Mostrando postagens com marcador panthers. Mostrar todas as postagens

Guia básico para entender a NFL parte 2 (NFC)

NFC EAST (Dallas Cowboys, New York Giants, Philadelphia Eagles, Washington Redskins)















Nome: Dallas Cowboys
Fundação: 1960
Estádio: AT&T Stadium
Apelido: America's Team
Ordem cronológica: 1960 - presente
Super Bowls: 1971 (VI), 1977 (XII), 1992 (XXVII), 1993 (XXVIII) e 1995 (XXX)
Conferências: 1970, 1971, 1975, 1977, 1978, 1992, 1993 e 1995
Divisões: 1970, 1971, 1972, 1973, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1985, 1992, 1993, 1995, 1996, 1998, 2007 e 2009
Rivais: Washington Redskins, New York Giants, Philadelphia Eagles e Arizona Cardinals.
Ídolos: Bob Lilly (DT), Emmitt Smith (RB), Randy White (DT), Mel Renfro (RS), Chuck Howley (LB), Lee Roy Jordan (LB), Ed (DE), Tony Dorsett (RB), Cornell Green (DS), Michael Irvin (WR), Roger Staubach (QB), Ralph Neely (OT), Troy Aikman (QB), Jethro Pugh (DT), Dave Edwards (LB), Cliff Harris (FS), Drew Pearson (WR) e Bob Hayes (WR/PR)
Destaques: Tony Romo (QB), DeMarco Murray (RB), Dez Bryant (WR), Jason Witten (TE), Terrence Williams (WR), Gavin Escobar (TE), Barry Church (FS), Rolando McCain (MLB), J.J. Wilcox (SS), Justin Durant (OLB), Sterling Moore (DB), Bruce Carter (OLB), Henry Melton (DT), George Selvie (DE) e Kyle Wilber (OLB).
Resumo: Há quase 20 anos sem chegar num Super Bowl, que já vencera cinco vezes, o Dallas Cowboys deverá contar com uma temporada mais amena e tranquila com relação as outras. Motivo? Os americanos cansaram de forçar a barra com o time mais popular do país, sendo que por muitos anos a forçada de barra era descomunal com as equipes formadas durante esses 20 anos de hiato. Com um "time menos polêmico" e sem grandes preocupações com Tony Romo, os caubóis também contam com uma poderosa arma para voltar aos playoffs com mais força. E qual arma seria essa? DeMarco Murray, um monstro na arte de correr com a bola. Ele é explosivo, quebra tackles e finta com muita facilidade. Os mais maldosos diriam que Murray é o grande motivo para que Tony Romo tenha poucos turnovers com relação a temporada passada, já que não é muito difícil entregar as bolas nos braços do running back. Entretanto, a confiança que Murray passou para o time texano reflete na tranquilidade que Romo tem para lançar a bola ultimamente. Dez Bryant, que sempre foi um wide receiver de alto nível, está aproveitando muito bem as chances. Além dele, Terrence Williams, que está em seu segundo ano na liga, já anotou mais TDs atualmente do que durante a temporada passada inteira. Outro alvo que Romo sempre busca é o sempre confiável Jason Witten, uma sumidade entre os tight ends ativos. Apesar do corpanzil avantajado, Witten tem muita ginga nos pés e sabe muito bem procurar espaços durante a corrida. No entanto, se o ataque corresponde à altura do time, o mesmo não se pode dizer da defesa. A saída de DeMarcus Ware (DE) foi um tremendo baque para a defesa, que pouco consegue parar o jogo corrido dos adversários. Já no jogo aéreo a realidade é um pouco melhor, considerando que a secundária do Dallas é muito boa em forçar turnovers.













Nome: New York Giants
Fundação: 1925
Estádio: MetLife Stadium
Apelido: Big Blue
Ordem cronológica: 1925 - presente
Super Bowls: 1986 (XXI), 1990 (XXV), 2007 (XLII) e 2011 (XLVI)
Conferências: 1986, 1990, 2000, 2007 e 2011
Divisões: 1986, 1989, 1990, 1997, 2000, 2005, 2008 e 2011
Rivais: Philadelphia Eagles, Washington Redskins, Dallas Cowboys, San Francisco 49rs, New York Jets e New England Patriots
Ídolos: Lawrence Taylor (OLB), Rosey Brown (OL), Emlen Tummel (S), Harry Carson (LB), Mel Hein (OL), Michael Strahan (DE), Sam Huff (LB), Frank Gifford (HB/WR), Y.A. Tittle (QB), Andy Robustelli (DE), Arnold Weinmeister (DT), Charlie Conerly (QB), Tiki Barber (RB), Tuffy Leemans (FB/HB), Phil Simms (QB), Joe Morrison (WR) e Eli Manning (QB)
Destaques: Eli Manning (QB), Rashad Jennings (RB), Andre Williams (RB), Rueben Randle (WR), Larry Donnell (TE), Victor Cruz (WR), Daniel Fells (TE), Odell Beckham (WR), Jason Pierre-Paul (DE), Jacquian Williams (OLB), Antrel Rolle (SS), Trumaine McBride (CB), Mathias Kiwanuka (DE), Damontre Moore (DE), Robert Ayers (DE) e Johnathan Hankins (DT)
Resumo: O Big Blue é a grande incógnita dentre os três principais postulantes nessa divisão, já que os Redskins não conseguem se resolver tanto dentro de campo quanto fora dele. Apesar de ninguém dizer o contrário, parecia que Eli Manning estava sob o efeito de alguma magia negra desde a temporada passada. Muitas interceptações assombravam o mundinho do já bitolado quarterback de Nova York. Victor Cruz, principal nome do ataque dos Giants, começou a temporada claudicantemente por causa de uma contusão. Com isso, o trio de jovens recebedores dos Giants apareceu na hora que o time mais precisava. Randle (WR), Beckham (WR) e Donnell (TE) estão dando conta do recado, além de darem mais movimentação para Eli Manning, que ansiava tanto por isso. Porém, quem mais chama a atenção negativamente nessa fraca temporada dos nova-iorquinos é a defesa, que não corresponde nem de perto com o otimismo que ela dava aos torcedores do Azulão. Você pode atribuir N fatores para o fraco desempenho da linha defensiva, mas nada é mais sintomático que a idade avançada de muitos dos principais jogadores defensivos dos Giants. Correr atrás de moleques não é nada fácil, meus caros.














Nome: Philadelphia Eagles
Fundação: 1933
Estádio: Lincoln Financial Field
Apelido: Bird Gang
Ordem cronológica: Philadelphia Eagles (1933-1942), Philadelphia/Pittsburgh Steagles (1943) Philadelphia Eagles (1944-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 1980 e 2004
Divisões: 1980, 1988, 2001, 2002, 2003, 2004, 2006, 2010 e 2013
Rivais: New York Giants, Washington Redskins, Dallas Cowboys, Pittsburgh Steelers, Green Bay Packers e New England Patriots
Ídolos: Reggie White (DE), Chuck Bednarik (LB), Steve Van Buren (RB), Brian Dawkins (S), Pete Pihos (TE), Brian Westbrook (RB), Wilbert Montgomery (RB), Bob Brown (OT), Bill Bergey (LB), Norm Van Brocklin (QB), Harold Carmichael (WR), Donovan McNabb (QB), Randall Cunningham (QB), Tra Thomas (OT), Jon Runyan (OT) e Trent Cole (DE)
Destaques: Nick Foles (QB), LeSean McCoy (RB), Darren Sproles (RB), Jeremy Maclin (WR), Riley Cooper (WR), Jordan Matthews (WR), Zach Ertz (TE), James Casey (TE), Chris Polk (RB), DeMeco Ryans (ILB), Nate Allen (SS), Bradley Fletcher (CB), Fletcher Cox (DE), Connor Barwin (OLB), Brandon Graham (LB), Trent Cole (OLB) e Vinny Curry (DE)
Resumo: Se o Philadelphia Eagles fosse um time brasileiro, o time, no caso, seria o Internacional. O motivo? O clube colorado sempre monta elencos com grandes jogadores, as famosas contratações de aeroporto, assim como faz (fazia) a franquia da Philadelphia. Coincidentemente, essa relação pode ser feita porque a fase "gastadora" das duas equipes começou na mesma época, no início dos anos 2000. Porém, após anos gastando o salary cap com jogadores caros durante a free agency, os Eagles decidiram maneirar na gastança e começaram a dar oportunidades aos jogadores mais novos e jogadores encostados, ou em baixa, em outras franquias (caso de Darren Sproles). Com isso, baseado nos recentes resultados e nos resultados da pré-temporada, os Eagles podem, no mínimo, conseguir uma vaga nos playoffs. Apesar de terem perdido o grande DeSean Jackson para o rival Washington Redskins, os Eagles conseguiram manter uma boa média de pontuação com os seus wide receivers, especialmente com Jeremy Maclin. Já na defesa, os Eagles não sofreram nenhuma baixa considerável. Com jogadores pesados e táticos, a DL da franquia é uma das mais agressivas e perigosas de toda a liga, ocasionando fumbles e interceptações corriqueiramente em seus adversários. Somando a todos esses elementos, ainda temos o temível estádio Lincoln Financial Field, que é um verdadeiro caldeirão para os adversários.















