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Você teve o que mereceu

A culpa não é do estardalhaço que foi feito sobre a lesão que tirou o Neymar da partida contra a Alemanha. Muito menos do Zuñiga. A culpa não é do Thiago Silva, que foi juvenil demais ao chutar a bola no gol após o apito do juiz contra a Colômbia. A culpa não é da Dilma. Muito menos depois do "É Tóis". A culpa não é do Bernard. A culpa não é das estrelas também. Afinal, o que menos tinha nessa seleção contra a Alemanha era uma estrela.

No dia 30 de junho de 2002, o futebol brasileiro erguia seu último caneco após vencer a Alemanha por 2x0 na Copa da Coréia/Japão. Entretanto, essa data reserva dois acontecimentos distintos que infligiram diretamente na maior derrota da história do futebol brasileiro, no dia 8 de julho de 2014, doze anos após o pentacampeonato.

Mesmo antes de começar o campeonato mundial de seleções de 2002, os alemães já maturavam a ideia de revolucionar o futebol que estava sendo praticado por sua seleção. Cansados de depender da força física e da habilidade de um ou outro jogador, os responsáveis pelo futebol alemão sentenciaram que independente do resultado da Mannschaft no continente asiático haveria uma mudança de filosofia. O resultado adverso contra o Brasil na final foi aquele puxãozinho necessário para qualquer tipo de mudança. E ela veio.

Ainda sobre o dia 30 de junho de 2002, ressalta-se que o Brasil penou para classificar-se para o Mundial. O Brasil terminou em TERCEIRO lugar nas eliminatórias daquela Copa, atrás do EQUADOR e empatado com o PARAGUAI, quarto colocado. Vale lembrar que durante toda a "preparação", o Brasil teve Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão como treinadores (falharam copiosamente em tudo que tentaram fazer). Luís Felipe Scolari só foi tomar as rédeas faltando alguns jogos para o fim das eliminatórias e com o Brasil correndo risco de ficar de fora do Mundial. A única coisa que o treinador poderia fazer na ocasião era dar moral ao time (talvez sua única qualidade enquanto treinador de futebol), e foi o que ele fez. Esse sufoco seria o suficiente para colocar a mão na consciência e remodelar o futebol no Brasil, certo? Que nada, foi nas coxas mesmo. O Brasil não era favorito ao título, mas ao menos tinha Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos para segurar o rojão. Com várias ajudas da arbitragem e com uma moral que foi crescendo ao longo da Copa (normal quando se trata de uma seleção pesada quanto era a do Brasil) o título acabou ficando conosco.

O que era inimaginável acabou acontecendo no futebol brasileiro. Instaurou-se subitamente no imaginário do brasileiro que a raça e a superação eram essenciais e mais importantes que, vejam só, a TÉCNICA e a TÁTICA, artigos que ajudaram o Brasil a ser o que ele deixou de ser hoje. Esse pensamento foi envenenando o futebol brasileiro de tal forma que times que jogavam pra frente, com jogadores alegres, eram tachados de irresponsáveis e que seriam incapazes de ganhar algo.

O título de 2002 não ocasionou a derrocada do futebol brasileiro, a raça e a superação fazem parte do futebol, mas você não pode tratá-las como prioridade. A cartilha básica do futebol sempre mostrou que o time que joga bem, que entende o jogo e se adapta à ele, vence com frequência. O Brasil entendeu errado.

De 2002 pra cá, a Alemanha revitalizou seu futebol criando academias de futebol, incentivando o aprimoramento dos fundamentos básicos nas categorias de base para desenvolver jogadores habilidosos, insinuantes e técnicos. Todos os jogadores alemães que enfrentaram o Brasil sabiam exatamente o que fazer em campo, pois eles tem conhecimento técnico sobre o jogo.

A visão tática também mudou com os treinadores que deixaram de explorar exclusivamente a força física. O maior desejo do alemão era jogar bonito igual o Brasil e, espertamente, eles perceberam que isso é questão de treino e planejamento. O resultado disso tudo foi o massacre no Mineirão, no dia 8 de julho de 2014.

Enquanto o mundo inteiro evoluía no futebol, o Brasil, em sua arrogância, estagnou achando que a camisa seria a sua salvação, que a raça - que todos tanto adoram - seria capaz de salvar o parco futebol que já era jogado no Brasil há, mais ou menos, 15 anos. O futebol ultrapassado, insignificante e sórdido perpetuado por um treinador igualmente obsoleto, que ganhou uma Copa quando os favoritos ao título caíram precocemente contra seleções fortes.

A arrogância começou com Carlos Alberto Parreira e Felipão, que já davam como certo o título tupiniquim e que fora consumado com o slogan patético no ônibus da CBF que dizia "Preparem-se! O hexa está chegando". Enquanto isso, seleções superiores a seleção brasileira usavam slogans de verdade, de orgulho, como o da própria Alemanha (Um país, um time e um sonho), dos hermanos (Não somos um time, somos um país) e da Holanda (Homens de verdade vestem laranja) só para ficar entre as equipes que se classificaram para a semi-final.

