Moore (DE), Robert Ayers (DE) e Johnathan Hankins (DT)
Resumo: O Big Blue é a grande incógnita dentre os três principais postulantes nessa divisão, já que os Redskins não conseguem se resolver tanto dentro de campo quanto fora dele. Apesar de ninguém dizer o contrário, parecia que Eli Manning estava sob o efeito de alguma magia negra desde a temporada passada. Muitas interceptações assombravam o mundinho do já bitolado quarterback de Nova York. Victor Cruz, principal nome do ataque dos Giants, começou a temporada claudicantemente por causa de uma contusão. Com isso, o trio de jovens recebedores dos Giants apareceu na hora que o time mais precisava. Randle (WR), Beckham (WR) e Donnell (TE) estão dando conta do recado, além de darem mais movimentação para Eli Manning, que ansiava tanto por isso. Porém, quem mais chama a atenção negativamente nessa fraca temporada dos nova-iorquinos é a defesa, que não corresponde nem de perto com o otimismo que ela dava aos torcedores do Azulão. Você pode atribuir N fatores para o fraco desempenho da linha defensiva, mas nada é mais sintomático que a idade avançada de muitos dos principais jogadores defensivos dos Giants. Correr atrás de moleques não é nada fácil, meus caros.














Nome: Philadelphia Eagles
Fundação: 1933
Estádio: Lincoln Financial Field
Apelido: Bird Gang
Ordem cronológica: Philadelphia Eagles (1933-1942), Philadelphia/Pittsburgh Steagles (1943) Philadelphia Eagles (1944-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1980 e 2004
Divisões: 1980, 1988, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2010 e 2013
Rivais: New York Giants, Washington Redskins, Dallas Cowboys, Pittsburgh Steelers, Green Bay Packers e New England Patriots
Ídolos: Reggie White (DE), Chuck Bednarik (LB), Steve Van Buren (RB), Brian Dawkins (S), Pete Pihos (TE), Brian Westbrook (RB), Wilbert Montgomery (RB), Bob Brown (OT), Bill Bergey (LB), Norm Van Brocklin (QB), Harold Carmichael (WR), Donovan McNabb (QB), Randall Cunningham (QB), Tra Thomas (OT), Jon Runyan (OT) e Trent Cole (DE)
Destaques: Nick Foles (QB), LeSean McCoy (RB), Darren Sproles (RB), Jeremy Maclin (WR), Riley Cooper (WR), Jordan Matthews (WR), Zach Ertz (TE), James Casey (TE), Chris Polk (RB), DeMeco Ryans (ILB), Nate Allen (SS), Bradley Fletcher (CB), Fletcher Cox (DE), Connor Barwin (OLB), Brandon Graham (LB), Trent Cole (OLB) e Vinny Curry (DE)
Resumo: Se o Philadelphia Eagles fosse um time brasileiro, o time, no caso, seria o Internacional. O motivo? O clube colorado sempre monta elencos com grandes jogadores, as famosas contratações de aeroporto, assim como faz (fazia) a franquia da Philadelphia. Coincidentemente, essa relação pode ser feita porque a fase "gastadora" das duas equipes começou na mesma época, no início dos anos 2000. Porém, após anos gastando o salary cap com jogadores caros durante a free agency, os Eagles decidiram maneirar na gastança e começaram a dar oportunidades aos jogadores mais novos e jogadores encostados, ou em baixa, em outras franquias (caso de Darren Sproles). Com isso, baseado nos recentes resultados e nos resultados da pré-temporada, os Eagles podem, no mínimo, conseguir uma vaga nos playoffs. Apesar de terem perdido o grande DeSean Jackson para o rival Washington Redskins, os Eagles conseguiram manter uma boa média de pontuação com os seus wide receivers, especialmente com Jeremy Maclin. Já na defesa, os Eagles não sofreram nenhuma baixa considerável. Com jogadores pesados e táticos, a DL da franquia é uma das mais agressivas e perigosas de toda a liga, ocasionando fumbles e interceptações corriqueiramente em seus adversários. Somando a todos esses elementos, ainda temos o temível estádio Lincoln Financial Field, que é um verdadeiro caldeirão para os adversários.















Nome: Washington Redskins
Fundação: 1932
Estádio: FedEx Field
Apelido: The Skins
Ordem cronológica: Boston Braves (1932), Boston Redskins (1933-1936), Washington Redskins (1937-presente)
Super Bowls: 1982 (XVII), 1987 (XXII) e 1991 (XXVI)
Conferências: 1972, 1982, 1983, 1987 e 1991
Divisões: 1972, 1983, 1984, 1987, 1991, 1999 e 2012
Rivais: Dallas Cowboys, New York Giants e Philadelphia Eagles
Ídolos: Sammy Baugh (QB/DB/P), John Riggins (RB), Art Monk (WR), Darrell Green (CB), Joe Theismann (QB), Sam Huff (LB), Joe Jacoby (OL), Sonny Jurgenson (QB), Charles Mann (DE), Russ Grimm (TE), Ken Harvey (LB), Dexter Manley (DE), Larry Brown (RB), Ken Houston (DB), Clinton Portis (RB), Jeff Bostic (OL) e Chris Samuels (LT)
Destaques: Robert Griffin III (QB), Kirk Cousins (QB), Alfred Morris (RB), Pierre Garcon (WR), DeSean Jackson (WR), Niles Paul (TE), Andre Roberts (WR), Darrel Young (FB), Keenan Robinson (ILB), Ryan Kerrigan (OLB), Ryan Clark (FS), Bashaud Breeland (CB), Perry Riley (ILB), Jason Hatcher (DE), Frank Kearse (DT) e DeAngelo Hall (CB)
Resumo: Geralmente o que define um time de futebol americano é o seu quarterback, certo? Pois é, e se eu dissesse que os Redskins nunca tiveram uma "identidade" nessa posição? Durante sua história, os Redskins ficaram famosos por draftar ou contratar QBs burocráticos e cautelosos, bem ao estilo "low profile", e que dariam bons frutos a franquia. O último, e talvez o único quarterback de Washington que ficou famoso foi Joe Theismann, que apesar da breve carreira no esporte, conseguiu liderar os Redskins como uma verdadeira estrela da sua posição. Atualmente, Washington não conta com um grande QB para liderar sua esquadra para a vitória. Robert Griffin III, ou simplesmente RGIII, convive com intermináveis lesões que atrapalham o seu desenvolvimento. Após manobra mirabolante dos dirigentes para draftá-lo, RGIII respondeu a curto prazo e se destacou com vários passes longos e corridas inacreditáveis. No entanto, o QB principal está indisponível e os seus dois reservas são fraquíssimos (Kirk Cousins e Colt McCoy). Sua ótima e jovem linha defensiva, que faz lembrar os tempos áureos daquele time supercampeão na década de 1980, também é constantemente assombrada pelas lesões (DeAngelo Hall, por exemplo), mas sua solidez pode ser o porto seguro que os Skins tanto precisam. 