Nome: Washington Redskins
Fundação: 1932
Estádio: FedEx Field
Apelido: The Skins
Ordem cronológica: Boston Braves (1932), Boston Redskins (1933-1936), Washington Redskins (1937-presente)
Super Bowls: 1982 (XVII), 1987 (XXII) e 1991 (XXVI)
Conferências: 1972, 1982, 1983, 1987 e 1991
Divisões: 1972, 1983, 1984, 1987, 1991, 1999 e 2012
Rivais: Dallas Cowboys, New York Giants e Philadelphia Eagles
Ídolos: Sammy Baugh (QB/DB/P), John Riggins (RB), Art Monk (WR), Darrell Green (CB), Joe Theismann (QB), Sam Huff (LB), Joe Jacoby (OL), Sonny Jurgenson (QB), Charles Mann (DE), Russ Grimm (TE), Ken Harvey (LB), Dexter Manley (DE), Larry Brown (RB), Ken Houston (DB), Clinton Portis (RB), Jeff Bostic (OL) e Chris Samuels (LT)
Destaques: Robert Griffin III (QB), Kirk Cousins (QB), Alfred Morris (RB), Pierre Garcon (WR), DeSean Jackson (WR), Niles Paul (TE), Andre Roberts (WR), Darrel Young (FB), Keenan Robinson (ILB), Ryan Kerrigan (OLB), Ryan Clark (FS), Bashaud Breeland (CB), Perry Riley (ILB), Jason Hatcher (DE), Frank Kearse (DT) e DeAngelo Hall (CB)
Resumo: Geralmente o que define um time de futebol americano é o seu quarterback, certo? Pois é, e se eu dissesse que os Redskins nunca tiveram uma "identidade" nessa posição? Durante sua história, os Redskins ficaram famosos por draftar ou contratar QBs burocráticos e cautelosos, bem ao estilo "low profile", e que dariam bons frutos a franquia. O último, e talvez o único quarterback de Washington que ficou famoso foi Joe Theismann, que apesar da breve carreira no esporte, conseguiu liderar os Redskins como uma verdadeira estrela da sua posição. Atualmente, Washington não conta com um grande QB para liderar sua esquadra para a vitória. Robert Griffin III, ou simplesmente RGIII, convive com intermináveis lesões que atrapalham o seu desenvolvimento. Após manobra mirabolante dos dirigentes para draftá-lo, RGIII respondeu a curto prazo e se destacou com vários passes longos e corridas inacreditáveis. No entanto, o QB principal está indisponível e os seus dois reservas são fraquíssimos (Kirk Cousins e Colt McCoy). Sua ótima e jovem linha defensiva, que faz lembrar os tempos áureos daquele time supercampeão na década de 1980, também é constantemente assombrada pelas lesões (DeAngelo Hall, por exemplo), mas sua solidez pode ser o porto seguro que os Skins tanto precisam. 


NFC NORTH (Green Bay Packers, Chicago Bears, Minnesota Vikings e Detroit Lions)











Nome: Green Bay Packers
Fundação: 1919
Estádio: Lambeau Field
Apelido: The Pack ou Bays
Ordem cronológica: 1919 - presente
Super Bowls: 1966 (I), 1967 (II), 1996 (XXXI) e 2010 (XLV)
Conferências: 1960, 1961, 1962, 1965, 1966, 1967, 1996, 1997 e 2010
Divisões: 1967, 1972, 1995, 1996, 1997, 2002, 2003, 2004, 2007, 2011, 2012 e 2013
Rivais: Chicago Bears, Minnesota Vikings e Detroit Lions
Ídolos: Gale Gillingham (G), LeRoy Butler (S), Aaron Rodgers (QB), Clark Hinkle (FB), Arnie Herber (QB), Jim Ringo (C), Sterling Sharpe (WR), James Lofton (WR), Henry Jordan (DT), Jerry Kramer (RG), Reggie White (DE), Willie Davies (DE), Paul Hornung (HB), Willie Wood (S), Jim Taylor (FB), Herb Adderley (CB), Ray Nitschke (MLB), Forrest Gregg (RT), Brett Favre (QB), Bart Starr (QB) e Don Hutson (WR)
Destaques: Aaron Rodgers (QB), Eddie Lacy (RB), James Starks (RB), Jordy Nelson (WR), Randall Cobb (WR), Davante Adams (WR), Andrew Quarless (TE), Morgan Burnett (SS), A.J. Hawk (ILB), Julius Peppers (OLB), Mike Daniels (DE), Clay Matthews (OLB), Mike Neal (OLB), Nick Perry (OLB), Sam Shields (CB) e Casey Hayward (CB).
Resumo: O futebol brasileiro possui várias regras varzeanas e folclóricas. Uma delas, e talvez a mais famosa (e que se mais se assemelha à realidade), é de que a camisa ganha jogo. Poucos times na NFL são tão tradicionais e fortes como o Green Bay Packers. Apesar de não estar numa de suas grandes temporadas, os comandados de Aaron Rodgers são capazes de tudo, mesmo com poucos jogadores renomados e muita juventude. A defesa continua sólida como um mármore, mesmo com alguns jogadores sofrendo lesões durante a temporada. Clay Matthews, Nick Perry e A.J. Hawk são três dos melhores linebackers que qualquer treinador sonharia em ter, e que agora conta com o auxílio do excelente e veteraníssimo Julius Peppers, ex-Bears. O ataque de Green Bay poderia passar despercebido na maioria das vezes, em qualquer outra equipe, caso ela não fosse liderada por um quarterback de alto nível como é o Aaron Rodgers. Esse grande jogador é capaz de transformar um simples picadinho de carne da sobra do churrasco do final de semana num filé mignon à parmegiana. Jogadores como Randall Cobb, Davante Adams e Andrew Quarless agradecem até hoje pela sorte de terem um QB tão prolífico e genial em seu comando.












Nome: Chicago Bears
Fundação: 1919
Estádio: Soldier Field
Apelido: Da Bears ou The Monsters of the Midway
Ordem cronológica: Decatur Staleys (1919-1920), Chicago Staleys (1921) e Chicago Bears (1922-presente)
Super Bowls: 1985 (XX)
Conferências: 1985 e 2006
Divisões: 1984, 1985, 1986, 1987, 1988, 1990, 2000, 2005, 2006 e 2010
Rivais: Green Bay Packers, Minnesota Vikings, Detroit Lions, Arizona Cardinals, Cleveland Brows, San Francisco 49rs e New York Giants
Ídolos: Brian Urlacher (LB), Paddy Driscoll (QB), George Musso (G), Joe Stydahar (LT), Richard Dent (DE), Sid Luckman (QB), Mike Singletary (LB), Bronco Nagurski (FB), George Connor (DT), Bill George (LB), Bulldog Turner (LB), Red Grange (DB), Doug Atkins (DE), Mike Ditka (TE/HC), Gale Sayers (RB), George Halas (HC), Dick Butkus (LB) e Walter Payton (RB)
Destaques: Jay Cutler (QB), Matt Forte (RB), Martellus Bennett (TE), Alshon Jeffery (WR), Brandon Marshall (WR), Santonio Holmes (WR), Ryan Mundy (SS), Kyle Fuller (CB), Willie Young (DE), Jared Allen (DE), Jeremiah Ratliff (DT), Stephen Paea (DT), Shea McClellin (OLB), Ego Ferguson (DT) e Chris Conte (FS)
Resumo: Um poço de experiência. É assim que podemos definir um time que conta com Martellus Bennett, Brandon Marshall, Santonio Holmes, Jared Allen e Matt Forte como principais estrelas para mais uma temporada de muita NFL. Após momentos conturbados de negociações com o grande e revolucionário Brian Urlacher, ex-linebacker, durante a pré-temporada (fato que ocasionou na aposentadoria do jogador), os Bears procuraram manter a mesma filosofia do ano passado, que é de cultivar a experiência em posições que exigem personalidade dentro de campo. Pulando para uma área cinzenta, polêmica e extremamente importante, a posição mais desejada por todos os jovens americanos, a de quarterback, temos o irregular Jay Cutler, que, apesar de já não ser tão jovem, até hoje sofre com a desconfiança dos torcedores e também da mídia. Com um porte físico perfeito para a posição, Cutler deixa a desejar na visão de jogo, sendo muitas vezes interceptado em jogadas absurdas e inexplicáveis. No entanto, quando Cutler acerta o passe muitos desses são lindos e precisos. Por isso, a única coisa que o torcedor dos Bears pode fazer nesse momento é esperar que, mesmo estando com 31 anos de idade, o Cutler amadureça e vire o grande quarterback que se espera.















