Postado Por : Caio Nascimento 27.11.13

Suécia, Dinamarca, Ucrânia, Sérvia, Polônia, República Tcheca, País de Gales, Turquia, Eslováquia, Eslovênia, Islândia, Montenegro, Venezuela, Peru, Senegal e etc, tem algo em comum, certo? Todas essas seleções ficarão de fora da Copa de 2014.

Entretanto, muitas dessas seleções possuem jogadores de alto nível e que vão fazer falta no mundial. Alguns deles, como o Ibrahimovic, Bale, Lewandowski e Petr Cech, logo são lembrados quando falamos das ausências. Porém, existem mais jogadores de qualidade e que não disputarão a Copa no Brasil do que se pode imaginar. A maioria desses renegados vêm, obviamente, da Europa.

No entanto, imagine se fosse possível criar uma "federação" de craques que foram eliminados na fase qualificatória para que eles tivessem a oportunidade de disputar a Copa do Mundo. Seria lindo ver Ibrahimovic, Lewandowski e Bale, que dificilmente vão ter oportunidades futuras de jogar uma competição dessa magnitude, jogando aqui no Brasil.

A propósito,  Bale e Lewandowski têm a grande chance de se tornarem versões atualizadas de outros craques, tipo o Giggs, conterrâneo de Bale, ou como o Di Stéfano e o George Best, que eram reconhecidamente grandes jogadores, e que nunca tiveram a chance de disputar um Mundial.

Em 2014, cada um dos 32 países que se classificaram para a Copa vão exibir a lista dos 23 convocados que vão desembarcar em terras brasilis. Seguindo essa premissa, além do sonho de ver esses "esquecidos", vamos convocar a seleção dos eliminados:

Goleiros: Petr Cech (Chelsea/República Tcheca), Samir Handanovic (Inter de Milão/Eslovênia) e Andreas Isaksson (Kasimpasa/Suécia).

Laterais: Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund/Polônia), David Alaba (Bayern de Munique/Áustria), Aleksandar Kolarov (Manchester City/Sérvia) e Branislav Ivanovic (Chelsea/Sérvia).

Zagueiros: Neven Subotic (Borussia Dortmund/Sérvia), Nemanja Vidic (Manchester United/Sérvia), Fernando Amorebieta (Fulham/Venezuela) e Martin Skrtel (Liverpool/Eslováquia).

Meias: Nuri Sahin (Borussia Dortmund/Turquia), Josip Ilicic (Fiorentina/Eslovênia), Marek Hamsik (Napoli/Eslováquia), Arda Turan (Atlético Madrid/Turquia), Christian Eriksen (Tottenham/Dinamarca), Gylfi Sigurdsson (Tottenham/Islândia) e Gareth Bale (Real Madrid/País de Gales).

Atacantes: Zlatan Ibrahimovic (PSG/Suécia), Robert Lewandowski (Borussia Dortmund/Polônia), Stephan Jovetic (Manchester City/Montenegro), Papiss Cissé (Newcastle/Senegal) e Demba Ba (Chelsea/Senegal).


Escalação: O time ideal jogaria no 4-4-2, apesar da vocação ofensiva dos jogadores que "sobraram". O esquema seria formado por Cech, Vidic, Subotic, Piszczek e Kolarov; Nuri Sahin, Ilicic, Hamsik e Bale; Ibrahimovic e Lewandowski. Mesmo atuando como um ponta no Real Madrid, Bale está mais do que acostumado a jogar como meia-esquerda (o galês passou a maior parte de sua carreira nessa posição enquanto fora jogador do Tottenham). Além disso, Ibrahimovic e Lewandowski seriam incumbidos de uma movimentação constante para que Bale e Hamsik adentrem a grande área. 


Na formação tática do 4-4-2, o posicionamento de Ibrahimovic é o ás do baralho. O sueco jogaria mais recuado, bem ao estilo dos antigos pontas-de-lança da década de 1970/80.


Jogando num 4-3-3, onde o time ficaria ainda mais ofensivo, os renegados seriam dispostos de outra maneira, porém, com os mesmos jogadores da formação anterior. A mudança do 4-4-2 para o 4-3-3 é bastante sutil, e poderia ser uma saída exemplar para que o time fique mais ofensivo sem ao menos ter que substituir alguém. Seriam apenas três mudanças: Hamsik sai da ponta-direita e centraliza, enquanto o Ibrahimovic sai do lado esquerdo e abre um flanco na direita, dando opção para que Bale se aproxime mais do ataque no lado esquerdo. 
Na formação tática do 4-3-3, os volantes ficam um pouco mais recuados enquanto os laterais e o meia Hamsik teriam mais liberdade.

