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Querido desconhecido
Roberto Firmino, Douglas Costa, Alex Teixeira, Hulk... O que esses jogadores têm em comum? Pois é, todos eles jogam na Europa e foram bastante criticados pelos torcedores brasileiros devido ao desconhecimento total de suas origens e motivos que os levaram a convocação. Alguns deles tiveram passagens pela seleção brasileira, outros ainda permanecem, porém, todos eles fazem sucesso em seus clubes no exterior. Com a globalização do futebol cada vez mais forte, vários jogadores brasileiros saem do futebol nacional rumo à Europa desde muito cedo. Esse êxodo, que já foi muito mais intenso do que é agora, continuar muito grande.
A diferença é que antigamente, ao mesmo tempo em que era mais difícil de se chegar à Seleção Brasileira (algo que não é bem assim hoje), também era muito fácil se despregar dos clubes brasileiros para assinar com qualquer clube europeu. O poder econômico e o péssimo trabalho de scouting dos clubes grandes brasileiros influenciam nessa questão também.
Baseando-se nos exemplos citados acima, a publicação da vez sugere alguns nomes que, assim como os que estamos acostumados hoje, saíram cedo do futebol brasileiro para trilhar o seu destino em terras europeias. Alguns deles tiveram passagens pelas categorias da seleção de base antes de sair, outros nunca foram convocados, além de alguns que foram convocados, mas que também foram categoricamente descartados por não ter uma "identidade forte com o torcedor".
Wamberto
Wamberto de Jesus Souza Campos, natural de Cururupu-MA, e revelado pelo Sampaio Correia, em 1991, nem chegou a atuar pela equipe principal antes de ser vendido para o RFC Seresien, da Bélgica, logo após a sua participação no Mundial Sub-17 com a seleção brasileira, também em 1991. Naquela equipe brasileira, que fora eliminada por Gana por 2x1, nas quartas-de-final, tinha Fábio Noronha (ex-Flamengo), Argel (ex-Inter, Santos, Palmeiras e atualmente treinador do Figueirense), Nenê (ex-Corinthians), Yan (ex-Vasco, Flamengo e Fluminense) e Adriano (ex-São Paulo). Sendo bastante gente boa, digamos que apenas o Argel vingou nessa seleção de base de 1991. Entretanto, Wamberto construiu uma carreira sólida e bastante respeitada nos Países Baixos, onde foi ídolo do RFC, do Standard Liegè e, o maior clube de todos naquela região, no Ajax, da Holanda. Foi no gigante holandês que Wamberto realmente se destacou, onde atuou por cinco temporadas e meia, sendo 150 partidas e 31 gols anotados com a camisa do Ajax. Sua melhor temporada foi a de 2001/02, quando jogou 39 partidas e fez 14 gols, e tendo como parceiro de ataque, em grande parte do tempo, o lendário Zlatan Ibrahimovich, que começava a chamar a atenção naquela época. Depois de quase seis anos atuando com frequência no Ajax, e prestes a completar 30 anos, Wamberto fora negociado com o Mons, time que lutava contra o rebaixamento na Liga Belga. Ao término do campeonato, onde ajudou a salvar o Mons, o Standard Liegè resolveu recontratar o grande ídolo, que ficou no grande clube belga por duas temporadas (2004/05 e 2005/06) até retornar ao Mons, onde ficara por mais uma temporada completa. Na temporada de 2007/08, Wamberto retornou à Holanda para defender o Almere City, da segunda divisão holandesa. Em 2010, o brasileiro encerrou sua carreira futebolística jogando novamente na Bélgica, pelo Wilrijk, aos 35 anos. Wamberto, que poucos brasileiros conhecem, foi uma verdadeira lenda nos Países Baixos, e que, se não bastasse a fama, também serviu de exemplo para os clubes daquela região fossem atrás de mais jogadores brasileiros, de preferência jovens e com potencial de revenda. Wamberto tem um filho, Danilo Campos, que começara no Ajax, mas que logo fora vendido para o Standard Liegè, onde ficara por duas temporadas. Após a estádia no clube onde o seu pai é quase um deus, Danilo trocara de país e fora defender as cores ucranianas do Metalurgh Donetsk, onde ficou por 3 temporadas. Atualmente, o filho de Wamberto defende as cores do Mordovia, da primeira divisão russa.
A diferença é que antigamente, ao mesmo tempo em que era mais difícil de se chegar à Seleção Brasileira (algo que não é bem assim hoje), também era muito fácil se despregar dos clubes brasileiros para assinar com qualquer clube europeu. O poder econômico e o péssimo trabalho de scouting dos clubes grandes brasileiros influenciam nessa questão também.
Baseando-se nos exemplos citados acima, a publicação da vez sugere alguns nomes que, assim como os que estamos acostumados hoje, saíram cedo do futebol brasileiro para trilhar o seu destino em terras europeias. Alguns deles tiveram passagens pelas categorias da seleção de base antes de sair, outros nunca foram convocados, além de alguns que foram convocados, mas que também foram categoricamente descartados por não ter uma "identidade forte com o torcedor".
Wamberto
Wamberto de Jesus Souza Campos, natural de Cururupu-MA, e revelado pelo Sampaio Correia, em 1991, nem chegou a atuar pela equipe principal antes de ser vendido para o RFC Seresien, da Bélgica, logo após a sua participação no Mundial Sub-17 com a seleção brasileira, também em 1991. Naquela equipe brasileira, que fora eliminada por Gana por 2x1, nas quartas-de-final, tinha Fábio Noronha (ex-Flamengo), Argel (ex-Inter, Santos, Palmeiras e atualmente treinador do Figueirense), Nenê (ex-Corinthians), Yan (ex-Vasco, Flamengo e Fluminense) e Adriano (ex-São Paulo). Sendo bastante gente boa, digamos que apenas o Argel vingou nessa seleção de base de 1991. Entretanto, Wamberto construiu uma carreira sólida e bastante respeitada nos Países Baixos, onde foi ídolo do RFC, do Standard Liegè e, o maior clube de todos naquela região, no Ajax, da Holanda. Foi no gigante holandês que Wamberto realmente se destacou, onde atuou por cinco temporadas e meia, sendo 150 partidas e 31 gols anotados com a camisa do Ajax. Sua melhor temporada foi a de 2001/02, quando jogou 39 partidas e fez 14 gols, e tendo como parceiro de ataque, em grande parte do tempo, o lendário Zlatan Ibrahimovich, que começava a chamar a atenção naquela época. Depois de quase seis anos atuando com frequência no Ajax, e prestes a completar 30 anos, Wamberto fora negociado com o Mons, time que lutava contra o rebaixamento na Liga Belga. Ao término do campeonato, onde ajudou a salvar o Mons, o Standard Liegè resolveu recontratar o grande ídolo, que ficou no grande clube belga por duas temporadas (2004/05 e 2005/06) até retornar ao Mons, onde ficara por mais uma temporada completa. Na temporada de 2007/08, Wamberto retornou à Holanda para defender o Almere City, da segunda divisão holandesa. Em 2010, o brasileiro encerrou sua carreira futebolística jogando novamente na Bélgica, pelo Wilrijk, aos 35 anos. Wamberto, que poucos brasileiros conhecem, foi uma verdadeira lenda nos Países Baixos, e que, se não bastasse a fama, também serviu de exemplo para os clubes daquela região fossem atrás de mais jogadores brasileiros, de preferência jovens e com potencial de revenda. Wamberto tem um filho, Danilo Campos, que começara no Ajax, mas que logo fora vendido para o Standard Liegè, onde ficara por duas temporadas. Após a estádia no clube onde o seu pai é quase um deus, Danilo trocara de país e fora defender as cores ucranianas do Metalurgh Donetsk, onde ficou por 3 temporadas. Atualmente, o filho de Wamberto defende as cores do Mordovia, da primeira divisão russa.
Derlei
Vanderlei Fernandes Silva, popularmente conhecido como Derlei, atuou por diversos clubes tradicionais no mundo do futebol, porém, no Brasil, ele é basicamente um desconhecido. Natural de São Bernardo do Campo-SP, o atacante ficou famoso por suas passagens pelo União Leiria, Porto, Sporting e brevemente pelo Benfica, terra onde é rei. Revelado pelo América-RN, e com passagens por Guarani e Madureira, o brasileiro era um matador nato, apesar de não ser muito alto para as suas qualidades de goleador (1,75m). Sua maior média de gols foi pelo União Leiria, onde atuou por 3 temporadas, com 92 partidas e 42 gols. Após sucesso solidificado e estrondoso no clube de Leiria, o Porto o contratou após exigência de, nada mais nada menos, José Mourinho. O treinador português, que era o manager do União Leiria, onde ambos eram deuses, foram juntos para o Porto. Pelo Dragão, o atacante brasileiro jogou 92 partidas e marcou 39 gols. Segundo o próprio Mourinho, Derlei foi o jogador mais marcante em sua história como treinador por, justamente, tê-lo ajudado no Leiria e também no Porto, onde ficou conhecido mundialmente. Depois do Porto, Derlei foi negociado com o tradicional Dynamo Moscou, onde passou duas temporadas lutando contra o frio e lesões. Mesmo com esses contratempos, Derlei marcou 20 gols em 41 jogos oficiais disputados pelo clube russo. Não adaptado ao frio da Rússia, o brasileiro fora emprestado ao Benfica, onde passou uma temporada aquém de suas qualidades. Sem sucesso no clube lisboeta, o "Ninja", como ficou conhecido em Portugal, acertou a sua transferência para o rival Sporting, após rescisão contratual com o Dynamo Moscou. Pelo Leão, clube que defendera por duas temporadas, Derlei jogou 43 partidas e marcou 13 gols, média baixa levando em consideração o seu auge. Prevendo suas limitações, Derlei resolveu voltar ao Brasil, em 2009, para defender o Vitória, onde ele atuou apenas em apenas uma partida, contra o Palmeiras, quando fizera o gol da vitória por 3x2. Após sua estréia, Derlei se envolveu num acidente automobilístico que o deixou fora dos gramados por um longo tempo. O jogador e o clube baiano acertaram uma rescisão amigável após sua recuperação, que acontecera no final do campeonato daquele ano. Em 2010, o "Ninja" defendera as cores do Tricolor Suburbano mais uma vez no Campeonato Carioca. Foi com o Madureira a última vez que Derlei, o jogador favorito de José Mourinho, jogou futebol profissionalmente antes de se aposentar.