Nome: Minnesota Vikings
Fundação: 1961
Estádio: TCF Bank Stadium
Apelido: The Viks, Purple Pride e The Purple People Eaters
Ordem cronológica: 1961-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 1969, 1973, 1974 e 1976
Divisões: 1970, 1971, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1980, 1989, 1992, 1994, 1998, 2000, 2008 e 2009
Rivais: Green Bay Packers, Chicago Bears e Detroit Lions
Ídolos: Matt Blair (LB), Mick Tingelhoff (C), Scott Studwell (MLB), Anthony Carter (WR), Jared Allen (DE), Jim Marshall (DE), Paul Krause (S), Chris Doleman (DE), John Randle (DT), Chuck Foreman (RB), Randall McDaniel (G), Cris Carter (WR), Ron Yary (T), Carl Eller (DE), Randy Moss (WR), Alan Page (DT), Frank Tarkenton (QB) e Adrian Peterson (RB)
Destaques: Matt Cassel (QB), Teddy Bridgewater (QB), Matt Asiata (RB), Greg Jennings (WR), Jarius Wright (WR), Cordarrelle Patterson (WR), Kyle Rudolph (TE), Anthony Barr (OLB), Jasper Brinkley (MLB), Harrison Smith (FS), Everson Griffen (DE), Chad Greenway (OLB), Tom Johnson (DT), Linval Joseph (DT), Sharrif Floyd (DT) e Josh Robinson (CB) 
Resumo: Tudo acontece com o Minnesota Vikings! O clube da gélida cidade americana é uma das franquias mais azaradas dos esportes americanos. Se não bastasse o grande episódio de 1998, quando os Vikings perdeu na prorrogação após Gary Anderson, kicker que não havia errado um PAT e um field goal durante a temporada regular, perder o field gol que daria a vitória ao clube e o levaria ao Super Bowl quinta vez. Recentemente, os Vikings encontraram um running back espetacular, que teve números excepcionais e recordes quebrados na temporada passada, mas que, para essa temporada, vai ficar assistindo o jovem Matt Asiata substituí-lo de maneira justa. Adrian Peterson, um dos maiores running backs da nova geração, está sendo acusado de ter espancado o seu filho mais jovem. O incidente caiu como um meteoro na cabeça dos torcedores dos Viks, que ficaram desamparados sem o seu principal jogador. O time é bastante frágil, que conta alguns jogadores jovens que até demonstram certo futuro, mas, que devido a essa grande nuvem de frustração que paira sobre a franquia, muitos deles ficam escondidos por lá.












Nome: Detroit Lions
Fundação: 1929
Estádio: Ford Field
Ordem cronológica: Portsmouth Spartans (1929-1933) e Detroit Lions (1933-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 0
Divisões: 1983, 1991 e 1993
Rivais: Minnesota Vikings, Green Bay Packers, Chicago Bears, San Francisco 49rs, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Rams (extinto), Chicago Cardinals (extinto), Baltimore Colts (hoje é Indianapolis) e Cleveland Browns.
Ídolos: Alex Wojciechowicz (C/LB), Chris Spielman (LB), Charlie Sanders (TE), Dutch Clark (QB), Lou Creekmur (G), Yale Lary (P/PR/DB), Jason Hanson (K), Dick Lane (DB), Herman Moore (WR), Alex Karras (DT), Jack Christiansen (CB), Doak Walker (RB), Lem Barney (CB), Calvin Johnson (WR), Bobby Layne (QB), Joe Schmidt (LB) e Barry Sanders (RB)
Destaques: Matthew Stafford (QB), Joique Bell (RB), Reggie Bush (RB), Golden Tate (WR), Calvin Johnson (WR), Eric Ebron (TE), DeAndre Levy (OLB), Darius Slay (CB), Tahir Whitehead (OLB), Glover Quin (FS), James Ihedigbo (SS), Ndamukong Suh (DT), Ezekiel Ansah (DE), Stephen Tulloch (MLB), George Johnson (DE), Nick Fairley (DT) e C.J. Mosley (DT)
Resumo: Se achar uma agremiação nos esportes americanos que nunca venceu um campeonato mundial já é difícil, imagina procurar por uma franquia que sequer venceu uma final de conferência num dos torneios mais igualitários como a NFL. O Detroit Lions é uma das franquias mais antigas do futebol americano, e, apesar da longevidade, até hoje não conseguiu chegar perto do gostinho de ser campeão de algo importante. Após anos e anos se aclimatando na gélida parte de baixo da divisão (e da tabela geral), os Lions se aproveitaram das boas colocações nos drafts para conseguir montar uma equipe muito forte. O principal nome da franquia é o gigantesco WR Calvin Johnson, que seria estrela em qualquer outra equipe melhor organizada. Apesar da envergadura assustadora, Johnson não é apenas uma opção para os passes em profundidade. O wide receiver também é muito bom na corrida e nas rotas para tornar-se opção para o quarterback Matt Stafford. Na mesma posição, só que do lado oposto de Calvin Johnson, encontra-se outra ótima opção de passe para Stafford, o pequeno Golden Tate. Apesar do tamanho relativamente pequeno, se formos comparar com o Megatron, Tate é extremamente rápido, ágil e flexível, sendo capaz de fazer verdadeiras acrobacias para capturar a bola. No jogo terrestre, os Lions contam com a juventude de Joique Bell e a experiência de Reggie Bush, cuja alternância deve gerar muitos TDs. Entretanto, o crème de la crème dos Lions é a sua feroz defesa que é capaz de tacklear até você aí no conforto do seu sofá. Whitehead e Tulloch são linebackers sedentos por sangue de quarterback, enquanto a DL, povoada pelos excelentes Ansah, Johnson, Fairley, Suh e C.J. Mosley são capazes de derrubar até a Muralha da China. No entanto, duas coisas podem atrapalhar, e muito, a trajetória dos Lions nessa temporada: as lesões e a falta de costume em vencer campeonatos.




NFC SOUTH (New Orleans Saints, Atlanta Falcons, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers)
