NFC NORTH (Green Bay Packers, Chicago Bears, Minnesota Vikings e Detroit Lions)











Nome: Green Bay Packers
Fundação: 1919
Estádio: Lambeau Field
Apelido: The Pack ou Bays
Ordem cronológica: 1919 - presente
Super Bowls: 1966 (I), 1967 (II), 1996 (XXXI) e 2010 (XLV)
Conferências: 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1967, 1996, 1997 e 2010
Divisões: 1967, 1972, 1995, 1996, 1997, 2002, 2003, 2004, 2007, 2011, 2012 e 2013
Rivais: Chicago Bears, Minnesota Vikings e Detroit Lions
Ídolos: Gale Gillingham (G), LeRoy Butler (S), Aaron Rodgers (QB), Clark Hinkle (FB), Arnie Herber (QB), Jim Ringo (C), Sterling Sharpe (WR), James Lofton (WR), Henry Jordan (DT), Jerry Kramer (RG), Reggie White (DE), Willie Davies (DE), Paul Hornung (HB), Willie Wood (S), Jim Taylor (FB), Herb Adderley (CB), Ray Nitschke (MLB), Forrest Gregg (RT), Brett Favre (QB), Bart Starr (QB) e Don Hutson (WR)
Destaques: Aaron Rodgers (QB), Eddie Lacy (RB), James Starks (RB), Jordy Nelson (WR), Randall Cobb (WR), Davante Adams (WR), Andrew Quarless (TE), Morgan Burnett (SS), A.J. Hawk (ILB), Julius Peppers (OLB), Mike Daniels (DE), Clay Matthews (OLB), Mike Neal (OLB), Nick Perry (OLB), Sam Shields (CB) e Casey Hayward (CB).
Resumo: O futebol brasileiro possui várias regras varzeanas e folclóricas. Uma delas, e talvez a mais famosa (e que se mais se assemelha à realidade), é de que a camisa ganha jogo. Poucos times na NFL são tão tradicionais e fortes como o Green Bay Packers. Apesar de não estar numa de suas grandes temporadas, os comandados de Aaron Rodgers são capazes de tudo, mesmo com poucos jogadores renomados e muita juventude. A defesa continua sólida como um mármore, mesmo com alguns jogadores sofrendo lesões durante a temporada. Clay Matthews, Nick Perry e A.J. Hawk são três dos melhores linebackers que qualquer treinador sonharia em ter, e que agora conta com o auxílio do excelente e veteraníssimo Julius Peppers, ex-Bears. O ataque de Green Bay poderia passar despercebido na maioria das vezes, em qualquer outra equipe, caso ela não fosse liderada por um quarterback de alto nível como é o Aaron Rodgers. Esse grande jogador é capaz de transformar um simples picadinho de carne da sobra do churrasco do final de semana num filé mignon à parmegiana. Jogadores como Randall Cobb, Davante Adams e Andrew Quarless agradecem até hoje pela sorte de terem um QB tão prolífico e genial em seu comando.












Nome: Chicago Bears
Fundação: 1919
Estádio: Soldier Field
Apelido: Da Bears ou The Monsters of the Midway
Ordem cronológica: Decatur Staleys (1919-1920), Chicago Staleys (1921) e Chicago Bears (1922-presente)
Super Bowls: 1985 (XX)
Conferências: 1985 e 2006
Divisões: 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 2000, 2005, 2006 e 2010
Rivais: Green Bay Packers, Minnesota Vikings, Detroit Lions, Arizona Cardinals, Cleveland Brows, San Francisco 49rs e New York Giants
Ídolos: Brian Urlacher (LB), Paddy Driscoll (QB), George Musso (G), Joe Stydahar (LT), Richard Dent (DE), Sid Luckman (QB), Mike Singletary (LB), Bronco Nagurski (FB), George Connor (DT), Bill George (LB), Bulldog Turner (LB), Red Grange (DB), Doug Atkins (DE), Mike Ditka (TE/HC), Gale Sayers (RB), George Halas (HC), Dick Butkus (LB) e Walter Payton (RB)
Destaques: Jay Cutler (QB), Matt Forte (RB), Martellus Bennett (TE), Alshon Jeffery (WR), Brandon Marshall (WR), Santonio Holmes (WR), Ryan Mundy (SS), Kyle Fuller (CB), Willie Young (DE), Jared Allen (DE), Jeremiah Ratliff (DT), Stephen Paea (DT), Shea McClellin (OLB), Ego Ferguson (DT) e Chris Conte (FS)
Resumo: Um poço de experiência. É assim que podemos definir um time que conta com Martellus Bennett, Brandon Marshall, Santonio Holmes, Jared Allen e Matt Forte como principais estrelas para mais uma temporada de muita NFL. Após momentos conturbados de negociações com o grande e revolucionário Brian Urlacher, ex-linebacker, durante a pré-temporada (fato que ocasionou na aposentadoria do jogador), os Bears procuraram manter a mesma filosofia do ano passado, que é de cultivar a experiência em posições que exigem personalidade dentro de campo. Pulando para uma área cinzenta, polêmica e extremamente importante, a posição mais desejada por todos os jovens americanos, a de quarterback, temos o irregular Jay Cutler, que, apesar de já não ser tão jovem, até hoje sofre com a desconfiança dos torcedores e também da mídia. Com um porte físico perfeito para a posição, Cutler deixa a desejar na visão de jogo, sendo muitas vezes interceptado em jogadas absurdas e inexplicáveis. No entanto, quando Cutler acerta o passe muitos desses são lindos e precisos. Por isso, a única coisa que o torcedor dos Bears pode fazer nesse momento é esperar que, mesmo estando com 31 anos de idade, o Cutler amadureça e vire o grande quarterback que se espera.















Nome: Minnesota Vikings
Fundação: 1961
Estádio: TCF Bank Stadium
Apelido: The Viks, Purple Pride e The Purple People Eaters
Ordem cronológica: 1961-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 1969, 1973, 1974 e 1976
Divisões: 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1989, 1992, 1994, 1998, 2000, 2008 e 2009
Rivais: Green Bay Packers, Chicago Bears e Detroit Lions
Ídolos: Matt Blair (LB), Mick Tingelhoff (C), Scott Studwell (MLB), Anthony Carter (WR), Jared Allen (DE), Jim Marshall (DE), Paul Krause (S), Chris Doleman (DE), John Randle (DT), Chuck Foreman (RB), Randall McDaniel (G), Cris Carter (WR), Ron Yary (T), Carl Eller (DE), Randy Moss (WR), Alan Page (DT), Frank Tarkenton (QB) e Adrian Peterson (RB)
Destaques: Matt Cassel (QB), Teddy Bridgewater (QB), Matt Asiata (RB), Greg Jennings (WR), Jarius Wright (WR), Cordarrelle Patterson (WR), Kyle Rudolph (TE), Anthony Barr (OLB), Jasper Brinkley (MLB), Harrison Smith (FS), Everson Griffen (DE), Chad Greenway (OLB), Tom Johnson (DT), Linval Joseph (DT), Sharrif Floyd (DT) e Josh Robinson (CB) 
Resumo: Tudo acontece com o Minnesota Vikings! O clube da gélida cidade americana é uma das franquias mais azaradas dos esportes americanos. Se não bastasse o grande episódio de 1998, quando os Vikings perdeu na prorrogação após Gary Anderson, kicker que não havia errado um PAT e um field goal durante a temporada regular, perder o field gol que daria a vitória ao clube e o levaria ao Super Bowl quinta vez. Recentemente, os Vikings encontraram um running back espetacular, que teve números excepcionais e recordes quebrados na temporada passada, mas que, para essa temporada, vai ficar assistindo o jovem Matt Asiata substituí-lo de maneira justa. Adrian Peterson, um dos maiores running backs da nova geração, está sendo acusado de ter espancado o seu filho mais jovem. O incidente caiu como um meteoro na cabeça dos torcedores dos Viks, que ficaram desamparados sem o seu principal jogador. O time é bastante frágil, que conta alguns jogadores jovens que até demonstram certo futuro, mas, que devido a essa grande nuvem de frustração que paira sobre a franquia, muitos deles ficam escondidos por lá.