O slogan fica irrisório quando se olha para a campanha verde-amarela, que dependeu exclusivamente do Neymar para se classificar na fase de grupos. Depois, nas oitavas e quartas-de-final, contra duas ótimas seleções dessa nova safra de um futebol taticamente moderno, o Brasil sofreu demais e passou graças ao respeito demasiado de ambas pela camisa pentacampeã do mundo. Contra a Alemanha, uma seleção igualmente pesada, a técnica e a tática superaram qualquer arrogância e devaneio brasileiro. E agora ficou escancarado que o futebol brasileiro necessita de uma mudança tão rápida quanto os 5 gols que a Alemanha ensacou nas redes de Julio César.

O povo brasileiro não merecia tal humilhação que sofrera contra a Alemanha, porém, ela possui uma parcela de culpa nesse cenário futebolístico brasileiro. A cultura do futebol em nosso país é tosca, bem infantil. É lógico que existem milhares de torcedores brasileiros apaixonados por futebol, que respiram e enxergam os meandros do jogo de forma diferente da maioria. No entanto, o brasileiro "comum" não gosta de torcer, ele gosta de vencer. O torcedor "comum" exige raça ao invés de técnica antes mesmo do jogo começar. O torcedor "comum" abandona o estádio quando o time está sendo goleado. O torcedor "comum" não gosta de cantar e apoiar seu time/seleção. Foi isso que fez o Brasil perder para a Alemanha? Não, mas também não ajudou a melhorar o emocional dos jogadores, os menos culpados pela derrota.

A catástrofe pode, e deve, aposentar uma geração de "Felipões" e sargentões que são taxados como grandes treinadores num país que era notabilizado pela alegria e despojamento na maneira como pratica o futebol. Táticas manjadas e antigas como chuveirinho constante e sistemas que dependem de um único jogador precisam ser banidas do futebol brasileiro. Seja o Bielsismo, Tiki-taka, futebol total e etc. Não importa o conceito, o que importa é que o Brasil precisa jogar bola, ao invés de esperar por um lampejo de talento ou por um momento de superação.

A CBF, maior vilã pelo escárnio que é o futebol brasileiro, precisa ser sitiada, demolida, reconstruída e curada desses sangue-sugas que tanto exploraram, de maneira negativa (chegaram ao ponto de barrar o Cafu no vestiário da seleção e liberaram o Luciano Huck num treinamento da mesma), o caquético futebol nacional. Uma liga forte, com incetivos aos jovens jogadores e TREINADORES, além da adoção de um fair play financeiro. Isso demora, mas é mais do que necessária para um cenário apocalíptico que estamos vivendo. A filosofia tem que mudar. Se nós copiamos tantas coisas ruins de outros países, porque não copiar uma coisa tão bem-feita quanto a dos alemães? Por que não admitir que está tudo errado? Por que não mudar? Se a Argentina mudou, por que não nós? Perder faz parte, mas perder jogando bola é muito melhor. Raça é legal, mas é muito melhor ganhar jogando bem.

Esse grande machucado na história do futebol brasileiro foi feito por uma seleção que teve que cicatrizar suas grandes feridas, que inclusive perdeu uma semi-final em casa, na Copa de 2006. Ela melhorou, aprimorou suas capacidades, tanto técnica quanto filosófica, e hoje é exemplo para um país destruído. Eles, inclusive, tiveram clemência por uma país que eles adoram (é só você acompanhar todo o noticiário que envolve os alemães), com pedidos sinceros de desculpas pelo estrago que fizeram na seleção e com um povo, que em grande escala, ama a melhor invenção do homem.


A maior derrota brasileira em Copas do Mundo.

Além da sapatada, o Brasil viu a Alemanha quebrar três recordes relacionados seus: Klose ultrapassou Ronaldo como o maior artilheiro em Copas do Mundo. A Alemanha ultrapassou o Brasil como melhor ataque em Copas. A Alemanha ultrapassou o Brasil em finais de Copas do Mundo.



A Copa do Mundo em pedaços - Grupos G e H

A última parte da análise dos grupos da Copa do Mundo. Para maiores informações, clique aqui ver os grupos A, B e C e aqui para ver os grupos D, E e F.


Grupo G











Jogador-chave: Thomas Müller. O jovem atacante do Bayern é a principal esperança de gols dos alemães. Com apenas 24 anos, Müller é tratado como o novo Gerd Müller (ou novo Klose, se preferir). O atacante tem boa estatura e muita mobilidade em campo, além de ser muito técnico e muito bom no arremate. A responsabilidade dada ao artilheiro da Copa do Mundo de 2010 aumentou após a contusão de Schweinsteiger, que vem baleado para o Mundial.

Preocupação: condição física. A Alemanha sofreu demais com as contusões que afastaram Marco Reus, Ilkay Gundogan e os irmãos Bender. Porém, outros jogadores que estão convocados ficaram à mercê de não disputar a Copa por terem sofrido algum tipo de lesão meses antes do Mundial, casos de Bastian Schweinsteiger e Sami Khedira.

