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Martin Odegaard, o mais novo hype do futebol
Qual o futuro melhor jogador do mundo, querido leitor? Você deve ter pensando no Neymar, no Bale, no Sterling, no Isco ou vários outros craques que estão jogando muita bola por seus grandes clubes europeus nessa temporada, eu imagino. Entretanto, se você refizer essa pergunta lá na Europa, muitos dos entrevistados vão te chocar com a resposta: Martin Odegaard, meia-atacante norueguês de 16 anos de idade, seria a resposta de alguns.
Nessa quarta-feira, 21 de janeiro, o Real Madrid anunciou a contratação de Martin Odegaard, após um processo de convencimento muito grande que envolveu visitas a outros clubes, convites, promessas e mimos para tentar fazer a cabeça do garoto. O clube merengue venceu, nada mais nada menos, que TRINTA clubes europeus interessados em contar com o futebol do menino prodígio da Noruega. Alguns desses clubes estiveram mais próximos de contar com a joia, como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Manchester City, o Arsenal, o Borussia Dortmund, o Ajax e, por último, e talvez mais simbólico, o Liverpool. Por que simbólico? Segundo Odegaard, o clube inglês é a grande paixão de sua vida. Em várias entrevistas, o menino de 16 anos de idade declarou ser fã do Liverpool, que adora o Gerrard e que sempre escolhe os Reds para jogar no vídeo-game.
Odegaard, inclusive, treinou com o elenco principal do Liverpool durante uma semana, a fim de convencer o torcedor a assinar com a equipe. Durante a estadia de Odegaard em Melwood, Allen, meia dos Reds, tomou uma caneta absurda do jovem em um dos treinamentos. No entanto, ao que tudo indica, o dinheiro falou mais alto na escolha de Odegaard, que recebeu vários mimos do Real Madrid nesse processo todo também (treino com a equipe titular, concentrou com o Cristiano Ronaldo durante um jogo importante, assistiu alguns jogos do Real Madrid na tribuna de honra ao lado de Zidane e alguns outros "pernas-de-pau" e etc). A escolha de Odegaard foi motivo de especulação na Europa por muito tempo e, apesar de alguns torcedores do Barcelona fazerem desdém sobre a contratação do seu maior rival, o clube catalão também investiu fortemente nos bastidores para tentar convencer o norueguês a vestir as cores do clube. Houve também muito otimismo por parte do Manchester United, que usou o Ole Gunnar Solskjaer, maior ídolo do futebol norueguês e ex-jogador do clube, como trunfo para a contratação de Odegaard. O Arsenal também esteve muito perto, dizem que até mais do que os Red Devils, de contratá-lo, por causa do seu sucesso em produzir e revelar jogadores.
Proporcionalmente, a Noruega é um dos países mais fanáticos por futebol devido a igualdade social, que permite a toda população desfrutar e praticar o esporte com afinco. Apesar de não ter tanta tradição em revelar jogadores de grande renome, existem exemplos de noruegueses que ficaram famosos com o futebol, como o próprio Solskjaer (ex-Manchester United), mas também o John Arne Riise (ex-Liverpool, Roma e Fulham), o John Carew (ex-Valencia, Roma e Lyon), o Tore André Flo (ex-Chelsea e Rangers) e o Morten Pedersen (ex-Blackburn). No entanto, a seleção norueguesa não disputa uma Copa do Mundo desde 1998, ano em que Martin Odegaard nasceu. Pela Eurocopa, a "crise" é um pouco menor, já que eles não disputam a maior competição europeia entre seleções desde 2000.
Esse hype todo que envolve o jovem Odegaard é explicado por alguns fatos que envolvem a sua curtíssima carreira. O meia-atacante norueguês se tornou o jogador mais jovem na história do futebol a ser convocado e a atuar por sua seleção, aos 15 anos e 237 dias de idade. O menino é destaque na mídia norueguesa desde os 6 anos, quando alguns de seus vídeos se tornaram populares no país. O menino prodígio estreou pelo Stromsgodset aos 15 anos e 117 dias de idade, o mesmo clube pelo qual o seu pai, Hans Erik Odegaard, foi volante e onde atuou em mais de 200 partidas. O primeiro gol no futebol profissional do jogador foi um mês depois de sua estréia, em 16 de maio.
Aliás, o pai de Odegaard revelou em algumas de suas entrevistas que o filho costuma treinar 20 horas por semana desde os 7 anos de idade. Chamado de "novo Messi", Odegaard também é canhoto e pode jogar na ponta também. A sua reputação fora construída através de alguns vídeos de suas atuações pelo modesto Stromsgodset, e pela seleção de base da Noruega, além, claro, de alguns vídeos de infância, como já mencionado antes. O meia ajudou o seu ex-clube a conquistar o seu primeiro título nacional nessa temporada.
Essa não será a primeira vez que o Real Madrid apostará num menino prodígio nesse século. Em 2008, o clube merengue contratou o brasileiro Alípio, que fora revelado numa escolinha do Internacional, em Brasília, e depois fora contratado pelo Rio Ave, clube de empresários portugueses, antes de assinar com o gigante espanhol. Também com 16 anos na época, Alípio era apontado como "o novo Cristiano Ronaldo" e o processo de convencimento para assinar com o jogador foi o mesmo utilizado nesses meses para contratar o Odegaard, que consistiu em levar o jogador para treinar com os profissionais no CT, conhecer de perto os ídolos do clube e etc. Como você pode imaginar, Alípio não vingou. Aliás, o atacante chegou a jogar a Série C do Brasileirão pelo América-RN, em 2011, e hoje defende o Apollon Smyrnis, do Chipre.
Odegaard demonstra ter uma habilidade muito grande e uma visão de jogo espetacular para um garoto de apenas 16 anos de idade. Entretanto, esse hype todo pode ser muito prejudicial à sua carreira, pois muitos clubes estavam envolvidos nessa novela e muitos torcedores ficaram irritados com o leilão do jogador até ele tomar a decisão de ir para o Real Madrid. Apesar de ter custado míseros 3 milhões de euros aos cofres dos merengues, o norueguês vai precisar ter muita cabeça para não se tornar um "novo Alípio", até porque bola ele parece ter. E o Real Madrid também precisa ter muito cuidado na transição do jogador, pois o clube cansou de "fritar" jogadores promissores e depois viu eles brilhando por outras equipes. Veja abaixo alguns lances do menino Odegaard, a nova joia do futebol internacional.
Nessa quarta-feira, 21 de janeiro, o Real Madrid anunciou a contratação de Martin Odegaard, após um processo de convencimento muito grande que envolveu visitas a outros clubes, convites, promessas e mimos para tentar fazer a cabeça do garoto. O clube merengue venceu, nada mais nada menos, que TRINTA clubes europeus interessados em contar com o futebol do menino prodígio da Noruega. Alguns desses clubes estiveram mais próximos de contar com a joia, como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Manchester City, o Arsenal, o Borussia Dortmund, o Ajax e, por último, e talvez mais simbólico, o Liverpool. Por que simbólico? Segundo Odegaard, o clube inglês é a grande paixão de sua vida. Em várias entrevistas, o menino de 16 anos de idade declarou ser fã do Liverpool, que adora o Gerrard e que sempre escolhe os Reds para jogar no vídeo-game.
Odegaard, inclusive, treinou com o elenco principal do Liverpool durante uma semana, a fim de convencer o torcedor a assinar com a equipe. Durante a estadia de Odegaard em Melwood, Allen, meia dos Reds, tomou uma caneta absurda do jovem em um dos treinamentos. No entanto, ao que tudo indica, o dinheiro falou mais alto na escolha de Odegaard, que recebeu vários mimos do Real Madrid nesse processo todo também (treino com a equipe titular, concentrou com o Cristiano Ronaldo durante um jogo importante, assistiu alguns jogos do Real Madrid na tribuna de honra ao lado de Zidane e alguns outros "pernas-de-pau" e etc). A escolha de Odegaard foi motivo de especulação na Europa por muito tempo e, apesar de alguns torcedores do Barcelona fazerem desdém sobre a contratação do seu maior rival, o clube catalão também investiu fortemente nos bastidores para tentar convencer o norueguês a vestir as cores do clube. Houve também muito otimismo por parte do Manchester United, que usou o Ole Gunnar Solskjaer, maior ídolo do futebol norueguês e ex-jogador do clube, como trunfo para a contratação de Odegaard. O Arsenal também esteve muito perto, dizem que até mais do que os Red Devils, de contratá-lo, por causa do seu sucesso em produzir e revelar jogadores.
Proporcionalmente, a Noruega é um dos países mais fanáticos por futebol devido a igualdade social, que permite a toda população desfrutar e praticar o esporte com afinco. Apesar de não ter tanta tradição em revelar jogadores de grande renome, existem exemplos de noruegueses que ficaram famosos com o futebol, como o próprio Solskjaer (ex-Manchester United), mas também o John Arne Riise (ex-Liverpool, Roma e Fulham), o John Carew (ex-Valencia, Roma e Lyon), o Tore André Flo (ex-Chelsea e Rangers) e o Morten Pedersen (ex-Blackburn). No entanto, a seleção norueguesa não disputa uma Copa do Mundo desde 1998, ano em que Martin Odegaard nasceu. Pela Eurocopa, a "crise" é um pouco menor, já que eles não disputam a maior competição europeia entre seleções desde 2000.
Esse hype todo que envolve o jovem Odegaard é explicado por alguns fatos que envolvem a sua curtíssima carreira. O meia-atacante norueguês se tornou o jogador mais jovem na história do futebol a ser convocado e a atuar por sua seleção, aos 15 anos e 237 dias de idade. O menino é destaque na mídia norueguesa desde os 6 anos, quando alguns de seus vídeos se tornaram populares no país. O menino prodígio estreou pelo Stromsgodset aos 15 anos e 117 dias de idade, o mesmo clube pelo qual o seu pai, Hans Erik Odegaard, foi volante e onde atuou em mais de 200 partidas. O primeiro gol no futebol profissional do jogador foi um mês depois de sua estréia, em 16 de maio.
Aliás, o pai de Odegaard revelou em algumas de suas entrevistas que o filho costuma treinar 20 horas por semana desde os 7 anos de idade. Chamado de "novo Messi", Odegaard também é canhoto e pode jogar na ponta também. A sua reputação fora construída através de alguns vídeos de suas atuações pelo modesto Stromsgodset, e pela seleção de base da Noruega, além, claro, de alguns vídeos de infância, como já mencionado antes. O meia ajudou o seu ex-clube a conquistar o seu primeiro título nacional nessa temporada.
Essa não será a primeira vez que o Real Madrid apostará num menino prodígio nesse século. Em 2008, o clube merengue contratou o brasileiro Alípio, que fora revelado numa escolinha do Internacional, em Brasília, e depois fora contratado pelo Rio Ave, clube de empresários portugueses, antes de assinar com o gigante espanhol. Também com 16 anos na época, Alípio era apontado como "o novo Cristiano Ronaldo" e o processo de convencimento para assinar com o jogador foi o mesmo utilizado nesses meses para contratar o Odegaard, que consistiu em levar o jogador para treinar com os profissionais no CT, conhecer de perto os ídolos do clube e etc. Como você pode imaginar, Alípio não vingou. Aliás, o atacante chegou a jogar a Série C do Brasileirão pelo América-RN, em 2011, e hoje defende o Apollon Smyrnis, do Chipre.
Odegaard demonstra ter uma habilidade muito grande e uma visão de jogo espetacular para um garoto de apenas 16 anos de idade. Entretanto, esse hype todo pode ser muito prejudicial à sua carreira, pois muitos clubes estavam envolvidos nessa novela e muitos torcedores ficaram irritados com o leilão do jogador até ele tomar a decisão de ir para o Real Madrid. Apesar de ter custado míseros 3 milhões de euros aos cofres dos merengues, o norueguês vai precisar ter muita cabeça para não se tornar um "novo Alípio", até porque bola ele parece ter. E o Real Madrid também precisa ter muito cuidado na transição do jogador, pois o clube cansou de "fritar" jogadores promissores e depois viu eles brilhando por outras equipes. Veja abaixo alguns lances do menino Odegaard, a nova joia do futebol internacional.
22.1.15
Postado Por: TramaFC
O fenômeno "El Niño"
Segundo a meteorologia, os fenômenos "El Niño" são alterações significativas de curta duração na distribuição de temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, que reflete profundamente no clima. O "El Niño" acontece irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que a normal na costa oeste da América do Sul e na diminuição na população de peixes.
Você provavelmente lembra dessa matéria quando tinha que estudar para a prova de geografia no ensino fundamental e, provavelmente, deve estar se perguntando o que isso tem a ver com futebol. Os mais sagazes e viciados em futebol já devem ter sacado ou lembrado do nosso querido Fernando "El Niño" Torres, que voltou para o Atlético de Madrid, que, assim como o fenômeno meteorológico, é um caso bastante peculiar.
Como todos sabem, a carreira do atacante espanhol não está muito boa atualmente. Esse pequeno eufemismo foi mais em respeito à carreira do jogador do que a realidade condiz, pois a verdade é que a fase do "El Niño" é realmente péssima. Nessa temporada, antes de ser repassado por empréstimo do Milan para o Atlético de Madrid, Torres possuía apenas UM gol em DEZ jogos realizados com a camisa rossonera (o certo seria rossoneri, mas como já é comum no Brasil essa grafia, vamos lá). Aos 30 anos de idade, o espanhol encontra-se num dilema, pois, ao contrário do apelido, ele já não é mais nenhum menino e as chances de reencontrar a glória vão ficando cada vez mais escassas.
No entanto, o que levou o menino prodígio do Atlético de Madrid a chegar nesse patamar tão inócuo? Será que ele nos enganou perfeitamente por quase uma década com grandes atuações com as camisas de Atlético de Madrid e Liverpool? A mudança repentina na carreira do jogador só não é mais cruel do que as piadas que ele sofre atualmente dos torcedores rivais (e às vezes até daqueles que deveriam o apoiar).
Entretanto, teve um momento importante que serviu como um divisor de água na carreira do atacante espanhol: a transferência do Liverpool para o Chelsea, na temporada de 2010/2011, por 58 milhões de euros (20 milhões a mais do que o Liverpool pagou para tirar o jogador do Atlético de Madrid, na temporada de 2007/08), no mercado de verão da Europa. Na época, a transferência do Torres era considerada a maior da história do futebol inglês, justificada pela excelente fase do jogador que vinha de quatro temporadas espetaculares com o Liverpool, sendo, em alguns momentos, mais importante até do que o Gerrard, lenda viva dos Reds. As cifras assustadoras depositadas na contratação do jogador só não foram maiores do que o choque causado pela decisão do jogador em trocar de clube na Inglaterra. Torres fora cortejado por inúmeras equipes, inclusive o Real Madrid, enquanto vivia um caso de amor de platônico com o Liverpool. Ele fora terceiro colocado nas Bolas de Ouro da France Football, FIFA (não eram unificadas na época) e World Soccer, em 2008, além de ser o artilheiro da seleção espanhola (na época), campeão do mundo com a Fúria em 2010, na África do Sul, artilheiro da Premier League em 2007/08, jogador mais jovem a vestir a braçadeira de capitão do Atlético de Madrid, com 19 anos, em 2001, e vários outros recordes e títulos coletivos com a seleção espanhola, Atlético de Madrid e Liverpool. Tudo foi pelo ralo no Chelsea. Justamente quando o patamar havia sido elevado.
Torres tinha tudo para ser um dos grandes atacantes do futebol mundial atualmente. Por mais ou menos 8 anos, o espanhol, em grande fase, demonstrava muita velocidade, vigor físico, precisão nas finalizações, dribles certeiros e cabeceamento perfeito (como era legal ver o Torres cabecear as lindas bolas invertidas pelo maestro Steven Gerrard). A pressão exercida devido ao alto valor investido na contratação do espanhol foi nociva para o desempenho do atacante, que nem de longe desempenhou o mesmo papel de outrora com a camisa azul do Chelsea. Após quatro temporadas e meia com os Blues, Fernando Torres atuou em 117 partidas e marcou apenas 46 gols, média fraquíssima para um jogador desse calibre.
No entanto, zueira se instaurou na carreira de Torres não apenas por causa do seu fracasso no clube londrino, mas também porque existia uma grande rivalidade entre Liverpool e Chelsea na época em que ele fora contratado pelo time de azul. Desde que fora contratado pelo Liverpool até o dia em que ele trocou os Reds pelos Blues, Liverpool e Chelsea se enfrentaram inúmeras vezes, especialmente na Liga dos Campeões, com jogos épicos e resultados surpreendentes. Além disso, adicione a raiva que todos os torcedores ingleses têm pelo dinheiro de Roman Abramovich, dono do Chelsea, e o sucesso retumbante do sucessor do "El Niño" no Liverpool, o espetacular Luís Suarez, que atuou em 125 partidas pelos Reds e marcou 82 gols. Vale lembrar que tanto Torres quanto Suarez chegaram ao mesmo tempo em suas respectivas equipes e saíram coincidentemente na mesma janela de transferências. Outro detalhe importante fora a estréia de Fernando Torres, contra o próprio Liverpool, em Stamford Bridge, casa do Chelsea, numa partida em que o adversário dominou o dono da casa e saiu vencedor pelo placar de 1x0.
Desastres acompanharam a vida do "El Niño" nos anos subsequentes desde a transferência para o Chelsea, como a perda da titularidade na seleção espanhola (ficou de fora de algumas convocações, mas acabou sendo convocado para o Mundial no Brasil, em 2014), por exemplo. Todos os elementos radioativos que compunham a conturbada mudança de ares do jogador acabaram infectando aquele que um dia foi um espetacular definidor de jogadas e partidas. Torres foi do céu ao inferno quando aceitou receber mais para sair do Liverpool para ganhar mais títulos e, desde então, nunca mais foi o mesmo. A falta de confiança era nítida.
Você provavelmente lembra dessa matéria quando tinha que estudar para a prova de geografia no ensino fundamental e, provavelmente, deve estar se perguntando o que isso tem a ver com futebol. Os mais sagazes e viciados em futebol já devem ter sacado ou lembrado do nosso querido Fernando "El Niño" Torres, que voltou para o Atlético de Madrid, que, assim como o fenômeno meteorológico, é um caso bastante peculiar.
Como todos sabem, a carreira do atacante espanhol não está muito boa atualmente. Esse pequeno eufemismo foi mais em respeito à carreira do jogador do que a realidade condiz, pois a verdade é que a fase do "El Niño" é realmente péssima. Nessa temporada, antes de ser repassado por empréstimo do Milan para o Atlético de Madrid, Torres possuía apenas UM gol em DEZ jogos realizados com a camisa rossonera (o certo seria rossoneri, mas como já é comum no Brasil essa grafia, vamos lá). Aos 30 anos de idade, o espanhol encontra-se num dilema, pois, ao contrário do apelido, ele já não é mais nenhum menino e as chances de reencontrar a glória vão ficando cada vez mais escassas.
No entanto, o que levou o menino prodígio do Atlético de Madrid a chegar nesse patamar tão inócuo? Será que ele nos enganou perfeitamente por quase uma década com grandes atuações com as camisas de Atlético de Madrid e Liverpool? A mudança repentina na carreira do jogador só não é mais cruel do que as piadas que ele sofre atualmente dos torcedores rivais (e às vezes até daqueles que deveriam o apoiar).
Entretanto, teve um momento importante que serviu como um divisor de água na carreira do atacante espanhol: a transferência do Liverpool para o Chelsea, na temporada de 2010/2011, por 58 milhões de euros (20 milhões a mais do que o Liverpool pagou para tirar o jogador do Atlético de Madrid, na temporada de 2007/08), no mercado de verão da Europa. Na época, a transferência do Torres era considerada a maior da história do futebol inglês, justificada pela excelente fase do jogador que vinha de quatro temporadas espetaculares com o Liverpool, sendo, em alguns momentos, mais importante até do que o Gerrard, lenda viva dos Reds. As cifras assustadoras depositadas na contratação do jogador só não foram maiores do que o choque causado pela decisão do jogador em trocar de clube na Inglaterra. Torres fora cortejado por inúmeras equipes, inclusive o Real Madrid, enquanto vivia um caso de amor de platônico com o Liverpool. Ele fora terceiro colocado nas Bolas de Ouro da France Football, FIFA (não eram unificadas na época) e World Soccer, em 2008, além de ser o artilheiro da seleção espanhola (na época), campeão do mundo com a Fúria em 2010, na África do Sul, artilheiro da Premier League em 2007/08, jogador mais jovem a vestir a braçadeira de capitão do Atlético de Madrid, com 19 anos, em 2001, e vários outros recordes e títulos coletivos com a seleção espanhola, Atlético de Madrid e Liverpool. Tudo foi pelo ralo no Chelsea. Justamente quando o patamar havia sido elevado.
