Postado Por : Caio Nascimento 13.2.14

Terça-feira, 11 de fevereiro, começa o mais excitante e romântico torneio sulamericano. Independente de seu time estar ou não disputando a Copa das Copas, que é a Copa Libertadores da América, é impossível não se deixar levar pelos efeitos das canchas, dos cantos e cores das arquibancadas. Também é difícil não se pegar torcendo por um azarão que faz jogo duro contra um gigante do continente. Em teoria, é agora que começa pra valer a Libertadores da América, pois os jogos da fase pré só serviam para completar os grupos. Agora, com todas as chaves devidamente preenchidas, podemos analisar com calma o que cada grupo tem a oferecer e quais serão os seus destaques.

Porém, antes de pegarmos os biscoitos do jarro, é necessário salientar que esta edição não contará com 16 dos 24 vencedores da Copa, sendo que ao todo são 38 títulos fora do cartel da competição. Contudo, das 32 equipes que disputarão o tão cobiçado título sulamericano, apenas oito delas já levantaram a taça (Peñarol, Nacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Flamengo, Vélez Sarfield e Atlético Nacional). Nesse seleto grupo, cabe a dupla uruguaia formada por Peñarol e Nacional, que conquistaram cinco e três títulos de Libertadores respectivamente, puxar a fila dos experientes.

Ao mesmo tempo que pode-se dizer que a Libertadores é a Copa das Copas, podemos afirmar que a edição nº 55 será também a Copa dos Inexperientes, justamente pela ausência de Independiente (7), Boca Juniors (6), Estudiantes (4), São Paulo (3), Santos (3), Olímpia (3), River Plate (2), Internacional (2), Once Caldas (1), Palmeiras (1), LDU (1), Argentinos Juniors (1), Racing (1), Colo Colo (1), Vasco (1) e Corinthians (1).


Grupo 1 (Vélez Sarsfeild, Universitario, The Strongest e Atlético-PR)

Vélez Sarsfield






Títulos: 1 (1994, contra o São Paulo)
Apelido: El Fortín
Estádio: José Amalfitani
Jogadores-chave: Mauro Zárate (atacante), Lucas Pratto (atacante), Héctor Canteros (volante), Emiliano Papa (lateral/volante) e Fernando Tobio (zagueiro).
Resumo: A equipe do Vélez está bastante modificada desde suas últimas e boas aparições na Libertadores. A maior delas, no entanto, não está dentro de campo, mas sim no banco de reservas. Ricardo Gareca, responsável direto pelas ótimas campanhas do El Fortín, tanto na Copa quanto no Campeonato Argentino, não aguentou a pressão e fora demitido devido aos inúmeros vices e derrapadas em mata-matas, caso especial da Libertadores. Agora comandado por José "Turu" Flores, ex-jogador e campeão da Copa com o Vélez em 1994, a equipe argentina terá que se reinventar após perder algumas peças importantes como Ezequiel Rescaldani (vendido ao Málaga), Gino Peruzzi (vendido ao Cagliari), Federico Insúa (vendido ao Independiente) e Jonathan Copete (vendido ao Santa Fé). Entretanto, o clube de descendentes italianos ainda conta com uma equipe forte, jovem e bastante ofensiva. Mauro Zárate, ídolo da torcida, voltou na janela do meio da temporada passada para ajudar Lucas Pratto a marcar gols pelo Vélez, que ainda conta com Roberto Nanni, recém-contratado do Atlante-MEX, e que fora o artilheiro da Libertadores de 2011 quando atuava pelo Cerro Porteño. O setor de criação é responsabilidade de duas jovens promessas das categorias de base do Fortín, Augustín Allione e Lucas Romero, ambos com 19 anos. Fernando Cerro e Leandro Desábato (irmão DAQUELE Desábato) costumeiramente entram em campo nos lugares dos dois jovens, que ainda oscilam muito. Os volantes Canteros, que já teve seu nome ventilado no Flamengo, e Cabral também apoiam bastante o ataque e criam ótimas jogadas devido a boa qualidade no passe.


Universitario






Títulos: 0
Apelido: Cremas (cerveja) ou Estudiantiles
Estádio: Monumental de Lima
Jogadores-chave: Yordy Reyna (atacante), Luis Garcia (meia) e Cris Martinez (atacante).
Resumo: A equipe de maior torcida no Peru aposta todas as suas fichas no jovem e habilidoso atacante Yordy Reyna, 20 anos. Reyna, mesmo tão novo, já é uma realidade na seleção nacional que tentou conquistar, sem êxito, uma vaga na Copa 2014. No entanto, os Cremas, que é treinado pelo argentino Ángel Comizzo, terão muitas dificuldades, pois o restante do elenco é muito limitado mesmo tendo sido pouco modificado desde o título nacional da temporada passada, que o credenciou a disputar a Libertadores deste ano. Porém, os fãs do Universitario vivem uma expectativa curiosa, e bastante aleatória, de contar com os serviços de um jogador brasileiro. Trata-se de Dalton, zagueiro que apareceu bem no Fluminense, com passagens pela seleção na base, e que possui contrato com o Internacional. O jogador atuou por um pouco tempo no clube peruano durante a disputa do campeonato peruano de 2013 e teve seu contrato de empréstimo terminado. O clube tenta um novo empréstimo, mas parece que não haverá tempo o suficiente para inscrever o jogador brasileiro.


The Strongest







Títulos: 0
Apelido: Tigre de Achumani e Derribador de Campeones
Estádio: Hernando Siles
Jogadores-chave: Pablo Escobar (meia-atacante), Jair Reynoso (atacante), Diego Bejarano (zagueiro) e Ernesto Cristaldo (meia).
Resumo: Esse é, de longe, o time mais "modesto" da Libertadores. Não digo por causa do elenco, mas pelo nome e também pelos apelidos. Comandados pelo "Ibrahimovic das altitudes", Pablo Escobar, o Strongest é a grande esperança da Bolívia em emplacar um time na competição. Apesar do Bolivar ser o clube de maior torcida do país, e que também participará desta edição, o elenco do "derrubador de campeões" chama mais atenção. O clube aurinegro busca mudar o esteriótipo de que a "altitude é o melhor jogador" de qualquer equipe boliviana. Na temporada passada, o Strongest encrespou para cima do São Paulo (especialmente no Morumbi), com uma equipe rápida e de toque de bola. Para essa temporada, com Eduardo Villegas ainda como treinador, o clube conta com o perigoso Jair Reynoso, atacante colombiano que marca muitos gols, e, principalmente, com Ernesto Cristaldo, meia paraguaio que tem um canhão no pé-direito.


