Postado Por : Caio Nascimento 15.1.13

O final de semana passado, entre 12 e 13 de janeiro, ficará marcado na história do futebol americano. Para quem acompanha a NFL, a promessa era de que Denver Broncos x Baltimore Ravens, San Francisco 49rs x Green Bay Packers, Atlanta Falcons x Seattle Seahawks e New England Patriots x Houston Texans seriam grandes jogos. E foram!
Muita gente, especialistas no assunto principalmente, apostavam ferrenhamente que o Denver Broncos seria o bicho-papão da AFC por causa de um tal Peyton Manning e da temível altitude de Mile High. Tudo bem, isso são fatores primordiais numa partida de playoff, mas algo dentro de mim não conseguia digerir muito bem essa ideia. Gosto da maneira como o Denver joga, mas dá-los vários créditos "apenas" pelo fator Peyton Manning? Acredite, já vi muita coisa acontecer na NFL nesses 10 anos de assiduidade. Apesar da extrema qualidade do Manning, eu nunca tinha visto os WRs de Denver num Pro Bowl, ou ao menos cotados para algo. Claro, Peyton poderia ser a peça que faltava pro ataque funcionar, mas mesmo assim continuava reticente.
Do outro lado jazia o Ravens, um time extremamente cascudo - costumava ter raiva do Ravens pois sua defesa, em especial o mito Ray Lewis, sempre complicava contra o meu time -, dado como favas contadas.
O jogo terminou em 38-35 para o Ravens, numa ótima jornada de Joe Flacco. O jogo fora para a prorrogação duas vezes (caso fosse um jogo de temporada regular, o empate teria sido o segundo na temporada), graças a um erro do herói Peyton Manning, que fora interceptado. Enquanto isso, Ray Lewis vive mais uma partida, se é que ele não enfartou no vestiário após o término dessa partida épica.
Depois do interminável embate entre Broncos e Ravens, havia o duelo entre Niners x Packers. Dois times compactos, sendo que os visitantes (Packers) estavam baleados por causa das inúmeras contusões ao longo da temporada. Apesar do contundente placar de 45-31 para os Niners, o jogo não foi tão fácil quanto diz o placar.
Contundente mesmo foi a partida do rookie Colin Kaepernick, que CORREU para 181 jardas na partida. Isso mesmo, um quarterback CORREU para 181 jardas na partida. Kaepernick mostrou o quão bom é, e o quão azarado o Alex Smith é. Aliás, o Niners é favoritíssimo contra o Atlanta, apesar de jogar no Georgia Dome, justamente por causa do rookie.
Georgia Dome, aliás, foi o palco de outro jogo memorável. Depois de várias tentativas, Matt Ryan perdeu o cabaço nos playoffs! Entretanto, a partida entre Atlanta Falcons e Seattle Seahawks foi um daqueles jogos que dá a impressão de que o perdedor saiu como vencedor.
Por que? Seattle tirou uma diferença de 20 pontos no último quarto do jogo, fazendo-se assim uma virada fantástica. Porém, a turma do excelente Russel Wilson (outro quarterback novato), não contava com a astúcia do ataque de Atlanta que conquistou o field goal da vitória: 31-28. É, Seattle vem fortíssimo para a próxima temporada!
O último jogo dos playoffs da noite ficou por conta do meu time, o New England Patriots. E foi justamente o jogo mais tranquilo dos playoffs. Tom Brady desfilou toda a sua técnica milenar contra JJ Watt, e comandou com maestria a conquista da vaga. Porém, nem tudo são flores. Rob Gronkwoski quebrou o braço novamente e ficará de fora até o final dos playoffs. Além disso, existem pontos à serem considerados neste duelo.
O primeiro ponto: a facilidade do New England em dominar a partida rapidamente. No futebol americano, o time que possui um quarterback muito acima da média geralmente marca muitos pontos. Os Pats marcam pontos demais! A facilidade em dominar o jogo provêm da alta gama de variações no gameplay elaborado por Josh McDaniels, coordenador de ataque. Tom Brady, sempre sabe o que fazer.
O segundo ponto: a melhora na defesa de New England. Eu cansei de xingar o sistema defensivo do New England desde a saída do Teddy Bruschi. Hoje, com os novatos Dont'a Hightower e Chandler Jones, aliados ao excelente e megatônico Vince Wilfork, formam uma linha defensiva ligeira. Quem diria, ao contrário do ataque, a defesa de New England era muito lenta.
O terceiro ponto: Matt Schaub e sua sina nos jogos decisivos. Depois da surra sofrida contra o próprio Patriots, Houston não foi mais o mesmo. Melhor, Matt Schaub não foi mais o mesmo. É impressionante a fragilidade do quarterback em momentos decisivos.
O último ponto: New England reaprendeu a correr. Um time que teve Lawrence Marroney como running back há pouco tempo não poderia ter desaprendido a correr. New England encontrou nos jovens Shane Vereen (anotou 3 touchdowns na vitória por 41-28) e Stevan Ridley a chave do sucesso.
Infelizmente a temporada está acabando. No próximo final de semana teremos as finais de conferência da NFC e da AFC. No sábado, Atlanta Falcons enfrenta o San Francisco 49rs no Georgia Dome, em Atlanta. E no domingo, o repeteco da temporada passada entre New England Patriots e Baltimore Ravens acontece no Gillette Stadium, em Foxborough. Que essa temporada seja eterna enquanto dure!

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