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A redenção da dinastia que não acabou
A temporada
2014/2015 do Patriots começou claudicante, com uma derrota estranha para o
Miami Dolphins por 33x20, fora de casa, quando o time levou a virada na volta
do intervalo e não fez uma pontuação sequer no segundo tempo. Depois disso, o
Patriots venceu duas partidas seguidas, ainda jogando mal, até enfrentar o Kansas City Chiefs, quando foi massacrado no Arrowhead Stadium, por 41x14, numa péssima
jornada de Tom Brady e Bill Belichick. Pois é, uma das maiores duplas da história da NFL foi responsável pelo momento mais crítico da franquia em anos. Foi depois desse confronto que começaram a sentenciar o fim da dinastia do Patriots, além de aposentarem precocemente Tom Brady e Bill Belichick.
A paulada foi tão grande e dolorosa que os
torcedores ficaram em choque, algo nunca visto antes, mesmo a maioria sabendo
que essa temporada seria de renovação para a franquia. Parecia que finalmente o time mais odiado da NFL estava fadado ao desastre. E qual foi o resultado
desse pânico todo? O Patriots engatou SETE vitórias seguidas, sendo a maioria dessas
vitórias por 40 ou mais pontos, transformando "a dinastia que havia acabado" no quarto melhor pontuador
geral da competição. A gana e o ódio estavam visíveis nos olhos e no
comportamento dos jogadores do Patriots.
Aos poucos, a linha ofensiva (OL) ia melhorando, a defesa ficava cada vez mais agressiva e perigosa na secundária e o ataque aparecia cada vez mais incisivo. Entretanto, havia um jogador que
estava ainda mais em "modo fúria". Quem mais sofreu, e sofreu calado, foi o mitológico quarterback de New England. De repente, até o Colin Kaepernick parecia ser, aos olhos dos especialistas, mais quarterback do que o multi-campeão camisa 12 do Patriots. A necessidade que a mídia tem em criar e derrubar ídolos fez com que o QB saísse da sua zona de conforto, que ousasse mais. Todavia, o oportunismo e o sensacionalismo foram benéficos para o Patriots, que usou todo esse burburinho negativo a seu favor. Todos que acompanham a NFL há algum tempo sabem que quando Tom Brady joga no
"modo fúria" não existe adversário que consiga pará-lo, vide o Denver
Broncos, Cincinnati Bengals e Indianapolis Colts, que começaram as suas campanhas bem melhores do que
o Patriots, e que eram cotados para estarem no lugar do New England Patriots, mas que foram completamente dominados e massacrados quando enfrentaram Tom Brady
e os seus amigos. O massacre no Kansas serviu para acender a fogueira de
competitividade que estava esmerilhando na gélida New England.
O Patriots terminou a temporada regular com 12 vitórias, quatro
derrotas e nenhum empate, além de ter terminado a fase com o quarto melhor ataque
da NFL. O time estava afiado e preparado para os combates dos playoffs, apesar de todo pessimismo dos torcedores. O primeiro deles, aliás, foi o mais temido de todos: o Baltimore Ravens, um pesadelo na vida de qualquer fã do Patriots. Joe Flacco estava imaculado nos playoffs, com números espetaculares e recordes estabelecidos, mas toda a pompa do QB não foi párea contra uma atuação espetacular dos donos da casa. O Patriots esteve duas vezes atrás no placar por 14 pontos e numa das vezes que revertera o placar, e uma faceta fora revelada ao mundo: as trick plays do Patriots. O famoso passe para trás do Brady para o Edelman que, em seguida, lançou para o Amendola totalmente livre para anotar o touchdown foi a grande jogada da partida e, por muito pouco, não foi a jogada do ano. Ao final da partida, Joe Flacco, que estava "on fire" fora interceptado pelo strong safety Duron Harmon, que pouco aparecera na temporada até então, ato que selou a classificação da equipe de New England para mais uma final de conferência.