Atlético-PR






Títulos: 0
Apelido: Furacão
Estádio: Durival de Brito (Arena da Baixada ainda está em reformas)
Jogadores-chave: Marcelo (atacante), Éderson (atacante), Fran Mérida (meia), Zezinho (meia), Manoel (zagueiro) e Wéverton (goleiro)
Resumo: Após passar pela sufocante fase preliminar contra o Sporting Cristal, o Atlético Paranaense está mais do que vivo em sua busca pelo inédito titulo continental do qual chegou tão perto em 2005. Mesmo com uma equipe muito jovem e inexperiente, o Furacão tem boas chances de classificação e, quiçá, de chegar mais longe no mata-mata. Marcelo e Éderson é uma ótima dupla de ataque, cuja sintonia é a chave para o sucesso do clube paranaense. Após um ano de adaptação no clube, Fran Mérida, espanhol revelado pelo Arsenal e com passagens pela seleção nas categorias, parece ter engrenado e pode ser uma boa alternativa de cadência e chutes de longa distância para o clube comandado pelo conterrâneo do camisa 10 rubro-negro, o Miguel Angel Portugal. O capitão, e essência do Atlético, Manoel está mostrando a cada jogo o quanto ele evoluiu desde sua primeira aparição há cinco anos atrás. Além desses jogadores mais famosos, Portugal também conta com jogadores "coadjuvantes" que fazem, e muito, a diferença pro Furação. Esse é o caso de Zezinho, Wéverton e do jovem Nathan, que serviu muito bem a seleção brasileira nos torneios de base.


Grupo 2 (Independiente José Terran, Unión Española, San Lorenzo e Botafogo)

Independiente JT







Títulos: 0
Apelido: El Equipo del Pueblo, Los Rayados e Arsenal Ecuatoriano 
Estádio: General Rumiñahui
Jogadores-chave: Johnny Baldeón (atacante), Mario Rizzoto (meia), Henry León (volante) e Andrés Oña (meia).
Resumo: O Independiente José Terran será candidato à "queridinho" dos torcedores sem clube nessa Libertadores. O clube equatoriano, desconhecido para a maioria dos brasileiros, é popular no Equador. Entretanto, o "clube do povo" não possui títulos e nem participações em edições anteriores da Libertadores. Um querido estranho, é isso o que será o clube inspirado nas cores e no emblema da Inter de Milão, que além desse apelo emocional, faz um trabalho interessante com os seus jovens. É de conhecimento da maioria que o Equador progrediu bastante no futebol durante a virada deste século, especialmente por suas participações em Copas do Mundo. No entanto, algo de novo acontece num país fechado por um governo de esquerda. Há muito tempo não se via a seleção equatoriana disputando torneios de base, e jogando bem. E é aí que se enquadra o Independiente, clube que preza a formação de jovens talentos, e que emprestou a maioria deles para a seleção nacional. Um deles é Andrés Oña, que disputou o Mundial Sub-20 de 2011 e o Sul-Americano de 2013. Oña é aquele perfeito espécime de jogador de Libertadores, o famoso "chato", "encardido" e bom de bola. Além dele, Baldeón, ídolo por muito tempo do Deportivo Quito e da seleção, faz parte do elenco comandado pelo uruguaio Pablo Repetto. É difícil imaginar o Independiente indo longe nesse grupo, porém, o time equatoriano pode aprontar das suas, especialmente se conseguir jogar o seu futebol.


Unión Española






Títulos: 0
Apelido: Hispanos, Pepes e Los Rojos 
Estádio: Santa Laura
Jogadores-chave: Gonzalo Villagra (volante), Gustavo Canales (atacante), Cristian Chavez (meia), Matías Campos (meia) e Carlos Salom (atacante).
Resumo: O Grupo 2 da Libertadores tem tudo para entrar na história como o mais folclórico de todos os tempos. O Unión Española é um dos maiores clubes chilenos, tem uma torcida fantástica, uma história de superação comovente e um estádio que ferve com o sol. Os Hispanos dominaram o futebol chileno por muito tempo, revelando vários grandes jogadores para a seleção nacional e ficando atrás apenas do Colo Colo com a maior quantidade de jogos na história do campeonato chileno. Situado no extremo de Santiago, onde faz calor pra caralho, o Unión se escondeu por grande parte da década de 80 e 90, sendo esquecido por toda a América. No entanto, o clube ressuscitou nas mãos de José Sierra, aquele mesmo que chegou de helicóptero no gramado do Morumbi em 1994, quando o São Paulo investiu uma fortuna para tirar o jogador do clube em que hoje ele é o treinador. Movido por uma torcida barulhenta, que viu o seu time sofrer na mão de Pinochet, o sanguinário ditador chileno, que além de matar pessoas, também coibia clubes de colônias (caso explícito do Unión), o time de Sierra é muito aguerrido e gosta muito de tocar a bola e catimbar o jogo. A presença de seis argentinos no elenco contribui para esse artifício, que além de irritar o adversário, também contribui muito bem para o ataque. Cristian Chavez, revelado pelo Boca, é o principal articulador das jogadas do Unión, que ainda conta com Carlos Salom na referência do ataque. Gustavo Canales, o segundo atacante dos Hispanos, é muito habilidoso e muito bom no arremate ao gol. Quem dava o Grupo 2 como polarizado em San Lorenzo e Botafogo deve pensar duas vezes, pois o Unión é muito tradicional (é a equipe mais velha do grupo), muito bem treinado e tem um caldeirão a seu dispor que deve fazer a diferença.


San Lorenzo






Títulos: 0
Apelido: El Ciclón, Los Cuervos e El Matador. 
Estádio: Nuevo Gasometro
Jogadores-chave: Juan Mercier (volante/lateral), Julio Buffarini (meia), Leandro Romagnoli (meia), Ignacio Piatti (meia-atacante), Nicolas Blandi (atacante) e Martín Cauteruccio (atacante).
Resumo: Se você está ligado no blog sabe que o San Lorenzo já foi tema de uma publicação a um tempo atrás, logo após o título argentino conquistado de maneira formidável. No entanto, se você só sabe da existência do clube argentino porque o Papa Francisco torce por ele, me desculpe, mas você está cometendo um grande erro. Como o foco é a Libertadores, a história do Ciclón não será destrinchada nesse espaço porque você pode conferi-la clicando logo acima na palavra destacada em laranja. Dentre os clubes mais tradicionais da Argentina, o San Lorenzo é o que mais sofre com as gozações, especialmente dos rivais de Buenos Aires. A sigla CASLA (Clube Atlético San Lorenzo de Almagro) que é estampada no escudo da equipe virou uma das zoações mais famosas na capital argentina. Por ser o único dentre os grandes de Buenos Aires que nunca ganhou uma Libertadores, a sigla CASLA ganhou um novo significado para os rivais: CLUBE ARGENTINO SIN LIBERTADORES de AMÉRICA. Se não bastasse isso, o clube vive mergulhado em dívidas e em batalhas judiciais para reaver Boedo. Entretanto, a história do San Lorenzo vem mudando aos poucos. No embalo de uma das torcidas mais apaixonadas e legais do mundo, o Ciclón se reinventou, sendo agora uma referência de futebol bem jogado na terra do tango. O título argentino coroa uma equipe que preza muito pela marcação pressão e jogadas em velocidade, filosofia imposta por Juan Antonio Pizzi, treinador que levou o San Lorenzo ao título e depois acertou com o Valencia. Hoje quem comanda a equipe dos Cuervos é Edgardo Bauza, que já conquistou a América com a LDU, em 2008. Bauza não mudou muita coisa na maneira de jogar da equipe que faturou o campeonato argentino em dezembro. Mas, para a alegria dos Cuervos, o clube ganhou alguns reforços pontuais para elevar a qualidade do plantel. Nicolas Blandi, mesmo não sendo um primor técnico, veio do Boca para ser o principal atacante da equipe, já que Cauteruccio está machucado. Mercier, Buffarini e Romagnoli são as almas dessa equipe, que controla o jogo como quer. Piatti, que um dia já fora cotado com esperança argentina, hoje é apenas um bom jogador de futebol para o mirrado campeonato argentino. Porém, o ponta é muito importante no esquema tático de Bauza, já que é ele a "flecha" do arco. O maior sonho dos Cuervos é a Libertadores, e a chance para conquistá-la não poderia vir em melhor hora. Aliás, o clube se encontra na melhor hora possível.


