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A Copa do Mundo em pedaços - Grupos D, E e F

Continuação da primeira parte, que você pode acompanhar aqui.

Grupo D












Jogador-chave: Wayne Rooney. O raçudo atacante do Manchester United é a grande esperança dos Three Lions para a Copa devido a juventude de seus atacantes. Rooney, que nem é tão velho velho assim (tem apenas 28 anos), foi um dos poucos que se salvaram na desastrosa temporada dos Diabos Vermelhos. Pela seleção, Rooney terá um papel diferente do qual está acostumado no United, que é ser responsável pela criação de jogadas.

Preocupação: setor ofensivo. O setor ofensivo da seleção inglesa é muito bom, porém, existe um grande problema que pode transformar uma arma em um fardo: a falta de criação. O meio-campo inglês é composto por Gerrard, Henderson, Sterling, Rooney e Welbeck, que resulta em dois volantes e três homens responsáveis pela armação - sendo que Sterling e Welbeck jogam pelas pontas. O problema disso tudo é que Rooney não possui os atributos necessários para ser um armador de fato. Seria mais interessante avançar o Gerrard para essa posição, ou tentar confiar em Wilshere, um garoto que muito se espera e que pouco corresponde.

Aposta: Luke Shaw. O jovem lateral-esquerdo de 18 anos fez uma temporada tão fantástica pelo Southampton que seu desempenho fora definitivo para que Roy Hodgson optasse por sua convocação ao invés de chamar o experiente Ashley Cole. Rápido, habilidoso e seguro na marcação, Shaw é a grande aposta dos Three Lions para o futuro. Talvez ele receba poucas oportunidades de ser titular durante a Copa, mas caso Hodgson precise do Baines no meio-campo para auxiliar na criação, Shaw deverá entrar e dar conta do recado.

Ficaram de fora: Ashley Cole, Michael Carrick, Aaron Lennon e Joleon Lescott. Como dito antes, Ashley Cole ficou de fora devido à ascensão muito rápida de Luke Shaw e, adicionando uma temporada fraca pelo Chelsea, culminou na desconvocação do jogador. Aaron Lennon, que viveu altos e baixos (mais baixos) pelo Tottenham, viu o seu lugar ser preenchido por Raheem Sterling, grande promessa do Liverpool e esperança inglesa nessa Copa. Lescott, que era constantemente convocado por Hodgson, ficou de fora devido as fracas atuações pelo Manchester City na fase mais aguda do campeonato inglês. No entanto, a grande decepção e surpresa da convocação inglesa para a Copa foi Michael Carrick. O excelente volante do Manchester United ficou de fora por opção tática de Hodgson, que não deu muitas explicações do porquê ele preferiu deixar o grande volante dos Diabos vermelhos de fora. Carrick teria um papel essencial nessa seleção inglesa, que apesar de jovem, necessita muito de rodagem.

Curiosidades:
- Rickie Lambert, atacante do Southampton que vai assinar pelo Liverpool oficialmente depois da Copa, tem uma das histórias mais bonitas de superação deste Mundial. Lambert era jogador das categorias de base do seu futuro clube, o Liverpool, quando tinha 15 anos. Por ironia do destino, Lambert foi dispensado do Liverpool, time pelo qual torce até hoje. Ainda jovem, Lambert foi parar no Blackpool, onde recebeu poucas chances de atuar até ser dispensado. O atacante inglês ficou QUATRO MESES livre no mercado e, durante esse período, o jogador teve que trabalhar numa fábrica que engarrafava beterrabas até assim com um clube da terceira divisão inglesa. Após anos lutando, Lambert assinou com o Southampton, clube onde virou ídolo. Fato curioso sobre Lambert: desde que assinou pelos Saints, em 2009, ele nunca perdeu um pênalti.]
- O único jogador do elenco da Three Lions que não atua em solo inglês é o goleiro reserva Fraser Forster, que joga no Celtic.
- O campeão inglês, Manchester City, cedeu apenas dois jogadores para a seleção inglesa (Joe Hart e James Milner).
- Apesar de ter inventado o futebol, os ingleses nem sempre se dão muito bem com o esporte. A seleção inglesa participou de 14 mundiais, sendo que ela ficou de fora de todos os mundias até a parada ocasionada pela Segunda Guerra. Depois de 1950, os ingleses deixaram de disputar o Mundial de 1974, 1978 e 1994.



Jogador-chave: Andrea Pirlo. Gênio do futebol que será o grande responsável pelo orquestramento da Azzurra. Mesmo com 35 anos, Pirlo parece cada vez mais elegante e técnico, ostentando passes milimétricos e visão de jogo ímpar. A única coisa que joga contra a Itália e o Pirlo é a idade avançada do meio-campista.

Preocupação: Defesa. Quem diria que um dia viveríamos tempo suficiente para cornetar a defesa italiana. Mestres na defesa, a Itália sofre com a baixa de jogadores importantes no setor e com as peças de reposição que não são confiáveis. Criscito e Ranocchia estão fora por causa de lesões. Bonucci e Barzagli estão baleados, apesar do último ter participado de mais partidas nos amistosos. Paletta, que fora convocado às pressas para servir uma seleção que não é sua, já que o zagueiro é argentino de nascimento, não é nem um pouco confiável e costuma entregar. Se não bastasse, Chiellini não vive um bom momento e Buffon está machucado.

Aposta: Lorenzo Insigne. O atacante do Napoli é uma versão mais jovem de outro jogador do elenco da Azzurra, o atacante Antonio Cassano. Lorenzo Insigne é rápido, habilidoso e cheio de personalidade, característica que já chamava a atenção quando atuava pelo Pescara, ao lado de Verratti.

