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Martin Odegaard, o mais novo hype do futebol
Qual o futuro melhor jogador do mundo, querido leitor? Você deve ter pensando no Neymar, no Bale, no Sterling, no Isco ou vários outros craques que estão jogando muita bola por seus grandes clubes europeus nessa temporada, eu imagino. Entretanto, se você refizer essa pergunta lá na Europa, muitos dos entrevistados vão te chocar com a resposta: Martin Odegaard, meia-atacante norueguês de 16 anos de idade, seria a resposta de alguns.
Nessa quarta-feira, 21 de janeiro, o Real Madrid anunciou a contratação de Martin Odegaard, após um processo de convencimento muito grande que envolveu visitas a outros clubes, convites, promessas e mimos para tentar fazer a cabeça do garoto. O clube merengue venceu, nada mais nada menos, que TRINTA clubes europeus interessados em contar com o futebol do menino prodígio da Noruega. Alguns desses clubes estiveram mais próximos de contar com a joia, como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Manchester City, o Arsenal, o Borussia Dortmund, o Ajax e, por último, e talvez mais simbólico, o Liverpool. Por que simbólico? Segundo Odegaard, o clube inglês é a grande paixão de sua vida. Em várias entrevistas, o menino de 16 anos de idade declarou ser fã do Liverpool, que adora o Gerrard e que sempre escolhe os Reds para jogar no vídeo-game.
Odegaard, inclusive, treinou com o elenco principal do Liverpool durante uma semana, a fim de convencer o torcedor a assinar com a equipe. Durante a estadia de Odegaard em Melwood, Allen, meia dos Reds, tomou uma caneta absurda do jovem em um dos treinamentos. No entanto, ao que tudo indica, o dinheiro falou mais alto na escolha de Odegaard, que recebeu vários mimos do Real Madrid nesse processo todo também (treino com a equipe titular, concentrou com o Cristiano Ronaldo durante um jogo importante, assistiu alguns jogos do Real Madrid na tribuna de honra ao lado de Zidane e alguns outros "pernas-de-pau" e etc). A escolha de Odegaard foi motivo de especulação na Europa por muito tempo e, apesar de alguns torcedores do Barcelona fazerem desdém sobre a contratação do seu maior rival, o clube catalão também investiu fortemente nos bastidores para tentar convencer o norueguês a vestir as cores do clube. Houve também muito otimismo por parte do Manchester United, que usou o Ole Gunnar Solskjaer, maior ídolo do futebol norueguês e ex-jogador do clube, como trunfo para a contratação de Odegaard. O Arsenal também esteve muito perto, dizem que até mais do que os Red Devils, de contratá-lo, por causa do seu sucesso em produzir e revelar jogadores.
Proporcionalmente, a Noruega é um dos países mais fanáticos por futebol devido a igualdade social, que permite a toda população desfrutar e praticar o esporte com afinco. Apesar de não ter tanta tradição em revelar jogadores de grande renome, existem exemplos de noruegueses que ficaram famosos com o futebol, como o próprio Solskjaer (ex-Manchester United), mas também o John Arne Riise (ex-Liverpool, Roma e Fulham), o John Carew (ex-Valencia, Roma e Lyon), o Tore André Flo (ex-Chelsea e Rangers) e o Morten Pedersen (ex-Blackburn). No entanto, a seleção norueguesa não disputa uma Copa do Mundo desde 1998, ano em que Martin Odegaard nasceu. Pela Eurocopa, a "crise" é um pouco menor, já que eles não disputam a maior competição europeia entre seleções desde 2000.
Esse hype todo que envolve o jovem Odegaard é explicado por alguns fatos que envolvem a sua curtíssima carreira. O meia-atacante norueguês se tornou o jogador mais jovem na história do futebol a ser convocado e a atuar por sua seleção, aos 15 anos e 237 dias de idade. O menino é destaque na mídia norueguesa desde os 6 anos, quando alguns de seus vídeos se tornaram populares no país. O menino prodígio estreou pelo Stromsgodset aos 15 anos e 117 dias de idade, o mesmo clube pelo qual o seu pai, Hans Erik Odegaard, foi volante e onde atuou em mais de 200 partidas. O primeiro gol no futebol profissional do jogador foi um mês depois de sua estréia, em 16 de maio.
Aliás, o pai de Odegaard revelou em algumas de suas entrevistas que o filho costuma treinar 20 horas por semana desde os 7 anos de idade. Chamado de "novo Messi", Odegaard também é canhoto e pode jogar na ponta também. A sua reputação fora construída através de alguns vídeos de suas atuações pelo modesto Stromsgodset, e pela seleção de base da Noruega, além, claro, de alguns vídeos de infância, como já mencionado antes. O meia ajudou o seu ex-clube a conquistar o seu primeiro título nacional nessa temporada.