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| Essa foi a última vez em que Fernando Torres foi visto como um grande atacante do futebol internacional. |
No entanto, zueira se instaurou na carreira de Torres não apenas por causa do seu fracasso no clube londrino, mas também porque existia uma grande rivalidade entre Liverpool e Chelsea na época em que ele fora contratado pelo time de azul. Desde que fora contratado pelo Liverpool até o dia em que ele trocou os Reds pelos Blues, Liverpool e Chelsea se enfrentaram inúmeras vezes, especialmente na Liga dos Campeões, com jogos épicos e resultados surpreendentes. Além disso, adicione a raiva que todos os torcedores ingleses têm pelo dinheiro de Roman Abramovich, dono do Chelsea, e o sucesso retumbante do sucessor do "El Niño" no Liverpool, o espetacular Luís Suarez, que atuou em 125 partidas pelos Reds e marcou 82 gols. Vale lembrar que tanto Torres quanto Suarez chegaram ao mesmo tempo em suas respectivas equipes e saíram coincidentemente na mesma janela de transferências. Outro detalhe importante fora a estréia de Fernando Torres, contra o próprio Liverpool, em Stamford Bridge, casa do Chelsea, numa partida em que o adversário dominou o dono da casa e saiu vencedor pelo placar de 1x0.
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| Muito se fala na Inglaterra que um dos motivos do insucesso do espanhol pelo Chelsea foi uma praga rogada pelos torcedores do Liverpool contra o atacante. Parece que funcionou... |
Desastres acompanharam a vida do "El Niño" nos anos subsequentes desde a transferência para o Chelsea, como a perda da titularidade na seleção espanhola (ficou de fora de algumas convocações, mas acabou sendo convocado para o Mundial no Brasil, em 2014), por exemplo. Todos os elementos radioativos que compunham a conturbada mudança de ares do jogador acabaram infectando aquele que um dia foi um espetacular definidor de jogadas e partidas. Torres foi do céu ao inferno quando aceitou receber mais para sair do Liverpool para ganhar mais títulos e, desde então, nunca mais foi o mesmo. A falta de confiança era nítida.
Todavia, a sorte voltou a sorrir novamente para o lado de Fernando Torres. Cansados devido ao baixo rendimento do atacante em campo, o Milan aceitou a proposta do Atlético de Madrid, clube de coração do "El Niño", para liberar o jogador por empréstimo de um ano e meio em troca do italiano Alessio Cerci, que não se adaptou ao clube espanhol. Torres, que sempre transpareceu uma imagem gélida tanto para marcar gols quanto para com Chelsea e Milan, algo completamente diferente dos tempos em que era Colchonero, quando comemorava e participava com uma vontade louvável. Aliás, esse caso é bastante parecido com o do Alexandre Pato, atualmente no São Paulo.
Após sete anos e meio, "El Niño" está de volta ao Vicente Calderón, onde é ídolo e talvez um dos únicos lugares do mundo onde ele ainda é extremamente respeitado. Herói na campanha do acesso do Atlético de Madrid na segunda divisão, na temporada 2001/2002, quando conquistou o título para os Colchoneros, Torres receberá mais uma chance para voltar a ser aquele grande jogador que atuou em altíssimo nível por Atlético de Madrid e Liverpool por quase uma década. A negociação, a primeira instância, parece um tiro no pé do clube Colchonero, que já conta com o ótimo Mario Mandzukic, ex-Bayern de Munique, como camisa 9. O croata se adaptou rapidamente ao estilo de jogo do Simeone no Atléti, além de estar marcando muitos gols pelo clube. Contudo, sua boa fase fez acender um sinal de alerta no clube, pois o Manchester City pretende contratá-lo para substituir os inúmeros atacantes lesionados nessa temporada. São muitos detalhes envolvendo a troca do Torres e a opção do jogador, mas uma coisa é certa: todo o apoio que o Niño receberá de volta à sua casa pode transformar a carreira desse "ex-grande centroavante em atividade", e espera-se que a péssima fase do atacante tenha encontrado um fim depois que os bons ventos futebolísticos se tornaram escassos, assim como acontece com o fenômeno meteorológico que recebe o mesmo apelido que o espanhol.
Após sete anos e meio, "El Niño" está de volta ao Vicente Calderón, onde é ídolo e talvez um dos únicos lugares do mundo onde ele ainda é extremamente respeitado. Herói na campanha do acesso do Atlético de Madrid na segunda divisão, na temporada 2001/2002, quando conquistou o título para os Colchoneros, Torres receberá mais uma chance para voltar a ser aquele grande jogador que atuou em altíssimo nível por Atlético de Madrid e Liverpool por quase uma década. A negociação, a primeira instância, parece um tiro no pé do clube Colchonero, que já conta com o ótimo Mario Mandzukic, ex-Bayern de Munique, como camisa 9. O croata se adaptou rapidamente ao estilo de jogo do Simeone no Atléti, além de estar marcando muitos gols pelo clube. Contudo, sua boa fase fez acender um sinal de alerta no clube, pois o Manchester City pretende contratá-lo para substituir os inúmeros atacantes lesionados nessa temporada. São muitos detalhes envolvendo a troca do Torres e a opção do jogador, mas uma coisa é certa: todo o apoio que o Niño receberá de volta à sua casa pode transformar a carreira desse "ex-grande centroavante em atividade", e espera-se que a péssima fase do atacante tenha encontrado um fim depois que os bons ventos futebolísticos se tornaram escassos, assim como acontece com o fenômeno meteorológico que recebe o mesmo apelido que o espanhol.
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| Torres, jovem e capitão do seu time de coração, nos tempos áureos no Atlético de Madrid. Será que ele volta a ser o que era antes? |
29.12.14
Postado Por: TramaFC
Bélgica, um sucesso premeditado
Classificada para a Copa do Mundo de 2014 com um futebol vistoso, recheado de jogadores novos e, acima de tudo, qualificado como cabeça-de-chave devido ao ótimo posicionamento no ranking da FIFA, a Bélgica voltará a disputar uma Copa do Mundo após 12 anos.
Porém, apesar de todas as credenciais, ainda existem pessoas que desconfiam da qualidade do time belga. Um dos fatores que contribuem para esse "preconceito" com os belgas é a ausência de uma liga forte e contundente. Outra desculpa daqueles que têm preguiça de assistir uma partida dos Diabos Vermelhos é a ausência de um "grande nome" no plantel.
Com exceção da liga de futebol, onde o clubes belgas não têm condições de manter suas promessas no país por muito tempo, todos os outros fatores pintados não condizem com a realidade.
Para se ter noção do tamanho da importância da Bélgica no futebol mundial é só olhar no primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Foram apenas 13 seleções, mas potências como Alemanha, Itália, Holanda e Inglaterra ficaram de fora. No entanto, a Bélgica era uma das quatro escolas do futebol do Velho Continente que esteve presente no Mundial (França, Iugoslávia e Romênia foram as outras). Sem contar com a classificação para o Mundial do Brasil, a Bélgica já esteve presente em outras 11 edições da Copa, sendo duas participações a mais que a rival Holanda, que tem mais "cancha", segundo os entendidos da área.
Atualmente, a Bélgica conta (aí vem a opinião explícita daquele que vos escreve) com um dos plantéis mais fortes do futebol entre seleções. A equipe dirigida por Marc Wilmots, capitão belga na última Copa disputada pelos Diabos Vermelhos (Coréia/Japão), é extremamente leve. Um dos fatores que compõem para que a leveza da Bélgica se torne uma ameaça é a qualidade técnica de seus defensores. Sim, os defensores. A linha defensiva da Bélgica é composta por zagueiros que sabem jogar em outras posições. Ou seja, Kompany (já jogou de volante no Hamburgo-ALE), Alderweireld (já jogou de lateral no Ajax), Vermaelen (idem o Alderweireld), Vertonghen (já jogou de volante e lateral no Ajax e no Tottenham) Lombaerts (começou como lateral no Genk-BEL) e até o Van Buyten (já jogou de volante no próprio Bayern de Munique) não rifam a bola e tem qualidade técnica para sair jogando. Os laterais são verdadeiros exemplos de laterais, pois, como explicado antes, eles também jogam de zagueiro. A dinâmica entre quem joga de zagueiro ou lateral é enorme e pode variar durante a própria partida. Se o Wilmots preferir um time mais leve, a zaga pode ser feita com Kompany, Alderweireld, Vertonghen e Pocognoli. Se preferir um time mais alto Kompany, Vermaelen, Vertonghen e Alderweireld começam a partida. Ou time mais forte fisicamente com Kompany, Van Buyten, Vertonghen e Alderweireld.
No entanto, é do meio para frente que a Bélgica começa a mostrar as facetas do seu sucesso. O meio-campo da seleção belga é um dos poucos conjuntos em que você pode jogar os coletes para cima e quem pegar é titular. Vertonghen, Witsel, Defour, Fellaini, Simons, De Bruyne, Hazard, Chadli e Dembélé. Jogadores que ditam o ritmo de jogo como o Witsel, Fellaini, De Bruyne e Hazard geralmente pegam os coletes de Wilmots. Mas, se o treinador optar por mais "pegada" no meio, o Vertonghen deixa de ser zagueiro/lateral e vai para a cabeça-de-área. Se quiser um meio de mais categoria o Defour forma um trio de volantes com Witsel e Fellaini. Mais velocidade? Witsel, Fellaini, Hazard, De Bruyne e Chadli. É uma tremenda variação tática que não compromete a qualidade técnica.
No ataque, a integração com o meio-campo mostra o quanto Marc Wilmots treina sua equipe. Como citado antes, a velocidade e a agressividade são as maiores ameaças dessa seleção. Lukaku, Benteke, Mertens, Mirallas, Bakkali, Vossen, M'Boyo e Igor de Camargo (brasileiro naturalizado belga) são constantes nas convocações de Wilmots. Os cinco primeiros jogodores, caso não se machuquem, serão certezas em 2014. Dentre todos os atacantes, Lukaku, jogador emprestado ao Everton pelo Chelsea, é quem mais atua como titular. O centroavante de origem congolesa é alto e canhoto, além de ter certa habilidade fora da área, o que facilita a sintonia entre ataque/meio-campo. Bom no pivô, Lukaku sempre dá a oportunidade de jogadores como Hazard e De Bruyne, que são meias ofensivos, de finalizarem contra a meta adversária. Benteke, outro jogador de origem congolesa, possui características parecidas com a de Lukaku. No entanto, o jogador do Aston Villa, que foi cortejado por grandes clubes nessa janela (deve sair no Natal), é mais "móvel" que Lukaku. Portanto, não seria um absurdo ver dois jogadores altos e de características semelhantes atuando juntos com a camisa vermelha real. Mas, de todos os atacantes, quem mais chama atenção é Mirallas, companheiro de equipe de Lukaku. O atacante do Everton é muito habilidoso. Seus dribles são tão desconcertantes que lembram a maneira de jogar do Cristiano Ronaldo. Porém, o que prejudica Mirallas é a sua forma física devido as constantes lesões. Mertens é um jogador arisco, que cansou de fazer gols importantes pelo PSV. Já Bakkali, que substituiu Mertens no ataque do PSV, é considerado a maior joia da história da Bélgica. Como ele pode ser considerado a maior joia, já que Hazard ainda é visto como promessa? Hazard não é mais promessa. O meia ofensivo obteve um salto tão grande de confiança que já é uma realidade no Chelsea (excelente começo de temporada) e em jogos internacionais. Bakkali é tremendamente habilidoso e muito novo. O atacante de 17 anos era cobiçado pela seleção de Marrocos, já que seus pais nasceram lá. A Bélgica fora mais rápida e convocou o jovem para uma partida de eliminatória, impossibilitando que ele optasse pela terra de seus pais.
Para se ter noção da grandeza dessa seleção belga, peguemos alguns jogadores como exemplo: Mignolet (Liverpool), Courtois (Atlético Madrid), Van Buyten (Bayern de Munique), Vermaelen (Arsenal), Kompany (Manchester City), Alderweireld (Atlético de Madrid), Vertonghen (Tottenham), Witsel (Zenit, apesar dos pesares), Fellaini (Manchester United), Defour (Porto), De Bruyne e Hazard (Chelsea), Chadli e Dembélé (Tottenham), Mirallas e Lukaku (Everton), Bakkali (PSV), Benteke (Aston Villa) e Mertens (Napoli), todos jogam em grandes clubes europeus e estão acostumados à competições internacionais. Zenit e Aston Villa, times que abrigam Witsel e Benteke, podem não ser tão fortes quanto os outros, mas suas constantes aparições em ligas menores da Europa credenciaram esses jogadores para receber propostas de Real Madrid, Barcelona, Manchester City e etc.
Além disso, a arma secreta da Bélgica é o entrosamento entre esses jogadores desde as categorias menores. Cerca de 90% dos convocados já jogavam juntos em competições de base. Abaixo você verá um recorte de um jornal belga mostrando como se pareciam e como eram tratadas algumas dessas promessas já em 2002, ano da última aparição da seleção em Copas. O título da reportagem era "Os Onze Diabos". Veja:
Fique de olho: Algumas novidades podem surgir na lista de convocados dos Diabos até a Copa do Mundo. O motivo? Mais promessas estão saindo da fábrica de craques belga. Dentre todos os garotos, dois se destacam: Jordan Lukaku (Lateral/Meia-Anderlecht/Oostende-BEL) e Thorgan Hazard (Meia-Chelsea/Zulte). Pelo sobrenome vocês já imaginam o porquê do destaque. Outras promessas cotadas são Adnan Januzaj (Meia-Manchester United); que apesar de ser belga de nascimento sonha em jogar pela seleção de Kosovo (que não é reconhecida pela FIFA) devido a sua descendência; Junior Malanda (Meia-Zulte), Dennis Praet (Meia-Anderlecht) e Michy Batshuayi (Atacante-Standard Liegè).
Com exceção da liga de futebol, onde o clubes belgas não têm condições de manter suas promessas no país por muito tempo, todos os outros fatores pintados não condizem com a realidade.
Para se ter noção do tamanho da importância da Bélgica no futebol mundial é só olhar no primeira edição da Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai. Foram apenas 13 seleções, mas potências como Alemanha, Itália, Holanda e Inglaterra ficaram de fora. No entanto, a Bélgica era uma das quatro escolas do futebol do Velho Continente que esteve presente no Mundial (França, Iugoslávia e Romênia foram as outras). Sem contar com a classificação para o Mundial do Brasil, a Bélgica já esteve presente em outras 11 edições da Copa, sendo duas participações a mais que a rival Holanda, que tem mais "cancha", segundo os entendidos da área.
Atualmente, a Bélgica conta (aí vem a opinião explícita daquele que vos escreve) com um dos plantéis mais fortes do futebol entre seleções. A equipe dirigida por Marc Wilmots, capitão belga na última Copa disputada pelos Diabos Vermelhos (Coréia/Japão), é extremamente leve. Um dos fatores que compõem para que a leveza da Bélgica se torne uma ameaça é a qualidade técnica de seus defensores. Sim, os defensores. A linha defensiva da Bélgica é composta por zagueiros que sabem jogar em outras posições. Ou seja, Kompany (já jogou de volante no Hamburgo-ALE), Alderweireld (já jogou de lateral no Ajax), Vermaelen (idem o Alderweireld), Vertonghen (já jogou de volante e lateral no Ajax e no Tottenham) Lombaerts (começou como lateral no Genk-BEL) e até o Van Buyten (já jogou de volante no próprio Bayern de Munique) não rifam a bola e tem qualidade técnica para sair jogando. Os laterais são verdadeiros exemplos de laterais, pois, como explicado antes, eles também jogam de zagueiro. A dinâmica entre quem joga de zagueiro ou lateral é enorme e pode variar durante a própria partida. Se o Wilmots preferir um time mais leve, a zaga pode ser feita com Kompany, Alderweireld, Vertonghen e Pocognoli. Se preferir um time mais alto Kompany, Vermaelen, Vertonghen e Alderweireld começam a partida. Ou time mais forte fisicamente com Kompany, Van Buyten, Vertonghen e Alderweireld.
No entanto, é do meio para frente que a Bélgica começa a mostrar as facetas do seu sucesso. O meio-campo da seleção belga é um dos poucos conjuntos em que você pode jogar os coletes para cima e quem pegar é titular. Vertonghen, Witsel, Defour, Fellaini, Simons, De Bruyne, Hazard, Chadli e Dembélé. Jogadores que ditam o ritmo de jogo como o Witsel, Fellaini, De Bruyne e Hazard geralmente pegam os coletes de Wilmots. Mas, se o treinador optar por mais "pegada" no meio, o Vertonghen deixa de ser zagueiro/lateral e vai para a cabeça-de-área. Se quiser um meio de mais categoria o Defour forma um trio de volantes com Witsel e Fellaini. Mais velocidade? Witsel, Fellaini, Hazard, De Bruyne e Chadli. É uma tremenda variação tática que não compromete a qualidade técnica.
No ataque, a integração com o meio-campo mostra o quanto Marc Wilmots treina sua equipe. Como citado antes, a velocidade e a agressividade são as maiores ameaças dessa seleção. Lukaku, Benteke, Mertens, Mirallas, Bakkali, Vossen, M'Boyo e Igor de Camargo (brasileiro naturalizado belga) são constantes nas convocações de Wilmots. Os cinco primeiros jogodores, caso não se machuquem, serão certezas em 2014. Dentre todos os atacantes, Lukaku, jogador emprestado ao Everton pelo Chelsea, é quem mais atua como titular. O centroavante de origem congolesa é alto e canhoto, além de ter certa habilidade fora da área, o que facilita a sintonia entre ataque/meio-campo. Bom no pivô, Lukaku sempre dá a oportunidade de jogadores como Hazard e De Bruyne, que são meias ofensivos, de finalizarem contra a meta adversária. Benteke, outro jogador de origem congolesa, possui características parecidas com a de Lukaku. No entanto, o jogador do Aston Villa, que foi cortejado por grandes clubes nessa janela (deve sair no Natal), é mais "móvel" que Lukaku. Portanto, não seria um absurdo ver dois jogadores altos e de características semelhantes atuando juntos com a camisa vermelha real. Mas, de todos os atacantes, quem mais chama atenção é Mirallas, companheiro de equipe de Lukaku. O atacante do Everton é muito habilidoso. Seus dribles são tão desconcertantes que lembram a maneira de jogar do Cristiano Ronaldo. Porém, o que prejudica Mirallas é a sua forma física devido as constantes lesões. Mertens é um jogador arisco, que cansou de fazer gols importantes pelo PSV. Já Bakkali, que substituiu Mertens no ataque do PSV, é considerado a maior joia da história da Bélgica. Como ele pode ser considerado a maior joia, já que Hazard ainda é visto como promessa? Hazard não é mais promessa. O meia ofensivo obteve um salto tão grande de confiança que já é uma realidade no Chelsea (excelente começo de temporada) e em jogos internacionais. Bakkali é tremendamente habilidoso e muito novo. O atacante de 17 anos era cobiçado pela seleção de Marrocos, já que seus pais nasceram lá. A Bélgica fora mais rápida e convocou o jovem para uma partida de eliminatória, impossibilitando que ele optasse pela terra de seus pais.
Para se ter noção da grandeza dessa seleção belga, peguemos alguns jogadores como exemplo: Mignolet (Liverpool), Courtois (Atlético Madrid), Van Buyten (Bayern de Munique), Vermaelen (Arsenal), Kompany (Manchester City), Alderweireld (Atlético de Madrid), Vertonghen (Tottenham), Witsel (Zenit, apesar dos pesares), Fellaini (Manchester United), Defour (Porto), De Bruyne e Hazard (Chelsea), Chadli e Dembélé (Tottenham), Mirallas e Lukaku (Everton), Bakkali (PSV), Benteke (Aston Villa) e Mertens (Napoli), todos jogam em grandes clubes europeus e estão acostumados à competições internacionais. Zenit e Aston Villa, times que abrigam Witsel e Benteke, podem não ser tão fortes quanto os outros, mas suas constantes aparições em ligas menores da Europa credenciaram esses jogadores para receber propostas de Real Madrid, Barcelona, Manchester City e etc.
Além disso, a arma secreta da Bélgica é o entrosamento entre esses jogadores desde as categorias menores. Cerca de 90% dos convocados já jogavam juntos em competições de base. Abaixo você verá um recorte de um jornal belga mostrando como se pareciam e como eram tratadas algumas dessas promessas já em 2002, ano da última aparição da seleção em Copas. O título da reportagem era "Os Onze Diabos". Veja:
(imagem retirada do site 101greatgoals.com)
Fique de olho: Algumas novidades podem surgir na lista de convocados dos Diabos até a Copa do Mundo. O motivo? Mais promessas estão saindo da fábrica de craques belga. Dentre todos os garotos, dois se destacam: Jordan Lukaku (Lateral/Meia-Anderlecht/Oostende-BEL) e Thorgan Hazard (Meia-Chelsea/Zulte). Pelo sobrenome vocês já imaginam o porquê do destaque. Outras promessas cotadas são Adnan Januzaj (Meia-Manchester United); que apesar de ser belga de nascimento sonha em jogar pela seleção de Kosovo (que não é reconhecida pela FIFA) devido a sua descendência; Junior Malanda (Meia-Zulte), Dennis Praet (Meia-Anderlecht) e Michy Batshuayi (Atacante-Standard Liegè).
18.10.13
Postado Por: TramaFC
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Para qual time você torce?
Quando alguma celebridade é vista assistindo à alguma partida de futebol, geralmente, para a alegria das pessoas, o repórter questiona sobre qual equipe a estrela torce. Como o futebol é uma das maiores paixões do ser humano, é comum ver pessoas do porte de Tom Hanks, Príncipe William, Elton John, Robbie Willians, Usain Bolt e entre outros, perdendo as estribeiras nas arquibancadas como uma pessoa normal.
O intuito é expor os times das celebridades mais conhecidas no mundo e de pessoas igualmente famosas por N motivos. Algumas delas são a cara do time pelo qual torce! Confira, são mais de 100 personagens famosos!