Botafogo






Títulos: 0
Apelido: Fogão, Glorioso e Alvinegro. 
Estádio: Maracanã (já que o Engenhão está "em obras")
Jogadores-chave: Jefferson (goleiro), Dória (zagueiro), Jorge Wagner (meia/ala), Nícolas Lodeiro (meia) e Wallyson (atacante).
Resumo: Após completar 18 anos, como presente pela "maturidade", o Botafogo finalmente pode voltar a disputar uma fase de grupos pela Libertadores da América. O Fogão, que atropelou o Deportivo Quito no Maracanã, caiu num grupo traiçoeiro, pois todos os seus rivais de chave possuem o mesmo defeito que o seu: o azar. Existem coisas que só acontecem com o Botafogo? O mesmo pode-se dizer de San Lorenzo e Unión Española. Dentro do gramado, o clube sofreu baixas significativas após a boa campanha no Brasileirão de 2013. A maior delas, Clarence Seedorf, que era o maestro do time, deixou o clube para virar treinador do Milan (que burrada!). Além do holandês, o atacante Rafael Marques, que se destacou muito em seus dois anos de Botafogo, foi ganhar milhões na China. Sem dinheiro e sem treinador, já que Oswaldo de Oliveira trocou o alvinegro carioca pelo Santos, o Botafogo teve que se virar com o que tinha. Com contratações questionáveis, perdas consideráveis e um treinador inexperiente, o clube carioca saiu-se bem no jogo mais importante do ano, que foi a vitória contra a equipe equatoriana. O torcedor botafoguense está confiante, e com razão, num bom desempenho do clube da estrela solitária. Pode não parecer, mas os jogadores que "sobraram", como Jefferson, Dória e Lodeiro, estão sendo pilares essenciais para que jogadores medianos como Jorge Wagner e Wallyson se encaixem da melhor maneira possível, parecendo até jogadores de alto nível. Wallyson, aliás, já é o artilheiro da Libertadores. O Botafogo tem grandes chances de ir longe nesse campeonato recheado de clubes como ele. No entanto, o clube brasileiro tem o diferencial dos três pilares, que colocam o clube num nível acima dos outros clubes "zerados" em títulos. O Botafogo só precisa entender o campeonato.


Grupo 3 (Cerro Porteño, Deportivo Cali, O'Higgins e Lanús)

Cerro Porteño






Títulos: 0
Apelido: El Ciclón de Obrero, Azulgrana e La Mitad Mas Uno. 
Estádio: General Pablo Rojas (La Olla)
Jogadores-chave: Jorge Balbuena (lateral), Matias Corujo (volante), Julio dos Santos (meia), Oscar Romero (meia), Angel Romero (atacante) e Daniel Guiza (atacante).
Resumo: Não se engane, apesar das semelhanças esse time não é o San Lorenzo. Com o mesmo apelido do "irmão" argentino, o Cerro montou uma equipe muito interessante para a disputa da Libertadores. Comandado pelo ex-lateral Francisco Arce, ídolo de Palmeiras e Grêmio, o Ciclón de Obrero é forte candidato à classificação no Grupo 3. Com uma mescla de bons jogadores jovens como Balbuena e Oscar Romero - que são verdadeiras pechinchas para clubes brasileiros -, com jogadores experientes em Libertadores como Corujo (foi vice-campeão em 2011, quando atuava pelo Peñarol) e Julio dos Santos, e com uma pitada de sabor europeu com a presença do atacante espanhol Daniel Guiza, que já foi campeão da Eurocopa com a Fúria, foi artilheiro do Espanhol em 2007/2008 quando atuava pelo Mallorca, além de ter passado pelo Fenerbahce. O campeão paraguaio busca seu primeiro título de Libertadores, e para isso vai contar mais uma vez com a "panela" de General Pablo Rojas (Olla = panela), que realmente ferve com o clamor dos hinchas. O Cerro vem quietinho, mas tem tudo para ser um dos "figurões" nessa edição.

Deportivo Cali






Títulos: 0
Apelido: Los Azucareros. 
Estádio: Estádio Deportivo Cali
Jogadores-chave: Faryd Mondragón (goleiro), Sergio Romero (atacante), Robin Ramirez (atacante), Yerson Candelo (meia), Christian Marrugo (meia) e Nestor Camacho (meia).
Resumo: Os "açucareiros", entenda como quiser, ficaram bastante conhecidos na década de 1990, com Asprilla e cia. Atualmente, o Deportivo Cali não vive uma vida muito fácil. Sem o cartel do narcotráfico, o clube vive a duras penas para sobreviver e adquirir bons jogadores. No entanto, o Cali aposta em sua boa base de jogadores para tentar abocanhar uma segunda fase. Comandados pelo interminável Mondragón, revelado pelo próprio Deportivo, que busca passar tranquilidade à um time que aposta na movimentação de seus jogadores que são muito leves. Sergio Romero, atacante de muita movimentação, é a grande ameaça dos contra-ataques da equipe colombiana, especialmente sofrendo faltas e pênaltis para Camacho e Ramirez, meia e atacante paraguaios, converterem. Aliás, Camacho é canhoto e bate muito bem na bola. Candelo e Marrugo, ambos jogadores convocados por José Pekerman para seleção nacional, também cadenciam muito o jogo.


O'Higgins







Títulos: 0
Apelido: La Celeste, El Capo de Provincia e O'Hi. 
Estádio: El Teniente
Jogadores-chave: Mariano Uglessich (lateral), Luis Figueroa (lateral-direito/meia), Pablo Hernández (meia) e Pablo Calandria (atacante).
Resumo: O nome em inglês da equipe chilena é uma homenagem ao fundador da pátria, Bernardo O'Higgins. Jogando no estádio El Teniente, o "chefe da província de Roncagua" é praticamente imbatível. Graças ao "tenente", o clube chileno conquistou na temporada passada o seu primeiro título nacional. Por ser novato e com pouca tradição até mesmo no próprio país, a equipe do O'Higgins corre por fora no grupo apesar de contar com um grupo de jogadores experientes. Uglessich, que nunca foi um grande jogador (passa longe), é o xerifão do sistema defensivo, que é bastante pesado. Luis Figueroa, aquele mesmo que passou pelo Palmeiras entre 2009-2010, é o principal articulador da equipe. Já Pablo Hernández, argentino de nascimento, mas naturalizado chileno, é a principal ameaça do O'Higgins. O camisa 10 municia muito bem o ataque, além de ter uma qualidade muito grande em marcar gols. Quem se beneficia com as bolas paradas, artifício que Eduardo Berizzo, treinador da equipe, usa e abusa, é o conterrâneo e camisa 9, Pablo Calandria. Ao todo, são seis jogadores argentinos no elenco do O'Higgins, que, como dito antes, abusa não só do jogo aéreo como também catimba muito bem o jogo.