Jardel
Você lembra o burburinho que foi o Iraty, clube de empresários no Paraná, que ficou famoso no começo dessa década? Vanderlei Luxemburgo foi um dos principais defensores dos jogadores oriundos dessa equipe, que abasteceu vários times grandes naquela época. Um desses jogadores é Jardel Nivaldo Vieira, ou simplesmente Jardel. Revelado pelo Avaí, em 2003, logo o jogador fora negociado com o Vitória, onde atuou em 2005. Empresariado pelo dono do Iraty, o jogador trocara o rubro negro baiano pelo Santos em 2006, onde foi Campeão Paulista com o Vanderlei Luxemburgo como treinador. O zagueiro pouco atuou pelo clube alvinegro, já que logo no começo de sua estadia no clube paulista ele sofrera de uma contusão no púbis. No mesmo ano, Jardel fora para o Iraty, clube que o abrigou até acertar o seu retorno ao Avaí, em 2007. No começo de 2008, o zagueiro mudou novamente de clube para defender o Joinville, no Campeonato Catarinense. No mesmo ano, Jardel fora adquirido pelo Desportivo Brasil, outro clube de empresários, só que de São Paulo. Em 2009, a vida de Jardel começou a mudar drasticamente. O jogador atuou pelo Ituano, no Paulistão daquele ano, antes de se transferir para o Estoril, de Portugal. E foi na terra dos empresários de futebol que a carreira do Jardel recomeçou. Emprestado pelo Desportivo Brasil, Jardel defendeu as cores do Estoril em 34 partidas, onde marcou dois gols. O zagueiro chamou a atenção de Ulisses Santos, empresário português com excelente trânsito no Olhanense (equipe que Jardel defendera em 2010) e no Benfica, clube que atualmente defende. Jardel é o 14º brasileiro com mais partidas pelos Encarnados, sendo 125 partidas e seis gols até o momento. Desde a temporada passada, após alguns anos alternando entre o time A e o time B, ao lado de Luisão, lenda viva do Benfica, Jardel é titular do clube lisboeta. Famoso por levar o mesmo nome de um ídolo eterno do rival Sporting, o zagueiro "genérico" é muito querido por todos no Benfica, sendo frequentemente escolhido como um dos melhores do mês.
Vanderlei Fernandes Silva, popularmente conhecido como Derlei, atuou por diversos clubes tradicionais no mundo do futebol, porém, no Brasil, ele é basicamente um desconhecido. Natural de São Bernardo do Campo-SP, o atacante ficou famoso por suas passagens pelo União Leiria, Porto, Sporting e brevemente pelo Benfica, terra onde é rei. Revelado pelo América-RN, e com passagens por Guarani e Madureira, o brasileiro era um matador nato, apesar de não ser muito alto para as suas qualidades de goleador (1,75m). Sua maior média de gols foi pelo União Leiria, onde atuou por 3 temporadas, com 92 partidas e 42 gols. Após sucesso solidificado e estrondoso no clube de Leiria, o Porto o contratou após exigência de, nada mais nada menos, José Mourinho. O treinador português, que era o manager do União Leiria, onde ambos eram deuses, foram juntos para o Porto. Pelo Dragão, o atacante brasileiro jogou 92 partidas e marcou 39 gols. Segundo o próprio Mourinho, Derlei foi o jogador mais marcante em sua história como treinador por, justamente, tê-lo ajudado no Leiria e também no Porto, onde ficou conhecido mundialmente. Depois do Porto, Derlei foi negociado com o tradicional Dynamo Moscou, onde passou duas temporadas lutando contra o frio e lesões. Mesmo com esses contratempos, Derlei marcou 20 gols em 41 jogos oficiais disputados pelo clube russo. Não adaptado ao frio da Rússia, o brasileiro fora emprestado ao Benfica, onde passou uma temporada aquém de suas qualidades. Sem sucesso no clube lisboeta, o "Ninja", como ficou conhecido em Portugal, acertou a sua transferência para o rival Sporting, após rescisão contratual com o Dynamo Moscou. Pelo Leão, clube que defendera por duas temporadas, Derlei jogou 43 partidas e marcou 13 gols, média baixa levando em consideração o seu auge. Prevendo suas limitações, Derlei resolveu voltar ao Brasil, em 2009, para defender o Vitória, onde ele atuou apenas em apenas uma partida, contra o Palmeiras, quando fizera o gol da vitória por 3x2. Após sua estréia, Derlei se envolveu num acidente automobilístico que o deixou fora dos gramados por um longo tempo. O jogador e o clube baiano acertaram uma rescisão amigável após sua recuperação, que acontecera no final do campeonato daquele ano. Em 2010, o "Ninja" defendera as cores do Tricolor Suburbano mais uma vez no Campeonato Carioca. Foi com o Madureira a última vez que Derlei, o jogador favorito de José Mourinho, jogou futebol profissionalmente antes de se aposentar.
Jardel
Você lembra o burburinho que foi o Iraty, clube de empresários no Paraná, que ficou famoso no começo dessa década? Vanderlei Luxemburgo foi um dos principais defensores dos jogadores oriundos dessa equipe, que abasteceu vários times grandes naquela época. Um desses jogadores é Jardel Nivaldo Vieira, ou simplesmente Jardel. Revelado pelo Avaí, em 2003, logo o jogador fora negociado com o Vitória, onde atuou em 2005. Empresariado pelo dono do Iraty, o jogador trocara o rubro negro baiano pelo Santos em 2006, onde foi Campeão Paulista com o Vanderlei Luxemburgo como treinador. O zagueiro pouco atuou pelo clube alvinegro, já que logo no começo de sua estadia no clube paulista ele sofrera de uma contusão no púbis. No mesmo ano, Jardel fora para o Iraty, clube que o abrigou até acertar o seu retorno ao Avaí, em 2007. No começo de 2008, o zagueiro mudou novamente de clube para defender o Joinville, no Campeonato Catarinense. No mesmo ano, Jardel fora adquirido pelo Desportivo Brasil, outro clube de empresários, só que de São Paulo. Em 2009, a vida de Jardel começou a mudar drasticamente. O jogador atuou pelo Ituano, no Paulistão daquele ano, antes de se transferir para o Estoril, de Portugal. E foi na terra dos empresários de futebol que a carreira do Jardel recomeçou. Emprestado pelo Desportivo Brasil, Jardel defendeu as cores do Estoril em 34 partidas, onde marcou dois gols. O zagueiro chamou a atenção de Ulisses Santos, empresário português com excelente trânsito no Olhanense (equipe que Jardel defendera em 2010) e no Benfica, clube que atualmente defende. Jardel é o 14º brasileiro com mais partidas pelos Encarnados, sendo 125 partidas e seis gols até o momento. Desde a temporada passada, após alguns anos alternando entre o time A e o time B, ao lado de Luisão, lenda viva do Benfica, Jardel é titular do clube lisboeta. Famoso por levar o mesmo nome de um ídolo eterno do rival Sporting, o zagueiro "genérico" é muito querido por todos no Benfica, sendo frequentemente escolhido como um dos melhores do mês.
Jussiê
Revelado pelo Cruzeiro em 2001, Jussiê, o talismã da Raposa, fez o caminho que muitos jogadores brasileiros, hoje, fazem quando estouram logo nos primeiros anos de sua carreira: vão para um mercado intermediário. Atualmente, esse mercado é monopolizado pelos clubes ucranianos, em especial o Shakhtar Donetsk, porém, até 2003, mais ou menos, os jogadores geralmente iam para Portugal ou França. E esse foi o caso de Jussiê, que apareceu muito bem pelo Cruzeiro entre 2001 e 2004, quando fora negociado com o Lens, da França. Antes de sair, Jussiê fora emprestado ao Kashiwa Reysol, no meio de 2003, antes de voltar e ser negociado com o clube francês. A velocidade e o drible são as maiores qualidades desse jogador, que fez tanto sucesso em seus primeiros anos com o Lens na França que fora negociado com o Bordeaux para a temporada de 2006/07. Pelos Girondinos, Jussiê já alcançou a incrível marca de 221 jogos, sendo que, provavelmente, ele deve quebrá-la nessa temporada, já que o jogador ainda atua pelo Bordeaux. Nesse período, Jussiê, por enquanto, já anotou 43 gols pelo clube francês. Alternando entre titular e reserva, o capixaba chegou a ser empresado ao Al Wasl, dos Emirados Árabes, em 2013. Há 10 anos no Bordeaux, o brasileiro já conquistou um Campeonato Francês, duas taças da Liga e dois Troféus dos Campeões. Pelo Lens, Jussiê também conquistou a extinta Copa Intertoto, em 2005. Pela longevidade e lealdade à um dos clubes mais tradicionais na França, o brasileiro é tido como referência na hora de se contratar um estrangeiro, além, óbvio, de ser um dos jogadores mais queridos do elenco.
Revelado pelo Cruzeiro em 2001, Jussiê, o talismã da Raposa, fez o caminho que muitos jogadores brasileiros, hoje, fazem quando estouram logo nos primeiros anos de sua carreira: vão para um mercado intermediário. Atualmente, esse mercado é monopolizado pelos clubes ucranianos, em especial o Shakhtar Donetsk, porém, até 2003, mais ou menos, os jogadores geralmente iam para Portugal ou França. E esse foi o caso de Jussiê, que apareceu muito bem pelo Cruzeiro entre 2001 e 2004, quando fora negociado com o Lens, da França. Antes de sair, Jussiê fora emprestado ao Kashiwa Reysol, no meio de 2003, antes de voltar e ser negociado com o clube francês. A velocidade e o drible são as maiores qualidades desse jogador, que fez tanto sucesso em seus primeiros anos com o Lens na França que fora negociado com o Bordeaux para a temporada de 2006/07. Pelos Girondinos, Jussiê já alcançou a incrível marca de 221 jogos, sendo que, provavelmente, ele deve quebrá-la nessa temporada, já que o jogador ainda atua pelo Bordeaux. Nesse período, Jussiê, por enquanto, já anotou 43 gols pelo clube francês. Alternando entre titular e reserva, o capixaba chegou a ser empresado ao Al Wasl, dos Emirados Árabes, em 2013. Há 10 anos no Bordeaux, o brasileiro já conquistou um Campeonato Francês, duas taças da Liga e dois Troféus dos Campeões. Pelo Lens, Jussiê também conquistou a extinta Copa Intertoto, em 2005. Pela longevidade e lealdade à um dos clubes mais tradicionais na França, o brasileiro é tido como referência na hora de se contratar um estrangeiro, além, óbvio, de ser um dos jogadores mais queridos do elenco.