Ficaram de fora: Alessandro Florenzi, Emanuele Giaccherini, Pablo Osvaldo, Mattia Destro e Giuseppe Rossi. A Itália vive uma situação completamente diferente dos últimos anos. Com uma defesa contestada, foi difícil achar jogadores bons e confiáveis para preencher a posição. No entanto, o ataque, que nem sempre foi a grande especialidade italiana, deixou vários nomes pelo caminho. Florenzi é um meia que ataca e defende com muita propriedade, porém, seu nome foi desconsiderado em razão da grande quantidade de nomes "pesados" no setor italiano. Giaccherini perdeu a sua vaga para Insigne, o que é perfeitamente compreensível já que o jogador do Napoli é mais habilidoso e inteligente. Já o trio formado por Osvaldo, Destro e Rossi causou polêmica devido às escolhas de Prandelli. Dois nomes eram certezas: Balotelli e Immobile (artilheiro do Calcio) eram escolhas incontestáveis já que a temporada dos dois fora muito forte. Osvaldo conseguiu sua transferência para a Juventus visando uma vaga na Azzurra, mas Prandelli preferiu levar jogadores que estavam em maior atividade em seus clubes, logo seu nome fora excluído de vez. Destro alternou a temporada como reserva e depois titular da Roma, que abocanhou o segundo lugar do Calcio. Se Destro tivesse uma regularidade maior a sua vaga poderia ter vindo no lugar do Cerci. No entanto, a opção de não levar Giuseppe Rossi causou um verdadeiro tumulto. Forjado para ser o grande nome do ataque italiano, Rossi se contundira pouco tempo antes da Itália iniciar seus preparos para a Copa. Segundo o jogador, suas condições de jogo eram perfeitamente normais, porém, Prandelli não teria confiado piamente em sua recuperação e optou por levar o veterano Cassano em seu lugar.

Curiosidades:
- Após terminar sua recuperação, Buffon deve igualar o recorde de Carbajal e Matthaus de participações em Copas (5 edições).
- Chiellini escreveu um livro sobre um grande ídolo italiano: Gaetano Scirea (Existe um anjo branco e preto. Meu mestre se chama Scirea).
- Pela primeira vez, a Itália, após várias edições de Copas, participará de um Mundial sem um jogador da Inter de Milão.
- A Itália é a segunda seleção que mais participou de Mundiais. Atrás apenas do Brasil, a Itália só não disputou o Mundial de 1958, na Suécia.
- Sem um representante desde 1994, nesta edição o Torino emplacou três convocados (Matteo Darmian, Alessio Cerci e Ciro Immobile).
- Antes extremamente patriota, a Azzurra hoje conta com três "estrangeiros" no elenco: Gabriel Paletta, Thiago Motta e Mario Balotelli. Os dois primeiros, inclusive, chegaram a defender a Argentina e o Brasil nas categorias de base, respectivamente. Já Balotelli é ganês de nascimento, mas fora adotado por um casal italiano quando ainda era bem pequeno.












Jogador-chave: Luís Suárez. Após temporada monstruosa pelo Liverpool, onde disputou 33 partidas e fez 31 gols, Luísito Suárez é o grande nome da Charrua. Ao lado de Cavani, o atacante do Liverpool precisa se manter saudável para que possa causar estrago e terror nas defesas adversárias.

Preocupação: média de idade elevada. O jeito de jogar já é manjado por todo mundo, porém, como se faz para parar o coração uruguaio? Simples, forçar jogadas de vitalidade. A defesa celeste está bastante envelhecida, assim como o meio-campo. Lugano, capitão do Uruguai, está sem clube, sem joelho e com 35 anos, requisitos que podem enterrar não só o zagueiro como todo o time uruguaio.

Aposta: Gastón Ramirez. Destaque na belíssima campanha do Southampton durante a Premier League deste ano, Gastón Ramirez é um dos poucos jogadores uruguaios com menos de 25 anos de idade. Titular em solo inglês, Ramirez busca sua afirmação com a camisa celeste. Com ótima visão de jogo e dotado de bom passe e chute de longa distância, o meia possui todas as características clássicas de um jogador dessa posição feito no Uruguai.

Ficaram de fora: Alejandro Silva e Sebá Fernández. O ala do Lanús foi a grande decepção na convocação de Oscar Tabarez, que preferiu levar o experiente Jorge Fucile. Já Sebá Fernández ficou de fora justamente porque Tabárez confia piamente na recuperação de Luís Suárez.

Curiosidades:
- Arévalo Rios não sabe usar e muito menos tem um computador em sua casa.
- Crístian Rodríguez tem um dos apelidos mais originais desta Copa: El Cebola. Motivo? Seus dribles são tão bons que fazem os adversários chorarem de medo. Então tá, né?
- Dentre os 23 convocados por Tabárez, apenas um jogador atua no Uruguai e, ainda assim, por empréstimo: Sebástian Coates, que atualmente defende as cores tricolores do Nacional está atuando na equipe uruguaia por empréstimo do Liverpool.












Jogador-chave: Keylor Navas. O goleirão de 27 anos do Levante foi um dos principais destaques da posição no campeonato espanhol desta temporada. Navas não é um gigante (tem apenas 1,86m), mas ele é capaz de se transformar numa verdadeira muralha. Além de ter uma ótima colocação, o costarriquenho possui reflexos apurados e uma excepcional saída de bola.

Preocupação: porte físico. Os costarriquenhos são muito leves, o que pode ser um problema quando Los Ticos forem enfrentar alguma equipe que chegue mais junto.

Aposta: Joel Campbell. Rápido, muito rápido! O jovem jogador do Arsenal, que estava emprestado ao Olympiacos nessa temporada, é um corisco e deve aprontar muito para cima dos adversários pesadões da Costa Rica. Além disso, Campbell é bom no arremate.

Ficou de fora: Álvaro Saborío. Todos os jogadores que se contundiram foram excluídos de prontidão, porém, Saborío é um ícone costarriquenho. Maior artilheiro dos Ticos, Saborío nunca atuou num grande centro, mas ele sempre deu conta do recado quando exigido.