Adolph Hitler - Schalke 04. Responsável pela morte de milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, Adolph Hitler era tido como entusiasta do Schalke 04, grande clube alemão. Foi no período em que Hitler esteve no poder da Alemanha com o partido nazista, que o Schalke viveu o seu melhor momento no futebol. O clube evita comentar sobre o assunto, mas a informação é de que o ditador nazista era mesmo fã do clube Azul Real.
Benito Mussolini - Bologna/Lazio. Líder do partido fascista italiano, Benito Mussolini adorava futebol. Assim como o Schalke, o Bologna viveu os seus melhores momentos de 1930 a 1950. Existem rumores na Itália de que Mussolini arranjava resultados em prol do Bologna, que conquistou o tricampeonato italiano durante a década de 1930. Entretanto, durante o apogeu do fascismo na Itália, sob o comando do ditador, a Lazio jogara sob os olhares de Mussolini com grande frequência. O motivo disso? O clube biancoceleste era, na época, o principal time de futebol da capital, centro do partido fascita. Mussolini tornou-se num verdadeiro torcedor do clube laziale.
Osama Bin Laden - Arsenal. Sim, o fundador da Al Qaeda, e que foi morto em 2011, era torcedor do Arsenal. Irônico, não acha? Não apenas contente em torcer, dizia-se que Bin Laden chegou a assistir jogos do clube londrino no Emirates Stadium.
Barack Obama - West Ham. Fanático por esportes, aparentemente Barack Obama também curte um futebolzinho. E o seu time do coração é o tradicional West Ham. Será que ele espia os trabalhos do Sam Allardyce, ou prefere ficar cornetando a equipe da sala oval?
Fidel Castro - Arsenal. Incrível como o Arsenal atrai as atenções de homens que tem o seu nome envolvido com a política, não? O socialista cubano já fora homenageado pelo clube enquanto esteve doente. Castro constantemente faz referências ao seu clube do coração.
Ozzy Osbourne - Aston Villa. A lenda do heavy metal, e comedor de morcegos nas horas vagas, Ozzy Osbourne consegue arranjar tempo para torcer pelo Aston Villa, grande clube de Birminghan. No começo da carreira, Ozzy costumava adiar shows do Black Sabbath para assistir os jogos da equipe direto do Villa Park.
Sir Paul McCartney - Everton. Você tem certeza de que não é o Liverpool? Tenho. O velho Macca torce fanaticamente pelo Everton, primeiro grande clube da cidade de Liverpool. Ao contrário de Paul, John Lennon não gostava muito de futebol.
Mick Jagger - Manchester United/Fluminense. O maior pé frio do futebol é torcedor dos Red Devils. Quando veio ao Brasil, Jagger recebeu de seu filho uma camisa do Tricolor das Laranjeiras, e disse que tem apreço pelo clube carioca por causa de seu filho. Rezem, tricolores!
Mick Jagger - Manchester United/Fluminense. O maior pé frio do futebol é torcedor dos Red Devils. Quando veio ao Brasil, Jagger recebeu de seu filho uma camisa do Tricolor das Laranjeiras, e disse que tem apreço pelo clube carioca por causa de seu filho. Rezem, tricolores!
Elton John - Watford. Sim, até o Watford, modesto clube inglês, tem um torcedor ilustre. E bota ilustre nisso, hein? O excelente roqueiro Elton John, inclusive, já foi presidente do clube.
Robert Plant e Jimmy Page - Wolverhampton. Dois monstros do rock que lideravam o Led Zeppelin, monumental banda de heavy metal, torciam juntos para o bicampeão inglês, o Wolverhampton. Inclusive, os Wolves têm o Robert Plant como presidente honorário.
Noel e Liam Gallagher - Manchester City. A única coisa que é capaz de unir os irmãos Gallagher é o Manchester City. Fundadores do Oasis, é comum vê-los nas arquibancadas do Etihad Stadium dando o seu suporte ao clube.
Thom Yorke - Manchester United. Vocalista e guitarrista de uma das maiores bandas alternativas de todos os tempos, o Radiohead, torce pelos Red Devils graças ao pai. Yorke já fora flagrado algumas vezes no Old Trafford com a camisa dos diabos.
Thom Yorke - Manchester United. Vocalista e guitarrista de uma das maiores bandas alternativas de todos os tempos, o Radiohead, torce pelos Red Devils graças ao pai. Yorke já fora flagrado algumas vezes no Old Trafford com a camisa dos diabos.
Johnny Rotten - Arsenal. Vocalista do Sex Pistols, Johnny Rotten é mais do que apaixonado pelo Arsenal. Rotten fazia parte de um pequeno grupo "quase" hooligan do Arsenal durante a adolescência.
Brian Johnson - Newcastle. Vocalista do AC/DC, o enérgico Brian Johnson é torcedor fanático dos Magpies. É bem comum ver o roqueiro com a camisa da equipe por aí.
Roger Daltrey - Arsenal. Vocalista e fundador da banda The Who, Roger Daltrey é fã dos Gunners.
Brian Johnson - Newcastle. Vocalista do AC/DC, o enérgico Brian Johnson é torcedor fanático dos Magpies. É bem comum ver o roqueiro com a camisa da equipe por aí.
Roger Daltrey - Arsenal. Vocalista e fundador da banda The Who, Roger Daltrey é fã dos Gunners.
Damon Albarn - Chelsea. Líder de uma das maiores bandas alternativas de todos os tempos, o Blur, Damon Albarn é fanático pelos Blues. É muito fácil encontrar entrevistas do vocalista do Blur com algum tipo de vestimenta ligado ao Chelsea.
Ian Brown - Manchester United. Vocalista do Stone Roses, importante banda alternativa que começou a brilhar nos anos 80, torce para os Red Devils fervorosamente.
Lily Allen - Fulham. A cantora britânica é presença constante no Craven Cottage. Fã do Fulham graças à influência do pai, Lily protagonizou uma das cenas mais emblemáticas do futebol quando foi flagrada se acabando em lágrimas ao ver o seu Fulham ser batido pelo Atlético Madrid na final da Europa League de 2009/2010.
New Order - Manchester United. Lembra daquela banda que surgiu após o desintegramento do Joy Division? Então, o New Order, banda responsável pelo single "Blue Monday" e pelo surgimento da cena alternativa nos anos 80, é composta por torcedores do Manchester United.
Bruce Dickinson - Rangers. O cantor do Iron Maiden é fanático pelo Glasgow Rangers. Por cantar numa das bandas mais famosas do mundo, Dickinson, mesmo torcendo para Rangers, é respeitado até pelos torcedores do Celtic.
Bruce Dickinson - Rangers. O cantor do Iron Maiden é fanático pelo Glasgow Rangers. Por cantar numa das bandas mais famosas do mundo, Dickinson, mesmo torcendo para Rangers, é respeitado até pelos torcedores do Celtic.
Steve Harris - West Ham. O baixista do Iron Maiden é completamente fissurado pelos Hammers. Quando criança, Harris jogou nas categorias de base do West Ham.
Roger Waters - Arsenal. O baixista da maior banda psicodélica do mundo, o Pink Floyd, admitiu há alguns que torce para o Arsenal.
Roger Waters - Arsenal. O baixista da maior banda psicodélica do mundo, o Pink Floyd, admitiu há alguns que torce para o Arsenal.
Morrissey - Milwall. Steven Morrissey, ou simplesmente Morrissey, foi o líder da banda The Smiths, responsável por letras românticas e muitas vezes depressivas. Incrível acreditar que Morrissey, responsável pela composição da maioria dessas letras de cunho romântico e inofensivo, fosse torcedor do Milwall, um time de brigões e brutos.
Amy Winehouse - Aston Villa. A ex-nova rainha do soul, Amy Winehouse, enquanto viva torcia para o Aston Villa. Os Villians entraram na vida da cantora graças à influência do pai.
Shania Twain - Tottenham Hotspurs. A terceira mulher listada, Shania Twain, cantora de country music, é torcedora do Spurs.
Sting - Newcastle. Ex-vocalista da banda The Police, Sting é torcedor dos Magpies desde a infância.
The Cure - Reading. Responsáveis pelos singles "Love Song", "Friday, I'm in Love" e "Boys Don't Cry", a banda alternativa The Cure é formada por torcedores do Reading, em especial o vocalista Robert Smith. É comum você flagrar uma bandeira do time presa à bateria da banda em seus shows.
Bob Marley - Tottenham/Santos. O "rei do reggae" era completamente fã de futebol. Apesar de ser jamaicano, um país com poucas tradições no esporte, Marley era fã do Tottenham Hotspurs. No entanto, durante a década de 1970, numa de suas viagens ao Brasil, Bob Marley fora visto jogando futebol com uma camisa do Santos. Quando perguntado sobre a camisa branca do Santos, o ex-regueiro disse que era fã de Pelé e do futebol do clube brasileiro. Existem boatos de que Bob Marley sofreu "lavagem cerebral" por parte do amigo Gilberto Gil, santista declarado, durante a estadia no Brasil.
Eric Clapton - West Bromwich. O guitar hero e ex-integrante da super-banda Cream, Eric Clapton, é um ávido torcedor do West Bromwich. Sua presença é quase constante nas arquibancadas do The Hawthorns.
Pete Doherty - QPR. Ex-integrante do Libertines, o irreverente e auto-destrutivo Pete Doherty é a exumação máxima do torcedor fanático. Talvez Doherty seja o torcedor mais fanático pelo Queens Park Rangers.
Kelly Jones - Leeds United. Vocalista da banda Stereophonics, Kelly Jones é tão (ou mais conhecido) pelos acessos de fúria e paixão pelo tradicional Leeds United quanto pelo sucesso de sua banda alternativa.
Dr. Dre - Liverpool. Sim, um rapper americano é torcedor (torcedor mesmo) do Liverpool. Se não bastasse o inusitado, Dr. Dre dá pitacos na equipe graças à sua ligação com o dono do Liverpool, que também é americano e amigo próximo do rapper.
Rod Stewart - Celtic. Quem não se lembra de Rod Stewart chorando copiosamente nas arquibancadas do Celtic Park, após a vitória do seu amado Celtic sob o Barcelona na edição passada da Champions League? O autor de "Maggie May" é tão fanático por futebol, que em 1983 invadiu o Wembley Stadium após uma vitória da seleção escocesa frente à Inglaterra.
Kaiser Chiefs - Leeds United. Mais um caso de uma banda inteira formada por torcedores de um mesmo time. A banda indie vêm de Leeds e lá permanece. O vocalista da banda, Ricky Wilson, não faz questão de apenas torcer pelo Leeds, o roqueiro constantemente demonstra seu amor no Instragram e no Twitter.
Dido - Arsenal. Cantora britânica que ficou famosa por ter namorado o rapper americano Eminen, além de ter gravado o single "Stan" com ele (sucesso no começo do século XXI), é mais uma das mulheres fanáticas por futebol.
Shirley Manson - Hibernian. A cantora do Garbage, ótima banda que surgiu na cena alternativa de 1980, torce fervorosamente pelo tradicional Hibernian, da Escócia.
Richard Ashcroft - Manchester United. Vocalista da banda The Verve, uma das precursoras do movimento alternativo, é fã juramentado dos Red Devils.
Jay-Z - Arsenal. O rapper americano diz que adora futebol, tanto é que criou uma agência de talentos para jogadores de futebol, basquete e baseball. No entanto, Jay-Z gosta mesmo é de torcer para os Gunners.
Brian Adams - Chelsea. Cantor romântico canadense também entra na lista! Famoso pelo sucesso "Everything I Do (I Do It For You)", Adams é torcedor do Chelsea.
Janick Gers - Hartlepool. Guitarrista e compositor da maioria das músicas do Iron Maiden, Janick Gers é um torcedor fanático desse simpático clube inglês.
Kasabian - Leicester City. Uma das maiores bandas alternativas vivas, Kasabian é responsável pela trilha sonora da Premier League (Fire, sucesso da banda) e pela difusão do Leicester ao redor do mundo.
Robbie Williams - Port Vale. Ex-integrante da boy band inglesa The Talking Heads, Robbie Williams, alçou voos maiores quando decidiu optar pela carreira solo. No entanto, no quesito futebol, Robbie Williams sofre na mão do modestíssimo Port Vale.
Mani - Manchester United. Ex-Stone Roses e atualmente no Primal Scream, Mani é louco pelo Manchester United. A única palavra que é capaz de distinguir esse cara é louco.
Meat Loaf - Hartlepool. Mais um torcedor famoso do Hartlepool que vêm do Heavy Metal. O "Bolo de Carne", Meat Loaf, manda e desmanda no modesto clube pelo qual sempre torceu.
Mick Hucknall - Manchester United. Cantor da banda Simply Red, Mick Hucknall é fanático pelo Manchester United. Simbólico, já que as cores de suas madeixas são iguais a do seu amado clube.
Antonio Bandeiras - Málaga. O famoso ator espanhol, que já protagonizou "A Pele Que Habito" e "Era Uma Vez No México", ama o futebol como poucos. Um exemplo de sua fidelidade ao Málaga, time da região onde nasceu, foram suas lágrimas quando o clube de Andalucia eliminou o Porto por 2x0 com um gol aos 47 minutos do segundo tempo.
Gordon Ramsay - Rangers. O cozinheiro super star da TV a cabo geralmente perde a paciência com os seus aprendizes no The Iron Chef. Entretanto, Ramsay é torcedor do Glasgow Rangers, e muito dos seus acessos de fúria deve se originar dessa paixão. Ah, o cozinheiro chegou a jogar nas categorias de base do Rangers, mas devido às constantes lesões no joelho Ramsay largou o futebol pelo fogão.
Tom Cruise - Arsenal. O astro hollywoodiano acompanha o Arsenal há muito tempo, e muitas vezes já deve ter visto várias "Missões Impossíveis" protagonizadas por Arsene Wenger e companhia.
Tom Hanks - Aston Villa. Um doido pelo Aston Villa, isso é o que Tom Hanks é. O "Náufrago", certa vez, foi paramentado com seu cachecol do Villa na premiação mais elegante do cinema. Sim, Tom Hanks vestiu um smoking e um cachecol do Aston Villa por cima durante a premiação.
Hugh Grant - Fulham. Famoso por fazer filmes românticos, Hugh Grant já protagonizou sucessos como "Um Lugar Chamado Notting Hill". No entanto, Grant gosta mesmo é de um ambiente completamente diferente daqueles que está acostumado em seus filmes: o Craven Cottage. Assim como Lily Allen, Hugh Grant chorou como uma mocinha quando o tradicional clube londrino perdeu a final para o Atlético Madrid.
Jessie J - Tottenham. Incrível o apreço das cantoras pelo Tottenham, não acham? A cantora pop, Jessie J, é fã do Tottenham, e inclusive já foi fotografada várias vezes com a camisa do time, cachecol e gorro.
Hugh Laurie - Arsenal. Tudo mundo mente, exceto quando Hugh Laurie diz que ama o Arsenal. O dr. House, como ficou famoso o ator Gunner, é constantemente flagrado nas arquibancadas do Emirates.
Will Farrell - Chelsea. Ator cômico dos Estados Unidos também adora futebol. Famoso pelos filmes "O Âncora" e "Os Outros Caras", Farrell, inclusive, já visitou o treinamento dos Blues enquanto eles estiveram num tour pelos EUA.
Nelson Mandela - Manchester United. Além do rugby, Madiba também gosta de futebol. E, talvez pelo fato dos Red Devils terem tido um sul-africano em sua equipe há alguns anos atrás, o grande homem da Africa do Sul torce pelo lado vermelho de Manchester.
Silvester Stalone - Everton. Todos foram pegos de surpresa quando Rocky Balboa apareceu no intervalo de uma partida do Everton, jogando em Goodson Park, com a camisa do clube. Desde então, Stalone é dado como torcedor dos Toffees.
Samuel L. Jackson - Liverpool. "Pulp Fiction", "Star Wars", "Os Vingadores", "Homem de Ferro", "Django Livre" e inúmeros outros filmes estão no cartel desse ótimo ator. É incrível como ele trabalha tanto e ainda assim consegue assistir aos jogos dos Reds.
Bernie Ecclestone - Chelsea. O chefão da Formula 1, Bernie Ecclestone, é um ávido torcedor dos Blues. No entanto, existe um fato curioso sobre ele. Até o ano retrasado, Ecclestone era dono do Queens Park Rangers, outro clube londrino que possui certa rivalidade com o Chelsea.
Príncipe William - Aston Villa. Não basta ser presidente honorário da FA (Football Association), o príncipe tem que gostar de futebol! O engomado Príncipe William é fanático por futebol, e louco pelo Aston Villa. Às vezes as câmeras conseguem captar o príncipe nas cadeiras numeradas do Villa Park "vestido de civil".
Rainha Elizabeth II e Príncipe Harry - Arsenal. Existe rivalidade no Buckingham Palace! No entanto, o Príncipe William sai em desvantagem, já que sua avó e irmão mais novo são torcedores dos Gunners.
Rainha Elizabeth I - West Ham. Inglês adora mesmo futebol, não? A rainha mor, mãe da atual rainha, era torcedora dos Hammers.
David Cameron - Aston Villa. Atual Primeiro Ministro, e líder do Partido Conservador Britânico, David Cameron não esconde sua paixão pelo Villa.
Tony Blair - Newcastle. Ex-Primeiro Ministro britânico, Tony Blair, é fanático pelos Magpies.
John Gotti - Arsenal. O maior gângster de todos os tempos foi torcedor do Arsenal por um grande tempo.
Russell Crowe - Leeds. Um dos atores mais famosos que surgiram na década de 1990, Russell Crowe, responsável por filmes como "Gladiador", "Uma Mente Brilhante", "Os Miseráveis", "Intrigas de Estado", "O Gângster" e etc, é louco pelo Leeds United. O ator neozelandês, certa vez, disse que odiava o Manchester United (grande rival do Leeds) durante a premiere de algum de seus filmes.
Viggo Mortensen - San Lorenzo. O Aragorn, da trilogia "O Senhor dos Anéis", é, sem dúvidas, um dos mais emblemáticos e curiosos casos de torcedor apaixonado. Mortensen é americano de nascimento (apesar dos seus pais serem dinamarqueses), mas se mudou para a Argentina muito jovem. Lá, o pequeno Viggo aprendeu o que todos os garotos da América do Sul aprendem: o valor do futebol. Mortensen, no entanto, não optou por Boca Juniors ou River Plate. O mocinho de "O Senhor dos Anéis" escolheu o San Lorenzo, time de muita tradição da capital argentina, como a sua grande paixão. O ator coleciona dois casos épicos de amor ao clube Cuervo: o primeiro caso, e mais famoso caso, foi quando Viggo Mortensen causou um reboliço no embarque de um avião ao comemorar o gol da salvação do San Lorenzo contra o rebaixamento. Pessoas se entreolhavam enquanto o ator comemorava sozinho com os seus fones de ouvido. O segundo caso, e talvez o mais simbólico, foi de quando Viggo Mortensen deu uma fortuna para que o San Lorenzo comprasse metade dos direitos de um terreno, onde outrora fora Boedo, o bairro onde nasceu o San Lorenzo.
Usain Bolt - Manchester United. O homem mais rápido do mundo é mesmo fanático pelos Red Devils. O jamaicano, no entanto, não é aquele torcedor normal. Bolt é um corneteiro muito chato! Nem bem começou no cargo de treinador do Manchester United, e David Moeys já virou alvo frequente das cornetadas do corredor. Inclusive, Bolt divulgou um vídeo na internet com algumas "dicas" ao treinador escocês.
Nick Hornby - Arsenal. Autor do melhor livro sobre futebol, o "Febre de Bola" (Fever Pitch), que narra a sua vida como torcedor do Arsenal, onde contém vários causos e sofrimentos típicos de um fanático por futebol. O escritor/crítico, manja muito de futebol, e possui uma visão fantástica sobre o futebol londrino.
Carlos Ruiz Zafón - Barcelona. O "Stephen King espanhol" constrói em Barcelona as suas histórias fictícias sobre assassinatos, suspense, terror e drama. Com várias colocações futebolísticas e políticas em seus livros, Zafón se refere ao Barcelona inúmeras vezes.
Douglas Adams - Arsenal. O talentosíssimo Douglas Adams, responsável pelas esquetes de humor do Monthy Python (se você não conhece, por favor, vá dar sentido à sua vida e procure por eles) e por ter escrito "O Guia do Mochileiro das Galáxias", a bíblia dos verdadeiros nerds. Apesar de tanta austeridade, Adams era apaixonado pelo Arsenal, e dizem que ele realmente saía de si pelo clube.
Hugh Jackman - Norwich. Apesar de ser questionado (e com razão) sobre suas qualidades no cinema, Hugh Jackman, mais conhecido como Wolverine, é um torcedor de verdade do Norwich, modesto clube inglês, que conta com alguns torcedores de certa fama.
Natalie Portman - Real Madrid. Quem diria que uma atriz tão sensível e recatada quanto Natalie Portman seria fã de futebol? A ótima atriz, vencedora do Oscar pela ótima atuação em "Cisne Negro", adora assistir às partidas do Real Madrid.
Sean Connery - Rangers. O primeiro 007, e galã na Idade da Pedra do cinema, Sean Connery, é um dos mais famosos torcedores do Rangers. O ator já fora homenageado pelo clube na sala de troféus antes de uma partida de Champions League.