Aposta: Julian Draxler. O meia-atacante do Schalke 04 é extremamente cobiçado por Arsenal e PSG, que seguem o rastro do jovem jogador desde a temporada passada. Draxler possui uma bomba de perna esquerda e um passe muito bom, porém, o que deixa a desejar no novato é o seu baixo rendimento em jogos difíceis.

Ficaram de fora: Marcel Schmelzer e Mario Gomez. Como dito antes, a Alemanha sofreu inúmeras baixas por motivo de lesão, o que diminuiu bastante as opções de Joachim Löw. Entretanto, algumas opções consideradas supérfluas pelo treinador acabaram ficando de fora. Schmelzer, lateral-direito de ofício do Borussia Dortmund, foi descartado mesmo a Alemanha não tendo uma opção segura para o setor. Já Mario Gomez pouco atuou pela Fiorentina nessa temporada devido à uma lesão na coxa.

Curiosidades:
- Para não perder a Copa, Khedira se isolou numa clínica isolada no meio de uma floresta na região da Baviera.
- Os alemães são bastantes sisudos e descrentes, porém, existe uma superstição na Alemanha chamada "Maldição da Nutella", que costuma reservar jogadores jovens ao ostracismo após estrelarem suas campanhas publicitárias. Os únicos jogadores que se safaram da maldição são Manoel Neuer e Mesut Özil.
- Kevin Grosskreutz é um personagem a parte na seleção alemã. Ele quase ficou de fora da convocação de Joachim Löw por se machucar numa brincadeira em um hotel americano durante a semana de preparação para a Copa. Porém, Grosskreutz quase ficou suspenso e preso na temporada passada por ter arremessado um KEBAB no rosto de um homem, que ficou com os olhos ardendo em chamas por causa do molho ardido da iguaria árabe.
- Ainda sobre o Grosskreutz, o jogador possui uma história bonita no futebol. Quando era mais jovem, o pequeno Kevin era gandula do seu time do coração, o Borussia Dortmund. Obstinado à alcançar o sonho de ser jogador de futebol, o alemão entrou para a academia de jovens craques do clube aurinegro. Nem precisa falar que deu certo, né?
- A camisa rubro-negra da Alemanha, apesar de bem aceita no Brasil por parte da torcida flamenguista, é considera a pior camisa que a fornecedora da seleção já fez em toda sua história.
- Os irmãos Boateng (Jerome, que atua pela Alemanha, e Kevin-Prince) vão se enfrentar pela segunda vez numa Copa do Mundo.
- A maluca história dos irmãos Boateng não termina aí. Jerome e Kevin-Prince são netos de Helmut Rahn, atacante alemão campeão do mundo em 1954 contra a Hungria de Ferenc Puskas. Se não bastasse, os dois ainda são sobrinhos de Robert Boateng, ex-atacante ganês da década de 1990.
- A equipe alemã é muito caseira. A prova dessa afirmação é o grau de parentesco de 8 jogadores da seleção com outros jogadores, veja: Kevin Grosskreutz (primo de Marcel Grosskreutz, ex-jogador do Borussia Dortmund), Mats Hummels (irmão de Jonas Hummels, que atualmente joga pelo Unterhaching-ALE), Jerome Boateng (irmão de Kevin-Prince Boateng, que defende o Schalke 04, neto de Helmut Rahn e Robert Boateng), Sami Khedira (irmão de Rani Khedira, que é jogador do Red Bull Leipzig), Bastian Schweinsteiger (irmão de Tobias Schweinsteiger, que defende as cores do Bayern de Munique B - detalhe: ele tem 32 anos), Toni Kross (irmão de Felix Kross, meia do Werder Bremen), Miroslav Klose (filho de Jozef Klose, ex-atacante polonês) e Mario Götze (irmão de Fabian Götze, lateral-esquerdo do Unterhaching).
- Todo mundo sabe que a seleção alemã é extremamente globalizada (poderia ser mais caso não tivesse sofrido com lesões), ao todo são 6 jogadores com dupla-nacionalidade: Jerome Boateng (Alemanha/Gana), Shkodran Mustafi (Alemanha/Albânia), Sami Khedira (Alemanha/Tunísia), Mesut Özil (Alemanha/Turquia), Lukas Podolski (Alemanha/Polônia) e Miroslav Klose (Alemanha/Polônia). Desses 6 jogadores apenas 2 nasceram fora da Alemanha, os dois poloneses listados acima.
- Miroslav Klose está muito próximo de ultrapassar Ronaldo na artilharia de todas as Copas, necessitando apenas de 1 gol.
- Miroslav Klose disputou quatro Copas do Mundo por quatro clubes diferentes: Kaiserslautern (2002), Werder Bremen (2006), Bayern de Munique (2010) e Lazio (2014).