Nome: New Orleans Saints
Fundação: 1967
Estádio: Mercedes-Benz Superdome
Apelido: Black and Gold (ou Noir-et-Or, em francês) ou The Bayou Boys
Ordem cronológica: 1967-presente
Super Bowls: 2009 (XLIV)
Conferências: 2009
Divisões: 2006, 2009 e 2011
Rivais: Atlanta Falcons, Tampa Bay Buccaneers, Carolina Panthers, Philadelphia Eagles, Dallas Cowboys, Minnesota Vikings e San Francisco 49rs
Ídolos: Morten Anderson (K), Stan Brock (T), Willie Roaf (T), Jerry Fontenot (C), Jim Dombrowski (G/T), Jahri Evans (G), Henry Childs (TE), Danny Abramowicz (WR), Joe Horn (WR), Eric Martin (WR), Robert Meachem (WR), Devery Henderson (WR), Lorenzo Neal (FB), Deuce McAllister (RB), Bobby Hebert (QB) e Drew Brees (QB)
Destaques: Drew Brees (QB), Jimmy Graham (TE), Pierre Thomas (RB), Mark Ingram (RB), Brandin Cooks (WR), Marques Colston (WR), Robert Meachem (WR), Curtis Lofton (MLB), Corey White (CB), Kenny Vaccaro (SS), Junior Galette (OLB), Cameron Jordan (DE), Parys Haralson (OLB), Keenan Lewis (CB), Khiry Robinson (RB) e Shane Graham (K)
Resumo: Irregularidade, esse é o grande problema do ainda bom time do New Orleans Saints. Há três, quatro anos atrás seria difícil imaginar que um time tão engenhoso e tão gostoso de se ver jogar, como era o New Orleans Saints, fosse tornar numa equipe pragmática de hoje. Querido por muitos brasileiros graças aos poderes mágicos de Drew Brees, os Saints estão passando pela transição daquele timaço, campeão do Super Bowl de 2009, para uma equipe menos glamourosa, para não dizer modesta. Entretanto, alguns pilares daquela conquista, que na época eram apostas, hoje são exemplos para jogadores mais jovens. Marques Colston e Robert Meachum, dois WRs que foram campeões em 2009, são modelos para Brandin Cooks, recém-draftado pelos Saints. Porém, a opção mais segura de ataque continua sendo um dos principais tight ends da NFL, o excelente Jimmy Graham, apesar de Mark Ingram, vencedor do Heissman Trophy há quatro anos atrás, estar aos poucos pegando a confiança que tinha no College. Como a modificação veio em doses paliativas, o Saints não tem muito do que se queixar, mas querer exigir uma performance de alto nível atrapalharia o trabalho de reconstrução de Sean Payton. Aquela defesa insana e incansável, que produzia turnovers com a mesma facilidade que Volkswagen produz o Gol, hoje também não é a mesma de outrora, apesar de ainda contar com ótimos jogadores em cada setor. Lofton, Galette e Haralson continuam dando consistência como linebackers e Cameron Jordan continua sendo um dos melhores defensive ends da liga.















Nome: Atlanta Falcons
Fundação: 1965
Estádio: Georgia Dome
Apelido: The Dirty Birds
Ordem cronológica: 1965-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 1998
Divisões: 1980, 1998, 2004, 2010 e 2012
Rivais: New Orleans Saints, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Tony Gonzalez (TE) Roddy White (WR), Jim Mitchell (TE), Terrence Mathis (WR), Michael Vick (QB), William Andrews (WR), Tommy Nobis (LB), Rolland Lawrence (CB), Steve Bartkowski (QB), Keith Brooking (LB), Greg Brezina (LB), Bob Whitfield (LT), Jesse Tuggle (LB), Claude Humphrey (DE), Jeff Van Note (C) e Mike Kenn (LT)
Destaques: Matt Ryan (QB), Steven Jackson (RB), Davonta Freeman (RB), Antone Smith (RB), Julio Jones (WR), Roddy White (WR), Devin Hester (WR), Levine Toilolo (TE), Paul Worrilow (ILB), Kemal Ishmael (SS), Robert Alford (CB), William Moore (SS), Jonathan Massaquoi (OLB), Desmond Trufant (CB), Osi Umenyiora (DE) e Corey Peters (DT)
Resumo: Se os Saints são irregulares, os Falcons, seu grande rival, é extremamente imprevisível. Capazes de golear equipes tradicionais, os Falcons são incrivelmente capazes de perder de virada para uma equipe esfacelada por desfalques, ou até para o último colocado da divisão. Sem Tony Gonzalez, o maior tight end da história, o time de Atlanta ainda conta com um ataque capaz de causar inveja até a mais completa equipe da NFL. Por contar com nomes do calibre de Steven Jackson, Julio Jones, Roddy White e Devin Hester, é moralmente obrigatório que os Falcons sempre briguem pelo título da conferência. No entanto, a realidade da franquia não é bem assim. Com um quarterback nota 6,5 como é o Matt Ryan, aliado à uma linha defensiva extremamente mole, fica difícil acertar qualquer alvo, por mais qualificado que ele seja. Se não bastasse esse problema, a defesa dos Falcons também causa arrepios na espinha do torcedor no Georgia Dome. Apesar de contar com Desmond Trufant, que é um baita cornerback, todos os outros jogadores já passaram por melhores épocas. Uma dica: não aposte nos Falcons!




Nome: Carolina Panthers
Fundação: 1993
Estádio: Bank of America Stadium
Ordem cronológica: 1993-presente
Super Bowls: 0
Conferências: 2003
Divisões: 2003, 2008 e 2013
Rivais: New Orleans Saints, Atlanta Falcons e Tampa Bay Buccaneers
Ídolos: Mike Minter (S), Kevin Greene (LB), Stephen Davis (RB), Wesley Walls (TE), John Kasay (K), Jake Delhomme (QB), Julius Peppers (DE), Muhsin Muhammad (WR), Steve Smith (WR) e Sam Mills (LB)
Destaques: Cam Newton (QB), Jonathan Stewart (RB), DeAngelo Williams (RB), Greg Olsen (TE), Kelvin Benjamin (WR), Jerricho Cotchery (WR), Jason Avant (WR), Luke Kuechly (MLB), Antoine Cason (CB), Thomas Davis (OLB), Melvin White (CB), Roman Harper (SS), Thomas DeCoud (FS), Dwan Edwards (DT), Charles Johnson (DE) e Mario Addison (DE)
Resumo: Pode não parecer, mas os Panthers tem uma excelente equipe! Acostumado em ser apenas um figurante, o time de Charlotte começou a montar o seu império pela defesa, sendo ela uma das melhores da NFL atualmente. A jovem dupla de linebackers dos Panthers tem tudo para ser uma das maiores da história, já que Luke Kuechly e Thomas Davis têm combustível suficiente para queimar por mais uns 12 anos de futebol profissional. Com dois cornerbacks especialistas em interceptar passes, Cason e White, e uma secundária protegida por dois jogadoraços na posição de safety (strong safety e free safety), Harper e DeCoud, resta apenas o valioso trabalho de parar o ataque terrestre na base do muque. Para essa função, os Panthers contam com Mario Addison, especialista em fumbles, Charles Johnson e Dwan Edwards. Parece ser difícil passar por eles, mas não é tão impossível. O truque é abusar das big plays (passes longos). Falando nisso, um dos tópicos mais abordados nos Panthers não são as big plays das quais eles sofrem, mas sim pelas quais o Cam Newton, quarterback, lança. Newton é um armário, gigante e robusto. Por ser muito forte, e alto, o quarterback de Carolina abusa da força e da altura no passe, ocasionando um alto índice de passes errados. Continuando no ataque, para essa temporada a franquia resolveu inovar na composição dos recebedores. A primeira novidade foi a dispensa do lendário Steve Smith, que saiu brigado com a diretoria pela falta de reconhecimento. Para repor esse grande desfalque, os Panthers contrataram Jerricho Cotchery (ex-Steelers) e Jason Avant (ex-Eagles), na free agency, além de terem selecionado o excelente Kelvin Benjamin no draft. Se não bastasse esse arsenal de três ótimos recebedores, os Panthers contam com um dos melhores melhores tight ends da liga, o constante Greg Olsen. Caso opte por correr com a bola, os Panthers tanto podem usar o próprio Cam Newton para disparar em frenesi quanto podem usar dois bons running backs, o Stewart e o DeAngelo Williams. Assim como a defesa tem um defeito particular, o ataque dos Panthers também conta com seus problemas. Um deles é o próprio Cam Newton, que continua sendo muito irregular, apesar do notável talento. No entanto, o segundo problema do ataque reside justamente na proteção ao Cam Newton, que é bastante falha, que praticamente o obriga a correr em situações de blitz.