Sophia Loren - Napoli. Musa do cinema, a bela atriz italiana é um verdadeiro produto napolitano. Sophia era incrivelmente conectada com as suas raízes deixadas em Nápoles, e uma dessas expressões era o seu amor pelo Napoli, grande clube italiano.
Luciano Pavarotti - Inter de Milão. O maior tenor que já existiu era apaixonado pela Internazionale. Alguns anos antes de morrer, Pavarotti gravou uma emocionante versão, em ópera, do belo hino da Inter de Milão.
Placido Domingo - Real Madrid. O outro tenor, dos Três Tenores, é madridista. Assim como Pavarotti fez com o hino da Inter, Domingo fez o mesmo com o belo hino do Real Madrid, em versão ópera.
Belle and Sebastian - Ayr United. A dupla que alavancou o indie rock é tão alternativa, mas tão alternativa, que o time deles nem sequer figura nas duas primeiras divisões escocesa. Sim, o Ayr United é muito desconhecido até no Reino Unido.
Arctic Monkeys - Sheffield Wednesday. A banda de Alex Turner é considerada a mais popular do "novo indie". No entanto, a banda sofre com o time pelo qual todos torcem: o Sheffield Wednesday. Se no passado "As Corujas" eram uma potência, hoje é apenas o Arctic Monkeys.
Spike Lee - Arsenal. O cineastra norte-americano é muito fã do Arsenal. Lee tem em Henry o seu grande ídolo no futebol.
Patrick Stewart - Huddersfield Town. O capitão Jean Luic Picard, de Jornada nas Estrelas, e o professor Charles Xavier, dos X-Men, dividem o mesmo corpo e o seu tempo com um time da segunda divisão inglesa, o Huddersfield Town.
Daniel Day Lewis - Crystal Palace. O ótimo ator de "Gangues de Nova York", "Lincoln", "Meu Pé Esquerdo", "O Último dos Moicanos" e "Sangue Negro", Daniel Day Lewis é adepto do simpático Crystal Palace, clube londrino que voltou à Premier League.
Penélope Cruz - Real Madrid. A estonteante atriz Penélope Cruz torce desgarradamente pelo Real Madrid. A musa do cinema já chegou a comentar que fez "loucuras" pelo time.
Danny Boyle - Bury. Aclamado diretor de grandes filmes como "Trainspotting", "Quem Quer Ser Milionário", "127 Horas" e "Em Transe", Boyle compensa seu sucesso com o modesto Bury.
Fat Boy Slim - Brighton and Hove Albion. Isso daqui é uma antítese. Enquanto Fat Boy Slim é conhecido em todo mundo por ser um grande DJ, o Brighton and Hove luta à duras penas para se tornar, no mínimo, notável.
Phil Collins - Brentford. Phil Collins apareceu muito bem com a sua banda Genesis, no final da década de 1980, e depois em carreira solo à partir da década de 1990. Collins, diferentemente do seu time de coração, já emplacou vários sucessos.
Colin Firth - Arsenal. Outro grande ator que é fanático por futebol, Colin Firth ("Discurso do Rei", "Um Golpe Perfeito", "O Espião Que Sabia Demais" e etc) é um torcedor de arquibancada dos Gunners.
Bill Clinton - Chelsea. De repente, o ex-presidente americano, Bill Clinton, declarou num jornal britânico que seu time de futebol é o Chelsea. Isso foi tão repentino, que nem o clube acreditou no jornal.
Hilary Clinton - Manchester United. Talvez para alfinetar o ex-marido, eterno safadão da Casa Branca, Hilary escolheu torcer para o único clube inglês que faz frente ao Chelsea: o Manchester United.
Michael Moore - Arsenal. Cineasta americano que ficou famoso pelos documentários que criticam as grandes corporações, o governo americano e o armamento domiciliar. Com esse cartel explosivo, nada mais comum que ele torcesse para o Arsenal, certo?
Stephen Fry - Norwich. Ator e jornalista, o excelente Stephen Fry é um "die-hard" do Norwich. "Die-hard" é muito mais do que torcer, ele transpira os Canários.
Kobe Bryant - Milan. Quando criança, o astro do Los Angeles Lakers morou por muito tempo na Itália devido a carreira de jogador de basquete do pai. Como isso aconteceu no final da década de 1980 até 1990, Kobe pode testemunhar aquele timaço do Milan que contava com Van Basten, Gullitt, Maldini, Rijkaard e Baresi. Era impossível não torcer pelo Milan nessa época!
Kevin Garnett - Chelsea. O ex-pivô do Boston Celtics também possui um apreço pela bola branca. Fã do Chelsea, Garnett costuma visitar os Blues sempre que o clube faz a típica pré-temporada na terra do Tio Sam.
Steve Nash - Tottenham. O armador do Los Angeles Lakers, Steve Nash, é apaixonado por futebol. O seu clube de coração é o Tottenham, mas o canadense já treinou com os jogadores da Inter de Milão nessa pré-temporada, além de apoiar o irmão no Vancouver Whitecaps. Dizem que o Nash joga muito bem!
Tony Parker - PSG. Outro armador de qualidade indiscutível é apaixonado por futebol. O francês Tony Parker, astro do San Antonio Spurs, é fã declarado do Paris Saint-Germain.
Manu Ginobili - Boca Juniors. O monstro argentino que atua pelo San Antonio Spurs é um xeneize inveterado. Quando criança, Ginobili tentou ser jogador de futebol, pelo Boca, mas sua altura era um grande empecilho para a habilidade.
Rafael Nadal - Real Madrid. El Toro, como é conhecido o grande tenista Rafael Nadal, é frequentemente visto nas tribunas do Santiago Bernábeu. Ah, Rafael Nadal é sobrinho de Miguel Ángel Nadal, ex-zagueiro do Mallorca e da seleção espanhola.
Roger Federer - Basel FC. O maior tenista de todos os tempos, nascido na Basileia, Suíça, é torcedor do tradicional Basel. Entretanto, Federer deve possuir a mesma quantidade de títulos de Grand Slams que Basel possui em toda sua sala de troféus.
Andy Murray - Hibernian. Atual campeão de Wimbledon, o escocês Andy Murray é torcedor, sócio e corneta do Hibernian, time de grande tradição na terra do kilt.
Boris Becker - Bayern de Munique. Um dos maiores tenistas de todos os tempos, Boris Becker, torce como nunca para os Bávaros. Em sua conta no Twitter, Becker sempre comenta as partidas do Bayern de Munique.
Juan Martin Del Potro - Boca Juniors. Sempre raçudo dentro das quadras, Del Potro deve se espelhar na história de seu amado Boca Juniors para surpreender os bicho-papões europeus no circuito do Tênis.
Juan Carlos Ferrero - Valencia. Grande tenista que brilhou no final da década de 1990, Moya é da cidade de Valencia, e carrega consigo o clube Che no coração.
Carlos Moya - Mallorca. Outro grande tenista espanhol que se destacou na década de 1990, porém, que torce para o tradicional Mallorca, que hoje disputa a segunda divisão.
Pedro de la Rosa - Barcelona. Eterno piloto de testes da F-1, Pedro de la Rosa, que também adorava um murinho, é um torcedor Culé.
Fernando Alonso - Real Oviedo. Um dos maiores pilotos de F-1 torce para um dos clubes mais simpáticos da Espanha, o Real Oviedo. Que diferença de egos, não?
Bob Marley - Tottenham/Santos. O "rei do reggae" era completamente fã de futebol. Apesar de ser jamaicano, um país com poucas tradições no esporte, Marley era fã do Tottenham Hotspurs. No entanto, durante a década de 1970, numa de suas viagens ao Brasil, Bob Marley fora visto jogando futebol com uma camisa do Santos. Quando perguntado sobre a camisa branca do Santos, o ex-regueiro disse que era fã de Pelé e do futebol do clube brasileiro. Existem boatos de que Bob Marley sofreu "lavagem cerebral" por parte do amigo Gilberto Gil, santista declarado, durante a estadia no Brasil.
Eric Clapton - West Bromwich. O guitar hero e ex-integrante da super-banda Cream, Eric Clapton, é um ávido torcedor do West Bromwich. Sua presença é quase constante nas arquibancadas do The Hawthorns.
Pete Doherty - QPR. Ex-integrante do Libertines, o irreverente e auto-destrutivo Pete Doherty é a exumação máxima do torcedor fanático. Talvez Doherty seja o torcedor mais fanático pelo Queens Park Rangers.
Kelly Jones - Leeds United. Vocalista da banda Stereophonics, Kelly Jones é tão (ou mais conhecido) pelos acessos de fúria e paixão pelo tradicional Leeds United quanto pelo sucesso de sua banda alternativa.
Dr. Dre - Liverpool. Sim, um rapper americano é torcedor (torcedor mesmo) do Liverpool. Se não bastasse o inusitado, Dr. Dre dá pitacos na equipe graças à sua ligação com o dono do Liverpool, que também é americano e amigo próximo do rapper.
Rod Stewart - Celtic. Quem não se lembra de Rod Stewart chorando copiosamente nas arquibancadas do Celtic Park, após a vitória do seu amado Celtic sob o Barcelona na edição passada da Champions League? O autor de "Maggie May" é tão fanático por futebol, que em 1983 invadiu o Wembley Stadium após uma vitória da seleção escocesa frente à Inglaterra.
Kaiser Chiefs - Leeds United. Mais um caso de uma banda inteira formada por torcedores de um mesmo time. A banda indie vêm de Leeds e lá permanece. O vocalista da banda, Ricky Wilson, não faz questão de apenas torcer pelo Leeds, o roqueiro constantemente demonstra seu amor no Instragram e no Twitter.
Dido - Arsenal. Cantora britânica que ficou famosa por ter namorado o rapper americano Eminen, além de ter gravado o single "Stan" com ele (sucesso no começo do século XXI), é mais uma das mulheres fanáticas por futebol.
Shirley Manson - Hibernian. A cantora do Garbage, ótima banda que surgiu na cena alternativa de 1980, torce fervorosamente pelo tradicional Hibernian, da Escócia.
Richard Ashcroft - Manchester United. Vocalista da banda The Verve, uma das precursoras do movimento alternativo, é fã juramentado dos Red Devils.
Jay-Z - Arsenal. O rapper americano diz que adora futebol, tanto é que criou uma agência de talentos para jogadores de futebol, basquete e baseball. No entanto, Jay-Z gosta mesmo é de torcer para os Gunners.
Brian Adams - Chelsea. Cantor romântico canadense também entra na lista! Famoso pelo sucesso "Everything I Do (I Do It For You)", Adams é torcedor do Chelsea.
Janick Gers - Hartlepool. Guitarrista e compositor da maioria das músicas do Iron Maiden, Janick Gers é um torcedor fanático desse simpático clube inglês.
Kasabian - Leicester City. Uma das maiores bandas alternativas vivas, Kasabian é responsável pela trilha sonora da Premier League (Fire, sucesso da banda) e pela difusão do Leicester ao redor do mundo.
Robbie Williams - Port Vale. Ex-integrante da boy band inglesa The Talking Heads, Robbie Williams, alçou voos maiores quando decidiu optar pela carreira solo. No entanto, no quesito futebol, Robbie Williams sofre na mão do modestíssimo Port Vale.
Mani - Manchester United. Ex-Stone Roses e atualmente no Primal Scream, Mani é louco pelo Manchester United. A única palavra que é capaz de distinguir esse cara é louco.
Meat Loaf - Hartlepool. Mais um torcedor famoso do Hartlepool que vêm do Heavy Metal. O "Bolo de Carne", Meat Loaf, manda e desmanda no modesto clube pelo qual sempre torceu.
Mick Hucknall - Manchester United. Cantor da banda Simply Red, Mick Hucknall é fanático pelo Manchester United. Simbólico, já que as cores de suas madeixas são iguais a do seu amado clube.
Antonio Bandeiras - Málaga. O famoso ator espanhol, que já protagonizou "A Pele Que Habito" e "Era Uma Vez No México", ama o futebol como poucos. Um exemplo de sua fidelidade ao Málaga, time da região onde nasceu, foram suas lágrimas quando o clube de Andalucia eliminou o Porto por 2x0 com um gol aos 47 minutos do segundo tempo.
Gordon Ramsay - Rangers. O cozinheiro super star da TV a cabo geralmente perde a paciência com os seus aprendizes no The Iron Chef. Entretanto, Ramsay é torcedor do Glasgow Rangers, e muito dos seus acessos de fúria deve se originar dessa paixão. Ah, o cozinheiro chegou a jogar nas categorias de base do Rangers, mas devido às constantes lesões no joelho Ramsay largou o futebol pelo fogão.
Tom Cruise - Arsenal. O astro hollywoodiano acompanha o Arsenal há muito tempo, e muitas vezes já deve ter visto várias "Missões Impossíveis" protagonizadas por Arsene Wenger e companhia.
Tom Hanks - Aston Villa. Um doido pelo Aston Villa, isso é o que Tom Hanks é. O "Náufrago", certa vez, foi paramentado com seu cachecol do Villa na premiação mais elegante do cinema. Sim, Tom Hanks vestiu um smoking e um cachecol do Aston Villa por cima durante a premiação.
Hugh Grant - Fulham. Famoso por fazer filmes românticos, Hugh Grant já protagonizou sucessos como "Um Lugar Chamado Notting Hill". No entanto, Grant gosta mesmo é de um ambiente completamente diferente daqueles que está acostumado em seus filmes: o Craven Cottage. Assim como Lily Allen, Hugh Grant chorou como uma mocinha quando o tradicional clube londrino perdeu a final para o Atlético Madrid.
Jessie J - Tottenham. Incrível o apreço das cantoras pelo Tottenham, não acham? A cantora pop, Jessie J, é fã do Tottenham, e inclusive já foi fotografada várias vezes com a camisa do time, cachecol e gorro.
Hugh Laurie - Arsenal. Tudo mundo mente, exceto quando Hugh Laurie diz que ama o Arsenal. O dr. House, como ficou famoso o ator Gunner, é constantemente flagrado nas arquibancadas do Emirates.
Will Farrell - Chelsea. Ator cômico dos Estados Unidos também adora futebol. Famoso pelos filmes "O Âncora" e "Os Outros Caras", Farrell, inclusive, já visitou o treinamento dos Blues enquanto eles estiveram num tour pelos EUA.
Nelson Mandela - Manchester United. Além do rugby, Madiba também gosta de futebol. E, talvez pelo fato dos Red Devils terem tido um sul-africano em sua equipe há alguns anos atrás, o grande homem da Africa do Sul torce pelo lado vermelho de Manchester.
Silvester Stalone - Everton. Todos foram pegos de surpresa quando Rocky Balboa apareceu no intervalo de uma partida do Everton, jogando em Goodson Park, com a camisa do clube. Desde então, Stalone é dado como torcedor dos Toffees.
Samuel L. Jackson - Liverpool. "Pulp Fiction", "Star Wars", "Os Vingadores", "Homem de Ferro", "Django Livre" e inúmeros outros filmes estão no cartel desse ótimo ator. É incrível como ele trabalha tanto e ainda assim consegue assistir aos jogos dos Reds.
Bernie Ecclestone - Chelsea. O chefão da Formula 1, Bernie Ecclestone, é um ávido torcedor dos Blues. No entanto, existe um fato curioso sobre ele. Até o ano retrasado, Ecclestone era dono do Queens Park Rangers, outro clube londrino que possui certa rivalidade com o Chelsea.
Príncipe William - Aston Villa. Não basta ser presidente honorário da FA (Football Association), o príncipe tem que gostar de futebol! O engomado Príncipe William é fanático por futebol, e louco pelo Aston Villa. Às vezes as câmeras conseguem captar o príncipe nas cadeiras numeradas do Villa Park "vestido de civil".
Rainha Elizabeth II e Príncipe Harry - Arsenal. Existe rivalidade no Buckingham Palace! No entanto, o Príncipe William sai em desvantagem, já que sua avó e irmão mais novo são torcedores dos Gunners.
Rainha Elizabeth I - West Ham. Inglês adora mesmo futebol, não? A rainha mor, mãe da atual rainha, era torcedora dos Hammers.
David Cameron - Aston Villa. Atual Primeiro Ministro, e líder do Partido Conservador Britânico, David Cameron não esconde sua paixão pelo Villa.
Tony Blair - Newcastle. Ex-Primeiro Ministro britânico, Tony Blair, é fanático pelos Magpies.
John Gotti - Arsenal. O maior gângster de todos os tempos foi torcedor do Arsenal por um grande tempo.
Russell Crowe - Leeds. Um dos atores mais famosos que surgiram na década de 1990, Russell Crowe, responsável por filmes como "Gladiador", "Uma Mente Brilhante", "Os Miseráveis", "Intrigas de Estado", "O Gângster" e etc, é louco pelo Leeds United. O ator neozelandês, certa vez, disse que odiava o Manchester United (grande rival do Leeds) durante a premiere de algum de seus filmes.
Viggo Mortensen - San Lorenzo. O Aragorn, da trilogia "O Senhor dos Anéis", é, sem dúvidas, um dos mais emblemáticos e curiosos casos de torcedor apaixonado. Mortensen é americano de nascimento (apesar dos seus pais serem dinamarqueses), mas se mudou para a Argentina muito jovem. Lá, o pequeno Viggo aprendeu o que todos os garotos da América do Sul aprendem: o valor do futebol. Mortensen, no entanto, não optou por Boca Juniors ou River Plate. O mocinho de "O Senhor dos Anéis" escolheu o San Lorenzo, time de muita tradição da capital argentina, como a sua grande paixão. O ator coleciona dois casos épicos de amor ao clube Cuervo: o primeiro caso, e mais famoso caso, foi quando Viggo Mortensen causou um reboliço no embarque de um avião ao comemorar o gol da salvação do San Lorenzo contra o rebaixamento. Pessoas se entreolhavam enquanto o ator comemorava sozinho com os seus fones de ouvido. O segundo caso, e talvez o mais simbólico, foi de quando Viggo Mortensen deu uma fortuna para que o San Lorenzo comprasse metade dos direitos de um terreno, onde outrora fora Boedo, o bairro onde nasceu o San Lorenzo.
Usain Bolt - Manchester United. O homem mais rápido do mundo é mesmo fanático pelos Red Devils. O jamaicano, no entanto, não é aquele torcedor normal. Bolt é um corneteiro muito chato! Nem bem começou no cargo de treinador do Manchester United, e David Moeys já virou alvo frequente das cornetadas do corredor. Inclusive, Bolt divulgou um vídeo na internet com algumas "dicas" ao treinador escocês.
Nick Hornby - Arsenal. Autor do melhor livro sobre futebol, o "Febre de Bola" (Fever Pitch), que narra a sua vida como torcedor do Arsenal, onde contém vários causos e sofrimentos típicos de um fanático por futebol. O escritor/crítico, manja muito de futebol, e possui uma visão fantástica sobre o futebol londrino.
Carlos Ruiz Zafón - Barcelona. O "Stephen King espanhol" constrói em Barcelona as suas histórias fictícias sobre assassinatos, suspense, terror e drama. Com várias colocações futebolísticas e políticas em seus livros, Zafón se refere ao Barcelona inúmeras vezes.
Douglas Adams - Arsenal. O talentosíssimo Douglas Adams, responsável pelas esquetes de humor do Monthy Python (se você não conhece, por favor, vá dar sentido à sua vida e procure por eles) e por ter escrito "O Guia do Mochileiro das Galáxias", a bíblia dos verdadeiros nerds. Apesar de tanta austeridade, Adams era apaixonado pelo Arsenal, e dizem que ele realmente saía de si pelo clube.
Hugh Jackman - Norwich. Apesar de ser questionado (e com razão) sobre suas qualidades no cinema, Hugh Jackman, mais conhecido como Wolverine, é um torcedor de verdade do Norwich, modesto clube inglês, que conta com alguns torcedores de certa fama.
Natalie Portman - Real Madrid. Quem diria que uma atriz tão sensível e recatada quanto Natalie Portman seria fã de futebol? A ótima atriz, vencedora do Oscar pela ótima atuação em "Cisne Negro", adora assistir às partidas do Real Madrid.
Sean Connery - Rangers. O primeiro 007, e galã na Idade da Pedra do cinema, Sean Connery, é um dos mais famosos torcedores do Rangers. O ator já fora homenageado pelo clube na sala de troféus antes de uma partida de Champions League.
Sophia Loren - Napoli. Musa do cinema, a bela atriz italiana é um verdadeiro produto napolitano. Sophia era incrivelmente conectada com as suas raízes deixadas em Nápoles, e uma dessas expressões era o seu amor pelo Napoli, grande clube italiano.
Luciano Pavarotti - Inter de Milão. O maior tenor que já existiu era apaixonado pela Internazionale. Alguns anos antes de morrer, Pavarotti gravou uma emocionante versão, em ópera, do belo hino da Inter de Milão.
Placido Domingo - Real Madrid. O outro tenor, dos Três Tenores, é madridista. Assim como Pavarotti fez com o hino da Inter, Domingo fez o mesmo com o belo hino do Real Madrid, em versão ópera.
Belle and Sebastian - Ayr United. A dupla que alavancou o indie rock é tão alternativa, mas tão alternativa, que o time deles nem sequer figura nas duas primeiras divisões escocesa. Sim, o Ayr United é muito desconhecido até no Reino Unido.
Arctic Monkeys - Sheffield Wednesday. A banda de Alex Turner é considerada a mais popular do "novo indie". No entanto, a banda sofre com o time pelo qual todos torcem: o Sheffield Wednesday. Se no passado "As Corujas" eram uma potência, hoje é apenas o Arctic Monkeys.