Essa não será a primeira vez que o Real Madrid apostará num menino prodígio nesse século. Em 2008, o clube merengue contratou o brasileiro Alípio, que fora revelado numa escolinha do Internacional, em Brasília, e depois fora contratado pelo Rio Ave, clube de empresários portugueses, antes de assinar com o gigante espanhol. Também com 16 anos na época, Alípio era apontado como "o novo Cristiano Ronaldo" e o processo de convencimento para assinar com o jogador foi o mesmo utilizado nesses meses para contratar o Odegaard, que consistiu em levar o jogador para treinar com os profissionais no CT, conhecer de perto os ídolos do clube e etc. Como você pode imaginar, Alípio não vingou. Aliás, o atacante chegou a jogar a Série C do Brasileirão pelo América-RN, em 2011, e hoje defende o Apollon Smyrnis, do Chipre.
Odegaard demonstra ter uma habilidade muito grande e uma visão de jogo espetacular para um garoto de apenas 16 anos de idade. Entretanto, esse hype todo pode ser muito prejudicial à sua carreira, pois muitos clubes estavam envolvidos nessa novela e muitos torcedores ficaram irritados com o leilão do jogador até ele tomar a decisão de ir para o Real Madrid. Apesar de ter custado míseros 3 milhões de euros aos cofres dos merengues, o norueguês vai precisar ter muita cabeça para não se tornar um "novo Alípio", até porque bola ele parece ter. E o Real Madrid também precisa ter muito cuidado na transição do jogador, pois o clube cansou de "fritar" jogadores promissores e depois viu eles brilhando por outras equipes. Veja abaixo alguns lances do menino Odegaard, a nova joia do futebol internacional.
Nessa quarta-feira, 21 de janeiro, o Real Madrid anunciou a contratação de Martin Odegaard, após um processo de convencimento muito grande que envolveu visitas a outros clubes, convites, promessas e mimos para tentar fazer a cabeça do garoto. O clube merengue venceu, nada mais nada menos, que TRINTA clubes europeus interessados em contar com o futebol do menino prodígio da Noruega. Alguns desses clubes estiveram mais próximos de contar com a joia, como o Bayern de Munique, o Manchester United, o Manchester City, o Arsenal, o Borussia Dortmund, o Ajax e, por último, e talvez mais simbólico, o Liverpool. Por que simbólico? Segundo Odegaard, o clube inglês é a grande paixão de sua vida. Em várias entrevistas, o menino de 16 anos de idade declarou ser fã do Liverpool, que adora o Gerrard e que sempre escolhe os Reds para jogar no vídeo-game.
Odegaard, inclusive, treinou com o elenco principal do Liverpool durante uma semana, a fim de convencer o torcedor a assinar com a equipe. Durante a estadia de Odegaard em Melwood, Allen, meia dos Reds, tomou uma caneta absurda do jovem em um dos treinamentos. No entanto, ao que tudo indica, o dinheiro falou mais alto na escolha de Odegaard, que recebeu vários mimos do Real Madrid nesse processo todo também (treino com a equipe titular, concentrou com o Cristiano Ronaldo durante um jogo importante, assistiu alguns jogos do Real Madrid na tribuna de honra ao lado de Zidane e alguns outros "pernas-de-pau" e etc). A escolha de Odegaard foi motivo de especulação na Europa por muito tempo e, apesar de alguns torcedores do Barcelona fazerem desdém sobre a contratação do seu maior rival, o clube catalão também investiu fortemente nos bastidores para tentar convencer o norueguês a vestir as cores do clube. Houve também muito otimismo por parte do Manchester United, que usou o Ole Gunnar Solskjaer, maior ídolo do futebol norueguês e ex-jogador do clube, como trunfo para a contratação de Odegaard. O Arsenal também esteve muito perto, dizem que até mais do que os Red Devils, de contratá-lo, por causa do seu sucesso em produzir e revelar jogadores.
Proporcionalmente, a Noruega é um dos países mais fanáticos por futebol devido a igualdade social, que permite a toda população desfrutar e praticar o esporte com afinco. Apesar de não ter tanta tradição em revelar jogadores de grande renome, existem exemplos de noruegueses que ficaram famosos com o futebol, como o próprio Solskjaer (ex-Manchester United), mas também o John Arne Riise (ex-Liverpool, Roma e Fulham), o John Carew (ex-Valencia, Roma e Lyon), o Tore André Flo (ex-Chelsea e Rangers) e o Morten Pedersen (ex-Blackburn). No entanto, a seleção norueguesa não disputa uma Copa do Mundo desde 1998, ano em que Martin Odegaard nasceu. Pela Eurocopa, a "crise" é um pouco menor, já que eles não disputam a maior competição europeia entre seleções desde 2000.