Aílton
Aílton Gonçalves da Silva, natural de Mogeiro-PB, e com passagens por clubes como Mogi Mirim, Ypiranga-RS, Internacional, Santa Cruz e Guarani. Com essas informações, o que isso significa para você? Praticamente nada, né? Bom, se você é fã da Bundesliga, e especialmente fã do Werder Bremen, isso significa praticamente tudo. Aílton, campeão alemão em 2003/04, e duas vezes artilheiro da Bundesliga (2002/2003 e 2003/04), participou de 187 partidas e marcou 92 gols. Apesar de ser apenas o 40º jogador com mais partidas pelo clube, os torcedores do Werder Bremen tratam o Aílton como um deus do futebol, já que o último título da equipe veio muito em conta de suas partidas e gols decisivos. Apesar de ter 1,77m e um corpanzil de segurança de boate, Aílton era um jogador com mobilidade e um canhão de perna esquerda que causava terror entre os goleiros da Bundesliga no começo desse século. Após seis anos de idolatria e uma Bundesliga mais desejada do que o Natal pelos torcedores do Werder Bremen, o atacante brasileiro trocou o clube do interior pelo tradicionalíssimo Schalke 04, em 2004/05, logo após o título alemão. Em Gelsenkirchen, Aílton jogou 37 partidas e fez 15 gols, uma boa média para um campeonato de muitos gols. Entretanto, sua estadia não durou muito tempo e o artilheiro trocou o time alemão, que passava por um mau momento financeiro, pelo Besiktas-TUR. No entanto, o brasileiro ficou por pouco tempo na Turquia, onde atuou em 7 jogos com 4 gols marcados. O motivo? Uma proposta tentadora do Hamburgo para retornar à Alemanha e salvar o único time que jamais fora rebaixado na Bundesliga da eminência do rebaixamento. Feito isso, a carreira de Aílton começou a degringolar, especialmente pelo seu físico de jogador aposentado. Mesmo assim, o atacante brasileiro passou por clubes tradicionais como o Estrela Vermelha-SER e o Duisburg-ALE antes de se aventurar por clubes de menor expressão como Grasshoppers-SUI, Metalurgh Donetsk-UCR e Altach-AUS. Em 2009, após 12 anos longe do Brasil, Aílton voltou para sua terra natal para defender as cores do Campinense, onde ficou por pouco tempo até se transferir para o Chongqing Lifan, da China. Todavia, o chamado alemão novamente fora importante na vida do brasileiro, que defendera o Uerdingen, da quarta divisão, e o Oberneuland, da quinta divisão, entre 2009 e 2011. Depois dessa pequena aventura, Aílton voltou ao Brasil para defender o Rio Branco no Paulistão da Série A2 (2011) e Série A3 (2012). Porém, o fato mais importante que aconteceu na carreira do brasileiro após o título alemão com o Werder, e que mostra o quanto ele é adorado na Alemanha, fora sua participação num reality show alemão que visava recuperar celebridades falidas. Graças à esse programa, Aílton voltou a ser reconhecido na Alemanha e no Brasil, além, claro, de ter se envolvido em várias polêmicas sexuais durante sua participação. Logo após o término de sua participação no reality, o paraibano assinou contrato para jogar pelo Hassia Bingen, da sexta divisão alemã. Sua popularidade era tremenda, e ele fora responsável pelas melhores médias de público nas divisões inferiores, o que gerou muita grana para o clube.
Aílton Gonçalves da Silva, natural de Mogeiro-PB, e com passagens por clubes como Mogi Mirim, Ypiranga-RS, Internacional, Santa Cruz e Guarani. Com essas informações, o que isso significa para você? Praticamente nada, né? Bom, se você é fã da Bundesliga, e especialmente fã do Werder Bremen, isso significa praticamente tudo. Aílton, campeão alemão em 2003/04, e duas vezes artilheiro da Bundesliga (2002/2003 e 2003/04), participou de 187 partidas e marcou 92 gols. Apesar de ser apenas o 40º jogador com mais partidas pelo clube, os torcedores do Werder Bremen tratam o Aílton como um deus do futebol, já que o último título da equipe veio muito em conta de suas partidas e gols decisivos. Apesar de ter 1,77m e um corpanzil de segurança de boate, Aílton era um jogador com mobilidade e um canhão de perna esquerda que causava terror entre os goleiros da Bundesliga no começo desse século. Após seis anos de idolatria e uma Bundesliga mais desejada do que o Natal pelos torcedores do Werder Bremen, o atacante brasileiro trocou o clube do interior pelo tradicionalíssimo Schalke 04, em 2004/05, logo após o título alemão. Em Gelsenkirchen, Aílton jogou 37 partidas e fez 15 gols, uma boa média para um campeonato de muitos gols. Entretanto, sua estadia não durou muito tempo e o artilheiro trocou o time alemão, que passava por um mau momento financeiro, pelo Besiktas-TUR. No entanto, o brasileiro ficou por pouco tempo na Turquia, onde atuou em 7 jogos com 4 gols marcados. O motivo? Uma proposta tentadora do Hamburgo para retornar à Alemanha e salvar o único time que jamais fora rebaixado na Bundesliga da eminência do rebaixamento. Feito isso, a carreira de Aílton começou a degringolar, especialmente pelo seu físico de jogador aposentado. Mesmo assim, o atacante brasileiro passou por clubes tradicionais como o Estrela Vermelha-SER e o Duisburg-ALE antes de se aventurar por clubes de menor expressão como Grasshoppers-SUI, Metalurgh Donetsk-UCR e Altach-AUS. Em 2009, após 12 anos longe do Brasil, Aílton voltou para sua terra natal para defender as cores do Campinense, onde ficou por pouco tempo até se transferir para o Chongqing Lifan, da China. Todavia, o chamado alemão novamente fora importante na vida do brasileiro, que defendera o Uerdingen, da quarta divisão, e o Oberneuland, da quinta divisão, entre 2009 e 2011. Depois dessa pequena aventura, Aílton voltou ao Brasil para defender o Rio Branco no Paulistão da Série A2 (2011) e Série A3 (2012). Porém, o fato mais importante que aconteceu na carreira do brasileiro após o título alemão com o Werder, e que mostra o quanto ele é adorado na Alemanha, fora sua participação num reality show alemão que visava recuperar celebridades falidas. Graças à esse programa, Aílton voltou a ser reconhecido na Alemanha e no Brasil, além, claro, de ter se envolvido em várias polêmicas sexuais durante sua participação. Logo após o término de sua participação no reality, o paraibano assinou contrato para jogar pelo Hassia Bingen, da sexta divisão alemã. Sua popularidade era tremenda, e ele fora responsável pelas melhores médias de público nas divisões inferiores, o que gerou muita grana para o clube.
Matuzalém
Francelino Matuzalém da Silva, natural de Natal-RN, e revelado pelo Vitória, em 1997, o meia-esquerda atuou por pouco mais de 2 anos pelo clube baiano até ser negociado com Bellinzona-SUI, em 1999. Entretanto, existe algo mais curioso sobre o jogador que o próprio nome: a sua capacidade de se dar bem em todas as equipes pela qual passou na Europa. Matuzalém é o meia moderno, que sabe marcar e tem uma visão de jogo privilegiada, algo que lhe favoreceu no Velho Continente. O potiguar passou por Napoli, Parma, Shakhtar, Lazio e Genoa, além de passagens curtas por Zaragoza e Brescia. Atualmente, o brasileiro está no Bologna, clube tradicional do país que o acolheu da melhor maneira possível. Foi na Itália, especificamente na Lazio, que o brasuca demonstrou o seu valor. Em cinco temporadas com o clube romano, Matuzalém cansou de dar assistências para os atacantes da Lazio. Antes de passar dos trinta (agora com 35), a presença do brasileiro entre os titulares do clube biancoceleste era constante, já que além de ter uma visão apurada, Matuzalém ajudava bastante na recomposição do sistema defensivo, onde ajudava bastante na marcação. Inclusive, característica essa que ele aprendera com Mircea Lucescu, que fora seu treinador no Shakhtar, clube onde ele fora muito bem também. Na Ucrânia, Matuzalém jogou 118 partidas e fez 35 gols, números que chamaram a atenção da Lazio. Pelo clube italiano foram 90 partidas e apenas 4 gols, porém, como dito antes, com várias assistências. O meia brasileiro despediu-se do clube romano com 33 anos, quando fora emprestado, e depois negociado em definitivo, para o Genoa, onde atuou 36 vezes em uma temporada e meia, tendo marcado apenas um gol. Na temporada passada, Matuzalém fora negociado com o Bologna, onde atuara em quase todos os jogos do clube italiano, sendo 40 participações ao longo dos seus 34 anos. Famoso por apresentar um futebol moderno, além de uma lucidez imprescindível, o meia-esquerda fora muito respeitado por vários treinadores europeus.
Francelino Matuzalém da Silva, natural de Natal-RN, e revelado pelo Vitória, em 1997, o meia-esquerda atuou por pouco mais de 2 anos pelo clube baiano até ser negociado com Bellinzona-SUI, em 1999. Entretanto, existe algo mais curioso sobre o jogador que o próprio nome: a sua capacidade de se dar bem em todas as equipes pela qual passou na Europa. Matuzalém é o meia moderno, que sabe marcar e tem uma visão de jogo privilegiada, algo que lhe favoreceu no Velho Continente. O potiguar passou por Napoli, Parma, Shakhtar, Lazio e Genoa, além de passagens curtas por Zaragoza e Brescia. Atualmente, o brasileiro está no Bologna, clube tradicional do país que o acolheu da melhor maneira possível. Foi na Itália, especificamente na Lazio, que o brasuca demonstrou o seu valor. Em cinco temporadas com o clube romano, Matuzalém cansou de dar assistências para os atacantes da Lazio. Antes de passar dos trinta (agora com 35), a presença do brasileiro entre os titulares do clube biancoceleste era constante, já que além de ter uma visão apurada, Matuzalém ajudava bastante na recomposição do sistema defensivo, onde ajudava bastante na marcação. Inclusive, característica essa que ele aprendera com Mircea Lucescu, que fora seu treinador no Shakhtar, clube onde ele fora muito bem também. Na Ucrânia, Matuzalém jogou 118 partidas e fez 35 gols, números que chamaram a atenção da Lazio. Pelo clube italiano foram 90 partidas e apenas 4 gols, porém, como dito antes, com várias assistências. O meia brasileiro despediu-se do clube romano com 33 anos, quando fora emprestado, e depois negociado em definitivo, para o Genoa, onde atuou 36 vezes em uma temporada e meia, tendo marcado apenas um gol. Na temporada passada, Matuzalém fora negociado com o Bologna, onde atuara em quase todos os jogos do clube italiano, sendo 40 participações ao longo dos seus 34 anos. Famoso por apresentar um futebol moderno, além de uma lucidez imprescindível, o meia-esquerda fora muito respeitado por vários treinadores europeus.