Lanús






Títulos: 0
Apelido: Granate. 
Estádio: Nestor Diaz Pérez (Ciudad de Lanús)
Jogadores-chave: Paolo Goltz (zagueiro), Lautaro Acosta (meia), Victor Ayala (meia), Santiago Silva (atacante), Lucas Melano (atacante) e Ismael Blanco (atacante).
Resumo: O Granate, que outrora era um clube bem modesto, atualmente tornou-se numa das principais equipes argentinas devido à crise financeira do futebol portenho. Com uma administração muito profissional, o clube da província de Lanús, em Buenos Aires, é figurinha carimbada nas principais competições sul-americanas. Para esta edição da Libertadores, o campeão da Sul-Americana de 2013 vem com uma equipe muito forte e mais confiante para alçar vôos mais altos. Paolo Goltz, zagueiro-artilheiro, já têm dois gols na campanha. Lautaro Acosta, revelado com muitas pompas pelo próprio Lanús, teve poucos momentos bons no Sevilla, porém, quando voltou à Argentina, mais precisamente para o Boca, o meia tornou a jogar bem. Responsável por distorcer a defesa adversária, Acosta é o ás na manga de Guilhermo Schelotto, com quem atua como enganche. Victor Ayala, o paraguaio velocista, imprime muita movimentação e velocidade ao ataque. Para o ataque, Schelotto conta com três ótimas opções que se revesam na titularidade. Dessas três opções, dois possuem mais de 30 anos de idade: Santiago "El Tanque" Silva e Ismael Blanco possuem 32 anos. Silva largou o Boca por causa do salário e Blanco está há duas temporadas no Granate, onde alternou bons e maus momentos. A diferença entre Silva e Blanco é meramente ilustrativa, já que o primeiro é careca e o segundo é cabeludo. Já o terceiro grande nome do ataque Granate, Lucas Melano, é uma das grandes joias da Libertadores. Melano impressiona por ser alto (1,85m) e ter muita qualidade nos pés, bem ao estilo Ibrahimovic. Inter de Milão e Milan já disputam o craque do Lanús.


Grupo 4 (Zamora, Nacional-PAR, Atlético Mineiro e Santa Fé)
Zamora







Títulos: 0
Apelido: La Furia Llanera e El Blanquinegro. 
Estádio: Augustin Tovar (La Carolina)
Jogadores-chave: Pedro Ramirez (meia), Pierre Pluchino (atacante), Juan Falcón (atacante), Ricardo Clarke (atacante) e John Murillo (atacante).
Resumo: Uma das equipes mais obscuras desta edição atende pelo nome de Zamora, clube fundado na região de Barinas, e que chegou recentemente à primeira divisão venezuelana. No entanto, a equipe alvinegra "chegou chegando" e já têm dois títulos nacionais. O Zamora trata-se de uma equipe "kamikaze", cujos destaques são os quatro atacantes do elenco mais o camisa 10. Ramirez, o jogador maior habilidade no plantel, está emprestado pelo Sion-SUI para disputar a Libertadores pelo clube que o revelou. Nome certo nas convocações da Vinotinto, possui muita personalidade e não teme adversários tradicionais. Pluchino é um centroavante característico, com pouquíssima habilidade nos pés, porém, sabe fazer gols. Falcón, também constantemente convocado à seleção principal, é rápido e enjoado. Clarke, panamenho de 21 anos, possui características semelhantes às de Falcón, mas, com o aditivo de saber fazer gols. Murillo, o mais jovem atacante do elenco, é a aposta do pequeno clube venezuelano para o futuro. Habilidoso e veloz, Murillo tem 18 anos e já é convocado para a equipe principal do país, mesmo revezando com Clarke no posto de titular.


Nacional






Títulos: 0
Apelido: La Academia e El Tricolor. 
Estádio: Arsenio Erico
Jogadores-chave: Marcos Miers (lateral), Marcos Melgarejo (meia) e Fredy Bareiro (atacante).
Resumo: Um dos times mais simpáticos do continente sul-americano está em mais uma edição da Libertadores da América. Para entender o tamanho da façanha do NACIONAL QUERIDO, o clube, cuja torcida fica encrostada no bairro de Obrero, junto do arquirrival Cerro Porteño, não chega a ser maior que a do Juventus da Moca. Com pouco lucro com produtos e ingressos, o Nacional faz o que pode para sobreviver. Conhecido conhecido como La Academia por ter dominado o futebol paraguaio da década de 1910 até 1940, o clube tricolor é uma espécie de segundo time de todo paraguaio. A equipe comandada por Gustavo Morínigo possui apenas três jogadores capazes de infligir algum perigo ao adversário. O principal deles, Marcos Melgarejo, meio-campista habilidoso e orquestrador, é uma espécie mártir do Nacional, pois é evidente que ele tem condições de jogar por uma equipe maior.


Atlético-MG







Títulos: 1 (2013)
Apelido: Galo. 
Estádio: Independência
Jogadores-chave: Victor (goleiro), Réver (zagueiro), Marcos Rocha (lateral-direito) Ronaldinho Gaúcho (meia), Diego Tardelli (atacante) e Jô (atacante).
Resumo: O Galo terá uma nova perspectiva em sua vida nesta temporada: defender um título continental. Em tese, a missão do Atlético seria mais difícil se fosse para defender a taça de campeão na temporada passada, quando fora campeão. No entanto, com muitos times sem títulos na competição, a parada para o clube ficou mais amena. Entretanto, basta saber se Paulo Autuori vai conseguir dar conta do recado e o quanto Ronaldinho Gaúcho estará comprometido com a causa. Marcos Rocha, virou uma rusga no elenco após xingar Cuca no Mundial, decaiu em qualidade. O time atleticano é muito bom, porém, a fase do clube não permite que certos jogadores demorem a engrenar novamente.


Santa Fé






Títulos: 0
Apelido: Os Cardeais, O Expresso Vermelho e Leão Vermelho. 
Estádio: El Campín
Jogadores-chave: José de la Cuesta (zagueiro), Omar Perez (meia), Jefferson Cuero (meia), Wilder Medina (atacante) e Jonathan Copete (atacante).
Resumo: Um dos maiores clubes colombianos, que, por acaso do destino, nunca conquistou um torneio fora do país. O Santa Fé consegue mais uma vez participar da fase de grupos da Libertadores apesar de ter um elenco limitadíssimo, com jogadores alternativos e que fracassaram em clubes grandes. O maior exemplo desse cenário é o camisa 10 da equipe, o Omar "El Especialista" Perez, que fora revelado pelo Boca e, após nunca se firmar, rodara o mundo da bola atrás de uns trocados. Porém, dizem que a camisa pesa muito à favor de equipes com tradição que vivem em maus caminhos. Talvez seja essa a sina do Independiente, que inexplicavelmente aparece em mais uma Libertadores. Por ser frágil, é difícil imaginar o Santa Fé fazendo uma campanha gloriosa, diferentemente da temporada passada quando eliminou o super time do Grêmio. Os Cardeais apostam na força do El Campín e nas bolas paradas do "especialista" Omar Perez para surpreender todo mundo neste ano. Aliás, o Santa Fé tem mais um motivo para abusar dos canhões: Edison Mendez, aquele volante ex-LDU e Galo, que cansava de fazer gols chutando de fora da área.



