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Copa das Confederações: um resumo dos adversários do Brasil no Grupo A
A Copa das Confederações é um torneio disputado de quatro em quatro anos (desde 2005, pois anteriormente a competição era disputada de dois em dois anos). Participam deste torneio apenas os seis campeões continentais, o país-sede e o atual campeão mundial. Ou seja, os classificados via-copa são: o campeão da Copa América (Conmebol), o campeão da Copa da Ásia (AFC), o campeão da Eurocopa (UEFA), o campeão da Copa Ouro (Concacaf), o campeão da Copa das Nações Africanas (CAF), o campeão da Copa das Nações da Oceania (OFC) e o campeão da Copa do Mundo (FIFA).
A primeira edição da Copa das Confederações aconteceu em 1992, na Arábia Saudita. Em 2001, sediada na Coréia do Sul e no Japão, a competição virou um chamariz para a Copa do Mundo que viria no ano seguinte. O mesmo aconteceu nos anos subsequentes.
O maior vencedor da Copa das Confederações é o Brasil, com três taças (1997, 2005, 2009). Em segundo lugar vem a França, com duas taças (2001 e 2003). O resto dos vencedores, com apenas uma taça, são Argentina (1992), Dinamarca (1995) e México (1999). O artilheiro da Copa das Confederações é o Romário, com 10 gols marcados.
Feito o preâmbulo, vamos às vias de fato. O Brasil está no Grupo A, juntamente com Japão, Itália e México. Abaixo, você vai ver um dossiê sobre as três seleções que vão fazer frente ao Brasil na primeira fase.
Japão: A seleção japonesa sagrou-se campeã da Copa da Ásia depois de derrotar a seleção da Austrália, por 1x0, gol de Tadanari Lee, no Usbequistão. Os Samurais Azuis (apelido da seleção), que no passado era motivo de chacota, evoluiu muito o seu padrão tático e técnico de futebol. Desde sua primeira aparição numa Copa do Mundo, em 1998, o Japão nunca mais deixou de figurar na maior competição de seleções do planeta. Aliás, os japoneses foram os primeiros a garantir presença na Copa de 2014, quando venceu o Iraque por 1x0, na terça-feira passada (11). A maior qualidade dos japoneses é a técnica dos meio-campistas, fruto do período em que Zico - idolatrado pelos japoneses- jogou na J-League e posteriormente quando dirigiu a seleção nacional. Aplicados taticamente, os japoneses trocam passes com precisão e velocidade, além de constantemente chutarem de fora da área.
Destaques: Shinji Kagawa (meia, Manchester United), Keisuke Honda (meia, CSKA Moscou), Shinji Okazaki (meia, Stuttgart) e Yuto Nagatomo (lateral-direito, Inter de Milão).
Esquema tático: O Japão joga no famigerado 4-2-3-1 com a linha de quatro defensores, dois volantes marcadores, dois meias abertos (Kagawa e Okazaki) e um centralizado (Honda). Isolado no ataque, o artilheiro do Vitesse, Mike Havenaar, utiliza o seu corpanzil de 1,94m para fazer o pivô (ou parede) pros meias que vêm de trás.
Pontos fortes: Os Samurais possuem dois pontos fortes. O primeiro, claro, é Shinji Kagawa, um meia habilidoso (muito parecido com o Oscar) que tem facilidade para driblar em velocidade, e que corta frequentemente pela diagonal e chuta ao gol. O segundo destaque são os chutes de fora da área de Keisuke Honda, cuja precisão é assombrosa.
Ponto fraco: A baixa estatura do Japão, que tem média de 1,79m, é a principal fraqueza da equipe. A dupla de zaga que deve ser titular, Yoshida (1,86m) e Inoha (1,79m), costuma sofrer quando a bola é alçada sobre a área.
Curiosidade: O treinador do Japão, o italiano Alberto Zaccheroni, enfrentou durante o ano de 2001 um grande nome japonês, o ex-meia Hidetoshi Nakata. Na época, Zaccheroni era o treinador da Lazio e Nakata era meio-campista da Roma, no maior dérbi da Itália.
Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Japão, a seleção brasileira venceu uma vez (4x1 na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha) e empatou duas (0x0 na Copa das Confederações de 2001, 2x2 na Copa das Confederações de 2005).