Nome: Detroit Lions
Fundação: 1929
Estádio: Ford Field
Ordem cronológica: Portsmouth Spartans (1929-1933) e Detroit Lions (1933-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1983, 1991 e 1993
Rivais: Minnesota Vikings, Green Bay Packers, Chicago Bears, San Francisco 49rs, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams (extinto), Chicago Cardinals (extinto), Baltimore Colts (hoje é Indianapolis) e Cleveland Browns.
Ídolos: Alex Wojciechowicz (C/LB), Chris Spielman (LB), Charlie Sanders (TE), Dutch Clark (QB), Lou Creekmur (G), Yale Lary (P/PR/DB), Jason Hanson (K), Dick Lane (DB), Herman Moore (WR), Alex Karras (DT), Jack Christiansen (CB), Doak Walker (RB), Lem Barney (CB), Calvin Johnson (WR), Bobby Layne (QB), Joe Schmidt (LB) e Barry Sanders (RB)
Destaques: Matthew Stafford (QB), Joique Bell (RB), Reggie Bush (RB), Golden Tate (WR), Calvin Johnson (WR), Eric Ebron (TE), DeAndre Levy (OLB), Darius Slay (CB), Tahir Whitehead (OLB), Glover Quin (FS), James Ihedigbo (SS), Ndamukong Suh (DT), Ezekiel Ansah (DE), Stephen Tulloch (MLB), George Johnson (DE), Nick Fairley (DT) e C.J. Mosley (DT)
Resumo: Se achar uma agremiação nos esportes americanos que nunca venceu um campeonato mundial já é difícil, imagina procurar por uma franquia que sequer venceu uma final de conferência num dos torneios mais igualitários como a NFL. O Detroit Lions é uma das franquias mais antigas do futebol americano, e, apesar da longevidade, até hoje não conseguiu chegar perto do gostinho de ser campeão de algo importante. Após anos e anos se aclimatando na gélida parte de baixo da divisão (e da tabela geral), os Lions se aproveitaram das boas colocações nos drafts para conseguir montar uma equipe muito forte. O principal nome da franquia é o gigantesco WR Calvin Johnson, que seria estrela em qualquer outra equipe melhor organizada. Apesar da envergadura assustadora, Johnson não é apenas uma opção para os passes em profundidade. O wide receiver também é muito bom na corrida e nas rotas para tornar-se opção para o quarterback Matt Stafford. Na mesma posição, só que do lado oposto de Calvin Johnson, encontra-se outra ótima opção de passe para Stafford, o pequeno Golden Tate. Apesar do tamanho relativamente pequeno, se formos comparar com o Megatron, Tate é extremamente rápido, ágil e flexível, sendo capaz de fazer verdadeiras acrobacias para capturar a bola. No jogo terrestre, os Lions contam com a juventude de Joique Bell e a experiência de Reggie Bush, cuja alternância deve gerar muitos TDs. Entretanto, o crème de la crème dos Lions é a sua feroz defesa que é capaz de tacklear até você aí no conforto do seu sofá. Whitehead e Tulloch são linebackers sedentos por sangue de quarterback, enquanto a DL, povoada pelos excelentes Ansah, Johnson, Fairley, Suh e C.J. Mosley são capazes de derrubar até a Muralha da China. No entanto, duas coisas podem atrapalhar, e muito, a trajetória dos Lions nessa temporada: as lesões e a falta de costume em vencer campeonatos.




NFC SOUTH (New Orleans Saints, Atlanta Falcons, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers)
















Nome: New Orleans Saints
Fundação: 1967
Estádio: Mercedes-Benz Superdome
Apelido: Black and Gold (ou Noir-et-Or, em francês) ou The Bayou Boys
Ordem cronológica: 1967-presente
Super Bowls: 2009 (XLIV)
Conferências: 2009
Divisões: 2006, 2009 e 2011
Rivais: Atlanta Falcons, Tampa Bay Buccaneers, Carolina Panthers, Philadelphia Eagles, Dallas Cowboys, Minnesota Vikings e San Francisco 49rs
Ídolos: Morten Anderson (K), Stan Brock (T), Willie Roaf (T), Jerry Fontenot (C), Jim Dombrowski (G/T), Jahri Evans (G), Henry Childs (TE), Danny Abramowicz (WR), Joe Horn (WR), Eric Martin (WR), Robert Meachem (WR), Devery Henderson (WR), Lorenzo Neal (FB), Deuce McAllister (RB), Bobby Hebert (QB) e Drew Brees (QB)
Destaques: Drew Brees (QB), Jimmy Graham (TE), Pierre Thomas (RB), Mark Ingram (RB), Brandin Cooks (WR), Marques Colston (WR), Robert Meachem (WR), Curtis Lofton (MLB), Corey White (CB), Kenny Vaccaro (SS), Junior Galette (OLB), Cameron Jordan (DE), Parys Haralson (OLB), Keenan Lewis (CB), Khiry Robinson (RB) e Shane Graham (K)
Resumo: Irregularidade, esse é o grande problema do ainda bom time do New Orleans Saints. Há três, quatro anos atrás seria difícil imaginar que um time tão engenhoso e tão gostoso de se ver jogar, como era o New Orleans Saints, fosse tornar numa equipe pragmática de hoje. Querido por muitos brasileiros graças aos poderes mágicos de Drew Brees, os Saints estão passando pela transição daquele timaço, campeão do Super Bowl de 2009, para uma equipe menos glamourosa, para não dizer modesta. Entretanto, alguns pilares daquela conquista, que na época eram apostas, hoje são exemplos para jogadores mais jovens. Marques Colston e Robert Meachum, dois WRs que foram campeões em 2009, são modelos para Brandin Cooks, recém-draftado pelos Saints. Porém, a opção mais segura de ataque continua sendo um dos principais tight ends da NFL, o excelente Jimmy Graham, apesar de Mark Ingram, vencedor do Heissman Trophy há quatro anos atrás, estar aos poucos pegando a confiança que tinha no College. Como a modificação veio em doses paliativas, o Saints não tem muito do que se queixar, mas querer exigir uma performance de alto nível atrapalharia o trabalho de reconstrução de Sean Payton. Aquela defesa insana e incansável, que produzia turnovers com a mesma facilidade que Volkswagen produz o Gol, hoje também não é a mesma de outrora, apesar de ainda contar com ótimos jogadores em cada setor. Lofton, Galette e Haralson continuam dando consistência como linebackers e Cameron Jordan continua sendo um dos melhores defensive ends da liga.















Nome: Atlanta Falcons
Fundação: 1965
Estádio: Georgia Dome
Apelido: The Dirty Birds
Ordem cronológica: 1965-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 1998
Divisões: 1980, 1998, 2004, 2010 e 2012
Rivais: New Orleans Saints, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Tony Gonzalez (TE) Roddy White (WR), Jim Mitchell (TE), Terrence Mathis (WR), Michael Vick (QB), William Andrews (WR), Tommy Nobis (LB), Rolland Lawrence (CB), Steve Bartkowski (QB), Keith Brooking (LB), Greg Brezina (LB), Bob Whitfield (LT), Jesse Tuggle (LB), Claude Humphrey (DE), Jeff Van Note (C) e Mike Kenn (LT)
Destaques: Matt Ryan (QB), Steven Jackson (RB), Davonta Freeman (RB), Antone Smith (RB), Julio Jones (WR), Roddy White (WR), Devin Hester (WR), Levine Toilolo (TE), Paul Worrilow (ILB), Kemal Ishmael (SS), Robert Alford (CB), William Moore (SS), Jonathan Massaquoi (OLB), Desmond Trufant (CB), Osi Umenyiora (DE) e Corey Peters (DT)
Resumo: Se os Saints são irregulares, os Falcons, seu grande rival, é extremamente imprevisível. Capazes de golear equipes tradicionais, os Falcons são incrivelmente capazes de perder de virada para uma equipe esfacelada por desfalques, ou até para o último colocado da divisão. Sem Tony Gonzalez, o maior tight end da história, o time de Atlanta ainda conta com um ataque capaz de causar inveja até a mais completa equipe da NFL. Por contar com nomes do calibre de Steven Jackson, Julio Jones, Roddy White e Devin Hester, é moralmente obrigatório que os Falcons sempre briguem pelo título da conferência. No entanto, a realidade da franquia não é bem assim. Com um quarterback nota 6,5 como é o Matt Ryan, aliado à uma linha defensiva extremamente mole, fica difícil acertar qualquer alvo, por mais qualificado que ele seja. Se não bastasse esse problema, a defesa dos Falcons também causa arrepios na espinha do torcedor no Georgia Dome. Apesar de contar com Desmond Trufant, que é um baita cornerback, todos os outros jogadores já passaram por melhores épocas. Uma dica: não aposte nos Falcons!




