Postado Por : Caio Nascimento 9.10.13

O foco desse blog não são exatamente todos os esportes. Lá na descrição, logo abaixo do título, diz que somente os "futebois" serão retratados. Bom, assim como tudo na vida, há momentos em que abrimos exceções.

No próximo sábado, dia 12 de outubro, a NBA vai desembarcar no Rio de Janeiro para mais uma edição da "NBA Global Games". Afinal, o que é isso? Desde que a NBA percebeu que o basquete estava caindo em popularidade nos Estados Unidos, e com o iminente e massivo crescimento da NFL, os chefões da maior liga de basquete do mundo resolveram colocar algumas das franquias mais famosas do basquete para se apresentar em países populares que podem comprar e alavancar a marca.

Nesta temporada, a NBA vai excursionar por Rio de Janeiro, Kuala Lumpur (Filipinas), Bilbao (Espanha), Manchester (Inglaterra), Pequim (China), Xangai (China), Taipei (Taiwan) e Istambul (Turquia). Times como Chicago Bulls, Washington Wizards, Los Angeles Lakers, Oklahoma City Thunder, Golden State Warriors, Philadelphia 76rs, Indiana Pacers e Houston Rockets vão desfilar as suas marcas pelo globo.

No entanto, existem várias coisas por trás desse jogo entre Chicago Bulls e Washington Wizards que vai além de uma "simples" partida de alto nível de basquete. Como o Brasil tem uma grande identificação com o basquete - além do próprio Bulls ser muito popular no Brasil graças à Michael Jordan -, resolvi separar 7 razões interessantes relacionadas ao jogo que vai acontecer na Arena da Barra, no próximo sábado. Confira:


1. Chicago vs Rio de Janeiro, uma rivalidade que começou em 2009

Em 2009, a cidade do Rio de Janeiro disputava com Tóquio, Madrid e Chicago para sediar os próximos Jogos Olímpicos. Para o terror dos nossos bolsos, o Rio de Janeiro foi escolhido como a cidade sede. No entanto, de todos os concorrentes que perderam a oportunidade contra o Rio, Chicago foi a cidade que mais ficou indignada com a derrota. Celebridades, atletas americanos que nasceram em Chicago, prefeitura, jornais e etc, concentraram suas críticas (a maioria eram construtivas) e ataques gratuitos contra a cidade carioca desde então. Durante as manifestações do povo brasileiro contra o preço da passagem de ônibus, gastos com a Copa do Mundo e mazelas mil, um jornal tradicional expôs em sua capa principal uma foto gigante de um ato de vandalismo e com os dizeres "perdemos para isso?". O que se seguiu foi uma briga de intervalo no ensino fundamental entre o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSDB), e o prefeito de Chicago, Rahm Emanuel (Democrata). Se você é a favor dos Jogos Olímpicos, imagino que o Bulls não seria uma "boa" escolha para torcer.

2. Washington Wizards tem um brasuca com raízes no basquete carioca

Sem querer induzir ninguém a torcer por A ou B, mas o Washington Wizards conta com um brasileiro em seu elenco. Trocado pelo Denver Nuggets na temporada passada com o Washington Wizards, Nenê Hilário ainda tenta se encontrar na equipe da capital americana. No entanto, o pivô brasileiro tem uma grande chance de engrenar pelos Wizards jogando em um território que, por duas temporadas, foi exclusivamente seu. Nenê, apesar de paulista, começou sua carreira no time de basquete do Vasco da Gama. Jogando pelo Cruz-Maltino, Nenê anotou 6131 pontos na finada liga de basquete (antes da NBB).

3. Derrick Rose retorna às quadras

O estupendo ala/armador do Chicago Bulls, Derrick Rose, vai retornar às quadras da NBA em solo brasileiro. Depois de carregar os Bulls nas costas em dois playoffs seguidos, o joelho do craque não aguentou e estourou. Em sua admirável participação na Copa do Mundo de basquete, em 2010, o armador sofreu um pequeno entorse que também contribuiu para o desgaste. Saudável, o americano vai brindar com um basquete clássico, insinuante e efetivo àqueles que forem assistir ao jogo. Rose é considerado o jogador do Bulls que mais próximo chega à Michael Jordan desde a sua despedida da equipe.