No final de semana seguinte, o Patriots recebeu em sua casa o Indianapolis Colts para decidir quem iria para o Super Bowl. O resultado você já sabe: um massacre homérico. No entanto, horas depois da partida veio a notícia de que 11 das 12 bolas usadas no primeiro tempo da partida contra o Colts estavam murchas. A notícia caiu como uma bomba no colo de uma franquia que paga pela má fama até hoje por um incidente ocorrido há muito tempo atrás, o Spy Gate. Batizado de "Império do Mal", essa história toda era tudo o que o Patriots menos precisava no momento. Nem mesmo com o "apoio" do conceituadíssimo Sports Science, que apresentou provas críveis de que era impossível existir qualquer tipo de vantagem a favor do Patriots com a quantidade de ar perdido nas 11 bolas, além de terem apontado para o frio como um dos principais fatores para que a bola murchasse um pouco, serviu para acalmar os críticos. Alguns outros detalhes também passaram despercebidos nesse imbróglio todo. A partida só foi tomar ares de goleada no segundo tempo, quando o problema já estava resolvido, já que a soma da pontuação do terceiro e quarto período era de 28x0 para o Patriots. Foi no primeiro tempo do duelo que Tom Brady fora interceptado pela defesa do Colts, cenário que permitiu aos visitantes anotarem um touchdown logo em seguida. Por último, o grande nome da partida fora o running back LaGarrette Blount, que anotou quatro touchdowns correndo, um tipo de jogada onde o peso da bola não inflige em nada no desempenho do atleta. Ou seja, esse erro infantil, que deve ser investigado mais afundo, de nada influenciou no resultado do jogo.
Após duas semanas, o grande dia chegou para os torcedores de Patriots e Seahawks. De um lado a desconfiança, do outro a confiança exagerada. Era perceptível o medo e a apreensão entre os torcedores do New England Patriots, enquanto a Legion of Boom estava completamente agitada para o duelo. O cenário parecia um filme dirigido pelo Martin Scorsese, onde o Patriots era o protagonista miserável e o Seahawks era o antagonista bonitão, bem parecido com "Os Infiltrados".
O Super Bowl XLIX foi, sem dúvida alguma, o mais emocionante dessa década. O Patriots começou muito bem o jogo, evitando o óbvio que eram os passes em profundidade, tática que foi bem aproveitada até um pequeno erro de cálculo de Tom Brady, que forçou um passe na end zone e fora interceptado. Apesar do erro incomum do QB, o Patriots manteve a resiliência e abriu o placar no segundo quarto. Como um verdadeiro antagonista chato, o Seahawks empatou logo em seguida, pouco antes do Patriots retomar as rédeas da partida e depois perdê-la de novo. Após o efervescente show da Katy Perry no intervalo, o Seahawks voltou arrasador, engolindo o Patriots no terceiro quarto, onde anotou 10 pontos contra uma defesa que vinha jogando bem, mas que pecava na cobertura na secundária, que fora o seu trunfo até então, e lugar onde jazia Chris Matthews, inócuo durante toda temporada, mas mortal no jogo que mais importava no ano. Com pouco mais de 10 minutos no relógio, um estádio completamente hostil e um time pela frente que estava com uma sorte do tamanho do Arizona, aquele pessimismo que era latente entre os torcedores patriotas ficou gigantesco. Pessimismo esse que só não foi mais gigantesco que a atuação de Tom Brady, o maior quarterback dos Super Bowls. No dia em que foi maior que o seu ídolo, Joe Montana, ele liderou o Patriots para uma virada de 10 pontos de desvantagem, alterando o placar para 28x24. No entanto, o estupendo QB teve que dividir os louros da vitória com aquele herói improvável que eu citei anteriormente. Mais improvável que o Harmon contra o Ravens. Um herói digno desse grande jogo: Malcom Butler. O cornerback, que pouco participou da campanha do Patriots, interceptou o passe de Russell Wilson, numa chamada que ninguém entendeu, onde o correto seria correr com a besta na linha de uma jarda para a end zone. A interceptação de Butler foi mais simbólica ainda por causa da recepção inacreditável do wide receiver Jermaine Kearse, cuja bola caiu no seu colo após quase ser desviada pelo próprio Butler. Nesse momento, veio a cabeça do torcedor do Patriots o lance do Tyree e do Manningham pelo Giants, ambos nas duas últimas vezes em que o New England esteve presente no Super Bowl. Butler, que se você prestar bastante atenção, esteve envolvido em todas as jogadas importantes no último quarto de jogo.