Nome: Carolina Panthers
Fundação: 1993
Estádio: Bank of America Stadium
Ordem cronológica: 1993-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 2003
Divisões: 2003, 2008 e 2013
Rivais: New Orleans Saints, Atlanta Falcons e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Mike Minter (S), Kevin Greene (LB), Stephen Davis (RB), Wesley Walls (TE), John Kasay (K), Jake Delhomme (QB), Julius Peppers (DE), Muhsin Muhammad (WR), Steve Smith (WR) e Sam Mills (LB)
Destaques: Cam Newton (QB), Jonathan Stewart (RB), DeAngelo Williams (RB), Greg Olsen (TE), Kelvin Benjamin (WR), Jerricho Cotchery (WR), Jason Avant (WR), Luke Kuechly (MLB), Antoine Cason (CB), Thomas Davis (OLB), Melvin White (CB), Roman Harper (SS), Thomas DeCoud (FS), Dwan Edwards (DT), Charles Johnson (DE) e Mario Addison (DE)
Resumo: Pode não parecer, mas os Panthers tem uma excelente equipe! Acostumado em ser apenas um figurante, o time de Charlotte começou a montar o seu império pela defesa, sendo ela uma das melhores da NFL atualmente. A jovem dupla de linebackers dos Panthers tem tudo para ser uma das maiores da história, já que Luke Kuechly e Thomas Davis têm combustível suficiente para queimar por mais uns 12 anos de futebol profissional. Com dois cornerbacks especialistas em interceptar passes, Cason e White, e uma secundária protegida por dois jogadoraços na posição de safety (strong safety e free safety), Harper e DeCoud, resta apenas o valioso trabalho de parar o ataque terrestre na base do muque. Para essa função, os Panthers contam com Mario Addison, especialista em fumbles, Charles Johnson e Dwan Edwards. Parece ser difícil passar por eles, mas não é tão impossível. O truque é abusar das big plays (passes longos). Falando nisso, um dos tópicos mais abordados nos Panthers não são as big plays das quais eles sofrem, mas sim pelas quais o Cam Newton, quarterback, lança. Newton é um armário, gigante e robusto. Por ser muito forte, e alto, o quarterback de Carolina abusa da força e da altura no passe, ocasionando um alto índice de passes errados. Continuando no ataque, para essa temporada a franquia resolveu inovar na composição dos recebedores. A primeira novidade foi a dispensa do lendário Steve Smith, que saiu brigado com a diretoria pela falta de reconhecimento. Para repor esse grande desfalque, os Panthers contrataram Jerricho Cotchery (ex-Steelers) e Jason Avant (ex-Eagles), na free agency, além de terem selecionado o excelente Kelvin Benjamin no draft. Se não bastasse esse arsenal de três ótimos recebedores, os Panthers contam com um dos melhores melhores tight ends da liga, o constante Greg Olsen. Caso opte por correr com a bola, os Panthers tanto podem usar o próprio Cam Newton para disparar em frenesi quanto podem usar dois bons running backs, o Stewart e o DeAngelo Williams. Assim como a defesa tem um defeito particular, o ataque dos Panthers também conta com seus problemas. Um deles é o próprio Cam Newton, que continua sendo muito irregular, apesar do notável talento. No entanto, o segundo problema do ataque reside justamente na proteção ao Cam Newton, que é bastante falha, que praticamente o obriga a correr em situações de blitz.















Nome: Tampa Bay Buccaneers
Fundação: 1976
Estádio: Raymond James Stadium
Apelido: The Bucs
Ordem cronológica: 1976-presente
Super Bowls: 2002 (XXXVII)
Conferências: 2002
Divisões: 1979, 1981, 1999, 2002, 2005 e 2007
Rivais: New Orleans Saints, Atlanta Falcons e Carolina Panthers
Ídolos: Hugh Green (LB), Mark Carrier (WR), John Lynch (S), Simeon Rice (DE), Keyshawn Johnson (WR), Mike Alstott (FB), Doug Williams (QB), Anthony McFarland (DT), Kenyatta Walker (OT), Warrick Dunn (RB), Brad Johnson (QB), Ronde Barber (CB), Lee Roy Selmon (DE), Hardy Nickerson (LB), Warren Sapp (DT) e Derrick Brooks (LB)
Destaques: Mike Glennon (QB), Bobby Rainey (RB), Vincent Jackson (WR), Mike Evans (WR), Louis Murphy (WR), Lavonte David (OLB), Mark Barron (SS), Alterraun Verner (CB), Clinton McDonald (DT), Gerald McCoy (DT), William Gholston (DE), Michael Johnson (DE), Danny Lansanah (OLB) e Johnthan Banks (CB)
Resumo: Sem quarterback, sem opções ofensivas e uma defesa que sofre com contusões, apesar de ser boa na indução de turnovers. Pois é, não é fácil torcer pros Buccaneers, o desastre é uma constância por lá. Historicamente, os Bucs não são uma "franquia de quarterbacks". Por isso, o fato conviver com Mike Glennon, segundo-anista, seja tranquilo para a franquia. O mesmo pode-se dizer do ataque, que conta apenas com o lendário Vincent Jackson, que saiu de San Diego há três anos para liderar e ser a única opção confiável no ataque de Tampa. A defesa, que consegue forçar muitos erros nos adversários, constantemente fica desfalcada pelas lesões de jogadores importantes. Com todos esses problemas fica difícil montar uma equipe minimamente decente.



NFC WEST (Seattle Seahawks, San Francisco 49rs, Arizona Cardinals e Saint Louis Rams)








Nome: Seattle Seahawks
Fundação: 1974
Estádio: CenturyLink Field
Apelido: The Hawks e Legion of Boom
Ordem cronológica: 1974-presente
Super Bowls: 2013 (XLVIII)
Conferências: 2005 e 2013
Divisões: 2004, 2005, 2006, 2007, 2010 e 2013
Rivais: San Francisco 49rs, Pittsburgh Steelers, St. Louis Rams e Denver Broncos
Ídolos: Dave Krieg (QB), Curt Warner (RB), Jacob Green (DE), Matt Hasselbeck (QB), Shaun Alexander (RB), Kenny Easley (SS), Jim Zorn (QB), Cortez Kennedy (DT), Richard Sherman (CB), Marshawn Lynch (RB), Steven Hauschka (K), Zach Miller (TE), Steve Largent (WR) e Walter Jones (LT)
Destaques: Russell Wilson (QB), Marshawn Lynch (RB), Doug Baldwin (WR), Jermaine Kearse (WR), Zach Miller (TE), Steven Hauschka (K), Richard Sherman (CB), Kam Chancellor (SS), K.J. Wright (OLB), Bob Wagner (MLB), Byron Maxwell (CB), Earl Thomas (FS), Malcolm Smith (LB), Michael Bennett (DE), Kevin Williams (DT), Derrick Coleman (FB)
Resumo: A super defesa que garantiu o primeiro Super Bowl da cidade mais barulhenta dos Estados Unidos continuará a amedrontar os adversários do Seattle. Apesar do desfalque de Brandon Browner, que vai jogar pelo Patriots nessa temporada, a espinha dorsal é a mesma. Como toda boa equipe da NFL precisa de uma defesa sólida e agressiva, os Seahawks estarão bem servidos, mais uma vez, com Richard Sherman, Kam Chancellor, Earl Thomas e Bob Wagner, que são estupendos. Todavia, apesar de contar com uma baita time defensivo, o mesmo não dá para dizer do ataque de Seattle, que antes de perder o Percy Harvin para os Jets, já tinha poucas opções ofensivas para uma temporada. O grande destaque desse precário setor dos Seahawks é o imparável running back Marshawn Lynch, que recentemente reclamou de receber muitas bolas para correr. Os recebedores da equipe são minimamente decentes, ou até regulares. Para se dar bem nessa temporada, os atuais campeões vão precisar muito de uma alternância nas opções de ataque, já que a defesa não vai conseguir segurar a barra toda sozinha.