4. Os dois times da maior lenda do basquete

O deus do basquete, Michael Jordan, atuou em apenas duas equipes da NBA em toda sua carreira: Chicago Bulls e Washington Wizards. Jordan encantou o mundo jogando naquele timaço do Chicago Bulls, que além dele possuía Scott Pippen, Robert Parish, Dennis Rodman e Phil Jackson como treinador. Após algumas aventuras no baseball e DUAS aposentadorias, Jordan voltou à NBA em 2001 como jogador e co-proprietário do Washington Wizards. Em sua primeira temporada, Jordan foi o líder do time em aproveitamento, rebotes, pontos e assistências. Porém, após grande forma, Jordan teve um grande problema na cartilagem do joelho direito e se viu obrigado a parar por 1 ano. Em 2003, ainda pelo Wizards, Jordan bateu o recorde de Kareem Abdul-Jabar em pontuações no All-Star Game (recorde batido pelo Kobe Bryant na temporada passada).

5. Washington já foi Chicago

Fundado em 1961, o Chicago Packers era rival do Bulls, na efervescente Chicago da década de 1960. No entanto, os Packers não duraram mais do que 2 anos. Em 1963, a franquia mudou de dono e de nome. Antes conhecidos como Packers, o outro time de Chicago recebeu o nome de Zephyrs. Ainda tendo problemas com os donos da franquia, o Zephyrs mudou-se para Baltimore, abandonando Chicago para sempre. Depois de Baltimore, o Wizards apareceu em Washington. Mas, antes de virar Wizards, a franquia também se chamou Capital Bullets e Washington Bullets.

6. Duas equipes que não vencem uma final há muito tempo

Ambas equipes são tradicionais, disputam a mesma conferência (leste) e, como já dito antes, não vencem uma final de World Series há muito tempo. O Chicago, apesar de ter vencido a Divisão Central em 2012, não conquista um título de final da NBA desde 1998, sob a batuta do Air Jordan. Neste ano, as chances de final são nulas, mas uma vaga nos playoffs é bem plausível. A situação do Washington Wizards é mais drástica que a do Bulls em vários detalhes. O primeiro deles é que os Wizards não ganham nada desde 1979, quando faturou a Divisão Sudoeste e Conferência Leste de uma só vez. É difícil imaginar que isso vai acontecer neste ano, já que o Washington tem a ingrata companhia do Miami Heat em sua divisão. O segundo fator que corre contra o Washington é que a última final vencida foi em 1978. Para piorar a situação, os únicos títulos do Wizards só aconteceram sob o nome de Baltimore, Capital e Washington Bullets.

7. A sinuca de bico em que Nenê se meteu

Quando o assunto é o basquete brasileiro, a primeira sensação que vêm à tona é o desastre da nossa seleção na Copa América onde ela sequer conseguiu uma classificação para a segunda fase da competição. Entretanto, o principal aspecto abordado foram as recusas de alguns jogadores brasileiros que estão na NBA para defender o país na competição. Com exceção do Anderson Varejão, que volta de contusão, todos tinham condições de jogar a Copa América (até o Tiago Spliter, que jogou a final pelo San Antonio Spurs). Mas, quem mais vacilou mesmo foi o pivô Nenê, do Wizards. Se não bastasse a falta de vontade para com a seleção de basquete, o jogador deixou implícito que ele era "estrela" demais para uma competição desse nível. Além dessa grande cagada, Nenê deu uma entrevista ao Fantástico onde esculhambou o treinador argentino Ruben Magnano e os companheiros que atuam no Brasil. Sua mulher, que também estava na entrevista, também não poupou ninguém. O fato é que Nenê sempre deixou a seleção em segundo plano, recusando inúmeras convocações. O jogo contra o Chicago vai ser a primeira partida do brasileiro em terras brasilis desde esse episódio.

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