Grupo 5 (Defensor, Cruzeiro, Real Garcilaso e Universidad de Chile)


Defensor






Títulos: 0
Apelido: La Violeta, Tuerto e El Fusionado. 
Estádio: Luis Franzini
Jogadores-chave: José Etcheverry (zagueiro), Nico Oliveira (meia), Mario Regueiro (meia), Mathías Cardacio (meia-atacante) e Ignacio Risso (atacante).
Resumo: Presença constante na Libertadores, o Defensor Sporting, terceiro clube de maior importância no Uruguai, possui uma história de vida muito bonita. Criado para proteger - como o nome já sugere - as pessoas oprimidas, La Violeta salvou a pele de muitos uruguaios durante a ditadura no país na época do Condor. Sem conquistar um título desde 2008, o clube, que tem mais de 100 anos, procura por todas as maneiras possíveis para sobreviver e montar equipes competitivas. Assim como o Nacional e o Peñarol, o Defensor é uma equipe recheada de jogadores rodados e experientes. A dupla Regueiro e Oliveira, ambos meias de criação, são as principais esperanças para o futuro do Defensor na competição. Cardacio, que era tido como grande revelação do Nacional, fora vendido muito cedo ao Milan, onde não vingou. O meia, que é bom jogador, tenta recuperar o futebol na equipe Violeta, que apesar de ser "pesada", possui uma movimentação muito boa quando Oliveira, Regueiro e Cardacio conseguem se sintonizar em campo. Olho nos três!


Cruzeiro






Títulos: 2 (1976 e 1997)
Apelido: Raposa. 
Estádio: Mineirão.
Jogadores-chave: Fabio (goleiro), Dedé (zagueiro), Nilton (volante), Everton Ribeiro (meia), Ricardo Goulart (meia), Julio Baptista (meia-atacante), Borges (atacante) e Dagoberto (atacante).
Resumo: A Raposa, que ganhou o Brasileirão com as patas nas costas, é favoritaça ao título da Libertadores dessa temporada. O elenco, que já é muito forte para os padrões brasileiros, credencia ainda mais o Cruzeiro a ser o principal candidato ao título. E seria inacreditável para o torcedor Celeste ver sua equipe tirar da posse de seu maior rival o título de melhor equipe das Américas, além de empatar com São Paulo e Santos como maior vencedor da competição no país. Para isso, os comandados de Marcelo Oliveira precisam entrar para rachar, e tomar muito cuidado, pois o fantasma de 2011 ainda paira sob a Toca da Raposa. Naquele ano, o Cruzeiro tinha, de longe, a melhor campanha da Libertadores, uma primeira fase irrepreensível. Porém, ao classificar-se para segunda fase, o clube fora eliminado pelo pior time classificado na fase de grupos, o Once Caldas. Como dito antes, um elenco recheado de bons jogadores, com opções dignas em todos os setores, fazem do Cruzeiro uma equipe bastante homogenia, que visa o futebol ofensivo. O craque da equipe, e craque do Brasileirão passado, Everton Ribeiro, terá a responsabilidade de liderar o elenco Celeste, que ainda conta com a segurança do goleiraço Fabio lá atrás. Vai ser muito difícil bater o Cruzeiro...


Real Garcilaso







Títulos: 0
Apelido: La Maquina Celeste 
Estádio: Inca Garcilaso de la Vega
Jogadores-chave: Diego Carranza (goleiro), Fabio Ramos (meia), Daniel Ferreira (atacante) e Ramon Rodriguez (atacante).
Resumo: O Garcilaso, fundado em 2009, tem apenas cinco anos e duas participações em Libertadores no nanico currículo, que ainda conta com uma Copa do Peru, de 2011. No entanto, a principal arma do clube de Cuzco é o seu terreno de jogo. Com os fatores já conhecidos da altitude, o estádio Inca conta com uma grama sintética, que já foi alvo de protestos de 90% dos clubes que tiveram que jogar lá. O novato, em tão pouco tempo, já conseguiu montar uma equipe confiável, que também é capaz de dar muito trabalho aos rivais. Com Fabio Ramos e Daniel Ferreira, ambos paraguaios, o Garcilaso busca matar os adversários com uma correria frenética dentro de sua casa.


Universidad de Chile







Títulos: 0
Apelido: La U 
Estádio: Nacional de Santiago
Jogadores-chave: Osvaldo González (zagueiro), Ramon Fernández (meia), Roberto Cereceda (meia), Gustavo Lorenzetti (meia), Rodrigo Mora (atacante), Patricio Rubio (atacante), Sebastian Ubilla (atacante)
Resumo: A melhor fase da La U, quando tinha Eduardo Vargas, Lorenzetti, Aranguiz, Henríquez e Jorge Sampaolli, de treinador, já passou faz tempo. No entanto, o clube que nesta época fora até chamado de "Barcelona das Américas", hoje tenta juntar os cacos após a bela campanha na Sul-Americana de 2011. Com alguns remanescentes daquele time frenético, que buscava o ataque, a marcação pressão no campo de defesa do adversário e os chutes rápidos, ainda estão presentes. Lorenzetti, que é o principal articulador da equipe, está numa fase de altos e baixos, nem de perto parece aquele jogador extraordinário que cansou de colocar o Vargas na cara do gol. Buscando reencontrar sua identidade, La U conta ainda com muitos jogadores argentinos em seu plantel, totalizando seis jogadores. O modo de jogar continua o mesmo, porém, com uma intensidade bem menor do que de outrora. Apesar de ter mantido uma boa parte daqueles que participaram do melhor momento da história da equipe, os destaques principais mudaram um pouco. Rubio, Fernández e Mora, um chileno, um argentino e um uruguaio, são os principais jogadores e goleadores da equipe agora. Dentre os três, o uruguaio, que veio do River Plate, é o mais perigoso.


Grupo 6 (Atlético Nacional, Grêmio, Newell's Old Boys e Nacional-URU)


Atlético Nacional








Títulos: 1 (1989)
Apelido: Los Verdolagas e Rey de Copas 
Estádio: Anastasio Girardot
Jogadores-chave: Alejandro Bernal (lateral), Juan Valencia (meia), Edwin Cardona (meia), Alexander Mejía (meia) e Juan Pablo Angel (atacante)
Resumo: Uma equipe rápida, inocente e que catimba o jogo até não querer mais. Os Verdolagas são a síntese do futebol colombiano no seu mais puro estado. O trio de meias formado por Cardona, Valencia e Mejía valem pela equipe toda, pois os três são jogadores habilidosos e enjoados. Cardona, aliás, é uma boa aposta para qualquer equipe brasileira que precise de um "enganche enjoado". No famoso Grupo da Morte, o Atlético deve ser a grande surpresa por se tratar de uma equipe acostumada com jogos importantes, além de ter uma Libertadores no currículo. Porém, sua "ingenuidade" pode acabar atrapalhando os planos dos colombianos para conseguir uma vaga para a segunda fase.