Mert Nobre
Márcio Ferreira Nobre, natural de Jateí-MS, fora revelado pelo Paraná Clube, em 1999, e por lá ficou até 2002, quando fora negociado com o Kashiwa Reysol, em 2003, clube que defendera por meia temporada até ser emprestado ao Cruzeiro, campeão da Tríplice Coroa, em 2003. Em 18 jogos pela Raposa, Nobre marcou 6 gols e, graças ao boost que ele deu ao clube mineiro na reta final do Brasileirão de 2003, sua contratação fora concretizada pelo Fenerbahce, juntamente com Alex. Foi na Turquia que o talismã, assim como fora a história de Jussiê, que você leu anteriormente, se tornara num jogador importante fora do Brasil. Márcio Nobre era um jogador de muita velocidade e de finalização rápida. Pelo Fenerbahce, o brasileiro chamara a atenção por ser o famoso 12º jogador, igual fora pelo Cruzeiro. No clube do lado oriental de Istambul, Márcio Nobre atuou em apenas 20 partidas com 6 gols anotados. Após três temporadas defendendo o Fenerbahce, Márcio Nobre trocara de clube e também de nome. O brasileiro optara pela nacionalização turca em seu último ano com o Fenerbahce para abrir um espaço no plantel do clube turco para novas contratações estrangeiras. No entanto, na temporada seguinte, em 2006/07, o MERT NOBRE chegara ao Besiktas, clube onde fora ídolo e referência de vários atletas turcos e brasileiros (Bobô, ex-Corinthians, por exemplo). No clube alvinegro de Istambul, o jogador desempenhou várias funções além daquelas que ele estava acostumado no ataque, chegando até a ser segundo volante nos esquemas táticos. Sua vitalidade e entrega foram responsáveis pela adoração dos turcos, que cultuam a virilidade dos jogadores que envergam suas camisas. Pelo Besiktas, Nobre atuou em 136 partidas e anotou 32 gols. Após cinco temporadas com o Besiktas, o turco-brasileiro transferiu-se para o recém-promovido Mersin Idman Yurdu, clube litorâneo e de torcida muito nacionalista, onde atuou em 56 partidas e anotou 23 gols. Depois de duas temporadas com o Yurdu, Nobre acertou com o Kayserispor, em 2013, que é a sua atual equipe, para tentar salvá-los do rebaixamento. O intrépido jogador não conseguiu salvar o clube do descenso, mas fora uma das principais peças no retorno do clube à primeira divisão nessa temporada. Até o momento, o turco-brasileiro participou de 46 jogos com 16 gols marcados. Admirado pelos turcos por sua resiliência, Mert Nobre está há 12 anos na Turquia.
Márcio Ferreira Nobre, natural de Jateí-MS, fora revelado pelo Paraná Clube, em 1999, e por lá ficou até 2002, quando fora negociado com o Kashiwa Reysol, em 2003, clube que defendera por meia temporada até ser emprestado ao Cruzeiro, campeão da Tríplice Coroa, em 2003. Em 18 jogos pela Raposa, Nobre marcou 6 gols e, graças ao boost que ele deu ao clube mineiro na reta final do Brasileirão de 2003, sua contratação fora concretizada pelo Fenerbahce, juntamente com Alex. Foi na Turquia que o talismã, assim como fora a história de Jussiê, que você leu anteriormente, se tornara num jogador importante fora do Brasil. Márcio Nobre era um jogador de muita velocidade e de finalização rápida. Pelo Fenerbahce, o brasileiro chamara a atenção por ser o famoso 12º jogador, igual fora pelo Cruzeiro. No clube do lado oriental de Istambul, Márcio Nobre atuou em apenas 20 partidas com 6 gols anotados. Após três temporadas defendendo o Fenerbahce, Márcio Nobre trocara de clube e também de nome. O brasileiro optara pela nacionalização turca em seu último ano com o Fenerbahce para abrir um espaço no plantel do clube turco para novas contratações estrangeiras. No entanto, na temporada seguinte, em 2006/07, o MERT NOBRE chegara ao Besiktas, clube onde fora ídolo e referência de vários atletas turcos e brasileiros (Bobô, ex-Corinthians, por exemplo). No clube alvinegro de Istambul, o jogador desempenhou várias funções além daquelas que ele estava acostumado no ataque, chegando até a ser segundo volante nos esquemas táticos. Sua vitalidade e entrega foram responsáveis pela adoração dos turcos, que cultuam a virilidade dos jogadores que envergam suas camisas. Pelo Besiktas, Nobre atuou em 136 partidas e anotou 32 gols. Após cinco temporadas com o Besiktas, o turco-brasileiro transferiu-se para o recém-promovido Mersin Idman Yurdu, clube litorâneo e de torcida muito nacionalista, onde atuou em 56 partidas e anotou 23 gols. Depois de duas temporadas com o Yurdu, Nobre acertou com o Kayserispor, em 2013, que é a sua atual equipe, para tentar salvá-los do rebaixamento. O intrépido jogador não conseguiu salvar o clube do descenso, mas fora uma das principais peças no retorno do clube à primeira divisão nessa temporada. Até o momento, o turco-brasileiro participou de 46 jogos com 16 gols marcados. Admirado pelos turcos por sua resiliência, Mert Nobre está há 12 anos na Turquia.
Sonny Anderson
Amantes do futebol dos anos 90, regozijem-se! Quem é que não se lembra de Sonny Anderson, atacante que ficou brevemente conhecido pelos brasileiros ao atuar pelo Vasco e pelo Barcelona no começo da década passada? Revelado pelo XV de Jaú em 1988, o atacante chamou a atenção do Vasco durante a Copa São Paulo daquele ano e, logo após sua participação, o jogador assinou contrato com o clube cruzmaltino. Anderson atuou por três anos no Rio de Janeiro, com 63 partidas e 13 gols marcados. Antes de se aventurar pelo Velho Continente, Anderson teve breve passagem pelo Guarani no começo da década de 1990, onde atuara por uma temporada e meia. Sua primeira passagem pelo futebol europeu acontecera no modesto Servette, da Suiça, onde atuara por duas temporadas e meia. O grande momento da carreira do jogador brasileiro fora no verão de 1993, quando assinou contrato com o Marseille. Após ótima temporada com o Servette, o OM, maior clube da França, resolvera apostar no jogador, que em apenas uma temporada com o clube marselhês, fizera 16 gols em 20 jogos, sendo que atuara grande parte do tempo como uma espécie de 12º jogador. Na temporada seguinte, em 1994, o Mônaco gastara boas quantias de dinheiro para tirar o brasileiro do Olympique. Sonny Anderson fora seduzido pelo clube do principado com a promessa de ser titular absoluto do ataque monegasco, que vinha crescendo no cenário europeu. O atacante brasileiro fora titular numa equipe que tinha Barthez, Christanval, Petit, Legwinski e John Collins, além dos promissores David Trezeguet e Thierry Henry. Após três temporadas de muito sucesso com o Mônaco, onde fizera 59 gols em 103 partidas, o ídolo de Thierry Henry (o fato de o jogador francês usar os meiões um pouco acima do joelho é uma homenagem ao brasileiro, que ficara famoso na França por fazer isso para se proteger melhor do frio) mudou-se para Barcelona, numa época de transição do clube catalão, que havia perdido símbolos da conquista histórica da Champions League, em 1992, e lutava para ser hegemônico na Espanha. Sonny Anderson chegou para ser titular no ataque culé, que tinha Stoichkov (ele estava com 32 anos, e começara a jogar como atacante para correr menos), Dugarry (!!!), Amuneke (!!!!!) e Pizzi (tinha 30 anos e vinha de uma temporada de altos e baixos pelo Barça). No entanto, o Barcelona ainda contava com Pep Guardiola (na época tinha 27) e Luiz Enrique (hoje treinador culé), além dos recém-contratados Rivaldo e Giovanni. Entretanto, a passagem de Sonny Anderson pelo Barcelona não foi tão grandiosa quanto era esperada, tanto é que o jogador permanecera no clube catalão por apenas duas temporadas. Em baixa, o atacante brasileiro resolveu voltar para o país aonde é considerado um rei: a França. Dessa vez, o atacante escolhera o Lyon para, literalmente, marcar uma era no futebol francês. Ao todo, foram 146 partidas, 87 gols, 2 Campeonatos Franceses e a solidificação de uma marca. Isso tudo depois dos 30 anos. Hoje, Sonny Anderson, que foi uma referência para Thierry Henry e David Trezeguet, e que passou por grandes clubes da Europa, está aposentado e estudando futebol, tendo, inclusive, desempenhado a função de auxiliar técnico no Xamax-SUI, em 2011.
Amantes do futebol dos anos 90, regozijem-se! Quem é que não se lembra de Sonny Anderson, atacante que ficou brevemente conhecido pelos brasileiros ao atuar pelo Vasco e pelo Barcelona no começo da década passada? Revelado pelo XV de Jaú em 1988, o atacante chamou a atenção do Vasco durante a Copa São Paulo daquele ano e, logo após sua participação, o jogador assinou contrato com o clube cruzmaltino. Anderson atuou por três anos no Rio de Janeiro, com 63 partidas e 13 gols marcados. Antes de se aventurar pelo Velho Continente, Anderson teve breve passagem pelo Guarani no começo da década de 1990, onde atuara por uma temporada e meia. Sua primeira passagem pelo futebol europeu acontecera no modesto Servette, da Suiça, onde atuara por duas temporadas e meia. O grande momento da carreira do jogador brasileiro fora no verão de 1993, quando assinou contrato com o Marseille. Após ótima temporada com o Servette, o OM, maior clube da França, resolvera apostar no jogador, que em apenas uma temporada com o clube marselhês, fizera 16 gols em 20 jogos, sendo que atuara grande parte do tempo como uma espécie de 12º jogador. Na temporada seguinte, em 1994, o Mônaco gastara boas quantias de dinheiro para tirar o brasileiro do Olympique. Sonny Anderson fora seduzido pelo clube do principado com a promessa de ser titular absoluto do ataque monegasco, que vinha crescendo no cenário europeu. O atacante brasileiro fora titular numa equipe que tinha Barthez, Christanval, Petit, Legwinski e John Collins, além dos promissores David Trezeguet e Thierry Henry. Após três temporadas de muito sucesso com o Mônaco, onde fizera 59 gols em 103 partidas, o ídolo de Thierry Henry (o fato de o jogador francês usar os meiões um pouco acima do joelho é uma homenagem ao brasileiro, que ficara famoso na França por fazer isso para se proteger melhor do frio) mudou-se para Barcelona, numa época de transição do clube catalão, que havia perdido símbolos da conquista histórica da Champions League, em 1992, e lutava para ser hegemônico na Espanha. Sonny Anderson chegou para ser titular no ataque culé, que tinha Stoichkov (ele estava com 32 anos, e começara a jogar como atacante para correr menos), Dugarry (!!!), Amuneke (!!!!!) e Pizzi (tinha 30 anos e vinha de uma temporada de altos e baixos pelo Barça). No entanto, o Barcelona ainda contava com Pep Guardiola (na época tinha 27) e Luiz Enrique (hoje treinador culé), além dos recém-contratados Rivaldo e Giovanni. Entretanto, a passagem de Sonny Anderson pelo Barcelona não foi tão grandiosa quanto era esperada, tanto é que o jogador permanecera no clube catalão por apenas duas temporadas. Em baixa, o atacante brasileiro resolveu voltar para o país aonde é considerado um rei: a França. Dessa vez, o atacante escolhera o Lyon para, literalmente, marcar uma era no futebol francês. Ao todo, foram 146 partidas, 87 gols, 2 Campeonatos Franceses e a solidificação de uma marca. Isso tudo depois dos 30 anos. Hoje, Sonny Anderson, que foi uma referência para Thierry Henry e David Trezeguet, e que passou por grandes clubes da Europa, está aposentado e estudando futebol, tendo, inclusive, desempenhado a função de auxiliar técnico no Xamax-SUI, em 2011.