No entanto, se você prefere uma formação mais conservadora, e ao mesmo tempo incisiva, o time também pode jogar no famigerado 4-2-3-1. Porém, essa tática requer algumas mudanças para que o time não fique muito "kamikaze". A primeira seria a substituição de Pizszcek por um lateral mais contido na defesa, como é o caso do Ivanovic, além da entrada de Alaba, que tem mais poder de marcação e força física para apoiar ao ataque do que o Kolarov. No meio, teríamos a entrada de mais um meio-campista e a saída de um atacante, que nesse caso seria o Lewandowski (seria até bom para que o Ibrahimovic tivesse uma sombra de características semelhantes sentada no banco de reservas). E esse meia teria de ser um jogador de mobilidade pelas laterais, como é o caso do turco Arda Turan, que está desempenhando uma temporada espetacular pelo Atlético Madrid.

Na formação tática do 4-2-3-1, nota-se que o time fica mais distribuído no campinho.  A participação dos volantes nessa formação tática seria o truque secreto, pois nenhum deles dá chutão. Além deles, a interação entre Hamsik e Ibra pode dar muito certo, pois o eslovaco também sabe jogar de atacante.

Avaliando todas as possibilidades táticas e o plantel, nota-se que os renegados pela Copa seriam adversários fortíssimos (talvez a seleção mais forte). No entanto, a equipe sofreria com dois fatores preponderantes: a falta de um lateral-direito mais gabaritado e um volante mais pegador. De todos os times que ficaram de fora (e que tiveram a chance de emplacar algum jogador), nenhum possuía um jogador que se destacasse nessas posições. É logico que essas duas qualidades que estão em falta são questões de estilo, mas, numa Copa do Mundo é sempre necessário ter uma ampla gama de características.


Ordem dos países que cederiam jogadores:
Sérvia: 4 jogadores (Ivanovic, Kolarov, Subotic e Vidic)
Suécia: 2 jogadores (Isaksson e Ibrahimovic)
Eslovênia: 2 jogadores (Handanovic e Ilicic)
Eslováquia: 2 jogadores (Skrtel e Hamsik)
Polônia: 2 jogadores (Piszczek e Lewandowski)
Turquia: 2 jogadores (Sahin e Turan)
Senegal: 2 jogadores (Cissé e Demba Ba)
Dinamarca: 1 jogador (Eriksen)
República Tcheca: 1 jogador (Cech)
Montenegro: 1 jogador (Jovetic)
Venezuela: 1 jogador (Amorebieta)
Áustria: 1 jogador (Alaba)
Islândia: 1 jogador (Sigurdsson)
País de Gales: 1 jogador (Bale)

Curiosamente, o país que mais cederia jogadores (Sérvia) para a seleção dos renegados, apesar de todos eles serem de um mesmo setor, sequer conseguiu se classificar para a repescagem. Além da Sérvia, países como Eslovênia, Eslováquia, Áustria, Dinamarca, Polônia, Turquia, República Tcheca, Montenegro e País de Gales, também falharam ao chegar perto da repescagem.


Renegados pelos renegados:
A lista de bons jogadores que ficariam de fora da Copa é tão grande que alguns nomes de certa fama ficaram de fora, por exemplo: Dimitar Berbatov (Fulham/Bulgária), Daniel Agger (Liverpool/Dinamarca), Mirko Vucinic (Juventus/Montenegro), Jakub Blaszczykowski "Kuba" (Borussia Dortmund/Polônia), Wojciech Szczesny (Arsenal/Polônia), John Riise (Fulham/Noruega), Hamit Altintop (Galatasaray/Turquia), Burak Yilmaz (Galatasaray/Turquia), Adrian Mutu (Ajaccio/Romênia), Viktor Fischer (Ajax/Dinamarca), Andriy Yarmolenko (Dynamo Kiev/Ucrânia), Yevhen Konoplyanka (Dnipro/Ucrânia), Anatoliy Tymoshchuk (Zenit/Ucrânia), Eidur Gudjohnsen (Club Brugge/Islândia), Kolbeinn Sigthórsson (Ajax/Islãndia), Niklas Moisander (Ajax/Finlândia), Thulani Serero (Ajax/África do Sul), Steven Pienaar (Everton/África do Sul), Emmanuel Adebayor (Tottenham/Togo), Momo Sissoko (PSG/Mali), Oscar Cardozo (Benfica/Paraguai), Juan Arango (Borussia Monchengladbach/Venezuela), Jefferson Farfán (Schalke 04/Peru), Claudio Pizarro (Bayern de Munique/Peru), Mohamed Aboutrika (Al Ahly/ Egito) e Moussa Sow (Fenerbahce/Senegal).

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