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Os bons, os maus e os feios

Mais um campeonato brasileiro chega ao fim e com eles surgem novas teorias e histórias. No entanto, não existe nada mais marcado do que eleger a "seleção do campeonato". Justo, até porque é um exercício que premia os jogadores e ajuda a entender porque certos times se deram bem (ou mal). Além de entender melhor o campeonato, se teve melhorias ou não.

Como esse blog não consegue manter-se longe desses exercícios, as listas vão imperar nessa publicação. A primeira, para não fugir do clichê, é a seleção do campeonato:

Apesar de ter sido um campeonato tecnicamente muito fraco, é possível montar uma seleção leve e agressiva como esse 4-3-3

O goleiro poderia ser o Fábio, após mais um ano em grande forma. Porém, graças à surpresa que foi o Atlético Paranaense nesta temporada, Wéverton, oriundo das categorias de base do Corinthians, foi o escolhido. Suas defesas elásticas e movimentos rápidos lhe garantiram o posto de arqueiro da equipe.

Resguardando o Wéverton, temos Gil, único destaque corintiano da temporada, e Manoel, que evoluiu monstruosamente de qualidade desde que debutou pelo Furacão. Nos flancos, Luis Ricardo, que está apalavrado com o São Paulo, fez uma temporada digna e salvou a Lusa em vários momentos (a maioria foram em gols de cabeça, mas sua presença ofensiva é notável). Já o Egídio, outro que evoluiu inexplicavelmente no Cruzeiro, é o líder do time em assistências e passes certos nesse campeonato.

A invasão celeste na seleção propaga-se pelo meio-campo. Nilton, que deixou o Vasco para acertar com o Cruzeiro no começo do ano, marcou mais gols no torneio que os próprios atacantes vascaínos. O jogador celeste tem a parceria de outro volante artilheiro, o Cícero. Um dos poucos que se salvaram no turbulento ano santista foi o volante (que poderia ser centroavante), que a exemplo de Nilton, deixou o seu clube anterior (São Paulo) e marcou mais gols que os atacantes. O craque do campeonato, que é coroado com a camisa 10 da seleção, é o excelente meia-esquerda Everton Ribeiro. Após ótimo campeonato com o Coritiba, o Cruzeiro foi esperto o suficiente para vender o Montillo ao Santos, por uma grana absurda, e contratar a jovem promessa. Ribeiro cansou de deixar os atacantes cruzeirenses na cara do gol, além de anotar alguns dos mais belos gols da temporada.

O triunvirato de ataque é de bastante respeito. Respeito, aliás, foi o que Marcelo, jovem atacante do Atlético Paranaense, conquistou nessa temporada. Rápido, esperto e dono de uma patada furiosa, o atleticano mostrou que o verdadeiro craque do ataque era ele, e não o Éderson. Diego Tardelli, o outro atacante da seleção, teve uma missão muito ingrata no segundo semestre de 2013: fazer o torcedor do Galo não sentir falta de Ronaldinho. E o atacante se saiu muito bem! Tardelli não só comandou o Atlético Mineiro, como jogou na posição de Ronaldinho com maestria (muitas assistências e alguns gols), liderando uma pequena reação do Galo na tabela. Ainda falando sobre respeito, quem mais conquistou essa virtude foi o centroavante esmeraldino Walter. Seus gols (muitos deles bonitos), movimentação, sendo constante a sua participação nas tramas ofensivas do Goiás, fez com que chamasse para si a atenção de todos. Claro, sua pança também chamou a atenção, mas seus feitos foram muito mais respeitáveis do que a gordura que o cerca.


Boas pechinchas do mercado


Jogadores de Coritiba, Ponte e Lusa emprestaram seus prospectos para a seleção de boas pechinchas. Quem tiver bala na agulha deveria de olhar com carinho para esses jogadores.


Revelado pelo Flamengo, Marcelo Lomba, hoje no Bahia, sempre sofreu com a desconfiança dos diretores e torcedores rubro-negros. Dono de um reflexo muito bom, semelhante ao dos goleiros de futebol de salão, e ótima saída do gol, Lomba se destacou muito no Brasileirão. Se for comparar pela temporada, Lomba foi muito melhor do que o Felipe, hoje titular da meta flamenguista.

A dupla de zaga se resume em Luccas Claro, forte zagueiro do Coritiba, que conquistou a vaga de titular durante o campeonato, e Diego Sacoman, que passou despercebido pelo Corinthians, mas se encontrou na Ponte Preta, onde além de se destacar na marcação também faz seus gols. Luccas é mais marcador do que Sacoman, porém, ambos se destacam pelo vigor físico. Victor Ferraz, lateral-direito do Coxa, que se destacou muito bem pelo Bragantino no Campeonato Paulista de 2012, foi contratado pelo clube paranaense para substituir Ayrton, que transferiu-se para o Palmeiras em 2013. O lateral do Coxa é muito ofensivo, onde abusa dos dribles e desempenha várias jogadas de profundidade. O ponto fraco do jogador de 25 anos é a marcação, onde geralmente deixa uma enorme avenida em suas costas. William Matheus, lateral-esquerdo do Goiás, era perseguido pelos torcedores vascaínos em sua curta passagem por São Januário. No entanto, no clube goiano, William Matheus se destaca pela regularidade no ataque e na defesa. O jovem de 23 anos tem muita força física e lembra o estilo de jogo do lateral da seleção brasileira, o Maicon.

Junior Urso, que se destacou pelo Avaí na temporada passada, foi repassado por um investidor ao Coritiba. Implacável na marcação, e com boa técnica de chute, Urso foi a peça sólida do meio-campo do Coxa enquanto a equipe esteve na parte de cima da tabela. Sua contusão no meio do campeonato refletiu no desempenho defensivo do clube paranaense, ocasionando na vertiginosa queda do time na tabela. Bruno Henrique, que pertence ao Londrina-PR, e que está emprestado à Portuguesa, é um belíssimo meio-campista. O volante é a síntese do jogador moderno: marca muito bem e tem uma visão de jogo espetacular. Durante todo o campeonato da Lusa é possível ver seus lançamentos e gols de fora da área. Com uma categoria muito fina no toque de bola, Bruno Henrique é alvo de disputa entre Santos e São Paulo para a próxima temporada. O clube que vencer esse embate vai contratar o melhor meio-campista jovem desta edição do BR-13. Já o outro jogador de destaque da Lusa neste Brasileirão, o meia Moisés, mostra muita categoria com a bola. Muito bom no passe, e com muita técnica para dominar a bola, Moisés se destacou na campanha de recuperação do clube paulista no Brasileirão. Vindo do América-MG, onde cansou de consagrar o Rodriguinho (que era taxado como o craque da equipe e fora vendido ao Corinthians), Moisés já tem experiência suficiente para jogar por um clube grande.

O trio de ataque, que começa com Rildo na ponta-direita, mostra o quanto tivemos jogadores de força física se destacando neste ano. Apesar de sua fama ter sido reverberada pela campanha da Ponte na Sul-Americana, Rildo foi o destaque da Macaca mesmo quando o responsável pelos gols do time fora o William, ex-Santos (e outra penca de clubes). Rildo, que fora renegado pelo próprio Santos enquanto jogava pelo Vitória (o jogador tinha fama de "problemático"), é muito veloz e inteligente. Quando o atacante coloca a bola na frente é quase impossível alcançá-lo. Na outra ponta do ataque temos o destaque do Criciúma nesta temporada, o atacante Lins. Com várias passagens por diversos clubes do país, uma delas no Grêmio, Lins nunca se destacou com a mesma constância de agora. Autor de 11 gols, Lins é notabilizado pela categoria no arremate e pela ótima movimentação no ataque. O atacante funciona melhor quando tem um companheiro que fica mais parado, fazendo o famoso pivô para sua chegada de trás. Comandando o ataque, o centroavante da Lusa (que está emprestado pelo Internacional), Gilberto, se destacou bastante no segundo turno do Brasileirão. Autor de 14 gols, o atacante lusitano surpreendeu muitas pessoas após o ostracismo depois que assinou com o Colorado. Tratado como joia nos tempos de Santa Cruz, Gilberto assinou com o Internacional na temporada passada e nada fez pelas bandas gaúchas. No entanto, pela Lusa, Gilberto tem a incrível marca de 0,52 por jogo, e já começou a atrair os olhares do São Paulo. Rápido e bom no arremate, Gilberto é uma boa aposta, sendo que ele possui apenas 24 anos e que pode gerar lucro futuramente.


