Postado Por : Caio Nascimento 17.1.13

A notícia de que Pep Guardiola seria o novo treinador do Bayern de Munique, ao término desta temporada, transcorria desde segunda-feira. O boato se confirmou verdadeiro nesta quarta-feira quando o clube bávaro confirmou a contratação do ex-comandante do Barcelona como o predecessor de Juup Heynckes, que vai se aposentar em julho.
Desde o seu divórcio com o Barcelona, Guardiola se reclusou durante 1 ano. Poxa, um treinador que venceu 16 troféus em 4 anos merece um descanso. Estudioso como é, Guardiola deve ter assistido, ao menos, um jogo de cada liga futebolística nesse mundo.
Especulou-se que o catalão assinaria com o Chelsea já no começo desse ano. Mentira. Depois ventilaram o seu nome no PSG. Mentira. Houve até um murmurinho de que ele poderia treinar a seleção do Qatar. Mentira. Seleção Brasileira? Por mais que fosse um sonho dele, os vampiros da CBF jamais aceitariam.
Surgiu então o gigante europeu Bayern de Munique. Um clube tradicional com vários fãs no mundo afora, e que investe pesado nas categorias de base. Os bávaros sempre revelam craques (Schweinsteiger, por exemplo). Além do mais, o Bayern sempre fora um time de futebol refinado, ofensivo e técnico. Assim como fora com o Van Gaal, holandês que deu o primeiro título da Liga dos Campeões ao Barcelona (veem a coincidência?), e o próprio Heynckes, atendo-se apenas aos treinadores deste século.
Pep saiu do Barcelona dizendo que estava à procura de novos desafios. Pois agora ele conseguiu! A Bundesliga, que na minha modesta opinião, é o segundo melhor campeonato europeu para se assistir, atrás apenas da Premier League. Nela não se pode gastar mais do que arrecada, essa medida fora tomada há 10 anos atrás e vem dando ótimos resultados aos clubes. Graças à essa regra da saúde financeira, os clubes necessitam formar jogadores em suas canteiras e rodar o mundo à procura de jogadores bons e baratos que possam gerar lucro no futuro.
Voltando as atenções ao novo casamento de Guardiola, agora com o Bayern, pode-se nesse momento imaginar algumas hipóteses. Pep deve receber em julho um time montado e, provavelmente, campeão alemão. Nesse time, Guardiola terá Manoel Neuer (goleiro que tem a menor média de gols sofridos na Bundesliga), Phillip Lahm (uma potência tanto no ataque quanto na defesa, além de jogar nas duas laterais), Dante (zagueiro brasileiro que é cultuado na Alemanha e, estranhamente, nunca fora convocado), Schweinsteiger (gênio do meio-de-campo), Toni Kroos (tem tudo pra desempenhar o papel de Iniesta nos tempos de Guardiola no Barcelona), Javi Martinez (eterno sonho de consumo de Guardiola nos tempos de Barcelona), Thomas Muller (artilheiro da última Copa), Franck Ribery (habilidoso e taticamente imprescindível), Arjen Robben (craque problemático) e Mario Mandzukic (roubou a posição de titular do Mario Gomes).
Se não bastasse esses excelentes jogadores, o Bayern ainda conta com os jovens David Alaba (jogador austríaco, canhoto, e que joga de lateral, volante e meia), Xherdan Shaqiri (jovem meia-esquerda suíço, que veio para o Bayern de Munique após desempenhar ótima UCL pelo Basel), Luiz Gustavo (volante pindense que joga desde zagueiro até segundo volante) e o Emre Can (jovem volante turco, destaque da última Copa do Mundo Sub-20).
As perspectivas são excelentes para Pep Guardiola. A identificação do treinador que cresceu no Barcelona, onde comprou a ideia dos dirigentes catalães ao montar uma equipe que cultuasse o inveterado tike-taka, facilitou no seu processo de genialidade. Porém, a realidade do Barça é uma história. Lá existe Messi, Xavi, Iniesta e Fábregas, que sempre foram tidos como craques. No Bayern, ainda existe a expectativa de que Schweinsteiger, Toni Kroos, Franck Ribery e Thomas Muller se tornem tão grandes quanto o seu potencial nos leva a crer.
Guardiola não precisa montar um Barcelona dentro do Bayern de Munique para que o seu sucesso seja reconhecido. Os bávaros, com Juup Heynckes, já desempenha um futebol bonito e competitivo. No entanto, ainda falta algo a mais para que o Bayern seja a primadona do futebol mundial. Pode ser a posse de bola massacrante do Barcelona, ou pode ser o Lionel Messi...
Independente disso, Pep pode manter o mesmo esquema tático do time de Munique: o 4-2-3-1. Com Ribery e Robben bem abertos nas pontas e com Muller centralizado no meio, como quase um segundo atacante. Atrás desse trio, a dupla de volantes varia de acordo com o adversário. Na maioria das apresentações, o Heynckes entra com Schweinsteiger e Toni Kroos que dão uma qualidade imensa ao meio-de-campo. O primeiro é unanimidade no time, já o segundo revesa com o brasileiro Luiz Gustavo, ou com o espanhol Javi Martinez quando é necessário marcar o adversário abruptamente.
Caso queira, Guardiola pode mudar o modo de jogar sem alterar o esquema tático vigente. Ao invés de colocar o Schweinsteiger como primeiro volante, Pep pode avançá-lo para segundo volante e colocar o Martinez na contenção. Toni Kroos pode trocar de lugar com Muller, que roubaria a vaga de atacante do croata Mandzukic.
É claro que são apenas suposições. Guardiola pode pedir novos reforços -alguns do próprio Barcelona-, ou talvez utilizar uma dessas coisas que disse acima. Além disso, Pep travará duelos interessantes com Jurgen Klopp, excelente comandante do Borussia Dortmund, e Sami Hyypia, aquele ex-zagueiro do Liverpool que hoje treina o Bayer Leverkusen.
Os desafios serão maiores para Guardiola em sua empreitada na Bundesliga, já que o nível de competitividade do campeonato alemão é maior que do no campeonato espanhol. Mas, pelo pouco que deu para ver do ex-treinador do Barcelona durante esses quatro anos mágicos na terra de Carlos Ruiz Zafón, é que classe e trabalho não faltarão em Munique. Como os alemães são centrados em conquistar objetivos, quem mais ganha com isso são os torcedores do Bayern de Munique e a Bundesliga.

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