Nome: Tampa Bay Buccaneers
Fundação: 1976
Estádio: Raymond James Stadium
Apelido: The Bucs
Ordem cronológica: 1976-presente
Super Bowls: 2002 (XXXVII)
Conferências: 2002
Divisões: 1979, 1981, 1999, 2002, 2005 e 2007
Rivais: New Orleans Saints, Atlanta Falcons e Carolina Panthers
Ídolos: Hugh Green (LB), Mark Carrier (WR), John Lynch (S), Simeon Rice (DE), Keyshawn Johnson (WR), Mike Alstott (FB), Doug Williams (QB), Anthony McFarland (DT), Kenyatta Walker (OT), Warrick Dunn (RB), Brad Johnson (QB), Ronde Barber (CB), Lee Roy Selmon (DE), Hardy Nickerson (LB), Warren Sapp (DT) e Derrick Brooks (LB)
Destaques: Mike Glennon (QB), Bobby Rainey (RB), Vincent Jackson (WR), Mike Evans (WR), Louis Murphy (WR), Lavonte David (OLB), Mark Barron (SS), Alterraun Verner (CB), Clinton McDonald (DT), Gerald McCoy (DT), William Gholston (DE), Michael Johnson (DE), Danny Lansanah (OLB) e Johnthan Banks (CB)
Resumo: Sem quarterback, sem opções ofensivas e uma defesa que sofre com contusões, apesar de ser boa na indução de turnovers. Pois é, não é fácil torcer pros Buccaneers, o desastre é uma constância por lá. Historicamente, os Bucs não são uma "franquia de quarterbacks". Por isso, o fato conviver com Mike Glennon, segundo-anista, seja tranquilo para a franquia. O mesmo pode-se dizer do ataque, que conta apenas com o lendário Vincent Jackson, que saiu de San Diego há três anos para liderar e ser a única opção confiável no ataque de Tampa. A defesa, que consegue forçar muitos erros nos adversários, constantemente fica desfalcada pelas lesões de jogadores importantes. Com todos esses problemas fica difícil montar uma equipe minimamente decente.



NFC WEST (Seattle Seahawks, San Francisco 49rs, Arizona Cardinals e Saint Louis Rams)








Nome: Seattle Seahawks
Fundação: 1974
Estádio: CenturyLink Field
Apelido: The Hawks e Legion of Boom
Ordem cronológica: 1974-presente
Super Bowls: 2013 (XLVIII)
Conferências: 2005 e 2013
Divisões: 2004, 2005, 2006, 2007, 2010 e 2013
Rivais: San Francisco 49rs, Pittsburgh Steelers, St. Louis Rams e Denver Broncos
Ídolos: Dave Krieg (QB), Curt Warner (RB), Jacob Green (DE), Matt Hasselbeck (QB), Shaun Alexander (RB), Kenny Easley (SS), Jim Zorn (QB), Cortez Kennedy (DT), Richard Sherman (CB), Marshawn Lynch (RB), Steven Hauschka (K), Zach Miller (TE), Steve Largent (WR) e Walter Jones (LT)
Destaques: Russell Wilson (QB), Marshawn Lynch (RB), Doug Baldwin (WR), Jermaine Kearse (WR), Zach Miller (TE), Steven Hauschka (K), Richard Sherman (CB), Kam Chancellor (SS), K.J. Wright (OLB), Bob Wagner (MLB), Byron Maxwell (CB), Earl Thomas (FS), Malcolm Smith (LB), Michael Bennett (DE), Kevin Williams (DT), Derrick Coleman (FB)
Resumo: A super defesa que garantiu o primeiro Super Bowl da cidade mais barulhenta dos Estados Unidos continuará a amedrontar os adversários do Seattle. Apesar do desfalque de Brandon Browner, que vai jogar pelo Patriots nessa temporada, a espinha dorsal é a mesma. Como toda boa equipe da NFL precisa de uma defesa sólida e agressiva, os Seahawks estarão bem servidos, mais uma vez, com Richard Sherman, Kam Chancellor, Earl Thomas e Bob Wagner, que são estupendos. Todavia, apesar de contar com uma baita time defensivo, o mesmo não dá para dizer do ataque de Seattle, que antes de perder o Percy Harvin para os Jets, já tinha poucas opções ofensivas para uma temporada. O grande destaque desse precário setor dos Seahawks é o imparável running back Marshawn Lynch, que recentemente reclamou de receber muitas bolas para correr. Os recebedores da equipe são minimamente decentes, ou até regulares. Para se dar bem nessa temporada, os atuais campeões vão precisar muito de uma alternância nas opções de ataque, já que a defesa não vai conseguir segurar a barra toda sozinha.











Nome: San Francisco 49rs
Fundação: 1946
Estádio: Levi's Stadium
Apelido: Niners
Ordem cronológica: 1946-presente
Super Bowls: 1981 (XVI), 1984 (XIX), 1988 (XXIII), 1989 (XXIV) e 1994 (XXIX)
Conferências: 1981, 1984, 1988, 1989, 1994 e 2012
Divisões: 1970, 1971, 1972, 1981, 1983, 1984, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1992, 1993, 1994, 1995, 1997, 2002, 2011 e 2012 
Rivais: St. Louis Rams, Arizona Cardinals, Seattle Seahawks, Dallas Cowboys, New York Giants, Green Bay Packers, Oakland Raiders e San Diego Chargers.
Ídolos: John Brodie (QB), Dwight Clark (WR), Y.A. Tittle (QB), R.C. Owens (WR), Bruce Taylor (CB), Frank Gore (RB), Patrick Willis (LB), Roger Craig (RB), Wendell Tyler (RB), Vernon Davis (TE), Joe Perry (RB), Deion Sanders (CB), John Taylor (WR), Charles Haley (DE), Hugh McElhenny (RB), Terrell Owens (WR), Ronnie Lott (CB), Steve Young (QB), Joe Montana (QB) e Jerry Rice (WR) 
Destaques: Colin Kaepernick (QB), Frank Gore (RB), Anquan Bolden (WR), Michael Crabtree (WR), Vernon Davis (TE), Steve Johnson (WR), Antoine Bethea (SS), Patrick Willis (ILB), Michael Wilhoite (ILB), Perrish Cox (CB), Eric Reid (FS), Dontae Johnson (DB), Chris Culliver (CB), Dan Skuta (OLB), Justin Smith (DE), Ahmad Brooks (OLB) e Aldon Smith (LB)
Resumo: No papel, os Niners teriam a obrigação de ser o melhor time da NFL. No entanto, a realidade é muito distante da realidade, já que por alguma situação maior, os 49rs não conseguem emplacar na temporada. Com uma defesa sólida, composta por ótimos tackleadores e interceptadores, o time de San Francisco é sempre uma ameaça para quarterbacks sonhadores e inconstantes. Porém, a linha defensiva dos Niners convive com muitas contusões e problemas fora dos gramados, caso específico de Aldon Smith. Diferentemente do seu rival de divisão, o Seattle Seahawks, os 49rs possuem mais opções de ataque, algumas delas badaladas, mas que até agora não vingaram. Um desses problemas seria o quarterback Colin Kaepernick, que apesar de ser muito atlético e malabarista, é muito inconstante. Kaep erra muitos passes fáceis e abusa das corridas, sem paciência para ficar dentro do pocket e assim pensar numa maneira melhor de distribuir a jogada. Outro desses problemas é o principal wide receiver Anquan Boldin, veterano jogador, que até hoje não despontou bem nos Niners. O pouco que sobra pra se fazer no ataque californiano vem do outro wide receiver, o Michael Crabtree, e do running back Frank Gore, que é capaz de furar qualquer defesa.
















Nome: Arizona Cardinals
Fundação: 1898
Estádio: University of Phoenix Stadium
Apelido: The Cards e Bird Gang
Ordem cronológica: Morgan Athletic Club, Racine Normals e Racine Cardinals (1898-1906), Racine Cardinals (1913-1919), Chicago Cardinals (1920-1943), Card-Pitt (1944), Chicago Cardinals (1945-1959), St. Louis Cardinals (1960-1987), Phoenix Cardinals (1988-1993) e Arizona Cardinals (1994-presente)
Super Bowls: 0
Conferências: 2008
Divisões: 1974, 1975, 2008 e 2009
Rivais: Dallas Cowboys, Chicago Bears, San Francisco 49rs, St. Louis Rams e Seattle Seahawks
Ídolos: Jake Plummer (QB), Roy Green (WR), Darnell Dockett (DE), Simeon Rice (DE), Adrian Wilson (S), Larry Centers (FB), Pat Tillman (S), Anquan Boldin (WR), Aeneas Williams (CB), Kurt Warner (QB) e Larry Fitzgerald (WR).
Destaques: Carson Palmer (QB), Larry Fitzgerald (WR), Andre Ellington (RB), Stepfan Taylor (RB), Michael Floyd (WR), John Brown (WR), Ted Ginn (WR), John Carlson (TE), Tony Jefferson (SS), Rashad Johnson (FS), Larry Foote (MLB), Deon Bucannon (SS), Jerraud Powers (CB), Calais Campbell (DE), Alex Okafor (LB), Kenny Demens (ILB) e Sam Acho (LB)
Resumo: A franquia mais velha da NFL, e a que mais mudou de lugar, é forte candidata a ser a surpresa do ano. Depois de tanto decepcionar os seus fãs ao longo dos anos, os Cardinals conseguiram montar uma equipe muito interessante, especialmente no setor defensivo. Após se aproveitar das posições favoráveis no draft, o time de Arizona possui uma linha defensiva muito agressiva, rápida, jovem e que força muitos erros no ataque adversário. Os três safeties da equipe, Jefferson, Johnson e Bucannon (rookie), são as principais armas da defesa, que ainda conta com QUATRO linebackers de muita força e muita mobilidade. Já no ataque, que é comandado pelo veteraníssimo Carson Palmer, que por enquanto faz ótimo trabalho. No entanto, a grande estrela da franquia, apesar de contar com ótimos prospectos na defesa, reside no ataque, precisamente na posição de wide receiver, e atende pelo nome de Larry Fitzgerald. A fidelidade do excelente recebedor é comovente, já que o jogador tem 31 anos, e nunca deixou a cidade de Arizona mesmo quando recebera propostas de franquias melhores e bem sucedidas. Para não sobrecarregar o veterano Fitzgerald, Palmer conta com o potente running back Andre Ellington, que também é um ótimo retornador de punts e kickoffs. Pela primeira vez em muitos anos, o Arizona Cardinals tem chances reais de ir bem nos playoffs.