Grêmio







Títulos: 2 (1983 e 1995)
Apelido: Tricolor e Imortal 
Estádio: Arena Grêmio
Jogadores-chave: Zé Roberto (meia), Maxi Rodríguez (meia), Cristian Riveros (volante), Hernán Barcos (atacante) e Kleber (atacante)
Resumo: O Tricolor dos pampas mudou bastante da equipe que disputou a Libertadores de 2013, quando possuía um dos elencos mais caros da competição. Hoje, com uma equipe mais modesta e cheia de jovens promessas, o clube gaúcho espera mudar o panorama, já que fora eliminado por clube cujo salário de todos os jogadores juntos não dava o do Vargas. Sem o chileno, o volante Souza, Elano e Dida, alguns dos nomes mais pesados do elenco em 2013, o Grêmio busca uma maneira diferente de ser forte e barato, já que o rombo no cofre do clube foi monumental. Com um treinador inexperiente em Libertadores, porém muito promissor, o clube teve o azar de pegar o grupo mais difícil da primeira fase. Após impasse, Zé Roberto, que não teve um ano muito bom tecnicamente, renovou e deve ser o pilar da equipe. Para a armação, Maxi Rodríguez, que apareceu muito bem na segunda metade do Brasileirão, é a grande esperança. Rápido, driblador e contundente, o uruguaio tentará consagrar Barcos de uma vez por todas no Grêmio. A arma secreta do Tricolor, no entanto, não é nem o argentino, muito menos o Gladiador. O grande segredo do clube é o volante paraguaio Cristian Riveros, que além de ser um ótimo marcador, possui uma chegada muito potente ao ataque.


Newell's Old Boys






Títulos: 0
Apelido: La Lepra (ou Leprosos) 
Estádio: Marcelo Alberto Bielsa (Coloso del Parque)
Jogadores-chave: Marcos Cáceres (lateral-direito), Gabriel Heinze (lateral-esquerdo), Maxi Rodriguez (meia), Éver Banega (meia/volante), David Trezeguet (atacante) e Gabriel Hachen (atacante)
Resumo: Após chegarem muito perto de tentar conquistar o inédito título da Libertadores, após perderem nas semi-finais para o Atlético-MG, o Newell's Old Boys reforçou-se de forma espetacular para essa edição. Com a contratação de Éver Banega, que estava infeliz no Valencia, os Leprosos possuem um dos melhores meio de campos da Copa, que ainda conta com o experiente e craque Maxi Rodriguez. Portanto, a equipe da cidade de Rosário tem tudo para ser uma das mais técnicas do torneio, já que os volantes também sabem jogar um futebol refinado. Mesmo não sendo titular absoluto da equipe, o famoso David Trezeguet, que saiu do River Plate que não tinha dinheiro para pagar o seu salário, é a referência para os jogos mais truncados. O outro atacante de destaque do elenco, Gabriel Hachen, lembra muito o estilo de jogo de um outro ex-atacante que fez muito sucesso pelo Newell's recentemente. Comparado a Ignacio Scocco, Hachen só não é um bom cobrador de faltas, mas de resto ele é idêntico ao ótimo ex-atacante que foi mal aproveitado no Internacional. Treinado por Alfredo Berti, que trabalhava nas categorias de base do clube antes da saída de Tata Martino para o Barcelona, o Newell's mantem o padrão, com muitas jogadas na vertical e movimentação constante no ataque.


Nacional






Títulos: 3 (1971, 1980 e 1988)
Apelido: Bolso e Tricolor 
Estádio: Gran Parque Central
Jogadores-chave: Gustavo Munúa (goleiro), Andrés Scotti (zagueiro), Sebastian Coates (zagueiro), Nacho González (meia), Diego Arismendi (meia), Iván Alonso (atacante) e Álvaro Recoba (atacante)
Resumo: El Bolso, uma das equipes mais tradicionais da América Latina, também é uma das equipes mais velhas do mundo. Com uma média de 31 anos de idade, o Nacional se apega aos velhos ídolos que voltaram ao país para defender as três cores do gigante de Montevidéu. Devido a idade elevada, o sistema de jogo do Nacional acaba sendo limitado a jogadas aéreas, com os jogadores agrupados como uma coluna. O principal nome da equipe, apesar não ter conquistado o mundo como o Recoba, é o ótimo Iván Alonso, experiente atacante de 34 anos. Alonso é um jogador de técnica apurada, algo característico de muitos atacantes uruguaios. Sua maior qualidade são os chutes, que são deveras venenosos e quase sempre tem o destino certo. González e Arismendi são os jogadores responsáveis pela movimentação da equipe, que se for bem marcada pode se tornar mais estática do que uma estátua. Coates voltou ao Bolso por empréstimo do Liverpool, onde pouco atuava, para tentar dar um jeito nas falhas pelo alto, já que Scotti é um zagueiro baixo. No geral é isso, o Nacional é um time envelhecido, lento, previsível, mas que tem uma camisa pesada. Pode ser que o time faça um salseiro, mas num grupo difícil como esse fica difícil imaginar algo parecido.


Grupo 7 (Club León, Bolivar, Emelec e Flamengo)


León






Títulos: 0
Apelido: Los Panzas Vierdes e La Fiera 
Estádio: Estádio León (Camp Nou)
Jogadores-chave: Rafael Márquez (zagueiro), Elias Hernández (meia), Luis Montes (meia), Eisner Loboa (volante), Carlos "Gullit" Peña (meia-atacante) e Mauro Boselli (atacante)
Resumo: Os "barrigas verdes" ficaram mais de 10 anos fora da elite mexicana, e após voltarem à primeira divisão, em 2012, o clube engatou um título no ano de 2013. Isso tudo sob as mãos endinheiradas de um investidor, algo muito comum nos clubes mexicanos. Outra coisa peculiar, típica dos mexicanos, são as equipes "animadas" que possuem. O León é uma delas, já que o seu estádio fora batizado informalmente de Camp Nou (estádio do Barcelona). Além disso, eles uma numeração bizarra, onde o lateral é o camisa 7, e o atacante mais velho da equipe usa a camisa 1. No entanto, apesar dessas curiosidades, o León é uma equipe muito forte, rápida e técnica. Os principais destaques da equipe são os dois armadores, Luis Montes e Carlos Peña, e o atacante argentino Mauro Boselli, que já foi campeão da Libertadores com o Estudiantes, contra o Cruzeiro em 2009. Carlos "Gullit" Peña é o principal destaque do clube, já que ele fora vendido ao Arsenal para a próxima temporada. O meia-atacante recebeu esse apelido por causa do longo cabelo cacheado, tão reluzente quanto a sua técnica. Além dele, Montes, o camisa 10, é outro jogador para se tomar cuidado, porque o mexicano não só cadencia muito bem o jogo como também chuta muito bem de fora da área. Outro destaque da equipe mexicana é o treinador uruguaio Gustavo Matosas, que foi jogador do São Paulo, Atlético-PR, Goiás e Londrina.