Jogador-chave: Cristiano Ronaldo. Vide Lionel Messi, precisa explicar muito sobre o melhor do mundo? O único empecilho na vida de Cristiano Ronaldo vai ser sua forma física, já que o jogador está visivelmente baqueado pela lesão.

Preocupação: criatividade. Existe pouca vida em Portugal sem Cristiano Ronaldo. Paulo Bento não promoveu a renovação que lhe fora atribuída quando assumiu o cargo de treinador e, como a convocação mostra, é difícil acreditar que coisas interessantes possam sair dos pés do contestável Nani e do irregular João Moutinho. O segundo, aliás, é a grande esperança portuguesa caso algo de ruim aconteça com Ronaldo.

Aposta: William Carvalho. O jovem e vigoroso volante do Sporting é alvo de transferência de metade da Europa nesse momento. Esse assédio todo é explicado por sua força na marcação e potente chegada ao ataque, lembrando um pouco o jeito de jogar do Yaya Touré.

Ficaram de fora: Cédric Soares, Josué, André Martins, Danny e Nélson Oliveira. Lembra quando eu falei que Paulo Bento não promoveu a renovação que deveria ter feito? Pois bem, Cédric Soares fez um campeonato muito seguro pelo Sporting nessa temporada e chegou até a figurar em algumas convocações para a Copa, porém, ele fora descartado para dar lugar ao overrated João Pereira, que é mais experiente, mas que mal acerta um cruzamento. Josué, que é um bom meia-armador, do tipo que Portugal precisa, fora descartado por Bento que decidiu levar o Vieirinha, do Wolfsburg. O mesmo pode-se dizer sobre André Martins, que deve ser negociado com o Manchester United após o belo campeonato que fez pelo Benfica. Por que ele não foi convocado? Nem Bento deve saber. Danny, que sempre correspondera bem pela seleção lusitana, sequer foi lembrado por Paulo Bento na preparação para a Copa. Outra ausência inexplicável é Nélson Oliveira, talhado pelo Benfica para ser o camisa 9 da seleção, perdeu lugar para Éder, Hugo Almeida e Helder Postiga, que mal atuou pela Lazio nessa temporada.

Curiosidades:
- Bruno Alves é filho de Washington, ex-jogador do Flamengo, e sobrinho de Geraldo, também ex-jogador do Flamengo na época do Zico.
- Beto, goleiro reserva, tem um desafeto muito grande no futebol, o treinador Jorge Jesus, hoje no Benfica. Quando Jesus era treinador de Portugal, ele afirmou que Beto não poderia ser convocado pois era muito baixinho para ser goleiro. Nessa temporada, Beto, goleiro do Sevilla, pegou dois pênaltis contra o Benfica na final da Liga Europa. A vingança é bela, não?
- Miguel Veloso é filho de Antonio Veloso, um dos maiores laterais-esquerdos da história do Benfica.
- A família de João Moutinho também é totalmente dedicada ao futebol. Nelson Moutinho, o pai de João, foi atacante durante a década de 1970 pelo Olhanense. Os dois irmãos mais velhos, Nélson e David, atuam em ligas menores de Portugal.
- Vieirinha também tem irmãos que jogam futebol e, por uma criatividade tremenda, todos eles jogam sobre a alcunha de Vieirinha.
- Paulo Bento disputou a Copa do Mundo de 2002 por Portugal. Na ocasião, Bento e seus colegas enfrentaram um adversário que está em sua chave hoje, os Estados Unidos (perderam por 3x2). Ah, Portugal ficou em terceiro no grupo.













Jogador-chave: Clint Dempsey. Experiente e vencedor, Clint Dempsey é o grande nome da seleção americana há muito tempo. O jogador, que é muito técnico e bom finalizador, deverá ser escalado como atacante devido à falta de opções confiáveis para o setor. A melhor posição na qual Dempsey se encaixa é a de ponta-de-lança, aquele jogador do meio-campo que sempre chega com perigo na cara do gol.

Preocupação: ataque. Justamente por ter que adiantar Clint Dempsey para o ataque, nota-se que Jurgen Klinsmann enfrenta uma seca nesse setor que é tão importante. Altidore é o nome principal, porém, o potente centroavante costuma se machucar com muita frequência.

Aposta: Julian Green. Joia da base do Bayern de Munique, Julian Green esteve muito próximo de se declarar para a seleção alemã de futebol. Atacante de muita habilidade, Green deve ser utilizado quando os americanos precisarem de um tempero especial na partida. Vale ressaltar que Green já atuou pelas seleções de base da Alemanha.

Ficaram de fora: Oguchi Onyewu, Jonathan Spector, Carlos Bocanegra, Maurice Edu, Landon Donovan e Eddie Johnson. Todos esses jogadores eram tidos como referência ao jovem grupo americano. Entretanto, Klinsmann barrou todos eles por considerar que o ciclo já havia chegado ao fim. A decisão mais polêmica reside em Landon Donovan, que por muitos anos foi o grande expoente do futebol norte-americano, ficou de fora por problemas técnicos. A decisão tomou muitos americanos de surpresa, apesar da razão de Klinsmann ter sido acertada.