Nome: Saint-Louis Rams
Fundação: 1936
Estádio: Edward Jones Dome
Ordem cronológica: Cleveland Rams (1936-1945), Los Angeles Rams (1946-1994) e St. Louis Rams (1995-presente)
Super Bowls: 1999 (XXXIV)
Conferências: 1979, 1999 e 2001
Divisões: 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1985, 1999, 2001 e 2003
Rivais: San Francisco 49rs, Arizona Cardinals e Seattle Seahawks
Ídolos: Isiah Robertson (LB), Henry Ellard (WR), Tom Mack (OG), Elroy Hirsch (RB/WR), Steven Jackson (RB), Norm Van Brocklin (QB), Orlando Pace (OT), Jackie Slater (OT), Torry Holt (WR), Jack Youngblood (DE), Merlin Olsen (DT), Eric Dickerson (RB), Kurt Warner (QB), Isaac Bruce (WR), Marshall Faulk (RB) e Deacon Jones (DE)
Destaques: Austin Davis (QB), Zac Stacy (RB), Benny Cunningham (RB), Tre Mason (RB), Jared Cook (TE), Brian Quick (WR), Lance Kendricks (TE), Kenny Britt (WR), Austin Pettis (WR), Alec Ogletree (OLB), James Laurinaitis (MLB), T.J. McDonald (SS), Rodney McLeod (FS), Janoris Jenkins (CB), E.J. Gaines (CB), Jo-Lonn Dunbar (OLB) e Aaron Donald (DT)
Resumo: Você provavelmente não vai ouvir falar muito desse time, e provavelmente você não vai se impressionar muito com os jogadores. Talvez o que te faça se apegar aos carneiros de Saint-Louis é a espetacular camisa que eles possuem. Pra não ser tão cruel com os Rams, a franquia conta com destaques da época do college, como Tre Mason, running back campeão com o Auburn, e Austin Pettis. Apesar de não possuir um nome expoente, a defesa dos Rams é boa e com alguns nomes interessantes, como Ogletree, Laurinaitis, McLeod e etc. Os Rams podem se tornar num time para o futuro, que deve demorar para chegar, mas a camisa é linda!

Guia para os playoffs da NFL - Finais de conferência

E a NFL está cada vez mais próxima do derradeiro final de temporada, o tão aclamado Super Bowl já está batendo a porta. Patriots, Broncos, Seahawks e 49rs brigam por um lugar no MetLife Stadium, em New Jersey, no dia 2 de fevereiro. As finais de conferência, AFC e NFC, serão disputadas pelas quatro melhores equipes na fase qualificatória da NFL, algo raro na história do esporte. O campeão da AFC East, AFC West, NFC West e vice, serão os protagonistas das duas partidas de domingo que prometem ser históricas.

Saints, Colts, Panthers e Chargers tentaram abocanhar um lugar na final de conferência, porém, seus esforços não foram suficientes. Marques Colston, WR de New Orleans, tornou-se numa grande piada ao errar a jogada no último drive que poderia mudar o rumo da partida contra Seattle. Indianapolis, que estava cheio de moral após grande partida contra Kansas City Chiefs, não viu a cor da bola contra o arquirrival, que valeu-se da força do RB LeGarrette Blount, que acabou expondo toda a fragilidade do time de Indiana. Panthers, que possuía a segunda melhor defesa da NFL, mostrou que não basta ser intransponível, a lição é de que é preciso ousar mais no ataque para conquistar posições maiores na liga. Já o time de San Diego repetiu o mesmo prontuario do Cotls, que também apresentara um defesa muito frágil.

Dizem que a camisa também pesa muito na NFL, algo que pode ser favorável a três das quatro equipes que disputarão as finais de conferência. Patriots, Broncos e Niners já conquistaram mais de uma vez o Super Bowl, enquanto o Seahawks nunca vencera a final. Confira abaixo todos os detalhes que vão compor as finais da AFC e NFC:


AFC CHAMPIONSHIP FINAL GAME

New England Patriots (12-4-0)
Denver Broncos (13-3-0)











O campeão da AFC West recebe em sua casa, o Sport Authority at Mile High, o campeão da AFC East, respectivamente o primeiro e segundo colocados no power ranking da conferência americana. Será mais um duelo entre Denver Broncos e New England Patriots, mais uma rivalidade que surgiu gracas ao eterno duelo entre Manning e Brady. No entanto, a final da conferência americana possui outros ingredientes que vão além do antagonismo entre os dois maiores mitos do futebol americano.

O primeiro fato relevante, e pedra cantada ao longo da campanha, é a máquina mortífera que se tornou a linha ofensiva dos Broncos após a chegada de Manning, especialmente nessa temporada quando o time se firmou como melhor ataque da competição. O QB, que é o responsável direto pelo upgrade de uma linha repleta de jogadores desconhecidos, bateu o recorde da liga em jardas e touchdowns e agora busca melhorar sua infame marca de 10 vitórias e 11 derrotas nos playoffs. Para que uma nova tragédia não aconteça, Manning terá de contar muito com a ajuda de seus protetores no pocket, que até o momento permitiram que o adversário sacasse o lançador em 28 oportunidades. Se a proteção deixa a desejar, os recebedores da equipe são uma outra história na saga desse ataque que ficará eternamente na lembrança dos fãs da NFL. Os quatro principais alvos de Peyton Manning, o WR Demaryious Thomas, o TE Julius Thomas, o WR Wes Welker e o WR Eric Decker, tiveram uma destacável partida contra os Chargers, onde juntos combinaram para 22 recepções, tendo o WR Demaryious Thomas como destaque com 8 recepções. Entretanto, é bom a defesa dos Patriots tomar cuidado com esse ataque, especialmente quando Manning grita o seu famigerado "OMAHA!!!", que é um comando especial para a linha ofensiva onde é impossível prever se vem um passe aéreo ou uma jogada terrestre.

Desfocando Manning por algumas linhas, vamos prestar atenção em alguns detalhes sobre o restante da equipe de Denver, que deve ter o desfalque do safety Duke Ihenacho, do tight end Joel Dreessen, do free safety Mike Adams e do offensive tackle Winston Justice. Dentre todos os jogadores machucados, a pior notícia para John Fox é justamente o primeiro deles citado, Duke Ihenacho, que fora responsável por 73 tackles e 3 fumbles forçados. Para tentar remediar a situação, Fox deve mudar a postura de sua defesa, que apesar de ocupar a 19ª posição no ranking (sete posições acima da defesa de New England), mostrou fragilidade quando enfrentou San Diego - que desempenhou uma campanha abaixo da média no duelo -, contabilizando apenas 43 tackles combinados (a média dos oponentes são de 67 tackles combinados). Apesar dos números da defesa, uma coisa é certa que os Broncos deverão explorar nessa partida contra NE: os sacks. Na partida contra San Diego foram QUATRO sacks que fizeram Phillip Rivers engolir a grama do Mile High, todos eles servidos por Malik Johnson (1.0), Jeremy Mincey (1.0) e Shaun Phillips (2.0). Considerando os sacks, os donos da casa ainda terão que contar com uma partida segura de dois de seus destaques na linha defensiva, o cornerback Dominique Rodgers-Cromartie, e o outside linebacker Danny Travathan.