Merecidamente, o cornerback ofuscou o passe do Edelman contra o Ravens, o touchdown do Develin contra o Colts, a partida perfeita do Vereen na final, o braço mecânico do Gronkowski e os clutches do tão criticado Danny Amendola durante os playoffs. Foi tudo muito surpreendente. E o final dessa história não foi como num filme do Scorsese, onde o protagonista miserável morre. O final foi uma redenção ao estilo western americano. Butler, que sequer havia interceptado uma bola, virou o grande herói dessa grandiosa franquia, apesar do esforço descomunal de uma defesa que apareceu na hora mais crítica do ano. A tão criticada defesa conseguiu parar o Seattle nas quatro últimas campanhas do Super Bowl (punt, punt, punt e pick). Contundo, essa grande equipe, que muitos desvalorizaram, não seria nada se fosse pela genialidade do Bill Belichick. Quem pensaria em usar o Edelman, que fora QB no College, contra o Ravens nos playoffs? Quem seria louco em usar a OL como trunfo para marcar touchdowns? Por que raios ele não pediu tempo no último drive do Seahawsk, que estava a mercê de marcar um touchdown que poderia acabar com o sonho do tetra? Um louco como o Bielsa, porém vencedor. Ele sabe muito bem como funciona o jogo. Ele respira o jogo. Se havia um cara nesse mundo capaz de transformar o Patriots, esse cara era o carrancudo Bill.
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| O ápice do Super Bowl XLIX |
Você querendo ou não, erro tático do Darrell Bevell ou não, "deflate gate" ou não, a história do campeão teve um final glorioso. O New England Patriots mostrou que a dinastia, enquanto Tom Brady e Bill Belichick estiverem por lá, estará longe de acabar. O tetracampeão do Super Bowl mostrou que o imediatismo custa caro para alguns analistas, e que isso serve de combustível para uma máquina que estava emperrada. Daqui uns 10 anos, quando a dinastia de fato acabar, e a raiva por ela diminuir, o mundo vai reconhecer a genialidade da dupla Brady-Belichick, e todos vão sentir muito a falta deles.
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| A imagem mais bonita para o torcedor do Patriots |
Seahawks atropela o Broncos e mantém a sina de Peyton Manning
Depois de quase cinco meses a NFL chegou ao final de mais uma temporada após a vitória do Seattle Seahawks por 43 a 8 contra o Denver Broncos, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, na noite de domingo. Tão cruel quanto o placar imposto pelos Hawks serão os sete meses de pausa até setembro, quando a bola oval voltará a voar pelos estádios americanos.
Voltando ao Super Bowl, muitas coisas eram esperadas para a final, porém, poucas delas se consumaram em realidade. A primeira delas era a possibilidade do Super Bowl 48 ser o primeiro com neve num estádio com o teto aberto. A temperatura até que estava agradável para os jogadores, apesar do frio latente não ter produzido nenhum tipo de neve.
Outra expectativa que acabou não se tornando realidade fora o Denver Broncos. A equipe liderada por Peyton Manning simplesmente não apareceu para jogar o Super Bowl e fora completamente dominado pela ferocidade da defesa de Seattle, que além de ter contado com a cagada do snapper Manny Ramirez (incrível como aconteceu outro safety num Super Bowl), ela foi responsável por forçar quatro turnovers contra o ataque da equipe do Colorado.
Esperava-se muito também de Peyton Manning, o condecorado quarterback de Denver. Manning não só foi muito mal em suas campanhas, como fora responsável por chamadas completamente discutíveis, coisas que não estávamos acostumados até então. Quando o jogador foi despertar para o jogo o placar já apontava 29x0. Mesmo sendo a principal arma dos Broncos, Peyton também contou com a inutilidade de Wes Welker, Eric Decker e os dois Thomas, que apesar do Demaryius ter anotado o único touchdown da equipe, pelo conjunto da obra ele também fora aquém daquele jogador que destroçou o New England Patriots na final da AFC.