Bolívar







Títulos: 0
Apelido: La Academia 
Estádio: Hernando Siles
Jogadores-chave: Edu Moyá (zagueiro), José Capdevila (meia), Juanmi Callejón (meia), Juan Arce (atacante) e Miguel Ferreira (atacante)
Resumo: Nomeado para homenagear o revolucionário venezuelano que libertou a América, o Bolívar é a equipe mais tradicional e popular da Bolívia. Com um time que preza o futebol bem jogado, la Academia procura ser o primeiro clube de um país a erguer a taça no continente. Para isso, o presidente do Bolívar, que também é presidente da Samsung na América Latina, resolveu investir pesado nas contratações. Com 3 espanhóis no elenco, o Bolívar gosta de jogar com a bola no chão e explorar a movimentação de seus homens de frente. Edu Moyá, zagueiro que teve uma passagem de destaque pelo Celta de Vigo, José Capdevila (não é aquele), que jogou em clubes nanicos da Espanha, e Juanmi Callejón, revelado pelo Real Madrid e com passagens pelo Hércules e e futebol grego, são os principais jogadores da equipe. Aliás, Juanmi é irmão do José Callejón, atacante do Napoli e ex-jogador do Real Madrid. Arce, lembra dele? Bom, após a meteórica passagem pelo Corinthians o atacante boliviano não obteve o mesmo destaque em sua vida. Voluntarioso e arisco, Arce é o xodó da torcida do Bolívar. O uruguaio Ferreira é o homem gol da equipe, que adora receber bolas aéreas para usar seu corpanzil para ganhar dos zagueiros na disputa pela cabeçada.


Emelec







Títulos: 0
Apelido: El Bombilo, Los Eléctricos e El Ballet Azul
Estádio: George Capwell
Jogadores-chave: Cristian Nasuti (zagueiro), Pedro Quiñónez (meia), Fernando Giménez (meia) e Marcos Caicedo (atacante) 
Resumo: A Empresa Eléctrica del Ecuador, vulgo Emelec, é o time de maior apreço no Equador, e por isso tem mais chances nas contratações. Mas, como não está fácil para ninguém, o Emelec perdeu vários jogadores que ajudaram a equipe na Libertadores passada, quando o time desempenhou um bom papel. Para este ano, Nasuti continua sendo a referência na zaga, que ainda bate muita cabeça. Quiñónez e Giménez são jogadores perigosos, cujas habilidades são parecidas. O primeiro é de dar mais movimentação, puxando a zaga adversária para o lado oposto da bola. Já o segundo também se movimenta bem, porém, prefere distribuir o jogo para os atacantes. No entanto, o melhor jogador da equipe, e uma boa promessa do futebol equatoriano, é o atacante Marcos Caicedo, que é muito forte e goleador. Caicedo pode desempenhar tanto a função de centroavante quanto a de segundo atacante. O jovem equatoriano de 21 anos seria uma ótima aquisição para qualquer clube brasileiro.



Flamengo






Títulos: 1 (1981)
Apelido: Mengão
Estádio: Maracanã
Jogadores-chave: Léo Moura (lateral), Elano (meia), Lucas Mugni (meia), Éverton (meia) e Hernane (atacante)
Resumo: A equipe do Flamengo é uma coisa interessante. O elenco rubro-negro, que nem de longe é maravilhoso, possui peças boas e outras nem tanto, o que deixa muita gente em dúvida sobre o que Flamengo será capaz de fazer. Sem Elias, o Mengão aposta nos passes de Elano e na movimentação de Éverton para tentar ocupar o espaço deixado pelo ex-camisa 8 da equipe que voltou ao Sporting. Lucas Mugni, excelente meia argentino, vai precisar de tempo até se acostumar com o jeito brasileiro. Entretanto, pela técnica que tem, o meia argentino pode ser o articulador que o Flamengo tanto precisa. No ataque, o brocador Hernane é incontestável. Sem precisar dar muitos toques na bola, o centroavante não titubeia em chutar ao gol, o que é ótimo. Mas, caso o brocador não se encontre num dia inspirado, o Flamengo tem Alecsandro como opção no banco de reservas. O rubro-negro não é aquela seleção que muita gente está imaginando, porém, nem longe é uma equipe formada por cabeças-de-bagres. O Maracanã será uma arma muito forte para o time ir além de suas claras limitações e arrancar resultados expressivos. Ah, o clube carioca deu uma "sorte" tremenda de ter que jogar em três países com um tipo de altitude diferente.


Grupo 8 (Anzoátegui, Santos Laguna, Penãrol e Arsenal)


Anzoátegui






Títulos: 0
Apelido: El Acorazado e El Depor
Estádio: José Antonio Anzoátegui
Jogadores-chave: Juan Fuenmayor (zagueiro), Evelio Hernández (meia), Rolando Escobar (meia) e Edwin Aguilar (atacante)
Resumo: Mais um caçula na Libertadores que promete fazer um pouco de barulho. Fundado em 2002 e com um recente acesso em 2007, o Deportivo Anzoátegui é uma equipe sem nenhuma tradição em competições sul-americanas. No entanto, para destoar da juvenilidade da agremiação, a maioria dos jogadores estão acima dos 26 anos de idade, sendo que os principais jogadores da equipe possuem mais de 28 anos. Fuenmayor, que você já deve ter visto em algumas partidas pela seleção venezuelana, é o capitão e zagueiro de confiança da equipe. Hernández, que não é tão velho quando o nome sugere, tem 29 anos e fora convocado para todas as partidas da seleção Vinotinto durante as Eliminatórias para a Copa de 2014. Hernández é o grande craque do time, responsável por armar e fazer gols. A dupla panamenha (incrível como os venezuelanos gostam de jogadores panamenhos) composta por Escobar e Aguilar, de 32 e 28 anos respectivamente, é responsável por anotar os valiosos gols do Deportivo. O clube não deve prosseguir para a segunda fase, mas é bom tomar cuidado, pois eles não são bobos e tem a altitude ao seu favor.


Santos Laguna







Títulos: 0
Apelido: Los Guerreros e El Verdiblanco 
Estádio: TSM Corona
Jogadores-chave: Oswaldo Sanchez (goleiro), Marc Crosas (meia/volante), Mauro Cejas (meia), Carlos Quinteros (atacante), Andrés Renteria (atacante) e Oribe Peralta (atacante) 
Resumo: Apesar de ser uma equipe muito nova, o Santos Laguna é a síntese do novo futebol mexicano, onde clubes são fundados ou comprados por algum comerciante/empresário famoso da região que injeta muito dinheiro na equipe para promover um espetáculo cheio de barulho e coisas coloridas. O clube da região de Torreón, conseguiu montar uma equipe bastante interessante com jogadores experientes e desconhecidos. O interminável Oswaldo Sanchez, no alto de seus 40 anos, é o capitão da equipe alviverde. O goleiro não terá muito trabalho para manter o foco dos jogadores, que em sua grande parte são jogadores escaldados. Vocês provavelmente já ouviram falar do volante Marc Crosas, revelado pelo Barcelona (vejam só!), mas que não teve muitas chances nem nos pequenos clubes espanhóis. Crosas é um jogador limitado, mas, por ser cria do Barcelona, o volante consegue ser titular nesse bom meio-campo da equipe mexicana. Ribair Rodriguez e Juan Rodriguez são os outros volantes que dão suporte para que Mauro Cejas, argentino revelado pelo Newell's, tenha liberdade para criar as jogadas sem ter que se importar com a marcação. O ponto forte do Santos Laguna, porém, é o ataque. Composto por jogadores leves e com faro de gol, o clube mexicano é letal jogando em Torreón. Quinteros, jogador da seleção colombiana, é muito rápido e driblador. Oribe Peralta, centroavante titular da seleção mexicana responsável pelos dois gols salvadores na repescagem para a Copa, é o grande nome e ídolo do Laguna. O atacante mexicano movimenta-se com fluidez e tem um chute muito trabalhado. É um ótimo centroavante. Além desses dois, o Santos Laguna conta com Andrés Renteria, irmão do Wason Renteria (ex-Santos e Internacional), e com Javier Orozco, segundo atacante que já fora convocado para a seleção.