Destaques e decepções

Destaques: Cruzeiro/Atlético-PR. O clube mineiro, campeão Brasileiro de 2013, obviamente é o grande destaque deste ano. Porém, o Cruzeiro não teve muitas dificuldades para conquistá-lo, já que poucas vezes se viu um campeonato tão fraco quanto esse. Marcelo Oliveira, treinador celeste, montou uma equipe muito leve, ofensiva e objetiva. Goleadas, poucos passes trocados e muitas bolas chutadas a gol foram grandes características do clube em um campeonato notabilizado por acontecerem casos contrários ao do time mineiro. Já o clube paranaense, que conquistou uma vaga na pré-Libertadores no ano em que retornava a Série A, mostrou uma nova faceta, porém óbvia, aos clubes do país: usou um time sub-23 no estadual enquanto o time principal excursionava pela Europa. O resultado foi colhido no Brasileirão, com um time voando baixo e pegando vários clubes grandes de surpresa.

Decepções: Fluminense/Internacional. O primeiro clube do país (e numa liga influente) a ser rebaixado no ano seguinte de seu título nacional, o Fluminense é a grande decepção de 2013. Apesar de perder Wellington Nem e Thiago Neves, negociados no meio do certame, e Fred por contusão, algumas coisas foram mais vitais para a derrocada do clube carioca. A primeira, obviamente, foi a contratação do "pofexô" Luxemburgo, que vêm num pleno declínio com um salário absurdo. Todo mundo sabe que nenhum medalhão (apesar da perda de Nem, Neves e Fred, o Flu ainda tinha muitos medalhões) aceita um treinador ultrapassado e arrogante ganhando mais do que ele. O segundo erro foi demitir o Abel Braga mesmo sabendo que o erro não era dele, e sim do elenco danificado pelas lesões e pela falta de reposições com as peças perdidas. O último, e terceiro erro, foi apostar nos jovens na hora errada. Lançar mão de jovens jogadores é extremamente perigoso, pois muitos deles vêm com "defeito de fábrica" que podem custar caro em momentos essenciais. Foi o que aconteceu com os jovens do Flu, especialmente no caso do atacante Biro-Biro. Já o Colorado, que gastou milhões em reforços renomados para 2013, deixou a desejar como de costume. O problema é que desta vez a decepção colorada foi pior do que nas últimas edições do Brasileirão, sendo que o time chegou a flertar, mesmo com pouquíssimas chances de acontecer, com o rebaixamento na última rodada. Dono do 15º posto, o Internacional ficou apenas a 2 pontos do primeiro rebaixado, o Fluminense, que fez 46. Com uma defesa muito ruim, um time que não roda e um ataque decepcionante (apesar de contar com Forlán, Damião, Scocco e Jorge Henrique), o Inter demitiu Dunga e promoveu Clemer. Nada mudou, pouco se criou e quase tudo ruiu. O que fica de legado nesse ano ridículo do Colorado é a aparição do jovem meia Otávio, que além de D'Alessandro, era o único jogador que parecia ter vontade de jogar bola. Além da decepção por mais um ano perdido no Nacional, fica também a iminência de perder o argentino D'Alê, que está cansado de mais um insucesso e pode deixar a equipe.


Conclusão

O campeonato Brasileiro desse ano foi um dos mais fracos e alarmantes dos últimos tempos. Ficou claro que a tabela foi nivelada por baixo, como costuma se dizer sempre que esse fenômeno acontece. Deixando o Cruzeiro de lado, todos os clubes tiveram momentos muito questionáveis durante o certamente. O Grêmio, vice-campeão, ficou 19 rodadas sem ter um gol marcado por um atacante. Sem contar que a maioria dos placares do tricolor gaúcho foram por 1x0, com um desempenho extremamente covarde (pra não dizer esdrúxulo). O Botafogo, que chegou a sonhar em disputar o título pau-a-pau com o Cruzeiro, decepcionou formidavelmente ao cair de produção e não se recuperar. O alvinegro carioca ainda tem chances de pegar uma Libertadores, caso a Ponte Preta não conquiste a Sul-Americana, porém, nada justifica o péssimo futebol apresentado e as injustas críticas ao craque do time, o Seedorf. O trio dos grandes de São Paulo evidenciam o quanto esse campeonato foi muito mal tecnicamente. O São Paulo, que chegou a ver a água da zona de rebaixamento bater no queixo, recuperou-se com o retorno de Muricy Ramalho. No entanto, o tricolor paulista, apesar do bom segundo turno, teve, num todo, um péssimo ano com um péssimo futebol jogado (especialmente pela defesa). O Santos, apesar de ter sido o melhor paulista colocado (ficou em sétimo), demorou a juntar os cacos das humilhações do primeiro semestre e falhou em momentos cruciais durante o campeonato (empatou com o Náutico e Coritiba em casa, além de empatar com o Vasco após abrir 2x0 no Maracanã). O treinador interino, Claudinei Oliveira, apesar de possuir um bom conhecimento sobre futebol, pecou por não ousar e acabou sendo sacado no final do campeonato. Já o Corinthians, que dentre os três era o clube com melhor elenco e mais grana para se reforçar, foi o pior entre eles. Empates, empates e mais empates, além de um futebol mais entendiante do que um filme iraniano em preto e branco, acabou optando por não renovar com o Tite. Nem um cartel de conquistas do tamanho do Tite é capaz de segurar alguém no Brasil. É essa a evolução no futebol tupiniquim? Apesar de ter sido campeão da Copa do Brasil, o Flamengo não é nem de longe um time modelo ou divertido de se assistir. Não é também um time organizado, mas, que pela camisa pesada que possui, levou um caneco. Contando com tudo que já foi dito aqui, dá pra entender que o futebol nacional não está nem perto de ser interessante. O Galo, que tinha o time mais insinuante no começo desse ano, esqueceu completamente o Brasileirão. O pior é que ninguém tentou copiar, ou melhorar o futebol, e a maioria optou por fazer justamente o contrário. Com times medrosos, a massacrante maioria dos jogos foram difíceis de assistir.

Para qual time você torce?

Quando alguma celebridade é vista assistindo à alguma partida de futebol, geralmente, para a alegria das pessoas, o repórter questiona sobre qual equipe a estrela torce. Como o futebol é uma das maiores paixões do ser humano, é comum ver pessoas do porte de Tom Hanks, Príncipe William, Elton John, Robbie Willians, Usain Bolt e entre outros, perdendo as estribeiras nas arquibancadas como uma pessoa normal.

O intuito é expor os times das celebridades mais conhecidas no mundo e de pessoas igualmente famosas por N motivos. Algumas delas são a cara do time pelo qual torce! Confira, são mais de 100 personagens famosos!


Adolph  Hitler - Schalke 04. Responsável pela morte de milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, Adolph Hitler era tido como entusiasta do Schalke 04, grande clube alemão. Foi no período em que Hitler esteve no poder da Alemanha com o partido nazista, que o Schalke viveu o seu melhor momento no futebol. O clube evita comentar sobre o assunto, mas a informação é de que o ditador nazista era mesmo fã do clube Azul Real.

Benito Mussolini - Bologna/Lazio. Líder do partido fascista italiano, Benito Mussolini adorava futebol. Assim como o Schalke, o Bologna viveu os seus melhores momentos de 1930 a 1950. Existem rumores na Itália de que Mussolini arranjava resultados em prol do Bologna, que conquistou o tricampeonato italiano durante a década de 1930. Entretanto, durante o apogeu do fascismo na Itália, sob o comando do ditador, a Lazio jogara sob os olhares de Mussolini com grande frequência. O motivo disso? O clube biancoceleste era, na época, o principal time de futebol da capital, centro do partido fascita. Mussolini tornou-se num verdadeiro torcedor do clube laziale.

Osama Bin Laden - Arsenal. Sim, o fundador da Al Qaeda, e que foi morto em 2011, era torcedor do Arsenal. Irônico, não acha? Não apenas contente em torcer, dizia-se que Bin Laden chegou a assistir jogos do clube londrino no Emirates Stadium.

Barack Obama - West Ham. Fanático por esportes, aparentemente Barack Obama também curte um futebolzinho. E o seu time do coração é o tradicional West Ham. Será que ele espia os trabalhos do Sam Allardyce, ou prefere ficar cornetando a equipe da sala oval?

Fidel Castro - Arsenal. Incrível como o Arsenal atrai as atenções de homens que tem o seu nome envolvido com a política, não? O socialista cubano já fora homenageado pelo clube enquanto esteve doente. Castro constantemente faz referências ao seu clube do coração.

Ozzy Osbourne - Aston Villa. A lenda do heavy metal, e comedor de morcegos nas horas vagas, Ozzy Osbourne consegue arranjar tempo para torcer pelo Aston Villa, grande clube de Birminghan. No começo da carreira, Ozzy costumava adiar shows do Black Sabbath para assistir os jogos da equipe direto do Villa Park.