Esse hype todo que envolve o jovem Odegaard é explicado por alguns fatos que envolvem a sua curtíssima carreira. O meia-atacante norueguês se tornou o jogador mais jovem na história do futebol a ser convocado e a atuar por sua seleção, aos 15 anos e 237 dias de idade. O menino é destaque na mídia norueguesa desde os 6 anos, quando alguns de seus vídeos se tornaram populares no país. O menino prodígio estreou pelo Stromsgodset aos 15 anos e 117 dias de idade, o mesmo clube pelo qual o seu pai, Hans Erik Odegaard, foi volante e onde atuou em mais de 200 partidas. O primeiro gol no futebol profissional do jogador foi um mês depois de sua estréia, em 16 de maio.
Aliás, o pai de Odegaard revelou em algumas de suas entrevistas que o filho costuma treinar 20 horas por semana desde os 7 anos de idade. Chamado de "novo Messi", Odegaard também é canhoto e pode jogar na ponta também. A sua reputação fora construída através de alguns vídeos de suas atuações pelo modesto Stromsgodset, e pela seleção de base da Noruega, além, claro, de alguns vídeos de infância, como já mencionado antes. O meia ajudou o seu ex-clube a conquistar o seu primeiro título nacional nessa temporada.
Essa não será a primeira vez que o Real Madrid apostará num menino prodígio nesse século. Em 2008, o clube merengue contratou o brasileiro Alípio, que fora revelado numa escolinha do Internacional, em Brasília, e depois fora contratado pelo Rio Ave, clube de empresários portugueses, antes de assinar com o gigante espanhol. Também com 16 anos na época, Alípio era apontado como "o novo Cristiano Ronaldo" e o processo de convencimento para assinar com o jogador foi o mesmo utilizado nesses meses para contratar o Odegaard, que consistiu em levar o jogador para treinar com os profissionais no CT, conhecer de perto os ídolos do clube e etc. Como você pode imaginar, Alípio não vingou. Aliás, o atacante chegou a jogar a Série C do Brasileirão pelo América-RN, em 2011, e hoje defende o Apollon Smyrnis, do Chipre.
Odegaard demonstra ter uma habilidade muito grande e uma visão de jogo espetacular para um garoto de apenas 16 anos de idade. Entretanto, esse hype todo pode ser muito prejudicial à sua carreira, pois muitos clubes estavam envolvidos nessa novela e muitos torcedores ficaram irritados com o leilão do jogador até ele tomar a decisão de ir para o Real Madrid. Apesar de ter custado míseros 3 milhões de euros aos cofres dos merengues, o norueguês vai precisar ter muita cabeça para não se tornar um "novo Alípio", até porque bola ele parece ter. E o Real Madrid também precisa ter muito cuidado na transição do jogador, pois o clube cansou de "fritar" jogadores promissores e depois viu eles brilhando por outras equipes. Veja abaixo alguns lances do menino Odegaard, a nova joia do futebol internacional.
22.1.15
Postado Por: TramaFC
Um casamento que tem tudo para dar certo
A notícia de que Pep Guardiola seria o novo treinador do Bayern de Munique, ao término desta temporada, transcorria desde segunda-feira. O boato se confirmou verdadeiro nesta quarta-feira quando o clube bávaro confirmou a contratação do ex-comandante do Barcelona como o predecessor de Juup Heynckes, que vai se aposentar em julho.
Desde o seu divórcio com o Barcelona, Guardiola se reclusou durante 1 ano. Poxa, um treinador que venceu 16 troféus em 4 anos merece um descanso. Estudioso como é, Guardiola deve ter assistido, ao menos, um jogo de cada liga futebolística nesse mundo.
Especulou-se que o catalão assinaria com o Chelsea já no começo desse ano. Mentira. Depois ventilaram o seu nome no PSG. Mentira. Houve até um murmurinho de que ele poderia treinar a seleção do Qatar. Mentira. Seleção Brasileira? Por mais que fosse um sonho dele, os vampiros da CBF jamais aceitariam.
Surgiu então o gigante europeu Bayern de Munique. Um clube tradicional com vários fãs no mundo afora, e que investe pesado nas categorias de base. Os bávaros sempre revelam craques (Schweinsteiger, por exemplo). Além do mais, o Bayern sempre fora um time de futebol refinado, ofensivo e técnico. Assim como fora com o Van Gaal, holandês que deu o primeiro título da Liga dos Campeões ao Barcelona (veem a coincidência?), e o próprio Heynckes, atendo-se apenas aos treinadores deste século.