Grupo E












Jogador-chave: Karim Benzema. O centroavante do Real Madrid é um dos homens de frente mais completos desse Mundial. Benzema começou como ponta no Lyon, porém, após constatarem que o seu faro de gol e o seu porte físico eram mais úteis perto da área do que na beirada do gramado, o francês, que é filho de argelinos, começou a destruir tudo.

Preocupação: laterais. Evra está em um fim de ciclo e o Debuchy não é lá muito confiável. As opções no banco de reservas não animam muito, pois Bacary Sagna (direita) e Lucas Digne (esquerda) não fizeram por onde quando tiveram suas oportunidades. O lateral-direito, inclusive, já foi alvo de protesto dos torcedores franceses para que não fosse titular durante as eliminatórias.

Aposta: Antoine Griezmann. O jovem ponta-esquerda da Real Sociedad vem chamando a atenção dos gigantes europeus graças à sua grande habilidade com a perna esquerda. Griezmann, que nunca jogou no futebol francês, é extremamente habilidoso e muito parecido com Ribery, pois ele não só consegue driblar em alta velocidade como também possui visão de jogo apurada, além do ótimo chute de longe. Deve ser a alternativa para substituir o papel de Ribery, que fora cortado.

Ficou de fora: Samir Nasri. Deschamps declarou que Nasri nunca se destacou o suficiente pelos Bleus e, baseando-se nessa premissa, resolveu deixar o meia do Manchester City de fora. Nasri é muito habilidoso, enjoado e organizador de jogadas, porém, o seu papel pode ser desempenhado com a mesma categoria pelo Valbuena, meia do Olympique de Marselha.

Curiosidades:
- A França foi a seleção que menos pontuou dentre as classificadas para a repescagem da UEFA.
- Pogba saiu muito jovem do Manchester United por brigar muito com Alex Ferguson. Durante uma dessas discussões com o lendário treinador escocês, Pogba recebeu o apelido de Nelson Mandela por não temer uma repreensão de alguém com mais poder do que ele.
- Varane, jovem zagueiro francês, quase não assinou pelo Real Madrid quando tinha 18 anos. Na oportunidade, Varane estava ESTUDANDO para um teste que lhe permitiria ingressar na faculdade quando simplesmente ZIDANE ligou em sua casa para convidá-lo a jogar pelo Real. Varane chegou a dizer à Zidane que estava muito ocupado estudando para se preocupar com uma transferência.
- Existem mais jogadores franceses convocados que atuam na Premier League do que na liga francesa. Ao todo são 10 jogadores franceses "ingleses" contra 8 jogadores franceses "de verdade".










Jogador-chave: Shaqiri. Baixinho, porém invocado. Shaqiri é rápido, driblador e forte. Atualmente jogando pelo Bayern, o meia-atacante gosta muito de resolver as coisas sozinho, porém, o seu individualismo é responsável por seu status no clube bávaro, que o usa somente quando a situação requer profundidade. Na Suíça, Shaqiri possui outro status, o de salvador.

Preocupação: um criador de jogadas confiável. Apesar de ser o camisa 10 da seleção, Granit Xhaka está mais para um trequartista/ponta-de-lança do que meia de criação. O jogador do Borussia Monchengladbach peca nesse quesito, mas sua força na chegada dentro da pequena área é notável. Caso o gargalo aperte, a Suíça pode sofrer já que o mais próximo que ela tem nessa função é o Xhaka.

Aposta: Ricardo Rodriguez. O jovem lateral-esquerdo do Wolfsburg é muito potente em tudo que faz na beirada do campo. Bom na marcação e preciso nos cruzamentos, Ricardo Rodriguez tem um ás na manga que o faz ser um dos laterais sub-21 mais desejados na Europa: um canhão de perna esquerda. Parece com algum lateral brasileiro, não acham?

Ficaram de fora: Eren Derdiyok e Pajtim Kasami. Derdiyok era o principal atacante da Suíça até meados das eliminatórias, porém, devido uma seca brutal de gols o jogador perdeu não apenas a titularidade como perdeu uma vaga na equipe. Já o volante Kasami, que caiu junto com o Fulham, perdeu espaço por opção do treinador.

Curiosidades:
- A Suíça continua sendo a única seleção que fora capaz de ser eliminada de uma Copa do Mundo sem tomar gols (2006, na Alemanha).
- Shaqiri nasceu em Kosovo, mas é descendente de albaneses e morou perto da França.
- Ricardo Rodriguez tem outros dois irmãos que jogam futebol profissionalmente. O mais velho, Roberto, é meia do St. Gallen e o mais novo, Francisco, atua pelo Zurich, time que revelou Ricardo.
- Benaglio é embaixador de uma campanha contra o ciberbullying.
- Até 2012, Fabian Schar, zagueiro do Basel, atuava na segunda divisão suíça e trabalhava como bancário para conseguir viver.
- Josip Drmic é filho de croatas, porém, o jovem atacante renegou suas origens e optou por defender a Suíça. Entretanto, Drmic não passou no teste para obter a cidadania suíça. O jogador ficou "sem país" por 2 anos.












Jogador-chave: Antonio Valencia. Extremamente contestado no Manchester United, Antonio Valencia é uma das esperanças equatorianas. O meia joga pela ponta direita e deve ser o principal assistente dos atacantes.

Preocupação: goleiro. Nenhum dos três goleiros do Equador são confiáveis. Porém, o goleiro titular, Alexander Dominguez, conseguiu a vaga apenas por ser alto. Todavia, Dominguez é muito fraco, o popular "mão-de-alface", e quase nunca ganha uma disputa aérea apesar de sua envergadura.

Aposta: Carlos Gruezo. Revelação do Stuttgart, o jovem meia equatoriano é bastante habilidoso. Bancado como titular pelo treinador, Gruezo pode pecar pela inexperiência, já que no Stuttgart ele raramente é escalado em entre os 11 iniciais.