Sir Paul McCartney - Everton. Você tem certeza de que não é o Liverpool? Tenho. O velho Macca torce fanaticamente pelo Everton, primeiro grande clube da cidade de Liverpool. Ao contrário de Paul, John Lennon não gostava muito de futebol.

Mick Jagger - Manchester United/Fluminense. O maior pé frio do futebol é torcedor dos Red Devils. Quando veio ao Brasil, Jagger recebeu de seu filho uma camisa do Tricolor das Laranjeiras, e disse que tem apreço pelo clube carioca por causa de seu filho. Rezem, tricolores!

Elton John - Watford. Sim, até o Watford, modesto clube inglês, tem um torcedor ilustre. E bota ilustre nisso, hein? O excelente roqueiro Elton John, inclusive, já foi presidente do clube.

Robert Plant e Jimmy Page - Wolverhampton. Dois monstros do rock que lideravam o Led Zeppelin, monumental banda de heavy metal, torciam juntos para o bicampeão inglês, o Wolverhampton. Inclusive, os Wolves têm o Robert Plant como presidente honorário.

Noel e Liam Gallagher - Manchester City. A única coisa que é capaz de unir os irmãos Gallagher é o Manchester City. Fundadores do Oasis, é comum vê-los nas arquibancadas do Etihad Stadium dando o seu suporte ao clube.

Thom Yorke - Manchester United. Vocalista e guitarrista de uma das maiores bandas alternativas de todos os tempos, o Radiohead, torce pelos Red Devils graças ao pai. Yorke já fora flagrado algumas vezes no Old Trafford com a camisa dos diabos.

Johnny Rotten - Arsenal. Vocalista do Sex Pistols, Johnny Rotten é mais do que apaixonado pelo Arsenal. Rotten fazia parte de um pequeno grupo "quase" hooligan do Arsenal durante a adolescência.

Brian Johnson - Newcastle. Vocalista do AC/DC, o enérgico Brian Johnson é torcedor fanático dos Magpies. É bem comum ver o roqueiro com a camisa da equipe por aí.

Roger Daltrey - Arsenal. Vocalista e fundador da banda The Who, Roger Daltrey é fã dos Gunners.

Damon Albarn - Chelsea. Líder de uma das maiores bandas alternativas de todos os tempos, o Blur, Damon Albarn é fanático pelos Blues. É muito fácil encontrar entrevistas do vocalista do Blur com algum tipo de vestimenta ligado ao Chelsea.

Ian Brown - Manchester United. Vocalista do Stone Roses, importante banda alternativa que começou a brilhar nos anos 80, torce para os Red Devils fervorosamente.

Lily Allen - Fulham. A cantora britânica é presença constante no Craven Cottage. Fã do Fulham graças à influência do pai, Lily protagonizou uma das cenas mais emblemáticas do futebol quando foi flagrada se acabando em lágrimas ao ver o seu Fulham ser batido pelo Atlético Madrid na final da Europa League de 2009/2010.

New Order - Manchester United. Lembra daquela banda que surgiu após o desintegramento do Joy Division? Então, o New Order, banda responsável pelo single "Blue Monday" e pelo surgimento da cena alternativa nos anos 80, é composta por torcedores do Manchester United.

Bruce Dickinson - Rangers. O cantor do Iron Maiden é fanático pelo Glasgow Rangers. Por cantar numa das bandas mais famosas do mundo, Dickinson, mesmo torcendo para Rangers, é respeitado até pelos torcedores do Celtic.

Steve Harris - West Ham. O baixista do Iron Maiden é completamente fissurado pelos Hammers. Quando criança, Harris jogou nas categorias de base do West Ham.

Roger Waters - Arsenal. O baixista da maior banda psicodélica do mundo, o Pink Floyd, admitiu há alguns que torce para o Arsenal.

Morrissey - Milwall. Steven Morrissey, ou simplesmente Morrissey, foi o líder da banda The Smiths, responsável por letras românticas e muitas vezes depressivas. Incrível acreditar que Morrissey, responsável pela composição da maioria dessas letras de cunho romântico e inofensivo, fosse torcedor do Milwall, um time de brigões e brutos.

Amy Winehouse - Aston Villa. A ex-nova rainha do soul, Amy Winehouse, enquanto viva torcia para o Aston Villa. Os Villians entraram na vida da cantora graças à influência do pai.

Shania Twain - Tottenham Hotspurs. A terceira mulher listada, Shania Twain, cantora de country music, é torcedora do Spurs.

Sting - Newcastle. Ex-vocalista da banda The Police, Sting é torcedor dos Magpies desde a infância.

The Cure - Reading. Responsáveis pelos singles "Love Song", "Friday, I'm in Love" e "Boys Don't Cry", a banda alternativa The Cure é formada por torcedores do Reading, em especial o vocalista Robert Smith. É comum você flagrar uma bandeira do time presa à bateria da banda em seus shows.

Bob Marley - Tottenham/Santos. O "rei do reggae" era completamente fã de futebol. Apesar de ser jamaicano, um país com poucas tradições no esporte, Marley era fã do Tottenham Hotspurs. No entanto, durante a década de 1970, numa de suas viagens ao Brasil, Bob Marley fora visto jogando futebol com uma camisa do Santos. Quando perguntado sobre a camisa branca do Santos, o ex-regueiro disse que era fã de Pelé e do futebol do clube brasileiro. Existem boatos de que Bob Marley sofreu "lavagem cerebral" por parte do amigo Gilberto Gil, santista declarado, durante a estadia no Brasil.

Eric Clapton - West Bromwich. O guitar hero e ex-integrante da super-banda Cream, Eric Clapton, é um ávido torcedor do West Bromwich. Sua presença é quase constante nas arquibancadas do The Hawthorns.

Pete Doherty - QPR. Ex-integrante do Libertines, o irreverente e auto-destrutivo Pete Doherty é a exumação máxima do torcedor fanático. Talvez Doherty seja o torcedor mais fanático pelo Queens Park Rangers.

Kelly Jones - Leeds United. Vocalista da banda Stereophonics, Kelly Jones é tão (ou mais conhecido) pelos acessos de fúria e paixão pelo tradicional Leeds United quanto pelo sucesso de sua banda alternativa.

Dr. Dre - Liverpool. Sim, um rapper americano é torcedor (torcedor mesmo) do Liverpool. Se não bastasse o inusitado, Dr. Dre dá pitacos na equipe graças à sua ligação com o dono do Liverpool, que também é americano e amigo próximo do rapper.

Rod Stewart - Celtic. Quem não se lembra de Rod Stewart chorando copiosamente nas arquibancadas do Celtic Park, após a vitória do seu amado Celtic sob o Barcelona na edição passada da Champions League? O autor de "Maggie May" é tão fanático por futebol, que em 1983 invadiu o Wembley Stadium após uma vitória da seleção escocesa frente à Inglaterra.

Kaiser Chiefs - Leeds United. Mais um caso de uma banda inteira formada por torcedores de um mesmo time. A banda indie vêm de Leeds e lá permanece. O vocalista da banda, Ricky Wilson, não faz questão de apenas torcer pelo Leeds, o roqueiro constantemente demonstra seu amor no Instragram e no Twitter.

Dido - Arsenal. Cantora britânica que ficou famosa por ter namorado o rapper americano Eminen, além de ter gravado o single "Stan" com ele (sucesso no começo do século XXI), é mais uma das mulheres fanáticas por futebol.

Shirley Manson - Hibernian. A cantora do Garbage, ótima banda que surgiu na cena alternativa de 1980, torce fervorosamente pelo tradicional Hibernian, da Escócia.

Richard Ashcroft - Manchester United. Vocalista da banda The Verve, uma das precursoras do movimento alternativo, é fã juramentado dos Red Devils.

Jay-Z - Arsenal. O rapper americano diz que adora futebol, tanto é que criou uma agência de talentos para jogadores de futebol, basquete e baseball. No entanto, Jay-Z gosta mesmo é de torcer para os Gunners.

Brian Adams - Chelsea. Cantor romântico canadense também entra na lista! Famoso pelo sucesso "Everything I Do (I Do It For You)", Adams é torcedor do Chelsea.

Janick Gers - Hartlepool. Guitarrista e compositor da maioria das músicas do Iron Maiden, Janick Gers é um torcedor fanático desse simpático clube inglês.

Kasabian - Leicester City. Uma das maiores bandas alternativas vivas, Kasabian é responsável pela trilha sonora da Premier League (Fire, sucesso da banda) e pela difusão do Leicester ao redor do mundo.

Robbie Williams - Port Vale. Ex-integrante da boy band inglesa The Talking Heads, Robbie Williams, alçou voos maiores quando decidiu optar pela carreira solo. No entanto, no quesito futebol, Robbie Williams sofre na mão do modestíssimo Port Vale.