A defesa do time laranja também esteve muito aquém do progresso nos playoffs. Com exceção de Danny Travathan, o grande nome da equipe no Super Bowl, a linha defensiva toda fora um grande desastre, sendo incapazes de parar até o mais fraco dos WRs de Seattle, o Golden Tate.
Apesar da decepcionante jornada de Denver, o Seattle Seahawks provou mais uma vez que um time intransponível na defesa só precisa de um quarterback bom e um ataque razoável para vencer um Super Bowl. A equipe da cidade do grunge fora impecável em todos os pedaços do campo na noite de domingo, sendo que não fora só com sua defesa, mas tendo o seu time de especialistas fazendo um trabalho fenomenal naquele retorno para touchdown do Percy Harvin. Aliás, Harvin fora poupado da pedreira contra os 49rs justamente para o Super Bowl, e deu muito certo. O WR, que jogou apenas 3 partidas na temporada antes da grande final, desempenhou um excelente papel estratégico para Russelll Wilson, onde permitiu ao QB de Seattle aproveitar mais passes longos contra uma defesa que só bateu cabeça na secundária.
Sobre a defesa, não há muito o que dizer além de que ela é espetacular. Mesmo contando com uma partida relaxada de Richard Sherman, que tirou sarro até não poder mais antes do jogo, os Seahawks contaram com um jogo inspirado de Kam Chancellor e Malcom Smith, que após o final da partida fora coroado como MVP do Super Bowl.
Trocando em miúdos, foi um Super Bowl "chato" e extremamente merecido, pois fora completamente dominado pelo excelente time de Seattle. Depois de amargurar o resultado polêmico do Super Bowl de 2006 contra os Steelers, a Legion of Boom tem mais um motivo para gritar mais alto ainda no CenturyLink Field por mais alguns anos. Além disso, o Super Bowl 48 também registra mais uma final perdida por Manning, que tem apenas um título e dois vices contra dois títulos e nenhum vice do seu irmão mais novo. Cruel? Talvez não...
4.2.14
Postado Por: TramaFC
Guia para os playoffs da NFL - Super Bowl
O tão aguardado jogo final entre as melhores equipes da NFL está cada vez mais perto. O glorioso Super Bowl acontece neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Iorque, e terá o duelo final entre Denver Broncos e Seattle Seahawks. Duas pedras cantadas desde o início da temporada regular - onde ambos terminaram com 13 vitórias e 3 derrotas -, passaram impiedosamente por quase todos os adversários. Nos playoffs, Broncos e Seahawks mostraram ao mundo que o favoritismo premeditado, às vezes, não cai por terra.
A equipe de Denver derrotou o San Diego Chargers, pelo Divisional Round, por 24x17, numa partida inspirada de Peyton Manning - quando o Omaha ficou conhecido - e Knowshow Moreno. Na decisão da AFC, a equipe de Manning reencontrou e venceu o seu maior carrasco, o New England Patriots, por 26x16, numa partida que ficou marcada por ser bastante desigual, onde o Denver Broncos fora superior em todos os períodos da partida.
O Seattle Seahawks contou com o coro estridente do "décimo segundo jogador" para atropelar todos os adversários que ousaram pisar no gramado do belíssimo estádio CenturyLink Field. Com uma torcida que foi capaz de criar um pequeno terremoto após um touchdown anotado pela equipe, os Hawks dominaram o New Orleans Saints, pelo Divisional Round, e venceram por 23x15. Depois, já na decisão da NFC, os Seahawks enfrentaram o seu rival de conferência, o San Francisco 49rs, e conseguiu vencer por 23x17, numa aula de futebol americano.
Confira abaixo uma analise do que as equipes têm de melhor, além de algumas curiosidades que vão te ajudar a escolher um favorito para torcer nesse grande espetáculo que é o Super Bowl.