Peñarol







Títulos: 5 (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987)
Apelido: El Carbonero 
Estádio: Centenario
Jogadores-chave: Darío Rodríguez (zagueiro), Emiliano Albín (lateral-esquerdo), Luis Aguiar (volante), Sergio Órteman (meia), Antonio Pacheco (meia), Marcelo Zalayeta (atacante) e Fabián Estoyanoff (atacante)
Resumo: A situação do maior vencedor de Libertadores DESTA edição é tão cruel quanto a do seu arquirrival, o Nacional. Dá dó ver dois gigantes sul-americanos vivendo de jogadores velhos, gastos e que pouco conquistaram no futebol como principais armas e esperanças. Apesar desses empecilhos todos, o Peñarol, que milagrosamente chegou à final de 2011 e fora derrotado facilmente pelo Santos, consegue se manter no continente. Com uma média de idade de 34 anos, o clube Carbonero é o mais velho da competição. Comandado por Jorge Fossati, que teve breve passagem pelo Internacional, mas que também tem um ótimo currículo de Libertadores (conquistou o torneio em 2008, com a LDU), o Peñarol baseia todo o seu plano tático em jogadas de força. Por ser um time muito velho, jogadas de velocidade são praticamente inexistentes em partidas protagonizadas pelo clube Carbonero. Darío Rodríguez, grande ídolo dos hinchas, continua sendo titular da zaga do Peñarol, além de carregar a braçadeira de capitão. Emiliano Albín é o jogador que deve ter a função mais ingrata dessa Libertadores, já que ele é o lateral de um time que pouco corre mas que marca muito. Albín é uma boa alternativa para jogadas de profundidade e desafogamento pelos flancos. Luis Aguiar, remanescente da equipe vice-campeã de 2011, é o volante moderno do Peñarol, responsável também por armar a equipe lá da defesa. Do Aguiar para frente você só encontrará jogadores que você mentalmente irá dizer "AAAAAH, É AQUELE!". O primeiro deles é Sérgio Órteman, de 35 anos, que já conquistou a América por duas oportunidades (Olímpia em 2002 e Boca em 2007). O meia também teve uma "passagem" pelo Grêmio, justamente para tentar ajudar, sem sucesso, o tricolor gaúcho a conquistar a Copa. Depois dele temos Antonio Pacheco, que não é muito conhecido aqui no Brasil, mas que é muito ídolo do Peñarol. Por que ele é ídolo? Pacheco está há mais de 13 anos defendendo as cores aurinegras do Peñarol. Entretanto, o jogador de 37 anos de idade só tem UM título pelo clube (campeonato uruguaio de 2012/13). Mais a frente, o ataque do Peñarol tem 66 anos de idade. Isso porque os dois atacantes têm 35 e 31 anos de idade. O de 35 é bem conhecido dos brasileiros, e trata-se de Marcelo Zalayeta, que jogou por muito tempo na Juventus. Zalayeta fora inúmeras vezes artilheiro do campeonato uruguaio, porém, com a idade elevada o jogador teve seu desempenho cortado pela metade. Ao seu lado está Fabián Estoyanoff, que teve passagens breves por clubes espanhóis e gregos antes de voltar ao país para defender as cores do Carbonero. Estoyanoff é um jogador que cai mais pelas bandas do campo para dar mais movimentação e profundidade para que Zalayeta receba os cruzamentos. O Peñarol terá de contar muito com o apoio da fanática torcida e também com os poderes mágicos de sua camisa pesada para tentar alguma coisa nesse grupo.


Arsenal







Títulos: 0
Apelido: El Arse
Estádio: Julio Humberto Grondona (Nuevo Viaducto)
Jogadores-chave: Cristian Campestrini (goleiro), Franco Zuculini (volante), Damián Pérez (meia), Julio Furch (atacante), Milton Caraglio (atacante) e Mauricio Sperduti (atacante)
Resumo: O time do chefão da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, é um perfeito exemplo do clube argentino que possuía pouca expressão no futebol, mas que soube muito bem aproveitar o péssimo momento financeiro que assombra os gigantes de Buenos Aires e Avellaneda para crescer. Ao vencer a Sul-Americana de 2007, o Arsenal de Sarandí (pequena região de Avellaneda) fincou a sua bandeira no mapa do continente latino. A equipe de Gustavo Alfaro joga à la Argentina, um futebol muito cadenciado e de contra-ataque fulminante. A equipe argentina também é um tanto folclórica. Cristian Campestrini, cujos reflexos são muito bons, é muito baixo para sua posição, tendo em altura míseros 1,79m. Apesar dessa desvantagem, Campestrini é considerado um goleiro seguro e muito bem colocado debaixo das traves, o que anula qualquer problema que possa ser causado pela altura. O ponto forte da equipe do Arsenal, apesar de ter três atacantes listados, é o meio-campo. Franco Zuculini, volante moderno que tem uma visão de jogo muito interessante, chegou ao Arsenal para comandar a saída de bola da equipe que gosta muito de contra-atacar o adversário. Zuculini já disputou Mundiais e Olimpíadas pela Argentina, porém, sem sucesso algum na Europa. Marcone e Carrera também são jogadores elogiáveis, cujo controle de bola e passe são excelentes. No entanto, o grande nome do Arsenal é o enganche clássico argentino que atende pelo nome de Damián Pérez. Com 25 anos de idade, e com 8 anos de Arsenal, Pérez é a joia dessa equipe, sendo responsável por todas as ações ofensivas do time. O enganche gosta muito de tabelar com os atacantes e arrematar de frente para o gol, característica muito semelhante à de Montillo. O ataque do Arsenal varia de 3 para 2 atacantes de acordo com a proposta do adversário. Julio Furch é um centroavante por natureza, mas, se for necessário ele também joga pelas beiradas do campo, como um segundo atacante. Milton Caraglio (quero só ver como os narradores brasileiros vão se virar nessa) é um jogador que desempenha melhor o seu papel se ele obtiver liberdade, já que marcar gols não é o seu forte. Por fim, Mauricio Sperduti, que começou a carreira como centroavante, mas que desempenha muito bem a função de meia-ofensivo, gosta de jogar de costas para o gol. O que pesa contra o time do Arsenal é a sua inexpressividade quando joga fora de seus domínios, onde pouco faz e muito toma dos adversários. O Arsenal deve brigar com o Santos Laguna pela liderança do grupo.

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