México: A seleção mexicana é um dos maiores carrascos do Brasil desde o último título Mundial. No entanto, um mantra negativo sempre pesa sobre os sombreiros mexicanos: "jogamos como nunca, perdemos como sempre". A poemática mexicana chega a ser irônica, pois, como dito antes, o México já venceu uma edição da Copa das Confederações, e derrotou o Brasil na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Contudo, esse mantra foi atribuído aos mexicanos devido as amareladas em Copas do Mundo contra times de menor expressão e para as derrotas vergonhosas contra seleções de grande porte. Como se não bastasse a fama, apesar de ter uma boa seleção, o México não passa por um bom momento. Os mexicanos correm grande risco de ficar de fora da Copa de 2014. Isso porque o México empatou, em casa, contra a Costa Rica e agora amargura a terceira posição da Concacaf. A terceira posição dá a classificação direta para a Copa, no entanto, o México está 1 ponto à frente do Panamá, que tem um jogo a menos, e está à 1 ponto atrás da Costa Rica, que também está com um jogo a menos. Na pior das hipóteses, o México disputaria uma repescagem contra o quinto colocado da Conmebol (pode ser o Uruguai, o Chile, ou a Venezuela).
Destaques: Chicharito Hernández (atacante, Manchester United), Giovani dos Santos (meia, Mallorca), Andrés Guardado (meia, Valencia) e Javier Aquino (meia-atacante, Villareal).
Esquema tático: O México joga num ousado 4-1-3-2 (o que pode explicar muito bem a situação da equipe na Concacaf). A linha de quatro defensores é realmente composta por quatro defensores, pois os dois laterais não avançam ao ataque. No meio, os Tricolores jogam com apenas um volante de contenção (Reyes ou Torrado) e três meias, sendo que dois deles jogam bem abertos nas pontas (Guardado e Dos Santos) e apenas um no meio (Javier Aquino). No ataque, Chicharito fica postado no limite da pequena área, enquanto Zavalla puxa a marcação dos zagueiros procurando abrir espaços pro centroavante do Manchester United infiltrar com a bola.
Ponto forte: O México não é um primor tático, mas conta com três jogadores de habilidade e um centroavante matador. Guardado é muito veloz, Aquino e Giovani dos Santos são dribladores natos e Chicharito possui uma grande colocação dentro da pequena área (o que ocasiona a maioria dos gols mexicanos).
Ponto fraco: Apesar de ter uma linha de quatro defensores, com laterais que pouco avançam, o México é muito ruim na marcação. Nenhum dos quatro defensores possui calibre pra amedrontar o ataque adversário, e muito menos recebem ajuda dos meias na marcação.
Curiosidade: Do time que foi campeão das Olimpíadas na final contra o Brasil, oito jogadores que foram relacionados para aquela partida foram convocados para a Copa das Confederações. São eles: José Corona, Carlos Salcido, Hiram Mier, Diego Reyes, Hector Herrera, Javier Aquino, Giovani dos Santos e Raul Jiménez.
Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e México, a seleção brasileira perdeu duas partidas (2x0 na Copa América de 2007, e 1x0 na Copa das Confederações de 2005) e ganhou apenas uma (4x0 na Copa América de 2004).
Itália: A Azzurra, que aos poucos vai renascendo no futebol, foi credenciada para disputar a Copa das Confederações porque a Espanha foi campeã Mundial e campeã da Eurocopa. Como a Itália foi vice-campeã da Euro, e a Espanha já tinha duas vagas preenchidas, o regulamento deu aos italianos a oportunidade de disputar a competição em solo brasileiro, pois uma vaga teria de ser preenchida. A Juventus, bicampeã do Calcio, emprestou não apenas oito jogadores para a seleção, como emprestou o futebol e a forma de jogar também. Cesare Prandelli, responsável pela retomada do bom futebol apresentado pela Azzurra, recentemente vem recebendo críticas da imprensa italiana pelo declínio do futebol da seleção nos últimos jogos. Prandelli poderia se apegar aos retrospectos e resultados para se defender de tais críticas (vice-campeão da Eurocopa, e líder do Grupo B nas Eliminatórias para a Copa do Mundo). Porém, o ex-treinador da Fiorentina concorda com a imprensa e vem cobrando melhores desempenhos de seus comandados, especialmente depois do empate dos reservas com a seleção do Haiti, em São Januário, que terminou em 2x2.