Nome: San Francisco 49rs
Fundação: 1946
Estádio: Levi's Stadium
Apelido: Niners
Ordem cronológica: 1946-presente
Super Bowls: 1981 (XVI), 1984 (XIX), 1988 (XXIII), 1989 (XXIV) e 1994 (XXIX)
Conferências: 1981, 1984, 1988, 1989, 1994 e 2012
Divisões: 1970, 1971, 1972, 1981, 1983, 1984, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1992, 1993, 1994, 1995, 1997, 2002, 2011 e 2012 
Rivais: St. Louis Rams, Arizona Cardinals, Seattle Seahawks, Dallas Cowboys, New York Giants, Green Bay Packers, Oakland Raiders e San Diego Chargers.
Ídolos: John Brodie (QB), Dwight Clark (WR), Y.A. Tittle (QB), R.C. Owens (WR), Bruce Taylor (CB), Frank Gore (RB), Patrick Willis (LB), Roger Craig (RB), Wendell Tyler (RB), Vernon Davis (TE), Joe Perry (RB), Deion Sanders (CB), John Taylor (WR), Charles Haley (DE), Hugh McElhenny (RB), Terrell Owens (WR), Ronnie Lott (CB), Steve Young (QB), Joe Montana (QB) e Jerry Rice (WR) 
Destaques: Colin Kaepernick (QB), Frank Gore (RB), Anquan Bolden (WR), Michael Crabtree (WR), Vernon Davis (TE), Steve Johnson (WR), Antoine Bethea (SS), Patrick Willis (ILB), Michael Wilhoite (ILB), Perrish Cox (CB), Eric Reid (FS), Dontae Johnson (DB), Chris Culliver (CB), Dan Skuta (OLB), Justin Smith (DE), Ahmad Brooks (OLB) e Aldon Smith (LB)
Resumo: No papel, os Niners teriam a obrigação de ser o melhor time da NFL. No entanto, a realidade é muito distante da realidade, já que por alguma situação maior, os 49rs não conseguem emplacar na temporada. Com uma defesa sólida, composta por ótimos tackleadores e interceptadores, o time de San Francisco é sempre uma ameaça para quarterbacks sonhadores e inconstantes. Porém, a linha defensiva dos Niners convive com muitas contusões e problemas fora dos gramados, caso específico de Aldon Smith. Diferentemente do seu rival de divisão, o Seattle Seahawks, os 49rs possuem mais opções de ataque, algumas delas badaladas, mas que até agora não vingaram. Um desses problemas seria o quarterback Colin Kaepernick, que apesar de ser muito atlético e malabarista, é muito inconstante. Kaep erra muitos passes fáceis e abusa das corridas, sem paciência para ficar dentro do pocket e assim pensar numa maneira melhor de distribuir a jogada. Outro desses problemas é o principal wide receiver Anquan Boldin, veterano jogador, que até hoje não despontou bem nos Niners. O pouco que sobra pra se fazer no ataque californiano vem do outro wide receiver, o Michael Crabtree, e do running back Frank Gore, que é capaz de furar qualquer defesa.
















Nome: Arizona Cardinals
Fundação: 1898
Estádio: University of Phoenix Stadium
Apelido: The Cards e Bird Gang
Ordem cronológica: Morgan Athletic Club, Racine Normals e Racine Cardinals (1898-1906), Racine Cardinals (1913-1919), Chicago Cardinals (1920-1943), Card-Pitt (1944), Chicago Cardinals (1945-1959), St. Louis Cardinals (1960-1987), Phoenix Cardinals (1988-1993) e Arizona Cardinals (1994-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 2008
Divisões: 1974, 1975, 2008 e 2009
Rivais: Dallas Cowboys, Chicago Bears, San Francisco 49rs, St. Louis Rams e Seattle Seahawks
Ídolos: Jake Plummer (QB), Roy Green (WR), Darnell Dockett (DE), Simeon Rice (DE), Adrian Wilson (S), Larry Centers (FB), Pat Tillman (S), Anquan Boldin (WR), Aeneas Williams (CB), Kurt Warner (QB) e Larry Fitzgerald (WR).
Destaques: Carson Palmer (QB), Larry Fitzgerald (WR), Andre Ellington (RB), Stepfan Taylor (RB), Michael Floyd (WR), John Brown (WR), Ted Ginn (WR), John Carlson (TE), Tony Jefferson (SS), Rashad Johnson (FS), Larry Foote (MLB), Deon Bucannon (SS), Jerraud Powers (CB), Calais Campbell (DE), Alex Okafor (LB), Kenny Demens (ILB) e Sam Acho (LB)
Resumo: A franquia mais velha da NFL, e a que mais mudou de lugar, é forte candidata a ser a surpresa do ano. Depois de tanto decepcionar os seus fãs ao longo dos anos, os Cardinals conseguiram montar uma equipe muito interessante, especialmente no setor defensivo. Após se aproveitar das posições favoráveis no draft, o time de Arizona possui uma linha defensiva muito agressiva, rápida, jovem e que força muitos erros no ataque adversário. Os três safeties da equipe, Jefferson, Johnson e Bucannon (rookie), são as principais armas da defesa, que ainda conta com QUATRO linebackers de muita força e muita mobilidade. Já no ataque, que é comandado pelo veteraníssimo Carson Palmer, que por enquanto faz ótimo trabalho. No entanto, a grande estrela da franquia, apesar de contar com ótimos prospectos na defesa, reside no ataque, precisamente na posição de wide receiver, e atende pelo nome de Larry Fitzgerald. A fidelidade do excelente recebedor é comovente, já que o jogador tem 31 anos, e nunca deixou a cidade de Arizona mesmo quando recebera propostas de franquias melhores e bem sucedidas. Para não sobrecarregar o veterano Fitzgerald, Palmer conta com o potente running back Andre Ellington, que também é um ótimo retornador de punts e kickoffs. Pela primeira vez em muitos anos, o Arizona Cardinals tem chances reais de ir bem nos playoffs.













Nome: Saint-Louis Rams
Fundação: 1936
Estádio: Edward Jones Dome
Ordem cronológica: Cleveland Rams (1936-1945), Los Angeles Rams (1946-1994) e St. Louis Rams (1995-presente)
Super Bowls: 1999 (XXXIV)
Conferências: 1979, 1999 e 2001
Divisões: 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1985, 1999, 2001 e 2003
Rivais: San Francisco 49rs, Arizona Cardinals e Seattle Seahawks
Ídolos: Isiah Robertson (LB), Henry Ellard (WR), Tom Mack (OG), Elroy Hirsch (RB/WR), Steven Jackson (RB), Norm Van Brocklin (QB), Orlando Pace (OT), Jackie Slater (OT), Torry Holt (WR), Jack Youngblood (DE), Merlin Olsen (DT), Eric Dickerson (RB), Kurt Warner (QB), Isaac Bruce (WR), Marshall Faulk (RB) e Deacon Jones (DE)
Destaques: Austin Davis (QB), Zac Stacy (RB), Benny Cunningham (RB), Tre Mason (RB), Jared Cook (TE), Brian Quick (WR), Lance Kendricks (TE), Kenny Britt (WR), Austin Pettis (WR), Alec Ogletree (OLB), James Laurinaitis (MLB), T.J. McDonald (SS), Rodney McLeod (FS), Janoris Jenkins (CB), E.J. Gaines (CB), Jo-Lonn Dunbar (OLB) e Aaron Donald (DT)
Resumo: Você provavelmente não vai ouvir falar muito desse time, e provavelmente você não vai se impressionar muito com os jogadores. Talvez o que te faça se apegar aos carneiros de Saint-Louis é a espetacular camisa que eles possuem. Pra não ser tão cruel com os Rams, a franquia conta com destaques da época do college, como Tre Mason, running back campeão com o Auburn, e Austin Pettis. Apesar de não possuir um nome expoente, a defesa dos Rams é boa e com alguns nomes interessantes, como Ogletree, Laurinaitis, McLeod e etc. Os Rams podem se tornar num time para o futuro, que deve demorar para chegar, mas a camisa é linda!

Guia para os playoffs da NFL - Wild Card

Depois de três meses de disputa, finalmente (e infelizmente) a temporada regular da NFL terminou. Esse sentimento ambíguo pelo término da "primeira fase" da bola oval pode ser analisado de duas formas: a primeira é pelo desânimo dos torcedores que não poderão ver suas equipes nos playoffs. A segunda é pelo fato de que os playoffs passam voando, e depois do Super Bowl, em fevereiro, ficaremos sem ver a bola oval voar por longos SETE meses!