Ficaram de fora: Joffre Guerrón, Fidel Martinez e Junior Sornoza. Famoso por destruir o Fluminense na final da Libertadores de 2008, Joffre Guerrón está fora desta Copa por causa do pouco futebol que vem jogando. Já Fidel Martinez, que fez uma belíssima Libertadores pelo Tijuana no ano passado, ficou de fora porque Reinaldo Rueda tem mais confiança no jovem Gruezo. O mesmo pode-se dizer sobre Junior Sornoza, que atua pelo Independiente Del Valle, cuja boa campanha nessa temporada chamou atenção de vários clubes argentinos.

Curiosidades:
- Em meio a tantas opções estrangeiras e famosas, o Emelec é a equipe que mais cedeu jogadores para seleção.
- Enner Valencia, homem gol do Pachuca, ordenhava vacas e vendia leite na pista para conseguir dinheiro para comprar uma chuteira.
- Christian Noboa, volante de categoria do Dinamo Moscou, ficou quase um mês gripado por ter comido neve.













Jogador-chave: Maynor Figueroa. Rápido e forte, o lateral do Hull City deve ser a única grande opção do treinador hondurenho.

Preocupação: violência e falta de habilidade. Será que Honduras conseguirá terminar uma partida dessa Copa do Mundo sem nenhuma expulsão? Outra coisa, a pouca criatividade dos caribenhos residem num jogador jovem e sem estrada.

Aposta: Andy Najar. O jogador jovem e sem estrada é Andy Najar, que atua pelo Anderlecht-BEL. Najar apresenta categoria e intimidade com a bola. Mas, todos sabem que uma andorinha só não faz verão.

Ficaram de fora: David Suazo e Alan Lallin. Suazo decidiu se aposentar na reta final de preparação da seleção hondurenha. Já Lallin ficou de fora por opção.

Curiosidades:
- Por incrível que pareça, essa é a terceira Copa de Honduras.
- Óscar Boniek Garcia, meia da seleção, ganhou o sobrenome "Boniek" por causa de seu pai, que era jogador da seleção olímpica de Honduras que chegou a enfrentar o original polonês. Caso não se chamasse Boniek, Óscar se chamaria JAIRZINHO.
- Costly, principal jogador do ataque hondurenho, ficou 6 meses fora do futebol porque não conseguiu se transferir do futebol americano para o europeu.
- Luís Fernando Suárez, treinador da seleção de Honduras, não aceita que seus jogadores usem bonés. 



Grupo F












Jogador-chave: Lionel Messi. Não preciso explicar, certo? A única coisa que deixa em dúvida sobre o super astro argentino é a sua condição mental, pois Messi até hoje nunca foi bem em uma Copa do Mundo.

Preocupação: defesa. Apesar de não ter sofrido um gol sequer durante os amistosos, a defesa argentina é a grande preocupação para Alejandro Sabella, que possui muito jogadores low profile e pouca bagagem.

Aposta: Marcos Rojo. Mesmo tendo uma defesa inconstante e pesada, Marcos Rojo é a grande aposta argentina nessa experiente seleção portenha. Capaz de jogar tanto na zaga quanto na lateral-esquerda, Rojo é especulado no Barcelona.

Ficaram de fora: Gino Peruzzi, Nicolás Burdisso, Eduardo Salvio, Javier Pastore, Éver Banega, Erik Lamela, Carlos Tevez e Mauro Icardi. Sabella convocou uma seleção muito forte no ataque e bem fraca na defesa. Entretanto, sobram-se opções numa possível convocação e uma delas é Gino Peruzzi, que é lateral-direito e zagueiro, além do experiente Burdisso que é a grande surpresa que ficou de fora nessa defesa jovem e inexperiente que Sabella levou. O meio-campo argentino gerou muitas surpresas e polêmicas (uma delas se refere à Messi, que teria palpitado na convocação de Sabella), ainda mais pelas ausências de Salvio, Pastore e Banega. O primeiro teve uma temporada inesquecível pelo Benfica, enquanto o segundo pouco jogou pelo PSG e o terceiro, em menor escala, também não agradou muito mesmo tendo feito boas partidas pelo Newells. Duas apostas argentinas perderam espaço nessa convocação devido a grande concorrência contra grandes nomes. Lamela, que aos poucos vai buscando a titularidade no Tottenham, e Mauro Icardi se consolidou como o grande nome da Inter para o ataque no futuro. A única pergunta que ainda não foi respondida remete à Tevez, que foi o artilheiro do Calcio e simplesmente fora ignorado por Sabella. Eu levaria o Apache no lugar do Lavezzi.

Curiosidades:
- Sabe quem é o Chiquito? Por esse nome você não deve saber, mas se eu te contar que esse cara é o Sergio Romero, goleiro titular da albiceleste, tudo fará mais sentido. Confira os principais apelidos dos jogadores argentinos: Fernando Gago (La Pintita - O galã), Angel Di María (El Fideo - é um tipo de macarrão fininho), Maxi Rodríguez (La Fiera - A Fera), Javier Mascherano (El Jefecito - O chefezinho), Gonzalo Higuai (Pipita - gíria para chamar alguém de narigudo), Sergio Aguero (Kun - era um personagem de desenho animado), Lionel Messi (La Pulga - A Pulga), Rodrigo Palacio (La Joya - A Joia), Ezequiel Lavezzi (Pocho - Fruta Podre) e Alejandro Sabella (Pachorra - O Calmo).
- Mascherano estreou como profissional na seleção argentina antes de estrear como profissional no River Plate.
- Alejandro Sabella foi um dos primeiros jogadores latinos a jogar na Premier League. Em 1978, Sabella fora contratado pelo Sheffield, que inicialmente queria trazer um tal de Diego Maradona.













Jogador-chave: Edin Dzeko. O bom centroavante do Manchester City é o grande nome da estreante em Copas. Dzeko será o responsável por anotar os gols dos bósnios, que necessitarão de uma Copa inspirada do atacante.

Preocupação: defesa. Apesar de ter em Spahic sua pedra fundamental, a seleção da Bósnia é muito lenta e bastante fraca tecnicamente.