Mani - Manchester United. Ex-Stone Roses e atualmente no Primal Scream, Mani é louco pelo Manchester United. A única palavra que é capaz de distinguir esse cara é louco.

Meat Loaf - Hartlepool. Mais um torcedor famoso do Hartlepool que vêm do Heavy Metal. O "Bolo de Carne", Meat Loaf, manda e desmanda no modesto clube pelo qual sempre torceu.

Mick Hucknall - Manchester United. Cantor da banda Simply Red, Mick Hucknall é fanático pelo Manchester United. Simbólico, já que as cores de suas madeixas são iguais a do seu amado clube.

Antonio Bandeiras - Málaga. O famoso ator espanhol, que já protagonizou "A Pele Que Habito" e "Era Uma Vez No México", ama o futebol como poucos. Um exemplo de sua fidelidade ao Málaga, time da região onde nasceu, foram suas lágrimas quando o clube de Andalucia eliminou o Porto por 2x0 com um gol aos 47 minutos do segundo tempo. 

Gordon Ramsay - Rangers. O cozinheiro super star da TV a cabo geralmente perde a paciência com os seus aprendizes no The Iron Chef. Entretanto, Ramsay é torcedor do Glasgow Rangers, e muito dos seus acessos de fúria deve se originar dessa paixão. Ah, o cozinheiro chegou a jogar nas categorias de base do Rangers, mas devido às constantes lesões no joelho Ramsay largou o futebol pelo fogão.

Tom Cruise - Arsenal. O astro hollywoodiano acompanha o Arsenal há muito tempo, e muitas vezes já deve ter visto várias "Missões Impossíveis" protagonizadas por Arsene Wenger e companhia.

Tom Hanks - Aston Villa. Um doido pelo Aston Villa, isso é o que Tom Hanks é. O "Náufrago", certa vez, foi paramentado com seu cachecol do Villa na premiação mais elegante do cinema. Sim, Tom Hanks vestiu um smoking e um cachecol do Aston Villa por cima durante a premiação.

Hugh Grant - Fulham. Famoso por fazer filmes românticos, Hugh Grant já protagonizou sucessos como "Um Lugar Chamado Notting Hill". No entanto, Grant gosta mesmo é de um ambiente completamente diferente daqueles que está acostumado em seus filmes: o Craven Cottage. Assim como Lily Allen, Hugh Grant chorou como uma mocinha quando o tradicional clube londrino perdeu a final para o Atlético Madrid.

Jessie J - Tottenham. Incrível o apreço das cantoras pelo Tottenham, não acham? A cantora pop, Jessie J, é fã do Tottenham, e inclusive já foi fotografada várias vezes com a camisa do time, cachecol e gorro.

Hugh Laurie - Arsenal. Tudo mundo mente, exceto quando Hugh Laurie diz que ama o Arsenal. O dr. House, como ficou famoso o ator Gunner, é constantemente flagrado nas arquibancadas do Emirates.

Will Farrell - Chelsea. Ator cômico dos Estados Unidos também adora futebol. Famoso pelos filmes "O Âncora" e "Os Outros Caras", Farrell, inclusive, já visitou o treinamento dos Blues enquanto eles estiveram num tour pelos EUA.

Nelson Mandela - Manchester United. Além do rugby, Madiba também gosta de futebol. E, talvez pelo fato dos Red Devils terem tido um sul-africano em sua equipe há alguns anos atrás, o grande homem da Africa do Sul torce pelo lado vermelho de Manchester.

Silvester Stalone - Everton. Todos foram pegos de surpresa quando Rocky Balboa apareceu no intervalo de uma partida do Everton, jogando em Goodson Park, com a camisa do clube. Desde então, Stalone é dado como torcedor dos Toffees.

Samuel L. Jackson - Liverpool. "Pulp Fiction", "Star Wars", "Os Vingadores", "Homem de Ferro", "Django Livre" e inúmeros outros filmes estão no cartel desse ótimo ator. É incrível como ele trabalha tanto e ainda assim consegue assistir aos jogos dos Reds.

Bernie Ecclestone - Chelsea. O chefão da Formula 1, Bernie Ecclestone, é um ávido torcedor dos Blues. No entanto, existe um fato curioso sobre ele. Até o ano retrasado, Ecclestone era dono do Queens Park Rangers, outro clube londrino que possui certa rivalidade com o Chelsea.

Príncipe William - Aston Villa. Não basta ser presidente honorário da FA (Football Association), o príncipe tem que gostar de futebol! O engomado Príncipe William é fanático por futebol, e louco pelo Aston Villa. Às vezes as câmeras conseguem captar o príncipe nas cadeiras numeradas do Villa Park "vestido de civil". 

Rainha Elizabeth II e Príncipe Harry - Arsenal. Existe rivalidade no Buckingham Palace! No entanto, o Príncipe William sai em desvantagem, já que sua avó e irmão mais novo são torcedores dos Gunners.

Rainha Elizabeth I - West Ham. Inglês adora mesmo futebol, não? A rainha mor, mãe da atual rainha, era torcedora dos Hammers.

David Cameron - Aston Villa. Atual Primeiro Ministro, e líder do Partido Conservador Britânico, David Cameron não esconde sua paixão pelo Villa.

Tony Blair - Newcastle. Ex-Primeiro Ministro britânico, Tony Blair, é fanático pelos Magpies.

John Gotti - Arsenal. O maior gângster de todos os tempos foi torcedor do Arsenal por um grande tempo.

Russell Crowe - Leeds. Um dos atores mais famosos que surgiram na década de 1990, Russell Crowe, responsável por filmes como "Gladiador", "Uma Mente Brilhante", "Os Miseráveis", "Intrigas de Estado", "O Gângster" e etc, é louco pelo Leeds United. O ator neozelandês, certa vez, disse que odiava o Manchester United (grande rival do Leeds) durante a premiere de algum de seus filmes.

Viggo Mortensen - San Lorenzo. O Aragorn, da trilogia "O Senhor dos Anéis", é, sem dúvidas, um dos mais emblemáticos e curiosos casos de torcedor apaixonado. Mortensen é americano de nascimento (apesar dos seus pais serem dinamarqueses), mas se mudou para a Argentina muito jovem. Lá, o pequeno Viggo aprendeu o que todos os garotos da América do Sul aprendem: o valor do futebol. Mortensen, no entanto, não optou por Boca Juniors ou River Plate. O mocinho de "O Senhor dos Anéis" escolheu o San Lorenzo, time de muita tradição da capital argentina, como a sua grande paixão. O ator coleciona dois casos épicos de amor ao clube Cuervo: o primeiro caso, e mais famoso caso, foi quando Viggo Mortensen causou um reboliço no embarque de um avião ao comemorar o gol da salvação do San Lorenzo contra o rebaixamento. Pessoas se entreolhavam enquanto o ator comemorava sozinho com os seus fones de ouvido. O segundo caso, e talvez o mais simbólico, foi de quando Viggo Mortensen deu uma fortuna para que o San Lorenzo comprasse metade dos direitos de um terreno, onde outrora fora Boedo, o bairro onde nasceu o San Lorenzo.

Usain Bolt - Manchester United. O homem mais rápido do mundo é mesmo fanático pelos Red Devils. O jamaicano, no entanto, não é aquele torcedor normal. Bolt é um corneteiro muito chato! Nem bem começou no cargo de treinador do Manchester United, e David Moeys já virou alvo frequente das cornetadas do corredor. Inclusive, Bolt divulgou um vídeo na internet com algumas "dicas" ao treinador escocês.

Nick Hornby - Arsenal. Autor do melhor livro sobre futebol, o "Febre de Bola" (Fever Pitch), que narra a sua vida como torcedor do Arsenal, onde contém vários causos e sofrimentos típicos de um fanático por futebol. O escritor/crítico, manja muito de futebol, e possui uma visão fantástica sobre o futebol londrino.

Carlos Ruiz Zafón - Barcelona. O "Stephen King espanhol" constrói em Barcelona as suas histórias fictícias sobre assassinatos, suspense, terror e drama. Com várias colocações futebolísticas e políticas em seus livros, Zafón se refere ao Barcelona inúmeras vezes.

Douglas Adams - Arsenal. O talentosíssimo Douglas Adams, responsável pelas esquetes de humor do Monthy Python (se você não conhece, por favor, vá dar sentido à sua vida e procure por eles) e por ter escrito "O Guia do Mochileiro das Galáxias", a bíblia dos verdadeiros nerds. Apesar de tanta austeridade, Adams era apaixonado pelo Arsenal, e dizem que ele realmente saía de si pelo clube.