Destaques: Andrea Pirlo (meia, Juventus), Mario Balotelli (atacante, Milan), Gianluigi Buffon (goleiro, Juventus), Claudio Marchisio (volante, Juventus) e Giorgio Chiellini (zagueiro, Juventus).
Esquema tático: O time de Cesare Prandelli, joga num 4-4-2 clássico, mas que pode mudar para o 4-3-1-2. Em suma, essa alteração não muda muita coisa. A questão é o posicionamento do Pirlo. Na Juventus, o craque italiano tem muito mais liberdade para criar, enquanto na seleção ele compõe mais a marcação dependendo do adversário. A linha de quatro defensores não muda muita coisa, onde o Abate tem liberdade para avançar. O meio-campo italiano é um losango, pois o volante de contenção atende pelo nome de De Rossi. Enquanto o jogador da Roma fica preso à marcação, Marchisio forma ponta esquerda do losango e Pirlo toma o lado direito. À frente dos três "volantes", temos Montolivo completando o losango. No ataque, Mario Balotelli assume a responsabilidade dos gols, enquanto El Shaarawy flutua pelos lados do ataque, sempre procurando ficar livre para receber um passe milimétrico de Pirlo.
Pontos fortes: O elenco de Prandelli é muito compacto, porém, o meio-campo da Azzura é o principal destaque por ser extremamente habilidoso. De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo, além de serem altamente técnicos, têm a capacidade de controlar o tempo do jogo e dar a cadência que a Itália tanto preza. A defesa é o outro ponto forte da Azzurra, especialmente com a presença de Chiellini, que joga perfeitamente como zagueiro ou lateral. O ataque italiano é promissor, até porque Balotelli - quando não está pilhado- é um centroavante de muita habilidade.
Ponto fraco: Mario Balotelli. Precisa explicar?
Curiosidade: Dentre as oito seleções que irão disputar a Copa das Confederações, a Itália é a seleção que menos tem jogadores atuando em clubes estrangeiros. O único jogador que atua fora da Itália é o goleiro reserva Salvatore Sirigu, que joga pelo Paris Saint-Germain.
Retrospecto: Dos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Itália, a seleção brasileira venceu apenas uma vez (3x0 na Copa das Confederações de 2009) e empatou duas (0x0 na final da Copa do Mundo de 1994, 2x2 num amistoso em 2013, na Suíça).
A primeira edição da Copa das Confederações aconteceu em 1992, na Arábia Saudita. Em 2001, sediada na Coréia do Sul e no Japão, a competição virou um chamariz para a Copa do Mundo que viria no ano seguinte. O mesmo aconteceu nos anos subsequentes.
O maior vencedor da Copa das Confederações é o Brasil, com três taças (1997, 2005, 2009). Em segundo lugar vem a França, com duas taças (2001 e 2003). O resto dos vencedores, com apenas uma taça, são Argentina (1992), Dinamarca (1995) e México (1999). O artilheiro da Copa das Confederações é o Romário, com 10 gols marcados.
Feito o preâmbulo, vamos às vias de fato. O Brasil está no Grupo A, juntamente com Japão, Itália e México. Abaixo, você vai ver um dossiê sobre as três seleções que vão fazer frente ao Brasil na primeira fase.
Japão: A seleção japonesa sagrou-se campeã da Copa da Ásia depois de derrotar a seleção da Austrália, por 1x0, gol de Tadanari Lee, no Usbequistão. Os Samurais Azuis (apelido da seleção), que no passado era motivo de chacota, evoluiu muito o seu padrão tático e técnico de futebol. Desde sua primeira aparição numa Copa do Mundo, em 1998, o Japão nunca mais deixou de figurar na maior competição de seleções do planeta. Aliás, os japoneses foram os primeiros a garantir presença na Copa de 2014, quando venceu o Iraque por 1x0, na terça-feira passada (11). A maior qualidade dos japoneses é a técnica dos meio-campistas, fruto do período em que Zico - idolatrado pelos japoneses- jogou na J-League e posteriormente quando dirigiu a seleção nacional. Aplicados taticamente, os japoneses trocam passes com precisão e velocidade, além de constantemente chutarem de fora da área.