Curiosidades:
- Omar Gonzalez é um exímio tocador de saxofone.
- Kyle Beckerman, volante dreadlock dos EUA, afirma que não corta seu cabelo há NOVE anos!
- Graham Zusi, que fora convocado para o lugar do Donovan, estava presente na cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 1994, nos EUA.
- Os EUA não ficaram de fora de uma Copa do Mundo desde 1990, na Itália.
- Em 1950, os americanos derrotaram a Inglaterra, aqui no Brasil, por 1x0.



Jogador-chave: André Ayew. Um dos filhos de Abedi Pelé, André Ayew tem tudo para ser melhor que seu pai, que marcou época na história do futebol africano. Bem mais habilidoso, Ayew é a grande esperança de uma seleção muito jovem e desacreditada. Maduro e decisivo, André Ayew vem sendo uma das grandes estrelas do campeonato francês, onde atua pelo Olympique de Marselha.

Preocupação: ingenuidade. O grande problema de quase todas a seleções africanas. Como de praxe, os ganeses não sabe discernir quando é necessário atacar e quando é necessário se defender. Se não bastasse isso, os ganeses também sofrem com a defesa, que só não é mais ingenua por falta de grama.

Aposta: Christian Atsu. Contratado pelo Chelsea junto ao Porto, Christian Atsu está emprestado ao Vitesse, onde fez uma temporada muito forte e decisiva. Rápido e inteligente, Atsu pode fazer uma dupla fatal junto com Ayew. O contra-ataque, principal arma de Appiah, é fatal com esses dois juntos.

Ficaram de fora: Richard Kingson, Isaac Vorsah e Dominic Adiyiah. Kingson foi o goleiro titular de Gana por muito tempo, no entanto, sua qualidade fora diminuindo conforme a idade foi aumentando. Vorsah, que era figurinha carimbada nas convocações para as eliminatória, ficou de fora porque a concorrência no setor era um tanto desleal. Já Dominic Adiyiah, carrasco do Brasil no Mundial Sub20 de 2009, não vingou o que se esperava dele.

Curiosidades:
- Asamoah Gyan é dançarino nas horas vagas. Portanto, não se espante com as suas danças altamente elaboradas. Além disso, Gyan é cunhado do maior espiritualista de Gana.
- Essien foi muito gentil ao dar sua mansão de presente para a ex-noiva. No entanto, a ex-mulher do atacante resolveu transformar a propriedade num RESTAURANTE.
- Essa é apenas a terceira Copa do Mundo que Gana disputa. Em 2006, logo na estréia, os Estrelas Negras conseguiram se classificar para as oitavas-de-final, onde fora eliminado pelo Brasil. Na Copa do Mundo passada, na África do Sul, os ganeses avançaram mais um degrau quando chegaram às quartas-de-final, onde foram eliminados pelos uruguaios.
- Jordan Ayew, irmão mais novo de André Ayew, também está na seleção ganesa.


Grupo H











Jogador-chave: Eden Hazard. O jovem belga é falado no mundo do futebol desde os seus 15 anos quando chamou a atenção de Zinedine Zidane, que o viu jogando pelo Lille. Extremamente habilidoso, Eden Hazard já conseguiu se tornar no principal jogador do Chelsea em tão pouco tempo de casa. Polêmico e arrogante, Hazard ainda tem que provar muito no futebol, mas seus dribles e chutes potentes são excelentes cartões de visitas.

Preocupação: transição de jogadas. Se falta alguma coisa nessa ótima geração belga é a transição de jogadas. Axel Witsel é o grande responsável por transportar a bola da defesa para o ataque, porém, existe um buraco muito grande no meio-campo belga quando isso acontece já que ninguém cobre as costas do excelente volante do Zenit.

Aposta: Kevin de Bruyne. O jovem meia de 22 anos é uma das apostas mais seguras desta Copa do Mundo. Muito forte e visionário, De Bruyne adora jogar pelo meio, quase como um atacante. Sua habilidade com a perna esquerda chamou a atenção do Chelsea em 2011, quando o tirou do Genk. No entanto, o jogador jamais atuou pelo clube londrino e logo fora vendido para o Wolfsburg após retornar de um empréstimo junto ao Werder Bremen. Suas características são muito semelhantes às de Kaká em seu auge.

Ficaram de fora: Koen Casteels, Radja Nainggolan, Jelle Vossen, Igor de Camargo e Zakaria Bakkali. Todos esses jogadores ficaram de fora por opção tática e técnica de Marc Wilmots. De todos esses que ficaram de fora, dois deles poderiam ter entrado facilmente na convocação: Nainggolan e De Camargo. O primeiro é um excelente volante, que tanto marca quanto lança muito bem. Já o segundo é um brasileiro naturalizado belga, que por muito tempo foi o principal jogador de ataque deste país. Hoje, sem Benteke na frente por causa de uma contusão, De Camargo poderia ser uma opção, mas Wilmots preferiu levar outro jogador mais novo em seu lugar.

