Postado Por : Caio Nascimento 4.2.14

Depois de quase cinco meses a NFL chegou ao final de mais uma temporada após a vitória do Seattle Seahawks por 43 a 8 contra o Denver Broncos, no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, na noite de domingo. Tão cruel quanto o placar imposto pelos Hawks serão os sete meses de pausa até setembro, quando a bola oval voltará a voar pelos estádios americanos.

Voltando ao Super Bowl, muitas coisas eram esperadas para a final, porém, poucas delas se consumaram em realidade. A primeira delas era a possibilidade do Super Bowl 48 ser o primeiro com neve num estádio com o teto aberto. A temperatura até que estava agradável para os jogadores, apesar do frio latente não ter produzido nenhum tipo de neve.

Outra expectativa que acabou não se tornando realidade fora o Denver Broncos. A equipe liderada por Peyton Manning simplesmente não apareceu para jogar o Super Bowl e fora completamente dominado pela ferocidade da defesa de Seattle, que além de ter contado com a cagada do snapper Manny Ramirez (incrível como aconteceu outro safety num Super Bowl), ela foi responsável por forçar quatro turnovers contra o ataque da equipe do Colorado.

Esperava-se muito também de Peyton Manning, o condecorado quarterback de Denver. Manning não só foi muito mal em suas campanhas, como fora responsável por chamadas completamente discutíveis, coisas que não estávamos acostumados até então. Quando o jogador foi despertar para o jogo o placar já apontava 29x0. Mesmo sendo a principal arma dos Broncos, Peyton também contou com a inutilidade de Wes Welker, Eric Decker e os dois Thomas, que apesar do Demaryius ter anotado o único touchdown da equipe, pelo conjunto da obra ele também fora aquém daquele jogador que destroçou o New England Patriots na final da AFC.

A defesa do time laranja também esteve muito aquém do progresso nos playoffs. Com exceção de Danny Travathan, o grande nome da equipe no Super Bowl, a linha defensiva toda fora um grande desastre, sendo incapazes de parar até o mais fraco dos WRs de Seattle, o Golden Tate.

Apesar da decepcionante jornada de Denver, o Seattle Seahawks provou mais uma vez que um time intransponível na defesa só precisa de um quarterback bom e um ataque razoável para vencer um Super Bowl. A equipe da cidade do grunge fora impecável em todos os pedaços do campo na noite de domingo, sendo que não fora só com sua defesa, mas tendo o seu time de especialistas fazendo um trabalho fenomenal naquele retorno para touchdown do Percy Harvin. Aliás, Harvin fora poupado da pedreira contra os 49rs justamente para o Super Bowl, e deu muito certo. O WR, que jogou apenas 3 partidas na temporada antes da grande final, desempenhou um excelente papel estratégico para Russelll Wilson, onde permitiu ao QB de Seattle aproveitar mais passes longos contra uma defesa que só bateu cabeça na secundária.

Sobre a defesa, não há muito o que dizer além de que ela é espetacular. Mesmo contando com uma partida relaxada de Richard Sherman, que tirou sarro até não poder mais antes do jogo, os Seahawks contaram com um jogo inspirado de Kam Chancellor e Malcom Smith, que após o final da partida fora coroado como MVP do Super Bowl.

Trocando em miúdos, foi um Super Bowl "chato" e extremamente merecido, pois fora completamente dominado pelo excelente time de Seattle. Depois de amargurar o resultado polêmico do Super Bowl de 2006 contra os Steelers, a Legion of Boom tem mais um motivo para gritar mais alto ainda no CenturyLink Field por mais alguns anos. Além disso, o Super Bowl 48 também registra mais uma final perdida por Manning, que tem apenas um título e dois vices contra dois títulos e nenhum vice do seu irmão mais novo. Cruel? Talvez não...

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