Destaques: Shinji Kagawa (meia, Manchester United), Keisuke Honda (meia, CSKA Moscou), Shinji Okazaki (meia, Stuttgart) e Yuto Nagatomo (lateral-direito, Inter de Milão).
Esquema tático: O Japão joga no famigerado 4-2-3-1 com a linha de quatro defensores, dois volantes marcadores, dois meias abertos (Kagawa e Okazaki) e um centralizado (Honda). Isolado no ataque, o artilheiro do Vitesse, Mike Havenaar, utiliza o seu corpanzil de 1,94m para fazer o pivô (ou parede) pros meias que vêm de trás.
Pontos fortes: Os Samurais possuem dois pontos fortes. O primeiro, claro, é Shinji Kagawa, um meia habilidoso (muito parecido com o Oscar) que tem facilidade para driblar em velocidade, e que corta frequentemente pela diagonal e chuta ao gol. O segundo destaque são os chutes de fora da área de Keisuke Honda, cuja precisão é assombrosa.
Ponto fraco: A baixa estatura do Japão, que tem média de 1,79m, é a principal fraqueza da equipe. A dupla de zaga que deve ser titular, Yoshida (1,86m) e Inoha (1,79m), costuma sofrer quando a bola é alçada sobre a área.
Curiosidade: O treinador do Japão, o italiano Alberto Zaccheroni, enfrentou durante o ano de 2001 um grande nome japonês, o ex-meia Hidetoshi Nakata. Na época, Zaccheroni era o treinador da Lazio e Nakata era meio-campista da Roma, no maior dérbi da Itália.
Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Japão, a seleção brasileira venceu uma vez (4x1 na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha) e empatou duas (0x0 na Copa das Confederações de 2001, 2x2 na Copa das Confederações de 2005).
México: A seleção mexicana é um dos maiores carrascos do Brasil desde o último título Mundial. No entanto, um mantra negativo sempre pesa sobre os sombreiros mexicanos: "jogamos como nunca, perdemos como sempre". A poemática mexicana chega a ser irônica, pois, como dito antes, o México já venceu uma edição da Copa das Confederações, e derrotou o Brasil na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Contudo, esse mantra foi atribuído aos mexicanos devido as amareladas em Copas do Mundo contra times de menor expressão e para as derrotas vergonhosas contra seleções de grande porte. Como se não bastasse a fama, apesar de ter uma boa seleção, o México não passa por um bom momento. Os mexicanos correm grande risco de ficar de fora da Copa de 2014. Isso porque o México empatou, em casa, contra a Costa Rica e agora amargura a terceira posição da Concacaf. A terceira posição dá a classificação direta para a Copa, no entanto, o México está 1 ponto à frente do Panamá, que tem um jogo a menos, e está à 1 ponto atrás da Costa Rica, que também está com um jogo a menos. Na pior das hipóteses, o México disputaria uma repescagem contra o quinto colocado da Conmebol (pode ser o Uruguai, o Chile, ou a Venezuela).
Destaques: Chicharito Hernández (atacante, Manchester United), Giovani dos Santos (meia, Mallorca), Andrés Guardado (meia, Valencia) e Javier Aquino (meia-atacante, Villareal).
Esquema tático: O México joga num ousado 4-1-3-2 (o que pode explicar muito bem a situação da equipe na Concacaf). A linha de quatro defensores é realmente composta por quatro defensores, pois os dois laterais não avançam ao ataque. No meio, os Tricolores jogam com apenas um volante de contenção (Reyes ou Torrado) e três meias, sendo que dois deles jogam bem abertos nas pontas (Guardado e Dos Santos) e apenas um no meio (Javier Aquino). No ataque, Chicharito fica postado no limite da pequena área, enquanto Zavalla puxa a marcação dos zagueiros procurando abrir espaços pro centroavante do Manchester United infiltrar com a bola.
Ponto forte: O México não é um primor tático, mas conta com três jogadores de habilidade e um centroavante matador. Guardado é muito veloz, Aquino e Giovani dos Santos são dribladores natos e Chicharito possui uma grande colocação dentro da pequena área (o que ocasiona a maioria dos gols mexicanos).
Ponto fraco: Apesar de ter uma linha de quatro defensores, com laterais que pouco avançam, o México é muito ruim na marcação. Nenhum dos quatro defensores possui calibre pra amedrontar o ataque adversário, e muito menos recebem ajuda dos meias na marcação.