Hugh Jackman - Norwich. Apesar de ser questionado (e com razão) sobre suas qualidades no cinema, Hugh Jackman, mais conhecido como Wolverine, é um torcedor de verdade do Norwich, modesto clube inglês, que conta com alguns torcedores de certa fama.

Natalie Portman - Real Madrid. Quem diria que uma atriz tão sensível e recatada quanto Natalie Portman seria fã de futebol? A ótima atriz, vencedora do Oscar pela ótima atuação em "Cisne Negro", adora assistir às partidas do Real Madrid.

Sean Connery - Rangers. O primeiro 007, e galã na Idade da Pedra do cinema, Sean Connery, é um dos mais famosos torcedores do Rangers. O ator já fora homenageado pelo clube na sala de troféus antes de uma partida de Champions League.

Sophia Loren - Napoli. Musa do cinema, a bela atriz italiana é um verdadeiro produto napolitano. Sophia era incrivelmente conectada com as suas raízes deixadas em Nápoles, e uma dessas expressões era o seu amor pelo Napoli, grande clube italiano.

Luciano Pavarotti - Inter de Milão. O maior tenor que já existiu era apaixonado pela Internazionale. Alguns anos antes de morrer, Pavarotti gravou uma emocionante versão, em ópera, do belo hino da Inter de Milão.

Placido Domingo - Real Madrid. O outro tenor, dos Três Tenores, é madridista. Assim como Pavarotti fez com o hino da Inter, Domingo fez o mesmo com o belo hino do Real Madrid, em versão ópera.

Belle and Sebastian - Ayr United. A dupla que alavancou o indie rock é tão alternativa, mas tão alternativa, que o time deles nem sequer figura nas duas primeiras divisões escocesa. Sim, o Ayr United é muito desconhecido até no Reino Unido.

Arctic Monkeys - Sheffield Wednesday. A banda de Alex Turner é considerada a mais popular do "novo indie". No entanto, a banda sofre com o time pelo qual todos torcem: o Sheffield Wednesday. Se no passado "As Corujas" eram uma potência, hoje é apenas o Arctic Monkeys.

Spike Lee - Arsenal. O cineastra norte-americano é muito fã do Arsenal. Lee tem em Henry o seu grande ídolo no futebol.

Patrick Stewart - Huddersfield Town. O capitão Jean Luic Picard, de Jornada nas Estrelas, e o professor Charles Xavier, dos X-Men, dividem o mesmo corpo e o seu tempo com um time da segunda divisão inglesa, o Huddersfield Town.

Daniel Day Lewis - Crystal Palace. O ótimo ator de "Gangues de Nova York", "Lincoln", "Meu Pé Esquerdo", "O Último dos Moicanos" e "Sangue Negro", Daniel Day Lewis é adepto do simpático Crystal Palace, clube londrino que voltou à Premier League.

Penélope Cruz - Real Madrid. A estonteante atriz Penélope Cruz torce desgarradamente pelo Real Madrid. A musa do cinema já chegou a comentar que fez "loucuras" pelo time.

Danny Boyle - Bury. Aclamado diretor de grandes filmes como "Trainspotting", "Quem Quer Ser Milionário", "127 Horas" e "Em Transe", Boyle compensa seu sucesso com o modesto Bury.

Fat Boy Slim - Brighton and Hove Albion. Isso daqui é uma antítese. Enquanto Fat Boy Slim é conhecido em todo mundo por ser um grande DJ, o Brighton and Hove luta à duras penas para se tornar, no mínimo, notável.

Phil Collins - Brentford. Phil Collins apareceu muito bem com a sua banda Genesis, no final da década de 1980, e depois em carreira solo à partir da década de 1990. Collins, diferentemente do seu time de coração, já emplacou vários sucessos.

Colin Firth - Arsenal. Outro grande ator que é fanático por futebol, Colin Firth ("Discurso do Rei", "Um Golpe Perfeito", "O Espião Que Sabia Demais" e etc) é um torcedor de arquibancada dos Gunners.

Bill Clinton - Chelsea. De repente, o ex-presidente americano, Bill Clinton, declarou num jornal britânico que seu time de futebol é o Chelsea. Isso foi tão repentino, que nem o clube acreditou no jornal.

Hilary Clinton - Manchester United. Talvez para alfinetar o ex-marido, eterno safadão da Casa Branca, Hilary escolheu torcer para o único clube inglês que faz frente ao Chelsea: o Manchester United.

Michael Moore - Arsenal. Cineasta americano que ficou famoso pelos documentários que criticam as grandes corporações, o governo americano e o armamento domiciliar. Com esse cartel explosivo, nada mais comum que ele torcesse para o Arsenal, certo?

Stephen Fry - Norwich. Ator e jornalista, o excelente Stephen Fry é um "die-hard" do Norwich. "Die-hard" é muito mais do que torcer, ele transpira os Canários.

Kobe Bryant - Milan. Quando criança, o astro do Los Angeles Lakers morou por muito tempo na Itália devido a carreira de jogador de basquete do pai. Como isso aconteceu no final da década de 1980 até 1990, Kobe pode testemunhar aquele timaço do Milan que contava com Van Basten, Gullitt, Maldini, Rijkaard e Baresi. Era impossível não torcer pelo Milan nessa época!

Kevin Garnett - Chelsea. O ex-pivô do Boston Celtics também possui um apreço pela bola branca. Fã do Chelsea, Garnett costuma visitar os Blues sempre que o clube faz a típica pré-temporada na terra do Tio Sam.

Steve Nash - Tottenham. O armador do Los Angeles Lakers, Steve Nash, é apaixonado por futebol. O seu clube de coração é o Tottenham, mas o canadense já treinou com os jogadores da Inter de Milão nessa pré-temporada, além de apoiar o irmão no Vancouver Whitecaps. Dizem que o Nash joga muito bem!

Tony Parker - PSG. Outro armador de qualidade indiscutível é apaixonado por futebol. O francês Tony Parker, astro do San Antonio Spurs, é fã declarado do Paris Saint-Germain.

Manu Ginobili - Boca Juniors. O monstro argentino que atua pelo San Antonio Spurs é um xeneize inveterado. Quando criança, Ginobili tentou ser jogador de futebol, pelo Boca, mas sua altura era um grande empecilho para a habilidade.

Rafael Nadal - Real Madrid. El Toro, como é conhecido o grande tenista Rafael Nadal, é frequentemente visto nas tribunas do Santiago Bernábeu. Ah, Rafael Nadal é sobrinho de Miguel Ángel Nadal, ex-zagueiro do Mallorca e da seleção espanhola.

Roger Federer - Basel FC. O maior tenista de todos os tempos, nascido na Basileia, Suíça, é torcedor do tradicional Basel. Entretanto, Federer deve possuir a mesma quantidade de títulos de Grand Slams que Basel possui em toda sua sala de troféus. 

Andy Murray - Hibernian. Atual campeão de Wimbledon, o escocês Andy Murray é torcedor, sócio e corneta do Hibernian, time de grande tradição na terra do kilt.

Boris Becker - Bayern de Munique. Um dos maiores tenistas de todos os tempos, Boris Becker, torce como nunca para os Bávaros. Em sua conta no Twitter, Becker sempre comenta as partidas do Bayern de Munique.

Juan Martin Del Potro - Boca Juniors. Sempre raçudo dentro das quadras, Del Potro deve se espelhar na história de seu amado Boca Juniors para surpreender os bicho-papões europeus no circuito do Tênis.

Juan Carlos Ferrero - Valencia. Grande tenista que brilhou no final da década de 1990, Moya é da cidade de Valencia, e carrega consigo o clube Che no coração.

Carlos Moya - Mallorca. Outro grande tenista espanhol que se destacou na década de 1990, porém, que torce para o tradicional Mallorca, que hoje disputa a segunda divisão.

Pedro de la Rosa - Barcelona. Eterno piloto de testes da F-1, Pedro de la Rosa, que também adorava um murinho, é um torcedor Culé.

Fernando Alonso - Real Oviedo. Um dos maiores pilotos de F-1 torce para um dos clubes mais simpáticos da Espanha, o Real Oviedo. Que diferença de egos, não?

A volta dos que não foram, parte 2

Depois da primeira parte onde escalei um time inteiro, do goleiro até o centroavante, com apenas jogadores que eram considerados grandes promessas que acabaram se tornando em verdadeiros rojões molhados, chegou a hora de escalar o Time B que havia prometido na ultima postagem.

Antes de passar o plantel a limpo, vale ressaltar os critérios que me ajudaram para que esse exercício não fugisse do controle:

- Os jogadores revelados tinham que ter aparecido estritamente entre 1996 e 2011
- Ter passagens pelas seleções de base, ou seleção principal
- Ter disputado a Copa São Paulo de Futebol Junior

Antes de escalar o Time B, vamos relembrar o Time A:


Time A: Renan, Amaral, Gladstone, Aislan e Bruno Bertucci; Dudu Cearense, Mozart e Kerlon; Lulinha, Lenny e Tiago Luís.