Spike Lee - Arsenal. O cineastra norte-americano é muito fã do Arsenal. Lee tem em Henry o seu grande ídolo no futebol.
Patrick Stewart - Huddersfield Town. O capitão Jean Luic Picard, de Jornada nas Estrelas, e o professor Charles Xavier, dos X-Men, dividem o mesmo corpo e o seu tempo com um time da segunda divisão inglesa, o Huddersfield Town.
Daniel Day Lewis - Crystal Palace. O ótimo ator de "Gangues de Nova York", "Lincoln", "Meu Pé Esquerdo", "O Último dos Moicanos" e "Sangue Negro", Daniel Day Lewis é adepto do simpático Crystal Palace, clube londrino que voltou à Premier League.
Penélope Cruz - Real Madrid. A estonteante atriz Penélope Cruz torce desgarradamente pelo Real Madrid. A musa do cinema já chegou a comentar que fez "loucuras" pelo time.
Danny Boyle - Bury. Aclamado diretor de grandes filmes como "Trainspotting", "Quem Quer Ser Milionário", "127 Horas" e "Em Transe", Boyle compensa seu sucesso com o modesto Bury.
Fat Boy Slim - Brighton and Hove Albion. Isso daqui é uma antítese. Enquanto Fat Boy Slim é conhecido em todo mundo por ser um grande DJ, o Brighton and Hove luta à duras penas para se tornar, no mínimo, notável.
Phil Collins - Brentford. Phil Collins apareceu muito bem com a sua banda Genesis, no final da década de 1980, e depois em carreira solo à partir da década de 1990. Collins, diferentemente do seu time de coração, já emplacou vários sucessos.
Colin Firth - Arsenal. Outro grande ator que é fanático por futebol, Colin Firth ("Discurso do Rei", "Um Golpe Perfeito", "O Espião Que Sabia Demais" e etc) é um torcedor de arquibancada dos Gunners.
Bill Clinton - Chelsea. De repente, o ex-presidente americano, Bill Clinton, declarou num jornal britânico que seu time de futebol é o Chelsea. Isso foi tão repentino, que nem o clube acreditou no jornal.
Hilary Clinton - Manchester United. Talvez para alfinetar o ex-marido, eterno safadão da Casa Branca, Hilary escolheu torcer para o único clube inglês que faz frente ao Chelsea: o Manchester United.
Michael Moore - Arsenal. Cineasta americano que ficou famoso pelos documentários que criticam as grandes corporações, o governo americano e o armamento domiciliar. Com esse cartel explosivo, nada mais comum que ele torcesse para o Arsenal, certo?
Stephen Fry - Norwich. Ator e jornalista, o excelente Stephen Fry é um "die-hard" do Norwich. "Die-hard" é muito mais do que torcer, ele transpira os Canários.
Kobe Bryant - Milan. Quando criança, o astro do Los Angeles Lakers morou por muito tempo na Itália devido a carreira de jogador de basquete do pai. Como isso aconteceu no final da década de 1980 até 1990, Kobe pode testemunhar aquele timaço do Milan que contava com Van Basten, Gullitt, Maldini, Rijkaard e Baresi. Era impossível não torcer pelo Milan nessa época!
Kevin Garnett - Chelsea. O ex-pivô do Boston Celtics também possui um apreço pela bola branca. Fã do Chelsea, Garnett costuma visitar os Blues sempre que o clube faz a típica pré-temporada na terra do Tio Sam.
Steve Nash - Tottenham. O armador do Los Angeles Lakers, Steve Nash, é apaixonado por futebol. O seu clube de coração é o Tottenham, mas o canadense já treinou com os jogadores da Inter de Milão nessa pré-temporada, além de apoiar o irmão no Vancouver Whitecaps. Dizem que o Nash joga muito bem!
Tony Parker - PSG. Outro armador de qualidade indiscutível é apaixonado por futebol. O francês Tony Parker, astro do San Antonio Spurs, é fã declarado do Paris Saint-Germain.
Manu Ginobili - Boca Juniors. O monstro argentino que atua pelo San Antonio Spurs é um xeneize inveterado. Quando criança, Ginobili tentou ser jogador de futebol, pelo Boca, mas sua altura era um grande empecilho para a habilidade.
Rafael Nadal - Real Madrid. El Toro, como é conhecido o grande tenista Rafael Nadal, é frequentemente visto nas tribunas do Santiago Bernábeu. Ah, Rafael Nadal é sobrinho de Miguel Ángel Nadal, ex-zagueiro do Mallorca e da seleção espanhola.
Roger Federer - Basel FC. O maior tenista de todos os tempos, nascido na Basileia, Suíça, é torcedor do tradicional Basel. Entretanto, Federer deve possuir a mesma quantidade de títulos de Grand Slams que Basel possui em toda sua sala de troféus.
Andy Murray - Hibernian. Atual campeão de Wimbledon, o escocês Andy Murray é torcedor, sócio e corneta do Hibernian, time de grande tradição na terra do kilt.
Boris Becker - Bayern de Munique. Um dos maiores tenistas de todos os tempos, Boris Becker, torce como nunca para os Bávaros. Em sua conta no Twitter, Becker sempre comenta as partidas do Bayern de Munique.
Juan Martin Del Potro - Boca Juniors. Sempre raçudo dentro das quadras, Del Potro deve se espelhar na história de seu amado Boca Juniors para surpreender os bicho-papões europeus no circuito do Tênis.
Juan Carlos Ferrero - Valencia. Grande tenista que brilhou no final da década de 1990, Moya é da cidade de Valencia, e carrega consigo o clube Che no coração.
Carlos Moya - Mallorca. Outro grande tenista espanhol que se destacou na década de 1990, porém, que torce para o tradicional Mallorca, que hoje disputa a segunda divisão.
Pedro de la Rosa - Barcelona. Eterno piloto de testes da F-1, Pedro de la Rosa, que também adorava um murinho, é um torcedor Culé.
Fernando Alonso - Real Oviedo. Um dos maiores pilotos de F-1 torce para um dos clubes mais simpáticos da Espanha, o Real Oviedo. Que diferença de egos, não?
17.9.13
Postado Por: TramaFC
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Fomos campeões
Agosto não é apenas o mês do cachorro louco. O oitavo mês do ano também simboliza a volta dos campeonatos nacionais da Europa. No velho continente, berço do futebol, não só possui as melhores ligas nacionais do mundo, mas também tem muita história para contar.
Para se ter noção de como as competições nacionais são importantes, existem sete campeonatos importantes que possuem um histórico muito mais longínquo que o Brasileirão (mesmo unificado) e que poucos param para prestar atenção.
Ligas antigas como a suíça, belga, húngara e sueca não fazem parte do roteiro mais convencional do futebol, o que não desqualifica sua relevância. Os campeonatos inglês, alemão, italiano, espanhol, francês, português e holandês são antigos e recheados de histórias lindas.
No entanto, você seria capaz de dizer quais foram os primeiros campeões dessas sete ligas? Alguns são conhecidos, outros são desconhecidos e alguns nem existem mais! O histórico dessas sete principais ligas futebolísticas do Velho Continente vão tão mais além dos famigerados clubes.
Portanto, abaixo você pode conferir um pequeno guia que vai esclarecer muitas dúvidas ou revelar fatos que são pouco mencionados. A verdade é que o quanto mais você cavoca na história, mais coisas interessantes você encontra. Veja como é formado alguns dos mais interessantes campeonatos nacionais do mundo:
Ligas antigas como a suíça, belga, húngara e sueca não fazem parte do roteiro mais convencional do futebol, o que não desqualifica sua relevância. Os campeonatos inglês, alemão, italiano, espanhol, francês, português e holandês são antigos e recheados de histórias lindas.
No entanto, você seria capaz de dizer quais foram os primeiros campeões dessas sete ligas? Alguns são conhecidos, outros são desconhecidos e alguns nem existem mais! O histórico dessas sete principais ligas futebolísticas do Velho Continente vão tão mais além dos famigerados clubes.
Portanto, abaixo você pode conferir um pequeno guia que vai esclarecer muitas dúvidas ou revelar fatos que são pouco mencionados. A verdade é que o quanto mais você cavoca na história, mais coisas interessantes você encontra. Veja como é formado alguns dos mais interessantes campeonatos nacionais do mundo:
1° campeão inglês: Preston North End (1888/1889)
Apesar de abrigar a competição de clubes mais velha do mundo, engana-se quem pensa que é o campeonato inglês. A FA Cup (Copa da Inglaterra) é a competição de clubes mais antiga do planeta, pois a sua primeira edição aconteceu em 1871, quando o Wanderers Football Club sagrou-se campeão do torneiro. Engana-se também quem pensa que Manchester United, Liverpool, Arsenal, Chelsea, Tottenham ou o Manchester City, foram os grandes desbravadores do futebol bretão. O primeiro campeão inglês é o Preston North End, da cidade de Preston. Hoje, os Lillywhites (Os Lírios) estão disputando a terceira divisão da Inglaterra. Apesar de estar bem longe do maior campeão de seu país (Manchester United, com 20 títulos), o PNE possui dois títulos do campeonato e mais duas Copas da Inglaterra. O campeonato inglês sofreu duas divisões em sua história. De 1888/89 a 1991/92 a competição era conhecida como Football League, e desde 1992/93 o nome mudou para Premier League.
Sobre o campeão:
O Preston North End mantém uma rivalidade muito forte contra o Blackpool, que forma o dérbi de Lancashire. Os Lilywhites mandam os seus jogos no Deepdale Stadium, um estádio muito mais moderno que o Moor Park, local onde que antigamente os fundadores do clube jogavam críquete e rugby.
Os conquistadores:
Manchester United - 20
Liverpool - 18
Arsenal - 13
Everton - 9
Aston Villa - 7
Sunderland - 6
Chelsea/ Newcastle/ Sheffield Wednesday - 4
Manchester City/ Leeds United/ Wolverhampton/ Blackburn Rovers/ Huddersfield Town - 3
Tottenham/ Derby County/ Preston North End/ Burnley/ Portsmouth - 2
Nottingham Forest/ West Bromwich/ Sheffield United/ Ipswich Town - 1
Total de 23 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 20 clubes que disputarão a Premier League 2013/2014, apenas nove ainda não foram campeões: West Ham (incrível, não?), Crystal Palace, Norwich City, Swansea City, Cardiff City, Fulham, Hull City, Southampton e Stoke City.
- Se compararmos os títulos unificados do clubes brasileiros, Santos e Palmeiras ocupariam apenas a quinta posição no ranking dos maiores vencedores da Inglaterra. Se alguém prefere considerar apenas os títulos de 1971 pra cá, a coisa piora. São Paulo e Flamengo dividiriam a sexta posição com o Sunderland.
- De todos os campeões ingleses, 11 clubes estão na primeira divisão (Man.Utd, Liverpool, Arsenal, Everton, Aston Villa, Sunderland, Chelsea, Newcastle, Man.City, Tottenham e West Bromwich), 8 estão na segunda divisão (Sheffield Wednesday, Leeds United, Blackburn, Huddersfield, Derby County, Burnley, Nottingham Forest e Ipswich Town), 3 clubes estão na terceira divisão (Wolverhampton, Preston North End e Sheffield United) e apenas um clube na quarta divisão (incrivelmente é o Portsmouth).
- Mesmo juntando todos os títulos dos três únicos clubes londrinos que conquistaram o campeonato nacional, eles ficariam com um título a menos que o Manchester United.
- A parte nordeste da Inglaterra conta com 57 títulos ingleses contra 19 de Londres.
- Liverpool é a cidade com mais títulos ingleses, já que os títulos combinados do Liverpool (18) e do Everton (9) totalizam em 27 taças erguidas.
- Desde que a Premier League foi fundada, o Liverpool nunca conseguiu conquistar um campeonato inglês sequer.
- O Arsenal é o único clube campeão invicto.
- Todos (sim, todos) os campeões ingleses já foram rebaixado. O Manchester United, maior vencedor, já fora rebaixado duas vezes.
- Everton é o clube que mais tem participou e que mais jogou na Inglaterra, contabilizando 110 participações e 4568 jogos.
- Com 1803 vitórias, o Liverpool é o clube que mais venceu jogos no campeonato inglês.
- O Nottingham Forest é o campeão nacional mais antigo do mundo (o clube foi fundado em 1865).
- Já o Leeds United é o campeão inglês mais jovem (fundado em 1919).
- Ocupando a 12ª posição da FA, o Bolton (atualmente na segunda divisão) é o melhor clube ranqueado que nunca venceu o campeonato nacional.
- Se o Sir Alex Ferguson fosse um clube de futebol inglês, ele estaria empatado com o Arsenal em terceiro lugar com 13 títulos. Se o treinador escocês nunca tivesse assinado com o Manchester United, os Red Devils teriam apenas OITO títulos!
- A folha salarial do Queens Park Rangers, que foi rebaixado na temporada passada, ainda é, mesmo na segunda divisão, maior que a do Borussia Dortmund, vice-campeão da Champions League.
- The Hawthorns, estádio do West Bromwich, é o estádio inglês com maior altura acima do nível do mar.
- O Aston Villa foi fundado por um grupo de jogadores críquete que queriam manter a forma física jogando futebol durante a temporada de férias do campeonato inglês de críquete.
1º campeão alemão: VFB Leipzig (1902/1903)
Um dos campeonatos mais antigos do mundo também possui um campeão desconhecido. O Leipzig, primeiro campeão nacional da Alemanha, "em teoria" disputa a quinta divisão do campeonato alemão. Vale ressaltar que o campeonato alemão sofreu várias paralisações devido às Grandes Guerras. Durante a Primeira Grande Guerra, o campeonato alemão ficou paralisado de 1914/15 a 1918/19. Depois, devido à depressão por ter perdido a guerra, o certamente sofreu uma nova paralisação após duas temporadas de futebol. A terceira, e última paralisação, aconteceu durante a Segunda Grande Guerra, quando o campeonato ficou paralisado por três temporadas (1944/45 a 1946/47). Assim como na Inglaterra, o campeonato alemão teve duas nomenclaturas ao longo de sua história: Campeonato Alemão (1902/03 a 1962/63) e Bundesliga (desde 1962/63).
Sobre o campeão:
O Leipzig, como dito antes, atualmente "disputa" a quinta divisão do futebol alemão. Você deve estar se perguntando o porquê de tantas aspas, correto? Bom, a história do VFB Leipzig é a seguinte: o clube foi fundado em 1896, na cidade Leipzig, e sobreviveu com esse nome até 2003, o ano de sua falência. Em 2004, o clube foi refundado com o nome de FC Lokomotive Leipzig. Hoje, o Lokomotive Leipzig disputa o quinto nível do futebol alemão, e "em teoria", ainda leva as tradições do VFB Leipzig, o primeiro campeão alemão. O antigo Leipzig foi um dos OITENTA E SEIS clubes fundadores da Deutsche Fussball (Federação Alemã). Durante o período que sucedeu a Segunda Guerra Mundial, a cidade de Leipzig, que fazia parte da Saxônia, foi agregada pela RDA (República Democrática Alemã - Alemanha Oriental). Com isso, a vida desse dinossauro germânico foi se tornando cada vez mais difícil, pois o futebol também foi segregado. Se não bastasse, o VFB Leipzig teve que ser dividido em duas equipes (Rotation e Lokomotive) para agradar aos costumes socialistas do futebol alemão-oriental. Após várias reformas, o Leipzig passou a ser conhecido apenas como Lokomotive. Em 1990, com a reunificação alemã, clube voltou a ser apenas o VFB Leipzig, antes de falir em 2003 e ser refundado em 2004, como dito antes.
Os conquistadores (títulos unificados):
Bayern de Munique: 23
Nürnberg: 9
Borussia Dortmund/ Schalke 04: 8
Hamburgo: 6
Borussia Mönchengladbach/ Stuttgart: 5
Werder Bremen/ Kaiserslautern: 4
Köln/ Greuther Furth/ VFB Leipzig: 3
Hertha Berlin/ Viktoria Berlin/ Hannover/ Dresdner: 2
Wolfsburg/ TSV 1860 Munique/ Eintracht Braunschweig/ Freiburg/ Rot-Weiss Essen/ Eintracht Frankfurt/ FC Union Berlin/ VFR Mannheim/ Fortuna Düsseldorf/ Karlsruher FV/ Rapid Viena/ Phoenix Karlsruhe/ Holstein Kiel: 1
Total de 29 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 18 clubes que disputarão a Bundesliga de 2013/2014, apenas quatro clubes nunca conquistaram o campeonato: Bayer Leverkusen (só de pensar que eles já foram vice da Champions League), Mainz 05, Hoffenheim e Augsburg.
- A situação do campeonato alemão é bem parecida com a do Brasileirão, pois ambas competições tiveram os seus títulos unificados. Com exceção, claro, de que na Alemanha ninguém dá chilique sobre isso.
- Até a criação da Bundesliga, o campeonato alemão permitia a participação de clubes "alemães" de outros países. Estranho, né? Mas pense bem, cidades como Viena e Praga foram fundadas por povos alemães. Logo, times como o FC Prag (extinto) e o Rapid Viena (não foi um erro de digitação lá em cima) participaram do campeonato porque ambos os clubes foram fundados por alemães. O Prag foi vice-campeão do primeiro campeonato alemão e o Rapid foi o único "estrangeiro" a conquistar um campeonato alemão.
- O Bayern de Munique foi o clube que mais se deu bem com a criação da Bundesliga. Anteriormente, na antiga fórmula do campeonato, o Bayern havia conquistado o caneco apenas uma vez (1931/32). Depois da criação da Bundesliga, os Bávaros conquistaram singelas 22 taças.
- Já o Nürnberg é o oposto do Bayern de Munique. Se na versão antiga do certame o Nürnberg liderava o ranking de conquistas com oito taças, hoje, o clube amargura uma posição menos gloriosa com apenas uma conquista da Bundesliga (1967/68).
- Se existe um clube que pode reclamar da mudança do regulamento na competição, essa equipe é o Schalke 04. Poderoso e temido durante o antigo campeonato alemão, o clube de Gelsenkirchen conquistou oito títulos e dividia o palanque com o Nürnberg lá no topo. Desde a mudança, o Schalke jamais tornou a conquistar o título nacional. E já se foram dolorosos 55 anos desde a última vez que um torcedor Azul Real comemorou esse título.
- Desde que a Alemanha Oriental fora criada em 1949, nenhum clube com razões socialistas ou que pertencesse ao território oriental poderia participar dos campeonatos alemães. No entanto, existem alguns clubes que pertenceram à Alemanha Oriental, mas que antes da separação foram campeões alemães como FC Union Berlin, VLB Leipzig e Dresdner.
- Kaiserslautern é o único clube alemão que foi campeão nacional no ano seguinte de um acesso da segunda divisão.
- Os campeões Kaiserslautern, Köln, Greuter Furth, TSV 1860 Munique, FC Union Berlin e Fortuna Düsseldorf estão todos na segunda divisão.
- O Holstein Kiel, campeão em 1911/12, atualmente disputa a a terceira divisão.
- Dresdner, bicampeão alemão, atualmente disputa a quinta divisão. Também bicampeão, o Viktoria Berlin está disputando a sétima divisão. O VFR Mannheim, campeão alemão em 1948/49, está disputando a sexta divisão. O Phoenix Karlsruher virou o Karlsruher SC, que revelou o goleiro Oliver Kahn. O Karlsruher FV, antigo rival do Phoenix e campeão em 1909/10, atualmente disputa a sétima divisão. Por último, o Rot-Weiss Essen, campeão em 1954/55, disputa a quinta divisão alemã.
- Aubameyang, atacante do Borussia Dortmund, marcou o tempo de 3,7 segundos numa distância de 30m. Usain Bolt, recordista mundial, marcou 3,78 na mesma distância.
1º campeão italiano: Genoa (1897/1898)
Além de ser um dos berços do futebol, a Itália nos guarda várias surpresas e particularidades quando o assunto é a competição nacional. Lá, o futebol é conhecido como Calcio, todas as equipes recebem o artigo "o" antes do seu nome (não existe essa determinação de gênero para clubes de futebol na Itália) e o vencedor do Calcio ganha um Scudetto (que vale mais que uma taça). Dito isto, o primeiro clube italiano a ganhar o Scudetto foi o Genoa. O clube da região genovense é tão tradicional, mas tão tradicional, que antes mesmo da acessão de clubes como Juventus, Milan, Internazionale e Roma, o Genoa havia conquistado nove vezes o campeonato nacional. No entanto, desde a temporada de 1923/1924 o clube não conseguiu conquistar mais o Calcio. Ao contrário da Premier League e da Bundesliga, o Calcio nunca mudou o seu formato, sendo disputado da mesma maneira desde 1897. Aliás, o Calcio não chegou a parar nem durante as Grandes Guerras.
Sobre o campeão:
Genoa Cricket and Football Club, como o nome sugere, foi fundado por ingleses. No entanto, o Genoa era um clube restrito aos ingleses que moraram na região de Gênova. Fundado em 1893, o clube só foi aceitar italianos em 1897, justamente no ano em que começou o campeonato italiano. O mascote, e apelido do Genoa, é o Grifo. Paulo Amaral, ex-treinador do Botafogo nos lendários anos 1960, dirigiu o Genoa por uma temporada (1964/1965). Por ter sua sede na Ligúria, o Genoa possui uma rivalidade fortíssima com a Sampdoria, que também é da região genovense, e com quem divide o Luigi Ferraris.