Bordon
Longevidade e lealdade, essas são as palavras que definem muito bem o nosso querido Marcelo Bordon, ou melhor: Bordon. Revelado pelo São Paulo, naquele famoso "Expressinho Tricolor" comandado pelo Muricy Ramalho, onde foi campeão da Conmebol e da Recopa, o zagueiro sempre foi reconhecido por ser preciso nas divididas. Bordon atuou por seis anos no São Paulo, sempre alternando entre a titularidade e o banco de reservas, até ser negociado com o Stuttgart. No tradicionalíssimo clube alemão, Bordon foi titular, ídolo e referência para os mais novos. Pelos suábios, em pouco mais de cinco temporadas, o zagueiro brasileiro disputou 148 partidas e marcou 12 gols, uma marca bastante decente para um jogador que atuava pouco no país de origem e que, querendo ou não, estava enfrentando uma cultura completamente diferente. Bordon sempre demonstrou muita frieza e segurança, predicados que chamaram a atenção do Schalke 04 no início da temporada de 2004/05, quando o brasileiro trocou de cores na Bundesliga. Usando o Azul Real do Schalke, Bordon atuou em 212 partidas e anotou 16 gols. Entretanto, em mais de 10 anos atuando como titular na Bundesliga, o zagueiro brasileiro conquistara apenas um troféu, e fora apenas a Taça da Liga Alemã, em 2006. Depois de seis temporadas com o Schalke 04, o brasileiro, que convivia com algumas lesões, mudou completamente de ares ao trocar a Alemanha pelo Catar, onde defendera o Al-Rayyan na temporada de 2010/11, já com os seus 35 anos. Após uma temporada inteira jogando sob o sol escaldante do Catar, Bordon resolvera se aposentar do futebol. Pouca gente se lembra, mas o caipira de Ribeirão Preto esteve na Copa América de 2004, quando o Brasil vencera a Argentina na final.
Élber
Quando o assunto é brasileiro na Bundesliga, em quem você pensaria? Hoje, poderíamos dizer Roberto Firmino (que foi para o Liverpool), quem sabe. No entanto, durante a década de 1990, esse nome era outro. Élber, revelado pelo Londrina, em 1990, ficou famoso após ótima participação no Mundial Sub-20, quando o Brasil perdeu a final nos pênaltis para histórica seleção de Portugal, que tinha Jorge Costa, Rui Costa, João Pinto e Luís Figo. Élber foi o artilheiro da seleção com quatro gols em seis jogos, o necessário para chamar a atenção do Milan, que acertou o seu empréstimo por uma temporada com opção de compra junto ao Londrina, fato que acabou não acontecendo. O atacante voltou para o clube paranaense, que logo o vendeu ao Grasshoppers-SUI, justamente na mesma época em que o Sonny Anderson defendia o Servette. Élber ficou por lá durante três temporadas até acertar sua transferência para o Stuttgart, clube que fora responsável por deslanchar a sua fama de matador. Foram apenas 88 jogos com a camisa dos suábios, porém, os expressivos 43 gols, numa época em que os clubes alemães estavam carregados de centroavantes goleadores, foram mais do que o suficiente para convencer o Bayern de Munique a gastar altas cifras em sua contratação. O duradouro relacionamento entre Élber e o gigante alemão foi digno de uma novela romântica. Ao todo, o brasileiro disputou 252 partidas com a pesadíssima camisa bávara, além de ter marcado 127 gols pelo clube e ter ajudado o clube a conquistar a Liga dos Campeões de 2000/01, o Mundial do mesmo ano, quatro Bundesligas, quatro Taças da Liga Alemã e quatro Copas da Alemanha, além de ter sido o artilheiro da temporada 2002/03. Apesar de ser considerado um monstro sagrado do Bayern, Élber não teve o mesmo tratamento por parte dos brasileiros, que, semelhante ao que acontece hoje em dia, torciam o nariz quando o nome dele era convocado para a seleção. O motivo? Não tinha se destacado no futebol nacional. Tanto é que o Luizão fora convocado para a Copa de 2002 (acabou sendo importante no pênalti inexistente) num ano muito bom do Élber, melhor do que o do Luizão. Todavia, depois de sete anos envergando muito bem a camisa bávara, o brasileiro fora negociado com o Lyon, onde atuou por duas temporadas. Em 2005, já em final da carreira, a lenda do Bayern de Munique voltou a Bundesliga para ajudar o Borussia Monchengladbach, que precisava de um centroavante. Élber durou pouco tempo no Gladbach, tanto que saiu da equipe no meio da temporada para assinar com o Cruzeiro, em 2006, que acabou sendo o seu último clube como profissional. Se hoje você fica bravo com o desconhecimento de jogadores como Roberto Firmino, Douglas Costa, Alex Teixeira e outros que de vez em quando aparecem na convocatória para a Seleção, imagine como foi na época do Élber. A sorte do Felipão é que 2002 acabou dando certo, O "nojinho", que grande parte dos brasileiros sentiam pelo Élber, acabou justificando a ausência da lenda bávara no plantel Campeão do Mundo em 2002. Algo que pode se repetir atualmente com alguns jogadores já citados anteriormente.
Longevidade e lealdade, essas são as palavras que definem muito bem o nosso querido Marcelo Bordon, ou melhor: Bordon. Revelado pelo São Paulo, naquele famoso "Expressinho Tricolor" comandado pelo Muricy Ramalho, onde foi campeão da Conmebol e da Recopa, o zagueiro sempre foi reconhecido por ser preciso nas divididas. Bordon atuou por seis anos no São Paulo, sempre alternando entre a titularidade e o banco de reservas, até ser negociado com o Stuttgart. No tradicionalíssimo clube alemão, Bordon foi titular, ídolo e referência para os mais novos. Pelos suábios, em pouco mais de cinco temporadas, o zagueiro brasileiro disputou 148 partidas e marcou 12 gols, uma marca bastante decente para um jogador que atuava pouco no país de origem e que, querendo ou não, estava enfrentando uma cultura completamente diferente. Bordon sempre demonstrou muita frieza e segurança, predicados que chamaram a atenção do Schalke 04 no início da temporada de 2004/05, quando o brasileiro trocou de cores na Bundesliga. Usando o Azul Real do Schalke, Bordon atuou em 212 partidas e anotou 16 gols. Entretanto, em mais de 10 anos atuando como titular na Bundesliga, o zagueiro brasileiro conquistara apenas um troféu, e fora apenas a Taça da Liga Alemã, em 2006. Depois de seis temporadas com o Schalke 04, o brasileiro, que convivia com algumas lesões, mudou completamente de ares ao trocar a Alemanha pelo Catar, onde defendera o Al-Rayyan na temporada de 2010/11, já com os seus 35 anos. Após uma temporada inteira jogando sob o sol escaldante do Catar, Bordon resolvera se aposentar do futebol. Pouca gente se lembra, mas o caipira de Ribeirão Preto esteve na Copa América de 2004, quando o Brasil vencera a Argentina na final.
Élber
Quando o assunto é brasileiro na Bundesliga, em quem você pensaria? Hoje, poderíamos dizer Roberto Firmino (que foi para o Liverpool), quem sabe. No entanto, durante a década de 1990, esse nome era outro. Élber, revelado pelo Londrina, em 1990, ficou famoso após ótima participação no Mundial Sub-20, quando o Brasil perdeu a final nos pênaltis para histórica seleção de Portugal, que tinha Jorge Costa, Rui Costa, João Pinto e Luís Figo. Élber foi o artilheiro da seleção com quatro gols em seis jogos, o necessário para chamar a atenção do Milan, que acertou o seu empréstimo por uma temporada com opção de compra junto ao Londrina, fato que acabou não acontecendo. O atacante voltou para o clube paranaense, que logo o vendeu ao Grasshoppers-SUI, justamente na mesma época em que o Sonny Anderson defendia o Servette. Élber ficou por lá durante três temporadas até acertar sua transferência para o Stuttgart, clube que fora responsável por deslanchar a sua fama de matador. Foram apenas 88 jogos com a camisa dos suábios, porém, os expressivos 43 gols, numa época em que os clubes alemães estavam carregados de centroavantes goleadores, foram mais do que o suficiente para convencer o Bayern de Munique a gastar altas cifras em sua contratação. O duradouro relacionamento entre Élber e o gigante alemão foi digno de uma novela romântica. Ao todo, o brasileiro disputou 252 partidas com a pesadíssima camisa bávara, além de ter marcado 127 gols pelo clube e ter ajudado o clube a conquistar a Liga dos Campeões de 2000/01, o Mundial do mesmo ano, quatro Bundesligas, quatro Taças da Liga Alemã e quatro Copas da Alemanha, além de ter sido o artilheiro da temporada 2002/03. Apesar de ser considerado um monstro sagrado do Bayern, Élber não teve o mesmo tratamento por parte dos brasileiros, que, semelhante ao que acontece hoje em dia, torciam o nariz quando o nome dele era convocado para a seleção. O motivo? Não tinha se destacado no futebol nacional. Tanto é que o Luizão fora convocado para a Copa de 2002 (acabou sendo importante no pênalti inexistente) num ano muito bom do Élber, melhor do que o do Luizão. Todavia, depois de sete anos envergando muito bem a camisa bávara, o brasileiro fora negociado com o Lyon, onde atuou por duas temporadas. Em 2005, já em final da carreira, a lenda do Bayern de Munique voltou a Bundesliga para ajudar o Borussia Monchengladbach, que precisava de um centroavante. Élber durou pouco tempo no Gladbach, tanto que saiu da equipe no meio da temporada para assinar com o Cruzeiro, em 2006, que acabou sendo o seu último clube como profissional. Se hoje você fica bravo com o desconhecimento de jogadores como Roberto Firmino, Douglas Costa, Alex Teixeira e outros que de vez em quando aparecem na convocatória para a Seleção, imagine como foi na época do Élber. A sorte do Felipão é que 2002 acabou dando certo, O "nojinho", que grande parte dos brasileiros sentiam pelo Élber, acabou justificando a ausência da lenda bávara no plantel Campeão do Mundo em 2002. Algo que pode se repetir atualmente com alguns jogadores já citados anteriormente.
19.8.15
Postado Por: TramaFC
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A volta dos que não foram - Mercado Estrangeiro, parte 1
Duas coisas levaram a criação dessa nova publicação. A primeira delas foi o sucesso do primeiro texto sobre os eternos rojões molhados, que consistia num time imaginário onde as maiores promessas do futebol brasileiro dos anos 2000 enfrentariam outro time brasileiro com esse mesmo critério. A segunda motivação é que esse fenômeno dos rojões molhados não é exclusividade nossa, sendo que a quantidade de jogadores estrangeiros que não deram certo é absurda.
Os critérios são quase os mesmos da primeira publicação, a querida "A volta dos que não foram". Desta vez, todos os jogadores analisados são de 2000 em diante (nada de jogadores revelados em 1996). Como a quantidade de jogadores no mercado estrangeiro é bem maior, foi necessário um critério mais rigoroso. Além disso, como não existe a Copa São Paulo de Futebol Junior como parâmetro, foi estabelecido que todos os jogadores analisados teriam que ter disputado, ao menos, uma competição oficial de categoria de base entre seleções.