Apesar de ter um ataque melhor e uma defesa "menos pior", os Broncos encaram dificuldades enormes quando enfrentam o New England Patriots. O que explica essa chaga na vida dos jogadores de Denver é justamente o game play imprevisível da equipe de Massachusetts. O ataque dos Pats é apenas o sétimo colocado no ranking, porém, em comparação com o time de Denver, o jogo terrestre prevalece na 9ª posição contra a 15ª dos Broncos. Contra os Colts, na semana passada, LeGarrette Blount correu para 166 jardas e anotou QUATRO touchdowns, um recorde na história da franquia em jogos de playoffs. Blount, que subiu da 3ª para a 1ª opção em jogadas terrestres, anotou um TD de 73 jardas contra a equipe de Indianapolis. Desde a temporada passada os números dos ataques terrestres de New England subiram gradualmente, um patamar muito diferente de campanhas anteriores quando Bill Belichick era contestado pela ineficiência desse setor. Stevan Ridley e Shane Vereen são outras duas grandes armas dos Patriots para as jogadas terrestres, sendo que na última partida pelo Divisional Round a equipe também contara com um TD de corrida do primeiro jogador citado. Sem Gronkowski, principal referência da equipe no ataque, Brady tem apostado na ampla gama de recebedores, que apesar de não gozarem de muito respeito na liga, vêm resolvendo a parada para o time. Julian Edelman, o Minitron, foi o principal alvo de Tom Brady na última partida com seis recepções e 87 jardas conquistadas. Além dele, outro personagem que vêm conquistando espaço na hora certa é Danny Amendola, que obteve 3 recepções e 77 jardas conquistadas. Shane Vereen, que é RB, mas que também ataca de WR, abre ainda mais um leque de opções que conta com a participação de Austin Collie, WR que fez sucesso nos Colts, e com o tight end havaiano Michael Hoomanawanui, responsável por substituir o ídolo Rob Gronkowski. Entretanto, ainda existe a possibilidade dos WRs Aaron Dobson e Kenbrell Thompkins atuarem nesse jogo, o que reservaria mais jogadas de profundidade a Tom Brady. A versatilidade no esquema ofensivo de Bill Belichick é a principal arma dos Patriots para perfurar a defesa de Denver, fora de casa. Por ser considerado o quarterback mais eficiente da história da NFL dentro do pocket, e um dos jogadores mais inteligentes da liga, Tom Brady dispõe de uma proteção decente, que lhe permite tempo suficiente para escolher um recebedor em rotas alternadas. Caso haja muita pressão, Brady também é capaz de resolver a jogada num piscar de olhos. O lançador de New England possui o menor tempo de resolução de jogadas, sendo capaz de completar uma descida em menos de CINCO SEGUNDOS. Para que isso seja possível acontecer, uma equipe precisa estar bem treinada e muito atenta as coordenadas do quarterback. 

Sempre contestada, a defesa de New England ganhou destaque na passagem final da temporada regular e também no jogo contra o Indianapolis Colts, quando interceptou o QB Andrew Luck em QUATRO oportunidades. Famosa por forçar turnovers, a defesa contou com atuações inspiradíssimas de Alfonzo Dennard, responsável por duas interceptações chave contra Luck, Jamie Collins, que fora draftado numa das últimas rondas do draft, mas que contribuiu com 3 tackles (mais 3 assistências), 1.0 sack e uma interceptação, e Dont'a Hightower, que conseguiu 3 tackles (mais 5 assistências) e uma interceptação no último jogo de playoff. Logan Ryan, Aqib Talib, Chris Jones, Steve Gregory e Joe Vellano também se destacaram na sólida performance do time. Por ocupar a 26ª posição no ranking, nota-se que algum problema reside nessa defesa dos Patriots. O principal erro da equipe é o baixo número de tackles, devido aos desfalques de Jerod Mayo e Brendon Spykes (sem contar o desfalque de Vince Wilfork na proteção), e uma secundária muito limitada, que possui problemas para ler as jogadas do quarterback adversário. Por saber da fragilidade da proteção de Denver ao QB, Belichick deve repetir a dose contra os Broncos, quando usou e abusou do blitz para forçar os turnovers na partida contra o Indianapolis Colts. Por jogar fora de casa, fica a dúvida com relação a possível performance dessa defesa que foi muito eficiente e agressiva quando recebeu os Colts no Gillette Stadium. Chandler Jones, principal destaque da defesa patriota, não se destacou contra o Indianapolis, mas, baseado nos números, uma atuação de gala desse jogador pode ser o fiel da balança para equipe sair com um resultado surpreendente fora de casa.

Voltando ao antagonismo que ilustra essa partida, o duelo Manning versus Brady possui números muito peculiares que derrubam aquela tese de Manning é um detentor de recordes e que Brady é apenas um vencedor de campeonatos. Os dois se enfrentaram 14 vezes na história, sendo que Brady venceu 10 vezes e Manning apenas quatro. Entretanto, quando o assunto é MVP, Manning leva vantagem ao vencer este prêmio por quatro vezes contra duas de Brady. E vitórias em Super Bowls? Brady ganha de novo, por 3x2. O QB de New England também detém o recorde de 18 vitórias em playoffs, o maior número da história da NFL. Caso vença domingo, Brady pode chegar à sua SEXTA final de Super Bowl, o que seria outro recorde da liga. Manning também pode fazer história na liga caso passe pelos Patriots. Nunca na história da NFL um time com o melhor ataque venceu o Super Bowl. No entanto, Manning conta com uma coincidência a seu favor para esse duelo: na última vez em que o New England Patriots não decidiu em sua casa uma final de conferência fora justamente contra o próprio Peyton Manning, que defendia o Indianapolis Colts, em 2007, ano no qual ele conquistou seu único Super Bowl. Outros números interessantes entre os dois QBs: Brady marcou mais pontos (30.0 contra 24.6), tem melhor porcentagem de acerto (67.1 contra 61.8), mais jardas por tentativa (7.4 contra 7.1), menos interceptações (12 contra 20) e menos sacks (22 contra 28). Manning leva vantagem na quantidade de touchdowns (29 contra 26) e jardas conquistadas (283.6 contra 243.1).

Números à parte, domingo também colocará Wes Welker novamente contra os Patriots, equipe que o elevou ao nível de grande WR. Se o Patriots sagrar-se vencedor, e caso o exame que Peyton Manning vai fazer em março aponte para alguma irregularidade no pescoço, essa pode ser a última partida do lendário lançador. Todavia, o jogo é muito difícil para o time de Massachusetts, que além de ser odiado em todo lugar que vai, provavelmente enfrentará um clima hostil em Denver - apesar de não ser uma torcida atuante. Entre recordes e coincidências, os Broncos entrarão como favoritos contra um time que toda vez que entrou como azarão se deu bem. O retrospecto de 3 derrotas nas últimas 3 três partidas contra o New England Patriots deixa o torcedor do Colorado reticente com a vantagem que lhes foi atribuída.

Brady à esquerda e Manning à direita.




NFC CHAMPIONSHIP FINAL GAME


San Francisco 49rs (12-4-0)
Seattle Seahawks (13-3-0)











Em situação semelhante ao duelo da AFC, encontra-se também a final da NFC entre Niners e Seahawks, no CenturyLink Field, em Seattle. Os visitantes e mandantes duas conferências possuem os mesmos números de campanha, além de se equivalerem nos pontos fortes e fracos. Se na AFC os dois times têm ataques poderosos, o contrário pode-se dizer dos dois finalistas da NFC, que possuem duas defesas excelentes. Porém, em contraste com os ótimos números de suas defesas, está o ataque de Niners e Seahawks, que pouco brilhou nessa temporada. Pelo lado dos Niners, que se reforçara muito bem para esse setor, fica a dúvida de quando Anquan Boldin vai decidir valer o seu contrato milionário com os californianos. Já pelo lado do Seattle, cabe a indagação de como os Seahawks vão se portar caso os Niners consigam parar a maior arma da equipe, o RB Marshawn "The Beast" Lynch. Envolto a isso tudo estão dois QBs novatos, que conquistaram a titularidade na temporada passada e estão em constante progresso desde então. Colin Kaepernick, que apesar de ter sido criticado pela maior lenda de San Francisco, o QB Joe Montana, apresenta maior confiança do que Russell Wilson, QB de Seattle.