Os conquistadores:
Juventus: 29
Milan/ Inter: 18
Genoa: 9
Torino/ Pro Vercelli: 7
Bologna: 6
Roma: 3
Fiorentina/ Lazio/ Napoli: 2
Hellas Verona/ Sampdoria/ Cagliari/ Reggiana/ Casale/ Novese: 1
Total de 17 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Em 2006, o Calciopoli fora descoberto pelas autoridades italianas. O que é isso? O Calciopoli foi o escândalo que envolveu diversos clubes grandes do Calcio que manipularam resultados durante duas temporadas (2004/2005 e 2005/2006). O principal culpado deste esquema foi o Juventus, que além de ter sido rebaixado para a Serie B (a pena original era para ser rebaixado a C1, uma espécie de terceira divisão) e teve os títulos de 2004/2005 e 2005/2006 deduzidos de sua sala de troféus. Milan e Fiorentina, que haviam conquistado vagas para disputar a Champions League de 2006/2007, foram expulsos da competição pela ladroagem. O Lazio, que havia conquistado vaga para a Liga Europa, também foi expulso da competição européia.
- Dos 20 clubes que disputarão o Calcio de 2013/2014, apenas sete clubes nunca venceram o campeonato nacional: Atalanta, Chievo, Parma, Sassuolo, Livorno, Catania e Udinese.
- O Pro Vercelli, que detém digníssimos sete scudettos, atualmente disputa a terceira divisão italiana. O último título do clube de Silvio Piola foi há 95 anos.
- Juventus e Inter de Milão são os únicos clubes italianos que venceram o Calcio por cinco vezes seguidas, sendo o primeiro de 1930 a 1935 e o segundo de 2005 a 2010.
- Nos últimos 20 anos, nenhum clube fora do eixo Turim-Milão-Roma conseguiu conquistar o Calcio. O último clube fora desse eixo que conseguiu conquistar um scudetto foi o Sampdoria (1990/1991) há 22 anos atrás.
- Chievo e Hellas ambos são da cidade de Verona. No entanto, o primeiro é um clube oriundo de um pequeno bairro da cidade, e o segundo é um clube de torcida e tradição bem mais significativas.
- Casale, Reggiana e Novese, todos campeões, estão na quarta divisão italiana.
- Nesta temporada o Casele completa o centenário de sua única conquista da Serie A.
- Novese está há 91 anos sem conquistar um campeonato nacional, enquanto a Reggiana está há 84 anos sem conquistar o mesmo título.
- O último título do Bologna foi há 49 anos, enquanto o último título do Viola (Fiorentina) foi há 44 anos.
- Internazionale, também conhecida como Ambrosiana, foi campeão sob esse nome em 1929/1930. Depois disso, o clube passou a se chamar Ambrosiana-Inter, e conquistou mais dois títulos (1937/1938 e 1939/1940) antes de voltar a se chamar Internazionale.
- O Torino já teve mais torcida que a Juventus, seu maior rival.
1° campeão espanhol: Barcelona (1928/1929)
La Liga é um dos campeonatos nacionais mais pragmáticos da história recente do futebol. Juntos, Barcelona e Real Madrid conquistaram 54 vezes o campeonato, sendo que os catalães foram os primeiros campeões do certame. No entanto, mesmo sendo uma máquina de títulos [recentes] e sinônimo de bom futebol, o Barça não é páreo para o Real Madrid na história do campeonato. Los Blancos possuem esmagadoras 32 taças da Liga das Estrelas. Entretanto, apesar do estressante domínio barcelonês e madridista, o passado do campeonato espanhol nos mostra o quanto essa liga já foi mais interessante e justa. Hoje, graças às cotas de TV que são negociadas individualmente, Barcelona e Real Madrid são unanimidades. Aliás, existe um contexto histórico muito grande que envolve o campeonato espanhol: a ditadura franquista. Franco era torcedor do Atlético de Madrid, porém, há relatos de que o ditador não era muito fã do futebol por ser uma invenção inglesa. Contudo, sabendo do clamor e do fanatismo que envolve o futebol, Franco "ajudou" os dois clubes de Madrid várias vezes em detrimento das outras equipes (especialmente o Barcelona e o Athletic Bilbao) espanholas. Ah, enquanto aqui no Brasil nós chamamos os torcedores uniformizados e de "Torcedores Organizados" (na Inglaterra é Firm, na Itália são os Tiffosi e na Argentina são os Barras), na Espanha esse tipo de torcedor é conhecido como Peña.
Sobre o campeão:
"Mais que um clube", é o que brada as escrituras nas cadeiras do Camp Nou, morada do Barcelona. A grafia é completamente justa, pois o clube exprime todo o sentimento de amor e orgulho pela terra da Catalunha. Em seu escudo, o Barcelona carrega dois símbolos que resumem muito bem o seu povo: a esquerda existe a bandeira de São Jorge e a direita a bandeira da Catalunha. É muito comum encontrar clubes que copiam o Barcelona (o Barcelona de Guayaquil e o Cerro Porteño, por exemplo), mas o Barça por si só é uma cópia do FC Basel. Sim, um clube suíço foi o motivo da existência de uma das maiores marcas do futebol mundial. Como dito antes, durante a ditadura franquista, o Barcelona fora prejudicado de diversas maneiras. Duas clássicas "punições" ao Barcelona durante a ditadura era a retirada do mando de jogo (sim, não os deixavam jogar em casa) e imposição do uso do ônibus como meio de locomoção. Isso mesmo, o Barcelona (e qualquer outro clube que não fosse de Madrid) tinha que andar de ônibus. Além disso, Franco proibia qualquer tipo de manifestação cultural que não fosse a castelhana. Devido a vedação, o único lugar em toda Espanha que era permitido falar catalão era no estádio do Barça. Outro detalhe clássico sobre o Barcelona que pouco se comenta é a morte de Joan Gamper. O fundador do clube suicidou-se em 1929 devido ao Crash da Bolsa Mundial. Dito isto, a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid dá-se mais pela conjuntura histórica de repressão do que pelo ódio [que existe, mas não é o principal motivo]. Barça e Espanyol (outro clube da cidade) fizeram o maior dérbi da Espanha enquanto o regime franquista perdurou. A história dessa rivalidade é estritamente política, pois o Espanyol apoiava o regime franquista (daí o nome do clube). Existe coisa pior do que apoiar o inimigo da região? Não para um barcelonês de verdade.
Os conquistadores:
Real Madrid: 32
Barcelona: 22
Atlético de Madrid: 9
Athletic Bilbao: 8
Valencia: 6
Real Sociedad: 2
Deportivo La Coruña/ Sevilla/ Real Betis: 1
Total de 9 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 20 clubes que disputarão o campeonato espanhol de 2013/2014, 12 clubes nunca venceram a competição: Celta de Vigo, Espanyol, Málaga, Osasuna, Almería, Villareal, Elche, Granada, Levante, Getafe, Valladolid e Rayo Vallecano.
- O Real Madrid foi fundado por barceloneses.
- Devido a Guerra Civil, o campeonato espanhol ficou paralisado durante três temporadas (de 1936 a 1939).
- Apenas três times nunca foram rebaixados no campeonato espanhol: Barcelona, Real Madrid e Athletic Bilbao.
- Antes de ser apadrinhado pela coroa espanhola, em 1920, o Real Madrid era conhecido apenas como Madrid FC e conquistou dois títulos sob esse nome (1931/32 e 1932/33).
- Com uma história tão penosa quanto a do Barcelona, o Athletic Bilbao também sofreu enquanto Francisco Franco dominava a Espanha. Por ser extremamente conectado às raízes, o Athletic nunca admitiu jogadores que não tivessem ascendência Basca.
- O Atlético de Madrid também mudou de nome ao longo de sua história. Originalmente fundado para ser uma filial do Athletic Bilbao na capital da Espanha, o Atlético antes era conhecido como Athletic Madrid. Depois de algum tempo, o clube fundiu-se com a aeronáutica espanhola, criando assim o Athletic Aviación. Devido a imposição do ditador, o nome "Athletic" (que é Atlético em inglês) teve que ser retirado e traduzido para o espanhol, Atlético Aviación.
- O uniforme do Athletic Bilbao é o mesmo utilizado pelo Sunderland-ING.
- Durante muitos anos o Atlético de Madrid foi o clube de maior torcida na capital espanhola. O Real Madrid só tornou-se o gigante que é hoje devido a intervenção da coroa espanhola, que acabou criando "sem-querer" uma segregação na capital, onde os pobres torciam para o Atlético e os nobres para o Real.
- O apelido de Colchonero que é dado aos torcedores do Atlético surgiu graças aos torcedores nobres do Real Madrid, que comparavam as cores da camisa do clube com as cores dos colchões que a corte doava aos pobres (azul, vermelho e branco) naquela época.
- Vicente Birrun, brasileiro descendente de bascos, defendeu o Bilbao entre 1986 a 1990.
- O mascote do Valencia é um morcego!
- Real Sociedad, grande rival do Athletic, admite jogadores que não sejam bascos.
- O último clube que conseguiu quebrar o império Barça-Real no campeonato espanhol foi o Valencia, na temporada de 2003/04.
- O Real Madrid é o clube que mais venceu até hoje na Espanha, com 1533 vitórias.
- Apesar de tudo, o Real Sociedad é o clube que detém a maior sequência de invencibilidade na Espanha com 38 partidas sem perder.
1º campeão francês: Olympique Lillois
Pouco se fala da Ligue 1, o campeonato francês, e pouco se sabe dos clubes franceses. Porém, quando se cavoca um pouco na história do futebol francês coisas bonitas e interessantes são descobertas. Uma delas é de que o campeonato existe há mais de oito décadas, e não, Olympique de Marseille e Lyon não foram os primeiros campeões. Além disso, o campeonato francês é um dos mais parelhos de toda Europa, sendo muito pequena a diferença de títulos entre as equipes. Outro fator muito interessante sobre o campeonato da terra do Croissant é de que existe um fisco para abocanhar mais grana dos clubes emburrados de dinheiro (sim, o PSG paga uma fortuna para a Liga deixa-los jogar). Com relação ao Olympique Marseille, existe uma polêmica acerca de quem é, de fato, o primeiro campeão. Em 1928/29, os franceses criaram um torneio que reuniu uma quantidade absurda de equipes [amadoras]. O Resultado? Marseille campeão. No entanto, como algumas regras básicas do futebol foram esquecidas durante esse torneio, e pelo fato de que não houve nenhuma competição similar durante os quatro anos posteriores, esse torneio conquistado pelo OM (apelido do Olympique) não é considerado um campeonato francês "de verdade". A liga pegou firme apenas em 1932/1933, tendo o extinto Olympique Lillois como campeão. Entretanto, de 1939 a 1945, o campeonato ficou paralisado devido a Segunda Grande Guerra Mundial, voltando apenas na temporada de 1945/1946 com o Lille campeão. Por que eu mencionei esses dois times? Veja a seguir.
Sobre o campeão:
O Olympique Lillois é considerado o primeiro campeão da era do profissionalismo na França. Atualmente, o patriarca dos títulos franceses não existe mais devido ao grande déficit que a Segunda Guerra Mundial causou nas pequenas cidades francesas (o Lillois era da cidade de Lille). Fundado em 1902, e fundido com o SC Fives em 1944, o Olympique Lillois deu origem ao Lille, time que hoje tem certa fama internacional. Engana-se quem acha que o primeiro título francês foi dado para o Marseille (em 1928/29) ou para o Lille. O título ainda pertence ao extinto Lillois que exibe orgulhosamente sua taça no museu do clube. Contudo, em sua breve história de 42 anos, o Lillois comportou apenas um campeonato francês e um vice na temporada de 1935/1936.
Os conquistadores:
Olympique Marseille: 11
Saint-Étienne: 10
Nantes: 8
Monaco/ Lyon: 7
Bordeaux/ Stade de Reims: 6
Nice: 4
PSG/ Lille: 3
FC Sète 34/ Sochaux: 2
Olympique Lillois/ Auxerre/ Montpellier/ Lens/ Strasbourg/ RCF Paris/ Excelsior: 1
Total de 19 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 20 clubes que disputarão a Ligue 1 2013/2014, apenas oito equipes ainda não foram campeões: Ajaccio, Bastia, Évian, Guingamp, Lorient, Rennes, Toulouse e Valenciennes.
- Lyon é o time do século XXI na França por sete motivos: todas as suas taças sete taças foram conquistadas entre 2001 e 2008. O heptacampeonato do OL é legítimo, pois ele foi conquistado de forma ininterrupta. O motivo? Juninho Pernambucano. Todos (sim, todos!!!) os títulos do Lyon foram conquistados sob a batuta do Reizinho.
- É preciso juntar Barthez, Makelele, Henry e Trezeguet (grandes nomes da seleção francesa) para igualar o feito de Juninho Pernambucano.
- Zidane e Vieira nunca foram campeões franceses.
- Sonny Anderson, grande ídolo de Thierry Henry (é sério), tem mais títulos do nacional que o ex-atacante da seleção francesa e do que tem Trezeguet.
- Além de ser o maior vencedor, o Olympique Marseille tem a maior torcida na França. Saint-Étienne e Bordeaux acompanham de perto a equipe marselhesa.
- Apesar de ser a capital francesa, Paris não consegue emplacar no futebol. Com apenas quatro títulos (três do PSG e um do RCF Paris), várias tentativas foram feitas para tentar emplacar o sucesso do futebol na capital mais "cheirosa" da Europa. No entanto, o negócio deles parece ser mesmo o rugby.
- Além de ser um projeto, o PSG não é um time bem quisto na terra da fraternidade, igualdade e liberdade. Clique aqui e entenda o porquê.
- Dono de duas ligas francesas, o FC Sète encontra-se atualmente na quarta divisão nacional. Acompanhado do Sète, o Racing Paris (RCF) também está jogando a quarta divisão francesa.
- Auxerre e Lens, clubes com uma conquista cada, estão disputando a segunda divisão da França.
- Strasbourg, que em seu auge teve Chilavert como um dos grandes ídolos da equipe, hoje joga na terceira divisão.
- Excelsior, que tinha um escudo muito parecido com o do América-MG, não existe há 18 anos.
- Sochaux é a equipe com mais partidas disputadas na Franca: 2331 jogos disputados. Enquanto isso, o Marseille é a equipe que mais gols marcou: 3585.
- Guy Roux, que treinou o Auxerre de 1961 a 2005, totalizando 44 anos no clube, detém o recorde mundial de treinador que mais tempo ficou em uma só equipe.
- Bernard Tapie, ex-presidente do Marseille, montou um timaço no final da década de 1980 e começo dos 1990 que contava com Abedi Pelé, Chris Waddle, Eric Cantona, Basile Boli, Didier Deschamps, Jean-Pierre Papin, Enzo Francescoli, Marcel Desailly e Rudd Voller. Tal sucesso rendeu uma taça de Champions League ao Marseille, em 1992/1993, na final vencida contra o Milan. No entanto, em 1993, foi descoberto um esquema de corrupção e suborno que favoreceu o Olympique Marseille em diversas partidas. Com isso, o clube foi rebaixado à segunda divisão nacional, perdeu o título da Ligue 1 de 1992/1993, a vaga para disputar o Mundial de 1993 (por isso o São Paulo enfrentou o Milan), uma vaga para Champions League de 1993/1994 e a chance de disputar a Supercopa da Europa de 1993.
- O Mônaco foi o último clube francês a disputar uma final de Champions League.
1º campeão português: FC Porto (1934/1935)
Seguindo a linha de raciocínio feita com o campeonato espanhol o pouco do que fora dito lá cabe aqui também, mas com detalhes minimamente diferentes. A hegemonia de Barcelona e Real Madrid é tão gigantesca quanto a de Benfica e Porto. Combinados, os dois clubes lusos somam 59 ligas conquistadas! Aliando o fato de que o campeonato português só possui 16 clubes (já chegou a ter 18), esse número torna-se ainda mais escabroso. O Porto, primeiro campeão nacional, sagrou-se vencedor de uma liga que possuía apenas oito equipes. À propósito, muito se diz que em Portugal só existem dois times grandes (Porto e Benfica) com o Sporting correndo por fora. Se formos considerar o número de títulos, é um pensamento que tem suas razões, mas se considerarmos o contexto histórico nota-se que Sporting e Belenenses também são, em teoria, grandes. Apesar da ascensão e do declínio muito rápidos, o Boavista também é visto com bons olhos por lá. Clubes que surgiram de repente, como o Braga e Marítimo, são de origem discreta e galgam uma história de maior respeito. Vale salientar que o campeonato português é completamente afetado por "clubes empresas". Um dos maiores empresários de jogador de futebol, Jorge Mendes (Cristiano Ronaldo, Falcao Garcia, Thiago Silva, Anderson, Di Maria e entre outros), "controla" o mercado português com o intuito de vender e abrigar jogadores em clubes modestos (Estoril Praia, por exemplo) e grandes (até o Porto e o Benfica estão nessa). Antes de 1934, um campeonato amador que consistia apenas em eliminatórias e que clubes de Lisboa só entravam na segunda fase, fora criado para dar suporte ao módulo criado em 1934. Porto (4), Benfica (3), Sporting (3), Belenenses (3), Carcavelinhos, Marítimo e Olhanense conquistaram a competição.
Sobre o campeão:
Uma das equipes mais velhas de Portugal, o Porto foi fundado em 1893, e apesar de ter conquistado o primeiro título nacional, seguido por uma dobradinha três anos depois, o clube ficou muito tempo na fila antes de voltar a conquistar o campeonato nacional, em 1955/56. A rivalidade contra o Benfica e o Sporting surgiu pelas circunstâncias, pois antes de estabelecer um campeonato nacional, os clubes jogavam copas distritais (exatamente como aconteceu com os estaduais por aqui). Boavista e Leixões, que são da região do Porto, foram grandes rivais no início.
Os conquistadores:
Benfica: 32
Porto: 27
Sporting: 18
Belenenses/ Boavista: 1
Sim, apenas cinco campeões diferentes!
Curiosidades:
- Boavista, campeão em 2001/2002, encontra-se numa draga total. Atualmente na terceira divisão, o clube está próximo de vender o seu estádio para pagar as dívidas que contraiu ao longo de sua existência.
- Há 11 anos que ninguém tira a hegemonia de Porto e Benfica. O último clube que venceu a liga foi o Sporting, em 2001/02.
- A pronúncia correta do Sporting não é igual a que nós falamos aqui no Brasil, pois nós "inglesamos" o nome do clube lisboeta. O correto é ler todas as letras, inclusive o G.
- Lisboa é a cidade mais vencedora do campeonato português, com três clubes diferentes sendo campeões (Benfica, Sporting e Belenenses).
- O Benfica é o clube com o maior número de sócios no mundo.
- O Porto é o único clube que conseguiu a maior sequência de títulos em Portugal. Entre 1994/95 a 1998/99 só deu Porto.
- Benfica, Sporting e Porto são os únicos clubes que nunca foram rebaixados.
- Os Encarnados são os maiores goleadores de Portugal, com 5324 gols.
- Vitória de Guimarães, com exceção dos três clubes que nunca foram rebaixados, é o clube que mais participou da primeira divisão.
- Belenenses era considerado o primeiro grande clube de Lisboa.
- Os brasileiros foram artilheiros por 12 vezes em Portugal. Paulinho Cascavel (2x), Jardel (5x), Liedson (2x), Pena, Nenê e Hulk balançaram as redes lusas.
1º campeão holandês: VV Concordia (1888/1889)
O campeonato holandês é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores ligas de clubes para se assistir. Recheado de clubes com tradição, jovens promessas e muito fanatismo nas arquibancadas, a Eredivisie é um combo de várias atrações. Um dos melhores ingredientes do campeonato holandês é o histórico vencedor de quase todos os clubes que frequentam a primeira divisão. Quase todos já foram campeões ao menos uma vez, ou chegaram bem perto disso. Por ser muito antigo (tão quanto o inglês), muitos clubes holandeses são orgulhosos. Com relação à competição, podemos comparar a Eredivisie com a Bundesliga alemã em diversos fatores. Na Holanda, existe um controle de gastos e falência que rege a saúde financeira dos clubes. Por ter uma economia muito estável, o país prega que os clubes de futebol façam o mesmo. Entretanto, clubes como o Ajax, que é uma colônia de judeus, o Feyenoord, um clube de estivadores, e o PSV, oriundo de um grupo de operários da Phillips, exemplificam o quanto ferve o caldeirão étnico holandês.
Sobre o campeão:
Essa é a história de mais um time que chamou a atenção por 15 minutos e depois extinguiu-se. O VV Concordia, primeiro campeão nacional, está extinto há décadas e pouquíssimo se sabe sobre esse time. O motivo? O clube fora fundado em Rotterdam, casa do poderoso Feyenoord, que anos depois conseguiu "alimentar-se" dos fãs de clubes de menor poderio. Existe uma discussão de que os títulos holandeses só deveriam de ser contados à partir de 1890, pois, antes disso, o campeonato ainda engatinhava. Apesar da chiadeira, o Concordia é considerado oficialmente como o primeiro campeão holandês.