SUPER BOWL XLVIII
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| Seattle Seahawks (13-3-0) |
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| Denver Broncos (13-3-0) |
A melhor defesa da NFL terá que anular um pário muito duro para ajudar a franquia a conquistar o seu primeiro Super Bowl. Composta por grandes jogadores, o Seattle Seahawks aposta metade das suas fichas num setor que, baseado em números, goleia o adversário da final nos aspectos defensivos. Seattle, até agora, permitiu apenas 273.6 jardas por jogo, o que supera a marca de 356.0 de Denver. Seattle também é superior na contenção de jardas passadas por jogo (172.0 x 254.4), pontos sofridos (14.4 x 24.9) e terceiras descidas permitidas (35.2 x 38.1). Denver só é capaz de rivalizar em um aspecto com a defesa de Seattle, que é o empate de 101.6 na quantidade de jardas terrestres permitidas. O cornerback falastrão Richard Sherman é um dos grandes destaques dessa defesa, que além de ser imbatível nos números, é responsável pela maior quantidade de turnovers forçados na liga. Sherman, aliás, foi o responsável direto pela vitória dos Seahawks contra os 49rs quando desviou um passe de Colin Kaepernick em direção a Michael Crabtree no último minuto de jogo. Além do cornerback, o Seattle conta com uma exibição de gala de Bobby Wagner, Earl Thomas, Kam Chancellor, Malcolm Smith, Michael Bennett e Cliff Avril, que até agora foram grandes destaques nos playoffs, para tentar amassar o chassi de Denver.
No ataque, a equipe do head coach Pete Carroll possui um aspecto curioso. O time de Seattle conta com números que passam longe de serem brilhantes na ofensiva, porém, esse detalhe esconde um papel digno, e muito bem executado, do jovem Russell Wilson, que lançou muito bem na pós-temporada. Apesar de ser baixinho, Wilson tem um canhão em sua mão direita que permite ao quarterback abusar das "big plays" para colocar Golden Tate, Doug Baldwin e Zach Miller na porta da end zone. Wilson também representa uma grande ameaça em jogadas pelo solo, especialmente por sua grande agilidade de sair do pocket para arrancar consideráveis jardas (e até touchdowns) quando a defesa fecha para cima dele. Os torcedores dos Hawks, que são muito barulhentos, podem confiar no seu ataque, que não é tão brilhante quanto a defesa, mas que representa muito bem a equipe e é capaz de operar verdadeiros milagres.
Como o futebol americano não é um esporte tão simples assim, vide a quantidade de jogadores por roster (32), um setor dos Seahawks aparece como uma grande arma secreta: o time de especialistas. Steven Hauschka, kicker que mais fatura na NFL, possui a melhor média de aproveitamento da liga com 95% de precisão em seus chutes. Como dito em outras publicações, os Hawks, quando percebem que o relógio não está a seu favor, movem as correntes adversárias até um determinado ponto somente para arriscar um field goal. Isso só ocorre em equipes que confiam demais em suas defesas. Bom, não precisa ser redundante, certo?
Do outro lado do gramado estará uma equipe detentora de dois Super Bowls, que não obstante em ter um cartel mais elevado, também possui o queridinho dos Estados Unidos, o quarterback Peyton Manning. O grande lançador de Denver, que bateu os recordes de jardas, touchdowns e passes, é responsável direto pelo upgrade na melhor linha ofensiva da liga. No entanto, apesar de deter tantos recordes, o nome Manning possui uma relação de amor e ódio com o jogo final da NFL. Peyton, o protagonista desta edição, só conquistou o troféu uma vez em sua gloriosa carreira. Eli, o patinho feio da família, conquistou duas taças com o New Yorke Giants. Porém, se você acredita em coincidências, a última vez em que Peyton Manning conquistou um Super Bowl (2007) ele teve de derrotar o arquirrival New England Patriots, em casa, na final da AFC. O filme se repetiu em 2014...
Mas, falando em coisas reais, a equipe de Denver adora praticar o shotgun em suas formações de ataque. Com Manning muito bem protegido dentro do pocket nos playoffs, algo que se cobrava da linha ofensiva durante a temporada regular, muitas "big plays" são feitas pelo quarterback. Com Welker, Thomas e Decker alternando suas rotas, o que implica num "bate-cabeça" danado da defesa adversária, Manning espera até o último minuto para lançar o seu passe.