Aposta: Miralem Pjanic. O espetacular meio-campista da Roma não é nenhum moleque, já que ele tem 24 anos. Entretanto, o orquestrador da Bósnia terá uma grande chance de abocanhar um contrato com um gigante europeu caso faça uma Copa digna do que se espera dele.

Ficou de fora: Adnan Zahirovic. O jovem atacante do Bochum ficou de fora da seleção porque se machucou muito durante a temporada e quase nem participou da temporada da segunda divisão alemã. Entretanto, Zahirovic é muito cotado na Europa.

Curiosidades:
- O pai de Pjanic foi "refém" de um clube da terceira divisão da Iugoslávia. Na época, o pai de Pjanic queria sair do clube para outro por causa da guerra.
- Dzeko é o maior artilheiro da história da Bósnia, porém, nem sendo o maior astro da equipe lhe dá credenciais para fugir da zoeira. Em seu país, Dzeko é conhecido como "o Poste de Luz".
- Asmir Begovic já marcou um gol de dentro da sua pequena área numa partida pelo Stoke City.
- Tino-Sven Susic é sobrinho do treinador Seset Susic. Sua convocação foi extremamente contestada porque Susic é reserva no Hajduk Split, da Croácia.
- Hajrovic, até certo tempo atrás, era jogador da Suíça. Após muitas críticas, o ponta do Galatasaray mudou de ideia e resolveu firmar seus serviços a favor da Bósnia.











Jogador-chave: Reza Ghoochannejhad. Ainda bem que ele prefere ser chamado de Reza, já que o seu sobrenome é quase impronunciável. O centroavante iraniano é rápido e possui um excelente cabeceio.

Preocupação: porte físico. A condição física dos comandados por Carlos Queiroz é muito questionada. Se não bastasse, a média de altura da seleção é uma das mais baixas da Copa.

Aposta: Ehsan Hajsafi. O jovem meia da seleção iraniana é um excelente chutador de média distância. Com sua perna esquerda, Safi costuma dar trabalho aos goleiros com seus petardos. 

Ficaram de fora: Gholamreza Rezaei e Mojtaba Jabari. Dois jogadores experientes que foram usados por Queiroz durante a disputa das eliminatórias, mas que foram descartados por questões técnicas e físicas.

Curiosidades:
- Ashkan Dejagah, um dos jogadores mais conhecidos do Irã, não é unanimidade em seu país. Motivo? Tatuagens. Pintar a pele no Irã é proibido e, graças à audácia, Dejagah é sempre obrigado a jogar de mangas longas quando usa o uniforme iraniano.
- Daniel Davari, goleiro reserva do Irã, quase não viajou para o Brasil por motivos burocráticos. Davari possui dois passaportes, um islâmico e outro alemão.













Jogador-chave: Vincent Enyeama. O elástico goleiro da Nigéria deve ser o grande destaque dessa renovada seleção. Apesar de ser baixinho para um goleiro (1,80m), Enyeama possui um senso de colocação espetacular.

Preocupação: organização tática. Assim como todas as seleções africanas, a Nigéria sofre muito com a sua pífia organização tática. Sem saber muitas vezes o que fazer em campo, a Nigéria se torna uma presa fácil quando o adversário consegue anular sua única arma de verdade: a velocidade.

Aposta: Ogenyi Onazi. O jovem volante da Lazio é incansável na marcação. Onazi promete fazer uma dupla intransponível juntamente com Obi Mikel, vangloriado volante do Chelsea.

Ficaram de fora: John Utaka, Sunday Mba, Victor Obinna, Ikechukwu Uche, Obafemi Martins e Ideye Brown. Todos esses atacantes foram essenciais para a Nigéria, além da maioria jogar em grandes ligas. Entretanto, após várias disputadas com a federação do país, esses jogadores foram "esquecidos" pelo treinador Stephan Keshi. Chamado de "O Chefão", Keshi costuma fazer sua "família" assim como o treinador da seleção brasileira.

Curiosidades:
- Onazi já interrompeu um assalto em Roma. O volante correu atrás de um batedor de carteiras que tinha roubado uma mulher e devolveu o objetivo a dona.
- Enyeama pode ser um grande goleiro, porém, seus companheiros de clube no Lille procuram ficar um pouco longe do Pastor. Enyeama vive tentando converter seus colegas para a igreja.

Copa das Confederações: um resumo dos adversários do Brasil no Grupo A

A Copa das Confederações é um torneio disputado de quatro em quatro anos (desde 2005, pois anteriormente a competição era disputada de dois em dois anos). Participam deste torneio apenas os seis campeões continentais, o país-sede e o atual campeão mundial. Ou seja, os classificados via-copa são: o campeão da Copa América (Conmebol), o campeão da Copa da Ásia (AFC), o campeão da Eurocopa (UEFA), o campeão da Copa Ouro (Concacaf), o campeão da Copa das Nações Africanas (CAF), o campeão da Copa das Nações da Oceania (OFC) e o campeão da Copa do Mundo (FIFA).

A primeira edição da Copa das Confederações aconteceu em 1992, na Arábia Saudita. Em 2001, sediada na Coréia do Sul e no Japão, a competição virou um chamariz para a Copa do Mundo que viria no ano seguinte. O mesmo aconteceu nos anos subsequentes.

O maior vencedor da Copa das Confederações é o Brasil, com três taças (1997, 2005, 2009). Em segundo lugar vem a França, com duas taças (2001 e 2003). O resto dos vencedores, com apenas uma taça, são Argentina (1992), Dinamarca (1995) e México (1999). O artilheiro da Copa das Confederações é o Romário, com 10 gols marcados.

Feito o preâmbulo, vamos às vias de fato. O Brasil está no Grupo A, juntamente com Japão, Itália e México. Abaixo, você vai ver um dossiê sobre as três seleções que vão fazer frente ao Brasil na primeira fase.