Curiosidades:
- Essa é a 12ª participação belga numa Copa do Mundo. A melhor colocação deles foi um quarto lugar em 1986, no México.
- Marc Wilmots  e Daniel Van Buyten têm uma coisa em comum: eles estavam presentes na última vez que a Bélgica disputou uma Copa do Mundo. Na época, Wilmots era o capitão da seleção e Van Buyten era apenas um jovem zagueiro buscando espaço no futebol.
- Wilmots teve um gol mal anulado contra o Brasil nas oitavas-de-final de 2002.
- Vincent Kompany, capitão da seleção, é formado em Administração e possui dois bares esportivos (um em Bruxelas e outro na Antuérpia) chamado GOOD KOMPANY.
- O pai de Van Buyten era um renomado lutador de luta-livre na Bélgica durante a década de 1960 até 1980.
- Eden Hazard tem dois irmãos que também são jogadores, o Thorgan (que também é do Chelsea) e o Kylian (White Star).
- 11 jogadores dos 23 convocados estão atuando na Premier League. O Tottenham é a equipe que mais cedeu jogadores, com 3 atletas (Vertonghen, Dembele e Chadli).
- Adnan Junazaj, grande promessa do Manchester United, estava em dúvida sobre qual das SEIS seleções ele poderia escolher defender. Nascido em Kosovo, o grande desejo do meia dos Diabos Vermelhos era atuar por sua terra natal, mas como a Fifa não reconhece Kosovo como um país o jovem jogador optou pela Bélgica. Além de Kosovo e Bélgica, Januzaj poderia ter escolhido entre Albânia, Sérvia, Turquia e Inglaterra.
- Essa polêmica sobre qual seleção Januzaj poderia escolher deixou Kevin Mirallas, atacante do Everton, bastante irritado. Segundo Mirallas, o meia do Manchester United não deveria de ser convocado para a Bélgica já que ele havia recusado defender o país em outra oportunidade.



Jogador-chave: Viktor Fayzulin. O experiente meia do Zenit é a grande esperança russa para armar o jogo nessa seleção com poucos talentos. Fayzulin tem visão de jogo e muita precisão em seus chutes de longa distância.

Preocupação: seleção muito "dura". O grande problema da Rússia é a falta de drible e movimentação. Capello possui bons atletas, mas a maioria não tem muita intimidade com a bola, arriscam muito pouco e quase nem driblam.

Aposta: Aleksander Kokorin. Um dos poucos jogadores russos que buscam o jogo e tenta alguma coisa fora da caixa é o jovem jogador do Dínamo Moscou, Aleksander Kokorin. Polivalente no ataque, Kokorin cai tanto pelas beiradas do campo como pode jogar centralizado. Seu jogo se assemelha um pouco com o do Rooney.

Ficaram de fora: Georgi Schennikov, Aleksandr Anyukov, Diniyar Bilyaletdinov e Vladmir Bystrov. Capello fora criticado pela mídia estrangeira por ter endurecido demais a Rússia, que por sua vez gostou da ideia do italiano. Muitos jornalistas de países diferentes não aprovaram a escolha do treinador que deixou de lado algum desses jogadores que costumam dar mais flexibilidade e movimentação as suas equipes.

Curiosidades:
- Yuri Zhirkov não jogava futebol por gostar do esporte. Zhirkov só jogava futebol para ganhar comida para levar para sua família que era muito pobre para comprar alimentos.
- Kombarov começou muito novo no Spartak, com apenas 4 anos de idade. Porém, alguns anos depois, sua família brigou com os dirigentes do clube e tiraram o garoto de lá. Após estrear pelo arquirrival do Spartak, o Dínamo, o clube precisava de dinheiro e decidiu vende-lo para outra equipe. Sabe qual é? O Spartak...
- Essa é apenas a terceira Copa do Mundo da seleção russa sob esse nome. Quando era União Soviética, os russos estiveram presentes em outras SETE edições do Mundial.
- A Rússia é a única seleção cujo os 23 jogadores atuam no futebol doméstico.













Jogador-chave: Sofiane Feghouli. Habilidoso, inteligente e driblador. Feghouli, que brilhou nessa temporada pelo Valencia, é o grande jogador dessa promissora seleção argelina. O árabe possui todas as características de um clássico armador camisa 10, que para o jogo e o cadencia. Além disso, Feghouli também costuma carregar a bola da defesa até o ataque sempre driblando em direção ao gol.

Preocupação: defesa insegura. A defesa da Argélia é muito dura e pouco técnica, com jogadores altos e desajeitados. Pelo alto eles vão bem, mas quando o adversário é veloz a defesa costuma entregar o pato.

Aposta: Nabil Bentaleb. Outro jogador muito habilidoso e organizador. Bentaleb é a maior promessa das categorias de base do Tottenham, que já o colocou com titular absoluto, barrando até o Paulinho. Forte na marcação, Bentaleb chuta extremamente bem de fora da área, além de gostar muito de arriscar passes longos para os atacantes brigarem no ar.