Os conquistadores:
Ajax: 32
PSV: 21
Feyenoord: 14
HVV Den Haag: 10
Sparta Rotterdam: 6
RAP Amsterdam: 5
Go Ahead Eagles: 4
Koninklijke HFC/ HSB Den Haag/ Willem II: 3
Heracles Almelo/ Ado Den Haag/ RCH/ AZ Alkmaar: 2
FC Eindhoven/ SC Limburgia/ Rapid JC/ SVV/ FC Utrecht/ AFC DWS/ FC Twente/ SC Enschede/ Be Quick 1887/ Quick Den Haag/ NAC Breda/ Haarlem/ De Volewijckers/ Den Bosch/ VV Concordia: 1
Total de 29 campeões diferentes!
Curiosidades:
- Dos 18 clubes que disputarão a Bundesliga de 2013/2014, apenas oito clubes nunca conquistaram o campeonato: Groningen, Heereveen, Zwolle, RKC Waalwijk, Vitesse, Roda, Cambuur e NEC.
- HVV Den Haag, quarto maior campeão holandês, atualmente é um clube amador.
- Dono de cinco taças, o RAP Amsterdam deixou o futebol de lado para se tornar um clube de críquete.
- Koninklijke HFC é o clube mais velho da Holanda, com 133 anos. Atualmente disputa a quinta divisão holandesa.
- A cidade Haia, além de ser a capital do governo holandês e do Estado Novo, é a cidade que mais teve clubes vencedores da liga.
- De Volewijckers, campeão em 1943/1944, um ano antes da paralisação devido ao desfecho da Segunda Guerra Mundial, hoje é um clube que disputa jogos amadores na cidade de Amsterdam.
- Assim como o Koninklijke, HBS Den Haag, Be Quick 1887 e SC Enschede também disputam a quinta divisão holandesa.
- RCH, que significa Racing Club Heemstede, foi campeão em 1922/23, faliu, voltou e foi campeão de novo em 1952/53, exatamente trinta anos depois do primeiro título. Ah, eles são mais um entre os amadores atualmente.
- Campeão em 1949/50, o SC Limburgia, para escapar da falência, trocou de nome para BSV Limburgia. Atualmente é um clube amador na região de Limburg.
- SVV, também conhecido como Schiedamse Voetbal Vereniging, ou apenas Schiedamse, tem uma história muito bonita. Campeão em 1948/49, o SVV esteve muito perto de falir no ano em que comemorava os quarenta anos da conquista da liga. Em 1989, um vendedor de carros gastou tudo o que tinha para comprar o clube e salvá-lo da falência. Com uma sobrevida, o clube durou alguns anos antes de acordar uma fusão com o Dordrecht e assim criar o FC Dordrecht. Atualmente, o SVV existe por conta própria jogando competições amadoras.
- Haarlem, primeiro campeão pós-guerra, declarou falência em 2010. Como é de costume, e permitido, o clube disputa jogos amadores na cidade de Haarlem. O curioso é que o patrocinador master do clube se chama Brazilian Beaches.
- Den Bosch, campeão em 1947/49, está disputando a décima primeira divisão da Holanda! Aliás, o campeonato holandês não é a maior glória desse clube. Um dos maiores orgulhos do Den Bosch foi ter revelado Ruud Van Nistelrooy para o mundo.
- Heracles Almelo, bicampeão holandês (1926/27 e 1940/41), significa Hércules de Almelo.
- Go Head Eagles, não só foi quatro vezes campeão holandês (1916/17, 1921/22, 1929/30 e 1932/33), como revelou Marc Overmars.
- Sparta Rotterdam, segundo clube mais velho da Holanda, é o mais velho nas ligas profissionais (tem 125 anos). Sparta foi considerado o primeiro grande clube holandês, pois a sua predominância nas décadas de 1910 e 1920 era assombrosa. O clube conquistou as seis taças em 1908/09, 1910/11, 1911/12, 1912/13, 1913/14 e 1958/59. Hoje, o Sparta está na segundona.
- O AZ Alkmaar, bicampeão holandês, é o clube mais novo da Eredivisie com 46 anos. Os Queijeiros revelaram Danny Landzaat.
- DWS foi fundado como Fortuna e depois mudou para Hercules. Complicado, né? Se não bastasse, o clube se fundiu com o De Volewijckers para fundar o FC Amsterdam. Não funcionou, e ambos os campeões de outrora hoje jogam no amador.
- Quem manda em Eindhoven? Antigamente era o FC Eindhoven, que chegou a ser campeão holandês bem antes do PSV. Quem não trabalhava, ou tinha parentes que trabalhavam na Phillips, torcia para o FC Eindhoven.
- Willem II é uma homenagem ao Príncipe William (Príncipe de Orange), e foi o primeiro clube a conquistar o campeonato holandês na era do profissionalismo, em 1954/55.
- O Ajax era considerado uma carta fora do baralho durante os períodos de guerra pois a maioria de seus torcedores e alguns jogadores eram vítimas constantes de ataques. O motivo? O Ajax é um clube judeu, e esse ódio ainda é forte na Holanda.
- O maior clássico na Holanda não é Ajax e PSV. A maior rivalidade é entre Ajax e Feyenoord, um dos maiores espetáculos do futebol. Torcedores do Ajax chamam os torcedores do Feyenoord de "baratas", enquanto os Feyenoordistas devolvem com insultos anti-semita.
- Dos 29 campeões, apenas oito foram campeões da Eredivisie: Ajax (24), PSV (18), Feyenoord (9), AZ (2), Sparta, Twente, Utrecht e DWS.
Outros desbravadores da Europa:
Grécia: Aris (1927/28) - Maior vencedor: Olympiakos (40)
Turquia: Ankaraguçu (1949/50) - Maior vencedor: Galatasaray (19)
Escócia: Dumbarton (1890/91) - Maior vencedor: Glasgow Rangers (53)
Ucrânia: Tavriya (1991/92) - Maior vencedor: Dynamo Kiev (13)
Rússia: Spartak Moscou (1992) - Maior vencedor: Spartak Moscou (9)
*URSS: Dynamo Kiev (1936) - Maior vencedor: Dynamo Kiev (13)
Sérvia: Estrela Vermelha (2006/07) - Maior vencedor: Partizan (6)
Croácia: Hajduk Split (1991/92) - Maior vencedor: Dinamo Zagreb (15)
*Iugoslávia: Partizan (1946/47) - Maior vencedor: Estrela Vermelha (22)
Polônia: Cracovia Krakow (1920/21) - Maior vencedor: Ruch Chorzowie e Górnik (14)
Bélgica: RFC Liege (1895/96) - Maior vencedor: Anderlecht (32)
Suécia: Orgryte (1896/97) - Maior vencedor: IFK Goteborg (18)
Suíça: Grasshoppers (1897/98) - Maior vencedor: Grasshoppers (27)
Dinamarca: KB (1912/13) - Maior vencedor: KB (15)
Bulgária: Vladislav (1924/25) - Maior vencedor: CSKA Sofia (30)
Noruega: Fredrikstad (1937/38)- Maior vencedor: Rosenborg (22)
Hungria: Ferencváros (1902/03) - Maior vencedor: Ferencváros (28)
República Tcheca: Sparta Praga (1993/94) - Maior vencedor: Sparta Praga (11)
Eslováquia: Sparta Bystrica (1938/39) - Maior vencedor: Slovan Bratislava (10)
*Tchecoslováquia: Slavia Praga (1924/25) - Maior vencedor: Sparta Praga (21)
Áustria: Rapid Wien (1911/12) - Maior vencedor: Rapid Wien (32)
Finlândia: HJK Helsinki (1911/12) - Maior vencedor: HJK Helsinki (25)
Romênia: ACF Olimpia (1909/10) - Maior vencedor: Steaua Bucareste (24)
Irlanda: Shemrock Rovers (1923) - Maior vencedor: Shamrock Rovers (17)
País de Gales: Cwmbran (1992/93) - Maior vencedor: Barry Town (7)
Luxemburgo: Fola Esch (1917/18) - Maior vencedor: Jeunesse Esch (33)
Irlanda do Norte: Linfield (1890/91) - Maior vencedor: Linfield (50)
Ilhas Faroe: Klaksvik (1942) - Maior vencedor: HB (21)
Chipre: APOEL (1935/36) - Maior vencedor: APOEL (22)
Islândia: KR Reykjavik (1912) - Maior vencedor: KR Reykjavik (25)
*Campeonatos de uniões federativas que já não existem mais.
Total de 29 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 18 clubes que disputarão a Bundesliga de 2013/2014, apenas quatro clubes nunca conquistaram o campeonato: Bayer Leverkusen (só de pensar que eles já foram vice da Champions League), Mainz 05, Hoffenheim e Augsburg.
- A situação do campeonato alemão é bem parecida com a do Brasileirão, pois ambas competições tiveram os seus títulos unificados. Com exceção, claro, de que na Alemanha ninguém dá chilique sobre isso.
- Até a criação da Bundesliga, o campeonato alemão permitia a participação de clubes "alemães" de outros países. Estranho, né? Mas pense bem, cidades como Viena e Praga foram fundadas por povos alemães. Logo, times como o FC Prag (extinto) e o Rapid Viena (não foi um erro de digitação lá em cima) participaram do campeonato porque ambos os clubes foram fundados por alemães. O Prag foi vice-campeão do primeiro campeonato alemão e o Rapid foi o único "estrangeiro" a conquistar um campeonato alemão.
- O Bayern de Munique foi o clube que mais se deu bem com a criação da Bundesliga. Anteriormente, na antiga fórmula do campeonato, o Bayern havia conquistado o caneco apenas uma vez (1931/32). Depois da criação da Bundesliga, os Bávaros conquistaram singelas 22 taças.
- Já o Nürnberg é o oposto do Bayern de Munique. Se na versão antiga do certame o Nürnberg liderava o ranking de conquistas com oito taças, hoje, o clube amargura uma posição menos gloriosa com apenas uma conquista da Bundesliga (1967/68).
- Se existe um clube que pode reclamar da mudança do regulamento na competição, essa equipe é o Schalke 04. Poderoso e temido durante o antigo campeonato alemão, o clube de Gelsenkirchen conquistou oito títulos e dividia o palanque com o Nürnberg lá no topo. Desde a mudança, o Schalke jamais tornou a conquistar o título nacional. E já se foram dolorosos 55 anos desde a última vez que um torcedor Azul Real comemorou esse título.
- Desde que a Alemanha Oriental fora criada em 1949, nenhum clube com razões socialistas ou que pertencesse ao território oriental poderia participar dos campeonatos alemães. No entanto, existem alguns clubes que pertenceram à Alemanha Oriental, mas que antes da separação foram campeões alemães como FC Union Berlin, VLB Leipzig e Dresdner.
- Kaiserslautern é o único clube alemão que foi campeão nacional no ano seguinte de um acesso da segunda divisão.
- Os campeões Kaiserslautern, Köln, Greuter Furth, TSV 1860 Munique, FC Union Berlin e Fortuna Düsseldorf estão todos na segunda divisão.
- O Holstein Kiel, campeão em 1911/12, atualmente disputa a a terceira divisão.
- Dresdner, bicampeão alemão, atualmente disputa a quinta divisão. Também bicampeão, o Viktoria Berlin está disputando a sétima divisão. O VFR Mannheim, campeão alemão em 1948/49, está disputando a sexta divisão. O Phoenix Karlsruher virou o Karlsruher SC, que revelou o goleiro Oliver Kahn. O Karlsruher FV, antigo rival do Phoenix e campeão em 1909/10, atualmente disputa a sétima divisão. Por último, o Rot-Weiss Essen, campeão em 1954/55, disputa a quinta divisão alemã.
- Aubameyang, atacante do Borussia Dortmund, marcou o tempo de 3,7 segundos numa distância de 30m. Usain Bolt, recordista mundial, marcou 3,78 na mesma distância.
1º campeão italiano: Genoa (1897/1898)
Além de ser um dos berços do futebol, a Itália nos guarda várias surpresas e particularidades quando o assunto é a competição nacional. Lá, o futebol é conhecido como Calcio, todas as equipes recebem o artigo "o" antes do seu nome (não existe essa determinação de gênero para clubes de futebol na Itália) e o vencedor do Calcio ganha um Scudetto (que vale mais que uma taça). Dito isto, o primeiro clube italiano a ganhar o Scudetto foi o Genoa. O clube da região genovense é tão tradicional, mas tão tradicional, que antes mesmo da acessão de clubes como Juventus, Milan, Internazionale e Roma, o Genoa havia conquistado nove vezes o campeonato nacional. No entanto, desde a temporada de 1923/1924 o clube não conseguiu conquistar mais o Calcio. Ao contrário da Premier League e da Bundesliga, o Calcio nunca mudou o seu formato, sendo disputado da mesma maneira desde 1897. Aliás, o Calcio não chegou a parar nem durante as Grandes Guerras.
Sobre o campeão:
Genoa Cricket and Football Club, como o nome sugere, foi fundado por ingleses. No entanto, o Genoa era um clube restrito aos ingleses que moraram na região de Gênova. Fundado em 1893, o clube só foi aceitar italianos em 1897, justamente no ano em que começou o campeonato italiano. O mascote, e apelido do Genoa, é o Grifo. Paulo Amaral, ex-treinador do Botafogo nos lendários anos 1960, dirigiu o Genoa por uma temporada (1964/1965). Por ter sua sede na Ligúria, o Genoa possui uma rivalidade fortíssima com a Sampdoria, que também é da região genovense, e com quem divide o Luigi Ferraris.
Os conquistadores:
Juventus: 29
Milan/ Inter: 18
Genoa: 9
Torino/ Pro Vercelli: 7
Bologna: 6
Roma: 3
Fiorentina/ Lazio/ Napoli: 2
Hellas Verona/ Sampdoria/ Cagliari/ Reggiana/ Casale/ Novese: 1
Total de 17 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Em 2006, o Calciopoli fora descoberto pelas autoridades italianas. O que é isso? O Calciopoli foi o escândalo que envolveu diversos clubes grandes do Calcio que manipularam resultados durante duas temporadas (2004/2005 e 2005/2006). O principal culpado deste esquema foi o Juventus, que além de ter sido rebaixado para a Serie B (a pena original era para ser rebaixado a C1, uma espécie de terceira divisão) e teve os títulos de 2004/2005 e 2005/2006 deduzidos de sua sala de troféus. Milan e Fiorentina, que haviam conquistado vagas para disputar a Champions League de 2006/2007, foram expulsos da competição pela ladroagem. O Lazio, que havia conquistado vaga para a Liga Europa, também foi expulso da competição européia.
- Dos 20 clubes que disputarão o Calcio de 2013/2014, apenas sete clubes nunca venceram o campeonato nacional: Atalanta, Chievo, Parma, Sassuolo, Livorno, Catania e Udinese.
- O Pro Vercelli, que detém digníssimos sete scudettos, atualmente disputa a terceira divisão italiana. O último título do clube de Silvio Piola foi há 95 anos.
- Juventus e Inter de Milão são os únicos clubes italianos que venceram o Calcio por cinco vezes seguidas, sendo o primeiro de 1930 a 1935 e o segundo de 2005 a 2010.
- Nos últimos 20 anos, nenhum clube fora do eixo Turim-Milão-Roma conseguiu conquistar o Calcio. O último clube fora desse eixo que conseguiu conquistar um scudetto foi o Sampdoria (1990/1991) há 22 anos atrás.
- Chievo e Hellas ambos são da cidade de Verona. No entanto, o primeiro é um clube oriundo de um pequeno bairro da cidade, e o segundo é um clube de torcida e tradição bem mais significativas.
- Casale, Reggiana e Novese, todos campeões, estão na quarta divisão italiana.
- Nesta temporada o Casele completa o centenário de sua única conquista da Serie A.
- Novese está há 91 anos sem conquistar um campeonato nacional, enquanto a Reggiana está há 84 anos sem conquistar o mesmo título.
- O último título do Bologna foi há 49 anos, enquanto o último título do Viola (Fiorentina) foi há 44 anos.
- Internazionale, também conhecida como Ambrosiana, foi campeão sob esse nome em 1929/1930. Depois disso, o clube passou a se chamar Ambrosiana-Inter, e conquistou mais dois títulos (1937/1938 e 1939/1940) antes de voltar a se chamar Internazionale.
- O Torino já teve mais torcida que a Juventus, seu maior rival.
1° campeão espanhol: Barcelona (1928/1929)
La Liga é um dos campeonatos nacionais mais pragmáticos da história recente do futebol. Juntos, Barcelona e Real Madrid conquistaram 54 vezes o campeonato, sendo que os catalães foram os primeiros campeões do certame. No entanto, mesmo sendo uma máquina de títulos [recentes] e sinônimo de bom futebol, o Barça não é páreo para o Real Madrid na história do campeonato. Los Blancos possuem esmagadoras 32 taças da Liga das Estrelas. Entretanto, apesar do estressante domínio barcelonês e madridista, o passado do campeonato espanhol nos mostra o quanto essa liga já foi mais interessante e justa. Hoje, graças às cotas de TV que são negociadas individualmente, Barcelona e Real Madrid são unanimidades. Aliás, existe um contexto histórico muito grande que envolve o campeonato espanhol: a ditadura franquista. Franco era torcedor do Atlético de Madrid, porém, há relatos de que o ditador não era muito fã do futebol por ser uma invenção inglesa. Contudo, sabendo do clamor e do fanatismo que envolve o futebol, Franco "ajudou" os dois clubes de Madrid várias vezes em detrimento das outras equipes (especialmente o Barcelona e o Athletic Bilbao) espanholas. Ah, enquanto aqui no Brasil nós chamamos os torcedores uniformizados e de "Torcedores Organizados" (na Inglaterra é Firm, na Itália são os Tiffosi e na Argentina são os Barras), na Espanha esse tipo de torcedor é conhecido como Peña.
Sobre o campeão:
"Mais que um clube", é o que brada as escrituras nas cadeiras do Camp Nou, morada do Barcelona. A grafia é completamente justa, pois o clube exprime todo o sentimento de amor e orgulho pela terra da Catalunha. Em seu escudo, o Barcelona carrega dois símbolos que resumem muito bem o seu povo: a esquerda existe a bandeira de São Jorge e a direita a bandeira da Catalunha. É muito comum encontrar clubes que copiam o Barcelona (o Barcelona de Guayaquil e o Cerro Porteño, por exemplo), mas o Barça por si só é uma cópia do FC Basel. Sim, um clube suíço foi o motivo da existência de uma das maiores marcas do futebol mundial. Como dito antes, durante a ditadura franquista, o Barcelona fora prejudicado de diversas maneiras. Duas clássicas "punições" ao Barcelona durante a ditadura era a retirada do mando de jogo (sim, não os deixavam jogar em casa) e imposição do uso do ônibus como meio de locomoção. Isso mesmo, o Barcelona (e qualquer outro clube que não fosse de Madrid) tinha que andar de ônibus. Além disso, Franco proibia qualquer tipo de manifestação cultural que não fosse a castelhana. Devido a vedação, o único lugar em toda Espanha que era permitido falar catalão era no estádio do Barça. Outro detalhe clássico sobre o Barcelona que pouco se comenta é a morte de Joan Gamper. O fundador do clube suicidou-se em 1929 devido ao Crash da Bolsa Mundial. Dito isto, a rivalidade entre Barcelona e Real Madrid dá-se mais pela conjuntura histórica de repressão do que pelo ódio [que existe, mas não é o principal motivo]. Barça e Espanyol (outro clube da cidade) fizeram o maior dérbi da Espanha enquanto o regime franquista perdurou. A história dessa rivalidade é estritamente política, pois o Espanyol apoiava o regime franquista (daí o nome do clube). Existe coisa pior do que apoiar o inimigo da região? Não para um barcelonês de verdade.
Os conquistadores:
Real Madrid: 32
Barcelona: 22
Atlético de Madrid: 9
Athletic Bilbao: 8
Valencia: 6
Real Sociedad: 2
Deportivo La Coruña/ Sevilla/ Real Betis: 1
Total de 9 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 20 clubes que disputarão o campeonato espanhol de 2013/2014, 12 clubes nunca venceram a competição: Celta de Vigo, Espanyol, Málaga, Osasuna, Almería, Villareal, Elche, Granada, Levante, Getafe, Valladolid e Rayo Vallecano.
- O Real Madrid foi fundado por barceloneses.
- Devido a Guerra Civil, o campeonato espanhol ficou paralisado durante três temporadas (de 1936 a 1939).
- Apenas três times nunca foram rebaixados no campeonato espanhol: Barcelona, Real Madrid e Athletic Bilbao.
- Antes de ser apadrinhado pela coroa espanhola, em 1920, o Real Madrid era conhecido apenas como Madrid FC e conquistou dois títulos sob esse nome (1931/32 e 1932/33).
- Com uma história tão penosa quanto a do Barcelona, o Athletic Bilbao também sofreu enquanto Francisco Franco dominava a Espanha. Por ser extremamente conectado às raízes, o Athletic nunca admitiu jogadores que não tivessem ascendência Basca.
- O Atlético de Madrid também mudou de nome ao longo de sua história. Originalmente fundado para ser uma filial do Athletic Bilbao na capital da Espanha, o Atlético antes era conhecido como Athletic Madrid. Depois de algum tempo, o clube fundiu-se com a aeronáutica espanhola, criando assim o Athletic Aviación. Devido a imposição do ditador, o nome "Athletic" (que é Atlético em inglês) teve que ser retirado e traduzido para o espanhol, Atlético Aviación.
- O uniforme do Athletic Bilbao é o mesmo utilizado pelo Sunderland-ING.