Japão: A seleção japonesa sagrou-se campeã da Copa da Ásia depois de derrotar a seleção da Austrália, por 1x0, gol de Tadanari Lee, no Usbequistão. Os Samurais Azuis (apelido da seleção), que no passado era motivo de chacota, evoluiu muito o seu padrão tático e técnico de futebol. Desde sua primeira aparição numa Copa do Mundo, em 1998, o Japão nunca mais deixou de figurar na maior competição de seleções do planeta. Aliás, os japoneses foram os primeiros a garantir presença na Copa de 2014, quando venceu o Iraque por 1x0, na terça-feira passada (11). A maior qualidade dos japoneses é a técnica dos meio-campistas, fruto do período em que Zico - idolatrado pelos japoneses- jogou na J-League e posteriormente quando dirigiu a seleção nacional. Aplicados taticamente, os japoneses trocam passes com precisão e velocidade, além de constantemente chutarem de fora da área.

Destaques: Shinji Kagawa (meia, Manchester United), Keisuke Honda (meia, CSKA Moscou), Shinji Okazaki (meia, Stuttgart) e Yuto Nagatomo (lateral-direito, Inter de Milão).

Esquema tático: O Japão joga no famigerado 4-2-3-1 com a linha de quatro defensores, dois volantes marcadores, dois meias abertos (Kagawa e Okazaki) e um centralizado (Honda). Isolado no ataque, o artilheiro do Vitesse, Mike Havenaar, utiliza o seu corpanzil de 1,94m para fazer o pivô (ou parede) pros meias que vêm de trás.

Pontos fortes: Os Samurais possuem dois pontos fortes. O primeiro, claro, é Shinji Kagawa, um meia habilidoso (muito parecido com o Oscar) que tem facilidade para driblar em velocidade, e que corta frequentemente pela diagonal e chuta ao gol. O segundo destaque são os chutes de fora da área de Keisuke Honda, cuja precisão é assombrosa.

Ponto fraco: A baixa estatura do Japão, que tem média de 1,79m, é a principal fraqueza da equipe. A dupla de zaga que deve ser titular, Yoshida (1,86m) e Inoha (1,79m), costuma sofrer quando a bola é alçada sobre a área.

Curiosidade: O treinador do Japão, o italiano Alberto Zaccheroni, enfrentou durante o ano de 2001 um grande nome japonês, o ex-meia Hidetoshi Nakata. Na época, Zaccheroni era o treinador da Lazio e Nakata era meio-campista da Roma, no maior dérbi da Itália.

Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Japão, a seleção brasileira venceu uma vez (4x1 na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha) e empatou duas (0x0 na Copa das Confederações de 2001, 2x2 na Copa das Confederações de 2005).  


México: A seleção mexicana é um dos maiores carrascos do Brasil desde o último título Mundial. No entanto, um mantra negativo sempre pesa sobre os sombreiros mexicanos: "jogamos como nunca, perdemos como sempre". A poemática mexicana chega a ser irônica, pois, como dito antes, o México já venceu uma edição da Copa das Confederações, e derrotou o Brasil na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Contudo, esse mantra foi atribuído aos mexicanos devido as amareladas em Copas do Mundo contra times de menor expressão e para as derrotas vergonhosas contra seleções de grande porte. Como se não bastasse a fama, apesar de ter uma boa seleção, o México não passa por um bom momento. Os mexicanos correm grande risco de ficar de fora da Copa de 2014. Isso porque o México empatou, em casa, contra a Costa Rica e agora amargura a terceira posição da Concacaf. A terceira posição dá a classificação direta para a Copa, no entanto, o México está 1 ponto à frente do Panamá, que tem um jogo a menos, e está à 1 ponto atrás da Costa Rica, que também está com um jogo a menos. Na pior das hipóteses, o México disputaria uma repescagem contra o quinto colocado da Conmebol (pode ser o Uruguai, o Chile, ou a Venezuela).

Destaques: Chicharito Hernández (atacante, Manchester United), Giovani dos Santos (meia, Mallorca), Andrés Guardado (meia, Valencia) e Javier Aquino (meia-atacante, Villareal).

Esquema tático: O México joga num ousado 4-1-3-2 (o que pode explicar muito bem a situação da equipe na Concacaf). A linha de quatro defensores é realmente composta por quatro defensores, pois os dois laterais não avançam ao ataque. No meio, os Tricolores jogam com apenas um volante de contenção (Reyes ou Torrado) e três meias, sendo que dois deles jogam bem abertos nas pontas (Guardado e Dos Santos) e apenas um no meio (Javier Aquino). No ataque, Chicharito fica postado no limite da pequena área, enquanto Zavalla puxa a marcação dos zagueiros procurando abrir espaços pro centroavante do Manchester United infiltrar com a bola.

Ponto forte: O México não é um primor tático, mas conta com três jogadores de habilidade e um centroavante matador. Guardado é muito veloz, Aquino e Giovani dos Santos são dribladores natos e Chicharito possui uma grande colocação dentro da pequena área (o que ocasiona a maioria dos gols mexicanos).

Ponto fraco: Apesar de ter uma linha de quatro defensores, com laterais que pouco avançam, o México é muito ruim na marcação. Nenhum dos quatro defensores possui calibre pra amedrontar o ataque adversário, e muito menos recebem ajuda dos meias na marcação.

Curiosidade: Do time que foi campeão das Olimpíadas na final contra o Brasil, oito jogadores que foram relacionados para aquela partida foram convocados para a Copa das Confederações. São eles: José Corona, Carlos Salcido, Hiram Mier, Diego Reyes, Hector Herrera, Javier Aquino, Giovani dos Santos e Raul Jiménez.

Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e México, a seleção brasileira perdeu duas partidas (2x0 na Copa América de 2007, e 1x0 na Copa das Confederações de 2005) e ganhou apenas uma (4x0 na Copa América de 2004).