Ah, no final do texto teremos uma pequena surpresa. Vamos ao Time B:

Time B: Saulo, Baiano, Edcarlos, Milton do Ó e Diogo; Ji-Paraná, Leandro Lima, Celsinho e Sergio Mota; Daniel Carvalho e Gil.

Saulo: "A vida é uma montanha russa", diria o antigo ditado. No entanto, quando se trata de futebol essa velha citação se encaixa perfeitamente na vida de um jogador de futebol que saiu de um time pequeno para um grande num piscar de olhos. Saulo começou a sua carreira nas categorias de base do Criciúma quando chamou à atenção do Santos. O jovem goleiro era tido como uma grande promessa, pois reunia todas as qualidades primordiais de um grande goleiro. O arqueiro chegou ao Santos em 2005, um ano extremamente turbulento na história do clube praiano. A priori, ele fora contratado para ser a terceira opção no elenco, que já contava com o experiente goleiro colombiano, Henao, e com o ex-jogador do Marília, Mauro. No entanto, os dois goleiros se machucaram antes mesmo da metade do Brasileirão daquele ano. Sem outra opção, Saulo foi para a cancha defender as cores do Santos. O jovem goleiro até que demonstrava talento, mas insistia em fantasiar demais suas defesas (algo que o Felipe, ex-Corinthians e atualmente no Flamengo, faz com maestria). A vida do goleiro caminhava bem até o fatídico 7x1 que o Corinthians impôs ao Santos no Pacaembu. Antes mesmo da goleada se caracterizar, Saulo havia tomado dois gols incríveis (um chute fraco de Marcelo Mattos e outro chute fraco do argentino Tevez). Depois do "Dia D", Saulo nunca mais foi o mesmo. O goleiro até foi convocado para participar de torneios com a seleção de base, mas nada forte o suficiente para apagar aquele vexame. O goleiro foi emprestado por dois anos pelo Santos ao extinto Adap Galo. Quando voltou, o clube da baixada conseguiu vendê-lo a Udinese, onde pouco atuou. Depois do clube de Udine, Saulo fora emprestado ao Albinoleffe antes de voltar ao Brasil para defender o Ituano. Nada como voltar ao Brasil, certo? Que nada. Em sua volta, no ano de 2010, Saulo se deparou com Neymar e seus Meninos da Vila. Tudo bem que Saulo não teve de enfrentar o Neymar, pois o mesmo estava em excursão nos EUA, mas isso não impediu o Santos de balançar as redes do goleiro por nove vezes. Em uma delas, Saulo frangou igualmente no gol de Tevez, em 2005, quando uma bola fraca passou por debaixo de suas pernas, só que dessa vez num chute desferido pelo Madson. Depois dessa empreitada, Saulo assinou com o Guaratinguetá, clube que defende desde a metade de 2010.

Baiano: Dermival Almeida Lima, o popular Baiano, foi revelado pelo Santos, em 1998. Depois de bom desempenho na Copinha, Baiano foi emprestado a Matonense e ao Vitória antes de retornar ao Santos em 2000. Ainda em 2000, Baiano também defendeu as cores da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sydney, Austrália. Num time cheio de medalhões do Santos, Baiano se destacava pela força física e pelo apoio ao ataque. O ano até que foi bom para o lateral, que após o término da temporada conseguiu uma transferência para o futebol espanhol para jogar pelo recém-promovido Las Palmas. No entanto, as coisas não funcionaram muito bem por lá, e logo o jogador retornou ao país para jogar por dois anos de empréstimo no Atlético Mineiro. Depois de um começo animador no Galo, o lateral caiu de produção no segundo ano de empréstimo, e teve de voltar ao Las Palmas. Após passar um ano sabático nas praias de Las Palmas, o lateral rescindiu contrato com o clube espanhol para assinar com o Palmeiras, que precisava de um lateral-direito para disputar a segunda divisão. Assim como no Galo, Baiano começou bem e depois degringolou no segundo ano de contrato. Em meio à uma dessas degringoladas, Baiano fora emprestado pelo Palmeiras ao Boca Juniors. O jogador retornou ao clube no segundo semestre de 2005, onde terminou o ano antes de fechar com o Rubin Kazan-RUS, em 2006. Depois de um ano na Rússia, Baiano voltou ao Brasil para defender o Náutico, onde se destacou. Graças ao bom desempenho, o lateral conseguiu voltar ao Santos para disputar o Brasileirão de 2007. À partir do ano seguinte a peregrinação do Baiano começou. De 2008 até 2011, o jogador passou por Vasco, Atlético Nacional-COL, Paulista, Guarani, Paulista (de novo) e Red Bull Brasil. Desde 2012, Baiano, agora com 35 anos, atua como meio-campista do Brasiliense.

Edcarlos: Talhado para ser o grande nome da defesa são-paulina para os próximos anos, Edcarlos passou de grande promessa para grande desastre num estalar de dedos. Com passagens pela Seleção Brasileira na base, o ex-zagueiro do Tricolor subiu para os profissionais em 2005, o grande ano são-paulino. O zagueiro, inclusive, foi titular contra o Liverpool, na final do Mundial Interclubes, em Yokohama. Credenciado com o título sobre o clube inglês, Edcarlos estava cada vez mais cotado no mercado do futebol. No entanto, mesmo sem atuar com tanta frequência com a qual se imaginava, Edcarlos foi negociado pelo São Paulo com o Benfica, em 2007. Lá em Portugal, o zagueiro permaneceu por apenas uma temporada, voltando para o Brasil para defender o Fluminense em 2008. Depois de duas temporadas com o clube das Laranjeiras, Edcarlos foi repassado para o Cruz Azul, do México, no segundo semestre de 2009. Após seis meses na terra do Chaves, o zagueiro foi emprestado de novo, só que dessa vez para o Cruzeiro. Após passar o ano de 2010 inteiro na Toca da Raposa, Edcarlos assinou com o Grêmio para disputar o Brasileirão de 2011. Sem brilho e sem moral no mercado, Edcarlos teve que se contentar em defender o Sport, em 2012, antes de se mudar para o Seongnam, da Coréia do Sul, no começo deste ano.

Milton do Ó: Eis o caso de um jogador que você conhece mais pelo nome do que pela habilidade. Aqueles que colecionaram figurinhas do álbum do Campeonato Brasileiro, no final da década de 1990, com certeza lembram-se do ilustre Milton do Ó. Revelado pelo Paraná, em 1999, o zagueiro chamava a atenção pela rapidez nos desarmes e pelos gols que marcava em jogadas de bola parada. Enquanto jogador paranista, Milton do Ó fora convocado para disputar o Sulamericano e o Mundial Sub-20 no ano de 1999. Curiosamente, Milton do Ó revezava na posição de titular da Seleção com um grande zagueiro do futebol brasileiro, o Juan (ex-Flamengo e Roma). Ao ganhar notoriedade, Milton se transferiu para o rival do Paraná, o Atlético Paranaense, em 2000. No entanto, o jogador não conseguiu se destacar como tinha feito no time rival e logo foi trocado com o Goiás no ano seguinte. No time do centro-oeste, Milton do Ó conseguiu retomar a condição de titular e protagonizar boas partidas. Após dois anos no Goiás, o zagueiro transferiu-se para o Samsunspor, onde ficou por mais dois anos. Em 2004, ele voltou ao Brasil para defender as cores rubro-negras do Vitória por um ano. Já em 2005, o zagueiro conseguiu reaparecer no cenário futebolístico graças às boas atuações pela Inter de Limeira no Paulistão de 2005. Após o término do Campeonato Paulista, Milton do Ó foi para o Fluminense e por lá ficou até o segundo semestre de 2006, quando trocou o clube carioca pelo Marítimo-POR. Na temporada seguinte, Milton do Ó trocou o Marítimo pelo Trofense, e após três anos jogando na equipe lusitana, o jogador se aposentou do futebol com apenas 31 anos.

Diogo: Criado em Cotia, no CT do São Paulo, Diogo tinha um status que poucos jogadores da base têm. Torcedores e dirigentes do Tricolor contavam as horas para o garoto estourar entre os profissionais e assim garantir o futuro do flanco esquerdo são-paulino. No entanto, desde 2008, quando foi lançado entre os profissionais, Diogo nunca teve uma oportunidade digna. O lateral da base lutou contra Junior, Junior César, Alex Cazumba (outro garoto da base que nunca teve chances reais), Ilsinho, Thiago Carleto, Juan e Cortez. Incrível como um garoto que foi tão paparicado na base, com direito a convocações para defender a Seleção no Sulamericano e Mundial Sub-20 de 2009, foi tão esquecido. Diogo foi emprestado pelo São Paulo para o Toledo, Goiás e Anderlecht-BEL antes de rescindir o contrato para assinar com o Braga-POR. Hoje, com 23 anos, o brasileiro é o lateral-esquerdo do Feirense-POR.