Curiosidade: Do time que foi campeão das Olimpíadas na final contra o Brasil, oito jogadores que foram relacionados para aquela partida foram convocados para a Copa das Confederações. São eles: José Corona, Carlos Salcido, Hiram Mier, Diego Reyes, Hector Herrera, Javier Aquino, Giovani dos Santos e Raul Jiménez.
Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e México, a seleção brasileira perdeu duas partidas (2x0 na Copa América de 2007, e 1x0 na Copa das Confederações de 2005) e ganhou apenas uma (4x0 na Copa América de 2004).
Itália: A Azzurra, que aos poucos vai renascendo no futebol, foi credenciada para disputar a Copa das Confederações porque a Espanha foi campeã Mundial e campeã da Eurocopa. Como a Itália foi vice-campeã da Euro, e a Espanha já tinha duas vagas preenchidas, o regulamento deu aos italianos a oportunidade de disputar a competição em solo brasileiro, pois uma vaga teria de ser preenchida. A Juventus, bicampeã do Calcio, emprestou não apenas oito jogadores para a seleção, como emprestou o futebol e a forma de jogar também. Cesare Prandelli, responsável pela retomada do bom futebol apresentado pela Azzurra, recentemente vem recebendo críticas da imprensa italiana pelo declínio do futebol da seleção nos últimos jogos. Prandelli poderia se apegar aos retrospectos e resultados para se defender de tais críticas (vice-campeão da Eurocopa, e líder do Grupo B nas Eliminatórias para a Copa do Mundo). Porém, o ex-treinador da Fiorentina concorda com a imprensa e vem cobrando melhores desempenhos de seus comandados, especialmente depois do empate dos reservas com a seleção do Haiti, em São Januário, que terminou em 2x2.
Destaques: Andrea Pirlo (meia, Juventus), Mario Balotelli (atacante, Milan), Gianluigi Buffon (goleiro, Juventus), Claudio Marchisio (volante, Juventus) e Giorgio Chiellini (zagueiro, Juventus).
Esquema tático: O time de Cesare Prandelli, joga num 4-4-2 clássico, mas que pode mudar para o 4-3-1-2. Em suma, essa alteração não muda muita coisa. A questão é o posicionamento do Pirlo. Na Juventus, o craque italiano tem muito mais liberdade para criar, enquanto na seleção ele compõe mais a marcação dependendo do adversário. A linha de quatro defensores não muda muita coisa, onde o Abate tem liberdade para avançar. O meio-campo italiano é um losango, pois o volante de contenção atende pelo nome de De Rossi. Enquanto o jogador da Roma fica preso à marcação, Marchisio forma ponta esquerda do losango e Pirlo toma o lado direito. À frente dos três "volantes", temos Montolivo completando o losango. No ataque, Mario Balotelli assume a responsabilidade dos gols, enquanto El Shaarawy flutua pelos lados do ataque, sempre procurando ficar livre para receber um passe milimétrico de Pirlo.
Pontos fortes: O elenco de Prandelli é muito compacto, porém, o meio-campo da Azzura é o principal destaque por ser extremamente habilidoso. De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo, além de serem altamente técnicos, têm a capacidade de controlar o tempo do jogo e dar a cadência que a Itália tanto preza. A defesa é o outro ponto forte da Azzurra, especialmente com a presença de Chiellini, que joga perfeitamente como zagueiro ou lateral. O ataque italiano é promissor, até porque Balotelli - quando não está pilhado- é um centroavante de muita habilidade.
Ponto fraco: Mario Balotelli. Precisa explicar?
Curiosidade: Dentre as oito seleções que irão disputar a Copa das Confederações, a Itália é a seleção que menos tem jogadores atuando em clubes estrangeiros. O único jogador que atua fora da Itália é o goleiro reserva Salvatore Sirigu, que joga pelo Paris Saint-Germain.
Retrospecto: Dos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Itália, a seleção brasileira venceu apenas uma vez (3x0 na Copa das Confederações de 2009) e empatou duas (0x0 na final da Copa do Mundo de 1994, 2x2 num amistoso em 2013, na Suíça).