Itália: A Azzurra, que aos poucos vai renascendo no futebol, foi credenciada para disputar a Copa das Confederações porque a Espanha foi campeã Mundial e campeã da Eurocopa. Como a Itália foi vice-campeã da Euro, e a Espanha já tinha duas vagas preenchidas, o regulamento deu aos italianos a oportunidade de disputar a competição em solo brasileiro, pois uma vaga teria de ser preenchida. A Juventus, bicampeã do Calcio, emprestou não apenas oito jogadores para a seleção, como emprestou o futebol e a forma de jogar também. Cesare Prandelli, responsável pela retomada do bom futebol apresentado pela Azzurra, recentemente vem recebendo críticas da imprensa italiana pelo declínio do futebol da seleção nos últimos jogos. Prandelli poderia se apegar aos retrospectos e resultados para se defender de tais críticas (vice-campeão da Eurocopa, e líder do Grupo B nas Eliminatórias para a Copa do Mundo). Porém, o ex-treinador da Fiorentina concorda com a imprensa e vem cobrando melhores desempenhos de seus comandados, especialmente depois do empate dos reservas com a seleção do Haiti, em São Januário, que terminou em 2x2.

Destaques: Andrea Pirlo (meia, Juventus), Mario Balotelli (atacante, Milan), Gianluigi Buffon (goleiro, Juventus), Claudio Marchisio (volante, Juventus) e Giorgio Chiellini (zagueiro, Juventus).

Esquema tático: O time de Cesare Prandelli, joga num 4-4-2 clássico, mas que pode mudar para o 4-3-1-2. Em suma, essa alteração não muda muita coisa. A questão é o posicionamento do Pirlo. Na Juventus, o craque italiano tem muito mais liberdade para criar, enquanto na seleção ele compõe mais a marcação dependendo do adversário. A linha de quatro defensores não muda muita coisa, onde o Abate tem liberdade para avançar. O meio-campo italiano é um losango, pois o volante de contenção atende pelo nome de De Rossi. Enquanto o jogador da Roma fica preso à marcação, Marchisio forma ponta esquerda do losango e Pirlo toma o lado direito. À frente dos três "volantes", temos Montolivo completando o losango. No ataque, Mario Balotelli assume a responsabilidade dos gols, enquanto El Shaarawy flutua pelos lados do ataque, sempre procurando ficar livre para receber um passe milimétrico de Pirlo.

Pontos fortes: O elenco de Prandelli é muito compacto, porém, o meio-campo da Azzura é o principal destaque por ser extremamente habilidoso. De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo, além de serem altamente técnicos, têm a capacidade de controlar o tempo do jogo e dar a cadência que a Itália tanto preza. A defesa é o outro ponto forte da Azzurra, especialmente com a presença de Chiellini, que joga perfeitamente como zagueiro ou lateral. O ataque italiano é promissor, até porque Balotelli - quando não está pilhado- é um centroavante de muita habilidade.

Ponto fraco: Mario Balotelli. Precisa explicar?

Curiosidade: Dentre as oito seleções que irão disputar a Copa das Confederações, a Itália é a seleção que menos tem jogadores atuando em clubes estrangeiros. O único jogador que atua fora da Itália é o goleiro reserva Salvatore Sirigu, que joga pelo Paris Saint-Germain.

Retrospecto: Dos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Itália, a seleção brasileira venceu apenas uma vez (3x0 na Copa das Confederações de 2009) e empatou duas (0x0 na final da Copa do Mundo de 1994, 2x2 num amistoso em 2013, na Suíça).