Lembrando que essa lista não é somente de promessas europeias. Aqui você encontrará jogadores latinos, asiáticos, africanos e até árabes. Assim como na primeira publicação do "A volta dos que não foram", o time A será escalado (dessa vez com campinho e tudo!) na primeira parte e, na segunda parte o time B terá sua vez.
Prontos? Assim fica o TIME A do mercado estrangeiro das promessas que não vingaram:
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| Algumas das maiores mentiras do futebol, especialmente a dupla Giovani dos Santos e Freddy Adu, num esquema tático bastante ousado. |
Sergio Asenjo - 9 entre 10 pessoas que viram Sergio Asenjo jogar pelas categorias de base da seleção espanhola cravavam que o atual goleiro do Villareal seria o maior de sua geração. Revelado pelo Valladolid, Asenjo apareceu muito bem na geração de ouro espanhola que venceu a Euro Sub-19, em 2007. Porém, após esse burburinho todo em 2007, o goleiro espanhol começou a cair no ostracismo que muitos dos goleiros espanhóis estão acostumados. Asenjo disputou com a seleção espanhola os torneios sub-21 do Mundial e da Euro, em 2009, mas sem obter sucesso algum. Mesmo sem repetir as boas atuações nas categorias de base, o goleiro conseguiu uma transferência do modesto Valladolid para o Atlético de Madrid na temporada 2009/10. Asenjo começou como titular da meta Colchonera, porém, após inúmeras falhas o goleiro virou reserva de outra revelação espanhola: De Gea. O atual goleiro do Manchester United teve uma temporada fantástica defendendo o gol do Atlético, impossibilitando que Asenjo retomasse a posição e fazendo que fosse emprestado ao Málaga. De Gea manteve a condição de titular até ser negociado com os Red Devils, na temporada de 2011/12. Esperava-se que Asenjo fosse retomar a posição de titular, se não fosse pela excelente pré-temporada de Thibaut Courtois, goleiro belga que veio por empréstimo do Chelsea aos Colchoneros. O rojão molhado espanhol manteve-se nessa condição por mais duas temporadas até ser emprestado novamente, só que dessa vez para o Villarreal, onde encontrou a titularidade momentânea.
Bosingwa - O lateral-direito português, que nasceu no antigo Zaire, ficou famoso pela estupenda partida que fez pelo Porto na final da Champions League, contra o Mônaco, em 2004. Bosingwa, que devido a sua força e apoio ao ataque, era constantemente comparado à Cafu. Após cinco temporadas com o Porto, o jogador trocou as terras lusitanas pela terra da rainha - mais precisamente pelo Chelsea - sendo que jogador foi um pedido especial de José Mourinho, que o treinou naquela saga do Porto até conquistar a "orelhuda". Entretanto, quando tudo parecia encaminhado para o sucesso do lateral português, sob a batuta de um compatriota, o sonho ruiu. Bosingwa contabilizou inúmeras partidas abaixo da média, um monte de gols-contra, gols perdidos e até erros em cobranças de lateral. O jogador chegou a ser rebaixado para a equipe reserva dos Blues devido as falhas. Na temporada passada, Bosingwa trocou o Chelsea pelo Queens Park Rangers não só pela esperança de reencontrar o futebol que o fez famoso nos tempos de Porto, mas também na esperança de reconquistar uma vaga na seleção portuguesa. Até o momento, o lateral, hoje com 31 anos, não conseguiu embalar no futebol inglês (foi negociado com o Trabzonspor-TUR) e também falhou miseravelmente em retornar à seleção.
Royston Drenthe - O nosso lateral-esquerdo ficou muito famoso quando trocou o Feyenoord pelo Real Madrid por cifras milionárias e irrisórias por sua respectiva fama na época. Drenthe, um lateral "moderno", que era famoso pelo apoio ao ataque e com chutes potentes vindos de sua perna esquerda, logo beliscou uma vaga entre os titulares merengues. Vale lembrar que Drenthe fazia parte do "pacote holandês" que o Real Madrid trouxe para a temporada, que contava com Sneijder (Ajax), Van der Vaart (Ajax) e Robben (Chelsea). Também vale lembrar que nenhum deles vingou no Real Madrid, especialmente os últimos três, que foram negociados com outras equipes antes do próprio Drenthe. No entanto, por que eles não estão na lista de rojões molhados? Simples. Sneijder, Van der Vaart e Robben trocaram o Real Madrid por Inter, Tottenham e Bayern de Munique na hora certa e retomaram o rumo de suas carreiras, o que não aconteceu com o Drenthe, que preferiu continuar no Real por mais três temporadas até ser emprestado ao Hércules, em 2010/11. Drenthe até que começou bem no nanico espanhol, onde até fora destaque numa partida contra o Barcelona de Messi e cia ltda (naquela temporada fantástica dos catalães), em que seu clube venceu o Barça por 2x1, com um gol do holandês e outro do atacante paraguaio Nelson Valdez. Depois desse brilhareco, Drenthe não apareceu mais na mídia e fora esquecido de vez pela seleção holandesa. Após sua passagem pelo Hércules, o lateral-esquerdo fora emprestado pelo Real Madrid ao Everton, e na temporada seguinte negociado com o Alania-RUS. Atualmente, Drenthe atua pelo Reading, na segunda divisão da Inglaterra.
Burdisso - Quando chegar o dia de Nicolás Burdisso fazer a passagem para o outro mundo, apesar de mórbido, seria conveniente escrever em sua lápide "o eterno reserva". Famoso em toda América do Sul, Burdisso fez uma jornada extraordinária em seus cinco anos de Boca Juniors. Jogando pelos Xeneizes, o zagueiro conquistou TRÊS Libertadores (2000, 2001 e 2003) e DOIS Mundiais, além de DUAS Aperturas, UM Mundial Sub-20 e UMA Olimpíada. Currículo invejável, não? Graças à sua marcante passagem pelo clube argentino, Burdisso conseguiu um contrato com a Inter de MIlão, onde disputaria vaga com Córdoba, Mihajlovic, Materazzi e Gamarra. Resultado? Banco de reservas para ele. No entanto, famoso pelo temperamento difícil, Burdisso pediu para ser emprestado ao Boca logo após sua chegada à equipe Nerazzurri. Após sua volta de empréstimo, o zagueiro argentino, ídolo no Boca, não conseguiu manter-se entre os 11 titulares da Inter, sendo que foram os vários fatores que contribuíram para o seu "azar". O primeiro deles é a baixa estatura (1,83m), apesar do ótimo desempenho no chão. O segundo problema era a concorrência. Logo após assinar com a Inter, além desses jogadores já citados, Burdisso enfrentou a concorrência de Cristian Chivu, Walter Samuel (conterrâneo) e Lúcio - sem contar que Patrick Vieira geralmente jogava de zagueiro também. O terceiro empecilho na carreira de Burdisso era a enorme lista de contusões sofridas ao longo de seu contrato com os Nerazzurri. Todo mundo sabe da qualidade do zagueiro argentino, que apesar de todos esses problemas sempre foi convocado à seleção de seu país - ainda como reserva. Sua liderança, confiabilidade e baixo salário lhe garantiram um contrato com o seu atual clube, a Roma. Burdisso até que começou bem a sua primeira temporada com a Roma, em 2009/10, porém, as lesões tornaram a atrapalhar o zagueiro. Contratado para ser titular e botar ordem na casa romanista, Burdisso voltou a enfrentar os três fantasmas que o perseguiam na Inter. Ah, ele ainda é reserva.
Woodgate - Quem nunca contratou o zagueiro inglês na Master League que atire a primeira pedra! Jonathan Woodgate, revelado pelo Leeds e com ótima passagem pelo Newcastle, era nome certo nas convocações para a seleção inglesa. Bom no jogo aéreo e preciso nos desarmes, Woodgate fora contratado pelo Real Madrid, no mesmo pacote que continha Michael Owen, na temporada de 2004/05. Pelos merengues, o zagueiro inglês teve a companhia de outro jogador conterrâneo, o meia David Beckham, que assegurou a chegada da promessa inglesa como a solução de todos os problemas defensivos da equipe. No entanto, a realidade foi totalmente obscura e contraditória ao que Beckham havia cravado sobre o colega de seleção. Woodgate, que na Inglaterra gozava de um respeito técnico muito grande, foi um dos maiores "nonsense" da história do Real Madrid devido às péssimas atuações descontadas em seu péssimo timming, descolando ao jogador uma quantidade assustadora de cartões vermelhos. Por isso, o zagueiro enfrentou a temida geladeira merengue, de onde poucos jogadores se safam. Foram três anos atuando no Santiago Bernabéu, sendo que duas dessas temporadas pouco se ouvia falar do zagueiro. Para se ter noção, Woodgate era a última opção dos treinadores Galáticos, que preteriam o jogador e escalavam "coisas" como Raul Bravo, Paco Pavón, Ivan Helguera, Álvaro Mejia, além dos já consagrados Sergio Ramos, Fabio Cannavaro e Christoph Metzelder. Sua curta estadia de três temporadas no gigante de Madrid terminou quando o jogador fora negociado com o Middlesbrough, na temporada de 2006/07. Por lá, Woodgate tornou a desempenhar uma temporada mais regular, com duas temporadas seguidas como titular do modesto Boro até ser vendido ao Tottenham em 2008. Nos Spurs, o zagueiro inglês tornou a ser esquecido e amargou o banco na maioria de suas quatro temporadas em White Hart Lane. Sem espaço no futebol de alto nível, longe da seleção inglesa e com poucas propostas, Woodgate foi parar no Stoke City, clube conhecido pelo poderio defensivo. Onde se imaginava a retomada do futebol daquele que outrora era apontado como esperança na defesa inglesa, foi na realidade a afirmação de que Woodgate era uma das maiores mancadas do futebol. O zagueiro não durou uma temporada inteira e já fora negociado com o Middlesbrough, clube que o acolheu após sua desastrosa passagem pelo Real Madrid. No entanto, o Boro se encontra na segunda divisão inglesa, longe do glamour que Woodgate imaginou um dia ter.