Ji-Paraná: Todos se lembram do Sulamericano e do Mundial Sub-20 de 2007, não? Bom, para quem não lembra, um pequeno exercício: Naquele ano, a CBF estava impondo uma reformulação geral nas seleções de base devido ao fracasso da seleção principal na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Recheada de medalhões, a Seleção naufragou em solo germânico. Como de praxe, a nação se espantou e começou a questionar a qualidade dos nossos jogadores. Sabendo do descontentamento da população, a CBF ordenou que as categorias de base revelassem novos craques (simples assim). O primeiro resultado até que veio rápido, com a conquista do Sulamericano Sub-20. De repente, nós tínhamos uma super geração de novos craques. E uma delas era o Ji-Paraná, volante canhoto da Seleção. Revelado pelo Corinthians, Junior Felício Marques, o popular Ji-Paraná (nome de sua cidade natal, que fica em Rondônia), entrou em litígio com o clube do Parque São Jorge por falta de aproveitamento. Em 2006, o garoto trocou o Corinthians pelo Internacional. Ou seja, o volante disputou as duas competições como jogador do Internacional. No entanto, Ji-Paraná não era titular da equipe no Sulamericano. O dono da vaga era Roberto, ex-Atlético Paranaense, que perdeu a vaga pra o volante colorado durante a preparação pro Mundial, no Canadá. Apesar de ser volante, Ji-Paraná saía bem para o jogo. Porém, o desempenho brasileiro no Mundial não foi muito bom, pois a Seleção foi eliminada nas oitavas-de-final pelo protótipo da seleção espanhola que seria campeã da Copa do Mundo de 2010. Pelo Inter, Ji-Paraná nunca conseguiu jogar metade daquilo que se esperava dele, e logo começaram os empréstimos (Brasiliense-09 e Grêmio Barueri-10). Após fracos desempenhos, e uma concorrência desleal no elenco colorado, Ji-Paraná foi negociado com o Gyori-HUN, clube pelo qual defendeu por duas temporadas antes de assinar com o seu atual, o Al Ittihad, dos Emirados Árabes, em 2012.

Leandro Lima: Esse é incrível! Pegando o gancho do Ji-Paraná, e todo o contexto já explicado, Leandro Lima, ou Leandrinho, apareceu para o futebol em 2007 com seleção Sub-20. Revelado pelo São Caetano, o cearense era uma espécie de talismã da equipe canarinho, pois sempre que entrava no lugar do Renato Augusto ele aprontava um salseiro na defesa adversária. Ninguém conhecia o garoto antes do Sulamericano. Parecia que o meio-campista tinha brotado do nada! Graças ao seu bom desempenho no torneio continental, o jogador foi negociado com o Porto, o que gerou uma intensa discussão de "como é que ninguém tinha visto esse cara jogar aqui antes?". Bom, o menino foi jogar no Porto, mas adivinha o que aconteceu? Descobriram que Leandro Lima - na época era apenas Leandrinho - tinha falsificado os seus documentos. Isso mesmo, ele era um "gato". Se não bastasse ter mentido a sua idade em dois anos (Leandro nasceu em 1985 e não em 1987), o jogador também mentiu o nome! No documento apresentado por Leandro, constava que o seu nome era Luis Leandro Abreu de Lima, sendo que na verdade era George Leandro Abreu de Lima. Devido a palhaçada, Leandro Lima foi emprestado pelo Porto ao Vitória de Setúbal para jogar na segunda divisão de Portugal. Com o filme queimado no Porto, Leandro Lima foi emprestado pelo clube português ao Cruzeiro por duas temporadas. Em Minas, o meia não conseguiu reproduzir aquele futebol insinuante de 2007 e foi cedido ao União de Leiria-POR. Em 2011, Leandro retornou ao Brasil para tentar salvar o Avaí do rebaixamento no Brasileirão. Não conseguiu. Desde 2012, Leandro Lima, que hoje tem 27 anos, defende a equipe sul-coreana do Daegu FC. Será que alguém ainda se lembra dele?

Celsinho: Jogador moreno, dentuço, cabelos longos e cacheados com direito a faixa na cabeça para prendê-los. Além disso, o personagem atua como meia-atacante e gosta de fazer pose na hora de bater a falta. Quem é ele? Não, não é Ronaldinho Gaúcho! Se bem que os torcedores da Portuguesa gostariam muito que fosse. O espécime em questão é o Celsinho, meia que chamou à atenção durante a Copa São Paulo de 2005 quando tinha apenas 17 anos. É bem verdade que os holofotes sobre o jogador só foram grandes devido ao cosplay que ele fazia do craque. O marketing pessoal do jogador foi tanto, que não só os torcedores da Portuguesa, mas o brasileiros também acreditaram que ele tinha um enorme potencial. O resultado disso foi a convocação para o Sulamericano e Mundial Sub-17 do mesmo ano. Celsinho, de quebra, foi titular durante toda a campanha do vice-campeonato no Mundial em que o Brasil perdeu para o México por 3x0. Um fato curioso que rodeia essa história do Celsinho, é que durante esse tempo ele ainda jogava pela Portuguesa e o clube estava na na segunda divisão do Brasileirão. Outra coisa, enquanto a Lusa contou com Celsinho (saiu em 2006) o clube não subiu para a primeira divisão. Durante a metade da Série B de 2006, o meia foi negociado com o Lokomotiv-RUS, e lá permaneceu por uma temporada e meia. Na metade de 2007, o nome de Celsinho foi ventilado em trocentos clubes brasileiros, mas o meia preferiu trocar o Lokomotiv pelo Sporting-POR. Mais uma vez envolvido com portugueses, só que dessa vez com um pouquinho mais de sucesso, Celsinho ajudou o Sporting à conquistar a Taça de Portugal. Porém, o título não foi capaz de apagar as fracas atuações do jogador no time lisboeta. Portanto, os dirigentes do Sporting resolveram repassar o brasileiro por empréstimo ao Estrela Amadora. Sem sucesso na terrinha, Celsinho foi emprestado pelo Sporting a Portuguesa, em 2010. Com status de "ídolo", Celsinho teve duas temporadas para subir com o time, porém, não foi capaz de jogar bem e levar a Lusa de volta à Série A. Com isso, o meia retornou ao Sporting para encarar o seu terceiro empréstimo. Só que dessa vez o jogador foi parar no "disputadíssimo" Campeonato Romeno, onde defendeu o Targu Mores. Atualmente, com 24 anos, Celsinho já acumulou SETE clubes em sua carreira. O sétimo clube é o Londrina, clube onde o jogador tenta recuperar o marketing que perdeu no começo da carreira.

Sergio Mota: Vocês já perderam a conta de quantos jogadores foram comparados à outros jogadores consagrados, não é? Pois bem, esse daqui é outro caso de comparação desnecessária, além de uma avaliação muito prematura de um jogador que nunca provou tal investimento. Sergio Mota, mais um jogador oriundo do famoso CT de Cotia, era constantemente chamado de "o novo Kaká". Junto com o Oscar, que anos depois entrou na Justiça contra o Tricolor, eram constantemente escondidos pelos dirigentes do clube para que não sofressem assédio dos clubes europeus. Certa vez, os diretores da base são-paulina esconderam o Oscar num quarto de hotel durante um torneio que o São Paulo disputou na Europa. Uma lenda se criava quando o nome de Sergio Mota era entoado. Do jeito que falavam do garoto, todos esperavam que o São Paulo fosse parir um novo Pelé. Sergio Mota subiu para os profissionais em 2007, ano do Bicampeonato Brasileiro do São Paulo. Como todos sabem, o treinador são-paulino, na época, era o irredutível Muricy Ramalho. Com o treinador, Mota nunca teve chances e logo retornou para os Juniores. Em 2009, o São Paulo resolveu emprestar a joia para o Toledo-PR, um clube irmão do Tricolor. Pouco se sabe desse período na carreira do jogador, que retornou ao São Paulo na metade do ano. Após mais dois anos sem ser aproveitado, o jogador, que só disputava amistosos e algumas frações de minutos de partidas oficiais, foi emprestado para o Ceará. Dessa vez, Sergio Mota recebeu uma chance para provar o seu valor já que o Ceará disputava a primeira divisão do Brasileirão. O resultado dessa experiência foi catastrófica, pois o jogador sequer era titular. Cansado de esquentar o banco do Vovô, Sergio Mota pediu para voltar ao São Paulo, que negou o seu pedido. E o que aconteceu? Sergio Mota foi emprestado ao Icasa. Boatos correm por São José dos Campos, cidade natal do jogador, de que a diretoria são-paulina estava extremamente desgostosa com os familiares de Sergio Mota, e que a sua falta de oportunidades no Tricolor, além dos seus constantes empréstimos, eram creditados a desavença. Pois bem, o verdadeiro declínio de Sergio Mota começou em 2012, quando o jogador foi repassado ao Santo André que disputava a Série A2 do Paulistão. Após campanha pífia do Ramalhão, que sequer classificou para a fase decisiva da segundona, o jogador foi devolvido para o São Paulo. No entanto, Sergio Mota logo foi realocado para jogar no Sub-23 do clube. Em 2013, após ter o seu contrato terminado com o São Paulo, Sergio Mota passou por três clubes diferentes: Santo André, Penapolense e América Mineiro, time que defende atualmente. Ah, ele é reserva no Coelhão.