O rei do pocket vai enfrentar uma defesa que adora destruir a linha de screamage, portanto, seus guards terão de suar a camisa para que Manning não tenha que se mover para fora da formação, algo que não é normal para o camisa 18.
Entretanto, um novo ponto forte surgiu no plantel de Denver. A defesa, que antes era considerado um setor capenga, hoje é um motivo de alegria para os fãs dos Broncos. Danny Trevathan, Champ Bailey, Dominique Rodgers-Cromartie, Terence Knighton, Shaun Phillips, Malik Jackson e Robert Ayers mostraram uma nova cara de uma defesa muito potente, especialmente depois da retumbante vitória contra o New England Patriots.
Fato cantado desde quando a final fora decidida, o duelo entre Broncos e Seahawks era taxado como o encontro final para saber se o melhor ataque sairá vencedor contra a melhor defesa da liga. Para ilustrar esse embate, durante a semana ouve um princípio de confusão, uma polêmica, na realidade, entre o símbolo-mor do ataque de Denver com o principal destaque de Seattle. Richard Sherman, cornerback de Seattle, provocou o quarterback dos Broncos com dizendo que ele lança muitos "ducks" (patos, um passe todo torto). Manning, ligeiramente irritado, respondeu que um quarterback que lança muitos passes como ele, tantos recordes e touchdowns, uma hora vai lançar um pato morto.
Tudo indica que o jogo vai ser quente, o que vai entrar em contraste com a temperatura esperada para o horário do jogo, onde é prevista muita neve.
- Por que eu devo torcer para Seattle?
Os motivos que levam algumas pessoas a torcer por alguma equipe, seja qual for o esporte, muitas vezes vão além da técnica e amabilidade por ela produzida. Fatores extra-campo, torcida, caos, cores e capacetes são frequentemente apontados como alguns desses motivos. Por isso, a equipe de Seattle lhe dá N motivos para escolhe-los, mesmo que seja por um dia.
O primeiro, e talvez o mais conhecido, motivo que leva muita gente a optar pelos Hawks (excluindo o fator campo) é a sua torcida, que foi nomeada a mais barulhenta do mundo. "The 12th man (o décimo segundo jogador)", como são conhecidos os fanáticos, quebraram o recorde mundial de som, num Monday Night Football contra o New Orleans Saints, alcançando a marca de 137.6 decibéis! A comoção é tanta que, realmente, durante a partida contra os Saints, os fãs foram capazes de produzir um pequeno terremoto nos arredores do CenturyLink Field, em Seattle. Aliás, os Hawks vão contar com uma ajuda dos "céus". A Boeing, patrocinadora do time, pintou algumas de suas aeronaves com as cores da equipe, veja!
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| Na cauda uma referência ao 12th man, e na frente a cabeça do gavião do mar |
O segundo motivo que pode levar algumas pessoas a escolherem o time de Seattle é a história de um jogador do vasto elenco dos Hawks, revelado em um vídeo promocional feito pela Duracell, famosa marca americana de pilhas e carregadores. A empresa fora responsável por mostrar ao mundo o segredo do fullback Derrick Coleman, o homem que salva a barra de Russell Wilson muitas vezes. Quando criança, Coleman fora diagnosticado com um grave problema auditivo, que além dos problemas óbvios que a doença lhe causou, também fazia com que o garoto sofresse com o bullying de outras crianças na escola. Veja o vídeo que conta a impressionante história desse ótimo jogador:
O terceiro motivo também é um vídeo, porém, ele passa longe de ser dramático (apesar de emocionante) como a história de Derrick Coleman. Uma garotinha de apenas 3 anos de idade representa muito bem a paixão dos torcedores dos Seahawks. Influenciada pelo pai, Kalee Buetow sabe distinguir TODOS os 32 jogadores no elenco do Seattle. Veja a matéria da ESPN sobre a pequenina fã desse esporte de gigantes.
- Por que eu devo torcer para o Denver?