Gabri - O futuro do Barcelona reside nos pés de um meio-campista cerebral, que joga como volante, porém não é caneludo. Suas principais características são os passes precisos e lançamentos magistrais que colocavam os atacantes Culés na cara do gol. Parece que estamos falando sobre o fantástico meia Xavi Hernández, que mudou o curso da história blaugraná. Entretanto, o tópico dessa conversa é outro jogador revelado nas canteiras de La Masia, a fábrica de jóias do Barcelona. Gabri é a prova viva de que nem tudo o que o Barça faz é bonito, e que às vezes saem umas coisas bem estranhas de lá. Revelado na época de 1999/00, Gabri era pautado pelos principais jornais da Espanha como o cisne mais belo que um clube espanhol já ousou preparar para o mundo do futebol, e que o outro menino que subia consigo, um tal de Xavi, viveria às sombras do volante carequinha e dos outros titulares Culés - que eram simplesmente Philip Cocu, Pep Guardiola, Ronald de Boer, Luis Enrique e Zenden! Para se ter uma ideia, Xavi vestia a camisa 26 do Barcelona à época e o Gabri usava a 18. Porém, para a sorte do Barcelona, o curso da história provou que os jornais e a diretoria estavam errados sobre os camisas 26 e 18. A trajetória de Gabri e Xavi também se cruzavam nas categorias de base da Espanha, e entre 1999 e 2004 os dois dividiram as ações da meia-cancha da Fúria, e na final das Olimpíadas de 2000 (quando o Brasil fora eliminado pela seleção de Camarões, do atacante Eto'o) os dois volantes marcaram os gols da Fúria, que empatou em 2x2 com os africanos e posteriormente perderam o título nas cobranças de pênaltis por 5x3. Como dito antes, Xavi provou à todos que era melhor que Gabri, e condenou o volante ao banco de reservas. Mais à frente, na temporada de 2006/07, Gabri fora negociado com o Ajax, pois o Barça planejava contextualizar seu modo de jogar em cima do craque Xavi, que já era dono da camisa número 6. Durante 10 anos (três como jogador do Barça B), o volante conquistou nove títulos com o Barcelona, inclusive aquela Champions League de 2005/06, em seu último ano como um Culé, contra o Arsenal. Gabri, apesar da fama de "flop" (termo que os europeus dão aos seus rojões molhados), manteve-se no gigante holandês, conquistando duas Copas e uma Supercopa. O volante não só se manteve, como também conseguiu ficar por quatro temporadas com o Ajax, sempre alternando entre titular e reserva, até ser vendido ao Umm-Salal-QAT. Ironicamente, após sua venda, o Ajax também reimplantou em seu time um esquema mais ofensivo, recheados de jovens promessas e que eram liderados pelo treinador, e ídolo, Frank de Boer. Depois de se aventurar pelo Mundo Árabe, Gabri voltou à Europa para se aventurar no futebol suíço, defendendo as cores azuis do Sion e as vermelhas do Lausanne.
Miguel Veloso - Tratado como joia nas categorias de base do Sporting, Veloso subiu aos profissionais para ser o grande capitão, a pedra fundamental dos falidos Leões. Como Veloso está escalado no nosso time de rojões molhados, obviamente o volante não conseguiu se destacar em terras lusitanas. Mas, voltando um pouco no passado, Miguel Veloso era sempre cotado, desde suas aparições nas categorias de base de Portugal (onde conquistou a Euro Sub-17, em 2003), em grandes clubes como Manchester United, Barcelona, Chelsea (durante o reinado de José Mourinho), Arsenal e tantos outros gigantes. Esse assédio todo era explicado por suas características ímpares, pois o volante tinha um ótimo senso de marcação e fineza no trato com a bola, e sua promoção aos grandes nomes lusitanos parecia ser inevitável. A derrocada de Veloso pode ser atrelada ao péssimo desempenho do Sporting, clube que não conquista uma liga desde 2001/02, e sempre decepciona os fãs, já que Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Nani e outros grandes nomes saíram do mesmo buraco que ele. A má fase da seleção portuguesa também pode ser usada como desculpa por Miguel Veloso, já que todos imaginavam que essa prolífera geração daria conta do recado e traria mais taças à capital Lisboa. Apesar de tudo, mesmo estando com 27 anos, Veloso ainda participa das convocações lusitanas, inclusive participou da Copa do Mundo de 2010, em solo africano, onde obteve uma apresentação horrorosa, cheia de cartões amarelos e vermelhos. Marcado pela displicência e falta de conduta, as propostas que eram especuladas, e que viriam dos grandes clubes já citados, se tornaram numa mera oferta de mercado vinda do Genoa, onde o jogador não se destacou e fora vendido ao Dynamo Kiev, sua atual casa.
Giovani dos Santos - Craque, gênio, o prodígio mexicano, aquele vai levar o México às finais de Copas do Mundo. Eram esses os adjetivos dados ao jovem ponta-esquerda/meia-ofensivo, do Barcelona e da seleção mexicana. Filho de Zizinho (NÃO AQUELE) - que fora revelado pelo São Paulo e que construiu toda a sua carreira no México -, Giovani dos Santos é mais uma promessa de La Masia, a já citada academia de talentos do Barça, que não vingou. O jovem mexicano, segundo o próprio Guardiola, era dotado de uma arrogância estupenda, o que infligia em sua maneira de jogar. Toques de lado, participação zero na marcação dos zagueiros (marca registrada do Barcelona), faltas desnecessárias e certa rusga com Messi foram os motivos de sua saída do Barça. Porém, antes de tomarem a decisão de vendê-lo ao Tottenham, algo comichava atrás dos ouvidos dos dirigentes catalães: a sua homérica participação no Mundial Sub-17, quando o México derrotou o Brasil na final por 3x0. Dos Santos, que fora considerado o Golden Boy daquela edição, além de ter desempenhando uma jornada de classe mundial, era o nome falado em todo mundo. Já pela seleção mexicana, Giovani dos Santos alternava bastante os seus desempenhos nos gramados. O jovem, apesar da alternância, conquistou duas Copas Ouro, e fora considerado o craque das duas edições. Mas, falando do dia-a-dia do futebol, dos Santos não se firmava em nenhum lugar, e acabou sendo emprestado pelos Spurs ao Ipswich Town (na ocasião, clube da segunda divisão inglesa), ao Galatasaray e ao Racing Santander. Na temporada de 2012/13, a paciência judaica dos dirigentes do clube inglês esgotou-se e decidiram por vender o jogador ao Mallorca, após cinco temporadas de contrato com o clube. No entanto, na temporada passada, Giovani dos Santos destacou-se na fraquíssima campanha do clube espanhol (culminou com o rebaixamento do clube do litoral espanhol) e acabou sendo vendido ao Villarreal, recém-promovido à primeira divisão. Ao contrário de Giovani, Jonathan dos Santos (que tem cidadania brasileira, diferentemente do irmão) ainda está em Barcelona e é frequentemente usado por Tata Martinez.
Freddy Adu - O novo Pelé, segundo a mídia americana. No final de 2002, fomos pegos de surpresa com a seguinte matéria: "EUA revela o novo Pelé". "Minha nossa, os americanos aprenderam a jogar futebol!", essa foi a minha reação após ver a matéria exibida pela TV Bandeirantes. Negro, rápido, forte, matador, joga contra jogadores mais velhos e se destaca. Era isso que a matéria dizia, na época. Ao menos temos de admitir que a história contada por eles era muito parecida com a de Pelé, porém - com um grande e suntuoso PORÉM -, essas grandes apresentações aconteciam na terra do McDonald's, onde o futebol era amador e infértil. Outra coisa que era questionável sobre suas habilidades: de 2003 à 2007, longo período em que participou do campeonato americano de futebol profissional, seus números não eram dignos nem de um Bebeto. Estranho. MUITO ESTRANHO. No entanto, mesmo sob essa plausível desconfiança do mundo inteiro, o americano firmou um contrato com o Benfica, o gigante português. A princípio, o jogador viria para integrar o Benfica B, onde ficou seis meses. Porém, mesmo com uma fraquíssima participação nas Olimpíadas de 2008, o jogador conseguiu ser emprestado ao Mônaco para ajudar o clube na luta contra o rebaixamento na League One. Missão cumprida não por ele, mas pelos outros companheiros de equipe, já que lá ele era pouco utilizado. Em meados de 2009, Adu voltou à Portugal, mas não para defender o Benfica. Na terrinha, o jovem atacante americano fora emprestado ao Belenenses para melhorar os seus fundamentos. Houve melhora? Que nada! O americano não chegou a ficar uma temporada completa em Portugal, sendo repassado ao Aris-GRE. Após seis meses na Grécia, o jogador foi novamente emprestado ao Rizespor-TUR, que disputava a SEGUNDA DIVISÃO do país. Farto dos péssimos desempenhos do jogador de origem ganesa, o Benfica rescindiu o contrato de Adu, que acabou assinando com o Philadelphia Union, em 2011. Após dois anos em casa, algo digno de Football Manager aconteceu! O Bahia trocou o volante Kleberson com o clube de Adu para que ele disputasse o Brasileirão deste ano. Em Salvador, o americano fora utilizado em duas circunstâncias, ambas vindo do banco de reservas, e com o pífio aproveitamento de 20 minutos no campeonato todo! Atualmente, o novo Pelé está sem clube.
Cassano - Antonio Cassano podia muito, muito, muito mais. Só que ele não quis ser muito mais. O atacante italiano, revelado pelo Bari, e que ficou conhecido pela grande parte do mundo quando trocou o pequeno clube do estado de Puglia pela Roma, era um jogador em ascensão e de características idênticas as de Totti - já que ele estava à caminho do clube do Eterno Capitano. O seu desempenho na primeira temporada pela Giallorossi foi estupendo, causando um impacto gigantesco após levar a Roma ao vice-campeonato, ficando atrás da Juventus (campeã) por apenas 1 ponto. Mas, o que mais chamava a atenção para o Cassano eram suas características totalmente opostas ao futebol praticado pelos atacantes italianos, sendo que a jovem promessa possuía dribles insinuantes, muita correria e um descaso muito grande com a marcação. Seu entrosamento com Totti era de se encher os olhos, e, excluindo o Scudetto de 2000/01, uma temporada antes de Cassano assinar com a Roma, nunca se viu o Totti jogar tanta bola quanto ele jogou com o Cassano! Em suas cinco temporadas pela Giallorossi, Cassano fez 153 jogos e marcou 50 gols, porém, o atacante passou em branco no que se resume a títulos. Na temporada de 2005/06, após participar da Eurocopa de 2004 e vindo de uma temporada razoável com a Roma, Cassano trocou a capital italiana pela capital espanhola para defender o Real Madrid a pedido, pasmem, de VANDERLEI LUXEMBURGO (flashback: o treinador permaneceu durante o ano inteiro de 2005 no comando do Real). Era de se esperar que o Cassano fosse brilhar no clube merengue, já que Raul não gozava de muito respeito com o Luxa, além de que o Robinho, recém-chegado, ainda se adaptava à maneira europeia. Também era esperado que Cassano firmasse uma dupla de ataque com Ronaldo tão fulminante quanto fora com Totti nos tempos de Roma. Os números traduzem muito bem as duas temporadas de Cassano com o Real: o jogador atuou em apenas 29 partidas com míseros 4 gols anotados. O principal fator que desequilibrava contra Cassano era justamente o seu maior amor: a gandaia. Apesar de ser ridiculamente esquisito, o atacante afirma ter um poder "sobrenatural" com as mulheres, resultando numa declaração onde, para espanto geral de todo mundo, ele afirma ter saído com mais de duas mil (loucas) mulheres. Ao contrário de sua fama fora de campo, o italiano saiu tão por baixo do Real Madrid que sua transferência para a Sampdoria saiu praticamente despercebida durante o mercado de transferências, algo inimaginável para os admiradores do Calcio que davam como certo o seu sucesso no mundo futebolístico. No entanto, antes mesmo de se perpetuar como um grande fracasso, Cassano tinha na Sampdoria a sua chance de se redimir no futebol e tentar voltar à um grande centro. A passagem de Cassano pelo tradicional clube de Genova foi um grande paradoxo, pois o atacante ao longo das quatro temporadas na Liguria desempenhou momentos altos e baixos - talvez a Samp fora o melhor momento de Cassano após sua saída da Roma, já que o atacante conseguiu classificar a Sampdoria à última fase de qualificação para integrar a fase de grupos da Champions League. Durante essas quatro temporadas, o jogador entrou em campo 112 vezes e marcou apenas 39 gols. Cassano saiu brigado da Sampdoria após xingar o presidente e questionar as ambições da Samp com relação à sua pessoa. Depois da Sampdoria, Cassano beliscou uma vaga no elenco do Milan - e também na seleção italiana, onde disputou a Eurocopa de 2012 -, time que defendeu por três temporadas discretas, marcando oito gols em 40 partidas. Seu fraco desempenho não impediu que o clube Rossonero o trocasse com a arquirrival Inter, em 2012/13. Após uma temporada tão fraca quanto às de outrora, Cassano fora emprestado nesta temporada ao Parma com as pampas de "grande reforço para o centenário do Giallo Blu".