Ficaram de fora: Adlene Guedioura, Hameur Bouazza, Ishak Belfoldil. Guedioura e Bouazza eram dois nomes bastante conhecidos da equipe argelina por atuarem em clubes ingleses. No entanto, conforme a idade foi chegando, os dois perderam espaço na liga mais exigente do mundo. Como ambos atuam em equipes pequenas agora, nada mais sensato do que desconvocar ambos. Belfoldil é uma jovem promessa da Inter de Milão, que o emprestou ao Livorno para ganhar experiência. O atacante aparenta ter muita personalidade, só que agora a Argélia não tem urgência para convocá-lo.

Curiosidades:
- Brahimi, um dos grandes nomes da Argélia, rejeitou uma convocação argelina no passado com a esperança de defender a França, seleção que ele defendeu em todas as categorias de base até 2011.
- Saphir Taider, jovem promessa argelina, tem um irmão mais velho que atua pela Tunísia, o Nabil Taider.
- Essa é a quarta Copa do Mundo da Argélia, que não marca um gol desde 1982.













Jogador-chave: Son Heung-Min. Conhecido como "Sonsation" (trocadilho com "sensation", sensação em inglês), o bom camisa 9 da Coréia do Sul tem a responsabilidade de comandar todas as ações ofensivas de sua seleção. Presente na geração que abocanhou a medalha de bronze nas Olimpíadas de 2012, Son é um dos grandes nomes do Leverkusen. Muito bom na finalização, Son peca apenas nas decisões das jogadas.

Preocupação: fragilidade física. Apesar da Coréia do Sul ter evoluído bastante no futebol, os asiáticos ainda não conseguiram "crescer" fisicamente. Muitos de seus jogadores são raquíticos, leves e atrapalhados, o que pode prejudicar bastante numa disputa de bola ou na marcação adversária.

Aposta: Ji Dong-Won. Destaque da equipe que foi medalha de bronze nas Olimpíadas de 2012, Ji fez uma temporada interessante pelo Augsburg. Sua campanha foi tão impressionante que ele já assinou contrato com o Borussia Dortmund para a próxima temporada. Com 1,87m, o meia desafia as leis da gravidade ao jogar de ponta-direita.

Ficaram de fora: Shin Kwang-Hoon e Park Ji-Sung. Hong Myung-Bo pouco mexeu em sua seleção durante as eliminatórias asiáticas visando dar muito entrosamento entre os jovens. Com poucos foram convocados, poucos nomes fariam falta numa futura lista para a Copa do Mundo. Esse é o caso de Shin, que atuou em 70% dos jogos da Coréia durante as eliminatórias e mesmo assim fora cortado de última hora. Já o maior mito da seleção asiática, o meia Park Ji-Sung, famoso por ter jogado no Manchester United, decidiu se aposentar no meio da temporada passada. 

Curiosidades:
- Uma das esperanças da Coréia do Sul para essa Copa é o atacante Park Chu-Young, que possui um QI de 160 pontos!
- Lee Keun-Ho está, ao mesmo tempo que joga futebol profissionalmente, prestando seu serviço militar obrigatório! Na Coréia, a lei do serviço militar é diferente e não existe brecha para escapar dela. Todo homem com idade entre 21 e 35 anos terá que ficar preparado para ser chamado abruptamente para servir o país por 21 meses, independentemente da sua posição ou classe social.
- Essa é a nona Copa do Mundo que a Coréia do Sul disputa. Desde 1986 que os asiáticos não deixaram de disputar nenhuma edição.

Meu malvado favorito

Nunca um título adaptado de um filme infantil fora tão adequado para uma realidade. O dia 25 de maio de 2013 fora um dia em que se confundira a ficção com a vida real.

De vilão à herói, o holandês Arjen Robben deu ao Bayern de Munique a sua quinta taça da Champions League. Agora, os bávaros estão empatados em número de taças com o Liverpool. Porém, por muito pouco, o destino não quis que Robben reescrevesse a sua história de vilania.

Um exercício de memória: Robben cometera um erro na final da Champions League de 2009/2010, contra a Inter de Milão, quando perdera a bola no meio-campo, e no lance seguinte a equipe italiana encontrou o caminho do segundo gol. Robben tornara a falhar em outra decisão, no mesmo ano, só que em outra magnitude. O atacante da seleção holandesa perdeu inúmeras oportunidades cara-a-cara contra Casillas, na decisão da Copa do Mundo de 2010, contra a Espanha. O final todos sabem: Iniesta marcou o gol salvador da Espanha na prorrogação. Se não bastasse a fama que estava adquirindo, Robben fez questão de instaurá-la em 2012. Na decisão da Champions League de 2011/2012, o holandês repetiu o mesmo repertório de erros contra a Espanha, porém, com um agravante. Robben perdeu um pênalti na prorrogação da final contra o Chelsea, em Munique. O resultado? Chelsea foi campeão nos pênaltis em plena Allianz Arena.