Todo mundo gosta de uma história de superação, independente do cenário que for. E uma das melhores histórias de superação deste Super Bowl fica por conta do quarterback Peyton Manning, que ficou um ano parado devido à uma séria contusão no pescoço. Durante sua estadia no Indianapolis Colts, o jogador cogitou abandonar a carreira com receio de machucar o pescoço novamente. Se não bastasse, Manning não teve seu contrato renovado pela direção do clube de Indiana e acabou deixando o clube, que havia draftado Andrew Luck justamente para o seu lugar. Meses depois, o jogador recebeu um convite especial de John Elway, quarterback lendário do Denver Broncos e hoje general manager da equipe, para liderar um esquadrão recheado de jovens promessas. Bom, o resto você já sabe.
Um segundo, e bom motivo, é que em 2005, num episódio dos Simpsons o Homer previu que num Super Bowl entre SEATTLE SEAHAWKS e DENVER BRONCOS, o vencedor seria a equipe do Colorado. Vale ressaltar que Homer Simpson é torcedor do Carolina Panthers, e que em 2005 as duas equipes não eram nem de longe tão poderosas quanto hoje. Portanto, não houve "segundas intenções" do criador. Clique aqui e veja a imagem.
O Denver Broncos é uma equipe muito apreciada pelos cartunistas americanos. Porém, existe uma série que realmente ama os Broncos. Os criadores de South Park, desenho animado com um humor extremamente ácido, já previa que Randy Marsch, pai do Stan, aquele menininho de gorro azul, levaria os Broncos ao Super Bowl algum dia.
Um segundo, e bom motivo, é que em 2005, num episódio dos Simpsons o Homer previu que num Super Bowl entre SEATTLE SEAHAWKS e DENVER BRONCOS, o vencedor seria a equipe do Colorado. Vale ressaltar que Homer Simpson é torcedor do Carolina Panthers, e que em 2005 as duas equipes não eram nem de longe tão poderosas quanto hoje. Portanto, não houve "segundas intenções" do criador. Clique aqui e veja a imagem.
O Denver Broncos é uma equipe muito apreciada pelos cartunistas americanos. Porém, existe uma série que realmente ama os Broncos. Os criadores de South Park, desenho animado com um humor extremamente ácido, já previa que Randy Marsch, pai do Stan, aquele menininho de gorro azul, levaria os Broncos ao Super Bowl algum dia.
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| Randy leva o Denver Broncos à final do Super Bowl num episódio que os criadores tiram sarro do futebol americano, chamando-o de "Sarcasticball". |
Curiosidades:
Ontem, durante o Midia Day, a NFL recebeu a ilustre visita de Patrick Stewart e Ian McKellen, o Professor Xavier e o Magneto respectivamente, da trilogia X-Men. Os dois atores, que estão promovendo o filme durante o Super Bowl (espertos, não?), vestiram as camisas de Russell Wilson e Peyton Manning. No entanto, ambos são ingleses e entusiastas do futebol com a "bola redonda". Veja a imagem abaixo:
Ontem, durante o Midia Day, a NFL recebeu a ilustre visita de Patrick Stewart e Ian McKellen, o Professor Xavier e o Magneto respectivamente, da trilogia X-Men. Os dois atores, que estão promovendo o filme durante o Super Bowl (espertos, não?), vestiram as camisas de Russell Wilson e Peyton Manning. No entanto, ambos são ingleses e entusiastas do futebol com a "bola redonda". Veja a imagem abaixo:
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| Patrick Stewart à esquerda, e Ian McKellen à direita. Essa é a primeira vez que Manning é retratado como um "vilão". |
Outro assunto muito comentado sobre a final do futebol americano é algo que vai muito além dos gramados, apesar de terem a mesma cor. Seattle e Denver são as únicas cidades nos Estados Unidos que permitem o uso recreativo da maconha, e coincidentemente se enfrentarão no Super Bowl. Será que existe alguma força por trás desse aditivo? Ambas equipes estão fazendo campanhas pró-maconha em algumas entrevistas durante o Midia Day. Roger Goodell, presidente da NFL, já disse que esse é um assunto que não vale a pena ser discutido agora.
1.2.14
Postado Por: TramaFC






