Postado Por : Caio Nascimento 14.6.13

A Copa das Confederações é um torneio disputado de quatro em quatro anos (desde 2005, pois anteriormente a competição era disputada de dois em dois anos). Participam deste torneio apenas os seis campeões continentais, o país-sede e o atual campeão mundial. Ou seja, os classificados via-copa são: o campeão da Copa América (Conmebol), o campeão da Copa da Ásia (AFC), o campeão da Eurocopa (UEFA), o campeão da Copa Ouro (Concacaf), o campeão da Copa das Nações Africanas (CAF), o campeão da Copa das Nações da Oceania (OFC) e o campeão da Copa do Mundo (FIFA).

A primeira edição da Copa das Confederações aconteceu em 1992, na Arábia Saudita. Em 2001, sediada na Coréia do Sul e no Japão, a competição virou um chamariz para a Copa do Mundo que viria no ano seguinte. O mesmo aconteceu nos anos subsequentes.

O maior vencedor da Copa das Confederações é o Brasil, com três taças (1997, 2005, 2009). Em segundo lugar vem a França, com duas taças (2001 e 2003). O resto dos vencedores, com apenas uma taça, são Argentina (1992), Dinamarca (1995) e México (1999). O artilheiro da Copa das Confederações é o Romário, com 10 gols marcados.

Feito o preâmbulo, vamos às vias de fato. O Brasil está no Grupo A, juntamente com Japão, Itália e México. Abaixo, você vai ver um dossiê sobre as três seleções que vão fazer frente ao Brasil na primeira fase.


Japão: A seleção japonesa sagrou-se campeã da Copa da Ásia depois de derrotar a seleção da Austrália, por 1x0, gol de Tadanari Lee, no Usbequistão. Os Samurais Azuis (apelido da seleção), que no passado era motivo de chacota, evoluiu muito o seu padrão tático e técnico de futebol. Desde sua primeira aparição numa Copa do Mundo, em 1998, o Japão nunca mais deixou de figurar na maior competição de seleções do planeta. Aliás, os japoneses foram os primeiros a garantir presença na Copa de 2014, quando venceu o Iraque por 1x0, na terça-feira passada (11). A maior qualidade dos japoneses é a técnica dos meio-campistas, fruto do período em que Zico - idolatrado pelos japoneses- jogou na J-League e posteriormente quando dirigiu a seleção nacional. Aplicados taticamente, os japoneses trocam passes com precisão e velocidade, além de constantemente chutarem de fora da área.

Destaques: Shinji Kagawa (meia, Manchester United), Keisuke Honda (meia, CSKA Moscou), Shinji Okazaki (meia, Stuttgart) e Yuto Nagatomo (lateral-direito, Inter de Milão).

Esquema tático: O Japão joga no famigerado 4-2-3-1 com a linha de quatro defensores, dois volantes marcadores, dois meias abertos (Kagawa e Okazaki) e um centralizado (Honda). Isolado no ataque, o artilheiro do Vitesse, Mike Havenaar, utiliza o seu corpanzil de 1,94m para fazer o pivô (ou parede) pros meias que vêm de trás.

Pontos fortes: Os Samurais possuem dois pontos fortes. O primeiro, claro, é Shinji Kagawa, um meia habilidoso (muito parecido com o Oscar) que tem facilidade para driblar em velocidade, e que corta frequentemente pela diagonal e chuta ao gol. O segundo destaque são os chutes de fora da área de Keisuke Honda, cuja precisão é assombrosa.

Ponto fraco: A baixa estatura do Japão, que tem média de 1,79m, é a principal fraqueza da equipe. A dupla de zaga que deve ser titular, Yoshida (1,86m) e Inoha (1,79m), costuma sofrer quando a bola é alçada sobre a área.

Curiosidade: O treinador do Japão, o italiano Alberto Zaccheroni, enfrentou durante o ano de 2001 um grande nome japonês, o ex-meia Hidetoshi Nakata. Na época, Zaccheroni era o treinador da Lazio e Nakata era meio-campista da Roma, no maior dérbi da Itália.

Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Japão, a seleção brasileira venceu uma vez (4x1 na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha) e empatou duas (0x0 na Copa das Confederações de 2001, 2x2 na Copa das Confederações de 2005).  


México: A seleção mexicana é um dos maiores carrascos do Brasil desde o último título Mundial. No entanto, um mantra negativo sempre pesa sobre os sombreiros mexicanos: "jogamos como nunca, perdemos como sempre". A poemática mexicana chega a ser irônica, pois, como dito antes, o México já venceu uma edição da Copa das Confederações, e derrotou o Brasil na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Contudo, esse mantra foi atribuído aos mexicanos devido as amareladas em Copas do Mundo contra times de menor expressão e para as derrotas vergonhosas contra seleções de grande porte. Como se não bastasse a fama, apesar de ter uma boa seleção, o México não passa por um bom momento. Os mexicanos correm grande risco de ficar de fora da Copa de 2014. Isso porque o México empatou, em casa, contra a Costa Rica e agora amargura a terceira posição da Concacaf. A terceira posição dá a classificação direta para a Copa, no entanto, o México está 1 ponto à frente do Panamá, que tem um jogo a menos, e está à 1 ponto atrás da Costa Rica, que também está com um jogo a menos. Na pior das hipóteses, o México disputaria uma repescagem contra o quinto colocado da Conmebol (pode ser o Uruguai, o Chile, ou a Venezuela).

Destaques: Chicharito Hernández (atacante, Manchester United), Giovani dos Santos (meia, Mallorca), Andrés Guardado (meia, Valencia) e Javier Aquino (meia-atacante, Villareal).