O renascimento do Calcio
Há duas temporadas veio uma notícia que evidenciava a decadência do futebol italiano, o popular Calcio. Devido ao fraco desempenho da Azzurra, seleção nacional, e dos clubes italianos em competições como Champions League e UEFA Champions League (atualmente Liga Europa), o Calcio perdeu uma vaga para a ascendente (e contundente) Bundesliga. No ranking da UEFA, a Alemanha superou a Itália e acabou tirando-lhes uma vaga para as competições internacionais.
A decisão da UEFA foi acertada, porém, essa decisão mexeu com o brio dos italianos. O orgulho de uma nação sobre um esporte em que outrora era temida já deixou de existir há algum tempo. Vários fatores contribuíram para essa derrocada do Calcio, no entanto, dois são bem claros.
O primeiro fator, e talvez mais importante, é a grande dívida dos clubes italianos com bancos e jogadores. Nos anos 90, o Calcio era o campeonato mais importante do planeta. Nele havia o Milan dos holandeses Rijkaard, Van Basten e Gullit, a Juventus de Nedved e Zidane, a Internazionale do Ronaldo e a Roma do Totti e Batistuta. Os diretores desses clubes esbanjavam dinheiro em contratações, e muitas delas vinham a granel, ocasionando no déficit bancário.
O segundo fator, que é uma consequência do primeiro, foi a desvalorização dos jogadores italianos. A gastança na contratações de jogadores fez com que abertura do mercado para os estrangeiros fosse completamente absurda. Graças a esse fenômeno, deixou-se de lado a valorização do mercado nacional, restando apenas jogadores italianos com idade bastante avançada.
O duro golpe no ego italiano, que é muito forte diga-se de passagem, foi sentido já na temporada passada quando a Juventus conquistou o Calcio de maneira invicta. A Velha Senhora, com um time recheado de jogadores italianos e uma maneira muito clara de se jogar futebol, faturou o troféu merecidamente num campeonato marcado pelo cerceamento à alguns gigantes, caso da Inter e da Roma que obtiveram desempenhos pífios.
No entanto, como o futebol é algo inexplicável, a Azzurra conseguiu chegar até a final da Eurocopa, contra a Espanha, num dos maiores momentos de turbulência de sua história. Uma das primeiras coisas que aprendi quando criança foi que nós jamais devemos duvidar de seleções como a do Brasil, Alemanha e, especialmente, a da ITÁLIA. Talvez seja o espírito gladiador, ou talvez seja o peso da camisa, mas jamais, em hipótese alguma, duvido do que os italianos são capazes de fazer no futebol.
A partir de então, o futebol italiano cravou suas esperanças novamente em suas raízes futebolísticas, em sua tradição de grandes jogadores. Ficou nítido para os italianos de que algo precisava ser feito para mudar o desastre que eles mesmo tinham criado.
O que ficou claro nesta temporada do Calcio fora a percepção dos italianos de que eles já não podem mais arcar com grandes nomes e assim gastar o dinheiro que não têm. Clubes como Juventus, Napoli e Lazio perceberam antes dos demais que era necessário apostar em jogadores jovens e baratos visando um lucro futuro. Tal perspicácia deu aos três clubes o primeiro, segundo e terceiro lugares no topo da Serie A até o momento.
A Juventus, campeã da temporada passada, apostou mais nos jogadores desconhecidos das grandes praças (Bonucci, Marchisio, Giaccherini, Vidal, Lichsteiner e Matri, por exemplo) do que em medalhões. A única exceção foi Andrea Pirlo, um gênio do futebol que estava em baixa no Milan, que encaixou como uma luva e renasceu no time de Turim. Além dos desconhecidos e do Pirlo, a Juve contratou bons e novos valores para o seu elenco, caso do vigoroso volante Kwadwo Asamoah (24 anos e ex-Udinese), do promissor Paul Pogba (19 anos e ex-Manchester United) e do potente volante/lateral Mauricio Isla (24 anos e ex-Udinese). Para fechar o ciclo, a Juventus apostou mais uma vez no talento de Sebastian Giovinco, apontado desde 2006 como o novo Roberto Baggio, que fora recontratado do Parma.