Em uma das melhores finais de todos os tempos, com ritmo alucinante e muita técnica de ambos os lados, o destaque era mais uma vez Arjen Robben. Como dito antes, o holandês, por muito pouco, não repetiu os mesmos erros de outrora, na final de ontem, contra o Borussia Dortmund.

Os erros do holandês nessa final foram bem parecidos com os da final contra a Espanha. A diferença era de que Weidenfeller estava fechando o gol em vez de Casillas. O ritmo se manteve até os 43 minutos do segundo tempo quando tudo mudou.

Esqueçamos as amareladas do holandês e foquemos na habilidade do jogador. Robben é craque. Ele dribla em alta velocidade, muda de rota e arremata a bola com a perna esquerda de uma maneira absurda! Aposto que muitos de vocês se lembram de vários gols do atacante quando ele costurou a defesa pela ponta e cortou pro meio e chutou. A jogada é manjada, mas é muito difícil de parar.

Robben tinha perdido a sua vaga de titular na ponta-direita do Bayern para Toni Kroos após o desastre da última decisão contra o Chelsea. Kroos era titular absoluto do Bayern até o jogo de ida contra a Juventus, pelas quartas-de-finais, em Munique, quando a equipe venceu por 2x0. O alemão sofreu uma lesão no joelho e teve que operar. Robben, o malvado, voltou a ser titular.

Quando o Bayern avançou para as semi-finais e viu que pegaria o Barcelona, Robben já estava garantido como titular para o enfrentamento. Apesar do óbvio declínio catalão, o Bayern atropelou o Barça e ensacou um 7x0 no placar agregado tendo Robben como principal jogador nas duas partidas.

Chegando à final contra o rival Borussia Dortmund, um timaço - e o único time sabia parar a máquina bávara -, Robben voltara a ser protagonista. O primeiro tempo fora todo aurinegro, com participação essencial de Manuel Neuer. Porém, o Bayern contava com a agudez do vilão da última edição para chegar ao ataque. Numa dessas chegadas, Robben perdera um gol idêntico, cara-a-cara com Weidenfeller, como acontecera em 2010, contra o Casillas.

No segundo tempo Robben manteve o ritmo criando sempre uma ameaça constante para defesa do Dortmund. O domínio era vermelho, mas o placar ainda apontava a igualdade de 1x1. A lembrança do gol perdido, e dos inúmeros chutes perigosos, chamava a atenção para a fama do jogador.

No entanto, ao 43 minutos do segundo tempo, em uma bola esticada da defesa, Ribery matou a bola no peito, deixou-a deslizar pelo corpo e tocou de letra para o atacante que entrava em disparada pelo meio. Esse atacante era o Robben.

Nesse vácuo entre o passe fantástico do francês para o holandês, memórias recentes devem ter tomado a atenção de todos que viam o jogo. Robben, a bola e o goleiro, mais uma vez. Tinha como piorar a vida do Robben? O vilão confirmaria a sua sina?

O que aconteceu foi a redenção de um homem tachado de vilão. Robben, com uma classe que lhe convém, anotou o gol que derrubou a Muralha Amarela do Borussia Dortmund. Atônito, o holandês corria para todos os lados durante a comemoração. Assim que Nicola Rizzoli assoprou pela última vez o seu apito, o ex-vilão tornou-se herói.

Muricy Ramalho costuma dizer que a bola pune. O treinador brasileiro tem toda a razão, mas, a bola também faz justiça. Uma justiça tardia com um grande jogador de futebol, que se ajoelhou e ficou olhando para as próprias mãos. Incrédulo.

Uma justiça, também tardia, com um grande clube de futebol.

O Bayern de Munique junta-se ao Real Madrid, ao Milan e ao Liverpool como um dos principais vencedores do principal torneio continental de futebol no mundo. Falta muito para igualar o número de taças do Real Madrid, porém, uma coisa é certa: o Bayern é o melhor time do mundo.

Essa hegemonia, depois de tantos vices recentes, é fruto de um trabalho duro. O time bávaro conseguiu montar uma equipe que alia jogadores alemães, que foram formados na base, com jogadores estrangeiros que chegaram para fomentar o sistema tático. Com o conhecimento abundante de futebol por parte de Jupp Heynckes, que infelizmente vai se aposentar, o Bayern demonstra um futebol absurdamente dominante.

O Bayern erra muito pouco, joga em velocidade, toca a bola, sempre chuta com perigo e roda o time quando nada dá certo. É muita intensidade e muita paciência. O Bayern em campo parece com uma cobra. É um time predador que calcula com perfeição todos os seus movimentos. Isso é resultado de uma equipe treinada à exaustão, com jogadores de técnica elevadíssima.

Por tudo que envolveu a saga bávara na competição, o destino de Robben, a classe como joga, e o torcedor que sofreu ao perder um título em casa, nada mais justo do que uma final digna de ficção. Claro, em especial para Robben, o malvado favorito de todos os bávaros.

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