Daniel Carvalho: De grande promessa só ficou o grande. Daniel Carvalho, jogador revelado no Beira-Rio, era uma joia colorada que nós víamos constantemente nas seleções de base. Inclusive, no venerável ano de 2003, Daniel Carvalho fez parte da seleção brasileira que disputou o Sulamericano e Mundial Sub-20, onde ajudou a Seleção a conquistar o troféu derrotando a Espanha por 1x0 (gol do Fernandinho, ex-Atlético Paranaense). Desde 2003, quando tinha apenas 20 anos, Daniel Carvalho chamava a responsabilidade no time titular do Internacional. Com o bom desempenho na Seleção e no clube gaúcho, o CSKA resolveu pagar a multa milionária do jogador e levá-lo à Rússia. Na época, a grana despejada pelos russos foi essencial para que o Internacional enriquecesse. De 2004 à 2008, Daniel Carvalho não ganhou apenas títulos (2 Ligas Russas e 1 Europa League), mas também muito peso. Até 2006, o meio-atacante era inquestionável no clube russo. No entanto, depois de engordar muito o jogador se tornou uma opção a mais no banco de reservas. É comum os jogadores que saem de países sulamericanos, africanos ou até asiáticos, realizarem o tal "programa de fortalecimento da massa" em clubes europeus. Na Rússia, o controle de anabolizantes para a liga local não existe, tal qual acontecia na Holanda enquanto o Ronaldo jogava pelo PSV. A mudança do físico de Daniel Carvalho de quando ele começou no Internacional para o físico atual é absurda. Em 2008, após cair no esquecimento do CSKA, Daniel Carvalho fora emprestado à sua antiga casa. A revelação do Inter, que voltou ao futebol gaúcho apenas como um jogador de rotação, acabou ajudando o clube à conquistar a Sulamericana de 2008. Porém, era nítido que Daniel Carvalho não tinha o mesmo desempenho de outrora. O jogador estava pesado demais! Após essa breve passagem pelo clube que o revelou, o meia-atacante retornou ao CSKA antes de acabar o seu contrato. Em 2010, o Atlético Mineiro resolveu apostar no jogador, que estava no Mundo Árabe, e acabou lhe pagando uma fortuna de salário por dois anos de contrato. O resultado? O Galo quase foi rebaixado em 2010 e 2011 (em 2010 o time se safou por três pontos, e em 2011 por quatro pontos), com Daniel Carvalho atuando menos da metade dos jogos. Em 2012, uma negociação aconteceu entre Galo e Palmeiras, onde Daniel Carvalho foi trocado pelo Pierre (que belo negócio, hein, Palmeiras?). O jogador chegou à São Paulo muito mais pesado do que parecia estar antes. Foi em 2012 que Daniel criou polêmica, onde declarou que era viciado em refrigerante e no bom e velho churrasco. Obviamente que a diretoria do Palmeiras não gostou do desempenho do jogador, sendo que Daniel Carvalho vivia no estaleiro. O resultado dessa bagunça foi o rebaixamento do alviverde para segunda divisão. Carvalho, que fora perseguido pela torcida do Palmeiras, teve o seu contrato rescindido antes de acabar o campeonato. Hoje, o jogador faz parte do plantel do Criciúma, e que, com apenas 30 anos de idade, Daniel Carvalho mais parece um jogador de Showbol do que profissional.

Gil: "O Gil é melhor do que o Kaká", era assim que Antônio Roque Citadini, ex-dirigente do Corinthians, resumia o atacante revelado na base do Timão. Após um começo avassalador, Gil, segundo Carlos Alberto Parreira, formou o melhor lado esquerdo do mundo junto com Kleber e Ricardinho, conquistando seis títulos oficiais com o Corinthians antes de ser negociado com o Verdy Tokyo, em 2005. Após uma temporada com o Verdy Tokyo, onde atuou por 16 jogos com apenas dois gols marcados, Gil deixou a terra do sol nascente para retornar ao futebol brasileiro. Foi então que o atacante entrou para a história da internet com o melhor "bordão" (se é que pode se dizer) já dito. Após o título do Campeonato Mineiro de 2006, em meio a uma algazarra que se tornou a comemoração da conquista Celeste, Gil foi indagado por um repórter de uma rádio católica de Minas Gerais que questionou se valia tudo na comemoração do título. Sem pensar duas vezes, o serelepe atacante emendou o hilariante "só não vale dar o c...", que deixou o repórter extremamente revoltado. A naturalidade com a qual Gil proferiu aquela frase não se refletiu no seu desempenho dentro dos gramados. Pelo Cruzeiro, o atacante fez 14 partidas e marcou apenas três gols. Insuficiente para o time mineiro, Gil foi negociado com o Gimnàstic-ESP, na segunda metade de 2006. Após jogar apenas 19 vezes em toda temporada, e sem marcar gols, Gil voltou outra vez ao Brasil. No entanto, dessa vez o atacante fora contratado pelo Internacional, onde também não conseguiu jogar bem. Em 2008, o atacante foi negociado por empréstimo com o Botafogo, lugar que acabou fazendo 17 jogos e um mísero gol. Mesmo tendo jogado muito mal pelo Internacional e pelo Botafogo (no Inter ele fez 30 partidas e apenas cinco gols), o atacante beliscou uma transferência para o Flamengo. No clube carioca, Gil fez parte do elenco campeão brasileiro de 2009 sob a batuta do Adriano Imperador. No entanto, o jogador deixou a Gávea em 2010 sem marcar um gol sequer. Após seis meses inativo, Gil voltou aos gramados em agosto de 2011 para defender o União Mogi, que disputava a quarta divisão do Paulistão, e desde então está sem clube. Entretanto, Gil garante que não está aposentado e diz que espera uma ligação de um clube paulista que lhe ofereça chances de ser competitivo de novo. Aos interessados, Gil tem apenas 32 anos.


Existe um rojão molhado entre os técnicos de futebol?

É claro que existe! E o seu nome é PC Gusmão. Tachado de "discípulo de Vanderlei Luxemburgo", por ter feito estágio com o "pofexô", Paulo César Gusmão era preparador de goleiros do Vasco da Gama antes de ter sido encorajado por Oswaldo de Oliveira a ser tornar treinador de futebol. O treinador teve o seu momento de brilho quando substituiu o mestre Vanderlei Luxemburgo, que havia conquistado a tríplice coroa com o Cruzeiro e que saiu após receber uma proposta rechonchuda do Santos, em 2004. Gusmão conquistou o Campeonato Mineiro com os pés nas costas, mas devido à falta de experiência o treinador não soube dar continuidade ao trabalho e logo foi demitido da Toca da Raposa. Gusmão rodou por Cabofriense, Botafogo e Fluminense até voltar ao Cruzeiro para ser bicampeão Mineiro. Porém, após péssimo começo no Brasileirão de 2006, Gusmão foi demitido. Em má fase, PC dirigiu o São Caetano, Itumbiara, Fluminense, Figueirense e Itumbiara, novamente, onde surpreendentemente foi campeão goiano desbancando o Goiás e o Atlético-GO. Depois dessa conquista, Paulo César só voltou à conquistar um título importante com o Atlético-GO, em 2011. O treinador, que atualmente está sem clube, ficou marcado por iniciar ótimos trabalhos, porém, que acabam naufragando devido à falta de pulso. Gusmão sempre foi adepto do futebol ofensivo, e além do Cruzeiro de 2004, o treinador também se destacou com o Ceará, em 2009, e com o Vasco, em 2010. Por não saber dar continuidade aos bons serviços, PC Gusmão sempre fica no clássico "será que dessa vez vinga?".

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