Pep saiu do Barcelona dizendo que estava à procura de novos desafios. Pois agora ele conseguiu! A Bundesliga, que na minha modesta opinião, é o segundo melhor campeonato europeu para se assistir, atrás apenas da Premier League. Nela não se pode gastar mais do que arrecada, essa medida fora tomada há 10 anos atrás e vem dando ótimos resultados aos clubes. Graças à essa regra da saúde financeira, os clubes necessitam formar jogadores em suas canteiras e rodar o mundo à procura de jogadores bons e baratos que possam gerar lucro no futuro.
Voltando as atenções ao novo casamento de Guardiola, agora com o Bayern, pode-se nesse momento imaginar algumas hipóteses. Pep deve receber em julho um time montado e, provavelmente, campeão alemão. Nesse time, Guardiola terá Manoel Neuer (goleiro que tem a menor média de gols sofridos na Bundesliga), Phillip Lahm (uma potência tanto no ataque quanto na defesa, além de jogar nas duas laterais), Dante (zagueiro brasileiro que é cultuado na Alemanha e, estranhamente, nunca fora convocado), Schweinsteiger (gênio do meio-de-campo), Toni Kroos (tem tudo pra desempenhar o papel de Iniesta nos tempos de Guardiola no Barcelona), Javi Martinez (eterno sonho de consumo de Guardiola nos tempos de Barcelona), Thomas Muller (artilheiro da última Copa), Franck Ribery (habilidoso e taticamente imprescindível), Arjen Robben (craque problemático) e Mario Mandzukic (roubou a posição de titular do Mario Gomes).
Se não bastasse esses excelentes jogadores, o Bayern ainda conta com os jovens David Alaba (jogador austríaco, canhoto, e que joga de lateral, volante e meia), Xherdan Shaqiri (jovem meia-esquerda suíço, que veio para o Bayern de Munique após desempenhar ótima UCL pelo Basel), Luiz Gustavo (volante pindense que joga desde zagueiro até segundo volante) e o Emre Can (jovem volante turco, destaque da última Copa do Mundo Sub-20).
As perspectivas são excelentes para Pep Guardiola. A identificação do treinador que cresceu no Barcelona, onde comprou a ideia dos dirigentes catalães ao montar uma equipe que cultuasse o inveterado tike-taka, facilitou no seu processo de genialidade. Porém, a realidade do Barça é uma história. Lá existe Messi, Xavi, Iniesta e Fábregas, que sempre foram tidos como craques. No Bayern, ainda existe a expectativa de que Schweinsteiger, Toni Kroos, Franck Ribery e Thomas Muller se tornem tão grandes quanto o seu potencial nos leva a crer.
Guardiola não precisa montar um Barcelona dentro do Bayern de Munique para que o seu sucesso seja reconhecido. Os bávaros, com Juup Heynckes, já desempenha um futebol bonito e competitivo. No entanto, ainda falta algo a mais para que o Bayern seja a primadona do futebol mundial. Pode ser a posse de bola massacrante do Barcelona, ou pode ser o Lionel Messi...
Independente disso, Pep pode manter o mesmo esquema tático do time de Munique: o 4-2-3-1. Com Ribery e Robben bem abertos nas pontas e com Muller centralizado no meio, como quase um segundo atacante. Atrás desse trio, a dupla de volantes varia de acordo com o adversário. Na maioria das apresentações, o Heynckes entra com Schweinsteiger e Toni Kroos que dão uma qualidade imensa ao meio-de-campo. O primeiro é unanimidade no time, já o segundo revesa com o brasileiro Luiz Gustavo, ou com o espanhol Javi Martinez quando é necessário marcar o adversário abruptamente.
Caso queira, Guardiola pode mudar o modo de jogar sem alterar o esquema tático vigente. Ao invés de colocar o Schweinsteiger como primeiro volante, Pep pode avançá-lo para segundo volante e colocar o Martinez na contenção. Toni Kroos pode trocar de lugar com Muller, que roubaria a vaga de atacante do croata Mandzukic.
É claro que são apenas suposições. Guardiola pode pedir novos reforços -alguns do próprio Barcelona-, ou talvez utilizar uma dessas coisas que disse acima. Além disso, Pep travará duelos interessantes com Jurgen Klopp, excelente comandante do Borussia Dortmund, e Sami Hyypia, aquele ex-zagueiro do Liverpool que hoje treina o Bayer Leverkusen.
Os desafios serão maiores para Guardiola em sua empreitada na Bundesliga, já que o nível de competitividade do campeonato alemão é maior que do no campeonato espanhol. Mas, pelo pouco que deu para ver do ex-treinador do Barcelona durante esses quatro anos mágicos na terra de Carlos Ruiz Zafón, é que classe e trabalho não faltarão em Munique. Como os alemães são centrados em conquistar objetivos, quem mais ganha com isso são os torcedores do Bayern de Munique e a Bundesliga.
17.1.13
Postado Por: TramaFC