Porém, apesar de breve, os playoffs da NFL sempre nos guardam emoções ímpares, com jogos extremamente disputados e grandes azarões chegando às semi-finais (em alguns casos até à final) de conferências. Nessa temporada - como de costume -, mais um guia estará à disposição de vocês para a primeira perna dos playoffs, o wild card.



AFC WILD CARD

Wild Card 1

Kansas City Chiefs (11-5-0)
Indianapolis Colts (11-5-0)












Segundo colocado na AFC West, o Kansas City Chiefs chamou muita atenção quando abriu 9-0 na temporada regular - logo após enfrentou o Denver Broncos (que terminou em primeiro lugar na AFC West) e conheceu sua primeira derrota na competição - e com um ataque arrasador. Quem comandava o temível (e surpreendente) ataque dos Chiefs era nada mais nada menos que Alex Smith, ex-quarterback do 49rs e que fora chutado após boa aparição de Colin Kaepernick (que se aproveitou da lesão de Smith para roubar-lhe a titularidade). Smith, que antes de sua lesão lá nos tempos de San Francisco, estava numa forma nunca antes vista na Califórnia - era famoso por sofrer muitas interceptações -, e havia conquistando o respeito dos fãs dos Niners, algo que antes era considerado impossível. Hoje, atuando pelo time de Kansas, o quarterback ganhou status de ídolo por conseguir 23 passes para touchdowns; sofrer apenas 7 interceptações; 3,313 jardas e rating de 89.1 (caiu bastante devido à queda de rendimento da equipe depois que abriram 9-0). Além do quarterback, os Chiefs contam com a boa temporada de Jamaal Charles (running back de 259 carregadas; 1,287 jardas e 12 touchdowns), Dwayne Bowe (wide receiver de 57 recepções; 673 jardas e 5 touchdowns) e Derrick Johnson (linebacker de 107 tackles; 4,5 sacks e 2 interceptações).

Já o primeiro colocado na AFC South, o Indianapolis Colts, mostrou que a sua reconstrução desde a saída de Peyton Manning, em 2011, fora breve e muito interessante. O jovem quarterback Andrew Luck está dando conta do recado, despontando para 23 passes para touchdowns; 3,822 jardas e um rating de 87.0, média que seria muito maior caso não tivesse sofrido 9 interceptações na temporada - normal quando se trata de um quarterback em seu segundo ano na NFL. Jogando numa divisão não tão difícil quanto a do seu rival neste wild card, os Colts tiveram a sorte (e competência) de remontar o seu elenco utilizando as peças que já possuía no "período de Manning" com as peças que conseguiu para o "período de Luck". Uma dessas peças interessantes que o time de Indianapolis conseguiu foi o running back Trent Richardson, que por muitos anos fora o [único] destaque do Cleveland Browns. Richardson começou mal na nova equipe, porém, depois de engatar a segunda marcha, o running back mostrou o porquê dos Colts liberarem uma escolha de primeiro round no próximo draft para os Browns: foram 188 carregadas; 563 jardas e 3 touchdowns. Além de Luck e Richardson, os Colts contam com os ótimos serviços de T.Y. Hilton (wide riceiver de 82 recepções; 1,083 jardas e 5 touchdowns), Jerrell Freeman (126 tackles; 5,5 sacks, 6 forced fumbles e 2 interceptações) e Antoine Bethea (safety de 110 tackles; 1.0 sacks e 2 interceptações).

A partida entre Chiefs e Colts, no Lucas Oil Stadium, casa dos Colts, tem tudo para ser um festival de pontos. Motivos? Ambas equipes não são nem um pouco equilibradas e confiáveis, pois sofrem de panes em momentos cruciais da partida fazendo com que os torcedores fiquem com os pêlos ouriçados e unhas serradas. Luck e Smith não são parecidos apenas nos números (é só comparar os dados acima), ambos gostam de correr com a bola. O primeiro corre adoidadamente quando vê uma brecha no ataque, mesmo se algum wide receiver estiver livre. O segundo corre como uma galinha assustada, prestes a ser abatida por um linebacker. O prontuário é que falta confiança aos dois quarterbacks. Por serem duas equipes bastante parecidas, o que pode pesar a favor de um ou outro é justamente o terreno em que vão lutar pela chance de enfrentar o Denver Broncos, na semi-final da conferência americana. Apesar de ter um time ligeiramente superior no quesito técnico, os Chiefs devem sofrer pelo fato do jogo ser em Indiana, onde os Colts podem ter certa vantagem no duelo, já que a fase arrasadora do Chiefs foi há cerca de 2 meses atrás. E, se formos analisar as duas defesas baseadas apenas nos números, os torcedores dos "Potros" de Indianapolis podem botar mais fé ainda em seu time já que a proteção ao Alex Smith deixa a desejar. Outro detalhe: durante a temporada regular os Colts venceram os Chiefs, em Kansas, por 23x7, com uma partida brilhante de Andrew Luck, que passou para 241 jardas e um touchdown, e com uma excelente jornada de Donald Brown, running back que reveza com o Trent Richardson, que anotou dois touchdowns (um com passe de Luck e outro correndo). Também existem outras duas coisas para deixar os torcedores dos Chiefs com medo: a equipe jogou em casa e tomou a virada, sendo que o time passou o primeiro quarto inteiro na frente do placar (touchdown de corrida de Jamaal Charles). O segundo detalhe fora a interceptação da defesa de Indianapolis no Alex Smith, que além de ter sido interceptado ele também recebeu uma baita cafungada no cangote da defesa. 


Wild Card 2

San Diego Chargers (9-7-0)
Cincinnati Bengals (11-5-0)




                    

Terceiro colocado na AFC West, o San Diego Chargers superou todas as expectativas - apesar de ter um bom time - e avançou ao wild card numa divisão ingrata, com Broncos e Chiefs comandando a maioria das ações. O time de San Diego foi encontrando brechas ao longo da estrada e terminou a temporada regular com duas vitórias a menos que os Chiefs, segundo colocado. Aliás, foi graças à uma combinação maluca, que envolve até os Bengals, que o Chargers conseguiu sua classificação para os playoffs. A equipe californiana precisava contar com uma derrota de Miami e Baltimore, além de vencer o time misto do Chiefs em casa. Os Dolphins, que tinham a vantagem na disputa pelo wild card, perderam para o New York Jets, e os Ravens, atuais campeões, perderam para o Cincinnati Bengals, agora rival de wild card de San Diego. Com um milagre praticamente encaminhado, bastava ao Chargers vencer a equipe mista do Chiefs para conquistar a vaga nos playoffs. Fácil, né? Nem tanto. San Diego ficou atrás no placar durante os três primeiros quartos, quando numa campanha de 10 pontos da equipe californiana no último e derradeiro quarto, selou a prorrogação. Entretanto, nenhuma prorrogação ocorreria caso o kicker Ryan Succop não tivesse errado um field goal de 41 jardas faltando 4 segundos para o final da partida no tempo regulamentar. Na prorrogação, após péssimas campanhas de ataque, os Chargers anotaram um field goal com Nick Novac, na linha de 36 jardas, faltando pouco mais de 5 minutos para acabar a prorrogação e assim abocanhar a classificação (e a desolação dos Steelers). Em meio a desgraças, sustos e dramas, os Chargers voltaram aos playoffs da NFL após 3 anos numa temporada em que venceram os Broncos (time de melhor campanha) e perderam para os Raiders (um dos piores). Para tentar protagonizar mais momentos bons do que ruins nesse duelo de wild card, o San Diego vai necessitar muito de um bom jogo do QB Philip Rivers (32 touchdowns; 11 interceptações; 4,478 jardas e 105.5 de rating), que está numa temporada muito boa, sendo responsável direto pela ótima forma do ataque dos Chargers nesse ano (quarto melhor da NFL). Além dele, Ryan Mathews (running back de 285 carregadas; 1,255 jardas e 6 TDs), Antonio Gates (wide receiver de 77 recepções; 872 jardas e 4 TDs), Keenan Allen (wide receiver rookie de 71 recepções; 1,046 jardas e 8 TDs) e Eddie Royal (wide receiver de 47 recepções; 631 jardas e 8 TDs) são armas extremamente importantes que transformaram o ataque dos Chargers nessa máquina temível.