Esquema tático: O México joga num ousado 4-1-3-2 (o que pode explicar muito bem a situação da equipe na Concacaf). A linha de quatro defensores é realmente composta por quatro defensores, pois os dois laterais não avançam ao ataque. No meio, os Tricolores jogam com apenas um volante de contenção (Reyes ou Torrado) e três meias, sendo que dois deles jogam bem abertos nas pontas (Guardado e Dos Santos) e apenas um no meio (Javier Aquino). No ataque, Chicharito fica postado no limite da pequena área, enquanto Zavalla puxa a marcação dos zagueiros procurando abrir espaços pro centroavante do Manchester United infiltrar com a bola.

Ponto forte: O México não é um primor tático, mas conta com três jogadores de habilidade e um centroavante matador. Guardado é muito veloz, Aquino e Giovani dos Santos são dribladores natos e Chicharito possui uma grande colocação dentro da pequena área (o que ocasiona a maioria dos gols mexicanos).

Ponto fraco: Apesar de ter uma linha de quatro defensores, com laterais que pouco avançam, o México é muito ruim na marcação. Nenhum dos quatro defensores possui calibre pra amedrontar o ataque adversário, e muito menos recebem ajuda dos meias na marcação.

Curiosidade: Do time que foi campeão das Olimpíadas na final contra o Brasil, oito jogadores que foram relacionados para aquela partida foram convocados para a Copa das Confederações. São eles: José Corona, Carlos Salcido, Hiram Mier, Diego Reyes, Hector Herrera, Javier Aquino, Giovani dos Santos e Raul Jiménez.

Retrospecto: Nos últimos três jogos oficiais entre Brasil e México, a seleção brasileira perdeu duas partidas (2x0 na Copa América de 2007, e 1x0 na Copa das Confederações de 2005) e ganhou apenas uma (4x0 na Copa América de 2004).


Itália: A Azzurra, que aos poucos vai renascendo no futebol, foi credenciada para disputar a Copa das Confederações porque a Espanha foi campeã Mundial e campeã da Eurocopa. Como a Itália foi vice-campeã da Euro, e a Espanha já tinha duas vagas preenchidas, o regulamento deu aos italianos a oportunidade de disputar a competição em solo brasileiro, pois uma vaga teria de ser preenchida. A Juventus, bicampeã do Calcio, emprestou não apenas oito jogadores para a seleção, como emprestou o futebol e a forma de jogar também. Cesare Prandelli, responsável pela retomada do bom futebol apresentado pela Azzurra, recentemente vem recebendo críticas da imprensa italiana pelo declínio do futebol da seleção nos últimos jogos. Prandelli poderia se apegar aos retrospectos e resultados para se defender de tais críticas (vice-campeão da Eurocopa, e líder do Grupo B nas Eliminatórias para a Copa do Mundo). Porém, o ex-treinador da Fiorentina concorda com a imprensa e vem cobrando melhores desempenhos de seus comandados, especialmente depois do empate dos reservas com a seleção do Haiti, em São Januário, que terminou em 2x2.

Destaques: Andrea Pirlo (meia, Juventus), Mario Balotelli (atacante, Milan), Gianluigi Buffon (goleiro, Juventus), Claudio Marchisio (volante, Juventus) e Giorgio Chiellini (zagueiro, Juventus).

Esquema tático: O time de Cesare Prandelli, joga num 4-4-2 clássico, mas que pode mudar para o 4-3-1-2. Em suma, essa alteração não muda muita coisa. A questão é o posicionamento do Pirlo. Na Juventus, o craque italiano tem muito mais liberdade para criar, enquanto na seleção ele compõe mais a marcação dependendo do adversário. A linha de quatro defensores não muda muita coisa, onde o Abate tem liberdade para avançar. O meio-campo italiano é um losango, pois o volante de contenção atende pelo nome de De Rossi. Enquanto o jogador da Roma fica preso à marcação, Marchisio forma ponta esquerda do losango e Pirlo toma o lado direito. À frente dos três "volantes", temos Montolivo completando o losango. No ataque, Mario Balotelli assume a responsabilidade dos gols, enquanto El Shaarawy flutua pelos lados do ataque, sempre procurando ficar livre para receber um passe milimétrico de Pirlo.

Pontos fortes: O elenco de Prandelli é muito compacto, porém, o meio-campo da Azzura é o principal destaque por ser extremamente habilidoso. De Rossi, Marchisio, Pirlo e Montolivo, além de serem altamente técnicos, têm a capacidade de controlar o tempo do jogo e dar a cadência que a Itália tanto preza. A defesa é o outro ponto forte da Azzurra, especialmente com a presença de Chiellini, que joga perfeitamente como zagueiro ou lateral. O ataque italiano é promissor, até porque Balotelli - quando não está pilhado- é um centroavante de muita habilidade.

Ponto fraco: Mario Balotelli. Precisa explicar?

Curiosidade: Dentre as oito seleções que irão disputar a Copa das Confederações, a Itália é a seleção que menos tem jogadores atuando em clubes estrangeiros. O único jogador que atua fora da Itália é o goleiro reserva Salvatore Sirigu, que joga pelo Paris Saint-Germain.

Retrospecto: Dos últimos três jogos oficiais entre Brasil e Itália, a seleção brasileira venceu apenas uma vez (3x0 na Copa das Confederações de 2009) e empatou duas (0x0 na final da Copa do Mundo de 1994, 2x2 num amistoso em 2013, na Suíça).

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