- Durante muitos anos o Atlético de Madrid foi o clube de maior torcida na capital espanhola. O Real Madrid só tornou-se o gigante que é hoje devido a intervenção da coroa espanhola, que acabou criando "sem-querer" uma segregação na capital, onde os pobres torciam para o Atlético e os nobres para o Real.
- O apelido de Colchonero que é dado aos torcedores do Atlético surgiu graças aos torcedores nobres do Real Madrid, que comparavam as cores da camisa do clube com as cores dos colchões que a corte doava aos pobres (azul, vermelho e branco) naquela época.
- Vicente Birrun, brasileiro descendente de bascos, defendeu o Bilbao entre 1986 a 1990.
- O mascote do Valencia é um morcego!
- Real Sociedad, grande rival do Athletic, admite jogadores que não sejam bascos.
- O último clube que conseguiu quebrar o império Barça-Real no campeonato espanhol foi o Valencia, na temporada de 2003/04.
- O Real Madrid é o clube que mais venceu até hoje na Espanha, com 1533 vitórias.
- Apesar de tudo, o Real Sociedad é o clube que detém a maior sequência de invencibilidade na Espanha com 38 partidas sem perder.
1º campeão francês: Olympique Lillois
Pouco se fala da Ligue 1, o campeonato francês, e pouco se sabe dos clubes franceses. Porém, quando se cavoca um pouco na história do futebol francês coisas bonitas e interessantes são descobertas. Uma delas é de que o campeonato existe há mais de oito décadas, e não, Olympique de Marseille e Lyon não foram os primeiros campeões. Além disso, o campeonato francês é um dos mais parelhos de toda Europa, sendo muito pequena a diferença de títulos entre as equipes. Outro fator muito interessante sobre o campeonato da terra do Croissant é de que existe um fisco para abocanhar mais grana dos clubes emburrados de dinheiro (sim, o PSG paga uma fortuna para a Liga deixa-los jogar). Com relação ao Olympique Marseille, existe uma polêmica acerca de quem é, de fato, o primeiro campeão. Em 1928/29, os franceses criaram um torneio que reuniu uma quantidade absurda de equipes [amadoras]. O Resultado? Marseille campeão. No entanto, como algumas regras básicas do futebol foram esquecidas durante esse torneio, e pelo fato de que não houve nenhuma competição similar durante os quatro anos posteriores, esse torneio conquistado pelo OM (apelido do Olympique) não é considerado um campeonato francês "de verdade". A liga pegou firme apenas em 1932/1933, tendo o extinto Olympique Lillois como campeão. Entretanto, de 1939 a 1945, o campeonato ficou paralisado devido a Segunda Grande Guerra Mundial, voltando apenas na temporada de 1945/1946 com o Lille campeão. Por que eu mencionei esses dois times? Veja a seguir.
Sobre o campeão:
O Olympique Lillois é considerado o primeiro campeão da era do profissionalismo na França. Atualmente, o patriarca dos títulos franceses não existe mais devido ao grande déficit que a Segunda Guerra Mundial causou nas pequenas cidades francesas (o Lillois era da cidade de Lille). Fundado em 1902, e fundido com o SC Fives em 1944, o Olympique Lillois deu origem ao Lille, time que hoje tem certa fama internacional. Engana-se quem acha que o primeiro título francês foi dado para o Marseille (em 1928/29) ou para o Lille. O título ainda pertence ao extinto Lillois que exibe orgulhosamente sua taça no museu do clube. Contudo, em sua breve história de 42 anos, o Lillois comportou apenas um campeonato francês e um vice na temporada de 1935/1936.
Os conquistadores:
Olympique Marseille: 11
Saint-Étienne: 10
Nantes: 8
Monaco/ Lyon: 7
Bordeaux/ Stade de Reims: 6
Nice: 4
PSG/ Lille: 3
FC Sète 34/ Sochaux: 2
Olympique Lillois/ Auxerre/ Montpellier/ Lens/ Strasbourg/ RCF Paris/ Excelsior: 1
Total de 19 campeões diferentes.
Curiosidades:
- Dos 20 clubes que disputarão a Ligue 1 2013/2014, apenas oito equipes ainda não foram campeões: Ajaccio, Bastia, Évian, Guingamp, Lorient, Rennes, Toulouse e Valenciennes.
- Lyon é o time do século XXI na França por sete motivos: todas as suas taças sete taças foram conquistadas entre 2001 e 2008. O heptacampeonato do OL é legítimo, pois ele foi conquistado de forma ininterrupta. O motivo? Juninho Pernambucano. Todos (sim, todos!!!) os títulos do Lyon foram conquistados sob a batuta do Reizinho.
- É preciso juntar Barthez, Makelele, Henry e Trezeguet (grandes nomes da seleção francesa) para igualar o feito de Juninho Pernambucano.
- Zidane e Vieira nunca foram campeões franceses.
- Sonny Anderson, grande ídolo de Thierry Henry (é sério), tem mais títulos do nacional que o ex-atacante da seleção francesa e do que tem Trezeguet.
- Além de ser o maior vencedor, o Olympique Marseille tem a maior torcida na França. Saint-Étienne e Bordeaux acompanham de perto a equipe marselhesa.
- Apesar de ser a capital francesa, Paris não consegue emplacar no futebol. Com apenas quatro títulos (três do PSG e um do RCF Paris), várias tentativas foram feitas para tentar emplacar o sucesso do futebol na capital mais "cheirosa" da Europa. No entanto, o negócio deles parece ser mesmo o rugby.
- Além de ser um projeto, o PSG não é um time bem quisto na terra da fraternidade, igualdade e liberdade. Clique aqui e entenda o porquê.
- Dono de duas ligas francesas, o FC Sète encontra-se atualmente na quarta divisão nacional. Acompanhado do Sète, o Racing Paris (RCF) também está jogando a quarta divisão francesa.
- Auxerre e Lens, clubes com uma conquista cada, estão disputando a segunda divisão da França.
- Strasbourg, que em seu auge teve Chilavert como um dos grandes ídolos da equipe, hoje joga na terceira divisão.
- Excelsior, que tinha um escudo muito parecido com o do América-MG, não existe há 18 anos.
- Sochaux é a equipe com mais partidas disputadas na Franca: 2331 jogos disputados. Enquanto isso, o Marseille é a equipe que mais gols marcou: 3585.
- Guy Roux, que treinou o Auxerre de 1961 a 2005, totalizando 44 anos no clube, detém o recorde mundial de treinador que mais tempo ficou em uma só equipe.
- Bernard Tapie, ex-presidente do Marseille, montou um timaço no final da década de 1980 e começo dos 1990 que contava com Abedi Pelé, Chris Waddle, Eric Cantona, Basile Boli, Didier Deschamps, Jean-Pierre Papin, Enzo Francescoli, Marcel Desailly e Rudd Voller. Tal sucesso rendeu uma taça de Champions League ao Marseille, em 1992/1993, na final vencida contra o Milan. No entanto, em 1993, foi descoberto um esquema de corrupção e suborno que favoreceu o Olympique Marseille em diversas partidas. Com isso, o clube foi rebaixado à segunda divisão nacional, perdeu o título da Ligue 1 de 1992/1993, a vaga para disputar o Mundial de 1993 (por isso o São Paulo enfrentou o Milan), uma vaga para Champions League de 1993/1994 e a chance de disputar a Supercopa da Europa de 1993.
- O Mônaco foi o último clube francês a disputar uma final de Champions League.
1º campeão português: FC Porto (1934/1935)
Seguindo a linha de raciocínio feita com o campeonato espanhol o pouco do que fora dito lá cabe aqui também, mas com detalhes minimamente diferentes. A hegemonia de Barcelona e Real Madrid é tão gigantesca quanto a de Benfica e Porto. Combinados, os dois clubes lusos somam 59 ligas conquistadas! Aliando o fato de que o campeonato português só possui 16 clubes (já chegou a ter 18), esse número torna-se ainda mais escabroso. O Porto, primeiro campeão nacional, sagrou-se vencedor de uma liga que possuía apenas oito equipes. À propósito, muito se diz que em Portugal só existem dois times grandes (Porto e Benfica) com o Sporting correndo por fora. Se formos considerar o número de títulos, é um pensamento que tem suas razões, mas se considerarmos o contexto histórico nota-se que Sporting e Belenenses também são, em teoria, grandes. Apesar da ascensão e do declínio muito rápidos, o Boavista também é visto com bons olhos por lá. Clubes que surgiram de repente, como o Braga e Marítimo, são de origem discreta e galgam uma história de maior respeito. Vale salientar que o campeonato português é completamente afetado por "clubes empresas". Um dos maiores empresários de jogador de futebol, Jorge Mendes (Cristiano Ronaldo, Falcao Garcia, Thiago Silva, Anderson, Di Maria e entre outros), "controla" o mercado português com o intuito de vender e abrigar jogadores em clubes modestos (Estoril Praia, por exemplo) e grandes (até o Porto e o Benfica estão nessa). Antes de 1934, um campeonato amador que consistia apenas em eliminatórias e que clubes de Lisboa só entravam na segunda fase, fora criado para dar suporte ao módulo criado em 1934. Porto (4), Benfica (3), Sporting (3), Belenenses (3), Carcavelinhos, Marítimo e Olhanense conquistaram a competição.
Sobre o campeão:
Uma das equipes mais velhas de Portugal, o Porto foi fundado em 1893, e apesar de ter conquistado o primeiro título nacional, seguido por uma dobradinha três anos depois, o clube ficou muito tempo na fila antes de voltar a conquistar o campeonato nacional, em 1955/56. A rivalidade contra o Benfica e o Sporting surgiu pelas circunstâncias, pois antes de estabelecer um campeonato nacional, os clubes jogavam copas distritais (exatamente como aconteceu com os estaduais por aqui). Boavista e Leixões, que são da região do Porto, foram grandes rivais no início.
Os conquistadores:
Benfica: 32
Porto: 27
Sporting: 18
Belenenses/ Boavista: 1
Sim, apenas cinco campeões diferentes!
Curiosidades:
- Boavista, campeão em 2001/2002, encontra-se numa draga total. Atualmente na terceira divisão, o clube está próximo de vender o seu estádio para pagar as dívidas que contraiu ao longo de sua existência.
- Há 11 anos que ninguém tira a hegemonia de Porto e Benfica. O último clube que venceu a liga foi o Sporting, em 2001/02.
- A pronúncia correta do Sporting não é igual a que nós falamos aqui no Brasil, pois nós "inglesamos" o nome do clube lisboeta. O correto é ler todas as letras, inclusive o G.
- Lisboa é a cidade mais vencedora do campeonato português, com três clubes diferentes sendo campeões (Benfica, Sporting e Belenenses).
- O Benfica é o clube com o maior número de sócios no mundo.
- O Porto é o único clube que conseguiu a maior sequência de títulos em Portugal. Entre 1994/95 a 1998/99 só deu Porto.
- Benfica, Sporting e Porto são os únicos clubes que nunca foram rebaixados.
- Os Encarnados são os maiores goleadores de Portugal, com 5324 gols.
- Vitória de Guimarães, com exceção dos três clubes que nunca foram rebaixados, é o clube que mais participou da primeira divisão.
- Belenenses era considerado o primeiro grande clube de Lisboa.
- Os brasileiros foram artilheiros por 12 vezes em Portugal. Paulinho Cascavel (2x), Jardel (5x), Liedson (2x), Pena, Nenê e Hulk balançaram as redes lusas.
1º campeão holandês: VV Concordia (1888/1889)
O campeonato holandês é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores ligas de clubes para se assistir. Recheado de clubes com tradição, jovens promessas e muito fanatismo nas arquibancadas, a Eredivisie é um combo de várias atrações. Um dos melhores ingredientes do campeonato holandês é o histórico vencedor de quase todos os clubes que frequentam a primeira divisão. Quase todos já foram campeões ao menos uma vez, ou chegaram bem perto disso. Por ser muito antigo (tão quanto o inglês), muitos clubes holandeses são orgulhosos. Com relação à competição, podemos comparar a Eredivisie com a Bundesliga alemã em diversos fatores. Na Holanda, existe um controle de gastos e falência que rege a saúde financeira dos clubes. Por ter uma economia muito estável, o país prega que os clubes de futebol façam o mesmo. Entretanto, clubes como o Ajax, que é uma colônia de judeus, o Feyenoord, um clube de estivadores, e o PSV, oriundo de um grupo de operários da Phillips, exemplificam o quanto ferve o caldeirão étnico holandês.
Sobre o campeão:
Essa é a história de mais um time que chamou a atenção por 15 minutos e depois extinguiu-se. O VV Concordia, primeiro campeão nacional, está extinto há décadas e pouquíssimo se sabe sobre esse time. O motivo? O clube fora fundado em Rotterdam, casa do poderoso Feyenoord, que anos depois conseguiu "alimentar-se" dos fãs de clubes de menor poderio. Existe uma discussão de que os títulos holandeses só deveriam de ser contados à partir de 1890, pois, antes disso, o campeonato ainda engatinhava. Apesar da chiadeira, o Concordia é considerado oficialmente como o primeiro campeão holandês.
Os conquistadores:
Ajax: 32
PSV: 21
Feyenoord: 14
HVV Den Haag: 10
Sparta Rotterdam: 6
RAP Amsterdam: 5
Go Ahead Eagles: 4
Koninklijke HFC/ HSB Den Haag/ Willem II: 3
Heracles Almelo/ Ado Den Haag/ RCH/ AZ Alkmaar: 2
FC Eindhoven/ SC Limburgia/ Rapid JC/ SVV/ FC Utrecht/ AFC DWS/ FC Twente/ SC Enschede/ Be Quick 1887/ Quick Den Haag/ NAC Breda/ Haarlem/ De Volewijckers/ Den Bosch/ VV Concordia: 1
Total de 29 campeões diferentes!
Curiosidades:
- Dos 18 clubes que disputarão a Bundesliga de 2013/2014, apenas oito clubes nunca conquistaram o campeonato: Groningen, Heereveen, Zwolle, RKC Waalwijk, Vitesse, Roda, Cambuur e NEC.
- HVV Den Haag, quarto maior campeão holandês, atualmente é um clube amador.
- Dono de cinco taças, o RAP Amsterdam deixou o futebol de lado para se tornar um clube de críquete.
- Koninklijke HFC é o clube mais velho da Holanda, com 133 anos. Atualmente disputa a quinta divisão holandesa.
- A cidade Haia, além de ser a capital do governo holandês e do Estado Novo, é a cidade que mais teve clubes vencedores da liga.
- De Volewijckers, campeão em 1943/1944, um ano antes da paralisação devido ao desfecho da Segunda Guerra Mundial, hoje é um clube que disputa jogos amadores na cidade de Amsterdam.
- Assim como o Koninklijke, HBS Den Haag, Be Quick 1887 e SC Enschede também disputam a quinta divisão holandesa.
- RCH, que significa Racing Club Heemstede, foi campeão em 1922/23, faliu, voltou e foi campeão de novo em 1952/53, exatamente trinta anos depois do primeiro título. Ah, eles são mais um entre os amadores atualmente.
- Campeão em 1949/50, o SC Limburgia, para escapar da falência, trocou de nome para BSV Limburgia. Atualmente é um clube amador na região de Limburg.
- SVV, também conhecido como Schiedamse Voetbal Vereniging, ou apenas Schiedamse, tem uma história muito bonita. Campeão em 1948/49, o SVV esteve muito perto de falir no ano em que comemorava os quarenta anos da conquista da liga. Em 1989, um vendedor de carros gastou tudo o que tinha para comprar o clube e salvá-lo da falência. Com uma sobrevida, o clube durou alguns anos antes de acordar uma fusão com o Dordrecht e assim criar o FC Dordrecht. Atualmente, o SVV existe por conta própria jogando competições amadoras.
- Haarlem, primeiro campeão pós-guerra, declarou falência em 2010. Como é de costume, e permitido, o clube disputa jogos amadores na cidade de Haarlem. O curioso é que o patrocinador master do clube se chama Brazilian Beaches.
- Den Bosch, campeão em 1947/49, está disputando a décima primeira divisão da Holanda! Aliás, o campeonato holandês não é a maior glória desse clube. Um dos maiores orgulhos do Den Bosch foi ter revelado Ruud Van Nistelrooy para o mundo.
- Heracles Almelo, bicampeão holandês (1926/27 e 1940/41), significa Hércules de Almelo.
- Go Head Eagles, não só foi quatro vezes campeão holandês (1916/17, 1921/22, 1929/30 e 1932/33), como revelou Marc Overmars.
- Sparta Rotterdam, segundo clube mais velho da Holanda, é o mais velho nas ligas profissionais (tem 125 anos). Sparta foi considerado o primeiro grande clube holandês, pois a sua predominância nas décadas de 1910 e 1920 era assombrosa. O clube conquistou as seis taças em 1908/09, 1910/11, 1911/12, 1912/13, 1913/14 e 1958/59. Hoje, o Sparta está na segundona.
- O AZ Alkmaar, bicampeão holandês, é o clube mais novo da Eredivisie com 46 anos. Os Queijeiros revelaram Danny Landzaat.
- DWS foi fundado como Fortuna e depois mudou para Hercules. Complicado, né? Se não bastasse, o clube se fundiu com o De Volewijckers para fundar o FC Amsterdam. Não funcionou, e ambos os campeões de outrora hoje jogam no amador.
- Quem manda em Eindhoven? Antigamente era o FC Eindhoven, que chegou a ser campeão holandês bem antes do PSV. Quem não trabalhava, ou tinha parentes que trabalhavam na Phillips, torcia para o FC Eindhoven.
- Willem II é uma homenagem ao Príncipe William (Príncipe de Orange), e foi o primeiro clube a conquistar o campeonato holandês na era do profissionalismo, em 1954/55.
- O Ajax era considerado uma carta fora do baralho durante os períodos de guerra pois a maioria de seus torcedores e alguns jogadores eram vítimas constantes de ataques. O motivo? O Ajax é um clube judeu, e esse ódio ainda é forte na Holanda.
- O maior clássico na Holanda não é Ajax e PSV. A maior rivalidade é entre Ajax e Feyenoord, um dos maiores espetáculos do futebol. Torcedores do Ajax chamam os torcedores do Feyenoord de "baratas", enquanto os Feyenoordistas devolvem com insultos anti-semita.
- Dos 29 campeões, apenas oito foram campeões da Eredivisie: Ajax (24), PSV (18), Feyenoord (9), AZ (2), Sparta, Twente, Utrecht e DWS.
Outros desbravadores da Europa:
Grécia: Aris (1927/28) - Maior vencedor: Olympiakos (40)
Turquia: Ankaraguçu (1949/50) - Maior vencedor: Galatasaray (19)
Escócia: Dumbarton (1890/91) - Maior vencedor: Glasgow Rangers (53)
Ucrânia: Tavriya (1991/92) - Maior vencedor: Dynamo Kiev (13)
Rússia: Spartak Moscou (1992) - Maior vencedor: Spartak Moscou (9)
*URSS: Dynamo Kiev (1936) - Maior vencedor: Dynamo Kiev (13)
Sérvia: Estrela Vermelha (2006/07) - Maior vencedor: Partizan (6)
Croácia: Hajduk Split (1991/92) - Maior vencedor: Dinamo Zagreb (15)
*Iugoslávia: Partizan (1946/47) - Maior vencedor: Estrela Vermelha (22)
Polônia: Cracovia Krakow (1920/21) - Maior vencedor: Ruch Chorzowie e Górnik (14)
Bélgica: RFC Liege (1895/96) - Maior vencedor: Anderlecht (32)
Suécia: Orgryte (1896/97) - Maior vencedor: IFK Goteborg (18)
Suíça: Grasshoppers (1897/98) - Maior vencedor: Grasshoppers (27)
Dinamarca: KB (1912/13) - Maior vencedor: KB (15)
Bulgária: Vladislav (1924/25) - Maior vencedor: CSKA Sofia (30)
Noruega: Fredrikstad (1937/38)- Maior vencedor: Rosenborg (22)
Hungria: Ferencváros (1902/03) - Maior vencedor: Ferencváros (28)
República Tcheca: Sparta Praga (1993/94) - Maior vencedor: Sparta Praga (11)
Eslováquia: Sparta Bystrica (1938/39) - Maior vencedor: Slovan Bratislava (10)
*Tchecoslováquia: Slavia Praga (1924/25) - Maior vencedor: Sparta Praga (21)
Áustria: Rapid Wien (1911/12) - Maior vencedor: Rapid Wien (32)
Finlândia: HJK Helsinki (1911/12) - Maior vencedor: HJK Helsinki (25)
Romênia: ACF Olimpia (1909/10) - Maior vencedor: Steaua Bucareste (24)
Irlanda: Shemrock Rovers (1923) - Maior vencedor: Shamrock Rovers (17)
País de Gales: Cwmbran (1992/93) - Maior vencedor: Barry Town (7)
Luxemburgo: Fola Esch (1917/18) - Maior vencedor: Jeunesse Esch (33)
Irlanda do Norte: Linfield (1890/91) - Maior vencedor: Linfield (50)
Ilhas Faroe: Klaksvik (1942) - Maior vencedor: HB (21)
Chipre: APOEL (1935/36) - Maior vencedor: APOEL (22)
Islândia: KR Reykjavik (1912) - Maior vencedor: KR Reykjavik (25)
*Campeonatos de uniões federativas que já não existem mais.
17.8.13
Postado Por: TramaFC