Já os Bengals, primeiro colocado na AFC North, tiveram uma campanha bem mais sólida e confiável que o seu rival no wild card. A principal arma da equipe de Ohio é a sua casa, onde eles terminaram a temporada regular de forma invicta jogando em seu estádio, o Paul Brown Stadium. Dotados de uma defesa muito forte e um ataque muito atlético, os Bengals tornaram-se num dos times mais compactos da temporada. Talvez os únicos problemas sejam o QB Andy Dalton, que ainda sente o peso da inexperiência, e o RB Benjarvous Green-Ellis, que apesar de forte deixa a desejar na hora de correr livre. Esses aspectos são questões técnicas e que muitas vezes são mascarados pelo excelente desempenho coletivo de uma equipe que arrisca muito pouco. Para deixar de ser promessa e finalmente passar pelo wild card, o time de Cincinnati vai ter que confiar muito em Andy Dalton, que falhou no momento errado nos playoffs da temporada passada, e que tem a infame marca de 20 interceptações sofridas durante toda a campanha na temporada regular. No entanto, o QB, que está em seu terceiro ano, possui a boa marca de 33 touchdowns anotados à partir de seus lançamentos e 4,293 jardas aéreas conquistadas. Além desses números de Dalton, Cincinnati possui um alento e tanto em seu time de ataque, uma dupla de WRs arrasadora que combinados possuem 21 touchdowns anotados em toda temporada regular. A.J. Green e Marvin Jones são duas máquinas que conquistaram 1,426 e 712 jardas respectivamente, além de terem recepcionado 98 e 51 bolas em toda a temporada. Porém, algo de magnifico também acontece em outro setor de Cincinnati. A grande arma dos "Tigres de Bengala" é a sua feroz defesa, que ocupa a terceira posição no ranking geral da NFL, onde praticamente todos os jogadores dos Bengals possuem estatísticas absurdas. De todos eles valem a pena destacar seis jogadores: Vontaze Burfict, linebacker segundo anista que possui 171 tackles, 3.0 sacks, 1 fumble forçado e 1 interceptação. Rey Maualuga, linebacker que está no quinto ano e possui 75 tackles, 1.0 sacks e 1 interceptação. Reggie Nelson, free safety que está na sétima temporada e possui 65 tackles, 1.0 sacks, 1 fumble forçado e 2 interceptações. George Iloka, strong safety que está em seu segundo ano de NFL e possui 66 tackles, 2 fumbles forçados e 2 interceptações. Carlos Dunlap, defensive end de quatro temporadas que possui 58 tackles, 7.5 sacks (!!!) e 4 fumbles forçados (!!!). Michael Johnson, defensive end que está no quinto ano e possui 56 tackles, 3.5 sacks, 2 fumbles forçados e 1 interceptação. Nota-se que a defesa possui números monstruosos, além de ser muito nova, algo que permite ao coordenador defensivo utilizar jogadas de pressão em cima do ataque adversário.

O duelo entre as duas equipes acontecerá na casa dos Bengals, no já citado Paul Brown Stadium, num domingo que deverá nevar. Considerando que o time de Cincinnati não perde em casa e que o San Diego é um time acostumado com um calor absurdo, todo o favoritismo vai para o Bengals. Entretanto, existe uma chance pequena, porém real, dos Chargers conseguirem uma vitória no wild card. Para que isso aconteça, a defesa dos californianos vai ter que jogar tudo o que não jogou durante a temporada inteira para que consigam desestabilizar o já desestabilizado por natureza, Andy Dalton, que costuma derrubar a farofa em momentos decisivos (vide a enorme quantidade de vezes que ele fora interceptado somente neste ano). Essa é a grande (pra não dizer a única) chance dos Chargers. Já o Cincinnati deve acelerar bastante o jogo com a sua incrível defesa, pois sabe que não pode dar sopa para o azar já que o QB Philip Rivers é a cara de seu time, algo totalmente imprevisível. Em dezembro, Bengals e Chargers se encontraram no Qualcomm Stadium, em San Diego, em um jogo que terminou com a vitória do time de Cincinnati por 17 x 10. Naquela partida, o jogo corrido dos Bengals chamou a atenção com a combinação dos running backs Green-Ellis/Bernard que juntos correram para 149 jardas. Ellis anotou um touchdown terrestre usando toda a sua força, sua assinatura. Outro fator de destaque fora a já condecorada defesa dos Bengals, que privou Rivers em miseras 252 jardas, em casa, além de ter forçado três turnovers.



NFC WILD CARD

Wild Card 1


New Orleans Saints (11-5-0)
Philadelphia Eagles (10-6-0)











Figurinha carimbada nos últimos playoffs, o campeão do Super Bowl XLIV, o New Orleans Saints, está com a moral baixa nesta temporada. O segundo lugar na NFC South desse ano ocorreu devido a surpreendente ascensão do Carolina Panthers, que fora o campeão da NFC South. Apesar do protagonismo roubado, o time de Louisiana continua praticamente o mesmo das últimas temporadas de sucesso. O que mudou, na realidade, foi a atitude das equipes rivais que aprenderam um jeito de combater o modo de jogar da equipe de Sean Payton - que ficou ausente na temporada passada por condutas ilegais de jogo. Esse novo cenário atrapalhou o playbook dos Saints, obrigando Payton a remodelar suas táticas de jogo para dar uma nova cara a equipe. Apesar de cambaleante, os Saints ainda contam com suas armas letais no ataque e uma defesa muito agressiva (não tanto como outrora, porém continua forte) para botar aquela velha pulga no ouvido dos adversários, que além de impor o medo também ajudam a contribuir para um melhor serviço do QB Drew Brees, a alma dos Saints. Falando nele, Brees é responsável direto pela vice-liderança dos Saints no ranking geral da NFL em passes (307.4 jardas) e a quarta posição no ranking de ataque. Outra prova de que nem tudo mudou nos Saints é que o bom e velho equilíbrio, que deu notoriedade a Sean Payton na liga, continua sendo a marca registrada da equipe na temporada, pois a defesa também ocupa a mesma quarta posição no ranking da NFL das melhores defesas. Para que o equilíbrio nunca saia do prumo, os Saints contam com os números de Drew Brees (39 TDs; 5,162 jardas e rating de 104.7 - apesar de ter 12 interceptações na temporada), Pierre Thomas (running back com 147 carregadas, 549 jardas e 2 TDs), Jimmy Graham (tight end com 86 recepções - maior número do time -; 1,215 jardas e 16 TDs), Marques Colston (wide receiver com 75 recepções, 943 jardas e 5 TDs), Darren Sproles (RB/WR/PR com 53 carregadas, 220 jardas e 2 TDs), Curtis Lofton (linebacker com 125 tackles, 2.0 sacks e 1 fumble forçado), David Hawthorne (linebacker com 91 tackles, 3.0 sacks e 1 fumble forçado), Malcolm Jenkins (free safety com 68 tackles, 2.5 sacks, 2 fumbles forçados e 2 interceptações), Cameron Jordan (defensive end com 47 tackles, 12.5 sacks e 2 fumbles) e Keenan Lewis (center back com 47 tackles, 1 fumble e 4 interceptações).