O renascimento do Calcio

Há duas temporadas veio uma notícia que evidenciava a decadência do futebol italiano, o popular Calcio. Devido ao fraco desempenho da Azzurra, seleção nacional, e dos clubes italianos em competições como Champions League e UEFA Champions League (atualmente Liga Europa), o Calcio perdeu uma vaga para a ascendente (e contundente) Bundesliga. No ranking da UEFA, a Alemanha superou a Itália e acabou tirando-lhes uma vaga para as competições internacionais.
A decisão da UEFA foi acertada, porém, essa decisão mexeu com o brio dos italianos. O orgulho de uma nação sobre um esporte em que outrora era temida já deixou de existir há algum tempo. Vários fatores contribuíram para essa derrocada do Calcio, no entanto, dois são bem claros.
O primeiro fator, e talvez mais importante, é a grande dívida dos clubes italianos com bancos e jogadores. Nos anos 90, o Calcio era o campeonato mais importante do planeta. Nele havia o Milan dos holandeses Rijkaard, Van Basten e Gullit, a Juventus de Nedved e Zidane, a Internazionale do Ronaldo e a Roma do Totti e Batistuta. Os diretores desses clubes esbanjavam dinheiro em contratações, e muitas delas vinham a granel, ocasionando no déficit bancário.
O segundo fator, que é uma consequência do primeiro, foi a desvalorização dos jogadores italianos. A gastança na contratações de jogadores fez com que abertura do mercado para os estrangeiros fosse completamente absurda. Graças a esse fenômeno, deixou-se de lado a valorização do mercado nacional, restando apenas jogadores italianos com idade bastante avançada.
O duro golpe no ego italiano, que é muito forte diga-se de passagem, foi sentido já na temporada passada quando a Juventus conquistou o Calcio de maneira invicta. A Velha Senhora, com um time recheado de jogadores italianos e uma maneira muito clara de se jogar futebol, faturou o troféu merecidamente num campeonato marcado pelo cerceamento à alguns gigantes, caso da Inter e da Roma que obtiveram desempenhos pífios.
No entanto, como o futebol é algo inexplicável, a Azzurra conseguiu chegar até a final da Eurocopa, contra a Espanha, num dos maiores momentos de turbulência de sua história. Uma das primeiras coisas que aprendi quando criança foi que nós jamais devemos duvidar de seleções como a do Brasil, Alemanha e, especialmente, a da ITÁLIA. Talvez seja o espírito gladiador, ou talvez seja o peso da camisa, mas jamais, em hipótese alguma, duvido do que os italianos são capazes de fazer no futebol.
A partir de então, o futebol italiano cravou suas esperanças novamente em suas raízes futebolísticas, em sua tradição de grandes jogadores. Ficou nítido para os italianos de que algo precisava ser feito para mudar o desastre que eles mesmo tinham criado.
O que ficou claro nesta temporada do Calcio fora a percepção dos italianos de que eles já não podem mais arcar com grandes nomes e assim gastar o dinheiro que não têm. Clubes como Juventus, Napoli e Lazio perceberam antes dos demais que era necessário apostar em jogadores jovens e baratos visando um lucro futuro. Tal perspicácia deu aos três clubes o primeiro, segundo e terceiro lugares no topo da Serie A até o momento.
A Juventus, campeã da temporada passada, apostou mais nos jogadores desconhecidos das grandes praças (Bonucci, Marchisio, Giaccherini, Vidal, Lichsteiner e Matri, por exemplo) do que em medalhões. A única exceção foi Andrea Pirlo, um gênio do futebol que estava em baixa no Milan, que encaixou como uma luva e renasceu no time de Turim. Além dos desconhecidos e do Pirlo, a Juve contratou bons e novos valores para o seu elenco, caso do vigoroso volante Kwadwo Asamoah (24 anos e ex-Udinese), do promissor Paul Pogba (19 anos e ex-Manchester United) e do potente volante/lateral Mauricio Isla (24 anos e ex-Udinese). Para fechar o ciclo, a Juventus apostou mais uma vez no talento de Sebastian Giovinco, apontado desde 2006 como o novo Roberto Baggio, que fora recontratado do Parma.
O Napoli, que ascendeu junto com a Juventus em 2006/2007 da Serie B, vem realizando um trabalho de reconstrução da marca desde então. Até a temporada de 2009/2010, o Napoli oscilava entre a 6ª e 10ª colocação, e partir de 2010/2011, quando conseguiu terminar na honrosa 3ª colocação, ficou evidente o ótimo trabalho napolitano com seu plantel que pouco mudou desde o acesso. O marco para essa mudança foi a contratação do excelente atacante Edinson Cavani, que veio do Palermo após o uruguaio ter dado um show no Sulamericano Sub-20 de 2008. Além do atacante uruguaio, o argentino Lavezzi (atualmente no PSG) contribuiu fortemente para que os napolitanos. Mas atendo-se ao plantel atual, existe um jogador que pouco chama atenção da mídia, mas que tem uma importância colossal para o ex-time de Maradona: Marek Hamsik, eslovaco de 25 anos. Hamsik joga em todas as posições do meio-de-campo. Outros componentes desse forte time são: Maggio, Zuñiga (destaque do Nacional-COL na Libertadores de 2008), Inler e o jovem Insigne, cuja categoria se equivale à sua sorte.
Já a Lazio, time de extrema-direita da capital da Bota, conquistou o seu último Scudetto em 1999/2000 num time que ainda jogavam Nedved, Mendieta e Inzagghi. Desde então, a Águia da Capital alçou vôos modestos até a temporada retrasada quando conseguiu a 4ª colocação. A Lazio, assim como o Napoli, pouco mexeu no seu plantel durante esse período. Aliado aos "senattores" (como são chamados os jogadores de bastante tempo de casa) Mauri, Radu, Brocchi, Floccari e do craque Cristian Ledesma, os novatos Hernanes, Fernandez, Kozak, Ciani e Konko, ditam o ritmo do time. Se pararmos para analisar friamente o time da Lazio, nota-se que o time possui muitos jogadores experientes e até mesmo os novatos não são tão novos assim. Porém, o que encorpou mesmo o time da capital foram as contratações cirúrgicas de alguns jogadores desvalorizados e "velhos", casos do excelente centroavante Miroslav Klose, e do francês Louis Saha, ambos com 34 anos. Outro ponto de destaque fora a contratação do bósnio Senad Lulic, 27 anos, que foi contratado a pedido do treinador Vladimir Petkovic (que recebe apenas £$ 80 mil e faz um trabalho fantástico) após terem trabalhado juntos no Young Boys-SUI.
Além desses três clubes citados, outros times estão dando o que falar por terem se adaptado à nova realidade do Calcio. Um desses clubes é a Fiorentina, time comandado por Vicenzo Montella (aquele mesmo que jogou na Roma) e que pratica um futebol atrevido, que por muitas vezes não é atribuído ao estilo italiano de jogar futebol. O time é muito jovem e possui ótimas promessas como Stephan Jovetic, Juan Cuadrado e Adem Ljajic. O time de Firenzi contratou o excelente Guiseppe Rossi, ex-Villareal, nessa janela de inverno e promete brigar de igual para igual contra os três primeiros. A Viola encontra-se na 6ª posição, atrás de Inter e Milan, 4° e 5° colocados respectivamente.
Neste sábado, inicia-se a rodada 24 da Serie A, que promete ser a mais exuberante (tanto é que serviu de inspiração para esse post) dos últimos anos. O primeiro jogo da rodada é simplesmente o confronto entre a líder Juventus contra a Fiorentina, às 15h. Depois, às 17h25, Lazio e Napoli se enfrentam no Olimpico de Roma.
Sem querer desmerecer os jogos de domingo, mas esses dois embates são imperdíveis justamente pela proximidade da Juventus para o Napoli, que é de três pontos, do Napoli para a Lazio, que é de seis pontos, e da Lazio para a Fiorentina, que é de quatro pontos. Os eternos rivais Inter e Milan, que possuem os mesmos 40 pontos, enfrentam Chievo (12°) e Cagliari (16°) respectivamente, no domingo, e podem finalmente encabeçar uma luta pela UCL.
Portanto, durante a rodada 24 do Calcio poderemos ter uma mudança desde o primeiro colocado até o quinto colocado da tabela. Juntando todos os fatores que implicaram nessa nova mentalidade italiana, nesse futebol agradável de se ver e nessa disputa acirradíssima pelo Scudetto, Champions League e Liga Europa, podemos dizer que finalmente estão tratando o Calcio com o devido respeito com o qual eu sempre tive desde criança. Grazie, inflazione!

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