Roque Santa Cruz - Existem dois tipos de rojões molhados: os pernas-de-pau e as decepções. Como diferenciar um perna-de-pau para um jogador decepcionante? Fácil. Um perna-de-pau é aquele que se destaca num cenário duvidoso, sem muita procedência, e que na hora H ele "peida". Um jogador decepcionante é aquele profissional que tinha potencial, mostrava habilidade em diversas situações, mas que por condições extra-campo, azar, mal-gerenciamento da carreira ou simplesmente falta de comprometimento, não vingaram. Esse é o caso do paraguaio Roque Santa Cruz. Revelado pelo Olímpia em 1998, Santa Cruz é um centroavante alto (1,91m) e com boa técnica nos pés, uma combinação perfeita para um jogador nessa posição explodir no futebol contemporâneo. Seu sucesso nas categorias de base do Paraguai somado ao seu ótimo debute num dos principais clubes da América do Sul lhe credenciou a assinar um contrato valioso com o gigante Bayern de Munique, em 1999. Tratado como joia pelos alemães, Santa Cruz veio para fazer parte de uma reestruturação do clube bávaro, que recentemente havia perdido a Champions League para o Manchester United no último lance da final. Os grande nomes da linha ofensiva alemã eram os brasileiros Paulo Sérgio e Élber, que tinham como substitutos imediatos os alemães Jancker e Zickler. Mesmo sendo uma promessa, Roque Santa Cruz tinha suas oportunidades durante os primeiros dois anos na Alemanha. Pela seleção paraguaia, Santa Cruz encantava os latinos, que por sua vez não entendiam como esse cara era reserva lá na Bundesliga. Seu ápice fora durante a Copa do Mundo de 2002, onde mesmo tendo marcado apenas um gol, mostrou a sua habilidade em armar as jogadas de ataque e de segurar os zagueiros adversários na disputa pela bola (algo que ele aprendeu com o treinador, e lenda italiana, Cesare Maldini). Essa habilidade havia sido perdida durante um bom tempo no futebol, mas Santa Cruz era capaz de ressuscitá-la como poucos. De volta aos dias de Bayern, o paraguaio teve de conviver com as contusões e dificuldades de se manter no peso correto. Sabendo do potencial de seu centroavante, os dirigentes bávaros sempre renovavam seu contrato, amarrando-o ao clube sempre que surgia a hipótese do jogador trocar de ares em busca de um clube que lhe desse mais oportunidades de atuar como titular. Entretanto, o baque das contusões atrapalharam demais no projeto do paraguaio de se tornar um jogador de classe mundial, levando-o a atuar em 235 partidas pelo Bayern com apenas 53 gols anotados. Após ficar escondido por OITO temporadas no gigante alemão, Santa Cruz acertou a sua transferência para o Blackburn, clube que sempre lutava pelas posições intermediárias na Premier League. Jogando como titular, o paraguaio reencontrou o caminho para o sucesso com uma ótima campanha de 40 partidas e 22 gols na temporada de 2007/08, e de 27 partidas e seis gols em 2008/09 - na segunda temporada com os Rovers, Santa Cruz rompeu os ligamentos do joelho novamente e perdeu todo o segundo turno da Premier League. Revitalizado no mercado, Santa Cruz foi comprado na temporada de 2009/10 pelo Manchester City, que na época havia sido vendido ao ambicioso magnata tailandês e que pretendia transformar o Sky Blue numa potência mundial. No entanto, o paraguaio ficou perdido no meio da baciada de jogadores que o City trouxe com a injeção de dinheiro do velho tailandês, que contava com Robinho, Tevez, Bellamy e Adebayor (só para ficar entre os atacantes). A concorrência era desleal já que Santa Cruz ainda voltava da contusão no joelho, o que lhe sujeitou a participar de apenas 24 jogos em duas temporadas com os Citizen, marcando apenas QUATRO gols. Visando uma boa forma física e continuidade para poder servir o seu país na Copa do Mundo de 2010, o paraguaio foi emprestado ao Blackburn, time que lhe reprojetou ao futebol. Entretanto, Santa Cruz falhou novamente em desempenhar todo aquele futebol que nós conhecíamos no começo de sua carreira, fazendo apenas 10 aparições na temporada inteira e sem marcar um gol sequer. Essas estatísticas medíocres não impediram que ele fosse convocado para a Copa, onde ele foi titular e saiu da Africa do Sul com uma assistência contabilizada em seu caderninho. Já na temporada de 2011/12, Santa Cruz, que não tinha espaço no robusto elenco do Manchester City, foi novamente emprestado, só que dessa vez ao Bétis. Com uma regularidade maior de 35 partidas, o paraguaio marcou sete gols, um número baixo, mas que se você for pesar na balança levando em consideração as desvantagens físicas de Santa Cruz é um número satisfatório. Deve ter sido isso o que pensou o Málaga quando acertou a contratação do nosso querido atacante, em 2012/13, visando a Champions League. Santa Cruz, que já tem 32 anos (inacreditável, eu sei!), é um caso lastimável daqueles jogadores que nós tínhamos certeza de que daria certo, mas que não deu.
26.12.13
Postado Por: TramaFC
Ó, pá! Quanta confusão na terrinha
A Liga Sagres, nome dado ao campeonato nacional de Portugal, reservou aos torcedores da terrinha um certame muito interessante neste ano. O campeonato português quase nunca reserva uma surpresa com relação ao vencedor: ou é o Benfica, ou é o Porto. Porém, a edição deste ano chamou a atenção por alguns detalhes que devem ser observados com afinco.
O primeiro detalhe que chamou a atenção foi o desfecho do campeonato. A trama não fugiu do roteiro, e apenas o Benfica e o Porto disputaram o campeonato pra valer. O Porto liderou a competição, com o Benfica empatado em pontos, até a rodada 21. Depois disso, o Benfica arrancou fortemente ao título. As Águias chegaram a abrir quatro pontos de vantagem sobre o Porto. Porém, depois de liderar a campanha até a rodada 28, o Benfica perde o clássico para o Porto, no Estádio do Dragão, quando a diferença era apenas de dois pontos. Resultado: Porto voltou à liderança na rodada 29, e com um jogo restante para fechar o campeonato. Os Dragões venceram o seu compromisso contra o Paços de Ferreira e conquistaram o tricampeonato.
O Benfica pagou pela sua incongruência. O clube de Lisboa deixou escapar pelos dedos uma chance única, pois bastava o empate contra o Porto para deixar o título praticamente assegurado. O empate ia sair se não fosse por culpa do Kelvin. O jovem brasileiro, revelado pelo Paraná Clube, entrou nos minutos finais do clássico e acertou um petardo (porém defensável) no último minuto da partida. Uma amarelada incrível do Benfica, e uma recuperação magistral do Porto.
O segundo detalhe que chamou a atenção foi, o já citado, Paços de Ferreira. Fundado em 1950 como Vasco da Gama, o clube, de proporções bastante modestas, sempre frequentou as divisões inferiores de Portugal. Na década seguinte, a equipe mudou o seu nome de Vasco da Gama para Paços de Ferreira, nome da cidade. A cidade de Paços de Ferreira fica no estado do Porto, e tendo o FC Porto como maior clube, o Paços de Ferreira resolveu copiar o uniforme do gigante do estado nessa mesma década.
Com o tempo, o Paços de Ferreira foi adquirindo acessos. O clube conquistou por três vezes a segunda divisão de Portugal, que são os seus únicos troféus oficiais. Na década de 1990, o Paços deixou de copiar o Porto e resolveu mudar o seu uniforme. Usando as cores amarela e verde, o Paços de Ferreira foi se assentando no cenário luso.
No entanto, a maior conquista do clube aconteceu nessa temporada quando o Paços de Ferreira conquistou o terceiro lugar na tabela de classificação, e assegurou uma vaga nos playoffs para Champions League. Um clube sem dinheiro, sem grandes jogadores e com muita força de vontade conquistou o terceiro posto com duas rodadas de antecedência. Aliás, um fato curioso sobre o clube, é que o seu principal destaque é o treinador Paulo Fonseca, de apenas 40 anos, que já está sendo cortejado por grandes clubes europeus.
O Paços de Ferreira conta com dois brasileiros em seu elenco: Cássio, ex-goleiro do Vasco, e Luiz Carlos, ex-meia do Ipatinga. O segundo, aliás, foi o grande jogador da equipe ferreirense no campeonato. Além dos dois brasileiros, outro destaque da equipe é o atacante português Manuel José.
O terceiro e último detalhe desse campeonato português fica pela decepção de um grande clube. O Sporting, equipe muito tradicional, terminou o campeonato apenas na sétima posição. Envolto em disputas políticas, que resultou na renúncia do presidente, o clube da capital portuguesa desempenhou um papel pífio durante o certame.
O que mais se discutiu sobre o Sporting, além da posição na tabela, fora a qualidade do elenco em comparação as equipes que ficaram à frente dos Leões. Rui Patrício, Boulahrouz, Labyad, Jeffrén, Capel e Wolfswinkel são alguns bons jogadores do Sporting, que naufragaram juntos com a agremiação.
Detentor de 18 campeonatos nacionais, o Sporting vai ficar de fora até da Europa League para a temporada de 2013/2014 devido à má campanha. Com salários atrasados e pouco dinheiro em caixa, o clube de Lisboa deve cortar gastos e perder vários jogadores na janela de transferências que vai se abrir agora no verão europeu.
23.5.13
Postado Por: TramaFC
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