Jardas, jardas e muito mais jardas! Esse é o pensamento do Philadelphia Eagles, campeão da NFC East e líder da NFL em jardas corridas (160.4), vice-líder em jardas (417.2) e quarto colocado em pontos (27.6 de média). Um ataque fulminante que cresceu demais nessa temporada depois que Michael Vick perdera [finalmente] a titularidade para Nick Foles, um quarterback muito mais confiável e com muito mais precisão na mão. Porém, nem tudo são flores na cidade da independência americana. Apesar de contar com um ataque tão bem ranqueado em quase todos os quesitos, o mesmo não se pode dizer sobre a defesa dos Eagles, que é algo muito preocupante, sendo dona da pífia 26ª colocação no ranking da NFL. Os Eagles conquistaram sua vaga para os playoffs após aniquilarem o Chicago Bears por 54x11, no Lincoln Financial Field, e o Dallas Cowboys, no AT&T Stadium, na derradeira partida final por 24x22. Os destaques da equipe de Philadelphia ficam por conta de Nick Foles (27 TDs; 2,891 jardas e um rating de 119.2 - possui apenas 2 interceptações), LeSean McCoy (running back com 314 carregadas; 1,607 jardas e 9 TDs), DeSean Jackson (wide receiver com 82 recepções; 1.332 jardas e 9 TDs), Riley Cooper (WR com 47 recepções, 835 jardas e 8 TDs), Brent Celek (tight end com 32 recepções, 502 jardas e 6 TDs), DeMeco Ryans (linebacker com 127 tackles, 4.0 sacks e 2 interceptações), Mychal Kendricks (linebacker com 106 tackles, 4.0 sacks, 2 fumbles e 3 interceptações), Trent Cole (outside linebacker com 56 tackles, 8.0 sacks e 3 fumbles) e Connor Barwin (outside linebacker com 56 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble e 1 interceptação).

A partida entre Philadelphia Eagles e New Orleans Saints, no Lincoln Financial Field, colocará duas equipes de muita potência frente a frente. Até antes de dezembro, poderíamos dizer que os Saints eram plenos favoritos contra os Eagles, mas, depois de duas partidas convincentes no último mês de dezembro de 2013, a equipe da Philadelphia subiu de patamar e pode enfrentar o temível time de New Orleans. Mesmo sendo um jogo parelho entre duas equipes bem parecidas, existe certo favoritismo pendendo para o lado dos Saints já que time de Drew Brees vai enfrentar uma equipe que não joga bem em casa (os Eagles têm a marca de 4 vitórias e 4 derrotas em seus domínios). Outro fator que pesa a favor dos Saints é o seu equilíbrio, que vai ser fundamental contra uma equipe extremamente "afobada" jogando em casa.


Wild Card 2


San Francisco 49rs (12-4-0)
Green Bay Packers (8-7-1)











Mesmo com números de campeão de divisão (New England Patriots, por exemplo), o San Francisco 49rs fico atrás do Seattle Seahawks e vai ter que disputar o wild card contra o Green Bay Packers, lá no Lambeau Field debaixo de neve. No entanto, mesmo com a boa campanha da equipe californiana, muitos erros ficaram evidentes durante a jornada dos Niners na temporada regular. O QB Colin Kaepernick sofreu 8 interceptações e 6 fumbles, deixando seu potencial em xeque e causando questionamentos nos torcedores que ainda o comparam com o QB anterior, o Alex Smith. O ataque, que na temporada passada vivia do tight end Vernon Davies e do running back Frank Gore, recebeu o reforço do WR Anquan Boldin, rival no Super Bowl passado quando perderam o título para os Ravens. Porém, nem mesmo com um upgrade desses os Niners foram capazes de melhorar seu desempenho ofensivo, ficando com a 25ª posição no ranking da NFL. Já a sua defesa, dona da 5ª melhor posição no raking geral, continua dando show principalmente em partidas decisivas. Mesmo com um número relativamente baixo de interceptações, os Niners apostam na força bruta de NaVorro Bowman (linebacker com 145 tackles, 5.0 sacks, 4 fumbles e 2 interceptações), Patrick Willis (linebacker com 104 tackles, 3.0 sacks e 2 fumbles), Ahmad Brooks (outside linebacker com 60 tackles, 8.5 sacks, 1 fumble e 1 interceptação), Justin Smith (defensive end com 49 tackles, 6.5 sacks e 1 fumble), Aldon Smith (outside linebacker com 34 tackles e 8.5 sacks) e Tramaine Brock (center back com 37 tackles e 5 interceptações). Para não depender apenas dos turnovers que a defesa possa causar no adversário, os Niners terão que contar com uma partida especial de seus principais jogadores de ataque, como Colin Kaepernick (QB com 21 TDs; 3,197 jardas e rating de 91.6), Frank Gore (RB com 276 carregadas; 1,128 jardas e 9 TDs), Vernon Davies (TE com 56 recepções, 850 jardas, 13 TDs), Anquan Boldin (WR com 85 recepções; 1,178 jardas e 7 TDs) e Michael Crabtree (WR com 19 recepções, 284 jardas e 1 TD).

Já o Green Bay Packers, tradicionalíssimo time da NFC, foi a equipe que se classificou para o wild card com menor aproveitamento, sendo capaz até de empatar na temporada regular com o Minnesota Vikings. Só que a desvantagem dos "cabeças de queijo" pode ser creditada à ausência de Aaron Rodgers, QB que liderou o ranking de rating entre os QBs por um longo período até a contusão que o tirou de combate. No entanto, mesmo com Rodgers parado, os Packers terminaram a temporada regular como a terceira melhor equipe conquistando jardas (400.2), sexta melhor em passes aéreos (266.8), a sétima melhor em jardas corridas (133.5) e a oitava melhor em média de pontos (26.1), números que são muito bons. Todavia, a defesa, que outrora era motivo de orgulho para os Packers, hoje é a 25ª colocada no ranking após, adivinhem, inúmeras contusões (especialmente de Clay Matthews). No entanto, nos últimos 5 jogos a equipe de Wisconsin venceu 3 e perdeu apenas 2, leve ascensão para quem estava fadado às férias de inverno. Além da camisa, os Packers vão precisar bastante da ajuda de Aaron Rodgers (17 TDs; 2,536 jardas e rating de 104.9 - apenas 6 interceptações), Eddie Lacy (RB com 284 carregadas; 1,178 jardas e 11 TDs), Jordy Nelson (WR com 85 recepções; 1,314 jardas e 8 TDs), Randall Cobb (WR com 31 recepções, 433 jardas e 4 TDs), Jermichael Finley (TE com 25 recepções, 300 jardas e 3 TDs), James Jones (WR com 59 recepções, 817 jardas e 3 TDs), Jarrett Boykin (WR com 49 recepções, 681 jardas e 3 TDs), A.J.Hawk (linebacker com 118 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble, 1 interceptação), Tramon Williams (center back com 83 tackles, 2.5 sacks, 2 fumbles, 3 interceptações), Brad Jones (linebacker com 84 tackles, 3.0 sacks, 1 fumble), Clay Matthews (outside linebacker com 41 tackles, 7.5 sacks e 3 fumbles), Mike Neal (outside linebacker com 47 tackles, 5.0 sacks, 1 fumble, 1 interceptação), Mike Daniels (defensive end com 23 tackles e 6.5 sacks), Sam Shields (center back com 61  tackles e 4 interceptações) para vencer nos playoffs.

Esse será o duelo de maior tradição e de força física entre as equipes que estão no wild card, sendo que juntos Packers e Niners somam NOVE Super Bowls conquistados. Só que nos últimos três jogos em que eles se enfrentaram o San Francisco venceu todos os duelos (9/9/12 - 30x22, 12/1/13 - 45x31 e 8/9/13 - 34x28). Apesar dos placares apertados, a freguesia de Green Bay deve-se ao belo trabalho que Jim Harbaugh desenvolve há três anos lá em San Francisco, onde montou uma das equipes mais sólidas das últimas temporadas da NFL. Mesmo com uma campanha feia, cheia de buracos e insetos, os Packers receberão os vice-campeões do último Super Bowl em sua casa, o mítico Lambeau Field, graças ao título da divisão North da NFC. Entretanto, um fator alternativo deve atrapalhar o espetáculo entre as duas equipes: Neve. Muita, muita, muita neve é esperada para cair em toda Green Bay neste final de semana. Considerando que os Packers jogam em casa, na neve e sem lesões, a vantagem que poderia ser de San Francisco até duas semanas atrás já não é tão grande assim, especialmente porque Aaron Rodgers veio de uma excelente partida contra o Chicago Bears, justamente em seu retorno aos gramados num jogo decisivo e liderando os Packers à classificação. Sabendo dos poderosos números do setor ofensivo, e com resquícios daquela bela defesa de temporadas atrás, os Packers vão jogar de igual para igual com os Niners. E claro, esse clássico deve ser o jogo mais dramático dos playoffs.

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