O Napoli, que ascendeu junto com a Juventus em 2006/2007 da Serie B, vem realizando um trabalho de reconstrução da marca desde então. Até a temporada de 2009/2010, o Napoli oscilava entre a 6ª e 10ª colocação, e partir de 2010/2011, quando conseguiu terminar na honrosa 3ª colocação, ficou evidente o ótimo trabalho napolitano com seu plantel que pouco mudou desde o acesso. O marco para essa mudança foi a contratação do excelente atacante Edinson Cavani, que veio do Palermo após o uruguaio ter dado um show no Sulamericano Sub-20 de 2008. Além do atacante uruguaio, o argentino Lavezzi (atualmente no PSG) contribuiu fortemente para que os napolitanos. Mas atendo-se ao plantel atual, existe um jogador que pouco chama atenção da mídia, mas que tem uma importância colossal para o ex-time de Maradona: Marek Hamsik, eslovaco de 25 anos. Hamsik joga em todas as posições do meio-de-campo. Outros componentes desse forte time são: Maggio, Zuñiga (destaque do Nacional-COL na Libertadores de 2008), Inler e o jovem Insigne, cuja categoria se equivale à sua sorte.
Já a Lazio, time de extrema-direita da capital da Bota, conquistou o seu último Scudetto em 1999/2000 num time que ainda jogavam Nedved, Mendieta e Inzagghi. Desde então, a Águia da Capital alçou vôos modestos até a temporada retrasada quando conseguiu a 4ª colocação. A Lazio, assim como o Napoli, pouco mexeu no seu plantel durante esse período. Aliado aos "senattores" (como são chamados os jogadores de bastante tempo de casa) Mauri, Radu, Brocchi, Floccari e do craque Cristian Ledesma, os novatos Hernanes, Fernandez, Kozak, Ciani e Konko, ditam o ritmo do time. Se pararmos para analisar friamente o time da Lazio, nota-se que o time possui muitos jogadores experientes e até mesmo os novatos não são tão novos assim. Porém, o que encorpou mesmo o time da capital foram as contratações cirúrgicas de alguns jogadores desvalorizados e "velhos", casos do excelente centroavante Miroslav Klose, e do francês Louis Saha, ambos com 34 anos. Outro ponto de destaque fora a contratação do bósnio Senad Lulic, 27 anos, que foi contratado a pedido do treinador Vladimir Petkovic (que recebe apenas £$ 80 mil e faz um trabalho fantástico) após terem trabalhado juntos no Young Boys-SUI.
Além desses três clubes citados, outros times estão dando o que falar por terem se adaptado à nova realidade do Calcio. Um desses clubes é a Fiorentina, time comandado por Vicenzo Montella (aquele mesmo que jogou na Roma) e que pratica um futebol atrevido, que por muitas vezes não é atribuído ao estilo italiano de jogar futebol. O time é muito jovem e possui ótimas promessas como Stephan Jovetic, Juan Cuadrado e Adem Ljajic. O time de Firenzi contratou o excelente Guiseppe Rossi, ex-Villareal, nessa janela de inverno e promete brigar de igual para igual contra os três primeiros. A Viola encontra-se na 6ª posição, atrás de Inter e Milan, 4° e 5° colocados respectivamente.
Neste sábado, inicia-se a rodada 24 da Serie A, que promete ser a mais exuberante (tanto é que serviu de inspiração para esse post) dos últimos anos. O primeiro jogo da rodada é simplesmente o confronto entre a líder Juventus contra a Fiorentina, às 15h. Depois, às 17h25, Lazio e Napoli se enfrentam no Olimpico de Roma.
Sem querer desmerecer os jogos de domingo, mas esses dois embates são imperdíveis justamente pela proximidade da Juventus para o Napoli, que é de três pontos, do Napoli para a Lazio, que é de seis pontos, e da Lazio para a Fiorentina, que é de quatro pontos. Os eternos rivais Inter e Milan, que possuem os mesmos 40 pontos, enfrentam Chievo (12°) e Cagliari (16°) respectivamente, no domingo, e podem finalmente encabeçar uma luta pela UCL.
Portanto, durante a rodada 24 do Calcio poderemos ter uma mudança desde o primeiro colocado até o quinto colocado da tabela. Juntando todos os fatores que implicaram nessa nova mentalidade italiana, nesse futebol agradável de se ver e nessa disputa acirradíssima pelo Scudetto, Champions League e Liga Europa, podemos dizer que finalmente estão tratando o Calcio com o devido respeito com o qual eu sempre tive desde criança. Grazie, inflazione!
9.2.13
Postado Por: TramaFC