Entretanto, Wilson conta com uma ótima proteção dentro do pocket para realizar seus lançamentos. O jovem quarterback, apesar de baixinho, gosta muito da chamada "big play" (lançamentos em longa profundidade), e também é muito atento quanto ao posicionamento da secundária adversária, qualidade que o faz evitar ser interceptado. Porém, Wilson sofre com a pouca produtividade de seus alvos, que, na realidade, são jogadores limitados e com pouca "ginga" para livrarem-se da marcação. A grande contratação do Seattle para a temporada foi Percy Harvin, WR que jogou por muito tempo pelo Minnesota Vikings, e que sofrera uma concussão que o deixara por 15 rodadas fora de campo. Harvin voltou à campo contra o New Orleans Saints na semana passada e desenvolvera uma ótima rotação, descarregando um pouco as costas de Marshawn Lynch. Porém, após cair com a cabeça no chão depois de tentar uma recepção na end zone, Harvin sofrera novamente uma concussão e está fora da partida deste domingo contra o San Francisco 49rs. Sem Harvin, os Seahawks terão que contar com uma exibição muito melhor de seus recebedores (Douglas Baldwin, Golden Tate, Jermaine Kearse e Zach Miller) que saíram em branco do último duelo pelos playoffs. Contudo, Wilson deverá abusar mais uma vez do "Beast Mode", o seu fiel companheiro Marshawn Lynch, que movido à uma quantidade absurda de Skittles (aquela balinha), será responsável por anotar os touchdowns da franquia.

Os "irmãos" da defesa de Seattle, abastecidos pela torcida mais barulhenta do mundo, são responsáveis pela maravilha que é a melhor defesa da NFL. Na partida contra os Saints, a defesa dos Seahawks bateu sem dó nem piedade na linha ofensiva do New Orleans Saints, anulando completamente qualquer tipo de jogada que eles tentavam. A defesa tackleia tanto o adversário que os turnovers são praticamente garantidos em um jogo dos Seahawks. Contra os Saints, o defensive end Michael Bennett forçou dois fumbles do adversário, e contou com a ajuda do outro defensive end, Cliff Avril, para completar um sack no quarterback Drew Brees. O que pode se dizer sobre a defesa de Seattle é que o time vai de acordo com o barulho protagonizado pelos torcedores, que por si só já é ensurdecedor, e que atrapalha qualquer chamada do QB adversário. Aliado ao "fator arquibancada", está a força atlética desses verdadeiros monstros da linha defensiva, que alternam entre blitz e marcação por zona constantemente, deixando uma pressão psicológica muito grande contra o QB adversário, que não sabe se vai ser sacado, interceptado ou que não vai ter para quem lançar a bola. Entretanto, se existe um pequeno defeito nessa defesa, esse "defeito" é justamente o excesso de vontade dos jogadores de linha que cometem muitas faltas desnecessárias.

Pelo lado do San Francisco encontra-se um time muito vibrante (às vezes até demais), que desde o vice-campeonato da temporada passada convive com a expectativa de vôos maiores, dignos da era de Joe Montana. Por falar nele, Montana resolveu abrir o bico na hora errada quando fora indagado por um repórter sobre o desempenho de Colin Kaepernick. Como dito lá em cima, Montana deu uma pequena cornetada no menino dizendo que ele precisa melhorar muito o estilo de jogo, especialmente no pocket, onde ele pouco fica. Segundo Montana, Kaepernick é muito bom, porém, ele deixa a desejar justamente por optar por correr muitas vezes com a bola ao invés de segurar um pouco a barra dentro do pocket. Não dá para discordar do lendário ex-quarterback de San Francisco, até porque o que ele disse é verdade. No entanto, Montana poderia ter dito isso antes do playoffs, quando a pressão por uma "big play" era menor do que agora. Falando em críticas, toda a linha ofensiva californiana merece um verdadeiro esporro para ver se eles resolvem acordar e dar mais opções ao jovem (e criticado) quarterback do time. As duras críticas de Montana poderiam ter escorregado nos WRs que pouco aparecem para o jogo, e quando aparecem correm muito pouco. Excluindo-o dessa bravata, o tight end Vernon Davis deve ser louvado por, ao menos, tentar fluir melhor os drives de San Francisco, sendo o "artilheiro" dos Niners com 2 touchdowns nos playoffs. Além dele, somente Frank Gore, ótimo RB, responsável por 1 TD e Colin Kaepernick, que também possui apenas um TD solitário ajudaram os 49rs a mexer no placar durante os playoffs.

Sem querer ser redundante, mas sendo, a quinta melhor defesa da NFL conta com um "quinteto mágico" para deter qualquer tipo de avanço adversário sobre a sua end zone. Ahmad Brooks (outside linebacker), NaVorro Bowman (inside linebacker), Patrick Willis (inside linebacker), Eric Reid (free safety) e Aldon Smith (outside linebacker) são fantásticos em qualquer tipo de formação que o coordenador defensivo opte por aplicar contra o adversário. Ahmad Brooks, inclusive, é o destaque dos Niners nos playoffs com 4.5 sacks, 12 tackles e um fumble forçado. Bowman e Willis são os principais tackleadores de San Francisco, e são grandes responsáveis por segurar as pontas quando o adversário, por algum milagre, chega numa com uma oportunidade de anotar um touchdown na end zone. Por ser mais pesada e, consequentemente, menos atlética que a defesa de Seattle, os Niners costumam segurar muito mais o jogo do que deveriam. A confiabilidade gerada pela defesa é explorada em demasia pelo time que têm dificuldades em atacar com qualidade.

O último jogo de domingo colocará frente a frente dois times idênticos em suas qualidades e também nos seus defeitos. O 49rs segue sua sina de enfrentar times que possuem uma defesa tão boa quanto a sua nos playoffs. Na última rodada, o time de San Francisco derrotou o Carolina Panthers, dono da segunda melhor defesa da NFL, e agora se prepara para enfrentar o time de melhor defesa no ranking da liga, também fora de casa. Os Hawks, sensação da NFL dessa temporada por contar com uma defesa intransponível, teve um destino parecido com o ataque do Denver Broncos, que já era muito bom na temporada passada, mas que se tornou referência em 2013. Com Richard Shermann, Bob Wagner, Michael Bennett, Cliff Avril, Earl Thomas, Malcolm Smith, Kam Chancellor, K.J. Wright, Bruce Irvin e outros tantos, o Seattle é favorito para o duelo. Entretanto, existe uma peculiaridade sobre o time de Seattle que pouco fora comentado ao longo da temporada. Quando um time possui um ataque mediano, mas conta com uma defesa invencível, o que geralmente acontece? O time chuta field goals, certo? Exato. Steven Hauschka, kicker de Seattle, tem média de 95% de acerto em seus chutes, o melhor da NFL. É como se os Hawks entrassem com três pontos garantidos no placar, dependendo apenas de uma "segurança" dos jogadores de defesa. O duelo vai ser muito interessante, especialmente para Colin Kaepernick, que dependendo do que fizer contra o Seattle, pode calar a boca do maior ídolo da história da franquia.

Os dois primeiros colocados da NFC West, a mais disputada no lado da conferência nacional, se enfrentaram duas vezes nesta temporada. A primeira partida, na casa dos Hawks, foi uma verdadeira lavada dos mandantes com uma vitória por 29x3. O segundo encontro aconteceu no Candlestick Park, em San Francisco, quando o 49rs devolveu a derrota sofrida em setembro ao vencer o Seattle por 19x17. A final da NFC não poderia ser de outra maneira senão reunir os dois melhores times num único jogo, num palco extremamente barulhento e com o intuito de desempatar essa peleja e assim credenciá-lo ao Super Bowl. Ao contrário da outra final, a partida entre Hawks e Niners deve ter um placar baixo, com poucas jogadas arriscadas e vários chutes. O grande detalhe desta partida é o quanto Kaepernick terá de arriscar contra uma defesa forte, e o quanto Marshawn Lynch terá de correr contra uma barreira que gosta de bater como é a de San Francisco. Quem errar menos leva o troféu.

Wilson à esquerda e Kaepernick à direita.

Postagens populares

Total de visualizações

Seguidores

Tecnologia do Blogger.

Ads 468x60px

About Me

- Copyright © Trama Futebol Clube -- Traduzido Por: Template Para Blogspot